Arquivo de agosto, 2019

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Minutos após a morte do sargento Carlos Otávio Corrêa dos Santos, 46 anos, a Polícia Militar iniciou ações nas favelas que margeiam o trecho Niterói-Manilha da BR-101.

Todas as unidades subordinadas ao 4° Comando de Policiamento de Área (4°CPA) estão apoiando o 7°BPM (São Gonçalo) em operações no entorno do local.

“Estamos empenhados em dar a pronta resposta necessária que o caso requer. Estaremos presentes em todas as comunidades de onde possivelmente tenha originado essa ação terrorista que vitimou nosso policial militar”, ressaltou o coronel Marcelo Rocha, comandante do 4°CPA.

“À família do nosso herói sargento Otávio, compartilhamos o sentimento de luto e consternação. Este é um momento triste para todos nós, mas em que não podemos deixar de renovar nossa fé em Deus”, destacou.

Lotado nas Rondas Especiais e Controle de Multidões (RECOM), o sargento Otávio estava baseado no sentido Itaboraí da rodovia, em frente à garagem da viação Rio Ita, na altura do bairro Itaúna, em São Gonçalo, quando a viatura foi atacada por criminosos.

A suspeita é de que os tiros partiram de dentro da localidade conhecida como Recanto das Acácias, no Complexo do Salgueiro, no bairro de mesmo nome.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), que tem um posto em frente às garagem da Rio Ita, no sentido Niterói da via, descobriu um ponto de observação usado por bandidos para efetuar disparos contra os agentes.

O posto da PRF já chegou a sofrer nove ataques a tiros no intervalo de três meses. Em 2015 – quando pelo menos 12 equipes da PRF, da PM e da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) foram alvos de disparos no trecho – foi definido que a base seria transferida para outra localidade (relembre -> https://robertatrindade.wordpress.com/2016/11/11/apos-blindar-posto-por-conta-de-ataques-prf-decide-retirar-policias-da-niteroi-manilha/amp/)

No início do mês de agosto de 2019, foi anunciado que ela deve ficar agora na altura de Neves, próximo à Base de Fuzileiros Navais Ilha das Flores.

A corporação também aproveitou para anunciar que há previsão de um concurso ainda esse ano e para pedir aos deputados estaduais durante audiência na Alerj que solicitem ao Governo Federal o aumento do efetivo no local.

Atualmente, sete policiais são responsáveis pelo patrulhamento ao longo da rodovia nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Tanguá, Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Rio Bonito.

O ponto de observação encontrado ao lado da garagem da viação RioIta tem sido monitorado com a utilização de drones.

Há 19 anos na corporação, o sargento Otávio chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê, mas não resistiu ao ferimento.

RAS de junho deve ser pago até o dia 16

Publicado: 6 de agosto de 2019 em Uncategorized

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Graças ao Regime Adicional de Serviço (RAS), a secretaria de Estado de Polícia Militar consegue reforçar a segurança com mais 2 mil homens por dia em todo o Estado. Esse aumento no policiamento ostensivo reduziu os índices de violência em todos os municípios do Rio de Janeiro.

No entanto, esse reforço pode ser prejudicado. Com o atraso no pagamento do RAS de junho – que deveria ter sido pago no mês de julho -, muitos PMs ameaçam cancelar suas inscrições e suspender a escala extra.

Ao saber da situação, o deputado estadual Coronel Salema, do Partido Social Liberal (PSL), fez uma visita à Coordenadoria do Programa Estadual de Integração na Segurança (CPROEIS), nesta terça-feira, dia 6 de agosto, e conversou com o coronel Damião Luiz Portella e com o tenente-coronel Douglas Camargo para entender o que estava ocorrendo.

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Logo em seguida, esteve com o secretário de Estado de Polícia Militar, general Rogério Figueredo, que informou que o dinheiro deve cair na conta dos policiais no máximo em uma semana.

O atraso ocorreu porque, até maio, o pagamento estava sendo efetuado com recursos do Tesouro do Estado – já que não se podia mexer na verba do Fundo Estadual de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (FISED) enquanto não houvesse alteração da lei que o criou. A mudança era necessária por conta da extinção da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Seseg).

A lei, originária de 2017, foi alterada no dia 19 de junho e a primeira reunião do novo Conselho Diretor do FISED foi realizada no dia 30 de julho. É preciso agora que a ata dessa reunião seja publicada no Diário Oficial – o que deve acontecer ainda esta semana – para que a Casa Civil autorize a secretaria de Estado de Fazenda a executar o depósito na conta dos policiais que fizeram RAS em junho – só PMs são 9 mil, além de policiais civis que também ainda não receberam.

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Primeira reunião do novo Conselho Diretor do FISED

Nessa reunião foi definido o critério da distribuição dos R$ 369 milhões arrecadados no primeiro semestre de 2019: do montante arrecado do Pré-Sal, da recuperação de dinheiro público desviado, entre outras fontes, 45% caberá à Secretaria de Polícia Militar, 20% à Secretaria de Polícia Civil, 18% à Secretaria de Direitos Humanos, 12% à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e 5% ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

Com base na interpretação da lei, o Conselho Diretor estabeleceu que os órgãos contemplados estão autorizados a aplicar até 30% do montante do FISED em remuneração de prestação de serviços extras – como o RAS. Nesse caso, as cinco instituições com direito ao fundo poderão utilizar, juntas, até R$ 110,7 milhões (30% de R$ 369 milhões).

Com a publicação da ata dessa primeira reunião em DO – o que deve acontecer ainda esta semana -, a secretaria de Polícia Militar acredita que o pagamento ocorra até no máximo o dia 16 de agosto e garante que não haverá mais atrasos nos próximos meses.

Fotos: Gabi Basílio e Jussara Paixão

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Com 10 anos de idade, ele entrou na internet para pesquisar como podia denunciar os maus tratos que vinha sofrendo em casa. Depois foi parar na porta de um Departamento Geral de Ações Socioeducativa (Degase), surpreendendo os agentes a quem foi pedir ajuda. Ouviu a explicação de que não era ali, mas foi encaminhado para o órgão responsável, que conseguiu acolhimento para ele em um orfanato.

Na instituição conheceu outras crianças com as mesmas histórias tristes. Uma delas, de 11 anos, chegou a separar as melhores roupas e fugir para a Favela Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, onde foi arregimentado pelo tráfico. Os criminosos ensinaram o menor a identificar veículos blindados. Mas ele foi resgatado e retornou para o abrigo.

Os nomes e idades são diferentes, mas todos os meninos e meninas têm algo em comum: pais que perderam a guarda por diversos motivos, desde abandono até maus tratos.

Na última quarta-feira, dia 31 de julho, essas crianças puderam por alguns momentos esquecer a realidade de tristeza e conhecer um novo mundo que fez com que seus olhos brilhassem: a rotina e um pouco da atividade policial que muitos desconhecem.

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Ao longo de seis horas, elas não se lembraram das dificuldades de seus dias e se divertiram assistindo demonstrações dos cães do Canil da Coordenadoria de Operações Especiais (CORE) e participando de ações realizadas com apoio do Corpo de Bombeiros: como passeio de barco na lagoa e instrução de rapel e muro de escalada.

As atividades fazem parte do projeto Asas para o Futuro, idealizado pela inspetora de Polícia Mariana Pessanha e pelo piloto policial Ricardo Herter e realizado pelo Serviço Aeropolicial (SAER) da CORE.

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Elas foram apresentadas à profissão policial com o objetivo de despertar nelas o desejo de fazer a diferença em suas comunidades e entre as pessoas com quem convivem. Além de uma explicação sobre o dia a dia dos pilotos e tripulantes, elas assistiram uma demonstração de vídeo institucional e puderam conhecer a estrutura do órgão.

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