Arquivo da categoria ‘Denúncia contra Policiais’

Dois anos após receberem a “Medalha de Fidelidade” da Chefia de Polícia Civil, o delegado Carlos Alberto Quelotti Villar e o inspetor Edmundo De Simone foram denunciados por formação de quadrilha armada, concussão e corrupção passiva. Além deles, outros cinco inspetores e um homem que fingia ser policial – e que também foi denunciado por usurpação de função pública – foram presos em ação da Corregedoria Interna de Polícia Civil (Coinpol), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, dia 30 de agosto.

No dia 29 de outubro de 2010, durante solenidade em comemoração ao Dia do Policial Civil, o então chefe da instituição, Allan Turnowski, entregou 160 medalhas de Honra, Fidelidade e Devotamento, na Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol). Entre os agraciados no evento, destinado àqueles policiais civis que se destacam pela eficiência demonstrada em seu trabalho, o delegado e seu chefe do Setor de Investigações (SI), agora acusados de exigir dinheiro de comerciantes e prestadores de serviço de Magé, na Baixada Fluminense.

A “Medalha Fidelidade” é destinada aos policiais que demonstraram em serviço o apresso e a confiança de seus superiores, da população e do Governo, por atos de fidelidade ao interesse público e a lei. Em 2009, o inspetor De Simone também havia sido homenageado, recebendo a “Medalha Honra” – outorgada aos policiais que se destacaram no serviço de suas funções por comportamento irrepreensível e notório.

Delegado Carlos Alberto Quelotti Villar

Ele e os agentes presos eram lotados na 66ª DP (Piabetá) e, de acordo com as investigações, teriam começado a cobrança de propinas em fevereiro do ano passado, depois que o inspetor João Paulo Nascimento, o Paulão, ao ser transferido da delegacia, repassou a eles o esquema. De acordo com a denúncia, que teve por base inquérito policial conduzido pela Coinpol, o delegado chefiava as ações dando ordens aos seus subordinados, identificados como Renato De Simone, o Renatinho – que estava na Polícia há 18 anos, era irmão de Eduardo e morreu em maio, aos 40 anos, em acidente de carro -, Lucimar de Souza, Adilson de Freitas Silva e Gustavo de Azeredo Lima.

Além disso, o civil Heldongil Azevedo Aleixo, conhecido como Cigano, tinha livre acesso às dependências da delegacia e agia como se fosse policial, utilizando inclusive armas de fogo. Ainda segundo as investigações, na divisão de tarefas do grupo, Renato e Edmundo, lotados no SI, atuavam como homens de confiança do delegado, sendo responsáveis pela operacionalização do esquema de corrupção.

O único do bando a manter contato pessoal com as vítimas era Cigano, que inclusive utilizava armas para intimidá-las e cobrava as propinas mensalmente, com valores que variavam entre R$ 100 e R$ 400. Proprietários de ferros-velhos; depósitos de gás, lan houses e mototaxistas eram os alvos preferidos dos policiais.

O corregedor Interno da PCERJ, delegado Gilson Emiliano, declarou que os policiais responderão processo disciplinar, cuja pena pode ser a demissão. Todos os envolvidos foram presos em suas residências, em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, e encaminhados para o presídio Bangu 8.

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Três policiais militares – sendo um oficial – e um inspetor da Polícia Civil foram denunciados pela 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por exploração ilegal de jogo de azar, formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e violação de sigilo funcional. Além deles, outras 31 pessoas são suspeitas de integrar um grupo que explora o jogo do bicho na região central da cidade do Rio.

Em operação batizada como “Catedral”, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) foram às ruas para cumprir 24 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão, nesta quarta-feira, dia 29 de agosto. A denúncia, distribuída à 33ª Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro, é subscrita pelos promotores de Justiça Homero das Neves Freitas Filho, Alexandre Murilo Graça e Márcio Jose Nobre de Almeida.

Evandro Machado dos Santos, o Bedeu

Entre os denunciados estão Evandro Machado dos Santos, o Bedeu, apontado como líder da quadrilha; seu filho, Alessandro Ferreira dos Santos; o capitão da Polícia Militar Anderson Luiz de Souza – chefe do Serviço de Inteligência (P-2) do 5º BPM (Praça da Harmonia); e os sargentos da PM Marcos Aurélio das Chagas e Marcos André dos Santos – lotados na Supervisão de Graduados da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro da Providência; além do inspetor Weber Santos de Oliveira – chefe do Setor de Investigações da 4ª DP (Central do Brasil).

“Estes denunciados formaram uma organização voltada para a exploração ilegal de jogo de azar não autorizado conhecido como ‘jogo do bicho’, atuando nas áreas dos bairros da Central do Brasil, da Gamboa, da Saúde e parte de São Cristovão. Para a realização da atividade ilegal do jogo, a organização atua corrompendo agentes públicos, em especial policiais civis e militares, para que estes não realizem seu dever de ofício, ou seja, a repressão ao ‘jogo do bicho’. Além disso, a organização conta com diversos integrantes, que, sem autorização legal ou regulamentar, usam armas de fogo para exercer a segurança dos chefes e dos ‘pontos do jogo do bicho’, bem como dar proteção ao transporte dos valores arrecadados com o jogo e que se destinam ao pagamento da corrupção”, narra trecho da denúncia.

O grupo, de acordo com as investigações da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública e do monitoramento dos terminais telefônicos narrados na denúncia, efetuava pagamentos mensais e em dinheiro para a 4ª DP, para a 17ª DP (São Cristóvão) e para o 5º BPM.

Enquanto o policial civil é acusado de receber R$ 15 mil por mês, o capitão receberia R$ 9 mil. Já os praças da PM recebiam menos: enquanto o sargento Chagas recebia R$ 600, o valor pago para que o sargento André também fizesse “vista grossa” era de R$ 300. Ainda segundo as investigações – iniciadas há sete meses – o faturamento mensal da quadrilha seria de R$ 170 mil e R$ 30 mil seriam destinados ao pagamento de propinas a policiais civis e militares.

“Apurou-se, ainda, que os pontos situados na área da Unidade de Polícia Pacificadora do Morro da Providência recebiam um pagamento semanal, para que a atividade ilegal não fosse reprimida. Durante a interceptação telefônica efetuada, os denunciados foram flagrados na realização da logística não só do jogo de azar, bem como em ações que visavam arregimentar e corromper funcionários públicos (policiais civis e militares) de forma a não existir repressão a atividade contravencional. Inclusive, em quatro oportunidades, com as informações do monitoramento telefônico, seguiram a cadeia de comando da organização criminosa, conseguindo flagrar o momento em que o dinheiro da propina era entregue ao agente público”, relata a denúncia.

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Um dos donos do Estaleiro Chamon de Niterói Transportes Marítimos, o empresário Ricardo Maia de Almeia, 48 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver do seu então funcionário, o marinheiro-timoneiro Eduardo de Souza Francisco, 33. O crime ocorreu em outubro de 2009.

O acusado já foi candidato a vereador em Niterói pelo Partido Do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), na Coligação “Niterói Do Futuro” (PMDB/PTC/PSL). Na ocasião, declarou bens no valor de R$ 438 mil, sendo dois imóveis – um no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, e outro no bairro Gebara, em Itaboraí – dois automóveis – um Ford F1000 Ano 93 e um Renault Megane Ano 2008 – e oito embarcações, além de aplicações nos bancos Real e Itaú.

Ricardo Maia de Almeida, 48 anos

Localizado na Travessa Doutor Mário Tinoco, na Ilha da Conceição, o Estaleiro Chamon é uma das empresas responsáveis pela queima de fogos nas praias de Icaraí e Copacabana, nas Zonas Sul de Niterói e do Rio, respectivamente.

O primo do empresário, Michell Mogica Barrada Chamon, e o soldado Renato José Alves de Sousa, lotado no 12º BPM (Niterói), também foram denunciados pelos mesmos crimes. O PM trabalhava no Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (GPAE) do Morro do Cavalão, em Icaraí, na Zona Sul de Niterói.

De acordo com a denúncia, subscrita pelo promotor Cláudio Calo, titular da 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 2ª Central de Inquéritos do MP, o dono do estaleiro, de forma preordenada, após planejar a execução de seu próprio funcionário, escalou a vítima para trabalhar no dia 26 de outubro, um domingo, justamente em razão do pouco movimento no estaleiro. Ele contou com a colaboração de seu primo e do PM, que foi o autor dos dois disparos na nuca da vítima.

Após a execução, os três, com a ajuda do funcionário e colega de trabalho da vítima, Francisco Carlos da Silva Costa, jogaram o corpo de Eduardo, sem o uniforme laranja da empresa, na Baía de Guanabara, amarrando um “peso” para que ele não fosse encontrado e ficasse submerso.

Porém, quatro dias depois, no dia 30 de outubro, o corpo apareceu na superfície em estado de decomposição, conforme demonstrado pelas provas periciais. O funcionário que foi cúmplice do trio foi denunciado pelo MP por ocultação de cadáver.

Segundo a Promotoria de Justiça , “o crime foi cometido por motivo fútil, em decorrência de uma suposição por parte do dono do estaleiro de que a vítima teria furtado uma peça de uma embarcação, e mediante recurso que impossibilitou qualquer defesa por parte da vítima”.

“O inquérito policial terminou com dois volumes, sem relatório da autoridade policial e com mais de 700 páginas de investigação, sendo que a complexidade do caso e a postura do dono do estaleiro retardaram a conclusão das investigações. Surpreendentemente, no dia da execução da vítima, as câmeras de vigilância não estavam funcionando. O controle de entrada e saída de funcionários do estaleiro também foi tumultuado, pois o controle eletrônico do ponto estava, coincidentemente, em manutenção no dia do crime”, explicou o promotor de Justiça Cláudio Calo.

“Para intimidar, a maioria dos funcionários ouvidos em sede policial foi acompanhada justamente pelo advogado contratado pelo dono do estaleiro. Se já não bastasse, Ricardo Maia compareceu ao sepultamento da vítima para confortar a mulher, tendo dito para ela que Eduardo teria saído do estaleiro no fatídico domingo para se encontrar com uma prostituta, a fim de despistar e tirar o foco das investigações”, ressaltou.

O crime de homicídio duplamente qualificado, além de ser hediondo, tem pena máxima de 30 anos de reclusão, enquanto que o crime de ocultação de cadáver tem pena máxima de três anos de detenção. A denúncia foi encaminhada à 3ª Vara Criminal de Niterói (Tribunal do Júri).

No dia 15 de novembro de 2009, policiais da 76ª DP (Centro de Niterói) realizaram buscas no estaleiro e na casa de Ricardo, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói. No primeiro estabelecimento, foi encontrado um revólver calibre 38. Já no segundo endereço, os agentes apreenderam R$ 40 mil em espécie.

Um mês após a descoberta de que policiais estavam lotados na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) mesmo sem trabalhar na especializada – apenas para receber a gratificação de R$ 1.500 -, nova denúncia de irregularidade surge na Polícia Civil: a existência de dez inspetores “fantasmas” com suas lotações na Divisão Anti-Sequestro (DAS).

Luca Atalla, Renzo Gracie, Brian McPherson, Ricardo Almeida, Sergio Ignacio

Um deles, o atirador de elite Sérgio Ignácio, está há três anos trabalhando com a família Gracie nos Estados Unidos, dando inclusive aulas de jiu-jitsu para a SWAT. Ele recebe o ponto por Sedex para que possa assinar. A Corregedoria Interna da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (Coinpol) já instaurou sindicância para apurar as irregularidades. O corregedor da PCERJ, Gilson Emiliano, pretende descobrir quem permitiu que um inspetor afastado da instituição continuasse recebendo seu salário – com direito à gratificação de R$ 850.

Sérgio Ignácio e Matt Serra na Academia e Renzo Gracie

Ironicamente, no dia 30 de outubro de 2009 – quando já nem sequer morava mais no Brasil – o comissário recebeu a Medalha de Honra da Polícia Civil (outorgada aos policiais que se destacaram no serviço de suas funções por comportamento correto e notório). O prêmio foi concedido pelo ex-chefe da PCERJ, delegado Allan Turnowsky.

Sergio Ignacio, Matt Serra, Renzo Gracie, Ricardo Almeida, Luca Atalla e Joe Ahlert

A denúncia foi feita pelo delegado Alexandre Neto, 51 anos. Aposentado, ele atualmente ocupa o cargo de secretário municipal de Segurança de Maricá, na Região dos Lagos. Em 2006, ele denunciou à Polícia Federal o envolvimento de policiais civis e militares com a cúpula do jogo do bicho. No ano seguinte, o delegado foi baleado seis vezes quando estava em seu veículo, na porta do prédio onde morava, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, e acabou perdendo um dedo de uma das mãos. Na época, ele era delegado adjunto da DAS.

A primeira denúncia relativa a “policiais fantasmas” ocorreu no início do mês de março. Duas assessoras da chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, foram lotadas na Core, apesar de trabalharem diretamente com a delegada. No Boletim Interno (BI) da instituição publicado no dia 1º de março havia a determinação para que a comissária de Polícia Suely Gusso Elias e a inspetora Paula de Albuquerque Santos, ambas lotadas na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro do Rio, fossem designadas para a Core.

A mudança de delegacia legal – onde trabalhavam – para a especializada faria saltar a gratificação recebida pelas duas de R$ 850 para R$ 1.500. Já na assessoria de gabinete de Martha Rocha – para onde foram quando a chefe foi promovida – elas não têm esse benefício. Indignados com a situação, policiais da Core denunciaram o caso, que acabou provocando um grande mal estar na instituição. Na ocasião, há apenas duas semanas à frente da Chefia da PCERJ, a delegada Martha Rocha resolveu mandar republicar o BI e alegou que a publicação não havia passado de um erro.

No novo texto, Suely foi removida para a subchefia administrativa e Paula para a assessoria do gabinete da chefia da Polícia Civil. Duas semanas depois, Martha Rocha mandou remover outros 16 agentes que estavam lotados na Core, apesar de trabalharem em outras unidades. O diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis do Rio de Janeiro (Sindpol),Francisco Chao, afirmou que o incidente não era um caso isolado e atribuiu à baixa remuneração e à política do Estado de remunerar através de gratificações o uso indevido dos atos administrativos.

Relembre aqui:
Lotações suspeitas geram mal estar na Polícia Civil


A 23ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro requereu à 9ª Vara Criminal da Comarca da Capital, nesta segunda-feira, dia 4 de abril, a prisão temporária dos cinco policiais da 10ª DP (Botafogo) acusados de torturar José dos Santos Filho, funcionário de um ferro-velho.

De acordo com o Inquérito 036/2011 da Corregedoria Interna da Polícia Civil, Jorge Alessandro Xavier Pereira, Rodrigo Soares de Assis Mariz, Thiago Santos Castro Del Rio, Antônio Carlos Nogueira Moraes Cardoso e Marcelo Xavier da Silva teriam praticado os crimes dentro da delegacia.

Com base nos autos, os promotores de Justiça Homero Freitas, Márcio José Nobre de Almeida e Alexandre Murilo Graça entendem que a prisão temporária é necessária para evitar que os indiciados possam influir, negativamente, na colheita de provas – por haver, ainda, testemunhas a serem ouvidas e outras diligências a serem realizadas. Além disso, com a decretação da prisão dos policiais, o MP pretende identificar outros possíveis coautores.

No texto do pedido de prisão temporária, os promotores informam que a medida visa a possibilitar as investigações policiais, já que os indiciados, “são perigosos e suas condutas são altamente reprováveis, afetando a própria estrutura social e a tranquilidade da comunidade local, até por serem agentes do Estado com o poder/dever de proteger a população”.

Em inspeção ocorrida nesta quarta-feira, dia 30 de março, na carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a 1ª Promotoria de Investigação Penal e demais promotores da 3ª Central de Inquéritos (Núcleo Nova Iguaçu) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) constataram que havia, no local, presos que gozavam de mordomias. De acordo com a fiscalização feita pelos promotores, 37 criminosos ocupavam celas diferentes dos demais, em espaços que contavam com aparelhos de ar-condicionado, frigobar, televisão, microondas, fogão e vídeo-game.

Os peritos convocados pelo Ministério Público que estiveram na carceragem notaram também que, para manter esses aparelhos funcionando, foram realizadas ligações da parte elétrica interna com fios dos postes da rua, o que, para os promotores de Justiça presentes, caracterizou furto de energia. Nas celas especiais, também foram encontrados facas, garfos e outros equipamentos cortantes.

Após a constatação das irregularidades, o carcereiro que ali trabalhava no momento da inspeção foi encaminhado para a 56ª DP (Comendador Soares). Além disso, a Corregedoria-Geral de Polícia Civil resolveu interditar as celas e providenciar a retirada dos 37 presos, pois a perícia constatou que havia risco de incêndio no local. No total, cerca de 500 presos estão custodiados na carceragem da Polinter de Nova Iguaçu.

A inspeção, agora, irá constar do procedimento investigatório já aberto na 3ª Central de Inquéritos, que visa a apurar, com a ajuda da Polícia Civil, as denúncias de diversas irregularidades na carceragem.

Mordomias e privilégios em carceragens não são novidade

Em abril de 2007, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou inquérito para investigar uma página no site de relacionamentos Orkut, que teria sido criada no ano anterior por internos da Polinter de Neves, em São Gonçalo, que a usariam para se comunicar com parentes, amigos e até policiais.

Preso desde outubro de 2004, acusado de participação em um assalto, o jovem de classe média Rodrigo Neves Torres seria um dos usuários. O outro preso que estaria utilizando o Orkut seria Bruno Bottini, detido desde 2 de julho de 2005 sob acusação de um roubo na área da 30ª DP (Marechal Hermes).

Dois policiais estariam entre aqueles que se comunicam com os detentos. Um deles, que traz o nome completo e fotos em seu perfil no Orkut, foi identificado. De junho de 2006 a fevereiro de 2007, ele esteve lotado na Polinter, mas foi transferido para a 126ª DP (Cabo Frio). Há vários recados do policial na página do grupo:

“E aí, amigos? Como vocês estão se virando sem o amigo aqui por aí? Desejo a todos muita paz e sorte”, dizia a mensagem postada em 18 de fevereiro de 2007.

O outro suposto policial que não tinha dados detalhados em sua página, escreveu, no dia 22 de janeiro: “E aí, rapaziada, como tá?”.

O grupo respondeu dois dias depois: “Tá tudo tranqüilão, parceiro. Continua sendo tudo nosso. Um abraço”.

A então corregedora da PCERJ, Ivanete Araújo, abriu sindicância para apurar o caso e informou que se a perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmasse que os presos tiveram acesso aos computadores de dentro da Polinter, seria considerado falta grave, punida até com a exclusão do policial da instituição.

RELEMBREM OUTRO CASO:

Policiais civis controlavam esquema de corrupção em carceragem

Três policiais acabaram presos e cerca de R$ 20 mil foram apreendidos durante a Operação Grades Limpas, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e pela 1ª Promotoria de Justiça de Araruama, em parceria com a Corregedoria Geral Unificada (CGU) das Polícias, nesta segunda-feira, dia 7 de fevereiro. A ação foi realizada para desarticular uma quadrilha que agia na carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), cobrando propinas em troca de benefícios para alguns presos.

Uma pequena quantidade de maconha foi apreendida na sala da administração da carceragem e no banheiro do carcereiro. Dez mandados de prisão temporária expedidos pela Vara Criminal de Araruama foram cumpridos e um dos presos foi o inspetor da Polícia Civil Luis Carlos Freitas Calixto, surpreendido no interior da carceragem.

Com ele, foram apreendidos cerca de R$ 1.100 e um cheque de R$ 4 mil. Os inspetores Carlos Eduardo de Barros e Flávio da Rosa foram presos em suas casas, localizadas, respectivamente, em Niterói e Magé.

Dentro da carceragem, onde foi cumprido o mandado de busca e apreensão, foram descobertas cinco celas – consideradas especiais – que acomodavam uma média de três presos cada, enquanto as outras chegavam a receber mais de 30 detentos. As investigações apontaram que a quadrilha cobrava R$ 3 mil de entrada e uma quantia semanal de R$ 200 de cada preso em troca da permanência nas celas especiais, onde havia regalias como aparelhos de som e de DVD, vídeo game e até ar condicionado.

Nestas celas, foram apreendidos cerca de R$ 18 mil em espécie. Também de acordo com a investigação, os presos que denunciassem o esquema seriam punidos com severas agressões.

Os promotores de Justiça Juliana Pompeu, Marcelo Maurício Barbosa Arsênio e Túlio Caiban Bruno e o Chefe de Operações da CGU, delegado Jayme Berbat, descobriram ainda, dentro da carceragem, uma sala especial para visitas íntimas com cama, frigobar e ar condicionado. Para usá-la, os envolvidos no esquema cobravam R$ 50 por um período de meia hora ou R$ 100 por uma hora.

Ao lado dela, nas salas de administração, havia cerca de 20 mil preservativos encaixotados. No pátio interno da Polinter, havia duas construções improvisadas com TV, som e fogareiro, que abrigavam um preso em cada. No local, também havia uma cantina explorada comercialmente pelos detentos, onde foram encontradas centenas de salgadinhos e mais de 600 garrafas de refrigerante.

Além dos policiais presos, a quadrilha era composta por outros oito detentos que também tiveram prisão decretada. Destes, sete foram encontrados no local, inclusive o líder Fernando Braga Maria.

“As notícias de valores cobrados em troca de visitas íntimas, ligações telefônicas e outras benesses nos chegavam desde 2007. Recentemente, reunimos elementos suficientes para deflagrar a operação. Todos os presos devem ser denunciados nos próximos dias por diversos crimes, entre eles formação de quadrilha e concussão”, disse a promotora Juliana Pompeu.

O subcoordenador do GAECO, promotor de Justiça Marcelo Maurício Arsênio, acrescentou que os valores eram cobrados até por direitos dos presos.

“O esquema de corrupção lucrava com banhos de sol e até quentinhas fornecidas pelo Estado. As investigações vão prosseguir e, se novas pessoas forem identificadas, serão denunciadas”, revelou.

Também foram expedidos mandados de prisão temporária contra Celson Mota da Silva, Ramon Luiz da Conceição, Fabiano Basílio Bernardo, Alecsandro dos Santos Ribeiro, Luciano Costa da Silva e Josué Amorim Pires. Um outro homem que esteve preso na carceragem, conhecido como Alvarenga, está foragido. A decisão judicial também afastou os policiais de suas funções.

“Os policiais com prisão temporária decretada vão responder a processo criminal a partir da denúncia do MP e a processo administrativo no âmbito da Corregedoria, podendo ser demitidos da corporação”, ressaltou Jayme.

Suspeitos de forjar um auto de resistência (quando há morte de criminosos durante confronto com a Polícia), no Complexo do Salgueiro, no bairro de mesmo nome, em São Gonçalo, em outubro do ano passado, seis policiais militares – na época lotados no Serviço de Inteligência (P-2) do 7º BPM (São Gonçalo) – tiveram a prisão preventiva decretada pela juíza Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal do município. Entre os presos está um oficial, chefe do setor da unidade operacional.

Os PMs foram denunciados pelo promotor Paulo Roberto Mello Cunha Júnior com base no laudo cadavérico da vítima, identificada como George da Conceição Silvestre, 17 anos, e nos depoimentos dos familiares do adolescente e dos próprios policiais envolvidos na ação.

Os pedidos de prisão contra o major Rodrigo Bezerra de Barros, os sargentos Cláudio Araújo Santos e Adriano de Oliveira Luz, e os cabos Wellington Antunes dos Santos, Cleutom Martins Coelho e Anderson Souza de Matos foram cumpridos entre os dias 21 e 25 de janeiro. Todos foram encaminhados ao Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, na Zona Norte do Rio, onde aguardarão decisão judicial.

Em depoimento, os PMs alegaram que a ordem para socorrer o adolescente – o que foi proibido após um acordo firmado entre as Polícias e membros do judiciário – partiu do major. Entretanto, o oficial negou que tenha dado tal determinação. Dos seis policiais acusados, apenas dois compareceram para depor na 72ªDP (Mutuá), onde o caso foi registrado.

O comandante do 7º BPM, tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, informou que encara com bastante tristeza a participação de policiais em atos irregulares.

“Respeito a decisão do poder judiciário. Se a magistrada tomou essa decisão, cabe aos advogados desses policiais acompanharem o caso. Todos os acusados, com exceção do major, já haviam deixado a P-2. Dois deles, inclusive, já não estavam mais no batalhão. Um sargento havia sido transferido para o 5º BPM ( Praça da Harmonia) e outro para o 41º (Irajá)”, explicou o oficial.

Confronto – O suposto confronto entre os policiais militares e traficantes do Complexo do Salgueiro, que terminou na morte do adolescente, ocorreu na localidade conhecida como Recanto das Acácias, no dia 21 de outubro do ano passado. Na ação, o rapaz foi baleado e levado pelos PMs para o Pronto Socorro de São Gonçalo (PSSG), no Zé Garoto, onde teria chegado morto.

Inicialmente, o caso foi registrado na 74ª DP (Alcântara). Na delegacia, os policiais disseram que encontraram no short da vítima 35 cápsulas de cocaína, 49 trouxinhas de maconha, além de uma pistola calibre 9mm com 13 munições intactas. O adolescente possuía uma anotação criminal na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Acordo – Em março de 2009, um acordo firmado entre representantes da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, da 2ª Central de Inquéritos, do 7º BPM, do 20º Grupamento de Bombeiros Militar (20º GBM – São Gonçalo) e da Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (CRPI-SG) determinou que os policiais solicitem a presença de uma ambulância em ações que resultem nos chamados autos de resistência no município.

Antes, os baleados eram socorridos pelos próprios policiais e encaminhados ao hospital, o que no entendimento dos agentes desfaz o local do fato e compromete o resultado do laudo pericial.

O Ministério Público solicitou, portanto, que todos os confrontos com baleados registrados a partir de janeiro de 2007 fossem desarquivados pela Polícia Civil e investigados. A decisão desagradou alguns PMs, que afirmam que a iniciativa inibe a atividade policial.

Em 2007, as delegacias de São Gonçalo registraram 53 casos de autos de resistência. No ano seguinte, esse número aumentou para 62. Já em 2009, ano em que o acordo foi assinado, foram registradas apenas 20 ocorrências desse tipo, número que se manteve até novembro de 2010.

Uma denúncia grave pode pôr em suspeita a participação de policiais militares no episódio macabro que marcou a guerra entre traficantes rivais das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) pela disputa das bocas-de-fumo do Morro da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio. Familiares do traficante Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, que foi decapitado e teve a cabeça exibida como troféu, na última quinta-feira, dia 4 de novembro, denunciaram que ele foi vendido aos rivais por policiais do 41º BPM (Irajá). A viúva do criminoso prestou depoimento à Divisão de Homicídios (DH), no dia seguinte, e o conteúdo está sendo mantido sob sigilo.

Valmir Bernardo da Silva, o Parazão

O responsável pelo pagamento teria sido Marcelo Silva Batista, o Lerdinho, braço-direito do traficante Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos, líder do TCP que controla a venda de drogas na Serrinha. A mulher dele levou R$ 30 mil para completar o valor inicial exigido pelos PMs, que surpreenderam Parazão em uma casa no Morro do Juramento. A comunidade de Vicente de Carvalho foi escolhida pelo CV como base por fazer divisa pela mata com o Morro da Serrinha. É de lá que têm saído os bondes para as tentativas de invasão que já duram um ano e contam com apoio de comparsas do Morro do Cajueiro – localizado em frente à Serrinha.

Marcelo Silva Batista, o Lerdinho

“Ela levou R$ 30 mil para inteirar na compra do corpo por ordem do Lerdinho, mas não sabe o valor exato porque uma quantia já havia sido entregue antes”, revelou um dos parentes de Parazão.

Agora, a comunidade vive sob a tensão de novas investidas de traficantes do Comando Vermelho, já que um dos chefes do tráfico no Complexo do Alemão, Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 34, mandou recado prometendo vingar a morte do aliado.

“Já passaram aqui avisando que no próximo final-de-semana não é pra morador sair de casa. Eles vão invadir pra pegar a família do Lerdinho e esquartejar todos como vingança. Estão esperando esfriar pra aterrorizar”, desabafou uma dona de casa de 62 anos que mora na Rua Sadoc de Sá – via que dá acesso ao Morro da Serrinha e fica em frente ao Cajueiro.

“As duas comunidades são controladas por facções rivais e é a gente que fica no meio do fogo cruzado”, lamentou a idosa, que pediu para não ter a identidade revelada.

O comandante do 41º BPM, tenente-coronel Alexandre Fontenelle, afirmou que Parazão foi morto em confronto ocorrido na mata que separa as duas comunidades entre policiais e traficantes. Ainda de acordo com ele, o corpo foi encontrado pelos rivais, que fizeram questão de cortar a cabeça e exibi-la como demonstração de força para os moradores e exemplo do que acontece com traidores.

Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos

Foi a poucos metros da casa dela que a cabeça de Parazão foi jogada: em um poste na Avenida Edgard Romero, na altura da Rua Sadoc de Sá, exibida como se fosse um troféu. Antes disso, entretanto, ela foi exibida pelas vielas da favela por Dinho. As tentativas de criminosos do CV de dominar o Morro da Serrinha, controlado por rivais do TCP, teve início no final de setembro do ano passado. No mês seguinte, Parazão – que era braço direito de Dinho – fugiu da Serrinha levando armas e drogas e procurou refúgio na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha – considerado o Quartel General (QG) da facção fundada por Rogério Lengruber, o Bagulhão.

Paulo Orlando dos Santos, o Paulinho ou PH, 22 anos

Enquanto criminosos do Alemão estão dando apoio aos bondes formados por traficantes dos morros do Juramento e Cajueiro, rivais da Serrinha têm apoio de comparsas do Morro São José da Pedra, também em Madureira, e das favelas de Acari, no bairro de mesmo nome, ainda na Zona Norte, e de Senador Camará, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Sérgio Porfírio de Souza, o Neco

Entre os feridos, estaria Paulo Orlando dos Santos, o Paulinho ou PH, 22, gerente do Cajueiro. Socorrido pelos próprios comparsas, ele estaria recebendo atendimento médico em uma unidade de saúde improvisada na Vila Cruzeiro.

Adilson Porfírio de Sousa, o Adilson da Serrinha

Além de Lerdinho, Dinho teria apoio dos irmãos, Sérgio Porfírio de Souza, o Neco, e Adilson Porfírio de Sousa, o Adilson da Serrinha, e de Nilson de Oliveira Augusto, o Chuchu, que chefia a venda de drogas no Morro São José da Pedra.

Do outro lado, com carta branca de FB, está o traficante Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38. Além de ser apontado pela Polícia como um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41, em outubro de 2008, ele é investigado por dar apoio a diversos roubos a instituições financeiras. De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), ele faria o contato entre os assaltantes e traficantes do Complexo do Alemão – que estariam alugando armas para as ações em troca de parte do dinheiro arrecadado. Um dos traficantes que fazia parte do esquema era Parazão.

Relembrem:
Cabeça do traficante Parazão é exibida como troféu pelo rival

Uma denúncia grave pode pôr em suspeita a participação de policiais militares no episódio macabro que marcou a guerra entre traficantes rivais das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) pela disputa das bocas-de-fumo do Morro da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio. Familiares do traficante Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, que foi decapitado e teve a cabeça exibida como troféu, na última quinta-feira, dia 4 de novembro, denunciaram que ele foi vendido aos rivais por policiais do 41º BPM (Irajá). A viúva do criminoso prestou depoimento à Divisão de Homicídios (DH), no dia seguinte, e o conteúdo está sendo mantido sob sigilo.

Valmir Bernardo da Silva, o Parazão

O responsável pelo pagamento teria sido Marcelo Silva Batista, o Lerdinho, braço-direito do traficante Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos, líder do TCP que controla a venda de drogas na Serrinha. A mulher dele levou R$ 30 mil para completar o valor inicial exigido pelos PMs, que surpreenderam Parazão em uma casa no Morro do Juramento. A comunidade de Vicente de Carvalho foi escolhida pelo CV como base por fazer divisa pela mata com o Morro da Serrinha. É de lá que têm saído os bondes para as tentativas de invasão que já duram um ano e contam com apoio de comparsas do Morro do Cajueiro – localizado em frente à Serrinha.

Marcelo Silva Batista, o Lerdinho

“Ela levou R$ 30 mil para inteirar na compra do corpo por ordem do Lerdinho, mas não sabe o valor exato porque uma quantia já havia sido entregue antes”, revelou um dos parentes de Parazão.

Agora, a comunidade vive sob a tensão de novas investidas de traficantes do Comando Vermelho, já que um dos chefes do tráfico no Complexo do Alemão, Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 34, mandou recado prometendo vingar a morte do aliado.

“Já passaram aqui avisando que no próximo final-de-semana não é pra morador sair de casa. Eles vão invadir pra pegar a família do Lerdinho e esquartejar todos como vingança. Estão esperando esfriar pra aterrorizar”, desabafou uma dona de casa de 62 anos que mora na Rua Sadoc de Sá – via que dá acesso ao Morro da Serrinha e fica em frente ao Cajueiro.

“As duas comunidades são controladas por facções rivais e é a gente que fica no meio do fogo cruzado”, lamentou a idosa, que pediu para não ter a identidade revelada.

O comandante do 41º BPM, tenente-coronel Alexandre Fontenelle, afirmou que Parazão foi morto em confronto ocorrido na mata que separa as duas comunidades entre policiais e traficantes. Ainda de acordo com ele, o corpo foi encontrado pelos rivais, que fizeram questão de cortar a cabeça e exibi-la como demonstração de força para os moradores e exemplo do que acontece com traidores.

Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos

Foi a poucos metros da casa dela que a cabeça de Parazão foi jogada: em um poste na Avenida Edgard Romero, na altura da Rua Sadoc de Sá, exibida como se fosse um troféu. Antes disso, entretanto, ela foi exibida pelas vielas da favela por Dinho. As tentativas de criminosos do CV de dominar o Morro da Serrinha, controlado por rivais do TCP, teve início no final de setembro do ano passado. No mês seguinte, Parazão – que era braço direito de Dinho – fugiu da Serrinha levando armas e drogas e procurou refúgio na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha – considerado o Quartel General (QG) da facção fundada por Rogério Lengruber, o Bagulhão.

Paulo Orlando dos Santos, o Paulinho ou PH, 22 anos

Enquanto criminosos do Alemão estão dando apoio aos bondes formados por traficantes dos morros do Juramento e Cajueiro, rivais da Serrinha têm apoio de comparsas do Morro São José da Pedra, também em Madureira, e das favelas de Acari, no bairro de mesmo nome, ainda na Zona Norte, e de Senador Camará, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Sérgio Porfírio de Souza, o Neco

Entre os feridos, estaria Paulo Orlando dos Santos, o Paulinho ou PH, 22, gerente do Cajueiro. Socorrido pelos próprios comparsas, ele estaria recebendo atendimento médico em uma unidade de saúde improvisada na Vila Cruzeiro.

Adilson Porfírio de Sousa, o Adilson da Serrinha

Além de Lerdinho, Dinho teria apoio dos irmãos, Sérgio Porfírio de Souza, o Neco, e Adilson Porfírio de Sousa, o Adilson da Serrinha, e de Nilson de Oliveira Augusto, o Chuchu, que chefia a venda de drogas no Morro São José da Pedra.

Do outro lado, com carta branca de FB, está o traficante Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38. Além de ser apontado pela Polícia como um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41, em outubro de 2008, ele é investigado por dar apoio a diversos roubos a instituições financeiras. De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), ele faria o contato entre os assaltantes e traficantes do Complexo do Alemão – que estariam alugando armas para as ações em troca de parte do dinheiro arrecadado. Um dos traficantes que fazia parte do esquema era Parazão.

Relembrem:
Cabeça do traficante Parazão é exibida como troféu pelo rival