Arquivo de fevereiro, 2017

Em janeiro, 23 policiais mortos – em 31 dias – e a cinco dias do final do mês de fevereiro, oito. No total, o Estado do Rio de Janeiro já registra 68 policiais baleados em 2017 – mais de um por dia.

Apenas 29 – menos da metade – estavam de folga. Ainda assim, na maioria desses casos a morte foi consequência direta da profissão: ou o policial reagiu a um assalto, por saber que seria executado ao ter a identidade descoberta; ou tentou impedir que outra pessoa fosse vítima, cumprindo seu juramento de servir e proteger ainda que fora de serviço.

No mesmo período, em todos os Estados Unidos, foram 6 policiais mortos vítima de tiros – Califórnia, Flórida, Nova Iorque, Texas, Louisiana e Dakota do Norte.
JANEIRO
1° policial assassinado no #riopacificado em 2017

1° de Janeiro
Lotado no 3ºBPM, o soldado André William Barbosa de Oliveira, 32 anos, foi morto a tiros enquanto estava em uma festa na Favela do Batan, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. O corpo do PM – que trabalhava no Serviço de Inteligência (P-2), onde era permanência – foi encontrado dentro do porta-malas de seu próprio carro, na Rua Clodoaldo de Freitas, em Guadalupe, na Zona Norte.

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2° policial assassinado no #riopacificado em 2017

2 de Janeiro
Lotado no 15°BPM, o cabo Cleiton William Santos de Freitas foi assassinado, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O PM trafegava em seu veículo – o Saveiro preto placa KPG 9143 – e passava pela Estrada do Tinguá, na localidade conhecida como Chapéu do Sol, no bairro Xerém, quando foi abordado por criminosos armados com pistolas e fuzis. Os bandidos efetuaram diversos disparos contra o policial, que não teve chance de defesa nem oportunidade para tentar fugir.

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3° policial assassinado no #riopacificado em 2017

2 de Janeiro
Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Andaraí, o soldado Antônio Carlos Paiva Nunes, 34 anos, foi baleado quando passava de viatura pela Avenida Leopoldo Bulhões, na altura da Favela de Manguinhos, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, no domingo, dia 1° de janeiro. Ele estava de serviço na supervisão da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP). O PM ainda foi socorrido e levado para o Hospital Quinta D’or, em São Cristóvão, mas não resistiu aos ferimentos, e teve a morte cerebral confirmada pelos médicos no dia seguinte.

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4° policial assassinado no #riopacificado em 2017

2 de Janeiro
O sargento reformado da PM Francisco Assis de Aguiar, 58 anos, morreu após ser baleado durante tentativa de roubo na saída de um banco Bradesco, em Guapimirim, na Baixada Fluminense. Ele estava acompanhado pelo subtenente reformado da PM Valteir Lima Teixeira, que também foi baleado. Eles haviam acabado de sair da agência localizada na Rua Professor Rocha Faria, no bairro Vila Guapi, quando foram abordados. Os dois foram socorridos e levados para o Hospital Municipal de Guapimirim, onde o sargento Francisco não resistiu. O subtenente Valteir permaneceu internado.

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5° policial assassinado no #riopacificado em 2017

4 de Janeiro
Lotado no 18ºBPM, o soldado Jefferson Martins Pedra morreu após ser baleado em frente ao Tijuca Off Shopping, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, tentando impedir a fuga de criminosos que haviam assaltado uma joalheria.

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6° policial assassinado no #riopacificado em 2017

5 de Janeiro
Lotado na UPP Lins, o soldado Marcelo Abdalla Neder, 34 anos, morreu após ser baleado ao se deparar com uma quadrilha que roubava carga, na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Morador de Resende, ele seguia para assumir o serviço acompanhado por outros dois PMs. Um foi baleado no joelho e o outro foi agredido a coronhadas.

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7° policial assassinado no #riopacificado em 2017

7 de Janeiro
O subtenente reformado da PM Cássio Ferreira foi encontrado carbonizado em seu carro – um Renault Sandero cinza -, na Estrada Reta de Santa Cruz, em Itaguaí, na Baixada Fluminense.

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8° policial assassinada no #riopacificado em 2017

8 de Janeiro
Lotada na Chefia da Polícia Civil, a inspetora Glória Fabiane de Souza Melo, 47 anos, morreu após ser baleada pelo próprio irmão, o também policial civil Fernando Rogério de Souza Melo, 49. Ele, que trabalhava na 15DP, foi preso e autuado em feminicídio. O crime ocorreu após uma discussão no imóvel onde os irmãos moravam, na Rua Maria Eugênia, no Humaitá, na Zona Sul do Rio.

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9° policial assassinado no #riopacificado em 2017

9 de Janeiro
Baleado em 2016, o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Marzio Deon Resende, 56 anos, permaneceu cinco meses internado mas não resistiu. Lotado no Amazonas, o policial foi enviado para reforçar a segurança durante os Jogos Olímpicos e acabou vítima de uma tentativa de assalto no Trevo das Missões, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na saída de um plantão. Inicialmente internado no Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê, em São Gonçalo, ele tinha sido transferido para a unidade de saúde em Brasília, onde faleceu.

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10° policial assassinado no #riopacificado em 2017

10 de Janeiro
Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Tabajaras, o soldado Daniel Cavalcante da Silva foi morto por traficantes da Favela 77, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio. O corpo dele foi encontrado na Avenida Engenheiro Pires Rebelo, em Bangu, também na Zona Oeste, com marcas de tortura. O PM morava próximo à favela.

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11° policial assassinado no #riopacificado em 2017

12 de Janeiro
Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Arará/Mandela, o soldado Sandro Mendes de Lyra, 36 anos, morreu após ser baleado durante um ataque à viatura, na localidade conhecida como Igrejinha, na Favela Mandela, no Complexo de Manguinhos, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. O PM estava na viatura da Supervisão seguindo para a base da UPP quando criminosos em uma moto passaram e efetuaram diversos disparos contra o veículo. Atingido na cabeça, ele ainda foi socorrido e levado para o Quinta D’Or, em São Cristóvão, mas não resistiu. Ele estava na corporação desde 2012 e deixa esposa e dois filhos.

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12° policial assassinado no #riopacificado em 2017

14 de Janeiro
Lotado no 14°BPM, o sargento Fábio Magalhães Teixeira, 44 anos, morreu após ser baleado durante um ataque na Favela Vila Kennedy, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Ele ainda foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, onde foi submetido a uma cirurgia, mas não resistiu.

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13° policial assassinado no #riopacificado em 2017

15 de Janeiro
Lotado no 15°BPM, o sargento Cristiano da Anunciação Macedo, 39 anos, morreu após ser baleado ao tentar apartar uma briga durante uma festa no clube Fazenda, no bairro Vila Rosali, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

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14° policial assassinado no #riopacificado em 2017

18 de Janeiro
Lotado na 1CIPM (Palácio Guanabara), o cabo Cosme Rodrigues de Souza Júnior morreu após ser baleado durante tiroteio no shopping Jardim Guadalupe, no bairro Guadalupe, na Zona Norte do Rio. Atingido na cabeça, o PM chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu ao ferimento. Os criminosos teriam tentado praticar um assalto à joalheria Meiry Jóias quando o cabo, que estava de folga e passeava no local, tentou intervir e acabou atingido.

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15° policial assassinado no #riopacificado em 2017

19 de Janeiro
Adido ao Grupo de Apoio à Promotoria (GAP) de Nova Iguaçu, o subtenente João Máximo Guimarães Rodrigues morreu após ser baleado ao tentar impedir um assalto a uma padaria na esquina da rua onde mora, em Japeri, na Baixada Fluminense. O PM estava no estabelecimento, localizado na Rua Dulce Zilda, no bairro Parque Professor João de Maria, quando criminosos entraram e anunciaram o assalto. Ele reagiu e na troca de tiros acabou atingido. Socorrido por vizinhos, ainda foi levado para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu.

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16° policial assassinado no #riopacificado em 2017

22 de Janeiro
O subtenente reformado Amauri Pena, 52 anos, morreu após ser baleado ao reagir a um assalto em seu bar, no bairro Ramos, na Zona Norte do Rio.

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17° policial assassinado no #riopacificado em 2017

24 de Janeiro
O inspetor aposentado da Polícia Civil José Luiz Macedo Zandomingos, 57 anos, foi assassinado com vários tiros, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. O corpo dele foi deixado no porta-malas do Classic prata placa LUZ 8813,na Rua José Maria de Abreu.

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18° policial assassinado no #riopacificado em 2017

25 de Janeiro
Lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP), o sargento Renato Alves da Conceição, 39 anos, morreu após ser baleado em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Ele passava com seu veículo pela Rua Acapurana, na Favela Gardênia Azul, quando foi alvejado por cerca de oito tiros.

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19° policial assassinado no #riopacificado em 2017

27 de Janeiro
Lotado no 34ºBPM, o cabo Roque Medeiros Fonseca Júnior, 34 anos, morreu após ser baleado ao tentar impedir um assalto na loja Casas Bahia, no bairro Piabetá, em Magé, na Baixada Fluminense. O PM ainda foi socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu.

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20° policial assassinado no #riopacificado em 2017

27 de Janeiro
Lotado no 6ºBPM, o sargento Artur Fernando Ribeiro Moura, 47 anos, morreu após ser baleado durante uma saidinha de banco – quando a vítima é seguida e assaltada após efetuar saque em agência bancária ou caixa eletrônico -, na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Joaquim Nabuco, em copacabana, na Zona Sul do Rio. O PM ainda foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu.

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21° policial assassinado no #riopacificado em 2017

30 de Janeiro
Lotado no 29ºBPM,o subtenente Evaldo Fernandes da Silva morreu após ser atingido por um disparo acidental durante operação para prender os responsáveis por atirar no cabo Barros, na véspera. O PM tropeçou e na queda acabou disparando acidentalmente sua arma. Ele estava de colete, mas o projétil atingiu a clavívula onde não havia proteção, perfurando a veia clava. Socorrido e levado para o Hospital São José do Avaí, no Centro, ele teve várias paradas cardíacas e acabou não resistindo.

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22° policial assassinado no #riopacificado em 2017

31 de Janeiro
Lotado na Policlínica da Polícia Militar (PPM) Cascadura, o sargento André Luis de Araújo, 42 anos, morreu no dia 11 de fevereiro, após ficar internado por mais de uma semana. Ele foi baleado dentro de um bar na Rua Dona Maria, no bairro Agostinho Porto, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

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23° policial assassinado no #riopacificado em 2017

31 de Janeiro
O sargento reformado da PM Carlos Elias dos Santos Vasconcellos foi morto por traficantes da facção Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Conjunto da Marinha, no bairro Ipiranga, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Nascido e criado no local, o PM levava uma amiga interessada em alugar seu antigo apartamento quando foi reconhecido pelos criminosos. A amiga, a vendedora Vivian Ribeiro Machado Viana, também foi assassinada. Os dois corpos foram encontrados carbonizados no porta-malas de um carro roubado.

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24° policial assassinado no #riopacificado em 2017

05 de Fevereiro
Lotado no 4°BPM, o soldado Eduardo Ribeiro Paraguai, 36 anos, foi morto dentro da casa da namorada, na Rua Tinharé, no bairro São José do Imbassaí, em Maricá. O PM foi surpreendido pelo ex-marido de sua namorada. O assassino fugiu levando a pistola do policial. Segundo informações da Polícia, o criminoso pulou o muro da residência de sua ex-mulher e atirou no PM pelas costas.

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25° policial assassinado no #riopacificado em 2017

07 de Fevereiro
Lotado no 20°BPM, o cabo Tiago Bispo dos Santos, 34 anos, morreu após ser baleado durante incursão na Favela Dom Bosco, no bairro Cabuçu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Atingido no peito, o PM sofreu um rompimento da artéria subclávia. Ele ainda foi socorrido e levado para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu ao ferimento.

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26° policial assassinado no #riopacificado em 2017

10 de Fevereiro
O cabo reformado da PM Nelson do Carmo Costa morreu após ser baleado na porta de casa, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O PM tinha acabado de sair da academia e conduzia seu veículo pela Rua Sílvio Rocha, no Centro, quando foi cercado pelos ocupantes de um carro não identificado – um deles armado com um fuzil. O policial ainda desceu de seu automóvel e correu tentando entrar em casa, mas foi atingido por diversos disparos. Ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, na Posse, mas não resistiu.

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27° policial assassinado no #riopacificado em 2017

10 de Fevereiro
Lotado na UPP Manguinhos, o soldado Wallace Guimarães de Souza, 27 anos, morreu após ser baleado ao reagir a uma tentativa de assalto, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. O PM estava na Rua Senador Fernando Mendes, no Centro, quando foi abordado por dois criminosos em uma moto. Ao descobrir que a vítima era policial, os bandidos efetuaram disparos e fugiram levando a mochila do soldado. Ele ainda foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, mas não resistiu.

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28° policial assassinado no #riopacificado em 2017

11 de Fevereiro
Lotado na UPP Rocinha, o soldado Gemerson Augusto Chaves da Silva, 27 anos, morreu após ser baleado durante uma discussão na saída de um forró, no bairro Retiro, em Volta Redonda. O autor do crime também era PM – o soldado Everton de Freitas Vieira, lotado no 10ºBPM. Ele foi preso no dia seguinte ao crime, por policiais da 93ª DP.

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29° policial assassinado no #riopacificado em 2017

14 de Fevereiro
Lotado no 22ºBPM, o sargento Márcio Leandro do Nascimento Marins, 46 anos, foi assassinado, em Guadalupe, na Zona Oeste do Rio. O corpo do PM foi encontrado carbonizado no porta malas de seu carro, próximo à Favela da Palmeirinha.

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30° policial assassinado no #riopacificado em 2017

21 de Fevereiro
Lotado na UPP Jacarezinho, o soldado Michel de Lima Galvão, 32 anos, morreu após ser baleado durante ataque de criminosos que continuam controlando o tráfico de drogas na Favela do Jacarezinho, no bairro Jacaré, na Zona Norte do Rio. O PM foi baleado pelas costas. O tiro entrou pelo ombro e perfurou o pulmão. Ele ainda foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu. Na ação criminosa, o soldado Thiago Gregório Ribeiro da Silva também foi atingido – ferido por um tiro que atravessou sua orelha. Ele recebeu alta após atendimento médico.

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31° policial assassinado no #riopacificado em 2017

23 de Fevereiro
Lotado na UPP Camarista Méier, o cabo Thiago de Oliveira Lance, 31 anos, morreu ao reagir a um assalto, em Cordovil, na Zona Norte do Rio. O PM tinha saído de serviço e estava indo para casa quando foi abordado pelos criminosos, na Rua Iranduba. Ele trocou tiros com os assaltantes, mas acabou atingido. Os bandidos fugiram levando a arma e a moto do policial, que ainda foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu. O cabo Lance deixou esposa grávida de sete meses. A expectativa é de que o filho do casal nasça no final do mês de abril.

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Remunerar os policiais militares que trabalham para garantir a segurança de eventos particulares em que haja cobrança de ingresso – como partidas de futebol e shows musicais. Esta é a proposta do projeto de lei nº 2014/2016, que institui a Taxa de Segurança Preventiva no Estado do Rio de Janeiro. Apresentado em julho do ano passado, o documento está na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aguardando para ser votado.

No texto, há uma tabela com os valores que devem ser pagos pelos serviços relativos à segurança preventiva (quando solicitado, em espetáculos artísticos, culturais, desportivos e outros, desde que realizados em ambiente fechado ou em área isolada, aberta ou não, mas com a cobrança de ingresso). Um PM que trabalhar em um turno de 8 horas para um jogo, por exemplo, receberia R$ 160. Os valores foram baseados na Unidade de Referência Fiscal do Estado do Rio de Janeiro (UFIR-RJ).

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Um dos objetivos é valorizar e motivar os policiais militares através do pagamento da Gratificação de Encargos por Regime Adicional de Serviço (RAS) – principalmente nesses tempos de crise, em que PMs aguardam pelo pagamento do décimo terceiro salário do ano passado, do RAS Olímpico (cumprido em agosto de 2016) e do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) de outubro, novembro e dezembro de 2015.

No Brasil, nove Estados já adotam a cobrança: Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Tocantins, Mato Grosso e São Paulo.

Autor do projeto de lei, o deputado estadual Rosenverg Reis (do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB) contou com a consultoria do capitão Cléber Moura, que já foi lotado no Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE) e o auxiliou na criação do texto. A unidade é a responsável pelo planejamento e realização de ações preventivas para que os jogos transcorram sem problemas relacionados à violência.

“As partidas de futebol no Brasil são negócios de natureza privada. Todos aqueles que promovem, organizam ou coordenam estes eventos esportivos percebem vantagem financeira com sua realização, incluindo neste rol as confederações, federações, ligas, clubes e associações de torcedores. Não é pertinente que a sociedade financie, através do pagamento de impostos, a segurança em eventos privados e com fins lucrativos. Não é pertinente que seja disponibilizado um grande efetivo de agentes de segurança pública sem qualquer contrapartida por parte dos clubes”, explica o oficial.

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A tabela também prevê valores para pagamento de vistorias realizadas pela PMERJ para verificação de condições de funcionamento ou segurança em locais de espetáculos artísticos, culturais, desportivos e outros. Nesse caso, serão revertidos para a corporação aplicar, exclusivamente, na realização de programas de ensino, especialização, treinamento, qualificação, aperfeiçoamento e reciclagem dos PMs, além de utilização para compras, manutenção, ampliação e modernização de equipamentos, máquinas, ben móveis e imóveis de preservação da ordem pública.

O valor da vistoria para um estádio com capacidade para um público acima de 30 mil pessoas – como o Maracanã, por exemplo – seria de cerca de R$ 12 mil.

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“Desse modo, a sociedade estará sendo compensada, pois os recursos arrecadados deverão ser investidos no aprimoramento e motivação dos policiais, bem como na aquisição de equipamentos”, ressaltou o deputado.

Conheça o projeto de lei na íntegra -> http://www2.alerj.rj.gov.br/lotus_notes/default.asp?id=7&url=L3NjcHJvMTUxOS5uc2YvMTA2MWY3NTlkOTdhNmIyNDgzMjU2NmVjMDAxOGQ4MzIvOWFkODk3MWE5NGQ0Zjg3MTgzMjU3ZmY2MDA1YzdhYzY%2FT3BlbkRvY3VtZW50#

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Comandantes de algumas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) estão determinando que os policiais entrem sozinhos nos morros – de carro particular ou a pé – para assumir o serviço a paisano e permaneçam apenas de colete próximo às bases.

No início da manhã desta segunda-feira, dia 13 de fevereiro, oito PMs foram presos por se recusarem a entrar no Morro do Turano, no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio, sem uma ordem por escrito.

Somente o major Alexandre Silva Frugoni de Souza – comandante da UPP Coroa/Fallet/Fogueteiro – se recusou a colocar os PMs de sua unidade em risco, tendo em vista que existe na região uma guerra entre facções e PMs sem farda poderiam ser confundidos pelos criminosos com traficantes rivais.

Os policiais lotados nessas UPPs, localizadas em Santa Teresa, na região central do Rio, deixam seu material de trabalho em armários no Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), no Estácio, pois a maioria mora em municípios distantes. Como o protesto de familiares de PMs pelo pagamento da dívida do Estado com os PMs está impedindo a entrada na unidade, eles não conseguem pegar o equipamento.

Já os comandantes das UPPs Andaraí, Macacos e Salgueiro estão determinando que os PMs de suas unidades trabalhem mesmo assim.

#basta

P.S.
Oficial que age assim parece estar mais interessado em garantir os próprios interesses e não perder as próprias regalias que preocupado com as dificuldades pelas quais suas tropas estão passando.

Mas, quando se ganha o suficiente para ter reserva financeira, agir assim é mole.

Gostaria de saber se a atitude seria a mesma se recebessem R$ 3 mil e sem pagamento em dia – fora os valores que o Estado deve a seus policiais, que, mesmo sem receber, precisam continuar pagando suas contas e fazendo compras para colocar comida na mesa.

Esses homens e mulheres não querem favor e nem esmola: o que eles precisam é receber o que é deles por direito.