Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy

Pouco mais de um ano após o crime que ficou conhecido como “O Massacre da Serra Elétrica” na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, os seis envolvidos no episódio foram identificados por policiais da 21ª DP (Bonsucesso) e tiveram a prisão preventiva decretada pela 2ª Vara Criminal da Capital por homicídio triplamente qualificado.

Amabílio Gomes Filho, o Amabílio ou MB

Integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e envolvidos com o tráfico de drogas na região, Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy, Amabílio Gomes Filho, o Amabílio ou MB, Israel de Oliveira Silva, o Flecha, Luiz Carlos Gonçalves de Souza, o LC, Jorge Ribeiro, o Bodinho, e Wallace Sales da Silva, o Tatajuba, são acusados de matar e esquartejar Wladimir Augusto Paz dos Santos, o Mimi Cara de Peixe, e considerados foragidos da Justiça.

Israel de Oliveira Silva, o Flecha

O crime ocorreu em julho de 2011 e foi determinado pelo Tribunal do Tráfico da Nova Holanda como punição a Mimi, que havia “pulado de facção” e saído do local para se juntar à quadrilha liderada pelo traficante Marcelo Santos das Dores, o Menor P, da facção rival Terceiro Comando Puro (TCP), na Favela Baixa do Sapateiro, também no Complexo da Maré.

Luiz Carlos Gonçalves de Souza, o LC

Após dois meses, ele resolveu voltar para seus antigos comparsas depois que perdeu o direito de andar armado porque usava drogas além do permitido. No entanto, não foi perdoado e acabou torturado e executado para servir de exemplo e “recado” a quem tivesse a intenção de copiar a atitude dele.

Wallace Sales da Silva, o Tatajuba

O crime foi registrado por câmeras e o vídeo da execução chegou a ser publicado no YouTube, sendo retirado após denúncias de conteúdo ofensivo. Fotos do corpo foram usadas para ilustrar funk. Um dos trechos da música diz: “O bonde tá pesado, se liga na minha idéia: traidor aqui não fica, vai pro massacre da serra elétrica” / “Sua cabeça já era, cortaram a sua cabeça, é o massacre da serra elétrica”.

O delegado José Pedro Costa da Silva, titular da 21ª DP, indiciou os seis por homicídio qualificado, violação e ocultação de cadáver – até hoje o corpo de Mimi não foi encontrado. Ele acredita que os membros do bandido tenham sido jogados na Baía de Guanabara ou queimados no “microondas” do tráfico.

Ao decretar a prisão dos acusados, o juiz Jorge Luiz Le Cocq D’Oliveira destacou: “Segundo o apurado, os acusados, indivíduos de altíssima periculosidade, comandam o tráfico de drogas na Favela Nova Holanda, cuja comunidade aterrorizam pelo poder bélico e pelos métodos brutais que utilizam. Desafiam permanentemente a autoridade constituída e se julgam acima da lei. Certos da impunidade, chegam ao ponto de exibir seus atos criminosos nas redes sociais da Internet”.

E o magistrado continua: “Aliás, a crueldade demonstrada no cometimento dos fatos descritos causa perplexidade até nos profissionais mais experientes dos órgãos de repressão penal”.

O juiz finaliza destacando que a liberdade dos acusados compromete a ordem pública: “é evidente que, dado o perfil dos imputados, somente com a efetivação da medida constritiva as testemunhas estranhas aos quadros de segurança – a população local, como é notório, vive absolutamente subjugada, tendo de respeitar a famigerada ´lei do silêncio´ – sentir-se-ão minimamente seguras para comparecer em juízo e depor, pelo que a segregação provisória igualmente atende à conveniência da instrução criminal”, enfatiza.

Abaixo, link para foto divulgada pelos traficantes para servir de exemplo.
Não abra se não quiser ver uma imagem forte.

Mimi esquartejado (IMAGEM FORTE)


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