Arquivo de agosto, 2018

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Antes de trocar tiros com os policiais do 12° BPM (Niterói), na subida da Ponte Rio-Niterói, no final da madrugada desta segunda-feira, dia 20 de agosto, os nove criminosos que estavam em dois carros – um HRV e um Jeep Renegad – e levaram pânico a quem trafegava na via participaram de um baile funk no Morro da Alma, no Complexo do Jóquei, no bairro Amendoeira, em São Gonçalo.

O evento reuniu artistas como Chininha e Príncipe. Logo depois, os bandidos passaram no Morro do Santo Cristo, no Fonseca – que tornou-se Quartel General (QG) da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) depois que Wanderson Rodrigues Andrade, o Boladinho, pulou para o Comando Vermelho (CV).

Ele é apontado pela Polícia como chefe do tráfico no Morro Estado, no Centro de Niterói – que até maio, mês em que Boladinho saiu da cadeia, era o QG da facção de Menor P na região.

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Após pegar quatro fuzis, quatro pistolas, três granadas, nove rádios transmissores e dezenas de carregadores e munições, os nove criminosos se dirigiram à Alameda São Boaventura, de onde acessariam a Ponte Rio-Niterói para ir até a Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Conhecidos dentro do TCP por serem utilizados como “homens de guerra” – sendo enviados para morros e favelas durante ações policiais e também disputas com facções rivais pelo controle das bocas-de-fumo -, eles reforçariam a quadrilha que suspeitava que o Exército realizaria uma grande operação na região, no início desta semana.

Ao se deparar com os PMs, despertaram suspeita e acabaram dando início a uma perseguição ao desobedecer ordem de parada. Já no início da subida da Ponte Rio-Niterói, eles começaram a atirar contra os policiais, que revidaram a agressão.

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No confronto, nove criminosos foram atingidos. Quatro deles morreram no local. Outros cinco foram socorridos e levados para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, onde dois deles não resistiram aos ferimentos e outros três permanecem internados sob custódia.

Os cinco bandidos que deram entrada na unidade de saúde foram identificados como Vinícius Constâncio Paulo, Márcio de Barros, Emerson Bruno Queiroz da Silva, Maurício Augusto dos Santos e Ruan Felipe Ferreira. Os quatro bandidos que morreram logo após a troca de tiros ainda não foram identificados.

Na ação os PMs apreenderam quatro fuzis, quatro pistolas, rádios transmissores, granadas, carregadores e munições. Para impedir ações de criminosos tentando resgatar os comparsas, o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Márcio Guimarães, reforçou o policiamento na região e destacou equipes para garantir a segurança da unidade de saúde.

Atingido na perna durante o confronto, o sargento Fernandes foi submetido a uma cirurgia e não corre risco de morte. A passageira de um ônibus da viação Fagundes que vinha logo atrás do carro dos bandidos ficou ferida no pé por estilhaços e recebeu alta após atendimento médico.

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Acusado de participação no assalto a uma loja de telefonia móvel que terminou com a morte de um despachante, no Centro do Rio, no último mês de março, Rian de Queiroz Fortes, 19 anos, foi preso por policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv) em Rio Bonito, na madrugada desta quinta-feira, dia 16 de agosto. Ele estava em companhia de Igor Máximo Oliveira da Silva, 26, e Lucas Guimarães Belisário, 18 – que foi baleado ao resistir à prisão e atirar contra os PMs. Os três são da Favela do Arará, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

Os policiais realizavam visibilidade em frente ao Posto 06, no KM 13 da RJ-124, na altura do bairro Boa Esperança, quando tentaram abordar o Renault Logan vermelho placa KWL 9912. Neste momento, Lucas – que estava no banco de trás do veículo – desceu efetuando vários disparos. Os PMs revidaram a agressão e no confronto ele foi atingido. Socorrido, foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araruama, onde está internado sob custódia aguardando transferência para o Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê.

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Com Lucas, os policiais apreenderam uma pistola Glock calibre 9mm com dois carregadores – um com nove munições e outro com oito. Em seguida, os PMs revistaram Rian, que estava com um revólver Taurus calibre 38 com sete munições intactas e outras cinco munições no bolso. Com Igor, que conduzia o automóvel, não foi encontrado nada.

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Todos foram autuados por organização criminosa e tentativa de homicídio em ocorrência registrada na 119ª DP (Rio Bonito). Contra Igor também foi cumprido um mandado de prisão por latrocínio (roubo seguido de morte). O crime ocorreu no último dia 19 de março, na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. Na ocasião, quatro bandidos em duas motos roubaram uma loja da Claro localizada na esquina da Rua Regente Feijó. Na fuga, os criminosos passaram pela Presidente Vargas e foram flagrados por agentes do Centro Presente. Os PMs deram ordem de parada, mas eles não obedeceram. Mais à frente, os criminosos atiraram contra um carro do Centro Presente, dando início ao confronto. Os 42 aparelhos de telefone celular roubados estavam dentro de uma mochila que caiu na fuga e foram recuperados pelos policiais.

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No tiroteio, o despachante Luís Carlos Pereira Viana, 60, que trabalhava na Central, foi atingido e não resistiu. Outras duas pessoas foram vítimas de balas perdidas: Aparecida dos Santos, 46, foi atingida no pé, e o segurança Jorge Bastos Silva, 35, baleado de raspão no peito.

PRISÃO PELEZINHO

(assista ao vídeo clicando no link acima)

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Pouco mais de um mês à frente do tráfico de drogas em oito favelas da Zona Norte de Niterói e em um morro localizado em São Gonçalo, Maykon da Silva Barcelos, o Pelezinho, 24 anos, foi preso por policiais da 78ª DP (fonseca). A prisão foi efetuada na Rua Raul Sales Garcia, no bairro Jóquei, em São Gonçalo, na tarde desta quarta-feira, dia 8 de agosto. Ele estava escondido na casa de parentes para receber atendimento médico após se autolesionar. Na véspera, tinha efetuado um disparo na própria perna enquanto manuseava uma pistola.

Contra Pelezinho havia quatro mandados de prisão pendentes, expedidos pela Justiça por roubo, tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e homicídio. Atualmente, ele estava responsável pelas bocas-de-fumo nos morros do Bumba, no Cubango; Bernardino, no Fonseca; Capim Melado, na Ititioca; Sem Terra, Predinho, Abacaxi e Yara, no Cubango; todos na Zona Norte de Niterói, e Morro da Dita, no Jóquei, em São Gonçalo.

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Os agentes da distrital chegaram até o endereço após receberem informações privilegiadas do Setor de Inteligência da unidade. Mesmo ferido, o criminoso – que assumiu o lugar do traficante Amâncio Levi Clemente Moura, o Levi do Bumba, 43 anos, preso por equipes da mesma delegacia no último dia 29 de julho – ainda tentou fugir. Com ele, foram apreendidos R$ 2.800 em espécie.

Logo após a prisão de Pelezinho, os policiais da 78ªDP realizaram operação no Morro da Bernardino, onde prenderam em flagrante Rodrigo Pereira Rocha, o Rocha, 37. Ele estava responsável por guardar o fuzil de Pelezinho enquanto o mesmo ficasse fora da favela. A arma – um AK-47 customizado com três carregadores – estava enterrada no quintal de uma casa, na Rua Bezerra de Menezes. Além disso, os agentes apreenderam três carregadores de pistola 9mm e uma balança de precisão.

Prisão de comparsa de Pelezinho

(clique no link acima para ver o vídeo)

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Tanto Pelezinho como Levi do Bumba são acusados de participação no assassinato do inspetor da Polícia Civil Thiago Thomé de Jesus, 29. O crime ocorreu no dia 22 de fevereiro de 2015, no Cubango, na Zona Norte de Niterói. O policial estava voltando do desfile de carnaval na Sapucaí e chegou a reagir, mas sua arma falhou e ele acabou atingido. Todos os envolvidos no crime já estão presos. Só faltava Pelezinho – que também é acusado pela morte do soldado Carlos Eduardo dos Santos Mira, 33.

O PM morreu após ser atingido durante confronto ocorrido em incursão no Morro do Bumba, no Viçoso Jardim, também na Zona Norte de Niterói.

Fuzil é localizado enterrado em quintal

(clique no link acima para ver o vídeo)

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Um poucos dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) ainda em liberdade, Erick Wilton da Silva Hilário, o Dadá da Mineira, 31 anos, foi preso por policiais do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE), na Leopoldina, na Zona Portuária do Rio, na tarde deste sábado, dia 4 de agosto. Contra ele havia mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça por tráfico de drogas. O Disque-Denúncia oferecia recompensa de R$ 1 mil a quem desse informações que levasse a Políca até seu paradeiro.

O criminoso ainda correu e tentou fugir dos PMs, mas foi alcançado e detido após tropeçar e cair no chão. Com ferimentos no rosto, ele ainda foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio.

Atualmente o criminoso era um dos chefes do tráfico na Favela da Oto, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói. Preso pela última vez em 2006, enquanto ainda comandava as bocas-de-fumo no Morro da Mineira, no Complexo de São Carlos, no bairro Estácio, na região central do Rio, ele saiu da cadeia dois anos depois. No entanto, rivais da facção Amigos dos Amigos (ADA) haviam tomado o morro – que atualmente está sob controle do Terceiro Comando Puro (TCP).

Em 2016 ele foi flagrado em áudios através de trabalho de inteligência da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) ameçando retomar seus territórios. No áudio ele avisa que vai entrar nas comunidades, com mais de 150 fuzis, na companhia de traficantes que pularam da ADA para o CV. Atualmente o Complexo do São Carlos – composto pelos morros Mineira, Zinco, Querosene e São Carlos – está sob o controle do traficante Leonardo Miranda da Silva, o Léo Empada, que está evadido do Sistema Penitenciário.