Robozinho e comparsas são mortos em confronto com a Polícia Civil

Publicado: 6 de janeiro de 2018 em Uncategorized

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Horas antes de ser morto em confronto com policiais civis, o traficante Rodrigo Jaccoud, o Robozinho ou Gordinho da Mangueira, 38 anos, e mais 10 comparsas realizaram uma série de assaltos a residências na região de Cabuçu, na divisa entre os municípios de São Gonçalo e Itaboraí. Armados com fuzis e pistolas, eles invadiram pelo menos cinco casas e roubaram eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que foram divididos entre os criminosos e levados para Monjolos.

O delegado Tiago Dorigo, titular da 74ª DP (Alcântara), aguarda imagens de câmeras de segurança para começar a identificar os bandidos. Três deles já estão mortos – além de Robozinho, Edilson Amâncio Corrêa, o Dilon, 29, e um terceiro comparsa conhecido como Vinny. A 71ªDP (Itaboraí), onde foram feitos alguns registros, também investiga o crime.

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Eles morreram horas após os roubos, ao reagir à prisão e trocar tiros com policiais da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-NitSG) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, na manhã deste sábado, dia 6 de janeiro, na Estrada Ponta Negra Sampaio Correa, na divisa entre os municípios de Maricá e Saquarema.

Os agentes realizavam operação para cumprir mandados de prisão contra Robozinho e seus comparsas – envolvidos no assassinato do subtenente da PM Cláudio Souza Santos, 53 anos, cometido no condomínio Minha Casa, Minha Vida do Mundel, em São Gonçalo, no dia 4 de maio de 2017.

Os bandidos saíram de um baile funk em Marambaia e após cometer um arrastão roubando várias residências foram para o sítio onde estavam se escondendo, em Jaconé. Assim que os policiais chegaram, foram recebidos a tiros e revidaram à agressão. A ação contou com apoio do helicóptero do Serviço Aeropolicial (SAER) da Core.

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Na ação, os policiais apreenderam dois fuzis – um deles com um adesivo alusivo a um robô – e uma pistola.

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Segundo a Polícia, Robozinho controlava com mãos de ferro a venda de drogas nas comunidades do Plano, Baixadinha e Barreira, nos bairros Monjolos, Vista Alegre e Mundel, em São Gonçalo.

Além do assassinato do PM, Robozinho também é acusado de executar Philipe Moreira de Mello, em 2014, na Favela da Barreira, em Monjolos, e é investigado por envolvimento na morte de Denilson Carola dos Santos, o Denilson do Parapente, na Serra do Camburi, no bairro Pindobas, em Maricá. O crime ocorreu em março de 2015.

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Edilson Amâncio Corrêa, o Dilon, 29 anos

Durante as investigações do assassinato do PM, os agentes da DHNitSG descobriram que o tráfico não era a única fonte de renda do criminoso, que obrigava moradores de conjuntos habitacionais do Mundel, onde o subtenente foi assassinado, a pagar uma taxa mensal de R$ 70.

Os que se recusavam a repassar a quantia para o “Bonde do Robozinho” eram expulsos de seus apartamentos. Além do esquema implantado no conjunto habitacional, Robozinho também havia expandido seus negócios para o ramo do transporte irregular.

Cerca de 40 mototaxistas e pelo menos 10 motoristas de carros particulares, todos investigados pela DH, repassavam valores que variavam de R$ 4 mil a R$ 10 mil para a quadrilha do traficante.

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Ele foi preso por policiais do 35° BPM (Itaboraí) no bairro Aldeia Velha, em Silva Jardim, em agosto de 2016, e acabou saindo da prisão pela porta da frente em abril de 2017 – mesmo possuindo contra si três mandados de prisão – depois de um erro da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter).

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Rodrigo Jaccoud, o Robozinho ou Gordinho da Mangueira, 38 anos

Na ocasião, o delegado Márcio Dugubras, titular da Polinter, instaurou um procedimento interno investigatório para apurar o fato.

O caso ocorreu após a Justiça revogar, no dia 27 de abril, a prisão preventiva de Robozinho em um processo em que ele e outras 14 pessoas são acusadas de associação ao tráfico de drogas.

Mesmo com o alvará de soltura expedido, o bandido não poderia ter deixado o presídio, já que também é réu em outros três processos – dois deles por homicídio – e deveria aguardar o julgamento destes atrás das grades.

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comentários
  1. ROMEU JOBIM disse:

    Parabéns à todos da nossa PCERJ que participaram dessa operação.
    Operação perfeita, com inteligência e ação operacional excelente.
    Resultados melhores ainda.
    Parabéns!!!

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