Arquivo da categoria ‘Apreensão’

Francisco Cordeiro Bezerra, o Chico, 43 anos

Acusado de ser o responsável por uma boca-de-fumo no asfalto, Francisco Cordeiro Bezerra, o Chico, 43 anos, foi preso por agentes da Delegacia de Dedicação Integral ao Cidadão (Dedic) da 77ª DP (Icaraí), na noite desta quarta-feira, dia 30 de maio. Ele foi surpreendido pelos policiais em frente ao Bar do Siri, na Rua Tavares de Macedo, em Icaraí, na Zona Sul de Niterói. Com ele foram encontrados 28 sacolés de cocaína.

Já na residência do acusado, na Rua Presidente Backer, também em Icaraí, os agentes encontraram uma pistola 9 milímetros e diversas munições de vários calibres, inclusive de fuzil, além de 68 pinos para acondicionamento de cocaína, coldres, três facas de combate, carregador, mira telescópica e outros acessórios e peças de fuzil. No local também havia revistas especializadas em montagem e manuseio de armas de fogo.

A prisão foi efetuada após dois meses de investigações, em continuidade à Operação “Ar Puro” – que tem como objetivo combater o tráfico de drogas no asfalto da Zona Sul de Niterói. O preso admitiu que comprava grande quantidade de drogas na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, e as embalava em sua própria casa.

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Considerado foragido da Justiça desde janeiro de 2008, o traficante Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38 anos, é apontado como o responsável pela guerra que tem atormentado os moradores de Madureira, na Zona Norte do Rio. Um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), é ele quem está à frente do bonde que tem travado constantes tiroteios com o rival Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30, que é integrante do Terceiro Comando Puro (TCP) e lidera a venda de drogas no Morro da Serrinha.

Com reforço de comparsas dos morros da Primavera, em Cavalcante, e São José da Pedra, também em Madureira, o bonde de Claudinho CL está abrigado no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, e conta com apoio de Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, que é ex-braço direito de Dinho. Nesta quarta-feira, dia 3 de novembro, os moradores comemoravam a primeira noite sem tiroteio das últimas duas semanas.

“Eu nem acreditei que consegui dormir”, comemorou uma aposentada que mora há 40 anos na Rua Iguaçu – um dos acessos ao Morro da Serrinha.

Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos

“Infelizmente estamos acostumados a momentos de guerra que interrompem períodos de paz. Não sabemos quando essa guerra realmente vai ter fim”, disse.

Ainda na manhã desta quarta-feira, policiais do 41º BPM (Irajá) – em parceria com equipes do 9º BPM (Rocha Miranda), 14º BPM (Bangu) e 27º BPM (Santa Cruz) – realizaram incursão na mata que separa os morros da Serrinha e do Juramento. Houve confronto e um dos criminosos acabou atingido. Socorrido pelos próprios PMs, ele foi levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola nove milímetros. Na mesma ação, também foram apreendidos cerca de sete quilos de maconha e uma escopeta calibre 12.

“Infelizmente não podemos afirmar que a guerra acabou. É inviável ocupar a mata inteira, mas estamos ocupando a parte alta das duas comunidades e reforçando o policiamento em todo entorno. Vamos manter a ocupação enquanto for necessário”, garantiu o tenente-coronel Alexandre Fontenelle, comandante do 41º BPM.

“Na última terça-feira entramos em confronto e percebemos que havia um rastro de sangue em direção a uma trilha para o Juramento. Hoje (ontem) voltamos ao local para tentar localizar esses baleados e realizamos uma ação bem sucedida. Não há moradores ou policiais feridos”, ressaltou o oficial, informando que nos últimos 10 dias o batalhão já apreendeu 14 armas na região.

Em outubro do ano passado, três acusados de envolvimento com o tráfico foram mortos e um foi preso e houve apreensão de armas e drogas em outro capítulo da guerra entre as duas facções. A intenção, segundo investigações da 27ª DP (Vicente de Carvalho), seria encontrar refúgio para criminosos que eram de áreas onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

A primeira tentativa de invasão ao Morro do Juramento ocorreu no final de agosto do ano passado, quando cerca de 100 traficantes armados e vestidos com roupas semelhantes à farda do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram à comunidade. Eles atravessaram o Morro do Juramentinho – que tem ligação, através da mata, com o Juramento, e integra o Complexo do Alemão. Os dois morros fazem parte do mesmo maciço.

Na tentativa de cercar a comunidade, parte dos criminosos do CV seguiram pela passarela da estação de metrô de Tomás Coelho. Ao avistarem os rivais, traficantes do TCP que estavam no alto do morro atiraram. Policiais militares que realizavam patrulhamento na Avenida Martin Luther King ficaram no meio do fogo cruzado. Cinco deles ficaram encurralados e acabaram sendo baleados. Eles só conseguiram ser resgatados com a ajuda de um PM morador do bairro. Lotado no 25º BPM (Cabo Frio), na Região dos Lagos, o cabo Mauro Silva Mendes, 37, passava pelo local com seu Mitsubishi Pajero blindado e usou o carro para furar o bloqueio.

Com um mandado de prisão expedido pela 29ª Vara Criminal da Capital, no dia 31 de janeiro de 2008, e outro expedido pela 1ª Vara Criminal da Capital, em 22 de janeiro do ano passado, Claudinho CL é acusado pela Polícia de ser um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41.

Diretor há quatro anos da Penitenciária Doutor Serrano Neves B – mais conhecida como Bangu 3B – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, ele foi assassinado com mais de 60 tiros na Avenida Brasil, quando se dirigia ao trabalho, no dia 16 de outubro de 2008.

Ele é o único envolvido no crime que ainda está em liberdade. Os outros quatro acusados já estão presos: Adair Marlon Duarte, o Aldair da Mangueira, 33, Ronaldo Pinta Lima da Silva, o Ronaldinho Tabajara, 36, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, 32.

Considerado foragido da Justiça desde janeiro de 2008, o traficante Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38 anos, é apontado como o responsável pela guerra que tem atormentado os moradores de Madureira, na Zona Norte do Rio. Um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), é ele quem está à frente do bonde que tem travado constantes tiroteios com o rival Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30, que é integrante do Terceiro Comando Puro (TCP) e lidera a venda de drogas no Morro da Serrinha.

Com reforço de comparsas dos morros da Primavera, em Cavalcante, e São José da Pedra, também em Madureira, o bonde de Claudinho CL está abrigado no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, e conta com apoio de Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, que é ex-braço direito de Dinho. Nesta quarta-feira, dia 3 de novembro, os moradores comemoravam a primeira noite sem tiroteio das últimas duas semanas.

“Eu nem acreditei que consegui dormir”, comemorou uma aposentada que mora há 40 anos na Rua Iguaçu – um dos acessos ao Morro da Serrinha.

Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos

“Infelizmente estamos acostumados a momentos de guerra que interrompem períodos de paz. Não sabemos quando essa guerra realmente vai ter fim”, disse.

Ainda na manhã desta quarta-feira, policiais do 41º BPM (Irajá) – em parceria com equipes do 9º BPM (Rocha Miranda), 14º BPM (Bangu) e 27º BPM (Santa Cruz) – realizaram incursão na mata que separa os morros da Serrinha e do Juramento. Houve confronto e um dos criminosos acabou atingido. Socorrido pelos próprios PMs, ele foi levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola nove milímetros. Na mesma ação, também foram apreendidos cerca de sete quilos de maconha e uma escopeta calibre 12.

“Infelizmente não podemos afirmar que a guerra acabou. É inviável ocupar a mata inteira, mas estamos ocupando a parte alta das duas comunidades e reforçando o policiamento em todo entorno. Vamos manter a ocupação enquanto for necessário”, garantiu o tenente-coronel Alexandre Fontenelle, comandante do 41º BPM.

“Na última terça-feira entramos em confronto e percebemos que havia um rastro de sangue em direção a uma trilha para o Juramento. Hoje (ontem) voltamos ao local para tentar localizar esses baleados e realizamos uma ação bem sucedida. Não há moradores ou policiais feridos”, ressaltou o oficial, informando que nos últimos 10 dias o batalhão já apreendeu 14 armas na região.

Em outubro do ano passado, três acusados de envolvimento com o tráfico foram mortos e um foi preso e houve apreensão de armas e drogas em outro capítulo da guerra entre as duas facções. A intenção, segundo investigações da 27ª DP (Vicente de Carvalho), seria encontrar refúgio para criminosos que eram de áreas onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

A primeira tentativa de invasão ao Morro do Juramento ocorreu no final de agosto do ano passado, quando cerca de 100 traficantes armados e vestidos com roupas semelhantes à farda do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram à comunidade. Eles atravessaram o Morro do Juramentinho – que tem ligação, através da mata, com o Juramento, e integra o Complexo do Alemão. Os dois morros fazem parte do mesmo maciço.

Na tentativa de cercar a comunidade, parte dos criminosos do CV seguiram pela passarela da estação de metrô de Tomás Coelho. Ao avistarem os rivais, traficantes do TCP que estavam no alto do morro atiraram. Policiais militares que realizavam patrulhamento na Avenida Martin Luther King ficaram no meio do fogo cruzado. Cinco deles ficaram encurralados e acabaram sendo baleados. Eles só conseguiram ser resgatados com a ajuda de um PM morador do bairro. Lotado no 25º BPM (Cabo Frio), na Região dos Lagos, o cabo Mauro Silva Mendes, 37, passava pelo local com seu Mitsubishi Pajero blindado e usou o carro para furar o bloqueio.

Com um mandado de prisão expedido pela 29ª Vara Criminal da Capital, no dia 31 de janeiro de 2008, e outro expedido pela 1ª Vara Criminal da Capital, em 22 de janeiro do ano passado, Claudinho CL é acusado pela Polícia de ser um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41.

Diretor há quatro anos da Penitenciária Doutor Serrano Neves B – mais conhecida como Bangu 3B – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, ele foi assassinado com mais de 60 tiros na Avenida Brasil, quando se dirigia ao trabalho, no dia 16 de outubro de 2008.

Ele é o único envolvido no crime que ainda está em liberdade. Os outros quatro acusados já estão presos: Adair Marlon Duarte, o Aldair da Mangueira, 33, Ronaldo Pinta Lima da Silva, o Ronaldinho Tabajara, 36, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, 32.

Fotos: Pedro Pantoja

O Tocilizumab, uma substância aprovada somente no Japão para o tratamento da Síndrome de Castleman, uma doença rara caracterizada pelo surgimento de nódulos linfáticos, vem se tornando a mais nova aposta da medicina para o tratamento e controle da artrite reumatóide. Enquanto portadores da doença aguardam a chegada do medicamento, recém-chegado ao Brasil, ao Sistema Único de Saúde (SUS), traficantes ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) tinham ao alcance centenas de frascos – avaliados em R$ 1 mil cada.

A descoberta foi feita na manhã desta quinta-feira, dia 15 de abril, por agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 22º BPM (Benfica). Os PMs receberam informação, repassada pelo Disque-Denúncia, de que várias caixas de remédios estavam no pátio da Associação de Moradores e Amigos do Conjunto Esperança, no Complexo da Maré, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

Quando chegaram no endereço, na Rua José Moreira Pequeno, próximo à Rua do Valão, os policiais descobriram que, além das caixas de Tocilizumab – que seriam entregues no Centro de Radioterapia e Medicina Nuclear, no Centro do município de Juiz de Fora, em Minas Gerais -, havia dezenas de embalagens do tranqüilizante Bromazepan, do antiinflamatório Reparil e de Bramin – usado para alívio ou eliminação de náuseas e vômitos em geral, inclusive da gravidez, em pré e pós-operatórios, no tratamento e na prevenção de enjôos causados por viagens marítimas, terrestres e aéreas, nas labirintites e vertigens em geral.

Além dos medicamentos, os PMs apreenderam preservativos – inclusive aromatizados, nos sabores morango, chocolate e menta – e produtos hospitalares. Entre eles, equipamentos para cirurgias ortopédicas e ventosas para uso em pacientes internados receberem soro fisiológico e outras substâncias.

“Recebemos um Disque-Denúncia dando conta de que materiais roubados se encontravam no interior da comunidade e após a realização de trabalho de inteligência, verificamos que os traficantes pretendiam montar um pequeno hospital para atender aos meliantes que porventura fossem feridos em confronto com a Polícia”, explicou o tenente Fabrício Vital, do Serviço de Inteligência (P-2) do 22º BPM.

“Para isso, os criminosos tinham consigo maquinário hospitalar, diversos tipos de medicamento e material cirúrgico, que foram roubados e colocados à disposição dos traficantes”, ressaltou.

Com apoio de policiais lotados no Grupamento de Ações Táticas (GAT) da unidade, foi realizada incursão no local, sob comando do capitão Marcos André.

“Eles roubaram a carga e quando descobriram que eram produtos médicos, resolveram criar uma unidade de saúde”, afirmou o capitão, que ligou para a empresa Roche, responsável pelos frascos de Tocilizumab, e foi informado de que a carga roubada estava avaliada em R$ 250 mil e não poderia ser reaproveitada.

Todo o material apreendido foi encaminhado à 21ª DP (Bonsucesso), onde foi realizado o registro. A Polícia, agora, tenta descobrir onde o roubo foi registrado.

O tráfico de drogas no Conjunto Esperança é controlado pelo traficante conhecido como Menor P ou Poeta, integrante do TCP. A facção também é responsável pelo tráfico em outras favelas da Maré. O Complexo da Maré engloba as localidades Baixa do Sapateiro, Conjunto Bento Ribeiro Dantas, Conjunto Esperança, Conjunto Marcílio Dias, Conjunto Pinheiro, Nova Holanda, Nova Maré, Parque Maré, Parque Roquete Pinto, Parque Rubens Vaz, Parque União, Praia de Ramos, Salsa e Merengue, Timbau, Vila do João e Vila do Pinheiro. Somente as favelas Nova Holanda e Parque União pertencem à facção rival Comando Vermelho (CV), enquanto a Praia de Ramos é controlada por um grupo miliciano.

Fotos: Pedro Pantoja

O Tocilizumab, uma substância aprovada somente no Japão para o tratamento da Síndrome de Castleman, uma doença rara caracterizada pelo surgimento de nódulos linfáticos, vem se tornando a mais nova aposta da medicina para o tratamento e controle da artrite reumatóide. Enquanto portadores da doença aguardam a chegada do medicamento, recém-chegado ao Brasil, ao Sistema Único de Saúde (SUS), traficantes ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) tinham ao alcance centenas de frascos – avaliados em R$ 1 mil cada.

A descoberta foi feita na manhã desta quinta-feira, dia 15 de abril, por agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 22º BPM (Benfica). Os PMs receberam informação, repassada pelo Disque-Denúncia, de que várias caixas de remédios estavam no pátio da Associação de Moradores e Amigos do Conjunto Esperança, no Complexo da Maré, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

Quando chegaram no endereço, na Rua José Moreira Pequeno, próximo à Rua do Valão, os policiais descobriram que, além das caixas de Tocilizumab – que seriam entregues no Centro de Radioterapia e Medicina Nuclear, no Centro do município de Juiz de Fora, em Minas Gerais -, havia dezenas de embalagens do tranqüilizante Bromazepan, do antiinflamatório Reparil e de Bramin – usado para alívio ou eliminação de náuseas e vômitos em geral, inclusive da gravidez, em pré e pós-operatórios, no tratamento e na prevenção de enjôos causados por viagens marítimas, terrestres e aéreas, nas labirintites e vertigens em geral.

Além dos medicamentos, os PMs apreenderam preservativos – inclusive aromatizados, nos sabores morango, chocolate e menta – e produtos hospitalares. Entre eles, equipamentos para cirurgias ortopédicas e ventosas para uso em pacientes internados receberem soro fisiológico e outras substâncias.

“Recebemos um Disque-Denúncia dando conta de que materiais roubados se encontravam no interior da comunidade e após a realização de trabalho de inteligência, verificamos que os traficantes pretendiam montar um pequeno hospital para atender aos meliantes que porventura fossem feridos em confronto com a Polícia”, explicou o tenente Fabrício Vital, do Serviço de Inteligência (P-2) do 22º BPM.

“Para isso, os criminosos tinham consigo maquinário hospitalar, diversos tipos de medicamento e material cirúrgico, que foram roubados e colocados à disposição dos traficantes”, ressaltou.

Com apoio de policiais lotados no Grupamento de Ações Táticas (GAT) da unidade, foi realizada incursão no local, sob comando do capitão Marcos André.

“Eles roubaram a carga e quando descobriram que eram produtos médicos, resolveram criar uma unidade de saúde”, afirmou o capitão, que ligou para a empresa Roche, responsável pelos frascos de Tocilizumab, e foi informado de que a carga roubada estava avaliada em R$ 250 mil e não poderia ser reaproveitada.

Todo o material apreendido foi encaminhado à 21ª DP (Bonsucesso), onde foi realizado o registro. A Polícia, agora, tenta descobrir onde o roubo foi registrado.

O tráfico de drogas no Conjunto Esperança é controlado pelo traficante conhecido como Menor P ou Poeta, integrante do TCP. A facção também é responsável pelo tráfico em outras favelas da Maré. O Complexo da Maré engloba as localidades Baixa do Sapateiro, Conjunto Bento Ribeiro Dantas, Conjunto Esperança, Conjunto Marcílio Dias, Conjunto Pinheiro, Nova Holanda, Nova Maré, Parque Maré, Parque Roquete Pinto, Parque Rubens Vaz, Parque União, Praia de Ramos, Salsa e Merengue, Timbau, Vila do João e Vila do Pinheiro. Somente as favelas Nova Holanda e Parque União pertencem à facção rival Comando Vermelho (CV), enquanto a Praia de Ramos é controlada por um grupo miliciano.

Presidente da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, Wilson Vieira Alves, conhecido como Moisés, foi preso em sua casa, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, durante operação da Polícia Federal batizada de Alvará e deflagrada no início da madrugada desta segunda-feira, dia 15 de abril.

Com Moisés, os agentes encontraram R$ 42 mil. Além dele, foram presos dois diretores da escola de samba e um assessor da presidência. Ao todo, a 4ª Vara Federal de Niterói expediu 51 mandados, sendo 29 de prisão. Destes, 24 haviam sido cumpridos, até o início da noite, em endereços no Rio, Niterói, São Gonçalo, Maricá e Nova Iguaçu. Entre os presos, havia um policial civil e sete PMs, sendo um oficial que foi chefe do Serviço de Inteligência (P-2) do 7º BPM (São Gonçalo).

Militar reformado – ele foi sargento do setor de informação da Brigada de Infantaria Paraquedista-, Moisés chegou à Vila Isabel em meados de 2004 por intermédio do ex-presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães. Através do padrinho, em pouco tempo alcançou a presidência da escola.

A prisão de Moisés ocorreu dois anos e três meses após a briga dele com o policial civil e presidente da Escola de Samba Unidos do Viradouro, Marco Antônio Lira de Almeida. A discussão teria antecedido a decisão de dar a Moisés o controle de todas as máquinas caça níqueis instaladas em estabelecimentos comerciais nos municípios de Niterói e São Gonçalo.

“A banca de bicheiros repartiu o Estado do Rio em territórios e a região de Niterói e São Gonçalo coube a Moisés”, explicou o delegado Marcos Aurélio Costa de Lima, chefe da Delegacia de Polícia Federal de Niterói.

No dia 11 de janeiro de 2008, Moisés e Marco Lira discutiram no interior do Bar do Capitão, localizado na esquina das ruas José Joaquim de Oliveira e Olinto Pereira, na localidade conhecida como Paiva, no bairro de Neves, em São Gonçalo.

Moradores do local afirmam que o estabelecimento é ponto de encontro de contraventores que exploram as máquinas caça níqueis no município e na cidade vizinha e contaram que a briga teria sido motivada no momento da divisão do dinheiro arrecadado com as máquinas. Na ocasião, Marco Lira foi baleado na perna, mas alegou que tinha sofrido assalto na porta da quadra da Viradouro.

Coincidentemente, logo após o fato a banca de bicheiros – que seria composta por Antônio Petrus Kalil, o Turcão, Capitão Guimarães e Aniz Abrahão David, o Anísio, presidente de honra da Beija-Flor – decidiu dar a Moisés o controle das máquinas nos dois municípios. Os três chegaram a ser presos, em abril de 2007, durante a operação Hurricane, que levou à prisão 25 suspeitos de envolvimento em uma rede de corrupção e de tráfico de influência, que beneficiaria a máfia do jogo. O trio também estava no grupo de 14 bicheiros condenados por formação de quadrilha pela juíza Denise Frossard, em 1993.

No carnaval deste ano, após ver a Viradouro ser rebaixada, Marco Lira disse que foi injustiçado e que sabia que a escola seria rebaixada.

“A escola caiu por questões pessoais. Eles são uns pilantras, desonestos. Mas vou dar os nomes e falar toda a verdade na hora certa”, afirmou, na ocasião.

O policial civil preso ontem foi identificado como Lúcio Teixeira Tibau. Lotado na Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), ele foi flagrado com R$ 115 mil em espécie. No total, os policiais federais apreenderam R$ 386 mil. Enquanto R$ 42 mil estavam na casa de Moisés, R$ 99 mil foram encontrados na casa de José Alfredo Vilas Boas Filho, o Alfredinho, apontado como um dos principais maquineiros do esquema. Os agentes também realizaram a apreensão de duas armas e máquinas caça-níqueis e estiveram no escritório de Capitão Guimarães, no bairro do Ingá, na Zona Sul de Niterói, onde recolheram documentos, computadores e agendas.

Alguns dos presos foram identificados como Isabel Cristina Melo Dias Russo, Everaldo Lima Barreira, Gilberto Gomes de Souza, Sérgio Lúcio Teixeira Tibau, Luiz carlos Pereira Januário, José Alfredo Villas Boas Filho, Antônio Ricardo da Silva Ramos, Luciano Almeida Gomes, Júnior César Ferreira da Silva, André Martins Dorte, Celso Martins Dorte, Wagner Alves Coimbra, Nilo Antônio de Almeida Rocha, Erivan Vitorino Ramos e Alexandre Ramos.

“Prendemos um banqueiro e 11 maquineiros, que pediam autorização à banca do bicho para poder instalar caça níqueis na região. Eles recebiam um selo para marcar as máquinas e pagavam de R$ 200 a R$ 300 por mês por cada. Além disso, pagavam de 15% a 20% para o comerciante permitir a instalação do equipamento e também tinham que pagar a policiais para que eles não apreendessem as máquinas”, revelou o delegado Marcos Aurélio.

Os presos vão responder por contrabando, formação de quadrilha, extorsão, corrupção e facilitação do contrabando.

“Iniciamos as investigações pois queríamos chegar à pessoa responsável por explorar as máquinas. Vínhamos apreendendo sistematicamente máquinas e, apesar da importância dessas apreensões, os inquéritos paravam nos comerciantes. Queríamos saber quem compra, quem instala, quem paga e quem tem lucro com isso e agora haverá desdobramentos”, garantiu o delegado.

No último dia 8, o contraventor Rogério Andrade sofreu um atentado. Em liberdade condicional desde o ano passado, ele estava em um Corolla que era dirigido pelo filho, Diogo Andrade, 17, e que explodiu na Avenida das Américas, esquina com a Rua Baltazar da Silveira, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Escoltados por dois carros com seguranças, eles haviam acabado sair de uma academia de ginástica.
A Polícia investiga se o explosivo foi colocado dentro do carro e acionado à distância ou se o artefato seria uma espécie de bomba-relógio. Segundo peritos, a explosão ocorreu de dentro para fora e de baixo para cima do carro. O impacto foi tão forte que arrancou o teto do veículo, arremessou o para-brisa a cerca de 70 metros, incendiou parte de um Vectra – onde havia dois seguranças de Rogério – e atingiu um Peugeot. Outro Vectra, com mais três PMs da escolta, foi abandonado a 150 metros do local.

Um dos suspeitos pelo atentado é Fernando Iggnácio. O também contraventor é genro do bicheiro Castor de Andrade, morto em 1997, e foi preso em outubro de 2006, conseguindo habeas corpus também em 2009. Ele é acusado de tentativa de homicídio na guerra da máfia dos caça-níqueis, além de ser o suposto chefe de uma das quadrilhas que disputam o controle dos caça-níqueis na Zona Oeste.

No fim da vida, Castor de Andrade teria dividido o território onde operava entre o sobrinho Rogério Andrade, que cuidaria do jogo do bicho, e o genro Fernando Iggnácio, que ficaria com as máquinas caça-níqueis. Diante da queda do movimento no jogo de bicho, Rogério teria decidido avançar sobre a área de Fernando.

No dia 21 de outubro de 1998, a vítima foi Paulinho de Andrade, 47, filho de Castor. Dirigente da Mocidade Independente, ele foi executado a tiros na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste. Rogério Andrade foi condenado a 19 anos pela morte do primo Paulinho, que no dia do crime estava acompanhado de apenas um segurança, que também foi morto. Paulinho estava no carona de uma Cherokee quando um homem fez vários disparos de uma submetralhadora contra os dois. Ano passado, Rogério conseguiu um habeas corpus.

Em setembro de 2004, outra guerra pelos pontos do bicho foi travada. O patrono da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro Waldemir Paes Garcia, o Maninho, integrante da cúpula do jogo do bicho, foi morto a tiros, quando saía da Academia Body Planet, na Estrada do Gabinal, na Freguesia, na Zona Oeste. Ele saía de moto da academia quando homens em um carro passaram atirando. Levado para o Hospital Municipal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, ele acabou morrendo com três tiros. Maninho era o dono dos pontos de jogo de bicho e de máquinas de caça-níquel na Zona Sul do Rio.

O crime aconteceu por volta das 20h30, quando Maninho deixava a academia onde costumava se exercitar com o filho, conhecido como Mirinho. Ele estava em sua moto, uma Kawasaki, quando foi atingido pelos vários disparos no tórax e no braço. Policiais que estavam no local, informaram que, pelo menos, três tiros atingiram o patrono da Escola de Samba dos 10 disparados. Os suspeitos de praticar os praticar o crime fugiram em direção à Barra da Tijuca, segundo testemunhas.

Maninho, herdeiro dos pontos do pai, o bicheiro Miro, foi o contraventor mais jovem a ser condenado pela juíza Denise Frossard em 1993, quando a cúpula do bicho foi para a prisão. Ele deveria cumprir seis anos da pena, mas ficou detido apenas por três anos.

Fotos: Bruno Gonzalez

Um dos traficantes mais procurados do Rio, Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, 36 anos, foi morto após trocar tiros com policiais civis, durante uma operação no Morro do São Carlos, no Estácio, na região central do Rio, no início da manhã desta terça-feira, dia 23 de março. Apontado como principal distribuidor de drogas do Estado do Rio, Roupinol era procurado pelas polícias Federal e Civil, tendo mais de 28 mandados de prisão expedidos contra si.

A operação que terminou com a morte do principal fornecedor de drogas do Rio foi resultado de uma nvestigação minuciosa que durou pouco mais de dois anos e revelou o talento extraordinário Roupinol – também conhecido como Macaé e Lindão – tinha para transformar cocaína em dinheiro.

Para dissecar as finanças do bando, os agentes usaram uma estratégia engenhosa. Identificaram um a um e monitoraram os compradores dos insumos utilizados no refino da pasta base oriunda de países como a Bolívia e a Colômbia que chegava até as mãos da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), que domina o tráfico no Complexo do São Carlos e também na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio.

Com base no volume de insumos adquiridos nos últimos dois anos, os agentes calcularam a quantidade de cocaína pura produzida e colocada no mercado e concluíram que a facção faturou o equivalente a R$ 96 milhões. Os contatos de Roupinol no exterior para a compra da pasta-base e o domínio que possuía do processo de refino da cocaína eram fundamentais no esquema que garantia o lucro milionário.

“O grande diferencial do Roupinol foi conseguir trazer o refino da cocaína para dentro das favelas, algo que nunca antes tinha sido feito, e com isso multiplicar os lucros da venda da droga”, disse o sub-chefe operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Oliveira.

A fórmula da ADA era simples. Em quase três anos, a quadrilha investiu R$ 42 milhões na compra de seis toneladas de pasta-base (adquirida em média a R$ 7 mil o quilo) e outros R$ 75 mil na compra dos insumos. Aos cuidados do “químico”, como também era chamado, os insumos adicionados à pasta-base se transformavam em seis toneladas de cocaína com 100% de pureza, avaliada no mercado a R$ 16 mil, o quilo – um lucro de mais de 60%.

A droga era revendida a outras favelas da facção, garantindo ao grupo de Roupinol um faturamento bruto final de impressionantes R$ 96 milhões. A cocaína pura que chegava às mãos das outras favelas da ADA, por sua vez, era submetida a outros processos de mistura que chegam a multiplicá-la por 10 e aumentava o faturamento do bando em números que até os policiais consideram incalculáveis.

Só no mês de janeiro deste ano, de acordo com as investigações, a venda de cocaína no Morro da Mineira, favela “arrendada” por Roupinol, garantiu um faturalmento de mais de R$ 3 milhões. A fortuna financiava a compra de armas, subornos a policiais, guerras com facções rivais e até campanhas políticas.

Só em armas, segundo levantamento feito pelos agentes, o Morro da Mineira teria 27 fuzis, 20 pistolas, oito metralhadoras, duas metralhadoras anti-aéreas calibre ponto 30, capazes de derrubar helicópteros, duas sub-metralhadoras e três espingardas calibre 12.

Os policiais descobriram que durante o período os traficantes pagaram a 200 moradores das comunidades da Rocinha e do Complexo de São Carlos para adquirir os produtos químicos usados no refino da droga (éter, ácido clorídrico e ácido sulfúrico).

Para driblar a fiscalização do Ministério da Justiça, que limita a quantidade de produtos que podem ser usados na fabricação de entorpecentes, cada morador recebia em torno de R$ 40 para se cadastrar como comprador em uma das poucas empresas do Rio que trabalha com vendas no varejo.

“Como cada morador só podia adquirir o equivalente a dois litros em um intervalo de 30 dias, eles usavam uma tática formiguinha”, revelou o delegado Rodrigo Oliveira, chefe do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

A Polícia Civil já pediu a prisão de 270 pessoas identificadas como compradores dos insumos químicos.

Horas após o confronto que resultou na morte do traficante, o corpo de Roupinol foi velado em uma quadra no alto do Morro de São Carlos, no Estácio, antes de seguir para o Cemitério Memorial da Igualdade, no bairro Santa Virgem, em Macaé. Após a denúncia de que traficantes armados estavam entre os presentes, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram até o local, no começo da manhã de quarta-feira, dia 24, e houve troca de tiros. Um PM foi ferido por estilhaços e pelo menos dois criminosos teriam sido baleados, mas ninguém foi preso.

Em uma casa no interior da favela, foram encontradas uma pistola Glock calibre 9 mm, adaptada para disparo em rajada, além de munições para fuzil e 1600 papelotes de cocaína. Na quadra, os policiais apreenderam um cartaz convocando os moradores para o funeral do traficante.

O chefe de Polícia Civil, Alan Turnowski, declarou que novas investigações estão sendo feitas para descobrir o destino do dinheiro gerado pela venda da droga.

“O Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (NuCC LD), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), está trabalhando para descobrir o destino que este dinheiro está tendo. Esperamos poder divulgar resultados em breve sobre essas investigações”, afirmou, ressaltando a importância dos viciados terem noção do valor em dinheiro que os traficantes arrecadam com a venda de drogas.

“Não temos que tratar o usuário como responsável pelo crime organizado, mas é necessário que eles tenham idéia da quantidade de dinheiro que é gerada para esses traficantes com o consumo de droga”, ressaltou Turnowski.

Rogério Rios Mosqueira, o Macaé ou Lindão, 36 anos

Viciado no tranqüilizante que lhe rendeu o apelido de Roupinol, o traficante Rogério Rios Mosqueira – também conhecido como Macaé ou Lindão – 36 anos, era um dos traficantes mais procurados do Rio. Natural do Complexo das Malvinas, que é formado pelas favelas Nova Holanda, Santanna e Aroeira, localizadas em Macaé, ele era acusado de ser o principal distribuidor de drogas na cidade do Norte Fluminense.

Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 anos

O criminoso cumpriu parte da pena à que foi condenado na Penitenciária Lemos Brito, no Complexo da Frei Caneca, onde conheceu Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 – nascido e criado no Morro da Mineira, no Complexo de São Carlos, no Estácio. Os dois criaram um forte vínculo de amizade na cadeia e, quando Lindinho deixou a prisão, em junho de 2002, Roupinol lhe atribuiu a responsabilidade de controlar as bocas-de-fumo nas favelas de Macaé.

Beneficiado com a liberdade condicional dois anos depois – em dezembro de 2004 -, Lindão passou a ser considerado foragido da Justiça em março de 2007, quando a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha de traficantes que mantinha uma refinaria de cocaína no município de Conceição de Macabu, na região norte do Estado do Rio. O laboratório tinha capacidade para refinar de 10 a 15 quilos de pasta base de cocaína por mês – droga que era enviada para as bocas-de-fumo dos complexos das Malvinhas e de São Carlos – composto pelos morros São Carlos, Mineira, Querosene e Zinco.

Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31 anos

Batizada como “Morpheu”, a operação envolveu 230 agentes federais e 70 viaturas e ocorreu simultaneamente em vários Estados. Foram presas 11 pessoas em Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro. Ao todo, a Polícia cumpriu 40 mandados de prisão e alguns deles eram contra Lindinho e Lindão. Com a operação da PF, Roupinol deixou sua cidade natal e encontrou abrigo oferecido por Lindinho no Complexo do São Carlos. Ele ganhou prestígio no Morro da Mineira após pagar o resgate do traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31. Sobrinho do traficante Irapuan David Lopes, o Gangan, morto aos 35 anos, em 2004, durante confronto com a Polícia Civil, ele teria sido seqüestrado por policiais, que exigiram dinheiro em troca da liberdade do criminoso.

A partir daí, Roupinol passou a controlar todo o Complexo de São Carlos e se transformou na principal liderança, em liberdade, da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) – cujo líder, Edmílson Ferreira dos Santos, o Sassá, Coroa ou Samuca, 38, está preso. Além de ser apontado como maior fornecedor de cocaína para as bocas-de-fumo controladas pela ADA, Roupinol foi apontado como o mandante do assassinato de três moradores do Morro da Providência, no Centro do Rio, em junho de 2008. Os jovens Marcos Paulo Rodrigues Campos, 17, Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, 19, e David Wilson Florêncio da Silva, 24, foram seqüestrados por soldados do Exército e entregues ao traficante, que autorizou a execução para que não restassem testemunhas.

O traficante também foi acusado de envolvimento em outros seis homicídios. Um deles, o do secretário Transportes de Macaé, Fernando Magalhães – morto aos 56 anos, em agosto de 2006.

Relembre:
Polícia não encontra esconderijo de Roupinol na Rocinha

Um arsenal vindo da Bolívia com o objetivo de fortalecer traficantes do Morro do Martins, em Neves, São Gonçalo, foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na localidade de Guairacus, em Miranda, Mato Grosso do Sul, na tarde desta última quarta-feira, dia 10.

Para a surpresa dos agentes, os sete fuzis calibre 5.56 estavam no Vectra placa HTA 2052 ocupado por dois pastores da Igreja Mundial do Poder de Deus. Segundo a Polícia, os religiosos receberiam R$ 20 mil para realizar o transporte das armas do sul da região Centro-Oeste do Brasil para o Rio de Janeiro. Esta foi considerada a maior apreensão de fuzis dos últimos anos no Estado. Cada arma foi comprada por R$ 15 mil pelos religiosos, totalizando um prejuízo de R$ 105 mil para os criminosos da comunidade gonçalense.
O veículo seguia pela BR 262, quando foi abordado pelos agentes que realizavam a Operação Formiguinha, cujo objetivo é coibir o transporte de armas e drogas realizado em pequena escala de países que fazem fronteiras com o Brasil para as comunidades dominadas por traficantes.

Na abordagem, o condutor Sebastião Braz da Fonseca Neto, 42 anos, e o acompanhante Francisco Ferreira Moura, 31, disseram aos policiais que tinham ido até Corumbá, que faz fronteira com a Bolívia, para fazer pregação aos fiéis da congregação “A mão de Deus está aqui”, de Três Lagoas, localizada na Rua Augusto Correia da Costa, no bairro Vila Nova. Entretanto, a dupla estava visivelmente nervosa e acabou apresentando contradições sobre informações a respeito do que fizeram naquela cidade.

Após realizarem uma minuciosa revista no automóvel, os policiais encontraram as sete armas – todas de fabricação norte-americana, marca Bushmaster, modelo M-15, calibre 5,56 – que estavam escondidas em um compartimento de fundo falso nas portas dianteira e traseira e no assento traseiro do veículo.

O armamento estava desmontado para que pudesse ser acondicionado e envolvido por material adesivo plástico. O pastor Sebastião contou aos policiais que eles iriam encontrar uma pessoa em Campo Grande. De lá, a dupla ia viajar para São Gonçalo, onde os fuzis seriam entregues nas mãos de traficantes do Morro do Martins, em Neves, comunidade onde há dois dias equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do 7º BPM (São Gonçalo) destruíram uma mansão que era utilizada como quartel-general do tráfico de drogas. Os policiais foram até Campo Grande, onde prenderam o também pastor Felipe Jorge da Silva Freitas, 36, próximo à sua residência no bairro Nova Bandeirantes.

Os três religiosos, que ministram cultos há pelos menos dois anos, foram encaminhados à sede da Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande, onde foram autuados por tráfico internacional de drogas.

A Bolívia e o Paraguai são os principais fornecedores de armas para traficantes do Brasil, principalmente os que agem nas favelas do Rio de Janeiro. Na Bolívia, armas de todos os calibres podem ser compradas até em lojas de eletrodomésticos. Na maioria das vezes, os próprios vendedores indicam aos compradores pessoas para atravessar a fronteira com o material.

Luiz Cláudio Gomes, o Pão com ovo

De acordo com a Polícia, o líder do tráfico no Morro do Martins é Luiz Cláudio Gomes, o Pão com ovo. Ex-chefe da venda de drogas na Favela Nova Brasília, na Engenhoca, ele teria deixado as bocas-de-fumo da comunidade da Zona Norte de Niterói para assumir o controle do tráfico na comunidade de São Gonçalo.

Ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV), Pão com ovo teve a prisão preventiva decretada pela Justiça por sequestrar um estudante de 18 anos, no último dia 29 de setembro, na entrada do Morro dos Marítimos, no Barreto, também na Zona Norte de Niterói, cujas bocas de fumo são controladas pela facção rival Amigos dos Amigos (ADA). Os principais comparsas do criminoso são Mário Sérgio Rocha Martins, o Gugui, e Bruno Bezerra da Silva, o Bruninho BR.

Preso em 2006 por agentes da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) no Morro do Tabajaras, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, Gugui foi beneficiado com a liberdade condicional há cerca de cinco meses. Nesse período, ele encontrou o apoio de criminosos do Morro da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, e da Favela do Fallet, em Santa Teresa.

Mário Sérgio Rocha Martins, o Gugui

Com 12 mandados de prisão por roubo, Átila Barcelos Rodrigues, 21 anos, morreu após trocar tiros com policiais, na manhã desta terça-feira, dia 8 de dezembro. Equipes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), com apoio de policiais do 22º BPM (Benfica) realizaram incursão na Favela Parque União, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

A ação tinha como objetivo prender integrantes de uma quadrilha especializada em seqüestrar funcionários de agências bancárias e manter seus familiares reféns para facilitar o roubo a bancos.

Morador da Rua Luiz Pinheiro, Átila foi surpreendido pelos policiais, por volta das 10h, e disparou contra os agentes, tentando fugir. Atingido no confronto, ele ainda foi socorrido e levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, no mesmo bairro, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele, foram apreendidos uma pistola Glock 40, quatro relógios, um canivete e um tablete de 80 gramas de skank, além de um mapa de uma agência bancária, também localizada em Bonsucesso.

A Polícia desconfia que ela seria o próximo alvo da quadrilha, que foi identificada após investigações iniciadas há cerca de seis meses pela DRF. No dia 25 de novembro, a especializada realizou uma operação na Favela Vila Kennedy, no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste do Rio, para tentar cumprir os mandados de prisão temporária expedidos contra os integrantes do grupo. A ação mobilizou cerca de 50 agentes, que prenderam um foragido da Justiça e um homem responsável por uma central clandestina de distribuição de sinal de internet.

Composta por 10 criminosos, a quadrilha começou a ser desarticulada em agosto, com a prisão de Rodrigo dos Santos Euclides, o Turuna, 26. Ele participou do assalto à agência do banco Bradesco localizado na Estrada Vicente de Carvalho, na Praça do Carmo, na Vila da Penha, na Zona Norte do Rio, no dia 8 de julho. O crime vitimou a estudante Letícia Carvalho Botelho, que completava 13 anos na data. Na ocasião, outras quatro pessoas ficaram feridas – três delas atingidas por balas perdidas e uma atropelada enquanto corria para tentar se proteger.

Além dele e de Átila, outro criminoso – Anderson Pereira de Souza, o Twist, 27 – foi reconhecido pelas vítimas através de fotos e apontado como sendo o bandidos mais violento do grupo. De acordo com a Polícia, eles são dissidentes da quadrilha de Alan Vieira dos Santos, o Piolho, 26.

A prisão de Turuna foi efetuada no dia 14 de agosto, em um lava-jato também na Favela Parque União. Segundo a Polícia, ele teria adquirido o estabelecimento com dinheiro de crimes. Dois meses depois, no dia 6 de outubro, equipes da DRF prenderam Murilo Antônio da Silva Júnior, 28, que estava em liberdade condicional há dois anos e foi surpreendido pelos policiais civis em sua casa, na Vila Kennedy.

Os agentes chegaram até ele depois que uma vítima o reconheceu através de fotografia. Tesoureiro em uma agência do banco Itaú localizada em Campo Grande, a vítima foi abordada no momento em que chegava em casa, no Jardim Sulacap, também na Zona Oeste do Rio, no início da noite da quinta-feira anterior.

Três dias depois, foi a vez de Jardel Martins de Oliveira, o Jardel, ser preso, também em sua residência, na Vila Kennedy. Ele possuía mandados de prisão expedidos pelos crimes de extorsão mediante seqüestro, roubo qualificado, tortura e formação de quadrilha.

Com a morte de Átila e as prisões de Turuna, Jardel e Marco Antônio, quatro integrantes da quadrilha continuam foragidos da Justiça, assim como Twist: Luiz Carlos de Oliveira, o Chiqueirinho, Fernando Lafon e Anderson Ribeiro Pimentel, o Carobinha. De acordo com a Polícia, a casa deste último, na Rua Lousal Teles de Menezes, na Favela Vila Kosmos, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio, seria usada como cativeiro para familiares de tesoureiros e gerentes de bancos seqüestrados.

“Vamos relatar o inquérito para extinguir a punibilidade dele, que está morto, e continuar realizando operações para tentar cumprir os outros mandados de prisão”, ressaltou o delegado Roberto Gomes Nunes, titular da DRF.

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Fotos: Bruno Gonzalez

Lunetas com capacidade de aproximar alvos a até um quilômetro de distância estão sendo usadas por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas na Favela Parque União, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. Os aparelhos óticos foram apreendidos, na manhã desta quarta-feira, dia 25 de novembro, por policiais do 22º BPM (Benfica).

Os PMs realizavam operação para tapar buracos abertos nas principais vias da localidade para dificultar a entrada das viaturas quando receberam denúncias relativas a locais onde os criminosos teriam escondido armas e drogas.

“A ação era para tapar os buracos do tráfico. Eles abriram fossos para impedir a entrada da Polícia. Conseguimos concreto e fomos para lá com um caminhão betoneira. Algumas pessoas começaram a ligar para o Disque-Denúncia com informações sobre gatonet e imóveis utilizados por criminosos e aproveitamos para checá-las”, revelou o tenente-coronel Amaury Simões, comandante do 22º BPM.

Na laje de uma casa perto da Rua Darci Vargas, os policiais encontraram duas lunetas, munições para diversos calibres, frascos de cheirinho da loló, uma granada, papelotes de cocaína e trouxinhas de maconha, além de aproximadamente quatro quilos de pasta de cocaína e farto material para endolação.

“Acredito que o tráfico tenha sofrido um prejuízo financeiro muito grande, de pelo menos R$ 200 mil. Cada quilo dessa pasta de cocaína ainda passaria por fases de mistura e endolação e seria multiplicado cinco vezes”, afirmou o coronel Amaury.

Em outro imóvel, os PMs estouraram uma central clandestina de televisão a cabo. Diversos equipamentos, como distribuidores e receptores de sinal, foram apreendidos. Para evitar manifestações em represália à ação, foi montado um esquema especial de policiamento.

“Equipes vão permanecer até a manhã desta quinta-feira no local, até que o concreto seque. O policiamento ostensivo está reforçado, assim como o patrulhamento nas principais vias de acesso à comunidade, para evitar que os criminosos tentem diminuir o prejuízo sofrido praticando assaltos”, garantiu o oficial.

Todo o material foi levado para a 21ª DP (Bonsucesso), onde foi feito o registro da apreensão.

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