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Sexta-feira tem 7 policiais baleados no Rio

Publicado: 20 de fevereiro de 2016 em Uncategorized

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Em menos de 24 horas, 7 policiais baleados.

Os primeiros casos ocorreram no Complexo do Lins, no bairro Lins de Vasconcellos, na Zona Norte do Rio. Lotados na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Lins, o cabo Emerson e os soldados G. Ramos, Sérgio e Paulo foram atingidos durante ataque na localidade conhecida como Cachoeirinha.

Os quatro receberam atendimento médico no Hospital Naval Marcílio Dias e não correm risco de morte. O soldado G.Ramos foi atingido na panturrilha direita, o soldado Sérgio na coxa direita, o soldado Paulo no dedo de uma das mãos e o cabo Emerson de raspão no braço direito.

Os policiais revidaram a agressão e no confronto um acusado de envolvimento com o tráfico de drogas na região foi baleado. Ele não resistiu. Com ele, os PMs apreenderam uma pistola 9mm.

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Horas depois, na Favela Cidade Alta, em Cordovil, também na Zona Norte, o sargento Robson, lotado no 16° BPM (Olaria), foi baleado. Na mesma ação, o sargento Barbosa ficou ferido após ser atacado por abelhas. Os dois foram levados para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

O sexto PM ferido em serviço nesta sexta-feira foi o soldado T. Almeida, lotado na UPP Vila Cruzeiro. Atingido por estilhaços, ele foi socorrido elevado para a mesma unidade de saúde.

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Já no final da noite, o soldado Iran, lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), foi baleado durante ataque de criminosos, no Arco Metropolitano, próximo ao rio Guandu, na altura de Seropédica, na Baixada Fluminense.

A viatura realizava patrulhamento de rotina quando se deparou com um bonde de traficantes que haviam participado de uma troca de tiros entre rivais das facções Amigos dos Amigos (ADA) e Comando Vermelho (CV).

Atingido de raspão nas costas – protegido por um colete de cerâmica – o PM foi socorrido e levado para o Hospital Municipal São Francisco Xavier, em Itaguaí, recebendo alta após atendimento médico.

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Criada em 1856 com o objetivo de ampliar a Casa de Detenção de Niterói – atual Instituto Penal Edgard Costa (IPEC) – e custodiar escravos refugiados, a Penitenciária Vieira Ferreira Neto foi transformada em Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (UP-PMERJ). Localizado no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, o prédio – que tem capacidade para 218 presos – recebeu os 236 policiais militares que estavam no antigo Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, na Zona Norte do Rio. A transferência, que teve início nesta sexta-feira, dia 2 de outubro, foi concluída neste sábado, dia 3.

Em janeiro de 1998, o então Instituto Penal Vieira Ferreira Neto foi transformado em Penitenciária Vieira Ferreira Neto. Nas penitenciárias – ao contrário dos presídios -, os internos circulam livremente no interior das galerias, ficando as celas abertas durante o dia. No Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro, havia apenas quatro penitenciárias que seguiam as disposições legais apontadas pela Lei de Execuções Penais (LEP), no que diz respeito às acomodações dos apenados: ou seja, cubículos individuais contendo dormitório e lavatório. As demais apresentam, em sua maioria, cubículos com 2 ou mais internos.

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A unidade recebia condenados que não integrassem qualquer facção criminosa e tivessem pena para cumprir de até 5 anos, além de estar há mais de um ano no sistema penitenciário e não possuir processo pendente aguardando julgamento. Os presos que estavam na Penitenciária Vieira Ferreira Neto – a maioria com mais de 60 anos de idade e portadores de deficiência física grave que não necessitavam de internação hospitalar – foram transferidos para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, no último mês de maio.

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A unidade – que era conhecida como “Sítio do Pica Pau Amarelo” – foi alvo de diversas ações civis públicas propostas pelo Ministério Público, que denunciava a situação precária, desumana e degradante da unidade e tinha o objetivo de acabar com a superlotação de presos, entre outras diversas irregularidades constatadas.

Em 1984, Mick Jagger passou três dias na penitenciária, para gravação de um clip com os Rolling Stones. Após a filmagem, foi realizado um show para os detentos.

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A Penitenciária Vieira Ferreira Neto fica ao lado do Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro – que abriga presos da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA)  apesar de ter capacidade para 396 internos, possui atualmente 487 – e do Hospital Penal de Niterói – unidade prisional criada para receber presos portadores do vírus HIV.

Vale lembrar que a maioria dos PMs acautelados na UP ainda aguardam julgamento e muitos retornam às ruas após serem inocentados pela Justiça.

Até o momento, o ano de 2015 registra 176 policiais baleados no Estado do Rio – a média é de CINCO agentes feridos a tiros por semana. Destes, 147 estavam de serviço. Do total, 57 não resistiram. Somente nesta semana, houve 9 casos.

Segunda-feira, dia 28 de setembro

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Formiga, o soldado Bruno Rodrigues Pereira, 30 anos, foi torturado e morto de forma covarde ao ser identificado como policial. O crime ocorreu no bairro Lagoinha, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O PM – que ia completar três anos na corporação no próximo mês de dezembro – tinha ido buscar o irmão quando foi abordado pelos criminosos, na localidade conhecida como Dom Bosco. Eles o revistaram e acabaram encontrando a farda no porta-malas. Após torturá-lo e matá-lo, os bandidos o amarraram com uma corda a um cavalo e arrastaram seu corpo pela Rua Gelo.

Bruno Rodrigues Pereira, 30 anos

Soldado PM Bruno Rodrigues Pereira, 30 anos

Terça-feira, dia 29 de setembro

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Macacos, o soldado Rodrigues foi baleado durante ataque de criminosos que continuam controlando o tráfico de drogas no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Há duas semanas, ele já havia sido atingido no local, mas o colete amorteceu o projétil. Desta vez atingido no ombro, o PM foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

Terça-feira, dia 29 de setembro

Lotado no 15BPM, o sargento Francisco foi baleado durante confronto com criminosos que controlam o tráfico de drogas na Favela Santa Lúcia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Atingido no tórax, o PM foi socorrido pelos colegas de farda e levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, no bairro Saracuruna, e posteriormente transferido com auxílio do Grupamento Especial de Salvamento e Ações de Resgate (GESAR) para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio.

Sargento PM André Caetano, 42 anos

Sargento PM André Caetano, 42 anos

Terça-feira, dia 29 de setembro

Lotado no Centro de Controle Operacional da Polícia Militar (Cecopom), no Quartel General (QG) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, o sargento André Caetano, 42 anos, morreu após ser baleado diversas vezes pelo próprio filho, de 17 anos de idade. O crime ocorreu na casa do PM, no bairro Engenho da Rainha, na Zona Norte do Rio. Casado há 17 anos, o sargento deixou outros dois filhos – um menino e uma menina.

Em tempo: a PMERJ não pagou o convênio com o Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, e amigos do PM criaram uma vaquinha para ajudar a família a pagar o enterro.

Soldado PM Caio Cesar Ignácio Cardoso de Melo, 27 anos

Soldado PM Caio Cesar Ignácio Cardoso de Melo, 27 anos

Quarta-feira, dia 30 de setembro (manhã)

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Fazendinha, o soldado Caio César Melo foi baleado na Rua Canitar, próximo ao Campo do Sargento. Atingido no pescoço, o PM foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu a quatro paradas cardíacas. O policial também era dublador e conhecido por ser a voz de Harry Potter no Brasil. Ele morreu dois dias após completar 27 anos de vida.

Quarta-feira, dia 30 de setembro (tarde)

Lotado no Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), o soldado M. Cunha foi baleado durante ataque de criminosos na Favela Parque Proletário, no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. Atingido na perna, ele foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas.

Soldado PM Alyson Leonardo Egídio Alves, 27 anos

Soldado PM Alyson Leonardo Egídio Alves, 27 anos

Quinta-feira, dia 1 de outubro

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Salgueiro, o soldado Alyson Leonardo Egídio Alves, 27 anos, morreu após ser baleado ao ter a identidade descoberta, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O PM estava no salão de beleza da esposa, localizado na Rua Brilhante, no bairro Coelho da Rocha, quando dois criminosos que chegaram em um carro vermelho anunciaram o assalto. Ao ver a arma na cintura de Alyson, eles efetuaram os disparos e fugiram no veículo, onde um comparsa permaneceu à espera.

Baleado na frente da esposa, o PM foi atingido duas vezes no rosto e uma nas costas. O soldado ainda foi socorrido e levado para o Posto de Atendimento Médico (PAM) de São João de Meriti, mas não resistiu. A cunhada dele, que também estava no salão, foi atingida na perna.

Sargento PM Marcelo Moraes, 46 anos

Sargento PM Marcelo Moraes, 46 anos

Sexta-feira, dia 2 de outubro (manhã)

Lotados no 16BPM, o sargento Marcelo Moraes, 46 anos, e o cabo Antônio Carlos Dias Leite foram baleados durante tentativa de assalto, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. O sargento, que era subcomandante do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do batalhão de Olaria, não resistiu e morreu ainda no local. Os dois seguiam de moto para um curso do Comando de Operações Especiais (COE) quando foram abordados pelos criminosos.

O cabo D. Leite foi salvo por um funcionário dos Correios que vinha em outra moto logo atrás e presenciou a cena, o ajudou a se proteger atrás de um carro, pegou sua arma e atirou contra um dos bandidos – que morreu no local. Após socorrê-lo e levá-lo até o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, ele retornou e se apresentou aos policiais da Divisão de Homicídios (DH), auxiliando no trabalho da perícia.

Sexta-feira, dia 2 de outubro (noite)

Lotados na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Vila Cruzeiro, os soldados Batista e R. Silva foram baleados durante ataque no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. Atingido nas costas, o soldado Batista foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. O tiro perfurou o tórax, ombro e pelve. Baleado de raspão na costela, o soldado R. Silva também recebeu atendimento médico na mesma unidade de saúde.

PAUTA DO DIA em novo endereço!!

Publicado: 15 de maio de 2014 em Uncategorized

Continuamos recebendo milhares de visitas diárias neste blog, mas gostaríamos de enfatizar que o PAUTA DO DIA está em novo endereço.

Lá também é possível acessar o arquivo das matérias publicadas desde 2007, e somente lá podem ser encontradas as reportagens recentes.

Adicionem na barra de favoritos:

http://www.robertatrindade.com.br

Agradecemos a visita!

Uma semana após a prisão de um dos integrantes do “Bonde do Schumacher” – quadrilha especializada em roubar veículos na Região Oceânica de Niterói – policiais da 81ª DP (Itaipu) realizaram a operação batizada como “Raptor” e prenderam outros quatro criminosos. Eles foram surpreendidos em suas residências, nos bairros do Anaia, Jóquei e Arsenal, em São Gonçalo.

Os presos foram identificados como André Gustavo Medeiros dos Santos, Christian Dias Thomé Batista, Leonardo Ramos Mesquita e João Marcos de Oliveira Melo. Contra eles havia mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça. Os policiais chegaram até o quarteto após a prisão do comparsa Anthony da Silva Fernandes, ocorrida na semana passada.

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Doze pessoas – sendo quatro policiais militares – foram denunciadas pelo Ministério Público por formação de quadrilha. Elas são acusadas de integrar uma milícia que age em Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, usando violência e armas de fogo para cometer homicídios qualificados, extorsões a moradores e comerciantes, venda de gás e TV a cabo ilegal, entre outros crimes.

Nove dos 12 denunciados foram presos por policiais da 60ª DP (Campos Elíseos), na operação batizada como Parajás – nome da deusa tupi do bem e da Justiça – e realizada na manhã desta quarta-feira, dia 10 de outubro. Outros dois acusados de integrar a quadrilha foram presos em flagrante. Os também agentes cumpriram 15 mandados de busca e apreensão. Entre os denunciados, o ex-PM Ailton da Silva Diniz, o Abel, preso desde maio desde ano.

De acordo com o delegado Felipe Couri, titular da distrital, o ex-PM continuava controlando o grupo de dentro da cadeia. Os três policiais presos eram considerados seus homens de confiança: o sargento Luiz Felipe Nunes de Souza, o Felipão ou Zé Orelha, do 9º BPM (Rocha Miranda), o sargento Alexandre dos Santos, o Tescão, lotado no 26º BPM (Petrópolis) e o sargento Sidney Pereira de Abreu, o Abreu, do 15º BPM (Duque de Caxias). Eles seriam os principais responsáveis por repassar as ordens de Abel. Um outro PM, o cabo Maurício Fernandes de Oliveira, o Fernandes, também lotado no 15º BPM, continuava foragido até a noite desta quarta-feira.

Além do cabo, continuam foragidos Jonatan Pinto Apolinário, o Cocão; e Hamilton de Moraes Ribeiro, o Hamilton. Os outros cinco presos nesta quarta-feira foram: o ex-PM Wellington Corrêa do Amparo, o Tonzinho; o candidato a vereador Fábio Márcio Neves Seixas, o Fabinho da Adega; Márcio Henrique Idalgo Rodrigues dos Santos, o Márcio Henrique; Jefferson da Silva Francisco, o Marcelinho; e Robertson Eduardo Duarte Milton, o Duarte.

Segundo as investigações – que tiveram início há seis meses -, além de explorar ligações clandestinas de TV a cabo e venda de botijões de gás, os criminosos cobravam taxa de segurança dos comerciantes da região que variavam de R$ 50 a R$ 150 por semana e faziam agiotagem cobrando juros que variavam de 35% a 40% ao mês. Quem não saldava as dívidas tinha carros e imóveis tomados pelo grupo.

O delegado Felipe Curi ressaltou que, desde a prisão de Abel, o índice de homicídios na região caiu 88%. Em setembro, houve três registros – sendo que a média mensal era de 25 assassinatos. Na Operação Parajás, os policiais apreenderam seis pistolas, três revólveres, dois CPUs, seis notebooks, além de celulares, munições, fardas do Exército, cerca de R$ 2.200 em espécie, notas promissórias e uma lista com cobrança e valores de agiotagem.

A denúncia foi encaminhada à Justiça pela 3ª Central de Inquéritos do MP. O documento narra que os criminosos, sempre com uso de violência, grave ameaça e armas de fogo constrangiam moradores e comerciantes da localidade a pagar por suposta proteção contra bandidos (“taxa de segurança”), além de cobrar comissões sobre venda de imóveis e comercializar clandestinamente combustível, cestas básicas, gás e TV a cabo (“gatonet”).

Além disso, ainda de acordo com a denúncia, os acusados extorquiam dinheiro de traficantes de drogas e exigiam armas como condição para não os prenderem, expulsavam moradores de seus imóveis para revendê-los a terceiros e mataram diversas pessoas que se recusaram a submeter-se às regras impostas pela milícia. Os homicídios geralmente ocorriam à luz do dia e em locais com grande aglomeração de pessoas.

Com base nas investigações, o MP detalhou na Denúncia o papel que cada acusado tinha dentro da milícia, liderada pelo ex-PM Abel e pelo sargento Luiz Felipe Nunes de Souza, que valia-se do fato de ter amplo conhecimento no meio policial e político em Duque de Caxias para promover os interesses da quadrilha.

Os criminosos vão responder pelas sanções previstas no Art.288, parágrafo único do Código Penal e no Art. 8º da Lei 8.072/90. Já Abel e Luiz Felipe responderão ainda pela agravante prevista no Art. 62, inciso I, também do Código Penal.

Ex-PM Ailton da Silva Diniz, o Abel, apontado como líder da milícia

PRESOS
Ex-PM Ailton da Silva Diniz, o Abel
Ex-PM Wellington Correa do Amparo, o Tonzinho
Sargento PM Luiz Felipe Nunes de Souza, o Felipão ou Zé Orelha (lotado no 9º BPM)
Sargento PM Sidney Pereira de Abreu, o Abreu (lotado no 15º BPM)
Sargento PM Alexandre dos Santos, o Tescão (lotado no 26º BPM)
Candidato a vereador Fábio Márcio Neves Seixas, o Fabinho da Adega
Márcio Henrique Idalgo Rodrigues dos Santos, o Márcio Henrique
Jeferson da Silva Francisco, Marcelinho
Robertson Eduardo Duarte Milton, o Duarte

FORAGIDOS
Cabo PM Maurício Fernandes de Oliveira, o Fernandes (lotado no 15º BPM)
Jonatan Pinto Apolinário, o Cocão
Hamilton de Moraes Ribeiro, o Hamilton

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Morreu de pneumonia, aos 14 anos de idade, a estudante Beatriz Rangel, filha da enfermeira Danúbia de Souza Rangel, 28, com o traficante Luiz Fernando Sales da Silva, o Mandioca – morto aos 20 anos, em confronto com a PM, em 2003 – e enteada de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, 36 – preso desde novembro de 2011 e atualmente na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Com mais de 3 mil assinantes e 600 amigos no Facebook – onde criou perfil em julho -, a jovem – que era fã do Grupo Bom Gosto, Thiaguinho e Cauã Reymond – curtia marcas como Yves Saint Laurent, Guess, Calvin Klein, Maria Gueixa, Louis Vuitton e Colcci e passava o tempo da internação hospitalar conversando com amigos pela rede social.

No dia 21 de setembro ela postou: “Como uma pessoa fica 2 semanas com febre direto, isso é normal meu Deus ? :(“. A pergunta recebeu 28 comentários e um conselho para que ela corresse para o médico e fizesse exames, ao que ela respondeu que já tinha ido, mas que os exames não detectaram nada.

Três dias depois, escreveu: “Odeio hospital!!!!! :@ :'(“. Entre suas principais reclamações, a qualidade da comida. Entre uma visita e outra, comemorava quando alguém levava um lanche do Bob’s ou do Mc Donald’s, e também festejou ao ganhar chocolates da Kopenhagen – deixando claro sua adoração por toda a linha Língua de Gato.

No dia 29 de setembro postou: “Realmente, a coisa mais importante na nossa vida é a nossa saúde, não há dinheiro q compre ! :/” e, logo depois: “Ai não agüento mais ser furada. #pena dos meus braços :(”

Demonstrando expectativa de receber alta no dia 1º de outubro, continuou internada e acabou morrendo após três paradas cardio-respiratórias, na madrugada de segunda-feira, dia 8. O corpo foi sepultado nesta terça-feira, dia 9 de outubro, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

Presa em novembro do ano passado acusada de envolvimento com o tráfico de drogas na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, a mãe dela ficou na cadeia pouco mais de três meses. Ela estava em liberdade desde março, por determinação do juiz Marcello de Sá Baptista, da 14ª Vara Criminal. O magistrado entendeu que as acusações contra ela não foram comprovadas.

Orgulhosa da mãe, a menina sonhava cursar Medicina e viajar para a Disney – e pretendia realizar a viagem em janeiro de 2013, em troca da festa de 15 anos. Como qualquer pré-adolescente de sua idade, compartilhava a vida em inúmeras redes sociais. Em uma delas, respondia a perguntas enviadas por amigos e também por desconhecidos.

Ao ser questionada se tinha vergonha da mãe, respondeu: “Não, tenho orgulho por ela ser guerreira. Não penso em seguir os caminhos dela e nem ela quer.”

Uma nova postagem veio com a pergunta: “Então você acha que ser mulher de traficante que acaba com a vida de muitas pessoas por causa das drogas que eles vendem é ser guerreira?”, e ela escreveu: “Não, mas sim pelas lutas que ela passa por ser uma.”

Falando dos seis irmãos que tinha por parte de padastro – dois com a mãe dela -, revelou só não manter bom relacionamento com a mais velha, Tayna, e lembrou do melhor passeio que fez com a mãe assim que ela saiu da prisão: no RioZoo, na Quinta da Boa Vista.

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A pedidos, o Pauta do Dia vai publicar a listagem dos vereadores e prefeitos eleitos em Niterói, Itaboraí, Maricá e São Gonçalo.

ITABORAÍ
92.262 votos válidos
Prefeito
42,18% – Helil Cardozo (PMDB-PTN-PSC-PRTB-PMN-PSB-PPL): 38.917 votos

Vereadores
1- Lucas Borges (PMDB-PPL): 3.606 votos (3,15%)
2- Marcos Araújo (PP): 2.363 votos (2,06%)
3- Wellington (PCdoB): 2.187 votos (1,91%)
4- Rosana Rosa (PCdoB): 2.096 votos (1,83%)
5- Alzenir (PTB-PRTB): 2.022 votos (1,77%)
6- Irmão Caio (PSC-PTN-PMN-PSB): 1.929 votos (1,68%)
7- Clemilson Mixaria (PSDB): 1.795 votos (1,57%)
8- Zé Manel (PV-PHS-PSD): 1.723 votos (1,50%)
9- Bil (PDT): 1.663 votos (1,45%)
10- Edinho (PMDB-PPL): 1.504 votos (1,31%)
11- Carlinhos da Farmácia (PSDB): 1.387 votos (1,21%)
12- Roberto Costa (PTB-PRTB): 1.206 votos (1,05%)
13- Ézio Barcelos (PRTB-): 1.160 votos (1,01%)
14- Sandro Construforte (PR): 1.087 votos (0,95%)
15- Marcelo Lopes (PDT): 1.085 (0,95%)

MARICÁ
62.674 votos válidos
Prefeito
42,48% – Washington Quaquá (PT-PTB-PRP-PPL): 26.622 votos

Vereadores
1- Aldair de Linda (PPL-PT-PPL): 2.365 votos (3,84%)
2- Hélter Ferreira (PT-PPL): 2.217 votos (3,60%)
3- Bubute (PT-PPL): 2.123 votos (3,44%)
4- Chiquinho (PT-PPL): 2.119 votos (3,44%)
5- Fabiano Horta (PT-PPL): 2.062 votos (3,34%)
6- Adelso Pereira (PRP-PTB): 1.889 votos (3,06%)
7- Bidi (PMDB-PRB-PCdoB): 1.741 votos (2,82%)
8- Filipe Bittencourt (PMDB-PRB-PCdoB): 1.406 votos (2,28%)
9- Tatai (PTB-PRP): 1.386 votos (2,25%)
10- Robson Dutra (PMDB-PRB-PCdoB): 1.272 votos (2,06%)
11- Frank Costa (PTdoB-PRTB): 825 votos (1,34%)

NITERÓI
268.965 votos válidos
Prefeito: Segundo Turno
39,35% – Rodrigo Neves (PT-PRB-PMDB-PSC-PSDC-PHS-PMN-PSB-PV-PCdoB): 105.829 votos
32,96% – Felipe Peixoto (PDT-PP-PSL-PTN-PPS-PRP-PSDB-PTdoB-PPL): 88.660 votos

Vereadores
1- Paulo Eduardo Gomes (PSOL-PCB): 8.011 votos (2,91%)
2- Renatinho PSOL (PSOL-PCB): 6.304 votos (2,29%)
3- Renato Cariello (PDT): 5.308 votos (1,93%)
4- Bagueira (PPS-PPL): 5.067 votos (1,84%)
5- Tânia Rodrigues (PDT): 4.437 votos (1,61%)
6- Lúcio do Nevada (PRP-): 4.103 votos (1,49%)
7- Beto da Pipa (PMDB-PRB-PMN): 4.067 votos (1,48%)
8- Rodrigo Farah (PMDB-PRB-PMN): 3.819 votos (1,39%)
9- Gallo (PDT): 3.662 votos (1,33%)
10- Waldeck (PT-PSDC): 3.613 votos (1,31%)
11- CAL (PP-PSL): 3.151 votos (1,14%)
12- Verônica Lima (PT-PSDC): 3.030 votos (1,10%)
13- Dr. Emanuel Rocha (PDT): 2.950 votos (1,07%)
14- Henrique Vieira (PSOL-PCB): 2.878 votos (1,04%)
15- Leonardo Giordano (PT-PSDC): 2.867 votos (1,04%)
16- Paulo Henrique (PPS-PPL): 2.829 votos (1,03%)
17- José Vicente (PPS-PPL): 2.694 votos (0,98%)
18- Priscila Nocetti (PSD-PTB-DEM-PRTB-PTC): 2.598 votos (0,94%)
19- Bruno Lessa (PSDB-PTdoB): 2.572 votos (0,93%)
20- Andrigo (PTdoB-PSDB): 2.178 votos (0,79%)
21- Daniel Marques (PV-PSC-PCdoB): 1.169 votos (0,42%)

SÃO GONÇALO
462.757 votos válidos
Prefeito: Segundo Turno
41,65% – Adolfo Konder (PDT-PRB-PT-PSC-PMN-PTC-PRP-PPL-PSD-PCdoB): 192.727 votos
25,22% – Neilton Mulim (PR-PTB-DEM-PSDC-PSDB): 116.721 votos

Vereadores
1- Dejorge Patrício (PR-PTB): 6.391 votos (1,46%)
2- Lecinho (PMDB-PV-PTdoB): 6.170 votos (1,41%)
3- Jorge Mariola (PDT-PTC): 6.090 votos (1,39%)
4- Nivaldo Mulim (PR-PTB): 5.939 votos (1,36%)
5- Capitão Nelson (PSC): 5.762 votos (1,32%)
6- Dr. Fábio Farah (PDT-PTC): 5.675 votos (1,30%)
7- Iza (PMDB-PV-PTdoB): 5.052 votos (1,16%)
8- Marco Rodrigues (PSD): 4.468 votos (1,02%)
9- Marlos Costa (PT-PMN): 4.456 votos (1,02%)
10- Armando Marins (PR-PTB): 4.407 votos (1,01%)
11- Alexandre Gomes (PRTB-PTN): 4.115 votos (0,94%)
12- Gilson do Cefen (PR-PTB): 4.100 votos (0,94%)
13- Alex da Agência (PPS): 3.920 votos (0,90%)
14- Dudu do Catarina (PDT-PTC): 3.887 votos ( 0,89%)
15- Ricardo Pericar (PDT-PTC): 3.759 votos (0,86%)
16- Amarildo Aguiar (PV-PMDB-PTdoB): 3.496 votos (0,80%)
17- Diego São Paio (PRP): 3.349 votos (0,77%)
18- Thiago da Marmoraria (PMDB-PV-PTdoB): 3.269 votos (0,75%)
19- Dr Frederico Pediatra (PTdoB-PMDB-PV): 3.219 votos (0,74%)
20- Diney (PSB-PSL): 3.042 votos (0,70%)
21- Cici Maldonado (PMDB-PV-PTdoB): 2.987 votos (0,68%)
22- Geiso do Castelo (PDT-PTC): 2.914 votos (0,67%)
23- José Carlos Vicente (PSDB-PSDC): 2.697 votos (0,62%)
24- Russo da Marmoraria (PSB-PSL): 2.252 votos votos (0,52%)
25- Professor Paulo (PT-PMN): 1.948 votos (0,45%)
26- Maciel (PTN-PRTB): 1.940 votos (0,44%)
27- Giovani Raios de Sol (PRP): 1.898 votos (0,43%)

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DINA

Com o perfil “Dina Terro dos Policia” (sic), um traficante do Morro Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, ignora qualquer lei e zomba da Polícia, publicando mensagens em que divulga seus atos criminosos e fotos em que se exibe com armas de grosso calibre.

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Com 463 amigos – a maioria meninas menores de idade – Dina, integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), se vangloria de ter participado da retomada ao Morro Jorge Turco – invadido recentemente por um bonde do Morro da Pedreira, em Costa Barros, controlado pela facção rival Amigos dos Amigos (ADA).

“Bonde tá na pista. Quebrei tudo no Jorge Turco ontem. Vou quebrar de novo hoje”, escreve, no dia 27 de setembro. Na noite daquele mesmo dia, duas pessoas morreram em tiroteio ocorrido no Morro Jorge Turco, também em Rocha Miranda. As duas moravam na Pedreira.

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Se intitulando integrante do “Bonde do Gão” – referência ao traficante Anderson Sant’Anna da Silva, apontado pela Polícia como gerente geral das bocas-de-fumo do Morro Faz Quem Quer – ainda zomba ao dizer que durante o dia usa um fuzil AK-47 e, à noite, um 762. E posta fotos para confirmar.

 

Em uma das fotografias, chegou a receber o conselho de um amigo, que escreveu: “Muleque, tira essa foto. Cara, isso é vários anos de cadeia! Tá sem visão!” (sic)

 

Vestido de preto – com direito à colete – e empunhando um fuzil 762 com as inscrições “Dina” e “Trem Bala”, ele escreve: “Tou na pista de Bope de meiota” (sic) – fazendo referência à farda de policiais militares lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

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Com o perfil criado no Facebook em maio desse ano, Dina acumula 67 fotos e mensagens como “Dina metralha os alemão” – deixada por uma menina – “a tropa tá na pista pra caô….se entra (sic) no fqq (Faz Quem Quer)….ganha bala….se para (sic) na barricada…vamos explodi (sic)”, “mete bala nos alemão do para pedro (Favela Pára Pedro, em Colégio, controlada pela ADA)”, “os cria fazendo honda (sic) na favela, cada esquina é um bico, dina caçador de alemão é nóis (sic) q tá”.

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A última atualização dele em seu perfil na rede social foi feita nesta terça-feira, dia 2 de outubro. O batalhão responsável pelo policiamento ostensivo e incursões na área é o 9º BPM (Rocha Miranda). Já a delegacia responsável pelas investigações na região é a 27ª DP (Vicente de Carvalho).

 

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Menos de duas semanas antes da onda de crimes que abalou a Baixada Fluminense e causou tristeza e revolta em todo o Estado do Rio, um ato criminoso já demonstrava a ousadia dos bandidos da região. Na madrugada do dia 27 de agosto traficantes do Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias, fuzilaram o muro do 15º BPM (Duque de Caxias).

Os disparos atingiram o muro lateral que dá acesso para a Rua Coronel João Teles. Foram cerca de 18 tiros de fuzil, espalhados pelo muro em toda a extensão do quarteirão. Alguns chegaram a perfurar o bloco e atingiram as instalações no interior do quartel.

Localizada na Rua Pedro Corrêa, no bairro Centenário, a unidade é responsável pelo policiamento ostensivo e patrulhamento em uma área de 464,573km², com população estimada de mais de 800 mil habitantes, distribuídos pelo Centro e seus distritos – Duque de Caxias e Campos Elísios; Imbariê, Santa Cruz da Serra e Xerém. O atual comandante do 15º BPM é o tenente-coronel Cláudio de Lucas Lima, que determinou que os furos de tiros que marcaram o muro lateral do batalhão fossem cobertos. A ordem foi cumprida na última quinta-feira, dia 6 de setembro – na véspera do feriado.

Comandante do 15º BPM, tenente-coronel Cláudio de Lucas Lima

“Isso foi uma verdadeira afronta às forças de Segurança Pública do Estado e ninguém fez nada a respeito. Por isso os marginais estão tão abusados, na certeza da impunidade”, desabafou um policial lotado na unidade que, por medida de precaução, prefere não se identificar para não ser vítima de represálias.

Os responsáveis pelo atentado foram identificados como sendo traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Corte Oito – um dos morros que compõem o Complexo da Mangueirinha, juntamente com Sapo, Lagoinha e Santuário (também conhecido como Morro do Alto da Boa Vista), além da própria Mangueirinha, que dá nome ao conjunto de favelas.

Aspirante a oficial da PM Jorge Augusto de Souza Alves Júnior, 34 anos

E são da mesma facção os traficantes que torturaram e executaram o cadete da PM Jorge Augusto de Souza Alves Júnior, 34 anos. O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira para sábado, dia 8 de setembro. O PM voltava de um pagode e tinha ido deixar uma amiga que o acompanhava em Mesquita, quando errou o caminho de volta e entrou em uma rua que dava para a Favela da Chatuba, também controlada pelo CV.

Remilton Moura da Silva Júnior, o Juninho Cagão

Surpreendido por integrantes do bonde de Remilton Moura da Silva Júnior, o Juninho Cagão – líder do tráfico no local – ele teve a identidade descoberta e foi levado como presente para o traficante conhecido como Ratinho, que comemorou aniversário com muita bebida, drogas e mulheres. Segundo fontes ligadas à Inteligência da Secretaria de Segurança, a comemoração foi na sexta-feira, dia 7 de setembro, mas ele já estava festejando a data desde a véspera, quando ficou na mata bebendo, cheirando cocaína e fumando crack.

O PM foi a primeira vítima do bando, que ainda executou o pastor Alexandre Lima, 37. Ao presenciar a sessão de tortura, tentou intervir e também acabou morto. O corpo do PM foi encontrado no porta-malas de seu carro, o Fox preto placa LRJ 1863, no bairro Vila Emil. Já o corpo do pastor estava na mata que divide Mesquita e Nilópolis.

O jovem José Aldeci da Silva Júnior, 19, que acompanhava o religioso, está desaparecido. A família foi avisada pelos traficantes de que ele estaria morto. No entanto, não deram a localização do corpo. Além dos três, seis rapazes que saíram de Nilópolis, onde moram, para tomar banho em uma cachoeira no Parque Natural do Gericinó – que dá acesso pela mata à Favela da Chatuba – também foram assassinados pelos traficantes.

Os corpos de Christian de França Vieira, 19, Josias Searles, 16, e Victor Hugo da Costa, Patrick Machado de Carvalho, Douglas Ribeiro da Silva e Glauber Figueira Eugênio, todos de 17 anos, foram encontrados às margens da Rodovia Presidente Dutra, no bairro Jacutinga, dois dias após o desaparecimento, na segunda-feira, dia 10 de setembro. Todos estavam nus e apresentavam sinais de tortura, além de marcas de facadas e tiros na cabeça.

Ratinho, também conhecido como Peixe

“O Ratinho surtou, levou um grupo de 20 vagabundos do bonde dele. Há informações de que ele estaria na mata desde quinta-feira bebendo e cheirando. O aniversário dele foi na sexta-feira, mais bebidas, drogas e mulheres. Aí ele começou a fazer merda. Deve aparecer mais corpos”, revelou uma fonte da Inteligência da Secretaria de Segurança, ressaltando que Juninho Cagão teria fugido para o Morro do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, onde tem cobertura do traficante Luiz Ferreira do Nascimento, o Nando Bacalhau, 32.

Apontado pela Polícia como matador da quadrilha, Ratinho é conhecido por trocar tiros com equipes do 20º BPM (Mesquita) e de agir com covardia e sempre acompanhado por muitos comparsas. Ele seria o autor do disparo que matou o sargento Marcelo Corrêa Mendonça, 41, no último dia 1º de julho. Lotado no 20º BPM, ele estava de serviço e realizava patrulhamento de rotina quando um grupo de bandidos atacou a viatura, próximo ao Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) localizado na favela. O sargento estava há mais de 15 anos na corporação.

Dono do Morro do Bicão e líder do tráfico na Favela da Chatuba de Mesquita, Juninho Cagão já foi preso por tráfico, roubo de carga e pequenos furtos. Em 2003, ele participou do sequestro do proprietário de uma distribuidora de bebidas, em Coelho da Rocha, em São João de Meriti, também na Baixada Fluminense. O corpo, até hoje, não foi encontrado.

Acompanhado por quatro comparsas, Juninho Cagão sequestrou a vítima no dia 2 de novembro daquele ano, na sede da empresa. Todos os cinco simulavam ser agentes da Polícia Federal. Além de sequestrá-lo, o bando roubou um cofre da empresa – que foi levado para a Favela de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio. No dia seguinte, os bandidos telefonaram para a irmã do empresário e pediram um resgate de R$ 1,5 milhão para libertá-lo.

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