Arquivo da categoria ‘Região Oceânica de Niterói’

Um detalhe que poderia passar despercebido acabou originando uma investigação conjunta que terminou com a identificação de uma quadrilha que realiza assaltos na Região Oceânica de Niterói e na Zona Sul do Rio.

Wallace Ferreira da Silva Gomes, 19 anos

Ao notar que vítimas de roubos nas duas cidades descreviam um dos criminosos como um homem com seis dedos em uma das mãos, os delegados Gabriel Ferrando, titular da 81ª DP (Itaipu), e Fábio Barucke, titular da 15ª DP (Gávea), perceberam que os assaltos eram praticados pela mesma quadrilha.

Willian Ferreira da Silva Gomes, 19 anos

Após dois meses de investigações, os policiais das duas distritais conseguiram identificar sete dos assaltantes. Quatro dos integrantes do bando foram presos na manhã desta sexta-feira, dia 25 de maio, durante incursão na Favela do Jacarezinho, no Jacaré, na Zona Norte do Rio. A ação foi coordenada por equipes da 81ª DP e da 15ª DP, com apoio de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de delegacias especializadas.

Leandro Floriano da Silva Regis

Batizada como Domus – nome dado às residências da nobreza romana – a operação ocorreu na localidade conhecida como Pica-Pau, onde quatro dos assaltantes foram surpreendidos com objetos das vítimas. Um menor de idade e dois maiores continuam sendo procurados.

Luiz Felipe da Silva Reis, o Macarrão, 23 anos

Todos possuem contra si mandados de prisão temporária e preventiva. Contra o menor também há um mandado de busca e apreensão. Todos os mandados são relacionados a 16 procedimentos instaurados nas duas unidades: 10 inquéritos na 81ª DP e seis na 15ª DP.

Jhonatan Deyvison Santos da Silva, o Be, 21 anos

Os presos foram identificados como os irmãos gêmeos Wallace Ferreira da Silva Gomes e Willian Ferreira da Silva Gomes – que completaram 19 anos hoje -, além de Denylson Nascimento dos Santos – que vai completar a mesma idade no próximo domingo, dia 27 – e Leandro Floriano da Silva Regis – que é primo do líder da quadrilha.

A Polícia continua as buscas ao líder da quadrilha, Luiz Felipe da Silva Reis, o Macarrão, 23, e aos seus comparsas, Jhonatan Deyvison Santos da Silva, o Be, 21, e a um menor de 17 anos de idade.

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Presidente da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, Wilson Vieira Alves, conhecido como Moisés, foi preso em sua casa, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, durante operação da Polícia Federal batizada de Alvará e deflagrada no início da madrugada desta segunda-feira, dia 15 de abril.

Com Moisés, os agentes encontraram R$ 42 mil. Além dele, foram presos dois diretores da escola de samba e um assessor da presidência. Ao todo, a 4ª Vara Federal de Niterói expediu 51 mandados, sendo 29 de prisão. Destes, 24 haviam sido cumpridos, até o início da noite, em endereços no Rio, Niterói, São Gonçalo, Maricá e Nova Iguaçu. Entre os presos, havia um policial civil e sete PMs, sendo um oficial que foi chefe do Serviço de Inteligência (P-2) do 7º BPM (São Gonçalo).

Militar reformado – ele foi sargento do setor de informação da Brigada de Infantaria Paraquedista-, Moisés chegou à Vila Isabel em meados de 2004 por intermédio do ex-presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães. Através do padrinho, em pouco tempo alcançou a presidência da escola.

A prisão de Moisés ocorreu dois anos e três meses após a briga dele com o policial civil e presidente da Escola de Samba Unidos do Viradouro, Marco Antônio Lira de Almeida. A discussão teria antecedido a decisão de dar a Moisés o controle de todas as máquinas caça níqueis instaladas em estabelecimentos comerciais nos municípios de Niterói e São Gonçalo.

“A banca de bicheiros repartiu o Estado do Rio em territórios e a região de Niterói e São Gonçalo coube a Moisés”, explicou o delegado Marcos Aurélio Costa de Lima, chefe da Delegacia de Polícia Federal de Niterói.

No dia 11 de janeiro de 2008, Moisés e Marco Lira discutiram no interior do Bar do Capitão, localizado na esquina das ruas José Joaquim de Oliveira e Olinto Pereira, na localidade conhecida como Paiva, no bairro de Neves, em São Gonçalo.

Moradores do local afirmam que o estabelecimento é ponto de encontro de contraventores que exploram as máquinas caça níqueis no município e na cidade vizinha e contaram que a briga teria sido motivada no momento da divisão do dinheiro arrecadado com as máquinas. Na ocasião, Marco Lira foi baleado na perna, mas alegou que tinha sofrido assalto na porta da quadra da Viradouro.

Coincidentemente, logo após o fato a banca de bicheiros – que seria composta por Antônio Petrus Kalil, o Turcão, Capitão Guimarães e Aniz Abrahão David, o Anísio, presidente de honra da Beija-Flor – decidiu dar a Moisés o controle das máquinas nos dois municípios. Os três chegaram a ser presos, em abril de 2007, durante a operação Hurricane, que levou à prisão 25 suspeitos de envolvimento em uma rede de corrupção e de tráfico de influência, que beneficiaria a máfia do jogo. O trio também estava no grupo de 14 bicheiros condenados por formação de quadrilha pela juíza Denise Frossard, em 1993.

No carnaval deste ano, após ver a Viradouro ser rebaixada, Marco Lira disse que foi injustiçado e que sabia que a escola seria rebaixada.

“A escola caiu por questões pessoais. Eles são uns pilantras, desonestos. Mas vou dar os nomes e falar toda a verdade na hora certa”, afirmou, na ocasião.

O policial civil preso ontem foi identificado como Lúcio Teixeira Tibau. Lotado na Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), ele foi flagrado com R$ 115 mil em espécie. No total, os policiais federais apreenderam R$ 386 mil. Enquanto R$ 42 mil estavam na casa de Moisés, R$ 99 mil foram encontrados na casa de José Alfredo Vilas Boas Filho, o Alfredinho, apontado como um dos principais maquineiros do esquema. Os agentes também realizaram a apreensão de duas armas e máquinas caça-níqueis e estiveram no escritório de Capitão Guimarães, no bairro do Ingá, na Zona Sul de Niterói, onde recolheram documentos, computadores e agendas.

Alguns dos presos foram identificados como Isabel Cristina Melo Dias Russo, Everaldo Lima Barreira, Gilberto Gomes de Souza, Sérgio Lúcio Teixeira Tibau, Luiz carlos Pereira Januário, José Alfredo Villas Boas Filho, Antônio Ricardo da Silva Ramos, Luciano Almeida Gomes, Júnior César Ferreira da Silva, André Martins Dorte, Celso Martins Dorte, Wagner Alves Coimbra, Nilo Antônio de Almeida Rocha, Erivan Vitorino Ramos e Alexandre Ramos.

“Prendemos um banqueiro e 11 maquineiros, que pediam autorização à banca do bicho para poder instalar caça níqueis na região. Eles recebiam um selo para marcar as máquinas e pagavam de R$ 200 a R$ 300 por mês por cada. Além disso, pagavam de 15% a 20% para o comerciante permitir a instalação do equipamento e também tinham que pagar a policiais para que eles não apreendessem as máquinas”, revelou o delegado Marcos Aurélio.

Os presos vão responder por contrabando, formação de quadrilha, extorsão, corrupção e facilitação do contrabando.

“Iniciamos as investigações pois queríamos chegar à pessoa responsável por explorar as máquinas. Vínhamos apreendendo sistematicamente máquinas e, apesar da importância dessas apreensões, os inquéritos paravam nos comerciantes. Queríamos saber quem compra, quem instala, quem paga e quem tem lucro com isso e agora haverá desdobramentos”, garantiu o delegado.

No último dia 8, o contraventor Rogério Andrade sofreu um atentado. Em liberdade condicional desde o ano passado, ele estava em um Corolla que era dirigido pelo filho, Diogo Andrade, 17, e que explodiu na Avenida das Américas, esquina com a Rua Baltazar da Silveira, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Escoltados por dois carros com seguranças, eles haviam acabado sair de uma academia de ginástica.
A Polícia investiga se o explosivo foi colocado dentro do carro e acionado à distância ou se o artefato seria uma espécie de bomba-relógio. Segundo peritos, a explosão ocorreu de dentro para fora e de baixo para cima do carro. O impacto foi tão forte que arrancou o teto do veículo, arremessou o para-brisa a cerca de 70 metros, incendiou parte de um Vectra – onde havia dois seguranças de Rogério – e atingiu um Peugeot. Outro Vectra, com mais três PMs da escolta, foi abandonado a 150 metros do local.

Um dos suspeitos pelo atentado é Fernando Iggnácio. O também contraventor é genro do bicheiro Castor de Andrade, morto em 1997, e foi preso em outubro de 2006, conseguindo habeas corpus também em 2009. Ele é acusado de tentativa de homicídio na guerra da máfia dos caça-níqueis, além de ser o suposto chefe de uma das quadrilhas que disputam o controle dos caça-níqueis na Zona Oeste.

No fim da vida, Castor de Andrade teria dividido o território onde operava entre o sobrinho Rogério Andrade, que cuidaria do jogo do bicho, e o genro Fernando Iggnácio, que ficaria com as máquinas caça-níqueis. Diante da queda do movimento no jogo de bicho, Rogério teria decidido avançar sobre a área de Fernando.

No dia 21 de outubro de 1998, a vítima foi Paulinho de Andrade, 47, filho de Castor. Dirigente da Mocidade Independente, ele foi executado a tiros na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste. Rogério Andrade foi condenado a 19 anos pela morte do primo Paulinho, que no dia do crime estava acompanhado de apenas um segurança, que também foi morto. Paulinho estava no carona de uma Cherokee quando um homem fez vários disparos de uma submetralhadora contra os dois. Ano passado, Rogério conseguiu um habeas corpus.

Em setembro de 2004, outra guerra pelos pontos do bicho foi travada. O patrono da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro Waldemir Paes Garcia, o Maninho, integrante da cúpula do jogo do bicho, foi morto a tiros, quando saía da Academia Body Planet, na Estrada do Gabinal, na Freguesia, na Zona Oeste. Ele saía de moto da academia quando homens em um carro passaram atirando. Levado para o Hospital Municipal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, ele acabou morrendo com três tiros. Maninho era o dono dos pontos de jogo de bicho e de máquinas de caça-níquel na Zona Sul do Rio.

O crime aconteceu por volta das 20h30, quando Maninho deixava a academia onde costumava se exercitar com o filho, conhecido como Mirinho. Ele estava em sua moto, uma Kawasaki, quando foi atingido pelos vários disparos no tórax e no braço. Policiais que estavam no local, informaram que, pelo menos, três tiros atingiram o patrono da Escola de Samba dos 10 disparados. Os suspeitos de praticar os praticar o crime fugiram em direção à Barra da Tijuca, segundo testemunhas.

Maninho, herdeiro dos pontos do pai, o bicheiro Miro, foi o contraventor mais jovem a ser condenado pela juíza Denise Frossard em 1993, quando a cúpula do bicho foi para a prisão. Ele deveria cumprir seis anos da pena, mas ficou detido apenas por três anos.

Fotos: Felippo Brando e Pedro Pantoja

O caseiro Claiton Alves da Silva, 22 anos, o pai-de-santo Marcos Roberto Teixeira Silva, 33, e seu namorado, o pastor evangélico Marcos Eranilton de Souza Canavieira, 27, além dos assassinos Bruno Leonardo do Nascimento Martins, 23, e Marco André Silva de Sá, 20

O caseiro Claiton Alves da Silva, 22 anos, o pai-de-santo Marcos Roberto Teixeira Silva, 33, e seu namorado, o pastor evangélico Marcos Eranilton de Souza Canavieira, 27, além dos assassinos Bruno Leonardo do Nascimento Martins, 23, e Marco André Silva de Sá, 20

Quando aceitaram a indicação de um amigo na hora de contratar um novo caseiro, o engenheiro Humberto Cardozo Chaves, 74 anos, e a professora Lenilce da Assunção Cardozo Chaves, 72, não podiam imaginar que seriam vítimas do próprio funcionário. O caseiro Claiton Alves da Silva, 22, trabalhava na residência do casal desde o dia 28 de maio e foi preso, na última terça-feira, dia 11, acusado de participação no latrocínio (roubo seguido de morte) praticado contra os patrões.
Além dele, outras cinco pessoas foram presas e acusadas pelo crime.

Entre elas, o pastor evangélico e cantor gospel Marcos Eranilton de Souza Canavieira, 27. Casado com o pai-de-santo Marcos Roberto Teixeira Silva, 33 – apontado pela Polícia como líder da quadrilha e mentor do assalto – o pastor foi o responsável por indicar o caseiro para os idosos e foi quem se dirigiu até a residência para resgatar os comparsas. Os outros dois integrantes do bando – Bruno Leonardo do Nascimento Martins, 23, e Marco André Silva de Sá, 20 – ficaram incumbidos dos assassinatos.

Assassinos dos idosos (59ªDP) 5

“Eles começaram a tramar o roubo há cerca de uma semana e já estava premeditado que o casal não sairia vivo. Enquanto os idosos estavam com parentes em um almoço no Rio, o Claiton abriu a porta da casa para o Bruno e o Marco André e eles começaram a pegar pequenos objetos, esperando as vítimas chegarem para fornecer as senhas dos cartões para depois matá-las”, afirmou o delegado Flávio Loureiro, titular da 81ª DP (Itaipu).

A prisão foi efetuada em conjunto com agentes da 59ª DP (Duque de Caxias) e aconteceu por acaso: os policiais da distrital da Baixada Fluminense se dirigiram à residência de Marcos Eranilton e Marcos Roberto, em Piedade, na Zona Norte do Rio, para cumprir um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal de Santa Cruz contra o pai-de-santo, por falsificação de documento público. No imóvel – onde também estava o caseiro, que vinha sendo procurado desde o duplo homicídio – eles encontraram cartões bancários em nome do engenheiro.

Assassinos dos idosos (59ªDP) 4

“O pai-de-santo estava com um documento falso, em nome de Fábio Feliz Reis. Ele morava com o pastor, mas todos os outros freqüentavam a casa. Recebemos uma denúncia de que eles haviam sido vistos entrando no imóvel, na noite de domingo, carregando uma torre de computador e quando achamos o caseiro foragido e os cartões em nome da vítima do crime da Região Oceânica de Niterói entramos em contato com a delegacia de Itaipu”, revelou o delegado Antônio Silvino Teixeira, titular da 59ª DP.

Os policiais, então, se dirigiram até Nova Iguaçu e Nilópolis, ambos municípios na Baixada Fluminense, onde prenderam Bruno e Marco André, respectivamente. Além do computador, os agentes também recuperaram uma máquina fotográfica e R$ 600 em espécie. Todos os cinco foram autuados em flagrante por formação de quadrilha e indiciados por duplo latrocínio. A pena varia de 24 a 60 anos de prisão.

“Eles efetuaram dois saques: um de R$ 600 e outro de R$ 500, mas parte do dinheiro já havia sido gasto. A intenção era fugir com o Mégane do casal. Vários objetos, como o notebook, já estavam dentro do carro, mas eles não acharam a chave”, explicou Flávio Loureiro, contando que a fuga foi feita em um táxi.

Assassinos dos idosos (59ªDP)

O taxista, que não teve a identidade revelada, foi até a delegacia de Itaipu, ontem, e contou que havia pegado o pastor no Centro de Niterói. Em depoimento, ele disse que fez a corrida até Camboinhas e deixou o pastor e os outros quatro comparsas em frente à estação das Barcas, na Praça Araribóia, na Avenida Visconde do Rio Branco, no Centro.

“Eles efetivamente iam matar o casal de qualquer maneira. As vítimas conheciam, além do caseiro, o pastor, que viram em um papel a anotação relativa aos R$ 800 mil de uma dívida trabalhista. A intenção deles era roubar esse dinheiro”, destacou Loureiro, ressaltando que não foi possível recuperar as imagens gravadas pelas câmeras da residência dos idosos.

Assassinos dos idosos (59ªDP) 2

“A torre do computador foi destruída e não temos cenas da ação, mas conseguimos as gravações do sistema de segurança do condomínio. Oito DVDs foram entregues pela Soprecam (Sociedade Pró Preservação Urbanística e Ecológica de Camboinhas). No entanto, as fitas mostram apenas o horário em que o táxi sai, por volta das 19h30, e têm pouca importância”, disse.

O delegado também instaurou um outro inquérito para apurar o furto de três folhas de cheque do engenheiro. Quatro dias antes de sua morte, ele foi até a 81ª DP e fez o registro do sumiço de cheques no valor de R$ 99 mil, R$ 5 mil e R$ 1 mil. Com a prisão da quadrilha e a apreensão de comprovantes de movimentação bancária encontrados na residência do casal homossexual, a Polícia descobriu, ontem, que o cheque de maior valor havia sido depositado, no dia 25 de julho, em uma conta do pastor evangélico no banco Bradesco.

Policia

Relembrando o crime
O crime bárbaro que chocou a moradores de Camboinhas, bairro de classe média alta na Região Oceânica de Niterói, ocorreu na noite do último domingo, dia 9. O casal foi assassinado no interior da residência em que morava, na Rua 26. Ela era professora e ele, engenheiro que já foi diretor da Furnas Centrais Elétricas, diretor de Transportes de Carga do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) e presidente da extinta Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro (Cerj).

O imóvel, de dois andares e que ocupa uma quadra – possuindo acesso também pela Rua 27 – tinha câmeras de segurança e três cachorros da raça Pastor Alemão. Além disso, fica em um bairro onde há um Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) na principal entrada e saída, além de equipes e viaturas de uma empresa de segurança privada e sistema de monitoramento por imagens.

Policia

O casal, que não possui filhos, tinha passado o domingo com familiares, durante almoço em um shopping localizado no bairro São Conrado, na Zona Sul do Rio. Eles teriam voltado para casa por volta das 16 horas, chegando em Niterói cerca de duas horas depois. A falta de contato despertou a desconfiança de parentes, que descobriram o duplo assassinato depois que acionaram policiais militares lotados no 12º BPM (Niterói).

Os PMs foram até o endereço e constataram que tanto a porta da frente como a dos fundos estavam trancadas. Quando conseguiram entrar no imóvel, encontraram o corpo do engenheiro caído na cozinha e o de sua mulher em um quarto no primeiro andar. O crime foi descoberto por volta das 22 horas. O laudo cadavérico das vítimas demonstrou que o engenheiro foi morto por asfixia e sua mulher morreu devido a um traumatismo. Ela ficou com o rosto desfigurado. Os dois possuíam lesões de defesa nos braços.

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Fotos: Pedro Pantoja

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Um crime bárbaro chocou a moradores de Camboinhas, bairro de classe média alta na Região Oceânica de Niterói. O casal Humberto Cardozo Chaves, 74 anos, e Lenice da Assunção Cardozo Chaves, 72, foi assassinado a pauladas no interior da residência em que morava, na Rua 26. Ela era professora e ele, engenheiro que já foi diretor da Furnas Centrais Elétricas, diretor de Transportes de Carga do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) e presidente da extinta Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro (Cerj).

O imóvel, de dois andares e que ocupa uma quadra – possuindo acesso também pela Rua 27 – tinha câmeras de segurança e três cachorros da raça Pastor Alemão. Além disso, fica em um bairro onde há um Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) na principal entrada e saída, além de equipes e viaturas de uma empresa de segurança privada e sistema de monitoramento por imagens.

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“O computador que armazena as imagens captadas pelas câmeras da casa foi levado, mas solicitei as fitas do circuito interno do condomínio que gravam as cenas nas ruas do bairro”, ressaltou o delegado Flávio Loureiro, titular da 81ª DP (Itaipu).

O casal, que não possuía filhos, tinha passado o domingo, dia 9, com familiares, durante almoço em um shopping localizado no bairro São Conrado, na Zona Sul do Rio. Eles teriam voltado para casa por volta das 16 horas, chegando em Niterói cerca de duas horas depois. A falta de contato despertou a desconfiança de parentes, que descobriram o duplo assassinato depois que acionaram policiais militares lotados no 12º BPM (Niterói).

“Eles costumavam avisar quando chegavam em casa. Ficamos preocupados porque eles não atendiam as ligações. Como eu moro perto, vim até aqui e desconfiei quando vi que os carros estavam na garagem. Isso provava que eles já tinham chegado. Achei que estava havendo algum assalto e fui até o DPO pedir ajuda”, contou o advogado Fernando Mendes, que é primo das vítimas.

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Os PMs foram até o endereço e constataram que tanto a porta da frente como a dos fundos estavam trancadas. Quando conseguiram entrar no imóvel, encontraram o corpo do engenheiro caído na cozinha e o de sua mulher em um quarto no primeiro andar. O crime foi descoberto por volta das 22 horas. Um dos cães, que era macho, estava próximo ao local e aparentava estar traumatizado. Ele foi levado, na manhã desta segunda-feira, dia 10, ao veterinário. As duas fêmeas, que ficavam trancadas em um canil, só voltaram a latir na parte da tarde.

Uma amiga do casal que também mora em Camboinhas revelou que, no sábado, dia 8, eles reuniram amigos para uma missa celebrada pelo Frei Anselmo, que é padre no Convento de Santo Antônio.

Policia

“Eles eram idosos, mas eram ativos. Cada um tinha o seu carro e eles mesmos dirigiam. Estive com eles e outros amigos no sábado, pois eles conseguiram autorização para que o Frei Anselmo viesse até a casa deles e celebrasse uma missa de dia dos pais. Os dois sempre se sentiram seguros, pois as fêmeas são bravas e eles tinham um esquema de segurança na casa”, disse a dona-de-casa Zilda Fonseca, 63.

De acordo com a Polícia, além do computador que registrava as imagens das câmeras, apenas um notebook foi levado. Os três carros das vítimas – um Honda New Civic, um Vectra e um Renault Mégane – não foram levados. Uma empregada que trabalhava na residência do casal há dois meses foi ouvida ontem. O caseiro e sua mulher, que também era funcionária das vítimas há cerca de cinco meses, não haviam sido localizados, até a tarde desta segunda-feira. Um ex-caseiro também será intimado para depor.

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“Uma vizinha teria ouvido uma discussão e queremos saber o conteúdo dessa briga. Ela também teria escutado quando a professora chamou o cachorro pedindo ajuda. O casal chegou em casa por volta das 18 horas e, antes disso, o caseiro havia atendido uma ligação. Depois, ninguém mais atendia ao telefone. Vamos entrar em contato com os empregados, que ainda não foram encontrados”, ressaltou o delegado, que trabalha com as hipóteses de latrocínio (roubo seguido de morte) ou vingança.

flavio loureiro

“Nenhuma hipótese será afastada. Tudo vai ser checado”, garantiu Flávio Loureiro, que acompanhou o trabalho de papiloscopistas do Instituto de Identificação Félix Pacheco (IFP).

Uma equipe foi até o endereço e recolheu dezenas de impressões digitais que havia em objetos e partes da casa. Ainda durante a madrugada, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) também realizaram uma perícia no imóvel.

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Qualquer informação que auxilie nas investigações policiais e ajude a Polícia a identificar e localizar os criminosos pode ser repassada através do Disque-Denúncia: 2253-1177. O anonimato é garantido.

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Fotos: Lívia Villas Boas

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Em liberdade condicional há pouco mais de um mês, Rogério Lima dos Santos, o Brioco, 24 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira, dia 25, por policiais militares do 12º BPM (Niterói) lotados no Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) da Engenhoca. Também conhecido como Rifle, ele foi surpreendido pelos PMs com 450 papelotes de cocaína e 200 pedras de crack, na localidade Beco do Fundão, no Morro do Palácio, no Ingá, na Zona Sul de Niterói.

Morador da Favela Rato Molhado, em Itaipu, na Região Oceânica, ele contou aos policiais que passou a gerenciar as bocas-de-fumo do Morro do Palácio depois que saiu da cadeia – onde conheceu os traficantes Júonheceu os traficantes Ja – onde e passou a gerenciar as bocas-de-fumo do Palácio depois que saiu da cadeia – onde conheceu os traficantes Júnior e Isaías. A venda de drogas nas duas localidades é controlada por criminosos da facção Comando Vermelho (CV).

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“Ele foi condenado a seis anos de prisão por tráfico de drogas e cumpriu 5 anos e 4 meses da pena. Na cadeia ele conheceu os donos do morro e saiu de lá com esse contexto para trabalhar para eles”, contou um dos policiais que participou da ocorrência.

Preso em 2003, Brioco foi solto pela Justiça, mas já era considerado foragido, por não ter comparecido para assinar os documentos de sua liberdade condicional. Na delegacia, ele alegou que havia sofrido um acidente de moto, e por isso deixou de comparecer às audiências para prestar contas. Após ser autuado em flagrante por tráfico de drogas pelo delegado Luiz Antônio Pinto Businaro, titular da 76ª DP (Centro), Brioco foi encaminhado à carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interstadual (DC-Polinter), onde vai permanecer à disposição da Justiça.

No mesmo bairro, horas antes, uma equipe do Canil do 12º BPM apreendeu 30 papelotes de cocaína e uma granada de uso exclusivo das Forças Armadas. A apreensão foi realizada na Rua Lara Vilela e o material foi encontrado pela cadela Ísis. Da raça Pastor Alemão, ela localizou a droga depois que um suspeito que seria abordado pelos PMs jogou uma mochila e correu. A cadela ainda correu atrás do suspeito, mas não conseguiu alcançá-lo. O registro também foi feito na 76ª DP.

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Ruan Felipe Santos da Cruz, 20 anos

Ruan Felipe Santos da Cruz, 20 anos

Acusado pela Polícia de participar de diversos furtos no interior de residências na Região Oceânica de Niterói, Ruam Felipe Santos da Cruz, 20 anos, foi preso por policiais militares do 12º BPM (Niterói), na noite desta quinta-feira, dia 18. Ele foi preso após furtar uma casa no Cafubá e, nervoso com a prisão, evacuou na viatura da PM.

Depois de arrombar a residência e furtar um aparelho de telefone celular e uma máquina fotográfica digital, Ruan tentou fugir pegando um ônibus da viação Pendotiba que faz a linha 38A (Centro-Itaipu via Engenho do Mato). Um vizinho da vítima – uma grávida de seis meses – que presenciou a ação ligou para a 81ª DP (Itaipu) e os policiais civis entrarem em contato com os PMs lotados no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do Cafubá.

Os PMs conseguiram interceptar o coletivo poucos metros depois, no sentido Centro da Estrada Francisco da Cruz Nunes, na altura do Cemitério Parque da Colina, no Cantagalo. Os objetos furtados foram reconhecidos pela vítima – que dormia no momento do crime.

No caminho para a delegacia, o preso fez coco nas calças e sujou o banco da viatura. Ao chegar à 81ª DP, ele teve que tomar banho antes de ser encaminhado à carceragem. Morador da Favela Boa Esperança, em Itaipu, ele não tinha antecedentes criminais.

O delegado Flávio Loureiro, titular da 81ª DP, revelou que o furto a residência é o crime de maior incidência na região e acredita que os casos devem diminuir com a prisão do jovem.

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