Arquivo da categoria ‘Explosão’

Em liberdade desde julho do ano passado – após ser preso e condenado a quase 20 anos de prisão por mandar matar o primo Paulo Andrade, o Paulinho, em 1998 -, o contraventor Rogério Andrade, 47 anos, sofreu um atentado. Ele saía de uma academia, acompanhado pelo filho, Diego Andrade, 17, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, quando seu veículo – um Toyota Corolla blindado – explodiu, na tarde de quinta-feira, dia 8 de abril.

Diego Andrade, 17 anos

A explosão ocorreu na Avenida das Américas e o Vectra onde estavam cinco seguranças – policiais militares – do contraventor também foi atingido. Um terceiro sargento do 17º BPM (Ilha do Governador), um cabo do Batalhão de Choque, um cabo do 3º BPM (Méier), um soldado do 23º BPM (Leblon) e um soldado do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) ficaram presos administrativamente, durante 72 duas horas. Outros 13 policiais fariam parte do esquema de segurança de Rogério Andrade, que sofreu ferimentos no nariz e na boca e foi operado no Hospital Barra D’Or.

Ainda se recuperando de uma cirurgia plástica de quatro horas para reconstrução de parte do rosto, o contraventor admitiu para amigos ter um palpite sobre a autoria intelectual do atentado e apontou o bicheiro e inimigo declarado Fernando Iggnácio de Miranda, genro do falecido contraventor Castor Gonçalves de Andrade e Silva, o Castor de Andrade – tio de Rogério -, como culpado.

Em 2001, na primeira vez em que sofreu um atentado, Rogério também acusou Fernando Iggnácio como o mandante do crime. Ele chegava ao apartamento da namorada, em um apart-hotel na Barra da Tijuca, quando foi surpreendido pelo cabo fuzileiro naval da reserva Eduardo Oliveira da Silva, 48, que estava escondido debaixo da cama do quarto que ocupava.

Rogério escapou porque a arma do fuzileiro engasgou no primeiro disparo. Houve uma briga e o matador só foi embora porque ficou com medo dos seguranças de Rogério. As investigações da 16 DP (Barra da Tijuca) apontaram que havia se hospedado no flat 15 dias antes da tentativa de homicídio.

Dois dias depois a juíza Maria Angélica Guimarães Guerra Guedes decretou a prisão temporária de Fernando Iggnácio e do fuzileiro naval. Nas investigações, ficou constatado que foram feitas várias ligações do celular de Eduardo para o de Fernando.

O advogado Luiz Carlos Silva Neto, contratado por Rogério Andrade após sua condenação, conseguiu anular a sentença desfavorável. O novo julgamento está marcado para 17 de agosto.

Em outubro do ano passado, um outro automóvel blindado explodiu no Rio de Janeiro. O sargento Rony Lessa, 40 anos, estava em sua Toyota quando houve a explosão, na Rua Mirinduba – a poucos metros da sede do 9º BPM (Rocha Miranda) -, em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio. Adido à Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), ele acabou perdendo uma das pernas.

Quatro meses após o incidente, o inquérito – que tem prazo de 30 dias para ser concluído e remetido à Justiça, prorrogáveis por mais 30, mediante pedido justificado da autoridade policial – até hoje não foi finalizado. Uma das justificativas foi de que o tipo de explosivo usado na ação não foi detectado pelo Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e, por isso, o material arrecadado foi enviado análise no exterior.

A única informação divulgada, na ocasião, foi de que o sargento teria envolvimento com máquinas caça níqueis e trabalharia no grupo de um delegado da Polícia Civil. No atentado ao PM, foram recolhidos o chip de um celular, bateria e pedaços de imã, que podem indicar que a bomba teria sido acionada por telefone.

Já no caso do contraventor Rogério Andrade, agentes do Antibombas procuraram fragmentos nos dois sacos de destroços recolhidos no local do crime e descobriram que os dois pinos de metal encontrados não eram de granada, e sim de extintores de incêndio. Como o carro ficou completamente carbonizado, a análise foi dificultada.

Os destroços do Corolla indicam que a bomba foi colocada no chão, na altura dos pedais, possivelmente acoplada debaixo do carro, já que o assoalho ficou destroçado. E tudo indica que o impacto tenha ocorrido de fora para dentro do veículo. Nos dois atentados, quem estava ao volante — o PM, no caso do ano passado, e Diogo, neste último — perdeu a perna esquerda.

Em liberdade desde julho do ano passado – após ser preso e condenado a quase 20 anos de prisão por mandar matar o primo Paulo Andrade, o Paulinho, em 1998 -, o contraventor Rogério Andrade, 47 anos, sofreu um atentado. Ele saía de uma academia, acompanhado pelo filho, Diego Andrade, 17, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, quando seu veículo – um Toyota Corolla blindado – explodiu, na tarde de quinta-feira, dia 8 de abril.

Diego Andrade, 17 anos

A explosão ocorreu na Avenida das Américas e o Vectra onde estavam cinco seguranças – policiais militares – do contraventor também foi atingido. Um terceiro sargento do 17º BPM (Ilha do Governador), um cabo do Batalhão de Choque, um cabo do 3º BPM (Méier), um soldado do 23º BPM (Leblon) e um soldado do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) ficaram presos administrativamente, durante 72 duas horas. Outros 13 policiais fariam parte do esquema de segurança de Rogério Andrade, que sofreu ferimentos no nariz e na boca e foi operado no Hospital Barra D’Or.

Ainda se recuperando de uma cirurgia plástica de quatro horas para reconstrução de parte do rosto, o contraventor admitiu para amigos ter um palpite sobre a autoria intelectual do atentado e apontou o bicheiro e inimigo declarado Fernando Iggnácio de Miranda, genro do falecido contraventor Castor Gonçalves de Andrade e Silva, o Castor de Andrade – tio de Rogério -, como culpado.

Em 2001, na primeira vez em que sofreu um atentado, Rogério também acusou Fernando Iggnácio como o mandante do crime. Ele chegava ao apartamento da namorada, em um apart-hotel na Barra da Tijuca, quando foi surpreendido pelo cabo fuzileiro naval da reserva Eduardo Oliveira da Silva, 48, que estava escondido debaixo da cama do quarto que ocupava.

Rogério escapou porque a arma do fuzileiro engasgou no primeiro disparo. Houve uma briga e o matador só foi embora porque ficou com medo dos seguranças de Rogério. As investigações da 16 DP (Barra da Tijuca) apontaram que havia se hospedado no flat 15 dias antes da tentativa de homicídio.

Dois dias depois a juíza Maria Angélica Guimarães Guerra Guedes decretou a prisão temporária de Fernando Iggnácio e do fuzileiro naval. Nas investigações, ficou constatado que foram feitas várias ligações do celular de Eduardo para o de Fernando.

O advogado Luiz Carlos Silva Neto, contratado por Rogério Andrade após sua condenação, conseguiu anular a sentença desfavorável. O novo julgamento está marcado para 17 de agosto.

Em outubro do ano passado, um outro automóvel blindado explodiu no Rio de Janeiro. O sargento Rony Lessa, 40 anos, estava em sua Toyota quando houve a explosão, na Rua Mirinduba – a poucos metros da sede do 9º BPM (Rocha Miranda) -, em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio. Adido à Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), ele acabou perdendo uma das pernas.

Quatro meses após o incidente, o inquérito – que tem prazo de 30 dias para ser concluído e remetido à Justiça, prorrogáveis por mais 30, mediante pedido justificado da autoridade policial – até hoje não foi finalizado. Uma das justificativas foi de que o tipo de explosivo usado na ação não foi detectado pelo Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e, por isso, o material arrecadado foi enviado análise no exterior.

A única informação divulgada, na ocasião, foi de que o sargento teria envolvimento com máquinas caça níqueis e trabalharia no grupo de um delegado da Polícia Civil. No atentado ao PM, foram recolhidos o chip de um celular, bateria e pedaços de imã, que podem indicar que a bomba teria sido acionada por telefone.

Já no caso do contraventor Rogério Andrade, agentes do Antibombas procuraram fragmentos nos dois sacos de destroços recolhidos no local do crime e descobriram que os dois pinos de metal encontrados não eram de granada, e sim de extintores de incêndio. Como o carro ficou completamente carbonizado, a análise foi dificultada.

 

Os destroços do Corolla indicam que a bomba foi colocada no chão, na altura dos pedais, possivelmente acoplada debaixo do carro, já que o assoalho ficou destroçado. E tudo indica que o impacto tenha ocorrido de fora para dentro do veículo. Nos dois atentados, quem estava ao volante — o PM, no caso do ano passado, e Diogo, neste último — perdeu a perna esquerda.

 

Fotos: Henrique Esteves e Pedro Pantoja

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Apenas os oficiais lotados no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM) utilizam macacões feitos com tecido não-inflamável, que não derrete e apenas começa a sofrer danos em temperaturas superiores a 380°C. A denúncia foi feita ontem, durante enterro do corpo do cabo Izo Gomes Patrício, 36 anos. Ele era um dos três praças da unidade especializada que sofreram queimaduras durante ataque ao helicóptero em que estavam durante operação sobre o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, no último sábado. Os outros dois PMs – os soldados Edney Canazarro de Oliveira, 30, e Marcos Standler Macedo, 40 – morreram ainda no local.

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“Se a roupa fosse adequada, poderia ter amenizado os ferimentos, ou mesmo evitado. O piloto e o co-piloto estavam usando e não sofreram queimaduras”, denunciou um policial militar que está na corporação há oito anos – mesmo tempo que o cabo Patrício.

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“Se não fosse por ele, eu não estaria aqui hoje. Há quatro anos, quando trabalhávamos juntos no 22º BPM (Benfica), eu sofri um acidente durante incursão no Complexo da Maré e foi ele quem me tirou da linha de tiro. Sempre foi corajoso e esse não foi o único ato heróico dele. Não perdemos somente um policial. Perdemos um policial herói”, ressaltou, pedindo para que não tivesse a identidade divulgada, por medo de represália.

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“A tropa está sofrendo. O policial na rua está se sentindo abandonado. Se sentimos insegurança, como vamos passar uma sensação de segurança para a população?”, questionou o PM, lotado atualmente no 9º BPM (Rocha Miranda).

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O tecido especial – chamado Nomex – é uma fibra utilizada também por profissionais como pilotos de aeronaves e de carros de automobilismo, por ser altamente resistente ao calor. Utilizada pela primeira vez em 1965, em um macacão de vôo para a Marinha dos Estados Unidos, atualmente a fibra Nomex é parte integrante de acessórios de pilotos e tripulantes de aeronaves, como macacões, balaclavas, coletes e luvas.
Resistente à chama, o tecido feito de Nomex só queima enquanto houver contato imediato com a fonte da chama. Além de criar uma barreira isolante, impedindo a queima do material, a fibra também diminui consideravelmente a transferência de calor, aumentando o tempo de permanência do usuário em um ambiente de alta temperatura.

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“Alguns de nós têm porque conseguimos por meios próprios. Eu ganhei de um amigo das Forças Armadas. Outros compraram. É um fardamento que deveria ser dado pela corporação, pois cada macacão desse custa R$ 1.500 e nem todos têm como adqüirir”, revelou um oficial lotado no GAM, que pediu para não ser identificado.

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Além dos três PMs mortos, outros três PMs faziam parte da tripulação do helicóptero Phênix – atingido por tiro disparado por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), no último sábado, dia 17: os capitães Marcelo Vaz de Souza, 38, e Marcelo de Carvalho Mendes, 29, respectivamente piloto e co-piloto, e o cabo Anderson Fernandes dos Santos, 34. Enquanto os dois oficiais já receberam alta – o primeiro sofreu queimaduras na mão esquerda e o segundo foi baleado no pé – o cabo permanecia internado, no Hospital da Força Aérea, na Ilha do Governador, até a tarde de ontem.

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Acompanhado por cerca de mil pessoas, entre familiares, amigos e colegas de farda, o cortejo que levou o corpo do cabo Izo Gomes Patrício, 36, ao Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, reuniu emoção e revolta.

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“Toda missão tem baixa. Infelizmente meu irmão foi a estatística dessa baixa. Ele sempre foi muito família e dava valor ao profissionalismo. Morreu como herói”, enfatizou um dos irmãos do PM, o também cabo da Polícia Militar Robson Gomes Patrício, 39, lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv).

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A dona-de-casa Regina Gomes Patrício, mãe dos cabos e de uma filha e um outro filho que também é PM, Regina Gomes Patrício, fez um desabafo emocionado.

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“Só tenho a 7ª série, mas dei o Ensino Médio a todos os meus filhos. Os culpados são os pais, que não dão educação aos filhos. Povo da favela, povo do morro, nasceu o filho de vocês, modele ele desde o berço. A gente não pode esperar chegar os 14, 15 anos. Eles estarão perdidos. Se for do berço, eles serão obedientes e amigos de vocês. Jamais vão cair na vida, virar traficante e deixar toda sociedade apavorada”, desabafou.

Cabo da Polícia Militar Izo Gomes Patrício, 36 anos, lotado no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM)

Cabo da Polícia Militar Izo Gomes Patrício, 36 anos, lotado no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM)

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro afirmou que o GAM adqüiriu, em setembro deste ano, uniformes especiais para todos os tripulantes. Entretanto, segundo o órgão, os macacões de vôo não foram aprovados por não atenderem às exigências técnicas do edital e que o fabricante foi inquirido para que fizesse os ajustes necessários para o atendimento das necessidades do grupamento.

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“Ainda assim, esclarecemos que o macacão de vôo não suportaria o período de exposição ao incêndio ocorrido com a aeronave do GAM”, destaca a nota, finalizando: “todas as circunstâncias do acidente estão sendo investigadas em um inquérito instaurado pela corporação.”

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Fotos: Pedro Pantoja

Polícia

Uma brincadeira mortal. Assim foi definido o incidente que deixou duas pessoas mortas e outras seis feridas em frente a um centro de reciclagem localizado no interior de um lixão, na Vila Catiri, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta terça-feira, dia 15. Pelo menos oito catadores de lixo jogavam um artefato explosivo de mão em mão quando o mesmo caiu no chão e explodiu. Agentes do Esquadrão Anti-Bombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) que estiveram no endereço afirmaram que os estilhaços tiveram um alcance de mais de 20 metros de distância. As marcas podiam ser vistas no telhado e na parede do estabelecimento.

Carlos Eduardo da Silva Chaves, 25 anos

Carlos Eduardo da Silva Chaves, 25 anos

Os catadores Carlos Eduardo da Silva Chaves, 25 anos, e Tiago de Lima Costa, 23, morreram no local. Já Alexandre Ribeiro, 32, que sofreu lacerações na perna esquerda e fratura exposta, foi levado para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, também na Zona Oeste. Ele foi submetido à cirurgia e permanecia internado na unidade, em estado grave, até o final da tarde.

Tiago de Lima Costa, 23 anos

Tiago de Lima Costa, 23 anos

Outros três feridos foram levados para o Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, também na Zona Oeste: Ari Guedes Pacheco, Edson Couto da Silva e Carlos Felipe Pereira foram atingidos por estilhaços e liberados após receber atendimento médico. A sétima vítima, Alexander Lima da Silva, teve queimaduras, escoriações e fratura e foi levado ao Hospital Geral de Bonsucesso, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte, onde permanecia em observação, até o início da noite. O oitavo atingido foi identificado como Alex Couto da Silva, irmão de Edson Couto da Silva.

Polícia

Moradores contaram que a explosão aconteceu quando quatro dos oito catadores de lixo estavam brincando com o artefato, que detonou ao cair no chão. Outra versão diz que eles estariam tentando desmontar a peça – que a Polícia acredita se tratar de uma granada de morteiro de bocal – para vender o material.

Márcia Julião, titular da 34ª DP (Bangu)

Márcia Julião, titular da 34ª DP (Bangu)

Um sargento do Exército que passou pela Estrada do Gericinó momentos antes da explosão prestou depoimento, no início da tarde de ontem, à delegada Márcia Julião, titular da 34ª DP (Bangu).

“Ele disse que viu quatro rapazes brincando com o objeto e depois que passou ouviu o barulho da explosão e acionou a PM. Há quem diga que eles estivessem com o artefato desde quarta-feira sempre brincando. Inclusive, teriam entrado em um bar e dito “isso aqui mata””, revelou a delegada, que irá ouvir os sobreviventes ao longo da semana.

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“O que a gente precisa saber, agora, é de onde veio essa granada. Populares disseram que haveria uma outra. Se tem outra em poder de alguém, faço um apelo para quem a encontrou que leve direto para a delegacia, ou chame a Polícia para que a mesma seja desativada, pois já deu pra perceber o estrago que isso causa”, enfatizou Márcia Julião, que também vai investigar outras versões para o caso, que foi registrado como explosão.

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Um dos primeiros a chegar no local, o comandante do 8º Grupamento de Bombeiros Militar (Campinho) – responsável pela região compreendida entre Santíssimo e Piedade – definiu o que encontrou como uma cena de guerra.

“Parecia uma praça de guerra. As vítimas estavam espalhadas por um raio de 30 metros”, ressaltou o tenente-coronel Luiz Rodrigues, que está à frente do 8º GBM desde o mês de janeiro.

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“É o primeiro caso de explosão que vejo, desde que assumi o batalhão. Três dos catadores estavam conscientes. Conversei com eles na ambulância e me disseram que estavam com o artefato desde a última quarta-feira. Eles disseram que tentavam amassá-lo para soltar as peças quando houve a explosão”, afirmou o oficial, revelando que as vítimas contaram que esconderam o objeto no terreno em frente a uma loja de material de construção e foram buscá-lo com o intuito de vendê-lo.

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Padastro de Carlos Eduardo, o motorista Fernando Ferreira, 62, garantiu que esta não teria sido a primeira vez que um artefato das Forças Armadas foi encontrado pelos rapazes.

“O que se acha de material do Exército por aqui não é brincadeira. Vocês não têm idéia. Eles pegavam esse material para vender o chumbo e o ferro para cooperativas da região. Eles já tinham encontrado outra granada, desmontado e vendido o chumbo e o ferro, mas é a primeira vez que acontece um acidente desses. O Dudu trabalhava à noite e na parte da manhã ia vender o que tinha recolhido. Só queria saber de quem é a responsabilidade. Quem é responsável por essas bombas no lixão?”, questionou o motorista.

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Em nota, o Comando Militar do Leste informou que a explosão ocorreu em área fora da jurisdição militar. No entanto, o órgão está tomando todas as providências, na esfera de sua competência, a fim de contribuir com os órgãos diretamente envolvidos com o esclarecimento do caso.

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