Quatro PMs e dois ex-policiais acusados de integrar milícia de Saracuruna

Publicado: 11 de outubro de 2012 em Baixada Fluminense, milícia, Operação Policial, PM preso, polícia civil, Policial Preso, prisão, segurança pública, Uncategorized
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Doze pessoas – sendo quatro policiais militares – foram denunciadas pelo Ministério Público por formação de quadrilha. Elas são acusadas de integrar uma milícia que age em Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, usando violência e armas de fogo para cometer homicídios qualificados, extorsões a moradores e comerciantes, venda de gás e TV a cabo ilegal, entre outros crimes.

Nove dos 12 denunciados foram presos por policiais da 60ª DP (Campos Elíseos), na operação batizada como Parajás – nome da deusa tupi do bem e da Justiça – e realizada na manhã desta quarta-feira, dia 10 de outubro. Outros dois acusados de integrar a quadrilha foram presos em flagrante. Os também agentes cumpriram 15 mandados de busca e apreensão. Entre os denunciados, o ex-PM Ailton da Silva Diniz, o Abel, preso desde maio desde ano.

De acordo com o delegado Felipe Couri, titular da distrital, o ex-PM continuava controlando o grupo de dentro da cadeia. Os três policiais presos eram considerados seus homens de confiança: o sargento Luiz Felipe Nunes de Souza, o Felipão ou Zé Orelha, do 9º BPM (Rocha Miranda), o sargento Alexandre dos Santos, o Tescão, lotado no 26º BPM (Petrópolis) e o sargento Sidney Pereira de Abreu, o Abreu, do 15º BPM (Duque de Caxias). Eles seriam os principais responsáveis por repassar as ordens de Abel. Um outro PM, o cabo Maurício Fernandes de Oliveira, o Fernandes, também lotado no 15º BPM, continuava foragido até a noite desta quarta-feira.

Além do cabo, continuam foragidos Jonatan Pinto Apolinário, o Cocão; e Hamilton de Moraes Ribeiro, o Hamilton. Os outros cinco presos nesta quarta-feira foram: o ex-PM Wellington Corrêa do Amparo, o Tonzinho; o candidato a vereador Fábio Márcio Neves Seixas, o Fabinho da Adega; Márcio Henrique Idalgo Rodrigues dos Santos, o Márcio Henrique; Jefferson da Silva Francisco, o Marcelinho; e Robertson Eduardo Duarte Milton, o Duarte.

Segundo as investigações – que tiveram início há seis meses -, além de explorar ligações clandestinas de TV a cabo e venda de botijões de gás, os criminosos cobravam taxa de segurança dos comerciantes da região que variavam de R$ 50 a R$ 150 por semana e faziam agiotagem cobrando juros que variavam de 35% a 40% ao mês. Quem não saldava as dívidas tinha carros e imóveis tomados pelo grupo.

O delegado Felipe Curi ressaltou que, desde a prisão de Abel, o índice de homicídios na região caiu 88%. Em setembro, houve três registros – sendo que a média mensal era de 25 assassinatos. Na Operação Parajás, os policiais apreenderam seis pistolas, três revólveres, dois CPUs, seis notebooks, além de celulares, munições, fardas do Exército, cerca de R$ 2.200 em espécie, notas promissórias e uma lista com cobrança e valores de agiotagem.

A denúncia foi encaminhada à Justiça pela 3ª Central de Inquéritos do MP. O documento narra que os criminosos, sempre com uso de violência, grave ameaça e armas de fogo constrangiam moradores e comerciantes da localidade a pagar por suposta proteção contra bandidos (“taxa de segurança”), além de cobrar comissões sobre venda de imóveis e comercializar clandestinamente combustível, cestas básicas, gás e TV a cabo (“gatonet”).

Além disso, ainda de acordo com a denúncia, os acusados extorquiam dinheiro de traficantes de drogas e exigiam armas como condição para não os prenderem, expulsavam moradores de seus imóveis para revendê-los a terceiros e mataram diversas pessoas que se recusaram a submeter-se às regras impostas pela milícia. Os homicídios geralmente ocorriam à luz do dia e em locais com grande aglomeração de pessoas.

Com base nas investigações, o MP detalhou na Denúncia o papel que cada acusado tinha dentro da milícia, liderada pelo ex-PM Abel e pelo sargento Luiz Felipe Nunes de Souza, que valia-se do fato de ter amplo conhecimento no meio policial e político em Duque de Caxias para promover os interesses da quadrilha.

Os criminosos vão responder pelas sanções previstas no Art.288, parágrafo único do Código Penal e no Art. 8º da Lei 8.072/90. Já Abel e Luiz Felipe responderão ainda pela agravante prevista no Art. 62, inciso I, também do Código Penal.

Ex-PM Ailton da Silva Diniz, o Abel, apontado como líder da milícia

PRESOS
Ex-PM Ailton da Silva Diniz, o Abel
Ex-PM Wellington Correa do Amparo, o Tonzinho
Sargento PM Luiz Felipe Nunes de Souza, o Felipão ou Zé Orelha (lotado no 9º BPM)
Sargento PM Sidney Pereira de Abreu, o Abreu (lotado no 15º BPM)
Sargento PM Alexandre dos Santos, o Tescão (lotado no 26º BPM)
Candidato a vereador Fábio Márcio Neves Seixas, o Fabinho da Adega
Márcio Henrique Idalgo Rodrigues dos Santos, o Márcio Henrique
Jeferson da Silva Francisco, Marcelinho
Robertson Eduardo Duarte Milton, o Duarte

FORAGIDOS
Cabo PM Maurício Fernandes de Oliveira, o Fernandes (lotado no 15º BPM)
Jonatan Pinto Apolinário, o Cocão
Hamilton de Moraes Ribeiro, o Hamilton

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