Atletas militares: 31% da delegação olímpica nos Jogos do Rio 2016

Publicado: 12 de agosto de 2016 em Uncategorized

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O atletas militares correspondem a 1/3 da delegação olímpica brasileira nos Jogos Olímpicos 2016, no Rio de Janeiro. O número é quase o triplo dos esportistas levados pelas Forças Armadas aos Jogos de 2012, em Londres – quando foram 51 de 259. Hoje, dos 465 atletas do Brasil, 145 são da Marinha, Exército ou Aeronáutica.

Eles  irão competir em 27 modalidades, ou 65% dos esportes das Olimpíadas. No judô, 100% dos atletas são militares – sendo sete homens que integram o quadro temporário do Exército e sete mulheres da Marinha.

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Todos os militares integram o Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento (PAAR) das Forças Armadas Brasileiras. Criado em 2008, através de uma parceria entre os ministérios da Defesa e do Esporte, o PAAR tem o objetivo de fortalecer a equipe militar brasileira em eventos esportivos de alto nível.

O alistamento é feito de forma voluntária e o processo de seleção leva em conta os resultados dos atletas em competições nacionais e internacionais. Dessa forma, as medalhas já conquistadas na carreira transformam-se em pontuações nos concursos para preenchimento das vagas.

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A partir daí, os atletas têm à disposição todos os benefícios da carreira, como soldo, 13º salário, plano de saúde, férias, direito à assistência médica, incluindo nutricionista e fisioterapeuta, além de disporem de todas as instalações esportivas militares adequadas para treinamento.

A permanência nos quadros militares é de no máximo oito anos, sem possibilidade de ascensão de patente. Além do salário mensal em torno de R$ 3.200 – por causa da graduação, na maioria deles, de terceiro sargento – os atletas militares podem ter outras fontes de recursos.

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“Muitos deles também recebem a bolsa atleta e não há nenhum inconveniente nisso. Outros têm patrocínios de empresas e estas coisas compõem o total da remuneração deles. Não há nenhuma proibição de que tenham outras fontes de renda”, informou o diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, almirante Paulo Zuccaro.

Mais do que a questão salarial, para o atleta é importante a infraestrutura oferecida nas unidades das Forças Armadas.

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“Temos uma retaguarda em apoio, com serviço de assistência médica muito bom, das três Forças Armadas, e as instalações esportivas são excelentes. Temos apoio de fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogo. Toda parte de ciência do esporte está disponível para esses atletas”, ressaltou Zuccaro.

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Os atletas selecionados mediante edital público para treinar nas diferentes modalidades esportivas de interesse das Forças Armadas frequentam um estágio básico, de 45 dias, mas depois podem continuar treinando e competindo por clubes desde que façam uma reciclagem periódica de instrução militar. A estrutura oferecida e o salário é para que eles possam se dedicar integralmente ao esporte.

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Final da Copa do Mundo, 2011, de Judô Bronze do Brasil e 1º Lugar Cuba Foto: Mateus PereiraSECOM

Nos Jogos Olímpicos de Londres, o Brasil voltou para casa com 17 medalhas – cinco delas de atletas militares, sendo quatro no judô (uma de ouro e três de bronze) e uma de bronze no pentatlo moderno.

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Além de representar a corporação em competições civis, como as Olimpíadas, os atletas do PAAR também participam de competições militares e, uma vez por ano, devem se apresentar na Escola de Educação Física da Urca, na Zona Sul do Rio, para treinos militares.

“Não nego que chorei quando tive que matar uma galinha e beber o sangue para me alimentar no meu primeiro treino”, revelou a esgrimista Amanda Simeão, 22 anos, incorporada ao Exército em 2015 e que já recusou um convite para posar nua por causa da condição de militar.

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Ganhador da medalha de prata, o atirador Felipe Wu, 24, já havia tentando concurso na Academia dos Agulhas Negras do Exército e na Academia da Aeronáutica antes de entrar no PAAR.

“Graças ao Exército, pude treinar no meu esporte”, contou Wu, se referindo ao fato de, como militar, ter podido comprar a pistola com que compete antes de completar 25 anos, idade mínima por lei para aquisição de arma no Brasil.

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Os militares de carreira são quatro: o sargento da Aeronáutica Bruno Mendonça, que é jogador de hóquei sobre a grama e ingressou na corporação como soldado em 2003; e três oficiais: o coronel Júlio Almeida, também da Aeronáutica, e o tenente-coronel Emerson Duarte e o major Cássio Rippel, ambos do Exército – todos do tiro esportivo.

Até esta sexta-feira, dia 12 de agosto, o Brasil tinha conquistado quatro medalhas: uma de ouro, uma de prata e duas de bronze. Todas de militares: Rafaela Silva (sargento da Marinha) – ouro no judô; Felipe Wu (sargento do Exército) – prata no tiro esportivo; Mayra Aguiar (sargento da Marinha) – bronze no judô; e Rafael Silva (sargento do Exército) – bronze no judô.

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