Arquivo da categoria ‘Uncategorized’

13619817_1148105878566213_3375944485332702356_n

Soldado PM Vinícius Ferreira Dias, 32 anos

Dois meses e dois dias após enterrar o corpo do irmão, o soldado Vinícius Ferreira Dias, 32 anos, foi baleado ao ser identificado como policial durante um assalto sofrido no momento em que ele chegava na casa da mãe para o almoço de domingo. O crime ocorreu em Realengo, na Zona Oeste do Rio, no final da manhã deste domingo, dia 24 de julho. Os bandidos fugiram levando a arma e o carro que o policial conduzia – um Toyota Corolla do pai dele, que é sargento reformado da PM.

No último dia 22 de maio, o soldado Eduardo Ferreira Dias, 37, morreu após ser baleado durante um ataque de criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que continuam controlando o tráfico de drogas no Morro da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte. Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Mangueira, o policial tinha acabado de assumir o serviço e estava levando outro PM para fazer a rendição no posto de policiamento existente próximo à quadra da escola de samba, na Rua Visconde de Niterói, quando foi surpreendido por um ‘bonde’ de criminosos. Ao avistar a viatura, os bandidos efetuaram diversos disparos, atingido o soldado Dias no peito. Socorrido, ele ainda foi levado para o Hospital Quinta D’Or, mas não resistiu.

42

Soldado PM Vinícius Ferreira Dias, 32 anos

Neste dia 24 de julho, o soldado Vinícius foi atingido por dois tiros – um no abdômen (que perfurou intestino grosso, fígado e pulmão) e outro no braço. Ele passou por uma operação para retirada do projétil do abdômen e a equipe médica aguarda que o quadro clínico dele melhore para que possa submetê-lo a uma segunda cirurgia, para retirada daquele que está alojado na axila. O PM utilizou seis bolsas de sangue e doações para repor o estoque da unidade de saúde estão sendo solicitadas. O tipo sanguíneo do policial é B+.

Ele permanece internado em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. A vida do PM – 254° policial baleado no Estado do Rio somente este ano – foi salva por um motorista que trafegava pela Rua Falcão da Frota, em Realengo, e não hesitou em colocá-lo em seu carro e socorrê-lo ao hospital.

O soldado Vinícius, que está na corporação há cinco anos, foi transferido recentemente da UPP Mangueira para o Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP), em Sulacap. A transferência ocorreu depois que o irmão da morte do irmão, com o intuito de preservar a mãe dos dois PMs, que são filhos de um sargento reformado da PM e ainda têm outros irmãos – uma gêmea do Vinícius e um irmão caçula, que não são policiais.

Após receber ameaças de traficantes que implantaram uma boca-de-fumo na rua em que morava, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o soldado Eryk da Cruz Laia, 34 anos, solicitou permissão para acautelamento de uma pistola da corporação. Ele ainda não possuía o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) e por isso não podia andar com arma particular – ficava armado somente quando em serviço.

41

Sd PM Eryk da Cruz Laia, 34 anos

Na época, ele era lotado no 2° BPM (Botafogo) – a mais de 60 quilômetros de distância de sua residência – e o pedido foi negado. Meses após o pedido, no último dia 20 de maio, ele foi assassinado após uma tentativa de assalto próximo à casa de sua sogra, no mesmo município em que mora. Na ocasião ele estava lotado no 20° BPM (Mesquita). O PM foi morto na véspera de seu aniversário de 35 anos e deixou esposa e dois filhos.

craf2

Clique para relembrar

 

O caso do soldado Laia não é exceção na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Policiais militares denunciam que não conseguem buscar as armas que compraram porque a corporação não entrega o Craf. Alguns PMs já aguardam há mais de um ano.

“Eu trabalho em uma UPP e no deslocamento que faço da minha casa até ela, que é feito por meios próprios, estou desarmado. É fácil os bandidos fazerem uma emboscada e pegar um de nós na chegada ou saída da favela, pois sabem que estamos desarmados”, desabafou um policial.

9v2vv833xzagy6jmu0va1k3bw

Sd PM Eryk da Cruz Laia, 34 anos

Duas semanas antes da morte de Laia, o soldado Evaldo César Silva de Moraes Filho, 27, foi assassinado ao chegar para assumir um extra no Regime Adicional de Serviço (RAS) na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Alemão. Desarmado, ele subia a Avenida Central em seu carro particular quando foi atacado de forma covarde por criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que continuam controlando o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. O crime ocorreu no dia 8 de maio.

“Ando com a farda e sem arma. Se for reconhecido como policial não tenho nem como defender”, denunciou outro PM.

craf

Até janeiro de 2011, a confecção dos CRAFs era de responsabilidade da Diretoria de Logística da PMERJ. Depois passou a ser atribuição da Coordenadoria de Inteligência da corporação.

Sem o documento – onde constam os dados do proprietário e as características da arma -, o PM não pode retirar a arma da loja.

“Nós temos que pagar do nosso próprio bolso pela arma e depois ainda somos submetidos a isso”, ressaltou.

Enviei solicitação através de um e-mail à Coordenadoria de Comunicação Social (CComSoc) da PMERJ, às 14h51 desta sexta-feira, dia 11 de março, perguntando sobre o problema, mas nenhuma resposta foi enviada.

Às 21h45 do dia 25 de maio – mais de dois meses depois – recebi um e-mail que dizia: “Com relação ao processo do documento CRAF (Certificado de Registro de Arma de Fogo), a DL (Diretoria de Logística), informou que a aquisição do material para sua confecção obedece o trâmite necessário e legal nos casos de licitação. E que o material necessário já foi adquirido e está previsto para ser entregue nos próximos. Esse documento é necessário para o rigoroso controle de aquisição de armas de fogo”.

Retornei a mensagem perguntando se o “próximo” se referia a dias, semanas, meses ou anos. E, como de costume, não obtive resposta. Talvez quando completar três meses eles me respondam….

c61f9557-0861-432e-9837-c08559e34994

Lotado no 5º BPM (Praça da Harmonia), o soldado Fábio foi baleado no momento em que chegava com um amigo doente ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, na madrugada deste domingo, dia 19 de junho. O PM, que socorria o filho de um sargento da Marinha, foi surpreendido por cerca de 30 homens, que foram à unidade de saúde resgatar o traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, 28 anos.

Irmão do traficante Marco Antonio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, 46, ele chefia a venda de drogas no Morro Santo Amaro, no Catete, na região central do Rio. Preso na última segunda-feira, dia 13 de junho, após trocar tiros com agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), ele estava internado aguardando cirurgia. Com Fat Family os policiais apreenderam uma pistola CZ, calibre 9mm, com carregadores e munições.

Baleado no rosto no confronto, ele ainda não havia sido transferido para o Hospital Penitenciário por ter sido considerado em estado grave. A previsão era de que ele fosse operado até a próxima terça-feira, dia 21. Um médico que pediu para não ser identificado negou que o caso dele fosse grave.

13450748_1123492237694244_5318220088509090397_n

Um grupo de aproximadamente 20 homens fortemente armado com fuzis, pistolas e inclusive granadas, chegou em quatro motos e cinco carros ao pátio externo do hospital por volta das 3h30. Eles renderam um ambulante, colocando-o como escudo, e ao avistarem a viatura da custódia no estacionamento da unidade jogaram uma granada, que quebraram o vidro da porta.

Logo depois se assustaram com o carro do PM e efetuaram diversos disparos contra o automóvel, atingindo o policial e o amigo que ele socorria. Simultaneamente, aproximadamente outros dez criminosos rendiam uma funcionária da emergência e a obrigavam a mostrar em que andar estava o preso. Um enfermeiro foi baleado pelas costas. Ele está em estado grave.

Ao avistar os bandidos com fuzis e pistolas no início do corredor, os quatro PMs que estavam na custódia subiram a escada, correndo, enquanto os traficantes gritavam “perdeu”. Eles cortaram com um alicate a algema que mantinha Fat Family – que tem cinco anotações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico – preso e o resgataram.

No pátio do Souza Aguiar ficou abandonado o Nissa Livina placa KYF 6752 – que consta como roubado na área da 7ªDP. No hospital foram arrecadadas várias cápsulas de calibres 762, 556 e 9mm.

O PM foi submetido a uma cirurgia e permanece internado. O amigo dele não resistiu aos ferimentos.

13413139_1120440037999464_4335632222345055730_n

Com as contas atrasadas e acumuladas por conta dos pagamentos parcelados e atrasados, os policiais militares do Estado do Rio de Janeiro agora estão sendo obrigados a perder quatro dias de folga para participar de um curso de “Meditação Transcendental”.

Não bastasse terem que assumir o gasto com deslocamento até o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), em Sulacap, na Zona Oeste do Rio – onde ocorrerão as aulas – ainda têm que assinar um documento afirmando serem voluntários.

“Já estamos sofrendo com os atrasos nos pagamentos dos salários e dos serviços extras, como Proeis (Programa Estadual de Integração na Segurança) e RAS (Regime Adicional de Serviço) e ainda querem que tenhamos mais esse gasto”, desabafou um PM.

No papel entregue para que os policiais assinem, o texto:

“(…)Desejo começar a prática única da Meditação Transcendental para promover meu próprio desenvolvimento pessoal. Estou ciente da importância da verificação e da compreensão intelectual das experiências da Meditação Transcendental e seus efeitos na vida diária e portanto comparecerei às aulas necessárias no dia da instrução pessoal e nos três dias seguintes; além disso, estou ciente da importância das reuniões subsequentes, que serão necessárias para assegurar o máximo progresso.(…)”

As aulas com técnicas de Meditação Transcendental começaram a ser aplicadas na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) em novembro de 2015. O curso é ministrado por um instrutor da David Lynch Foundation – organização criada em 2005 pelo cineasta americano David Keith Lynch, dos filmes Twin Peaks, Cidade dos Sonhos e Veludo Azul.

13239431_1104400549603413_3769036703645874302_n

Familiares de policiais e representantes da sociedade civil organizada preparam um protesto para a próxima terça-feira, dia 24 de maio. O objetivo é chamar a atenção não somente para as mortes – de janeiro até o momento, 39 policiais já foram assassinados no Estado do Rio -, mas também para a violência emocional, o assédio moral, o descaso e o desrespeito a que os PMs têm sido submetidos.

Nesses primeiros 142 dias de 2016, 174 policiais já foram baleados – média de mais de um por dia. Além de tentar incutir na população a ideia de que é difícil cobrar que a sociedade trate bem o PM se a própria corporação destrata os policiais e seus familiares, os coordenadores do protesto querem que a população tenha conhecimento do que os policiais passam.

“Sei que não vamos mudar o mundo vestindo uma camisa, não vamos melhorar a corporação da noite para o dia, mas só se busca soluções para problemas conhecidos. Vamos chamar a atenção de quem não acompanha esta realidade e ainda a desconhece. Só assim podemos esperar e cobrar mudanças”, ressalta a jornalista Roberta Trindade, que desde 2009 contabiliza e divulga a estatística de policiais mortos e baleados no Rio e é idealizadora da mobilização #basta.

Todas as denúncias feitas por policiais e seus familiares foram catalogadas e divulgadas em postagens na FanPage http://www.facebook.com/RobertaTrindadeRJ. A intenção é fazer com que elas cheguem ao conhecimento do grande público.

“Temos que tirar dinheiro do nosso próprio bolso para comprar nossa arma e ainda assim somos obrigados a andar desarmados porque a corporação não emite o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf)”, denuncia um policial, que está aguardando o documento há mais de um ano.

No último dia 8 de maio, o soldado Evaldo César Silva de Moraes Filho, 27 anos, morreu após ser baleado durante ataque covarde de criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que continuam controlando o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Alemão, o PM chegava para assumir o Regime Adicional de Serviço (RAS) quando foi alvo de tiros. Desarmado, ele subia a Avenida Central em seu carro particular.

Entre os outros relatos, viúvas que encontram dificuldades em começar a receber a pensão; a cobrança por resultados sem que sejam dadas condições e estrutura; o abandono do Hospital Central da Polícia Militar (HCPM); a imposição de escalas abusivas.

Os manifestantes estarão reunidos em frente ao Quartel General (QG) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro a partir das 10h. Todos estão convidados para demonstrar apoio e se familiarizar com a causa. O QG fica localizado na Rua Evaristo da Veiga, no Centro.

É possível demonstrar interesse ou confirmar presença no evento através do link AQUI

FotorCreated

De janeiro a hoje, 10 policiais morreram após serem baleados em serviço – média de dois por mês. No mesmo período, em todos os Estados Unidos (composto por 50 estados), 18 policiais foram assassinados. No estado americano recordista – Maryland – foram três: ou seja, no Rio de Janeiro, até o momento, houve o triplo de casos.

Até o momento, o ano de 2106 já registra 171 policiais baleados no Estado do Rio de Janeiro. Do total, 62 eram PMs, 8 eram policiais civis e 1 era policial rodoviário federal – sendo que 38 não resistiram. Destes, 102 estavam de serviço, 63 estavam de folga, 5 eram reformados e 1 era recruta. Do total, 59 foram atingidos em áreas pacificadas.

albxxfpuqjwa0jio9sqtq1cyi

Cabo PM Michel Lopes Cardoso

28 de Janeiro: 1 PM morto

Lotado no 41° BPM (Irajá), o cabo Michel Lopes Cardoso morreu após ser baleado por criminosos armados de fuzis que praticavam roubo de cargas na Pavuna, também na Zona Norte. Ele realizava patrulhamento de rotina quando se deparou com o bonde. A viatura passava pela Avenida Coronel Phidias Távora quando se depararam com três veículos – um Ford Ecosport branco, um Renault Duster branco e um Fiet Siena – cujos ocupantes portavam fuzis e participavam de roubos a caminhões de carga na região. Ao notarem a presença da viatura, os criminosos efetuaram diversos disparos contra os policiais. Atingido no peito, o cabo Cardoso ainda foi socorrido e levado para o Posto de Atendimento Médico (PAM) de Irajá, mas não resistiu.

1384148_1699587440301876_6086251166158422814_n

Soldado PM Pedro Raphael Zaluski de Oliveira, 29 anos

10 de Março: 1 PM morto
Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) São João, o soldado Pedro Raphael Zaluski de Oliveira, 29 anos, morreu após ser baleado durante ataque de criminosos que continuam controlando o tráfico de drogas no morro localizado no bairro Engenho Novo, na Zona Norte do Rio. A ação criminosa ocorreu na localidade conhecida como Cotovelo. O PM ainda foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu. Há cinco anos na corporação, ele era casado e deixa uma filha.

pm-belford-roxo-01

Sargento PM Vinicius Moreira Eduardo, 38 anos

14 de Março: 1 PM morto
Lotado no 39°BPM, o sargento Vinicius Moreira Eduardo, 38 anos, morreu após ser baleado durante confronto com criminosos que controlam o tráfico de drogas em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O policial e seus colegas de farda, que integram o Grupamento de Ações Táticas (GAT) da unidade, realizavam patrulhamento de rotina e passavam pela Estrada do Conde, no bairro Pauline, quando se depararam com vários homens andando de fuzil. Assim que notaram a aproximação da viatura, os bandidos efetuaram diversos disparos. Os PMs reagiram à agressão e na troca de tiros o sargento Vinicius foi atingido na cabeça. Socorrido e levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, ele não resistiu.

14h5vohol5tzzc55ip200xhq2

Cabo PM Rodrigo Sumar 36 anos

24 de Março: 1 PM morto
Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Cidade de Deus, o cabo Rodrigo Sumar, 36 anos, morreu após ser baleado durante ataque na favela localizada em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Os PMs se dirigiam para a base que fica na localidade conhecida como Quadras e tiveram que desembarcar próximo à Praça do Skate porque havia um carro da concessionária de energia elétrica Light parado fechando a pista. Quando chegaram na praça, os policiais se depararam com aproximadamente oito criminosos armados que, ao perceberem a presença dos PMs, efetuaram diversos disparos. Sem qualquer chance de defesa ou reação, o cabo Sumar foi atingido na cabeça. Os bandidos fugiram e os colegas de farda do militar o socorreram e levaram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de onde foi levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Como não havia neurologista na unidade de saúde, o PM precisou ser transferido para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Méier, mas acabou não resistindo ao ferimento.

1fhx-lutador-douglas-macedo

Soldado PM Thiago Machado  Costa, 30 anos

6 de Abril: 1 PM morto
Lotado no 12° BPM (Niterói), o soldado Thiago Machado Costa, 30 anos, foi baleado durante perseguição a criminosos no Fonseca, na Zona Norte de Niterói. O PM campeão de kickboxing. Ele e o sargento Coelho, que realizam patrulhamento na região central do município, davam apoio ao sargento M. André e ao soldado Rodrigo, do Setor J, nas buscas ao Corolla preto placa KXZ 6568 cujos ocupantes estavam efetuando assaltos no bairro. O veículo havia sido roubado no último sábado, dia 2 de abril. Os criminosos se depararam com as duas viaturas na Rua Airosa Galvão – próximo a um dos acessos ao Morro do Boavista – e efetuaram diversos disparos. Os PMs revidaram e houve confronto. Na troca de tiros, um dos bandidos também foi atingido. Baleado na cabeça, o soldado Machado foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, onde permanece internado. Minutos após o tiroteio, deu entrada na mesma unidade de saúde Weverton Luciano Alves, vindo do Boavista. Ele não resistiu e morreu. No morro, os PMs recuperaram o Corolla – com marcas de tiros na lataria e no vidro traseiro. Um Honda Civic roubado após o confronto também foi recuperado. O soldado Machado ainda permaneceu internado durante seis dias, mas não resistiu.

12960070_220623764970571_570923526_n

Soldado PM Pablo Victor dos Santos Lira Alves, 32 anos

7 de Abril: 1 PM morto
Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Mangueira, o soldado Pablo Victor dos Santos Lira Alves, 32 anos, morreu após ser baleado durante um ataque de criminosos que continuam controlando o tráfico de drogas no Morro da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Os policiais saíam de uma incursão e estavam na localidade conhecida como Olaria quando o soldado Lira foi atingido. Ele estava na retaguarda fazendo a segurança do beco quando foi alvejado na altura do maxilar. O PM ainda foi socorrido e levado para o Quinta D’Or, onde permaneceu internado por quase 24 horas, mas não resistiu e faleceu no dia seguinte.

13151130_1587065374939204_1987906784_n

5 de Maio: 1 PM morto e 2 PMs baleados
Lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o sargento André Luiz Vaz Nonato, 40 anos, e os soldados Cavalcanti e Garces foram baleados por criminosos da facção Comando Vermelho (CV) durante operação no Morro da Providência, no Santo Cristo, na Zona Portuária do Rio. Atingido na cabeça, o sargento L. Vaz não resistiu. O soldado Cavalcanti foi ferido no tórax e está em estado grave. O soldado Garces, baleado no ombro e no cotovelo, não corre risco de morte. Todos foram levados para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio. Os PMs estavam em uma viatura descaracterizada – uma Kombi branca – realizado uma operação de inteligência quando foram surpreendidos pelos traficantes no momento em que passavam pela Rua Barão da Gamboa. Eles chegaram a trocar tiros com os criminosos. Pelo menos um teria morrido. Os agentes do Bope apreenderam três armas – uma pistola 40 e duas 9mm.

cabo-morto2

Cabo PM Fábio Júlio Leite Santos, 40 anos

6 de Maio: 1 PM morto
Lotado no 20º BPM (Mesquita), o cabo Fábio Júlio Leite Santos, 40 anos, morreu após ser baleado ao tentar evitar um roubo, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O PM foi até a Estrada da Palhada apurar denúncia de que estava ocorrendo um assalto em um restaurante localizado na via. Quando entrou no estabelecimento, foi surpreendido pela reação de um dos criminosos, que efetuou diversos disparos contra ele. Aproveitando-se do policial caído no chão, o bandido ainda roubou seu fuzil. O soldado Rocha, que o acompanhava, ainda trocou tiros com o assaltante, que deixou para trás uma pistola Glock .40 e fugiu.

13173722_1096054613771340_7722056562357491913_n

Sargento PM Eduardo José da Silva, 38 anos

7 de Maio: 1 PM morto
Lotado no 39° BPM (Belford Roxo), o sargento Eduardo José da Silva, 38 anos, morreu após ser baleado durante confronto com criminosos que controlam o tráfico de drogas na Favela Gogó da Ema, no bairro 13, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Na troca de tiros, dois bandidos também foram atingidos.

9v2vv833xzagy6jmu0va1k3bw

Soldado PM Evaldo César Silva de Moraes Filho, 27 anos

8 de Maio: 1 PM morto
Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Alemão, o soldado Evaldo César Silva de Moraes Filho, 27 anos, morreu após ser baleado durante ataque covarde de criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que continuam controlando o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. O PM chegava para assumir o Regime Adicional de Serviço (RAS) quando foi alvo de tiros. Desarmado, ele subia a Avenida Central em seu carro particular.

7331595e-44dc-4bdc-91da-67fe70977a16

Em menos de 24 horas, policiais da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-Nit/SG) prenderam um acusado de envolvimento no assassinato do subtenente Cláudio Souza dos Santos, 53 anos, e identificaram outros dois envolvidos.

O preso, identificado como Felipe Santana de Araújo, o FP da Barreira, foi flagrado com quatro pistolas – uma delas pertencente ao PM – e várias cápsulas de cocaína. A prisão foi efetuada pelos agentes da especializada no bairro Monjolos, em São Gonçalo, na tarde desta quarta-feira, dia 4 de maio.

c96ca2e8-1c34-4a69-bab6-53cdb776bb6f

Outros dois envolvidos são os irmãos Rodrigo Jaccoud, o Gordinho da Mangueira, Robô ou Robozinho, 36, e Rubens Jaccoud, o Russinho. O primeiro – evadido do sistema penal – chefia o tráfico de drogas na localidade conhecida como Barreira, em Monjolos, e, de acordo com a Polícia, seu irmão estaria tentando implantar uma estica no conjunto habitacional Minha Casa, Minha Vida, no bairro Mundel.

A Polícia apura a denúncia de que iniciativa criminosa estaria sendo reprimida pelo subtenente Souza, que frequentava o local por causa da namorada que é moradora do Condomínio Vista Alegre 1.

Preso em dezembro de 2010, Robozinho está foragido desde fevereiro de 2014, quando fugiu do Instituto Penal Edgard Costa, no Centro de Niterói.

28_4_2015__0_cartaz jaccoud

Com várias passagens pela Polícia, ele estava entre os 30 homens que foram resgatados por oito homens de fuzil da carceragem da Polícia Interestadual (Polinter), na Zona Oeste do Rio, em 2009. Na época, ele foi para o Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, e depois foi para Itaboraí – onde acabou preso dias depois, após uma denúncia anônima.

O criminoso também é apontado como autor do assassinato do empresário Denilson Carola dos Santos, o Denilson do Parapente, que mantinha uma pensão no alto da Serra do Camburi, no bairro Pindobas, em Maricá. Ele foi morto após descobrir que o bandido tinha montado um acampamento do tráfico na Serra do Camburi – onde estava sendo feito o preparo e endolação de drogas para serem vendidas nas Favelas do Plano e da Barreira, ambas em Monjolos – na divisa entre os municípios de São Gonçalo e Itaboraí.

f52c5127-16d9-4410-8253-5074be009fa4

Adido à operação Lei Seca, o subtenente Cláudio Souza dos Santos morreu após ser baleado pelas costas quando chegava em casa, no bairro Mundel, em São Gonçalo, na noite desta terça-feira, dia 3 de maio.

O PM frequentava o Condomínio Vista Alegre 1 do conjunto habitacional Minha Casa, Minha Vida, na Rua Pereira Sampaio, pois a namorada era moradora do local. Ele não admitia a implantação de uma boca-de-fumo no local.

O subtenente Souza é o 30° policial assassinado no Estado do Rio somente esse ano. De janeiro a hoje, 146 policiais foram baleados.

da8cdc39-827b-4ee5-b14f-cf9611f778fe
Uma mulher faz parte da quadrilha que vem assaltando motoristas no trecho entre a Avenida Perimetral e o Viaduto do Gasômetro, na Zona Portuária do Rio. As ações criminosas ocorrem na altura do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).
 
A afirmação foi feita por diversas vítimas que foram roubadas no local, nos últimos dias, e procuraram a delegacia para registrar as ocorrências. Ela, assim como os outros integrantes da quadrilha, seria moradora do Morro da Providência.
 
A Polícia investiga se a criminosa é a mesma que se identifica como “Bigodinha do Trem Bala” em um perfil na rede social Facebook e se exibe segurando um fuzil com a sigla “CV” – alusiva à facção criminosa Comando Vermelho -, além de postar fotos fumando maconha. Em uma das postagens, escreve: “Fuxica, sinta-se à vontade… pois o que vivo não posto nem a metade”.
 
A Polícia já solicitou as imagens das câmeras de segurança e de trânsito existentes na região e espera identificar todos os criminosos nos próximos dias. A vítima que tiver sido roubada pela quadrilha e identificá-la pela foto deve retornar à delegacia para formalizar o reconhecimento.
 
Quem tiver qualquer informação que auxilie a Polícia na identificação e localização de todos os bandidos envolvidos nas ações, pode ligar para o Disque-Denúncia, através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.
 
No início da manhã desta terça-feira, dia 26 de abril, a quadrilha – que utiliza motos – voltou a atacar. Três motoristas foram abordados pelos assaltantes, que batiam com a arma nas janelas dos carros e fugiram levando aparelhos de telefone celular, dinheiro e bolsas. Um policial militar que trafegava pelo local trocou tiros com os bandidos, que conseguiram fugir.
 
No último dia 17 de abril, o inspetor da Polícia Civil Rivagner Batista dos Santos, 52 anos, foi baleado no mesmo local. O policial, que era lotado na Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE), trafegava com a viatura descaracterizada – uma Nissan Frontier preta – quando se deparou com os criminosos cometendo um arrastão.
 
Ele reagiu e houve confronto, mas sua arma – a pistola 940 Taurus – falhou. Na troca de tiros, acabou atingido por três tiros, no abdômen e na perna. O policial – que estava há 13 anos na PCERJ – foi policial militar e se reformou após passar no concurso da instituição. Socorrido, ele foi levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, onde foi submetido a uma cirurgia e permaneceu internado por dois dias, mas não resistiu e faleceu no dia 21 de abril.

Veja o vídeo aqui -> DRF impede assalto a banco em Niterói

De chinelos e bermudas, eles poderiam ser clientes ou moradores passando pela calçada a caminho da padaria para comprar pão. Mas eram agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) preparados para impedir um assalto a banco em Niterói, nesta quarta-feira, dia 9 de março. Após dois meses de trabalho de investigação e monitoramento, os policiais se anteciparam aos assaltantes. De posse da informação de que iriam assaltar a agência do banco Santander localizada na Rua Noronha Torrezão, em Santa Rosa, se posicionaram próximo à instituição financeira e evitaram a ação criminosa.

“A equipe realizou a abordagem no momento em que os assaltantes entrariam na agência, para impedir que houvesse confronto dentro do banco e evitar inocentes baleados”, explicou o delegado Márcio Braga, titular da especializada.

12806187_1055956471114488_2689598320263951125_n

Abordados próximos a uma agência do Bradesco existente na mesma rua, os criminosos foram identificados como Carlos Roque Matos Bastos, 30 anos, Walter de Jesus Pinheiro Machado, 33, Jonas Gomes de Oliveira Júnior, 27, e João Batista Pereira, 43. Eles admitiram aos policiais que iriam assaltar a agência do banco Santander. Com o quarteto foram apreendidas três armas de fogo e três simulacros – sendo dois de pistola e um de fuzil.

Um comparsa que dava cobertura na rua atrás da agência atirou contra as equipes da DRF e conseguiu fugir. Um carro foi atingido e ficou com marcas de tiros na lataria, mas ninguém ficou ferido.

Não é a primeira vez que a equipe da especializada frustra um assalto a banco na região. Em agosto do ano passado, os policiais impediram um assalto à agência do Banco Itaú, na Rua Salvatori, no Rocha, em São Gonçalo. A operação policial – que foi aplaudida por funcionários e clientes – terminou com oito homens presos, oito armas apreendidas e R$ 34 mil recuperados.

Em fevereiro de 2014, o delegado Márcio Braga – que está há dois anos e dois meses no comando da especializada – esteve à frente de um roteiro digno dos melhores filmes policiais. Em uma ação cinematográfica protagonizada por policiais da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), a DRF impediu o roubo a um carro forte, na Região de Pendotiba, em Niterói.

altAu7-zOcc45B-Npt41vdVZIq1u_DXdUONste_kvntf_mH

Após descobrirem o plano montado por criminosos da facção Comando Vermelho (CV) para interceptar o veículo e levarem o dinheiro, agentes da DRF solicitaram o apoio da Core. Os agentes substituíram os vigilantes e surpreenderam os bandidos, que aguardavam o carro-forte na Rua Washington Luís, no bairro Sapê. Ao abordarem o veículo, de armas em punho, os criminosos foram surpreendidos pelos policiais. Havia seis agentes da Core no interior do carro-forte e cerca de 10 posicionados em pontos estratégicos. Houve intensa troca de tiros, que deixou marcas em muros de residências na via. Seis dos assaltantes morreram no confronto. Um deles foi detido. Os agentes apreenderam granadas, pistolas e fuzis 762.

Mais informações -> AQUI