Arquivo da categoria ‘Zona Norte do Rio’

No dia seguinte à matéria feita em primeira mão pelo Pauta do Dia denunciando o criminoso conhecido como Dina -que se exibia armado e zombando da Polícia no Facebook – policiais do Serviço de Inteligência (P-2) e do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9º BM (Rocha Miranda) prenderam Lucas Jorge Silva de Araújo, o Shurek, 18 anos.

Lucas Jorge Silva de Araújo, o Shurek, 18 anos

Ele foi surpreendido pelos PMs em casa, na Rua Jaguarema, por volta das 13h30 desta quinta-feira, dia 4 de outubro. Como Dina, ele também se diz da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e integrante da quadrilha que controla a venda de drogas no Morro Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. Com ele, os policiais apreenderam uma réplica de pistola 40 e o computador, com as fotografias expostas na internet. Tudo foi levado para a 30ª DP (Marechal Hermes).

Com 536 amigos, ele se intitula como “Dois Do Faz Quem Quer” – alegando ser o segundo homem na hierarquia do tráfico no local, atrás apenas do traficante Anderson Sant’Anna da Silva, o Gão. Irmão de uma guarda municipal – com quem aparece em uma fotografia exaltando “minha irmã muito linda fardada” – ele publica diversas fotos empunhando armas e outras de comparsas já mortos, com mensagens de vingança.

Uma delas para o comparsa conhecido como Maikinho Tá Maluco, morto em agosto: “Querido por todos moradores do Faz Quem Quer, várias lutas, sempre presente, você vai fazer muita falta na comunidade. I u que fizerão (sic) com você vai ter volta. Pode aguarda (sic)!”

Em outra fotografia ele continua: “Mlk (moleque) guerreiro responça (sic), querido por todos nós, vocês policiais (…) que tirarão (sic) a vida du (sic) nosso manoh (sic) covardemente vão pagar. Pode aguarda (sic) que a volta vai ser triste.”

Com perfil no Facebook desde 26 de dezembro de 2011, no dia 31 de dezembro daquele mesmo ano ele postou: “Hj vou dar tiro pro altoo, homenagem ao meu primo que falesceu (sic), hj faz 1 ano =/”.

Apesar de esconder o rosto em algumas das fotografias, em outras mostra a cara. Em uma das imagens, conselhos dos amigos: “Fazendo merda. Olha essa foto aí, moleque”, escreveu um, em julho deste ano. Logo abaixo, uma menina também reprova a exibição: “Tu é maluco, cara”. Logo depois ele mesmo responde: “Me deixem em paz.”

RELEMBRE:
Traficante se exibe com fuzil e zomba da Polícia na internet

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DINA

Com o perfil “Dina Terro dos Policia” (sic), um traficante do Morro Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, ignora qualquer lei e zomba da Polícia, publicando mensagens em que divulga seus atos criminosos e fotos em que se exibe com armas de grosso calibre.

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Com 463 amigos – a maioria meninas menores de idade – Dina, integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), se vangloria de ter participado da retomada ao Morro Jorge Turco – invadido recentemente por um bonde do Morro da Pedreira, em Costa Barros, controlado pela facção rival Amigos dos Amigos (ADA).

“Bonde tá na pista. Quebrei tudo no Jorge Turco ontem. Vou quebrar de novo hoje”, escreve, no dia 27 de setembro. Na noite daquele mesmo dia, duas pessoas morreram em tiroteio ocorrido no Morro Jorge Turco, também em Rocha Miranda. As duas moravam na Pedreira.

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Se intitulando integrante do “Bonde do Gão” – referência ao traficante Anderson Sant’Anna da Silva, apontado pela Polícia como gerente geral das bocas-de-fumo do Morro Faz Quem Quer – ainda zomba ao dizer que durante o dia usa um fuzil AK-47 e, à noite, um 762. E posta fotos para confirmar.

 

Em uma das fotografias, chegou a receber o conselho de um amigo, que escreveu: “Muleque, tira essa foto. Cara, isso é vários anos de cadeia! Tá sem visão!” (sic)

 

Vestido de preto – com direito à colete – e empunhando um fuzil 762 com as inscrições “Dina” e “Trem Bala”, ele escreve: “Tou na pista de Bope de meiota” (sic) – fazendo referência à farda de policiais militares lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

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Com o perfil criado no Facebook em maio desse ano, Dina acumula 67 fotos e mensagens como “Dina metralha os alemão” – deixada por uma menina – “a tropa tá na pista pra caô….se entra (sic) no fqq (Faz Quem Quer)….ganha bala….se para (sic) na barricada…vamos explodi (sic)”, “mete bala nos alemão do para pedro (Favela Pára Pedro, em Colégio, controlada pela ADA)”, “os cria fazendo honda (sic) na favela, cada esquina é um bico, dina caçador de alemão é nóis (sic) q tá”.

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A última atualização dele em seu perfil na rede social foi feita nesta terça-feira, dia 2 de outubro. O batalhão responsável pelo policiamento ostensivo e incursões na área é o 9º BPM (Rocha Miranda). Já a delegacia responsável pelas investigações na região é a 27ª DP (Vicente de Carvalho).

 

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Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy

Pouco mais de um ano após o crime que ficou conhecido como “O Massacre da Serra Elétrica” na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, os seis envolvidos no episódio foram identificados por policiais da 21ª DP (Bonsucesso) e tiveram a prisão preventiva decretada pela 2ª Vara Criminal da Capital por homicídio triplamente qualificado.

Amabílio Gomes Filho, o Amabílio ou MB

Integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e envolvidos com o tráfico de drogas na região, Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy, Amabílio Gomes Filho, o Amabílio ou MB, Israel de Oliveira Silva, o Flecha, Luiz Carlos Gonçalves de Souza, o LC, Jorge Ribeiro, o Bodinho, e Wallace Sales da Silva, o Tatajuba, são acusados de matar e esquartejar Wladimir Augusto Paz dos Santos, o Mimi Cara de Peixe, e considerados foragidos da Justiça.

Israel de Oliveira Silva, o Flecha

O crime ocorreu em julho de 2011 e foi determinado pelo Tribunal do Tráfico da Nova Holanda como punição a Mimi, que havia “pulado de facção” e saído do local para se juntar à quadrilha liderada pelo traficante Marcelo Santos das Dores, o Menor P, da facção rival Terceiro Comando Puro (TCP), na Favela Baixa do Sapateiro, também no Complexo da Maré.

Luiz Carlos Gonçalves de Souza, o LC

Após dois meses, ele resolveu voltar para seus antigos comparsas depois que perdeu o direito de andar armado porque usava drogas além do permitido. No entanto, não foi perdoado e acabou torturado e executado para servir de exemplo e “recado” a quem tivesse a intenção de copiar a atitude dele.

Wallace Sales da Silva, o Tatajuba

O crime foi registrado por câmeras e o vídeo da execução chegou a ser publicado no YouTube, sendo retirado após denúncias de conteúdo ofensivo. Fotos do corpo foram usadas para ilustrar funk. Um dos trechos da música diz: “O bonde tá pesado, se liga na minha idéia: traidor aqui não fica, vai pro massacre da serra elétrica” / “Sua cabeça já era, cortaram a sua cabeça, é o massacre da serra elétrica”.

O delegado José Pedro Costa da Silva, titular da 21ª DP, indiciou os seis por homicídio qualificado, violação e ocultação de cadáver – até hoje o corpo de Mimi não foi encontrado. Ele acredita que os membros do bandido tenham sido jogados na Baía de Guanabara ou queimados no “microondas” do tráfico.

Ao decretar a prisão dos acusados, o juiz Jorge Luiz Le Cocq D’Oliveira destacou: “Segundo o apurado, os acusados, indivíduos de altíssima periculosidade, comandam o tráfico de drogas na Favela Nova Holanda, cuja comunidade aterrorizam pelo poder bélico e pelos métodos brutais que utilizam. Desafiam permanentemente a autoridade constituída e se julgam acima da lei. Certos da impunidade, chegam ao ponto de exibir seus atos criminosos nas redes sociais da Internet”.

E o magistrado continua: “Aliás, a crueldade demonstrada no cometimento dos fatos descritos causa perplexidade até nos profissionais mais experientes dos órgãos de repressão penal”.

O juiz finaliza destacando que a liberdade dos acusados compromete a ordem pública: “é evidente que, dado o perfil dos imputados, somente com a efetivação da medida constritiva as testemunhas estranhas aos quadros de segurança – a população local, como é notório, vive absolutamente subjugada, tendo de respeitar a famigerada ´lei do silêncio´ – sentir-se-ão minimamente seguras para comparecer em juízo e depor, pelo que a segregação provisória igualmente atende à conveniência da instrução criminal”, enfatiza.

Abaixo, link para foto divulgada pelos traficantes para servir de exemplo.
Não abra se não quiser ver uma imagem forte.

Mimi esquartejado (IMAGEM FORTE)


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John Wayne Pereira Lopes, o Gordinho, 22 anos

Acusado pela Polícia de levar drogas da Favela Vila do João, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, para clientes no Cais do porto e no Mercado São Sebastião, o mototaxista John Wayne Pereira Lopes, o Gordinho, 22 anos, foi preso por policiais da 21ª DP (Bonsucesso). A prisão foi efetuada no dia 9 de agosto, após 45 dias de investigações.

O mototaxista comprava a droga dos criminosos da facção Terceiro Comando Puro (TCP) que controlam o tráfico na região e as revendia principalmente para caminhoneiros. Além do valor do entorpecente, ele cobrava uma taxa de R$ 50 pelo serviço de entrega.

“Ele fazia uma média de 15 entregas por noite”, revelou um dos policiais que participou das investigações.

Para atrair clientes, Gordinho distribuía cartões de visitas com dados para contato e a frase: “Melhor cocaína do Rio”. No momento da prisão ele foi surpreendido vendendo 105 gramas de cocaína a um caminhoneiro, no Mercado São Sebastião, na Penha, na Zona Norte do Rio.

O caminhoneiro – que é do Espírito Santo – confirmou aos policiais que soube do serviço de entrega através de um cartão de visita entregue a ele durante uma manifestação realizada pela categoria. A área de cobertura do “Delivery do TCP” englobava a região da Penha, Cais do Porto, Baixada Fluminense e um posto de combustíveis na Linha Vermelha.

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Enquanto o Disque-Denúncia divulgou cartaz com a foto do traficante Diogo de Souza Feitoza, o DG – resgatado por comparsas que invadiram a 25ª DP (Engenho Novo) quatro horas após ser preso – a Polícia identificou 10 dos 15 integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) responsáveis por auxiliar na fuga.

Marcelo Fernando Pinheiro Vega, o Marcelo Piloto, 37 anos

Com três mandados de prisão expedidos pela Justiça, DG foi preso por policiais do 22º BPM (Benfica) na manhã do dia 3 de julho, após sofrer um acidente de moto na Avenida Leopoldo Bulhões, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Luiz Antônio Andrade, o Toinho, 33 anos

A via corta a Favela do Jacarezinho e o Complexo de Manguinhos – que possui cerca de 50 mil habitantes distribuídos em 11 localidades: Parque Oswaldo Cruz, Parque Carlos Chagas, Parque João Goulart, Vila Turismo, Conjunto Habitacional Provisório 2, Vila União, Vila São Pedro, Conjunto Nelson Mandela, Conjunto Samora Machel, Comunidade Agrícola de Higienópolis e Mandela de Pedra. De acordo com os PMs, ele estava fugindo de policiais que realizavam incursão em Manguinhos e carregava duas granadas.

Alan Mendonça da Silva, o Lourinho, 28 anos

Reconhecido, ele foi socorrido e posteriormente levado para a 25ª DP. Cerca de quatro horas depois, um grupo de traficantes das favelas de Manguinhos, Jacarezinho e Mandela invadiu a delegacia, imobilizou policiais que estavam de plantão e pessoas que registravam queixas e arrebentou o cadeado da cela de custódia onde DG aguardava para ser transferido. Ele saiu pela porta da frente portando um fuzil.

Éber do Nascimento Cândido, o Ebinho, 27 anos

Um dos que teriam participado pessoalmente do resgate, segundo a Polícia, é o traficante Marcelo Fernando Pinheiro Vega, o Marcelo Piloto, 37 anos – líder do tráfico na Favela do Mandela. Além dele, Luiz Antônio Andrade, o Toinho, 33 – que gerencia a venda de drogas na localidade, juntamente com DG – e Alan Mendonça da Silva, o Lourinho, 28.

Luiz Augusto Roque de Melo Filho, o Leno, 32 anos

Os comparsas da Favela do Jacarezinho que também auxiliaram no resgate foram identificados como sendo Éber do Nascimento Cândido, o Ebinho, 27, Luiz Augusto Roque de Melo Filho, o Leno, 32, Clayton Bernardes dos Santos, o 2B ou Babão, 28, e o criminoso conhecido como Fabinho do Fundão ou FB do Pontilhão.

Clayton Bernardes dos Santos, o 2B ou Babão, 28 anos

Outros três bandidos integram a quadrilha que controla o tráfico em Manguinhos: Ilan Nogueira Sales, o Capoeira, e Wallace Carlos da Conceição, o Churrasquinho, ambos de 25 anos, além de Davi Moraes de Sá, o Davi Paraíba ou Paraíba do Complexo, 33.

Fabinho do Fundão ou FB do Pontilhão

Com a promessa de entrega adiada diversas vezes, a Cidade da Polícia – que ficará entre Manguinhos e Jacarezinho e vai abrigar delegacias especializadas – é a esperança de que a região – conhecida como “Faixa de Gaza” – seja pacificada. Além de 14 especializadas, o local também vai virar sede da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Esquadrão Antibombas e do Centro de Inteligência da Polícia Civil (Cinpol), além de possuir um estande de tiros, uma central de flagrantes, um heliponto, o Centro de Microfilmagem da Polícia Civil, uma favela cenográfica, um estacionamento para 1.200 vagas e o Departamento Geral de Tecnologia e Informática da PCERJ.

Quem tiver qualquer informação que auxilie a Polícia na localização dos criminosos e ajude na recaptura de DG pode ligar para 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

RELEMBRE:
Traficantes de Manguinhos fogem da PM pelos trilhos

Cenário de guerra em Manguinhos

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Traficantes da Favela do Jacarezinho que invadiram delegacia para resgatar comparsa estariam escondidos no Morro do Viradouro, em Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói – onde o tráfico também é controlado por criminosos da facção Comando Vermelho (CV). Durante incursão para apurar a denúncia, nesta quarta-feira, dia 4 de julho, policiais da 77ª DP (Icaraí) foram surpreendidos por cerca de 10 bandidos fortemente armados. Houve confronto e o tiroteio durou cerca de meia hora.

Na troca de tiros, o traficante Adilson Coutinho, o Rato, 37 anos, acabou sendo atingido. Ele ainda foi socorrido pelos próprios policiais e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele os agentes apreenderam um revólver calibre 38 e um rádio comunicador. Na ação também foram apreendidos cerca de 7 kg de maconha em tabletes.

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O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol) está oferecendo recompensa de R$ 2 mil a quem der informações que levem a Polícia a localizar e prender os acusados de participação no assassinato do oficial de cartório Rafael Annibal Ferreira Faria, 28 anos. Lotado na 13ª DP (Ipanema), o policial foi morto na Estrada Rio do Pau, na Pavuna, na Zona Norte do Rio, próximo a um dos acessos ao Morro do Chapadão, no último dia 24 de março.

oficial de cartório Rafael Annibal Ferreira Faria, 28 anos

Há nove meses na Polícia Civil, Rafael havia saído de sua casa, na Rua vereador José Pontes, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, e estava acompanhado pelo irmão, que conseguiu escapar e reconheceu três criminosos através de fotografias. Todos já estão com mandado de prisão decretado por latrocínio (roubo seguido de morte). Eles foram identificados como sendo Dalton Lourenço de Melo, o Gambá, Washington Tavares de Lima, o Coringa, Cinério Santos de Carvalho, o Beiçola, e Kleiber da Silva, o Neguinho. Um quarto homem, ainda sem identificação, também teria participado do crime.

Dalton Lourenço de Melo, o Gambá

O policial e seu irmão foram abordados pelos ocupantes de um Ecosport prata de placa não anotada, onde havia pelo menos cinco homens que seguiam os ocupantes de um outro carro – um Astra escuro de placa também não anotada. O irmão da vítima contou que o policial civil, ao perceber que seriam abordados, conseguiu jogar sua arma e sua carteira funcional para debaixo do banco.

Washington Tavares de Lima, o Coringa

Durante a abordagem, três criminosos entraram no carro e assumiram a direção. Um deles encontrou a arma e a carteira do oficial de cartório e decidiu levar os dois para dentro da favela. Na altura da Estrada Rio do Pau, o policial – que sabia que seria morto – tentou fugir e acabou sendo fuzilado. Após a execução, os bandidos abandoraram o veículo e retornaram para o Ecosport, fugindo em seguida. As investigações estão sob responsabilidade de agentes da Divisão de Homicídios (DH).

Cinério Santos de Carvalho, o Beiçola

O oficial de cartório entrou para as estatísticas como o 11º policial assassinado no Estado do Rio em 2011. De lá para cá, outros 10 policiais foram mortos. Em quatro meses, 44 policiais já foram baleados.

Kleiber da Silva, o Neguinho

Quem tiver qualquer informação que auxilie nas investigações policiais e ajude a Polícia a localizar e prender os acusados pode ligar para o Sindpol através do número 2531-7777. O diretor jurídico do sindicato, inspetor Francisco Chao, também disponibilizou o próprio telefone para quem quiser colaborar: 7718-0979 / 55*119*9382. Quem preferir, pode entrar em contato pelo e-mail sindpolcivrj@gmail.com. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

Acompanhe os números totais:
Estatística de Policiais Baleados e Mortos no Estado do Rio em 2011


José Carlos dos Prazeres Silva, o Cem ou Joca, 30 anos

Acusado de matar dois policiais militares há seis anos e seis meses, José Carlos dos Prazeres Silva, o Cem ou Joca, 30 anos, foi preso por equipes do 22º BPM (Benfica), durante incursão na Favela de Manguinhos, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, nesta sexta-feira, dia 1º de abril.

O crime ocorreu no dia 2 de outubro de 2004, em Ramos, na Zona Norte do Rio. Dois policiais do 22º BPM foram executados por quatro homens armados com fuzis, às 7h, quando saíam de padaria na esquina das ruas Barreirose João Romariz. A caixa do estabelecimento, identificada como Miriam Leila Ribeiro, 44, foi atingida de raspão no braço esquerdo.

Baleado na cabeça, o sargento Télio de Jesus Graniço, 43, morreu a caminho do Hospital Geral de Bonsucesso. Já seu colega de farda, o cabo Robson Barros Rosa, 31, levou um tiro na barriga e morreu no centro cirúrgico.

O criminoso também é acusado de participação em um homicídio ocorrido uma semana antes. No dia 25 de setembro de 2004, ele atirou três vezes contra o advogado Acrísio Bicudo Fontes Neto, 27, no Engenho Novo, também na Zona Norte do Rio. A vítima era filha do desembargador José Ricardo Siqueira Regueira – preso em abril de 2007 na Operação Furacão, da Polícia Federal – e da juíza federal Lana Maria Fontes Regueira.

Dois meses depois, em novembro de 2004, José Carlos Prazeres dos Santos foi preso pela PF no sítio Recanto do Baby, no KM 99 da Estrada Rio-Teresópolis, em Guapimirim. Outras 15 pessoas também foram detidas na mesma ação, que investigava traficantes ligados à facção Comando Vermelho (CV). Todos foram indiciados por formação de quadrilha, roubo e furto, porte de arma de uso restrito e associação para o tráfico.

Condenado a 16 anos de prisão, ele recebeu o benefício do regime semi-aberto após cumprir um sexto da pena, em julho de 2009, e, um ano e dois meses depois, foi beneficiado com a Visita Periódica ao Lar (VPL).

Leia esta matéria no novo PAUTA DO DIA: Não olha, nem mexe…

Uma denúncia grave pode pôr em suspeita a participação de policiais militares no episódio macabro que marcou a guerra entre traficantes rivais das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) pela disputa das bocas-de-fumo do Morro da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio. Familiares do traficante Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, que foi decapitado e teve a cabeça exibida como troféu, na última quinta-feira, dia 4 de novembro, denunciaram que ele foi vendido aos rivais por policiais do 41º BPM (Irajá). A viúva do criminoso prestou depoimento à Divisão de Homicídios (DH), no dia seguinte, e o conteúdo está sendo mantido sob sigilo.

Valmir Bernardo da Silva, o Parazão

O responsável pelo pagamento teria sido Marcelo Silva Batista, o Lerdinho, braço-direito do traficante Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos, líder do TCP que controla a venda de drogas na Serrinha. A mulher dele levou R$ 30 mil para completar o valor inicial exigido pelos PMs, que surpreenderam Parazão em uma casa no Morro do Juramento. A comunidade de Vicente de Carvalho foi escolhida pelo CV como base por fazer divisa pela mata com o Morro da Serrinha. É de lá que têm saído os bondes para as tentativas de invasão que já duram um ano e contam com apoio de comparsas do Morro do Cajueiro – localizado em frente à Serrinha.

Marcelo Silva Batista, o Lerdinho

“Ela levou R$ 30 mil para inteirar na compra do corpo por ordem do Lerdinho, mas não sabe o valor exato porque uma quantia já havia sido entregue antes”, revelou um dos parentes de Parazão.

Agora, a comunidade vive sob a tensão de novas investidas de traficantes do Comando Vermelho, já que um dos chefes do tráfico no Complexo do Alemão, Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 34, mandou recado prometendo vingar a morte do aliado.

“Já passaram aqui avisando que no próximo final-de-semana não é pra morador sair de casa. Eles vão invadir pra pegar a família do Lerdinho e esquartejar todos como vingança. Estão esperando esfriar pra aterrorizar”, desabafou uma dona de casa de 62 anos que mora na Rua Sadoc de Sá – via que dá acesso ao Morro da Serrinha e fica em frente ao Cajueiro.

“As duas comunidades são controladas por facções rivais e é a gente que fica no meio do fogo cruzado”, lamentou a idosa, que pediu para não ter a identidade revelada.

O comandante do 41º BPM, tenente-coronel Alexandre Fontenelle, afirmou que Parazão foi morto em confronto ocorrido na mata que separa as duas comunidades entre policiais e traficantes. Ainda de acordo com ele, o corpo foi encontrado pelos rivais, que fizeram questão de cortar a cabeça e exibi-la como demonstração de força para os moradores e exemplo do que acontece com traidores.

Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos

Foi a poucos metros da casa dela que a cabeça de Parazão foi jogada: em um poste na Avenida Edgard Romero, na altura da Rua Sadoc de Sá, exibida como se fosse um troféu. Antes disso, entretanto, ela foi exibida pelas vielas da favela por Dinho. As tentativas de criminosos do CV de dominar o Morro da Serrinha, controlado por rivais do TCP, teve início no final de setembro do ano passado. No mês seguinte, Parazão – que era braço direito de Dinho – fugiu da Serrinha levando armas e drogas e procurou refúgio na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha – considerado o Quartel General (QG) da facção fundada por Rogério Lengruber, o Bagulhão.

Paulo Orlando dos Santos, o Paulinho ou PH, 22 anos

Enquanto criminosos do Alemão estão dando apoio aos bondes formados por traficantes dos morros do Juramento e Cajueiro, rivais da Serrinha têm apoio de comparsas do Morro São José da Pedra, também em Madureira, e das favelas de Acari, no bairro de mesmo nome, ainda na Zona Norte, e de Senador Camará, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Sérgio Porfírio de Souza, o Neco

Entre os feridos, estaria Paulo Orlando dos Santos, o Paulinho ou PH, 22, gerente do Cajueiro. Socorrido pelos próprios comparsas, ele estaria recebendo atendimento médico em uma unidade de saúde improvisada na Vila Cruzeiro.

Adilson Porfírio de Sousa, o Adilson da Serrinha

Além de Lerdinho, Dinho teria apoio dos irmãos, Sérgio Porfírio de Souza, o Neco, e Adilson Porfírio de Sousa, o Adilson da Serrinha, e de Nilson de Oliveira Augusto, o Chuchu, que chefia a venda de drogas no Morro São José da Pedra.

Do outro lado, com carta branca de FB, está o traficante Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38. Além de ser apontado pela Polícia como um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41, em outubro de 2008, ele é investigado por dar apoio a diversos roubos a instituições financeiras. De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), ele faria o contato entre os assaltantes e traficantes do Complexo do Alemão – que estariam alugando armas para as ações em troca de parte do dinheiro arrecadado. Um dos traficantes que fazia parte do esquema era Parazão.

Relembrem:
Cabeça do traficante Parazão é exibida como troféu pelo rival