Arquivo da categoria ‘Zona Oeste do Rio’

Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, 44 anos

Preso desde fevereiro de 2010, o ex-sargento da Polícia Militar Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, 44 anos, e o também ex-PM Herbert Canijo da Silva, o Escangalhado, 47 – que se apresentou à Justiça em outubro de 2009 – foram inocentados no 1º Tribunal do Júri da Capital pela tentativa de homicídio qualificado contra o despachante André Luiz Batista Menezes, 37, e pela denúncia de roubo qualificado contra a Cooperativa de Transporte Alternativo (CoopVida). O julgamento, presidido pela juíza Ludmila Vanessa Lins da Silva ocorreu na madrugada desta sexta-feira, dia 11 de maio, e a sentença foi decidida por sete jurados: quatro mulheres e três homens.

Relembre a entrevista exclusiva com o despachante:
Queima de Arquivo: Chico Bala é acusado de matar testemunha de crime

Herbert Canijo da Silva, o Escangalhado, 47 anos

Durante o julgamento, que começou às 10h15 de quinta-feira, dia 10, a vítima voltou atrás em suas declarações anteriores prestadas à Polícia e à Justiça e disse que foi coagido pelo sargento Jorge Fernandes, já falecido, a acusar os dois réus pelo roubo à CoopVida e também pelos inúmeros disparos feitos em sua direção, no dia 19 de julho de 2008, na Praça do Sete de Abril, em Paciência, na Zona Oeste do Rio.

Questionado, disse que acreditava que o PM queria assumir o comando dos transportes alternativos na área. A vítima também surpreendeu os presentes ao declarar que “sempre soube que Francisco (Chico Bala) combatia as milícias”.

Ricardo Teixeira Cruz, 44 anos

A magistrada ouviu ainda outras três testemunhas, duas de acusação – os PMs Deiverson de Oliveira Arêas e Carlos Frederico Ludwig Neto – e uma de defesa, o delegado Marcus Neves, na época lotado na 35ª DP (Campo Grande) e responsável pelo inquérito policial.

Por mais de três horas, a promotora de Justiça Patricia Mothé Glioche Béze ratificou seu pedido de acusação, durante os debates, e solicitou a exibição no plenário da filmagem de depoimentos em que apareciam, dentre outros, o miliciano e também ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, 44 – preso em maio de 2009 e condenado a 12 anos de prisão, em setembro do ano seguinte -, o que foi atendido pela juíza.

Alexsander da Silva Monteiro, o Popeye, 40 anos

Logo depois, os advogados dos réus, durante duas horas e meia, pediram a absolvição dos acusados. O Conselho de Sentença acolheu as teses das defesas, absolvendo os acusados das imputações descritas na denúncia e na pronúncia. Tanto Chico Bala como Escangalhado estão na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, desde maio de 2010. Também é na penitenciária de segurança máxima que está o comparsa deles, o ex-PM Alexsander da Silva Monteiro, o Popeye, 40 – preso em março de 2010.

ARQUIVO MILÍCIAS:


EXCLUSIVO: Liga da Justiça, Comando Chico Bala, Águia de Mirra, Milícia do Batan

Seis meses após a ação que resultou na morte do traficante Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói, 34 anos, o helicóptero do Serviço Aeropolicial da Polícia Civil (Saer) retirou de circulação um dos criminosos que estava na lista dos mais procurados atualmente pela Polícia do Estado do Rio: Márcio José Sabino Pereira, o Matemático ou Batgol, 36.

Parceiro do traficante Nei da Conceição Cruz, o Facão, 41 – preso desde outubro de 2009 – e um dos líderes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), Matemático estava no interior da Favela Vila Aliança, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, quando foi surpreendido por vôos rasantes da aeronave blindada da Polícia Civil, na madrugada deste sábado, dia 12 de maio.

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 41 anos

Acompanhado por comparsas que integram a quadrilha responsável pela venda de drogas no Complexo da Coréia – composto pelas favelas Coréia, Vila Aliança, Rebu, Taquaral e Jabour, que cortam os bairros Senador Camará, Realengo e Bangu -, eles chegaram a trocar tiros com os policiais, que conseguiram atingir Matemático, que ainda foi socorrido pelos cúmplices.

A tentativa de sair da favela em busca de atendimento médico foi frustrada ao descobrir que veículos blindados e equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do 14º BPM (Bangu) e da Polícia Federal davam refoço à ação aérea por terra se posicionando nos principais acessos ao conjunto de favelas.

Já no início da manhã o corpo de Matemático foi encontrado no interior do Gol preto placa LQX 8687 na Estrada do Engenho, na Favela Vila Aliança, em Senador Camará. Foi neste mesmo endereço que dois policiais militares foram assassinados, em maio do ano passado. Os soldados Lyra e Xavier, lotados respectivamente no 21º BPM (São João de Meriti) e no 1º BPM (Estácio), estavam no interior do Golf preto placa ABO 9777, que era blindado, mas não resistiram aos diversos disparos de armas de grosso calibre.

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático ou Batgol, 36 anos

Investigado em 26 inquéritos e com 15 mandados de prisão contra si por tráfico, associação para o tráfico e formação de quadrilha, Matemático era um dos criminosos pelos quais o Disque-Denúncia pagava R$ 10 mil por informações que levassem à sua prisão.

As incursões policiais na região tornaram-se frequentes nas últimas semanas. No primeiro domingo de abril, dia 1º, a namorada do traficante, identificada como Natália Rodrigues Marques, 19, chegou a ser baleada na perna. Ela estava acompanhada por Matemática e seus seguranças quando agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil desceram de rapel do helicóptero da instituição e trocaram tiros com os bandidos.

Apoiado pela comunidade, Matemático controlava sozinho o Complexo da Coréia desde a prisão de Facão – efetuada no dia 9 de outubro de 2009, no Guarujá, no litoral de São Paulo, por agentes da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen), subordinada à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

Monitorado durante um mês – através de escutas telefônicas autorizadas pela promotora Valéria Videira Costa, titular da 21ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) e chefe do Núcleo de Monitoramento do Sistema Penitenciário no Ministério Público -, Facão estava evadido do Sistema Penal desde o 13 de abril daquele ano. No dia 25 de outubro do mesmo ano Facão foi transferido para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Márcio da Silva Lima, o Tola, 37 anos

Seis meses antes, o traficante Márcio da Silva Lima, o Tola, 37, havia sido preso por equipes da 38ª DP (Brás de Pina) em uma fazenda de café na cidade de Durandé, no interior de Minas Gerais. A prisão foi efetuada no dia 24 de abril de 2009, meses após Tola ter perdido dois de seus homens de confiança: Leonardo Fragoso da Silva, o Léo Vascão, 26, morto em fevereiro, e Juarez Mendes da Silva, o Aranha, morto em março. Os dois trocaram tiros com policiais do 14º BPM.

Depois das mortes de seus comparsas, ele passou a dividir o Complexo da Coréia com Luiz Cláudio Cândido, o Claudinho Nonô. Rejeitado pelos moradores, Tola acabou perdendo poder dez dias antes de sua prisão, quando Matemático e Facão ganharam o benefício de trabalho extra-muros e não voltaram ao Instituto Penal Cândido Mendes, no Centro do Rio. Eles orderam o afastamento de Tola que, com medo de morrer, acabou fugindo.

Em fevereiro deste ano, Tola foi absolvido pela juíza Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, da 40ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, no processo em que era acusado de associação para o tráfico, porte ilegal de arma e comércio ilegal de arma. Na decisão, a magistrada determinou a expedição de alvará de soltura e seu encaminhamento à Justiça Federal do Paraná, já que o traficante atualmente está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas.

A facção
O Terceiro Comando Puro (TCP) surgiu há dez anos, quando houve um racha entre as facções Terceiro Comando (TC) e Amigos dos Amigos (ADA). A briga ocorreu após a rebelião ocorrida no dia 11 de setembro de 2002 na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino – mais conhecida como Bangu 1 – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Na ocasião – primeiro aniversário dos atentados terroristas nos Estados Unidos -, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, então com 34 anos, liderou a ação que durou 23 horas e provocou a morte dos maiores líderes do TC: Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 33 anos, e seus cunhados, Wanderley Soares, o Orelha – casado com a irmã de Uê, Evanilda Pinto Medeiros; e Carlos Roberto Cabral da Silva, o Robertinho do Adeus – casado com a outra irmã, Enivalda Pinto de Medeiros; além de Elpídio Rodrigues Sabino, o Robô.

Integrante da ADA, Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, então com 41 anos, se aliou a Beira-Mar para conseguir sair vivo. Em troca, facilitou a entrada dos rivais na cela onde estava Uê, que era seu amigo pessoal. Após a ação, TC e ADA desfizeram a união e surgiu o Terceiro Comando Puro – sob comando de Matemático e Facão.

RELEMBRE AQUI:
Em ação de helicóptero do Saer da Polícia Civil, Marcelinho Niterói é morto na Maré

ARQUIVO COMPLEXO DA CORÉIA:
Facções rivais TCP e ADA se unem para comprar e revender “o melhor pó do Rio”

Matemático soma várias baixas na Coréia

Tráfico invade Posto de Policiamento Comunitário

Atoladinho na cadeia: Polícia tira Tola de circulação

Facão é preso no Guarujá

MORTES DE OUTROS INTEGRANTES DA QUADRILHA (imagens fortes):
14º BPM rebaixa Léo Vascão para o inferno

14º BPM corta a teia de Aranha

PM impõe mais uma baixa à Coréia: chegou a vez de Claudinho Nonô

Major do Exército Maurício Ribeiro Dainese, 49 anos

A Polícia está investigando a denúncia de que traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) que controlam a venda de drogas na Zona Oeste do Rio decretaram o início da “caça a militares”. O último caso teria sido o do soldado da Polícia Militar Thiago Moraes Pontes, 29 anos, que morreu na última segunda-feira, dia 1º de agosto, após ser baleado na porta de casa, na Pirituba, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. O PM, que era lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus, ainda foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, mas não resistiu.

Quatro dias antes, a primeira vítima teria sido o major do Exército Maurício Ribeiro Dainese, 49 anos. Lotado na 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, o oficial foi visto pela última vez na quinta-feira, dia 28 de julho, na loja de conveniência de um posto de combustível na Rua Piraquara, um dos acessos à Favela Minha Deusa, também em Realengo. Usando uma jaqueta de couro, ele estava com sua moto, a Yamaha XT660 preta, placa KVH 6169, e carregava uma pistola 9 mm.

O desaparecimento do major foi registrado no dia 31 de julho na 30ª DP (Marechal Hermes), sob o número 04378/2011. Familiares do oficial denunciaram que o Exército não tomou qualquer providência para descobrir o paradeiro do oficial. Nesta terça-feira, dia 2 de agosto, policiais do 14º BPM (Bangu) realizaram operação para verificar uma denúncia de que o corpo do major estaria no interior da Favela Minha Deusa. Não houve troca de tiros durante a ação e nenhum corpo foi encontrado.

“O assassino do PM é o líder do tráfico na Vila Vintém e suspeitamos que também tenha envolvimento no sumiço do oficial do Exército”, afirmou o tenente-coronel Djalma Beltrami, comandante do 14º BPM.

O suspeito de envolvimento na morte do PM e no sumiço do major é conhecido como Perigo, integrante da ADA. Quem tiver qualquer informação que auxilie nas investigações policiais e ajude a Polícia a localizar e prender o bandido e encontrar o oficial do Exército pode ligar para o Disque-Denúncia, através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar.

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O Disque-Denúncia está oferecendo recompensa de R$ 2 mil por informações que levem à localização e prisão de Hélio Albino Filho, o Lica ou PM Souza.

Acusado pela Polícia de ser o braço direito do vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco ou O Iluminado – preso na operação Blecaute, realizada no último dia 13 de abril -, ele teria assumido o controle da milícia que atua na Zona Oeste do Rio.

Durante a ação, policiais apreenderam farta documentação, cofres, jóias e mais de R$ 60 mil na casa do acusado. Quem tiver qualquer informação que auxilie nas investigações e ajude a Polícia a efetuar a prisão do PM Souza pode ligar para 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

Relembre:
PM coordenador de carnaval da Portela preso recebeu até Medalha Tiradentes


Fotos: Luiz Gomes

Clique na carta para ler seu conteúdo na íntegra

No ano em que comemora quatro décadas de fundação, a Escola Municipal Tasso da Silveira, na Rua General Bernardino de Matos, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, foi palco de uma tragédia jamais presenciada no país. O desempregado Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos – que estudou na instituição -, entrou armado na unidade de ensino e efetuou centenas de disparos, deixando 12 estudantes mortos – dois meninos e 10 meninas com idades entre 12 e 15 anos – e 13 feridos, sendo quatro em estado grave.

O crime ocorreu no início da manhã desta quinta-feira, dia 7 de abril. A entrada de Wellington na escola foi facilitada justamente por causa das celebrações pelo aniversário da instituição, que estava promovendo palestras de ex-alunos. Ele disse que seria um dos palestrantes para poder ter acesso. Cerca de 800 alunos estão matriculados na Escola Municipal Tasso da Silveira, sendo que metade estuda no período da manhã, no Ensino Fundamental, e têm idades entre 9 e 14 anos.

Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos

Assim que entrou na instituição de ensino, Wellington procurou pela professora identificada como Dorotéia, que o reconheceu e pediu a ele alguns instantes antes de atendê-lo. Nesse momento o criminoso entrou na sala 5, no segundo andar do prédio, onde estavam alunos da 8ª série do Ensino Médio, abriu a bolsa e disse: “Vim dar uma palestra para vocês”. Em seguida, começou a atirar – somente na direção das crianças.

Imagens registradas por uma câmera de vigilância da escola:

Logo depois ele foi até a sala em frente e novamente atirou diversas vezes a esmo. De acordo com a Polícia, pela quantidade de tiros efetuados, ele teve tempo de recarregar as armas. Quanto tentava chegar ao terceiro andar, onde ficam as crianças do Ensino Fundamental, ele foi surpreendido pelo terceiro-sargento Márcio Alves, 38.

Lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), o PM acompanhava uma equipe do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) em operação próximo à escola, quando foi abordado por duas crianças que conseguiram fugir após serem baleadas e pediram ajuda, dizendo que havia um atirador no local. O policial contou que tentou prender Wellington e atirou em uma de suas pernas após a recusa em se entregar. Depois de ser atingido, o criminoso atirou contra a própria cabeça.

O bombeiro Ronnie de Macedo, 22, contou que passava de carro próximo à escola quando viu Wellington efetuar disparos contra dois estudantes antes mesmo de entrar no colégio. Ele usou um kit de primeiros socorros para socorrer as crianças antes da chegada das ambulâncias e ficou com a camisa manchada de sangue.

Um morador que passava no local no momento em que os PMs do BPRv – os primeiros a chegar – entravam na escola gravou tudo com a câmera de seu aparelho de telefone celular. O vídeo foi postado no YouTube e teve milhares de visitas.

Veja o vídeo:

O criminoso deixou uma carta onde revela indícios de insanidade. A Polícia investiga se as referências feitas no texto a “pessoas impuras” seriam referências a mulheres, já que 10 das vítimas fatais do massacre eram meninas. Na carta, Wellington diz ser um homem puro e que sabia que não sairia vivo da escola. Ele ainda levou um lençol branco no qual pediu para ser carregado. No texto, ele pede para que os impuros não toquem nele.

O governador Sérgio Cabral Filho lamentou o massacre e chamou o assassino de “animal” e “psicopata”, durante coletiva de imprensa.

“Temos que aguardar as investigações, mas é preciso saber de onde veio todo essa experiência de tiros do matador”, disse, reforçando que Wellington estava ‘muito bem armado’.

Durante a entrevista, Cabral agradeceu ao terceiro-sargento Alves, o primeiro a chegar ao local do atentado, e o chamou de herói.

“Quero agradecer a esse herói que estava participando de uma ação policial a cerca de dois quarteirões da escola quando foi avisado por dois meninos feridos e pela professora. Ele impediu o assassino, que já estava acessando o terceiro andar. Sem dúvida nenhuma, a atuação do sargento foi fundamental. Ele já estava preparado para mais disparos”, informou.

O PM foi aplaudido pelos jornalistas e, muito emocionado, afirmou que estava com a sensação de “dever cumprido”.

No início da noite, uma psicóloga da Polícia Civil esteve na casa de Wellington, em Sepetiba, também na Zona Oeste do Rio, para tentar traçar um perfil do atirador. Durante uma varredura na residência do assassino, os agentes encontraram o local destruído e computadores queimados. Não foi achado nenhum sinal de bebida alcoólica ou drogas.

Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos

No início da tarde, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados designou os deputados federais Stepan Nercessian (PPS-RJ), Alessandro Molon (PT-RJ) e Dr. Carlos Alberto (PMN-RJ) para acompanhar os desdobramentos do ataque à escola.

O deputado Stepan Nercessian disse que solicitará informações à Secretaria de Estado de Segurança Pública sobre todos os fatos relacionados ao episódio, para que o Congresso Nacional possa discutir o tema e formular propostas que possam de alguma forma dificultar este tipo de ação.

“Nós, da Comissão de Segurança, vamos buscar detalhes do ocorrido, que lamentamos profundamente, para que possamos discutir uma série de questões como o acesso indiscriminado a munições e armas em geral”, observou.

O relatório que será elaborado pelos parlamentares será entregue à Câmara no próximo dia 13 de abril.

LISTA DAS VÍTIMAS FATAIS DE REALENGO

1- Karine Lorraine Chagas de Oliveira, 14 anos
2- Rafael Pereira da Silva, 14 anos
3- Milena dos Santos Nascimento, 14 anos
4- Mariana Rocha de Souza, 12 anos
5- Larissa dos Santos Atanázio, 13 anos
6- Bianca Rocha Tavares, 13 anos
7- Luiza Paula da Silveira Machado, 14 anos
8- Laryssa Silva Martins, 13 anos
9- Géssica Guedes Pereira, 15 anos
10- Samira Pires Ribeiro, 13 anos
11- Igor Moraes da Silva, 13 anos
12- Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos

Karine Lorraine Chagas de Oliveira, 14 anos

Rafael Pereira da Silva, 14 anos

Milena dos Santos Nascimento, 14 anos

Mariana Rocha de Souza, 12 anos

Larissa dos Santos Atanázio, 13 anos

Bianca Rocha Tavares, 13 anos

Luiza Paula da Silveira Machado, 14 anos

Laryssa Silva Martins, 13 anos

Géssica Guedes Pereira, 15 anos

Samira Pires Ribeiro, 13 anos

Igor Moraes da Silva, 13 anos

Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos

Moradores do Complexo da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, denunciam que traficantes ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) invadiram o Posto de Policiamento Comunitário (PPC) da Favela Vila Aliança. que existia no interior da Favela Vila Aliança.

O comandante do 14º BPM (Bangu), tenente-coronel José da Silva Macedo, afirmou que o PPC foi desativado porque será implantada na região uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O oficial também garantiu que a desativação foi estratégica.

“As estatísticas apontam que a grande demanda de crimes acontece em outros lugares e não próximo ao PPC. Não podemos deixar policiais em locais que apresentam poucos casos de violência, apesar de ser dentro de uma comunidade carente, enquanto bandidos fazem dezenas de vítimas”, disse o major Fernando Estevam, porta-voz do coronel Macedo.

Os 18 policiais militares que ficavam de plantão no PPC da Vila Aliança foram deslocados para reforçar o patrulhamento nas ruas.

Ainda de acordo com o porta-voz, para o tenente-coronel Macedo, que está no comando do batalhão desde o mês de agosto do ano passado, o efetivo está abaixo no necessário para garantir a segurança de uma área com 36 favelas e quase 1 milhão de habitantes.

“É um cobertor curto. Você cobre de um lado e deixa o outro destampado. Não podemos ficar enxugando gelo. Precisamos combater o crime de forma inteligente, como estamos fazendo. Basta verificar as estatísticas”, afirmou o major Estevam.

Por sua vez, os moradores do Complexo da Coréia – composto pelas favelas Coréia, Vila Aliança, Rebu, Taquaral e Jabour, que cortam os bairros Senador Camará, Realengo e Bangu – na Zona Oeste do Rio – questionam a mudança. Segundo eles, é impossível transitar pelas ruas, depois que anoitece.

“Antes, com a presença da Polícia já era complicado. Agora, sem o PPC, piorou. Depois de 19h é como um toque de recolher. Poucas pessoas arriscam ficar nas ruas”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.

No dia 28 de novembro de 2009, bandidos atacaram o PPC da favela e balearam um morador na coxa. Identificado como Sérgio Correia de Souza, ele estava no posto policial quando os criminosos passaram atirando.

No último dia 20 de abril, uma operação conjunta entre equipes do 14º BPM e da 34ª DP (Bangu) terminou com cinco mortos e a apreensão de uma pistola, uma granada, uma metralhadora e um fuzil. Quatro homens armados que estavam em um Siena tentaram passar pelo bloqueio policial e bateram . O carro onde estavam explodiu e pegou fogo.

“A explosão provavelmente foi causada por uma granada que eles carregavam”, contou, na ocasião, o tenente-coronel Ricardo Brito, responsável pela ação.

O quinto morto foi baleado em confronto, em outro ponto do Complexo da Coréia.

“Não querendo polemizar, mas o traficante está lá na favela, vai comprar droga quem quer. Já os assaltantes estão por toda parte, não podemos deixar que eles hajam sem tentar impedi-los”. Essa foi a frase usada pelo major Estevam, porta-voz do comandante do 14º BPM (Bangu), tenente-coronel José da Silva Macedo, para justificar a decisão de mudar a estratégia.

De acordo com as estatísticas da Seção de Operações (P-3) do batalhão de Bangu, além do aumento do efetivo no policiamento, outros fatores interferem na presença de criminosos.

“Os registros policiais mostram que a maioria dos casos ocorre em regiões com falta de iluminação pública, árvores sem poda e buracos no muro da linha férrea que facilitam as fugas dos ladrões”, declarou o oficial.

Os campeões de ocorrências são os roubos a carros, pedestres e a celulares. Isso porque, segundo a Polícia, há quadrilhas especializadas em roubar apenas aparelhos de telefone portátil. Os horários de maior incidência são de meio-dia à meia-noite. Os dados mostram que, durante a madrugada, são registrados poucos casos de roubos.

Em mais da metade dos casos, os assaltantes agem a pé. Já na parte da manhã, a metade dos criminosos ataca de motocicletas. Ao todo, 45% dos bandidos abordam as suas vítimas de moto, outros 38% a pé, enquanto 10% agem de bicicleta. Os ataques por quadrilhas que cercam suas vítimas de carro costumam ser de 7%, com exceção do horário noturno que a prática aumenta mais que o dobro.

O Disque-Denúncia oferece recompensa de R$ 3 mil para quem der informações que ajudem a Polícia a localizar e prender o traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos. O criminoso é apontado como responsável por chefiar o tráfico de drogas nas favelas Vila Aliança, Rebu, Coréia, Acari, Amarelinho, Taquaral e Sapo, todas nas imediações da Zona Oeste e Zona Norte do Rio.

Líder das favelas da Zona Oeste pertencentes à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) – da qual é um dos fundadores – Matemático está evadido do Sistema Penal desde o mês de abril do ano passado, quando conquistou o benefício de cumprir o restante de sua pena no regime semi-aberto. Ele garantiu que trabalharia na Funerária Água Branca, em Realengo, e voltaria à cadeia para dormir, mas não retornou. Preso em 2004, Matemático tem 13 e duas condenações, totalizando 12 anos de cadeia.

Qualquer informação pode ser repassada através do telefone 2253-1177. O anonimato é garantido.

Presidente da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, Wilson Vieira Alves, conhecido como Moisés, foi preso em sua casa, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, durante operação da Polícia Federal batizada de Alvará e deflagrada no início da madrugada desta segunda-feira, dia 15 de abril.

Com Moisés, os agentes encontraram R$ 42 mil. Além dele, foram presos dois diretores da escola de samba e um assessor da presidência. Ao todo, a 4ª Vara Federal de Niterói expediu 51 mandados, sendo 29 de prisão. Destes, 24 haviam sido cumpridos, até o início da noite, em endereços no Rio, Niterói, São Gonçalo, Maricá e Nova Iguaçu. Entre os presos, havia um policial civil e sete PMs, sendo um oficial que foi chefe do Serviço de Inteligência (P-2) do 7º BPM (São Gonçalo).

Militar reformado – ele foi sargento do setor de informação da Brigada de Infantaria Paraquedista-, Moisés chegou à Vila Isabel em meados de 2004 por intermédio do ex-presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães. Através do padrinho, em pouco tempo alcançou a presidência da escola.

A prisão de Moisés ocorreu dois anos e três meses após a briga dele com o policial civil e presidente da Escola de Samba Unidos do Viradouro, Marco Antônio Lira de Almeida. A discussão teria antecedido a decisão de dar a Moisés o controle de todas as máquinas caça níqueis instaladas em estabelecimentos comerciais nos municípios de Niterói e São Gonçalo.

“A banca de bicheiros repartiu o Estado do Rio em territórios e a região de Niterói e São Gonçalo coube a Moisés”, explicou o delegado Marcos Aurélio Costa de Lima, chefe da Delegacia de Polícia Federal de Niterói.

No dia 11 de janeiro de 2008, Moisés e Marco Lira discutiram no interior do Bar do Capitão, localizado na esquina das ruas José Joaquim de Oliveira e Olinto Pereira, na localidade conhecida como Paiva, no bairro de Neves, em São Gonçalo.

Moradores do local afirmam que o estabelecimento é ponto de encontro de contraventores que exploram as máquinas caça níqueis no município e na cidade vizinha e contaram que a briga teria sido motivada no momento da divisão do dinheiro arrecadado com as máquinas. Na ocasião, Marco Lira foi baleado na perna, mas alegou que tinha sofrido assalto na porta da quadra da Viradouro.

Coincidentemente, logo após o fato a banca de bicheiros – que seria composta por Antônio Petrus Kalil, o Turcão, Capitão Guimarães e Aniz Abrahão David, o Anísio, presidente de honra da Beija-Flor – decidiu dar a Moisés o controle das máquinas nos dois municípios. Os três chegaram a ser presos, em abril de 2007, durante a operação Hurricane, que levou à prisão 25 suspeitos de envolvimento em uma rede de corrupção e de tráfico de influência, que beneficiaria a máfia do jogo. O trio também estava no grupo de 14 bicheiros condenados por formação de quadrilha pela juíza Denise Frossard, em 1993.

No carnaval deste ano, após ver a Viradouro ser rebaixada, Marco Lira disse que foi injustiçado e que sabia que a escola seria rebaixada.

“A escola caiu por questões pessoais. Eles são uns pilantras, desonestos. Mas vou dar os nomes e falar toda a verdade na hora certa”, afirmou, na ocasião.

O policial civil preso ontem foi identificado como Lúcio Teixeira Tibau. Lotado na Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), ele foi flagrado com R$ 115 mil em espécie. No total, os policiais federais apreenderam R$ 386 mil. Enquanto R$ 42 mil estavam na casa de Moisés, R$ 99 mil foram encontrados na casa de José Alfredo Vilas Boas Filho, o Alfredinho, apontado como um dos principais maquineiros do esquema. Os agentes também realizaram a apreensão de duas armas e máquinas caça-níqueis e estiveram no escritório de Capitão Guimarães, no bairro do Ingá, na Zona Sul de Niterói, onde recolheram documentos, computadores e agendas.

Alguns dos presos foram identificados como Isabel Cristina Melo Dias Russo, Everaldo Lima Barreira, Gilberto Gomes de Souza, Sérgio Lúcio Teixeira Tibau, Luiz carlos Pereira Januário, José Alfredo Villas Boas Filho, Antônio Ricardo da Silva Ramos, Luciano Almeida Gomes, Júnior César Ferreira da Silva, André Martins Dorte, Celso Martins Dorte, Wagner Alves Coimbra, Nilo Antônio de Almeida Rocha, Erivan Vitorino Ramos e Alexandre Ramos.

“Prendemos um banqueiro e 11 maquineiros, que pediam autorização à banca do bicho para poder instalar caça níqueis na região. Eles recebiam um selo para marcar as máquinas e pagavam de R$ 200 a R$ 300 por mês por cada. Além disso, pagavam de 15% a 20% para o comerciante permitir a instalação do equipamento e também tinham que pagar a policiais para que eles não apreendessem as máquinas”, revelou o delegado Marcos Aurélio.

Os presos vão responder por contrabando, formação de quadrilha, extorsão, corrupção e facilitação do contrabando.

“Iniciamos as investigações pois queríamos chegar à pessoa responsável por explorar as máquinas. Vínhamos apreendendo sistematicamente máquinas e, apesar da importância dessas apreensões, os inquéritos paravam nos comerciantes. Queríamos saber quem compra, quem instala, quem paga e quem tem lucro com isso e agora haverá desdobramentos”, garantiu o delegado.

No último dia 8, o contraventor Rogério Andrade sofreu um atentado. Em liberdade condicional desde o ano passado, ele estava em um Corolla que era dirigido pelo filho, Diogo Andrade, 17, e que explodiu na Avenida das Américas, esquina com a Rua Baltazar da Silveira, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Escoltados por dois carros com seguranças, eles haviam acabado sair de uma academia de ginástica.
A Polícia investiga se o explosivo foi colocado dentro do carro e acionado à distância ou se o artefato seria uma espécie de bomba-relógio. Segundo peritos, a explosão ocorreu de dentro para fora e de baixo para cima do carro. O impacto foi tão forte que arrancou o teto do veículo, arremessou o para-brisa a cerca de 70 metros, incendiou parte de um Vectra – onde havia dois seguranças de Rogério – e atingiu um Peugeot. Outro Vectra, com mais três PMs da escolta, foi abandonado a 150 metros do local.

Um dos suspeitos pelo atentado é Fernando Iggnácio. O também contraventor é genro do bicheiro Castor de Andrade, morto em 1997, e foi preso em outubro de 2006, conseguindo habeas corpus também em 2009. Ele é acusado de tentativa de homicídio na guerra da máfia dos caça-níqueis, além de ser o suposto chefe de uma das quadrilhas que disputam o controle dos caça-níqueis na Zona Oeste.

No fim da vida, Castor de Andrade teria dividido o território onde operava entre o sobrinho Rogério Andrade, que cuidaria do jogo do bicho, e o genro Fernando Iggnácio, que ficaria com as máquinas caça-níqueis. Diante da queda do movimento no jogo de bicho, Rogério teria decidido avançar sobre a área de Fernando.

No dia 21 de outubro de 1998, a vítima foi Paulinho de Andrade, 47, filho de Castor. Dirigente da Mocidade Independente, ele foi executado a tiros na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste. Rogério Andrade foi condenado a 19 anos pela morte do primo Paulinho, que no dia do crime estava acompanhado de apenas um segurança, que também foi morto. Paulinho estava no carona de uma Cherokee quando um homem fez vários disparos de uma submetralhadora contra os dois. Ano passado, Rogério conseguiu um habeas corpus.

Em setembro de 2004, outra guerra pelos pontos do bicho foi travada. O patrono da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro Waldemir Paes Garcia, o Maninho, integrante da cúpula do jogo do bicho, foi morto a tiros, quando saía da Academia Body Planet, na Estrada do Gabinal, na Freguesia, na Zona Oeste. Ele saía de moto da academia quando homens em um carro passaram atirando. Levado para o Hospital Municipal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, ele acabou morrendo com três tiros. Maninho era o dono dos pontos de jogo de bicho e de máquinas de caça-níquel na Zona Sul do Rio.

O crime aconteceu por volta das 20h30, quando Maninho deixava a academia onde costumava se exercitar com o filho, conhecido como Mirinho. Ele estava em sua moto, uma Kawasaki, quando foi atingido pelos vários disparos no tórax e no braço. Policiais que estavam no local, informaram que, pelo menos, três tiros atingiram o patrono da Escola de Samba dos 10 disparados. Os suspeitos de praticar os praticar o crime fugiram em direção à Barra da Tijuca, segundo testemunhas.

Maninho, herdeiro dos pontos do pai, o bicheiro Miro, foi o contraventor mais jovem a ser condenado pela juíza Denise Frossard em 1993, quando a cúpula do bicho foi para a prisão. Ele deveria cumprir seis anos da pena, mas ficou detido apenas por três anos.

Em liberdade desde julho do ano passado – após ser preso e condenado a quase 20 anos de prisão por mandar matar o primo Paulo Andrade, o Paulinho, em 1998 -, o contraventor Rogério Andrade, 47 anos, sofreu um atentado. Ele saía de uma academia, acompanhado pelo filho, Diego Andrade, 17, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, quando seu veículo – um Toyota Corolla blindado – explodiu, na tarde de quinta-feira, dia 8 de abril.

Diego Andrade, 17 anos

A explosão ocorreu na Avenida das Américas e o Vectra onde estavam cinco seguranças – policiais militares – do contraventor também foi atingido. Um terceiro sargento do 17º BPM (Ilha do Governador), um cabo do Batalhão de Choque, um cabo do 3º BPM (Méier), um soldado do 23º BPM (Leblon) e um soldado do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) ficaram presos administrativamente, durante 72 duas horas. Outros 13 policiais fariam parte do esquema de segurança de Rogério Andrade, que sofreu ferimentos no nariz e na boca e foi operado no Hospital Barra D’Or.

Ainda se recuperando de uma cirurgia plástica de quatro horas para reconstrução de parte do rosto, o contraventor admitiu para amigos ter um palpite sobre a autoria intelectual do atentado e apontou o bicheiro e inimigo declarado Fernando Iggnácio de Miranda, genro do falecido contraventor Castor Gonçalves de Andrade e Silva, o Castor de Andrade – tio de Rogério -, como culpado.

Em 2001, na primeira vez em que sofreu um atentado, Rogério também acusou Fernando Iggnácio como o mandante do crime. Ele chegava ao apartamento da namorada, em um apart-hotel na Barra da Tijuca, quando foi surpreendido pelo cabo fuzileiro naval da reserva Eduardo Oliveira da Silva, 48, que estava escondido debaixo da cama do quarto que ocupava.

Rogério escapou porque a arma do fuzileiro engasgou no primeiro disparo. Houve uma briga e o matador só foi embora porque ficou com medo dos seguranças de Rogério. As investigações da 16 DP (Barra da Tijuca) apontaram que havia se hospedado no flat 15 dias antes da tentativa de homicídio.

Dois dias depois a juíza Maria Angélica Guimarães Guerra Guedes decretou a prisão temporária de Fernando Iggnácio e do fuzileiro naval. Nas investigações, ficou constatado que foram feitas várias ligações do celular de Eduardo para o de Fernando.

O advogado Luiz Carlos Silva Neto, contratado por Rogério Andrade após sua condenação, conseguiu anular a sentença desfavorável. O novo julgamento está marcado para 17 de agosto.

Em outubro do ano passado, um outro automóvel blindado explodiu no Rio de Janeiro. O sargento Rony Lessa, 40 anos, estava em sua Toyota quando houve a explosão, na Rua Mirinduba – a poucos metros da sede do 9º BPM (Rocha Miranda) -, em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio. Adido à Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), ele acabou perdendo uma das pernas.

Quatro meses após o incidente, o inquérito – que tem prazo de 30 dias para ser concluído e remetido à Justiça, prorrogáveis por mais 30, mediante pedido justificado da autoridade policial – até hoje não foi finalizado. Uma das justificativas foi de que o tipo de explosivo usado na ação não foi detectado pelo Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e, por isso, o material arrecadado foi enviado análise no exterior.

A única informação divulgada, na ocasião, foi de que o sargento teria envolvimento com máquinas caça níqueis e trabalharia no grupo de um delegado da Polícia Civil. No atentado ao PM, foram recolhidos o chip de um celular, bateria e pedaços de imã, que podem indicar que a bomba teria sido acionada por telefone.

Já no caso do contraventor Rogério Andrade, agentes do Antibombas procuraram fragmentos nos dois sacos de destroços recolhidos no local do crime e descobriram que os dois pinos de metal encontrados não eram de granada, e sim de extintores de incêndio. Como o carro ficou completamente carbonizado, a análise foi dificultada.

 

Os destroços do Corolla indicam que a bomba foi colocada no chão, na altura dos pedais, possivelmente acoplada debaixo do carro, já que o assoalho ficou destroçado. E tudo indica que o impacto tenha ocorrido de fora para dentro do veículo. Nos dois atentados, quem estava ao volante — o PM, no caso do ano passado, e Diogo, neste último — perdeu a perna esquerda.

 

Em liberdade desde julho do ano passado – após ser preso e condenado a quase 20 anos de prisão por mandar matar o primo Paulo Andrade, o Paulinho, em 1998 -, o contraventor Rogério Andrade, 47 anos, sofreu um atentado. Ele saía de uma academia, acompanhado pelo filho, Diego Andrade, 17, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, quando seu veículo – um Toyota Corolla blindado – explodiu, na tarde de quinta-feira, dia 8 de abril.

Diego Andrade, 17 anos

A explosão ocorreu na Avenida das Américas e o Vectra onde estavam cinco seguranças – policiais militares – do contraventor também foi atingido. Um terceiro sargento do 17º BPM (Ilha do Governador), um cabo do Batalhão de Choque, um cabo do 3º BPM (Méier), um soldado do 23º BPM (Leblon) e um soldado do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) ficaram presos administrativamente, durante 72 duas horas. Outros 13 policiais fariam parte do esquema de segurança de Rogério Andrade, que sofreu ferimentos no nariz e na boca e foi operado no Hospital Barra D’Or.

Ainda se recuperando de uma cirurgia plástica de quatro horas para reconstrução de parte do rosto, o contraventor admitiu para amigos ter um palpite sobre a autoria intelectual do atentado e apontou o bicheiro e inimigo declarado Fernando Iggnácio de Miranda, genro do falecido contraventor Castor Gonçalves de Andrade e Silva, o Castor de Andrade – tio de Rogério -, como culpado.

Em 2001, na primeira vez em que sofreu um atentado, Rogério também acusou Fernando Iggnácio como o mandante do crime. Ele chegava ao apartamento da namorada, em um apart-hotel na Barra da Tijuca, quando foi surpreendido pelo cabo fuzileiro naval da reserva Eduardo Oliveira da Silva, 48, que estava escondido debaixo da cama do quarto que ocupava.

Rogério escapou porque a arma do fuzileiro engasgou no primeiro disparo. Houve uma briga e o matador só foi embora porque ficou com medo dos seguranças de Rogério. As investigações da 16 DP (Barra da Tijuca) apontaram que havia se hospedado no flat 15 dias antes da tentativa de homicídio.

Dois dias depois a juíza Maria Angélica Guimarães Guerra Guedes decretou a prisão temporária de Fernando Iggnácio e do fuzileiro naval. Nas investigações, ficou constatado que foram feitas várias ligações do celular de Eduardo para o de Fernando.

O advogado Luiz Carlos Silva Neto, contratado por Rogério Andrade após sua condenação, conseguiu anular a sentença desfavorável. O novo julgamento está marcado para 17 de agosto.

Em outubro do ano passado, um outro automóvel blindado explodiu no Rio de Janeiro. O sargento Rony Lessa, 40 anos, estava em sua Toyota quando houve a explosão, na Rua Mirinduba – a poucos metros da sede do 9º BPM (Rocha Miranda) -, em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio. Adido à Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), ele acabou perdendo uma das pernas.

Quatro meses após o incidente, o inquérito – que tem prazo de 30 dias para ser concluído e remetido à Justiça, prorrogáveis por mais 30, mediante pedido justificado da autoridade policial – até hoje não foi finalizado. Uma das justificativas foi de que o tipo de explosivo usado na ação não foi detectado pelo Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e, por isso, o material arrecadado foi enviado análise no exterior.

A única informação divulgada, na ocasião, foi de que o sargento teria envolvimento com máquinas caça níqueis e trabalharia no grupo de um delegado da Polícia Civil. No atentado ao PM, foram recolhidos o chip de um celular, bateria e pedaços de imã, que podem indicar que a bomba teria sido acionada por telefone.

Já no caso do contraventor Rogério Andrade, agentes do Antibombas procuraram fragmentos nos dois sacos de destroços recolhidos no local do crime e descobriram que os dois pinos de metal encontrados não eram de granada, e sim de extintores de incêndio. Como o carro ficou completamente carbonizado, a análise foi dificultada.

Os destroços do Corolla indicam que a bomba foi colocada no chão, na altura dos pedais, possivelmente acoplada debaixo do carro, já que o assoalho ficou destroçado. E tudo indica que o impacto tenha ocorrido de fora para dentro do veículo. Nos dois atentados, quem estava ao volante — o PM, no caso do ano passado, e Diogo, neste último — perdeu a perna esquerda.

Último líder do Comando Chico Bala (CCB) ainda me liberdade, o ex-policial militar Alexander da Silva Monteiro, o Popeye, 38 anos, foi preso por policiais da 35ª DP (Campo Grande), em sua casa, no distrito de Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no final da tarde desta sexta-feira, dia 19 de março.

Com ele, foram encontradas máquinas caça-níquel, documentos de contabilidade e até uma peruca, usada em disfarces. A Polícia estima que Popeye e seu grupo chegam a faturar até R$ 100 mil em um dia extorquindo motoristas do transporte alternativo em bairros da Zona Oeste do Rio.

A prisão de Popeye foi efetuada 21 dias após a do também ex-PM Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, que foi surpreendido por agentes da 35ª DP em Guarapari, litoral do Espírito Santo, para onde fugiu com a família em setembro do ano passado. Foragido há oito meses, Chico Bala foi surpreendido durante churrasco em comemoração ao aniversário de 11 anos de seu filho, em uma mansão de mil metros quadrados com seis quartos, piscina, churrasqueira, câmeras de segurança e muros de quatro metros de altura, além de cerca eletrificada. O imóvel, localizado na Rua Rosa Simões de Almeida, no balneário capixaba, foi alugado pelo valor de R$ 2,5 mil em janeiro desse ano.

No mês anterior, no dia 17 de janeiro, outro ex-PM que, junto com Popeye, era um dos homens de confiança de Chico Bala também saiu de cena. O ex-cabo Ronald Sílvio Guerino Bortolozzo, 36, foi executado dentro de sua casa, em Ponta Negra, distrito de Maricá, na Região dos Lagos, no final da madrugada. Os assassinos entraram na residência, na Avenida Central, por volta das 5 horas, e pouparam a mulher e o filho do ex-PM.

Após receber informações de que Popeye estava escondido na região, o delegado Luiz Lima Ramos Filho, titular da 60ª DP (Campos Elíseos), recebeu há cerca de um mês a informação de que Popeye estaria escondido na região e entrou em contato com o delegado Fábio Barucke, titular da 35ª DP, que coordenou a operação conjunta para prender o miliciano – que possuía três mandados de prisão, um por porte de arma e dois por homicídio.

“Com a prisão de Popeye, a milícia de Chico Bala ficou sem líderes. Agora, a gente espera que Toni Ângelo, da Liga da Justiça, se entregue”, afirmou Barucke, que revelou que o CCB explorava cerca de 2 mil motoristas só em Campo Grande, onde cada um pagava R$ 50.

Em sua casa, Popeye escondia três caça-níqueis e uma oficina para a manutenção dos aparelhos, que foram apreendidos e encaminhados para perícia. Outro objeto que chamou a atenção dos agentes foi uma peruca encontrada no local. A peça era utilizada como disfarce por Popeye.

“Como ele é bastante forte e poderia ser facilmente reconhecido, usava essa peruca para não ser notado”, afirmou o titular da 35ª DP.

Ele é suspeito de participação no atentado ao Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Sambaetiba, em março de 2009, quando o sargento Yolando Flávio Silva, 38 anos, e o cabo Robson da Silva Reis, 35, lotados no 35º BPM (Itaboraí), foram baleados. O sargento foi o primeiro atingido e sequer teve tempo de reagir. O cabo e um outro policial lotado no DPO sacaram suas armas e deram início a um confronto. Enquanto o sargento foi baleado várias vezes, Robson foi atingido na mão e nas nádegas. O primeiro não resistiu aos ferimentos. Segundo a Polícia, a intenção era roubar as armas dos PMs para fortalecer a milícia.

ARQUIVO EXCLUSIVO SOBRE A GUERRA DAS MILÍCIAS:
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