Arquivo de maio, 2018

Operação Calabar no 7º BPM

Um efetivo de 924 homens para patrulhar um município com 251 quilômetros quadrados e mais de um milhão de habitantes distribuídos por 92 bairros. Esta é a realidade do 7°BPM – unidade responsável pelo patrulhamento e policiamento ostensivo em São Gonçalo.

Apesar de ainda distante do efetivo ideal – calculado em pelo menos 1.223 homens -, o batalhão gonçalense é o primeiro colocado na quantidade de fuzis apreendidos no Estado, ao lado do batalhão de Rocha Miranda, com 8 unidades entre 1º de janeiro e 22 de maio. O 7°BPM fica atrás apenas de dois batalhões especializados: o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), que podem atuar em todo Estado e apreenderam respectivamente 20 e 11 fuzis.

A unidade também consegue alcançar outros números expressivos mesmo sem as melhores condições.

De 24 de outubro de 2017 a 14 de maio deste ano, os PMs retiraram das ruas de São Gonçalo 232 armas – sendo 150 pistolas, 69 revólveres e 13 fuzis. Além disso, efetuaram 953 prisões – sendo que destes criminosos detidos 216 eram menores de idade. No total, 62 bandidos foram mortos em confrontos.

Essa estatística deixa o 7°BPM em quarto lugar na quantidade de prisões em todo o Estado.

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Atualmente, 52 viaturas estão em condições de uso – sendo 14 novas. Para atingir o número adequado, o batalhão precisaria receber no mínimo mais 15, para a frota totalizar 67 carros.

O efetivo hoje possui um reforço de 37 policiais, que foram transferidos de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) para o batalhão de São Gonçalo. Há duas semanas, com a implantação do Regime Adicional de Serviço (RAS) Compulsório, os gonçalenses passaram a contar com 40 PMs a mais por dia nas ruas.

Enquanto isso, a cidade vizinha de Niterói – que possui parcerias que possibilitam o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) – garante 120 policiais a mais nas ruas diariamente. O número é três vezes superior à quantidade disponibilizada em São Gonçalo.

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Além das dificuldades representadas pelo déficit no efetivo e na frota, o 7°BPM esbarra em outro obstáculo: conseguir realizar a manutenção dos carros.

Manter as viaturas – com serviços que englobam óleo, pneu, motor e caixa de arranque – custa em média R$ 7 mil para os Voyage ano 2013 pertencentes ao batalhão. No entanto, a unidade recebe R$ 8 mil para gerir todas as despesas mensalmente.

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Há sete meses à frente do 7°BPM, o coronel Marcos Lima está reeditando o Café Comunitário – para que os moradores de São Gonçalo possam conhecer as dificuldades do batalhão e também participar das propostas para solucionar as questões relacionadas à Segurança Pública no município.

Nesta quarta-feira, dia 30 de maio, ocorre outra oportunidade: a reunião do Conselho Comunitário de Segurança. O evento será realizado no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Zé Garoto, a partir das 9h.

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