Arquivo da categoria ‘Bope’

Anderson Eduardo Timóteo, o Skol ou Derson, 34 anos

Um dos gerentes do tráfico de drogas no Complexo de São Carlos, no Estácio, na região central do Rio, Anderson Eduardo Timóteo, o Skol ou Derson, 34 anos, morreu durante confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), na manhã desta sexta-feira, dia 15 de janeiro. Um policial militar também ficou ferido na troca de tiros. Atingido no pé, perna, braço e duas vezes de raspão no pescoço, o capitão Leandro Maia foi socorrido e levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), localizado a poucos metros da favela.

Apontado pela Polícia como um dos homens de confiança dos traficantes Rogério Rios Mosqueira, Anderson Rosa Mendonça e Sandro Luís de Paula Amorim, que controlam as bocas-de-fumo do Complexo de São Carlos, Skol possuía um mandado de prisão expedido pela 40ª Vara Criminal do Rio. Com informações de que o bandido estava em uma casa no morro, as equipes do Bope subiram a favela.

Ao perceber a presença dos policiais, o criminoso, do alto de uma laje, efetuou diversos disparos de fuzis na direção dos policiais. Em resposta ao traficante, os PMs reagiram e acabaram baleando o procurado.
O tiroteio na área foi intenso e chegou a causar uma interdição do trânsito do Túnel Martins Sá, mais conhecido como Frei Caneca. Pessoas que estavam dentro dos ônibus se atiraram no chão dos veículos, enquanto quem passava pela rua buscava lugares para escapar dos tiros.

Os PMs detiveram a namorada do traficante, Priscila da Silva Vieira, 21, que foi autuada pelo delegado Fernando Reis, titular da 6ª DP (Cidade Nova), por associação para fins de tráfico. Prima do traficante Leandro Nunes Botelho, o Scooby, chefe do tráfico no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, a mulher – grávida de seis meses – foi flagrada em fotos empunhando o fuzil AK-47 usado pelo namorado e apreendido durante a ação do Bope. Se condenada, ela pode pegar de três a dez anos de cadeia.

Priscila da Silva Vieira, 21 anos

O tráfico de drogas no Complexo de São Carlos composto pelos morros São Carlos, Mineira, Querosene e Zinco é controlado pelo traficante Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, 36 anos. Viciado no tranqüilizante que lhe rendeu o apelido, o criminoso – também conhecido como Macaé ou Lindão – é natural do Complexo das Malvinas, que é formado pelas favelas Nova Holanda, Santanna e Aroeira, localizadas em Macaé.

Acusado de ser o principal distribuidor de drogas na cidade do Norte Fluminense, ele cumpriu parte da pena à que foi condenado na Penitenciária Lemos Brito, no Complexo da Frei Caneca, onde conheceu Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 – nascido e criado no Morro da Mineira. Os dois criaram um forte vínculo de amizade na cadeia e, quando Lindinho deixou a prisão, em junho de 2002, Roupinol lhe atribuiu a responsabilidade de controlar as bocas-de-fumo nas favelas de Macaé.

Beneficiado com a liberdade condicional dois anos depois – em dezembro de 2004 -, Lindão passou a ser considerado foragido da Justiça em março de 2007, quando a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha de traficantes que mantinha uma refinaria de cocaína no município de Conceição de Macabu, na região norte do Estado do Rio. O laboratório tinha capacidade para refinar de 10 a 15 quilos de pasta base de cocaína por mês – droga que era enviada para as bocas-de-fumo dos complexos das Malvinhas e de São Carlos.

Batizada como “Morpheu”, a operação envolveu 230 agentes federais e 70 viaturas e ocorreu simultaneamente em vários estados. Foram presas 11 pessoas em Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro. Ao todo, a Polícia cumpriu 40 mandados de prisão e alguns deles eram contra Lindinho e Lindão. Com a operação da PF, Roupinol deixou sua cidade natal e encontrou abrigo oferecido por Lindinho no Complexo do São Carlos. Ele ganhou prestígio no Morro da Mineira após pagar o resgate do traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31. Sobrinho do traficante Irapuan David Lopes, o Gangan, morto aos 35 anos, em 2004, durante confronto com a Polícia Civil, ele teria sido seqüestrado por policiais, que exigiram dinheiro em troca da liberdade do criminoso.

A partir daí, Roupinol passou a controlar todo o Complexo de São Carlos e se transformou na principal liderança, em liberdade, da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) – cujo líder, Edmílson Ferreira dos Santos, o Sassá, Coroa ou Samuca, 38, está preso. Além de ser apontado como maior fornecedor de cocaína para as bocas-de-fumo controladas pela ADA, Roupinol é apontado como o mandante do assassinato de três moradores do Morro da Providência, no Centro do Rio, em junho de 2008. Os jovens Marcos Paulo Rodrigues Campos, 17, Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, 19, e David Wilson Florêncio da Silva, 24, foram seqüestrados por soldados do Exército e entregues ao traficante, que autorizou a execução para que não restassem testemunhas.

O traficante também é acusado de envolvimento em outros seis homicídios. Um deles, é o do secretário Transportes de Macaé, Fernando Magalhães – morto aos 56 anos, em agosto de 2006.

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Fotos: Pedro Pantoja

Polícia

Moradores do Edifício Solar da Praia, localizado na Rua Francisco Otaviano, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, viveram momentos de tensão ao serem mantidos reféns durante um assalto que começou no início da manhã de ontem e durou cerca de duas horas. Os criminosos conseguiram entrar no prédio depois que um deles se identificou como funcionário da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG).

“Ele falou para o porteiro que era da companhia de gás e que ia fazer a medição. O porteiro abriu a porta da garagem e ele entrou, acompanhado por outros dois homens”, contou o engenheiro Elias Mansur, 55 anos, que mora há três décadas no local e foi surpreendido pelos assaltantes quando retornava de um passeio com sua cadela.

Polícia

“Fui rendido quando voltava da praia. O porteiro e outros moradores estavam sendo mantidos reféns. Ainda tentei voltar para a rua, mas não consegui. Fui obrigado a levá-los até o meu apartamento, que fica no primeiro andar, e eles levaram os outros reféns para lá também. Alguns moradores ficaram trancados em um quarto e outros ficaram em um segundo quarto”, revelou Elias, dizendo que um pedreiro que trabalhava em uma obra em seu apartamento chegou a ser agredido com uma coronhada no nariz.

“Eles avisaram que iriam continuar no prédio e mandaram que não saíssemos do apartamento”, ressaltou o engenheiro, acompanhado por uma outra moradora que não quis se identificar e que disse que os bandidos ameaçaram cortar seu dedo, caso ela escondesse alguma coisa.

“Tive medo dele ficar muito revoltado e machucar alguém. Não tinha quase nada em casa e ele me ameaçava, caso achasse alguma coisa que eu dizia que não tinha. Fui levada para o apartamento no primeiro andar, onde fiquei uns 40 minutos, junto com outros moradores. Ninguém queria arriscar ir na janela ou chamar a Polícia, pois ninguém sabia se eles ainda estavam lá”, relembrou.

ipanema assalto

De acordo com as vítimas, o trio de assaltantes entrou no edifício por volta das 7h45 e a Polícia Militar foi chamada somente duas horas depois. Um morador do prédio ainda jogou um bilhete da janela tentando ajudar na identificação dos criminosos. No papel, o homem avisava que os assaltantes eram três, sendo um negro e dois morenos de aproximadamente 1,70 m.

“Os moradores que desconfiaram da ação e não foram assaltados poderiam ter acionado a PM há mais tempo. Lamentavelmente houve atraso nessa chamada e quando chegamos não foi possível localizar os criminosos”, declarou o comandante do 23º BMP (Leblon), coronel Sérgio Alexandre Rodrigues do Nascimento.

Polícia

Além de 15 homens do 23º BPM, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) também foram deslocadas para o local.

“Isolamos as entradas e saídas do prédio, pois a informação inicial era a de que poderia haver um morador sendo feito refém em um dos apartamentos. Acionamos o Bope preventivamente”, explicou o oficial.

O edifício, que fica em frente ao Parque Garota de Ipanema, tem sete andares e possui 14 apartamentos. Destes, oito foram assaltados. Muitos dos imóveis estão passando por obras. Além de 18 moradores, dois funcionários do prédio – o porteiro e um faxineiro – e três funcionários que trabalhavam na reforma de um apartamento no 5º andar foram mantidos reféns.

Polícia

O delegado Gustavo Valentine, da 14ª DP (Leblon), esteve no local e ouviu informalmente todas as vítimas.

“Agora vamos ouvir todas na delegacia para formalizar os depoimentos e estou solicitando as imagens das câmeras dos prédios próximos, já que este edifício não possui circuito de segurança. Os criminosos levaram jóias e dinheiro e deixaram de roubar várias coisas, como notebooks e outros eletroeletrônicos”, declarou Gustavo, que vai disponibilizar os álbuns do Setor de Investigação Policial (SIP) da 14ª DP para que os moradores vejam as fotos.

“Vamos solicitar a confecção de retratos-falados e também mostrar fotografias cadastradas para verificar se algum é reconhecido”, destacou o delegado, que solicitou que perícias do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e também do Instituto Félix Pacheco (IFP) fossem realizadas nos apartamentos em que os bandidos estiveram.

Polícia

O delegado também vai apurar a informação de que os assaltantes entraram no edifício perguntando por um morador, que seria ourives.

“Fomos no apartamento deste morador, mas ele não estava. Estamos investigando todas as hipóteses. O crime pode ter sido praticado por uma quadrilha especializada, pode ter envolvimento de ex-funcionários ou pessoas que já freqüentaram o prédio e sabiam da inexistência de câmeras ou pode ter sido premeditado tendo como alvo alguém específico”, afirmou.

Em nota, a CEG informou que está à disposição da Polícia para colaborar com a investigação e alertou os clientes sobre alguns cuidados para evitar a entrada de falsos funcionários nos prédios. Entre eles, a empresa esclareceu que as visitas são previamente agendadas e que dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 08000-247766.

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Fotos: Bruno Gonzalez

Policia

Quem passou pelo Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na manhã deste dia 24, teve a impressão de que a segunda-feira era um dia de feriado. As lojas de pelo menos dez ruas tiveram suas portas abaixadas e o atendimento foi suspenso até mesmo em comércios como os fast foods Habib’s e Mc Donald’s, na Rua José de Alvarenga, e o supermercado Sendas, na Avenida Presidente Kennedy.

Policia

O fechamento era em luto pela morte do traficante João Soares de Lima Filho, o Joãozinho da Vila Ideal – também conhecido como Joãozinho do Lixão – 35 anos. Integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), ele controlava o tráfico de drogas nas favelas Vila Ideal e Lixão, ambas no Centro de Duque de Caxias, e morreu, no domingo, durante operação realizada por policiais militares lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Policia

Um bandeirão do Flamengo sinalizava o lugar preferido do traficante: o bar “Sai, olho mau”, na Rua Osvaldo Aranha. Foi no estabelecimento, localizado no interior da comunidade, que a mãe do traficante, a dona de casa Tereza da Cruz de Lima, 64, deu uma entrevista exclusiva à equipe do Jornal POVO do Rio.

Policia

Mãe de outros dois homens e três mulheres, ela contou que o filho caçula entrou para o tráfico aos 14 anos de idade. Aos 23, com a prisão de Charles Silva Batista, o Charles do Lixão, 39, assumiu o controle das duas favelas. A partir de então, conquistou a comunidade adotando uma política assistencialista: distribuindo presentes, realizando festas, sorteando cestas básicas e comprando gás e remédio. Além disso, pagava pela tranqüilidade dos moradores: dava cerca de R$ 1 mil por dia a policiais corruptos para evitar incursões e tiroteios.

Policia

“Ele era um filho bom. Todo mundo gostava dele. Ajudava muita gente e até arrumou emprego para vários moradores. As pessoas que fecharam suas lojas decretaram luto porque gostavam dele. Ele sempre gostou de tranqüilidade. Nunca faríamos nada de que ele não gostasse, como protestos violentos. Nem ele sabia que era tão querido”, desabafou a dona de casa, contando que Joãozinho nasceu em São Paulo, mas foi criado na Vila Ideal, onde chegou em seu primeiro ano de vida.

João Soares de Lima Filho, o Joãozinho da Vila Ideal, 35 anos

João Soares de Lima Filho, o Joãozinho da Vila Ideal, 35 anos

O traficante deixou 12 filhos: sendo um de apenas um ano e outro ainda na barriga de uma namorada, grávida de quatro meses. Conhecido na comunidade como “Robin Hood” – o fora-da-lei mítico inglês que roubava dos ricos para dar aos pobres e era considerado herói – e entre os maus policiais como “Galinha dos Ovos de Ouro”, Joãozinho também foi alvo de extorsões, tendo que pagar diversas vezes pela liberdade de parentes.

Uma das vítimas foi sua própria mãe. Ela contou que foi seqüestrada por policiais civis, no final do ano passado, e permaneceu sob cárcere privado durante aproximadamente doze horas no interior da 59ª DP (Duque de Caxias).

Policia

“Eles pediram R$ 50 mil e meu filho disse que não tinha. Só me soltaram no final do dia, depois que ele conseguiu juntar R$ 15 mil. Depois disso eu fiquei traumatizada. Tive depressão. Fui morar em outro lugar. Meu filho não podia viver na mesma casa que eu. Ele vivia em endereços ignorados, mas sempre foi presente e me apoiou em tudo. O maior medo dele era morrer e me deixar desamparada”, revelou Tereza.

O traficante deixou 12 filhos: sendo um de apenas um ano e outro ainda na barriga de uma namorada, grávida de quatro meses

O traficante deixou 12 filhos: sendo um de apenas um ano e outro ainda na barriga de uma namorada, grávida de quatro meses

Proprietário de uma empresa de reciclagem em Jardim Gramacho, um dos irmãos de Joãozinho afirmou que toda a família era alvo de pré-conceitos e discriminação.

“Tudo o que eu tinha, achavam que era ele que me dava”, disse Janílton Soares, 39.

enterro traficante (9)

“Meu irmão pagava para ter sossego. Pagava bem os funcionários, para eles não terem que roubar. Ele vendia a droga dele para quem quisesse vir aqui dentro comprar, mas não permitia roubos dentro da favela, e nem do lado de fora. Ele assistia a todos os jogos do Flamengo aqui nesse bar e se terminasse com vitória rubro-negra, ele pagava cerveja para todo mundo. Fora isso, realizava festas e distribuía presentes em todas as datas especiais, como Dia dos Pais, Dia das Mães, Natal, Ano Novo. No Dia de São Jorge, montava um palanque e trazia um padre para rezar missa aqui dentro da comunidade”, contou Janílton.

Policia

Os moradores da Favela Vila Ideal contaram que os PMs do Bope chegaram acompanhados por agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 15º BPM (Duque de Caxias), por volta das 5 horas. Com auxílio de dois veículos blindados, os policiais teriam iniciado o tiroteio na direção do bar. Além de Joãozinho, Walteir Rodrigues dos Santos, o TI, 27, e Cristiano de Oliveira, 23, foram baleados. Uma idosa de 73 anos acabou atingida de raspão por uma bala perdida, no momento em que saía de casa para ir à igreja.

Policia

“O meu filho não estava armado. Ele não precisava andar ostentando armas dentro da comunidade. Ele estava saindo do forró quando foi baleado na perna. Caído no chão, ainda levantou os braços e pediu para não ser morto. Os policiais poderiam tê-lo levado preso. Depois que o mataram, ainda pegaram o cordão de ouro dele, o relógio e o dinheiro que ele tinha na carteira”, afirmou a mãe do traficante.

Policia

Os três enterros foram realizados nesta segunda-feira, no Cemitério Nossa Senhora do Belém, no bairro Corte Oito. Cerca de dez ônibus lotados, além de veículos de transporte alternativo, conduziram amigos e familiares do criminoso. Enquanto o corpo de Joãozinho foi sepultado em um túmulo alugado por três anos na Quadra 13, os outros dois foram enterrados na Quadra 15.

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Há quatro meses à frente da 59ª DP, o delegado Antônio Silvino Teixeira informou que desconhece denúncias relativas a pagamentos de arrêgos e extorsões e apresentou as armas apreendidas durante a operação da PM: dois fuzis calibre 223 e uma pistola calibre 380. De acordo com o relato dos policiais do Bope, eles foram recebidos a tiros e revidaram a agressão, dando início ao confronto.

Policia

“O Joãozinho era um traficante da antiga e tinha outro pensamento. Ele adotava atos assistencialistas e conquistava a simpatia e o apoio da comunidade. Não tivemos qualquer registro de ameaças e acredito que os comerciantes tenham fechado suas portas por medo de serem vítimas de arrastões”, declarou Antônio Silvino.

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Fotos: Felippo Brando

Rocinha (BOPE) 3

Mais um local utilizado por traficantes ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) para torturas e execuções foi encontrado pela Polícia. Desta vez, na Favela da Rocinha, no bairro São Conrado, na Zona Sul do Rio. Em uma incursão que durou aproximadamente nove horas, policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram, no final da manhã desta sexta-feira, dia 7, à área batizada como “Praça da Tortura”.

Rocinha (BOPE) 16

Com vestígios de sangue e restos de massa encefálica, ela fica na mata existente no final da Rua Dionéia, na localidade conhecida como Cachopa. No dia anterior, policiais civis da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) haviam descoberto o endereço de um outro “Tribunal do Tráfico”: na ocasião, o da Favela Vila Vintém, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. As duas favelas são controladas pela mesma facção.

rocinha

“Viemos apurar diversas denúncias relativas a esconderijos de criminosos e a locais onde eles guardariam armas e drogas. Também aproveitamos para verificar uma que recebemos há cerca de quatro meses e que afirma que existe um cemitério clandestino na mata”, ressaltou o tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, comandante do Bope.

Rocinha (BOPE) 19

Com apoio dos dois helicópteros do Grupamento Aeromarítimo (GAM) e de com auxílio de equipes do Batalhão de Polícia Florestal e do Meio Ambiente (BPFMA) e do canil da corporação – através da Companhia Independente de Polícia Militar Cães (CIPM Cães) – os policiais chegaram à Rocinha por volta das 6 horas. A ação, que mobilizou cerca de 100 homens, resultou na apreensão de 483 tabletes de maconha prensada – totalizando cerca de meia tonelada.

Rocinha (BOPE) 11

Os PMs também apreenderam uma espada ninja, uma submetralhadora Uzy, uma pistola calibre 380, e munições para diversos calibres, além de carregadores de fuzil e de pistola, seis coletes táticos, 31 camisas da Polícia Civil, fogos de artifício e roupa camuflada.

Rocinha (BOPE) 20

A presença de agentes do Serviço de Inteligência (P-2) e de outros cinco policiais militares fardados – incluindo três oficiais – do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), levantou rumores de que os PMs estariam tentando localizar restos mortais da engenheira Patrícia Amieiro, 24, desaparecida desde junho do ano passado.

Rocinha (BOPE) 15

A suspeita foi reforçada pelo fato da Favela da Rocinha ser área de responsabilidade de outro batalhão – o 23º BPM (Leblon) – e por denúncias de que uma testemunha do caso teria procurado o batalhão e prestado um depoimento com uma versão diferente daquela que fez com que o Ministério Público denunciasse quatro PMs do 31º BPM por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Coincidentemente, o julgamento deles começa na próxima sexta-feira, quando será realizado o sumário de culpa, no 1º Tribunal do Júri.

Rocinha (BOPE) 18

Apesar das suspeitas e das contradições cometidas pelos oficiais envolvidos na operação, a informação não foi confirmada.

“Um dos meus oficiais aproveitou a operação do Bope para ir à favela, pois tinha uma diligência para realizar. Mas não há relação com o caso da engenheira, e sim com uma investigação que está sob sigilo da Justiça”, garantiu o comandante do 31º BPM, tenente-coronel Ricardo Quemento.

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Rocinha (BOPE) 3

Mais um local utilizado por traficantes ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) para torturas e execuções foi encontrado pela Polícia. Desta vez, na Favela da Rocinha, no bairro São Conrado, na Zona Sul do Rio. Em uma incursão que durou aproximadamente nove horas, policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram, no final da manhã desta sexta-feira, dia 7, à área batizada como “Praça da Tortura”.

Rocinha (BOPE) 16

Com vestígios de sangue e restos de massa encefálica, ela fica na mata existente no final da Rua Dionéia, na localidade conhecida como Cachopa. No dia anterior, policiais civis da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) haviam descoberto o endereço de um outro “Tribunal do Tráfico”: na ocasião, o da Favela Vila Vintém, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. As duas favelas são controladas pela mesma facção.

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“Viemos apurar diversas denúncias relativas a esconderijos de criminosos e a locais onde eles guardariam armas e drogas. Também aproveitamos para verificar uma que recebemos há cerca de quatro meses e que afirma que existe um cemitério clandestino na mata”, ressaltou o tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, comandante do Bope.

Rocinha (BOPE) 19

Com apoio dos dois helicópteros do Grupamento Aeromarítimo (GAM) e de com auxílio de equipes do Batalhão de Polícia Florestal e do Meio Ambiente (BPFMA) e do canil da corporação – através da Companhia Independente de Polícia Militar Cães (CIPM Cães) – os policiais chegaram à Rocinha por volta das 6 horas. A ação, que mobilizou cerca de 100 homens, resultou na apreensão de 483 tabletes de maconha prensada – totalizando cerca de meia tonelada.

Rocinha (BOPE) 11

Os PMs também apreenderam uma espada ninja, uma submetralhadora Uzy, uma pistola calibre 380, e munições para diversos calibres, além de carregadores de fuzil e de pistola, seis coletes táticos, 31 camisas da Polícia Civil, fogos de artifício e roupa camuflada.

Rocinha (BOPE) 20

A presença de agentes do Serviço de Inteligência (P-2) e de outros cinco policiais militares fardados – incluindo três oficiais – do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), levantou rumores de que os PMs estariam tentando localizar restos mortais da engenheira Patrícia Amieiro, 24, desaparecida desde junho do ano passado.

Rocinha (BOPE) 15

A suspeita foi reforçada pelo fato da Favela da Rocinha ser área de responsabilidade de outro batalhão – o 23º BPM (Leblon) – e por denúncias de que uma testemunha do caso teria procurado o batalhão e prestado um depoimento com uma versão diferente daquela que fez com que o Ministério Público denunciasse quatro PMs do 31º BPM por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Coincidentemente, o julgamento deles começa na próxima sexta-feira, quando será realizado o sumário de culpa, no 1º Tribunal do Júri.

Rocinha (BOPE) 18

Apesar das suspeitas e das contradições cometidas pelos oficiais envolvidos na operação, a informação não foi confirmada.

“Um dos meus oficiais aproveitou a operação do Bope para ir à favela, pois tinha uma diligência para realizar. Mas não há relação com o caso da engenheira, e sim com uma investigação que está sob sigilo da Justiça”, garantiu o comandante do 31º BPM, tenente-coronel Ricardo Quemento.

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Policia

O novo esquema de policiamento para reprimir a ação de criminosos nas vias especiais e expressas do Rio foi colocado em prática, na manhã desta terça-feira, dia 14. Enquanto viaturas do Módulo Operacional de Vias Especiais (MOVE), pertencente ao Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), permaneciam baseadas nos acessos às favelas que cortam a Avenida Brasil e o helicóptero do Grupamento Aeromarítimo (GAM) realizava o patrulhamento de sobrevôo, policiais militares lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realizaram incursões nos complexos do Caju, no bairro de mesmo nome, e da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

“Essas operações vão ser realizadas em todas as vias onde há manchas criminais”, ressaltou o tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, horas após ter assumido o comando do Bope, em substituição ao tenente-coronel Alberto Pinheiro Neto.

Policia

Aos 43 anos de idade – 24 deles dedicados à corporação – o oficial, que usou na solenidade a farda que usava quando ainda era capitão da unidade especializada e estava guardada há 14 anos, enfatizou que a integração é fundamental.

“Não se pode olhar o Bope como outra Polícia. Se não houver entrosamento, não há êxito. Vamos continuar trabalhando em harmonia com outras unidades da corporação”, destacou o coronel Paulo Henrique, que lembrou o artigo 144 da Constituição Federal, que diz que “A segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos”.

Policia

“A participação da população é fundamental. Quanto maiores e mais precisas, melhores são os resultados”, garantiu, divulgando o número do telefone do Bope, para que as pessoas possam fazer denúncias: 2334-3989.

As rodovias estaduais, cujo patrulhamento e policiamento ostensivo são de responsabilidade do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), também estão incluídas nas ações do planejamento especial. As informações captadas através do helicóptero pelos PMs do GAM são repassadas, em tempo real, através de rádios de comunicação. As equipes do BPChoque devem permanecer nos acessos às favelas, no início da manhã e no final da tarde – que são os momentos de maior tráfego de veículos nas vias. As incursões do Bope não terão datas, locais e nem horários divulgados.

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Composto pelas localidades Parque Alegria, Parque Boa Esperança, Parque da Conquista, Parque São Sebastião, Parque Vitória e Parque Nossa Senhora da Penha, o Complexo do Caju é dominado por traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA).

Já o Complexo da Maré, que engloba as localidades Baixa do Sapateiro, Conjunto Bento Ribeiro Dantas, Conjunto Esperança, Conjunto Marcílio Dias, Conjunto Pinheiro, Nova Holanda, Nova Maré, Parque Maré, Parque Roquete Pinto, Parque Rubens Vaz, Parque União, Praia de Ramos, Salsa e Merengue, Timbau, Vila do João e Vila do Pinheiro, é dividido entre as facões ADA, Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV), e também tem áreas controladas por milicianos.

Policia

Apesar de ter havido confronto nas ações de ontem, ninguém foi preso e nada foi apreendido. Também não houve registro de mortes.

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