Protesto em frente ao QG da PM pretende chamar a atenção da sociedade para problemas na corporação

Publicado: 22 de maio de 2016 em Uncategorized

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Familiares de policiais e representantes da sociedade civil organizada preparam um protesto para a próxima terça-feira, dia 24 de maio. O objetivo é chamar a atenção não somente para as mortes – de janeiro até o momento, 39 policiais já foram assassinados no Estado do Rio -, mas também para a violência emocional, o assédio moral, o descaso e o desrespeito a que os PMs têm sido submetidos.

Nesses primeiros 142 dias de 2016, 174 policiais já foram baleados – média de mais de um por dia. Além de tentar incutir na população a ideia de que é difícil cobrar que a sociedade trate bem o PM se a própria corporação destrata os policiais e seus familiares, os coordenadores do protesto querem que a população tenha conhecimento do que os policiais passam.

“Sei que não vamos mudar o mundo vestindo uma camisa, não vamos melhorar a corporação da noite para o dia, mas só se busca soluções para problemas conhecidos. Vamos chamar a atenção de quem não acompanha esta realidade e ainda a desconhece. Só assim podemos esperar e cobrar mudanças”, ressalta a jornalista Roberta Trindade, que desde 2009 contabiliza e divulga a estatística de policiais mortos e baleados no Rio e é idealizadora da mobilização #basta.

Todas as denúncias feitas por policiais e seus familiares foram catalogadas e divulgadas em postagens na FanPage http://www.facebook.com/RobertaTrindadeRJ. A intenção é fazer com que elas cheguem ao conhecimento do grande público.

“Temos que tirar dinheiro do nosso próprio bolso para comprar nossa arma e ainda assim somos obrigados a andar desarmados porque a corporação não emite o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf)”, denuncia um policial, que está aguardando o documento há mais de um ano.

No último dia 8 de maio, o soldado Evaldo César Silva de Moraes Filho, 27 anos, morreu após ser baleado durante ataque covarde de criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que continuam controlando o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Alemão, o PM chegava para assumir o Regime Adicional de Serviço (RAS) quando foi alvo de tiros. Desarmado, ele subia a Avenida Central em seu carro particular.

Entre os outros relatos, viúvas que encontram dificuldades em começar a receber a pensão; a cobrança por resultados sem que sejam dadas condições e estrutura; o abandono do Hospital Central da Polícia Militar (HCPM); a imposição de escalas abusivas.

Os manifestantes estarão reunidos em frente ao Quartel General (QG) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro a partir das 10h. Todos estão convidados para demonstrar apoio e se familiarizar com a causa. O QG fica localizado na Rua Evaristo da Veiga, no Centro.

É possível demonstrar interesse ou confirmar presença no evento através do link AQUI

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