Arquivo da categoria ‘segurança pública’

Criminosos estão utilizando uma viatura clonada para cometer assaltos na Baixada Fluminense.

Veja o VÍDEO

As câmeras do circuito interno de segurança de uma empresa onde funciona um depósito das Lojas Americanas, em Seropédica, gravaram o momento em que dois bandidos chegaram em um veículo caracterizado como se fosse do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE), na madrugada deste domingo, dia 15 de abril.

As imagens foram analisadas por policiais do 24°BPM, acionados para verificar a denúncia de que tinha ocorrido um assalto na empresa.

Chegando ao local, na Estrada Miguel Pereira, no bairro São Miguel, os PMs ficaram sabendo que dois homens usando farda e em uma viatura supostamente do BPVE tinham passado lá alegando que queriam falar com o responsável pela vigilância para verificar um disparo de alarme.

O porteiro e o responsável pela segurança da Golgi contaram que depois que foram rendidos, os falsos policiais fizeram contato com comparsas através de um rádio transmissor avisando que eles já poderiam ir, que “já estava tudo certo”.

Aproveitando-se de um momento de desatenção dos criminosos, um dos funcionários saiu correndo gritando que era um assalto. Um dos bandidos então efetuou disparos de fuzil. Antes de fugir, gritaram: “parceiro, o Bonde do Guandu voltou!”

Os dois usavam, além de um rádio transmissor modelo HT, um colete de duas cores – diferente do modelo usado pela PMERJ. Um deles tinha barba.

A arma que carregavam – fuzil modelo AR Baby – também não é empregada pela corporação, que usa Colt M4, Fal, Parafal com coronha dobrável e AR-10.

Outros detalhes que podem passar despercebidos é o fato do efetivo do BPVE usar fardamento de manga comprida e o adesivo utilizado no capô da suposta viatura não seguir o padrão.

https://youtu.be/U6p_-SxBD40

Anúncios

Doze pessoas – sendo quatro policiais militares – foram denunciadas pelo Ministério Público por formação de quadrilha. Elas são acusadas de integrar uma milícia que age em Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, usando violência e armas de fogo para cometer homicídios qualificados, extorsões a moradores e comerciantes, venda de gás e TV a cabo ilegal, entre outros crimes.

Nove dos 12 denunciados foram presos por policiais da 60ª DP (Campos Elíseos), na operação batizada como Parajás – nome da deusa tupi do bem e da Justiça – e realizada na manhã desta quarta-feira, dia 10 de outubro. Outros dois acusados de integrar a quadrilha foram presos em flagrante. Os também agentes cumpriram 15 mandados de busca e apreensão. Entre os denunciados, o ex-PM Ailton da Silva Diniz, o Abel, preso desde maio desde ano.

De acordo com o delegado Felipe Couri, titular da distrital, o ex-PM continuava controlando o grupo de dentro da cadeia. Os três policiais presos eram considerados seus homens de confiança: o sargento Luiz Felipe Nunes de Souza, o Felipão ou Zé Orelha, do 9º BPM (Rocha Miranda), o sargento Alexandre dos Santos, o Tescão, lotado no 26º BPM (Petrópolis) e o sargento Sidney Pereira de Abreu, o Abreu, do 15º BPM (Duque de Caxias). Eles seriam os principais responsáveis por repassar as ordens de Abel. Um outro PM, o cabo Maurício Fernandes de Oliveira, o Fernandes, também lotado no 15º BPM, continuava foragido até a noite desta quarta-feira.

Além do cabo, continuam foragidos Jonatan Pinto Apolinário, o Cocão; e Hamilton de Moraes Ribeiro, o Hamilton. Os outros cinco presos nesta quarta-feira foram: o ex-PM Wellington Corrêa do Amparo, o Tonzinho; o candidato a vereador Fábio Márcio Neves Seixas, o Fabinho da Adega; Márcio Henrique Idalgo Rodrigues dos Santos, o Márcio Henrique; Jefferson da Silva Francisco, o Marcelinho; e Robertson Eduardo Duarte Milton, o Duarte.

Segundo as investigações – que tiveram início há seis meses -, além de explorar ligações clandestinas de TV a cabo e venda de botijões de gás, os criminosos cobravam taxa de segurança dos comerciantes da região que variavam de R$ 50 a R$ 150 por semana e faziam agiotagem cobrando juros que variavam de 35% a 40% ao mês. Quem não saldava as dívidas tinha carros e imóveis tomados pelo grupo.

O delegado Felipe Curi ressaltou que, desde a prisão de Abel, o índice de homicídios na região caiu 88%. Em setembro, houve três registros – sendo que a média mensal era de 25 assassinatos. Na Operação Parajás, os policiais apreenderam seis pistolas, três revólveres, dois CPUs, seis notebooks, além de celulares, munições, fardas do Exército, cerca de R$ 2.200 em espécie, notas promissórias e uma lista com cobrança e valores de agiotagem.

A denúncia foi encaminhada à Justiça pela 3ª Central de Inquéritos do MP. O documento narra que os criminosos, sempre com uso de violência, grave ameaça e armas de fogo constrangiam moradores e comerciantes da localidade a pagar por suposta proteção contra bandidos (“taxa de segurança”), além de cobrar comissões sobre venda de imóveis e comercializar clandestinamente combustível, cestas básicas, gás e TV a cabo (“gatonet”).

Além disso, ainda de acordo com a denúncia, os acusados extorquiam dinheiro de traficantes de drogas e exigiam armas como condição para não os prenderem, expulsavam moradores de seus imóveis para revendê-los a terceiros e mataram diversas pessoas que se recusaram a submeter-se às regras impostas pela milícia. Os homicídios geralmente ocorriam à luz do dia e em locais com grande aglomeração de pessoas.

Com base nas investigações, o MP detalhou na Denúncia o papel que cada acusado tinha dentro da milícia, liderada pelo ex-PM Abel e pelo sargento Luiz Felipe Nunes de Souza, que valia-se do fato de ter amplo conhecimento no meio policial e político em Duque de Caxias para promover os interesses da quadrilha.

Os criminosos vão responder pelas sanções previstas no Art.288, parágrafo único do Código Penal e no Art. 8º da Lei 8.072/90. Já Abel e Luiz Felipe responderão ainda pela agravante prevista no Art. 62, inciso I, também do Código Penal.

Ex-PM Ailton da Silva Diniz, o Abel, apontado como líder da milícia

PRESOS
Ex-PM Ailton da Silva Diniz, o Abel
Ex-PM Wellington Correa do Amparo, o Tonzinho
Sargento PM Luiz Felipe Nunes de Souza, o Felipão ou Zé Orelha (lotado no 9º BPM)
Sargento PM Sidney Pereira de Abreu, o Abreu (lotado no 15º BPM)
Sargento PM Alexandre dos Santos, o Tescão (lotado no 26º BPM)
Candidato a vereador Fábio Márcio Neves Seixas, o Fabinho da Adega
Márcio Henrique Idalgo Rodrigues dos Santos, o Márcio Henrique
Jeferson da Silva Francisco, Marcelinho
Robertson Eduardo Duarte Milton, o Duarte

FORAGIDOS
Cabo PM Maurício Fernandes de Oliveira, o Fernandes (lotado no 15º BPM)
Jonatan Pinto Apolinário, o Cocão
Hamilton de Moraes Ribeiro, o Hamilton

lmd_source=”24879475″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

No dia seguinte à matéria feita em primeira mão pelo Pauta do Dia denunciando o criminoso conhecido como Dina -que se exibia armado e zombando da Polícia no Facebook – policiais do Serviço de Inteligência (P-2) e do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9º BM (Rocha Miranda) prenderam Lucas Jorge Silva de Araújo, o Shurek, 18 anos.

Lucas Jorge Silva de Araújo, o Shurek, 18 anos

Ele foi surpreendido pelos PMs em casa, na Rua Jaguarema, por volta das 13h30 desta quinta-feira, dia 4 de outubro. Como Dina, ele também se diz da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e integrante da quadrilha que controla a venda de drogas no Morro Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. Com ele, os policiais apreenderam uma réplica de pistola 40 e o computador, com as fotografias expostas na internet. Tudo foi levado para a 30ª DP (Marechal Hermes).

Com 536 amigos, ele se intitula como “Dois Do Faz Quem Quer” – alegando ser o segundo homem na hierarquia do tráfico no local, atrás apenas do traficante Anderson Sant’Anna da Silva, o Gão. Irmão de uma guarda municipal – com quem aparece em uma fotografia exaltando “minha irmã muito linda fardada” – ele publica diversas fotos empunhando armas e outras de comparsas já mortos, com mensagens de vingança.

Uma delas para o comparsa conhecido como Maikinho Tá Maluco, morto em agosto: “Querido por todos moradores do Faz Quem Quer, várias lutas, sempre presente, você vai fazer muita falta na comunidade. I u que fizerão (sic) com você vai ter volta. Pode aguarda (sic)!”

Em outra fotografia ele continua: “Mlk (moleque) guerreiro responça (sic), querido por todos nós, vocês policiais (…) que tirarão (sic) a vida du (sic) nosso manoh (sic) covardemente vão pagar. Pode aguarda (sic) que a volta vai ser triste.”

Com perfil no Facebook desde 26 de dezembro de 2011, no dia 31 de dezembro daquele mesmo ano ele postou: “Hj vou dar tiro pro altoo, homenagem ao meu primo que falesceu (sic), hj faz 1 ano =/”.

Apesar de esconder o rosto em algumas das fotografias, em outras mostra a cara. Em uma das imagens, conselhos dos amigos: “Fazendo merda. Olha essa foto aí, moleque”, escreveu um, em julho deste ano. Logo abaixo, uma menina também reprova a exibição: “Tu é maluco, cara”. Logo depois ele mesmo responde: “Me deixem em paz.”

RELEMBRE:
Traficante se exibe com fuzil e zomba da Polícia na internet

lmd_source=”24843813″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

Onze meses após ameaçar processar o Pauta do Dia por divulgação do jingle eleitoral inspirado em funk proibidão usado na campanha pela presidência da União Pró-Melhoramentos dos Moradores da Rocinha (UPMMR), o agora candidato a vereador do Rio de Janeiro, Leonardo Rodrigues Lima, o Léo Comunidade, será investigado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

O órgão, por intermédio da 205ª Promotoria Eleitoral, ajuizou ação de investigação eleitoral por abuso de poder econômico, abuso de poder político e captação ilícita de sufrágio em face de Léo Comunidade.

Com base em depoimentos de testemunhas, diligências e relatórios da Coordenadoria de Polícia Pacificadora da Polícia Militar, a ação relata que Léo coage e alicia moradores da Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, em troca de votos, com uma série de estratégias ilícitas, entre elas distribuição de cestas básicas, de botijões de gás e cobrança ilegais de taxas de mototaxistas.

O candidato, ex-presidente da União Pró-Melhoramentos dos Moradores da Rocinha, segundo investigações do MPE, também associou sua campanha política ao tráfico de drogas local.

A Promotoria requereu à Justiça Eleitoral a cassação do registro ou do diploma, se eleito for, de Léo Comunidade, a aplicação da multa prevista na Lei 9.504/97, além de declaração de inelegibilidade para as eleições dos próximos 8 anos.

De acordo com o MPE, a distribuição de cestas básicas ocorre na sede da associação de moradores mediante um cadastramento, sendo obrigatória a apresentação do título de eleitor. Além do cadastro, os beneficiários têm que cumprir outras etapas para conseguir a cesta, como, por exemplo, comparecer às reuniões organizadas em prol da campanha eleitoral de Léo Comunidade.

Em um dos encontros, no Clube Emoções, um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha gravou áudio em que o representado afirma que, se for eleito, ampliará a entrega das cestas básicas: “Se eu ganhar, eu vou é aumentar a cesta (sic)”.

As investigações apontam que os cabos eleitorais do candidato, que também trabalham na associação de moradores, são os responsáveis pela entrega das cestas básicas. Policiais da UPP Rocinha também constataram que Léo Comunidade distribui botijões de gás em uma tenda na Rua do Valão, uma das principais da favela, onde uma pessoa faz anotações cadastrais dos moradores.

“Os benefícios, quais sejam, cestas básicas, botijões de gás, são oferecidos aos moradores da região em troca de voto; assim, a natureza desta estratégia denota inegável abuso de poder econômico, além de evidente captação ilícita de sufrágio, ilícitos a serem coibidos pela Justiça Eleitoral, à vista da inegável aptidão para macular o processo eleitoral e desequilibrar o pleito”, narra trecho da ação.

O MPE cita que a ligação de Léo Comunidade com o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, 36 anos, pode ser comprovada com a música de campanha eleitoral. Carros de som do candidato circulam pela Rocinha tocando o jingle “Galo da Favela e seu elenco fabuloso”, em nítida associação ao funk “Bonde do mestre e seu elenco fabuloso” que era usado por Nem (preso em novembro de 2011) e seu bando em suas incursões pela favela e em pagodes e bailes realizados na comunidade.

A música do candidato a Vereador fala: “(…) Mas o Rio é o Léo! Tá tudo monitorado, deixa eles vim! Tá tudo dominado, e na hora de votar não tem nenhum mistério! É dezenove, zero, zero, zero…Vota no Léo… É um cara sério… É dezenove, zero, zero, zero… É o mano Léo que fortalece é o nosso povo. Sou o Galo da favela do elenco fabuloso”.

Segundo investigações, as pessoas que integravam a quadrilha de Nem eram chamadas de “elenco fabuloso”. O MP também requereu a retirada dos vídeos de Léo Comunidade e de Nem que estão disponíveis no Youtube.

“A aptidão para desequilibrar o pleito é evidente, pois a população local, seja por medo de retaliações de traficantes que, ainda presos, atemorizam a comunidade, seja por gratidão pelo assistencialismo político, acaba votando no candidato escolhido pelo poder paralelo”, narra a ação.

Diligências da equipe de fiscalização da Justiça Eleitoral na Rocinha constataram ainda que Léo Comunidade mantinha um esquema de cobrança de diária para mototaxistas e motofretes que trabalham na favela. Testemunhas contaram que o candidato ou representantes da associação de moradores cobravam R$ 13 de cada um dos motoqueiros, com a ameaça de que se não pagassem seriam expulsos do ponto e proibidos de trabalhar. Uma das testemunhas denunciou que um dos mototaxistas inadimplentes chegou a ser espancado.

A ação do MPE relata, ainda, que o major Edson Raimundo dos Santos, comandante da UPP Rocinha, foi vítima de tentativa de aliciamento pelo candidato a vereador. Acompanhado de dois homens, tentou induzir o PM a intervir na cobrança ilegal da taxa de mototaxistas, alegando que a destinação dos recursos seria para regularizar o exercício da atividade de transporte alternativo de pessoas e para a compra de cestas básicas para mil pessoas da comunidade.

Denúncia feita com exclusividade pelo Pauta do Dia, em novembro de 2011
Relembre aqui:
PF prende policiais civis e militares que faziam escolta de “Elenco Fabuloso”


//

DINA

Com o perfil “Dina Terro dos Policia” (sic), um traficante do Morro Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, ignora qualquer lei e zomba da Polícia, publicando mensagens em que divulga seus atos criminosos e fotos em que se exibe com armas de grosso calibre.

DINA1

Com 463 amigos – a maioria meninas menores de idade – Dina, integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), se vangloria de ter participado da retomada ao Morro Jorge Turco – invadido recentemente por um bonde do Morro da Pedreira, em Costa Barros, controlado pela facção rival Amigos dos Amigos (ADA).

“Bonde tá na pista. Quebrei tudo no Jorge Turco ontem. Vou quebrar de novo hoje”, escreve, no dia 27 de setembro. Na noite daquele mesmo dia, duas pessoas morreram em tiroteio ocorrido no Morro Jorge Turco, também em Rocha Miranda. As duas moravam na Pedreira.

DINA3

 

Se intitulando integrante do “Bonde do Gão” – referência ao traficante Anderson Sant’Anna da Silva, apontado pela Polícia como gerente geral das bocas-de-fumo do Morro Faz Quem Quer – ainda zomba ao dizer que durante o dia usa um fuzil AK-47 e, à noite, um 762. E posta fotos para confirmar.

 

Em uma das fotografias, chegou a receber o conselho de um amigo, que escreveu: “Muleque, tira essa foto. Cara, isso é vários anos de cadeia! Tá sem visão!” (sic)

 

Vestido de preto – com direito à colete – e empunhando um fuzil 762 com as inscrições “Dina” e “Trem Bala”, ele escreve: “Tou na pista de Bope de meiota” (sic) – fazendo referência à farda de policiais militares lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

DINA2

 

Com o perfil criado no Facebook em maio desse ano, Dina acumula 67 fotos e mensagens como “Dina metralha os alemão” – deixada por uma menina – “a tropa tá na pista pra caô….se entra (sic) no fqq (Faz Quem Quer)….ganha bala….se para (sic) na barricada…vamos explodi (sic)”, “mete bala nos alemão do para pedro (Favela Pára Pedro, em Colégio, controlada pela ADA)”, “os cria fazendo honda (sic) na favela, cada esquina é um bico, dina caçador de alemão é nóis (sic) q tá”.

DINA4

 

A última atualização dele em seu perfil na rede social foi feita nesta terça-feira, dia 2 de outubro. O batalhão responsável pelo policiamento ostensivo e incursões na área é o 9º BPM (Rocha Miranda). Já a delegacia responsável pelas investigações na região é a 27ª DP (Vicente de Carvalho).

 

lmd_source=”24819373″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

Doze apostadores flagrados em um bingo em Copacabana, na Zona Sul do Rio, foram parar na delegacia, na noite desta segunda-feira, dia 1º de outubro. A casa de jogos, localizada na Rua Raul Pompéia, foi estourada por policiais da Delegacia de Repressão
aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). As duas funcionárias do estabelecimento foram presas em flagrante. Os agentes apreenderam 12 máquinas caça-níqueis e uma máquina de cartão de crédito.

O delegado Alessandro Thiers, titular da DRCPIM, revelou que a especializada chegou até o bingo após denúncia de um filho
que não suportava mais ver sua mãe sair todas as noites para jogar.

“Os dois responsáveis pela instalação do bingo naquele local já foram identificados e a prisão preventiva pedida à justiça”, ressaltou Thiers.

As funcionárias, identificadas como Marta Cristiane Montijo Leite, 31 anos, e Juliana Hermita Alves da Silva, 28, foram encaminhadas à Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter). Os apostadores foram identificados e liberados após assinarem termo se comprometendo a comparecer em juízo quando solicitados.

lmd_source=”24818794″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

Menos de duas semanas antes da onda de crimes que abalou a Baixada Fluminense e causou tristeza e revolta em todo o Estado do Rio, um ato criminoso já demonstrava a ousadia dos bandidos da região. Na madrugada do dia 27 de agosto traficantes do Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias, fuzilaram o muro do 15º BPM (Duque de Caxias).

Os disparos atingiram o muro lateral que dá acesso para a Rua Coronel João Teles. Foram cerca de 18 tiros de fuzil, espalhados pelo muro em toda a extensão do quarteirão. Alguns chegaram a perfurar o bloco e atingiram as instalações no interior do quartel.

Localizada na Rua Pedro Corrêa, no bairro Centenário, a unidade é responsável pelo policiamento ostensivo e patrulhamento em uma área de 464,573km², com população estimada de mais de 800 mil habitantes, distribuídos pelo Centro e seus distritos – Duque de Caxias e Campos Elísios; Imbariê, Santa Cruz da Serra e Xerém. O atual comandante do 15º BPM é o tenente-coronel Cláudio de Lucas Lima, que determinou que os furos de tiros que marcaram o muro lateral do batalhão fossem cobertos. A ordem foi cumprida na última quinta-feira, dia 6 de setembro – na véspera do feriado.

Comandante do 15º BPM, tenente-coronel Cláudio de Lucas Lima

“Isso foi uma verdadeira afronta às forças de Segurança Pública do Estado e ninguém fez nada a respeito. Por isso os marginais estão tão abusados, na certeza da impunidade”, desabafou um policial lotado na unidade que, por medida de precaução, prefere não se identificar para não ser vítima de represálias.

Os responsáveis pelo atentado foram identificados como sendo traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Corte Oito – um dos morros que compõem o Complexo da Mangueirinha, juntamente com Sapo, Lagoinha e Santuário (também conhecido como Morro do Alto da Boa Vista), além da própria Mangueirinha, que dá nome ao conjunto de favelas.

Aspirante a oficial da PM Jorge Augusto de Souza Alves Júnior, 34 anos

E são da mesma facção os traficantes que torturaram e executaram o cadete da PM Jorge Augusto de Souza Alves Júnior, 34 anos. O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira para sábado, dia 8 de setembro. O PM voltava de um pagode e tinha ido deixar uma amiga que o acompanhava em Mesquita, quando errou o caminho de volta e entrou em uma rua que dava para a Favela da Chatuba, também controlada pelo CV.

Remilton Moura da Silva Júnior, o Juninho Cagão

Surpreendido por integrantes do bonde de Remilton Moura da Silva Júnior, o Juninho Cagão – líder do tráfico no local – ele teve a identidade descoberta e foi levado como presente para o traficante conhecido como Ratinho, que comemorou aniversário com muita bebida, drogas e mulheres. Segundo fontes ligadas à Inteligência da Secretaria de Segurança, a comemoração foi na sexta-feira, dia 7 de setembro, mas ele já estava festejando a data desde a véspera, quando ficou na mata bebendo, cheirando cocaína e fumando crack.

O PM foi a primeira vítima do bando, que ainda executou o pastor Alexandre Lima, 37. Ao presenciar a sessão de tortura, tentou intervir e também acabou morto. O corpo do PM foi encontrado no porta-malas de seu carro, o Fox preto placa LRJ 1863, no bairro Vila Emil. Já o corpo do pastor estava na mata que divide Mesquita e Nilópolis.

O jovem José Aldeci da Silva Júnior, 19, que acompanhava o religioso, está desaparecido. A família foi avisada pelos traficantes de que ele estaria morto. No entanto, não deram a localização do corpo. Além dos três, seis rapazes que saíram de Nilópolis, onde moram, para tomar banho em uma cachoeira no Parque Natural do Gericinó – que dá acesso pela mata à Favela da Chatuba – também foram assassinados pelos traficantes.

Os corpos de Christian de França Vieira, 19, Josias Searles, 16, e Victor Hugo da Costa, Patrick Machado de Carvalho, Douglas Ribeiro da Silva e Glauber Figueira Eugênio, todos de 17 anos, foram encontrados às margens da Rodovia Presidente Dutra, no bairro Jacutinga, dois dias após o desaparecimento, na segunda-feira, dia 10 de setembro. Todos estavam nus e apresentavam sinais de tortura, além de marcas de facadas e tiros na cabeça.

Ratinho, também conhecido como Peixe

“O Ratinho surtou, levou um grupo de 20 vagabundos do bonde dele. Há informações de que ele estaria na mata desde quinta-feira bebendo e cheirando. O aniversário dele foi na sexta-feira, mais bebidas, drogas e mulheres. Aí ele começou a fazer merda. Deve aparecer mais corpos”, revelou uma fonte da Inteligência da Secretaria de Segurança, ressaltando que Juninho Cagão teria fugido para o Morro do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, onde tem cobertura do traficante Luiz Ferreira do Nascimento, o Nando Bacalhau, 32.

Apontado pela Polícia como matador da quadrilha, Ratinho é conhecido por trocar tiros com equipes do 20º BPM (Mesquita) e de agir com covardia e sempre acompanhado por muitos comparsas. Ele seria o autor do disparo que matou o sargento Marcelo Corrêa Mendonça, 41, no último dia 1º de julho. Lotado no 20º BPM, ele estava de serviço e realizava patrulhamento de rotina quando um grupo de bandidos atacou a viatura, próximo ao Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) localizado na favela. O sargento estava há mais de 15 anos na corporação.

Dono do Morro do Bicão e líder do tráfico na Favela da Chatuba de Mesquita, Juninho Cagão já foi preso por tráfico, roubo de carga e pequenos furtos. Em 2003, ele participou do sequestro do proprietário de uma distribuidora de bebidas, em Coelho da Rocha, em São João de Meriti, também na Baixada Fluminense. O corpo, até hoje, não foi encontrado.

Acompanhado por quatro comparsas, Juninho Cagão sequestrou a vítima no dia 2 de novembro daquele ano, na sede da empresa. Todos os cinco simulavam ser agentes da Polícia Federal. Além de sequestrá-lo, o bando roubou um cofre da empresa – que foi levado para a Favela de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio. No dia seguinte, os bandidos telefonaram para a irmã do empresário e pediram um resgate de R$ 1,5 milhão para libertá-lo.

lmd_source=”24618690″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

Apontados pela Polícia como integrantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), Josemar Pereira dos Santos, o JJ, 31 anos, e Osmir Leiro de Sousa, o Jogador, 22, foram presos por agentes da Delegacia de Dedicação Integral ao Cidadão (Dedic) da 77ª DP (Icaraí), na noite desta quarta-feira, dia 5 de setembro.

Acusado de chefiar o tráfico de drogas no Morro do Palácio, no Ingá, na Zona Sul de Niterói, JJ foi preso por sequestro, em 2002, e cumpriu pena de doze anos no Presídio Ary Franco, em Água Santa, na Zona Norte do Rio. Ele ganhou a liberdade em 20 de julho de 2004 e voltou às ruas para retomar seus pontos de drogas.

Nascido e criado em Santa Bárbara, na divisa de Niterói com São Gonçalo, ele ficou à frente das bocas-de-fumo do Morro do Palácio em maio de 2010, depois que Anderson de Souza Leite, o Bozo, 32, então chefe do tráfico, foi surpreendido por policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE) com uma submetralhadora na Ponte Rio-Niterói. Ele havia acabado de pegar a arma na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, e estava seguindo para a comunidade de Niterói quando foi preso.

A dupla, que foi surpreendida na Rua Maestro Feliciano Sodré, no Centro de Niterói, foi autuada por tráfico drogas, associação para fins de tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e porte de artefato explosivo. Os policiais chegaram até eles após receberem a informação de que os dois estariam voltando do Rio de Janeiro, em um veículo Fiat Siena de cor prata, trazendo grande quantidade de drogas e armas de fogo para o Palácio.

Equipes da 77ª DP se posicionaram nas duas das saídas da Ponte Rio-Niterói que dão acesso a caminhos para o Morro do Palácio – sentido Centro e sentido Icaraí – e realizaram um cerco. O veículo foi avistado trafegando pela Rua Maestro Feliciano Sodré, por volta das 20h30. Durante a abordagem, JJ – que já possuía três mandados de prisão expedidos em seu desfavor – foi reconhecido. No interior do automóvel havia três tabletes de maconha prensada e dois tabletes de crack, além de duas granadas e farto material para endolação.

No banco do carona, Jogador estava armado com uma pistola Glock calibre 9mm municiada. Todo o material foi apreendido para ser submetido a exame pericial, sendo a droga e a arma encaminhadas para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e as granadas para o Esquadrão Anti-Bomba da Polícia Civil.

RELEMBRE:
0Guerra no CV deixa 3 mortos e 2 baleados

Intercâmbio do crime: traficantes do eixo Niterói-SG buscam abrigo no Rio


//

Denunciado pelo Ministério Público por fraudes em licitações, superfaturamento de compras e serviços, ameaça, corrupção ativa, corrupção passiva e falsidade ideológica, o prefeito de Guapimirim, Renato Costa Mello Júnior, o Júnior do Posto, foi preso em ação da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE) que foi batizada como “Operação Intocáveis” e que contou com apoio de equipes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg). Além dele, quatro vereadores, dois secretários do município e mais nove pessoas foram denunciadas por participação no esquema criminoso.

De acordo com as investigações, que duraram cerca de oito meses, o prefeito, o vereador Marcelo Prado Emerick, o Marcelo do Queijo (PPS), a ex-subsecretária de Governo e candidata à Prefeitura Ismeralda Rangel Garcia da Costa, e o Secretário de Administração, Governo e Habitação e Agricultura e Pecuária, Isaías da Silva Braga, formam a cúpula da quadrilha, acusada de criar empresas de fachada ou em nome de laranjas para vencer licitações, além de pagar um “mensalão” para alguns vereadores.

Ex-subsecretária de Governo e candidata à Prefeitura de Guapimirim, Ismeralda Rangel Garcia da Costa

Os agentes cumpriram quatro dos sete mandados de prisão expedidos pelo desembargador Luiz Noronha Dantas, da Sessão Criminal do Tribunal de Justiça. O diretor geral da Câmara Municipal de Guapimirim, Ivan Azevedo Valentino, o Ivan do Gazetão, Ramon Pereira da Costa Cardoso e Ronaldo Coelho Amorim, o Ronaldinho, estão foragidos. A pedido do MP, a Justiça determinou também o afastamento da função pública do prefeito, vereadores e secretários.

“A medida tem a intenção de evitar que, se valendo dos cargos, eles continuassem a comandar o esquema”, afirmou o Subprocurador-Geral de Justiça de Atribuição Originária Institucional e Judicial, Antônio José Campos Moreira, durante entrevista coletiva na sede do MP.

“Parabenizo o nosso Subprocurador-Geral Antônio José e os integrantes do Gaeco, que juntos com a Secretaria de Segurança do Estado e a Draco, conduziram muito bem as investigações, possibilitando que pudéssemos exercer nossas atribuições originárias em relação a agentes públicos que estavam usando o poder para desviar verba pública em prejuízo da sociedade. Essas investigações foram de muita qualidade e muito bem conduzidas. Tiveram início com o Procurador-Geral e o Subprocurador Antônio José, com apoio do GAECO, em razão das pessoas investigadas, e logo prosseguiram em parceria com a Secretaria de Segurança e a Draco, resultando na denúncia que oferecemos contra o prefeito de Guapimirim, vereadores e outras pessoas, demonstrando como é importante a integração entre MP e Polícia”, disse Procurador-Geral de Justiça, Cláudio Lopes.

Delegado fingiu ser policial corrupto
Para comprovar o esquema criminoso da quadrilha, em uma ação inédita, um delegado da Draco trabalhou durante quatro meses infiltrado no bando. Simulando ser um policial corrupto, disposto a aceitar propina para impedir investigação em torno do bando, Roberto Leão negociou com alguns dos denunciados por pelo menos oito vezes. O trabalho de infiltração foi autorizado pela Justiça e filmado por outros agentes da delegacia.

“Foi um método de investigação ousado e com técnicas inovadoras, que conseguiu mostrar nitidamente como essas pessoas se apropriavam do dinheiro público”, afirmou Antônio José.

Após encontros em churrascarias e lanchonetes, no dia 27 de julho, por volta das 18h20, em um posto de gasolina situado na Rodovia Rio-Teresópolis, Marcelo do Queijo e Isaías da Silva entregaram R$ 800 mil em espécie, divididos em sacos plásticos, a Leão.

Outra decisão importante da Justiça foi a suspensão das atividades econômicas das seis empresas do grupo citadas na denúncia. De acordo com o Subprocurador, até o término do processo, as empresas não podem firmar contratos ou movimentar quantias.

“É uma maneira de esvaziar as principais fontes de dinheiro da quadrilha”, ressaltou.

Vereador Marcelo Prado Emerick, o Marcelo do Queijo

Ainda segundo a denúncia, as empresas estão em nome de laranjas, principalmente parentes dos denunciados, e ganhavam todas as licitações realizadas na Prefeitura e na Câmara de Guapimirim. Um dos exemplos é a Transportadora Unidos de Guapi, que mantinha contratos referentes à locação de carros de passeio e caminhões. A firma era de fachada e usada para fraude de processos licitatórios, uma vez que os serviços supostamente prestados eram terceirizados, utilizando veículos de outras pessoas que não tinham contrato com o município. Carros particulares em nome dos acusados eram utilizados e custavam R$ 7 mil por mês aos cofres municipais.

O delegado Alexandre Capote, titular da Draco-IE, estima que a quadrilha agia desde 2005 e que tenha movimentado R$ 48 milhões neste período.

“Era um grupo bem articulado que se aproveitava do poder político para desviar dinheiro público”, declarou Capote.

Durante a “Operação Intocáveis” foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão na casa de alguns dos denunciados, na Prefeitura e na Câmara. Os policiais apreenderam documentos, joias avaliadas em R$ 1 milhão e R$ 200 mil em espécie, além de R$ 120 mil em cheques e três carros importados.

Vereador Alexandre Duarte de Carvalho

Com a apreensão dos documentos, o Subprocurador anunciou que haverá uma segunda fase da investigação, com o objetivo de fazer levantamento do patrimônio pessoal dos denunciados.

Vereador Marcel Rangel Garcia, o Marcel do Açougue

“Eles conseguiram R$ 800 mil em espécie muito rapidamente. Além disso, a casa de alguns dos imputados destoa completamente das demais da localidade”, explicou Antônio José.

Vereador Iram Moreno de Oliveira, o Iram da Serrana

Os denunciados que não tiveram a prisão decretada são: os vereadores Iram Moreno de Oliveira, o Iram da Serrana, 35 anos (PMDB); Marcel Rangel Garcia, o Marcel do Açougue, e Alexandre Duarte de Carvalho (PSC); o secretário Municipal de Turismo, Esporte e Lazer, Lenir de Resende Sobreira; além de Cleiton Cardoso da Silva; Glauci da Silva Soares Castro; Magali Nascimento da Silva; Jorge Freire da Silva e Maria Fabiana de Almeida Muniz de Oliveira, apontados como laranjas do esquema.

lmd_source=”24590355″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

Dois anos após receberem a “Medalha de Fidelidade” da Chefia de Polícia Civil, o delegado Carlos Alberto Quelotti Villar e o inspetor Edmundo De Simone foram denunciados por formação de quadrilha armada, concussão e corrupção passiva. Além deles, outros cinco inspetores e um homem que fingia ser policial – e que também foi denunciado por usurpação de função pública – foram presos em ação da Corregedoria Interna de Polícia Civil (Coinpol), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, dia 30 de agosto.

No dia 29 de outubro de 2010, durante solenidade em comemoração ao Dia do Policial Civil, o então chefe da instituição, Allan Turnowski, entregou 160 medalhas de Honra, Fidelidade e Devotamento, na Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol). Entre os agraciados no evento, destinado àqueles policiais civis que se destacam pela eficiência demonstrada em seu trabalho, o delegado e seu chefe do Setor de Investigações (SI), agora acusados de exigir dinheiro de comerciantes e prestadores de serviço de Magé, na Baixada Fluminense.

A “Medalha Fidelidade” é destinada aos policiais que demonstraram em serviço o apresso e a confiança de seus superiores, da população e do Governo, por atos de fidelidade ao interesse público e a lei. Em 2009, o inspetor De Simone também havia sido homenageado, recebendo a “Medalha Honra” – outorgada aos policiais que se destacaram no serviço de suas funções por comportamento irrepreensível e notório.

Delegado Carlos Alberto Quelotti Villar

Ele e os agentes presos eram lotados na 66ª DP (Piabetá) e, de acordo com as investigações, teriam começado a cobrança de propinas em fevereiro do ano passado, depois que o inspetor João Paulo Nascimento, o Paulão, ao ser transferido da delegacia, repassou a eles o esquema. De acordo com a denúncia, que teve por base inquérito policial conduzido pela Coinpol, o delegado chefiava as ações dando ordens aos seus subordinados, identificados como Renato De Simone, o Renatinho – que estava na Polícia há 18 anos, era irmão de Eduardo e morreu em maio, aos 40 anos, em acidente de carro -, Lucimar de Souza, Adilson de Freitas Silva e Gustavo de Azeredo Lima.

Além disso, o civil Heldongil Azevedo Aleixo, conhecido como Cigano, tinha livre acesso às dependências da delegacia e agia como se fosse policial, utilizando inclusive armas de fogo. Ainda segundo as investigações, na divisão de tarefas do grupo, Renato e Edmundo, lotados no SI, atuavam como homens de confiança do delegado, sendo responsáveis pela operacionalização do esquema de corrupção.

O único do bando a manter contato pessoal com as vítimas era Cigano, que inclusive utilizava armas para intimidá-las e cobrava as propinas mensalmente, com valores que variavam entre R$ 100 e R$ 400. Proprietários de ferros-velhos; depósitos de gás, lan houses e mototaxistas eram os alvos preferidos dos policiais.

O corregedor Interno da PCERJ, delegado Gilson Emiliano, declarou que os policiais responderão processo disciplinar, cuja pena pode ser a demissão. Todos os envolvidos foram presos em suas residências, em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, e encaminhados para o presídio Bangu 8.

lmd_source=”24556967″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;