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Esse é o Leonardo Dias Guimarães, o Léo Mingau, 24 anos. Apontado pela Polícia como integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), ele é acusado de ter liderado a invasão ao Morro Jorge Turco, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, onde as bocas-de-fumo eram controladas por rivais da Amigos dos Amigos (ADA).

A invasão contou com apoio de comparsas do Morro do Barbante, na Ilha do Governador, também na Zona Norte, e da Favela do Guandu, em Japeri, na Baixada Fluminense. As duas localidades são citadas no vídeo, assim como o Morro Boa Vista – que a Polícia acredita ser o morro localizado no bairro São Lourenço, em Niterói, palco de uma disputa entre as duas facções há mais de uma década pelo controle das bocas-de-fumo.

“Nós vai no Boa Vista. Vamo invadir o Boa Vista”, grita um dos comparsas de Léo Mingau, que está acompanhado por pelo menos seis comparsas, que ostentam fuzis e dançam ao som do funk proibidão “Atitude e disposição”.

Preso em maio de 2013, Léo Mingau saiu da cadeia em abril do ano passado. Contra ele existem quatro mandados de prisão – por homicídio e latrocínio (roubo seguido de morte).

De acordo com a Polícia, ele foi um dos envolvidos no assalto à Central de Abastecimento (Ceasa) de Irajá, em agosto de 2015 – quatro meses após ele ter sido colocado em liberdade pela Justiça.

Na ocasião, a fiscal de caixa Mariane dos Santos Silva, 24, e o segurança Antenor Silva Rios Neto, 54, foram baleados e morreram. Os bandidos fugiram levando R$ 59 mil.

Ainda segundo a Polícia, Léo Mingau também participou da tortura e execução do estudante Matheus Ferreira Motta, 20. O crime ocorreu no último dia 5 de março, quando o jovem foi abordado no momento em que fazia a divulgação de uma festa, na Avenida Automóvel Clube, em Costa Barros.

Ele foi condenado à morte por morar em uma favela de facção rival e teve o corpo deixado no porta-malas de um carro que foi incendiado na Praça Seca, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Quem tiver qualquer informação que ajude a Polícia a localizar e prender esse criminoso pode ligar para o Disque-Denúncia, através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

O Disque-Denúncia ainda oferece uma recompensa de R$ 1 mil a quem auxiliar na prisão.

O som que os criminosos escutam no vídeo:

Atitude, disposição só tem mesmo quem é
Firma forte se reuniu para ver de qual é
Pois no Barbante é vários bicos que tá preparado
A contenção de cima é só de fuzil destravado
E o bonde que tá passando de bico pro alto, de Meriva ou de Corolla, prêmio de assalto
As cachorra da Zona Sul vêm atrás de bandido
Atraídas pelo fuzil e a profissão perigo

Assista o vídeo aqui -> https://youtu.be/K8u35kVsikc

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#retratação

Publicado: 8 de outubro de 2016 em Uncategorized

Venho publicamente pedir desculpas ao perito criminal da Polícia Federal Alexandre da Silva Ordacgy por ter incluído erradamente seu nome como sendo um dos policiais federais flagrados pela câmera de segurança de uma casa lotérica saindo do estabelecimento durante um assalto, em setembro de 2013.

Ao contrário do inicialmente divulgado, o perito criminal Alexandre da Silva Ordacgy não estava na casa lotérica da Rua Acre, no Centro do Rio, no momento do assalto. As testemunhas da ação criminosa foram os delegados da Polícia Federal Praxíteles Praxedes, Rafael Potsch Andreata e Rodolfo Martins Faleiros Diniz.

Eu fiz a correção na mesma data da postagem original, como reza a ética jornalística, reconhecendo o meu erro por ter publicado informação repassada por fonte – que mesmo conhecida e de confiança, não está isenta de cometer equívocos – sem confirmação oficial.

Ainda assim, cumprindo determinação judicial, novamente peço desculpas por ter erroneamente publicado inicialmente o nome do perito criminal da Polícia Federal Alexandre da Silva Ordacgy.

O roubo ocorreu em julho de 2013 e era o quinto praticado pelo mesmo bandido no intervalo de seis meses. A Polícia Civil divulgou as imagens solicitando ajuda da população para identificar o assaltante e os delegados acabaram reconhecidos.

Na época, a Polícia Federal emitiu nota informando que os delegados não agiram no momento para não expor a risco a vida de pessoas. Ainda segundo a nota, eles aguardaram o ladrão sair e o seguiram esperando o melhor momento de intervir, sempre atentando para a segurança dos transeuntes. No entanto, o ladrão conseguiu fugir.

https://www.youtube.com/watch?v=FZlk_La5mMo

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Policiais da Delegacia de Homicídios (DH-Barra) conseguiram identificar todos os criminosos envolvidos no latrocínio que vitimou o inspetor da Polícia Civil Fabiano Ribeiro Besada Rodrigues, 33 anos. Lotado na Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), o policial morreu após ser baleado durante um assalto no Méier, na Zona Norte do Rio, no final da noite de quarta-feira, dia 5 de outubro. Todos os bandidos tiveram suas prisões temporárias decretadas pela Justiça neste sábado, dia 8. Um deles já está preso – surpreendido por agentes da Core no Complexo do Lins.

Diversas câmeras de monitoramento de sistemas de segurança instalados em imóveis localizados no endereço do crime registraram a ação. As imagens mostram Fabiano Besada sendo abordado pelos assaltantes que se aproveitaram de um caminhão de lixo que interrompeu o trânsito na Rua Dona Claudina, na altura da Rua Dias da Cruz, para tentar roubar o carro do agente – um Hyundai HB20.

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Phelipe Pacheco de Melo, o Lipão, 23 anos

O policial – que levava a namorada em casa – reagiu e conseguiu atingir Ruan Carlos Lourenço da Silva, o Pato Assado, 21 – que morreu no local – mas foi surpreendido pelos comparsas, que o balearam e fugiram levando sua arma.

Logo após a ação criminosa, equipes da Core começaram a realizar incursões no Complexo do Lins, conduzindo diversas pessoas às delegacias e apreendendo drogas. Os agentes da especializada também apreenderam dois veículos utilizados pelos bandidos – um Fiat Stilo e uma Yamaha XT660 – e prenderam Bruno Chaves da Silva Colaço, 24.

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Phelipe Pacheco de Melo, o Lipão, 23 anos

De acordo com as investigações, era ele que dirigia o Fiat Stilo utilizado para seguir o carro da vítima, até o momento em que aproveitaram que o trânsito na rua foi interrompido por um caminhão de lixo e realizaram uma emboscada contra o policial civil.

Na ação, ele, Pato Assado, Ygor de Sousa Lucena, o Furinho, 20, e Phelipe Pacheco de Melo, o Lipão, 23 – todos armados -,  realizaram um cerco ao veículo do policial, com auxílio de Dionísio Vieira da Cruz, o Nisinho, 28, que estava na moto.

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Phelipe Pacheco de Melo, o Lipão, 23 anos

Após o confronto, Nisinho deu fuga a Furinho e Lipão na moto, enquanto Bruno fugiu conduzido o Fiat Stilo no sentido contrário.

Há sete anos na Polícia Civil, Besada já havia sido lotado na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-Nit/SG) e tinha acabado de concluir uma faculdade de Direito. Ele já era formado em Jornalismo, tendo trabalhando na rádio Tupi e no jornal Povo do Rio, onde nasceu o sonho de virar policial.

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Quem tiver qualquer informação que auxilie a Polícia na localização e prisão dos assassinos pode ligar para o Disque-Denúncia, através do número 2253-1177, ou para a Central de Atendimento ao Cidadão da Polícia Civil: 2334-8823 / 2334-8835. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

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Um mês e uma semana após o assassinato do subtenente Roterdan Jayme Baptista, 42 anos, o homem identificado pelos agentes da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-Nit/SG) como autor do crime foi preso por policiais do 7°BPM.

A prisão de Advan Novaes Bento, o Coringa, 26 anos, foi efetuada nesta quinta-feira, dia 29 de setembro, no Boaçu, em São Gonçalo, mesmo bairro onde o PM foi baleado, durante incursão na Favela da Lodial, no último dia 22 de agosto.

Apesar de haver um mandado de prisão expedido pela Justiça contra Coringa, ele saiu da delegacia pela porta da frente por não ter sido pego em flagrante.

“Temos que cumprir a lei, mesmo não concordando”, lamentou o delegado Fábio Baruke, titular da DH-Nit/SG.

De acordo com o artigo 236 do Código Eleitoral, nenhum eleitor pode ser preso ou detido a partir de cinco dias antes do primeiro turno das eleições até 48 horas após o pleito, a não ser em flagrante ou para cumprimento de sentença criminal.

Ou seja: da última terça-feira, dia 27 de setembro, até a próxima terça-feira, dia 4, somente quem for pego em flagrante ficará preso.

A regra está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral, que diz que “nenhuma autoridade poderá, desde 5 dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto”.

No segundo turno, que será no dia 30 de outubro, a garantia da não-prisão começa a valer em 25 de outubro e se encerra na terça-feira, dia 1º de novembro.

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Três tipos diferentes de queijo: minas, prato e muçarela, além de requeijão, manteiga com sal, manteiga sem sal, leite, geléia, doce de leite e gelatina de framboesa, morango e cereja. Quem vê a aquisição de gêneros alimentícios da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro não entende por que na maioria dos batalhões o café da manhã é composto no máximo por pão com margarina e café. Também é difícil compreender por que em algumas unidades os PMs ficam obrigados a comer somente arroz, feijão e salsicha durante semanas.

A lista de compras foi publicada nas páginas 35 e 36 do Boletim da Polícia Militar n 173, de 19 de setembro de 2016, e sequer traz a salsicha entre os produtos encomendados – apenas filé de peito e coxa e sobrecoxa de frango. Do primeiro, 426.062 peças a R$ 9,54, totalizando pouco mais de R$ 4 milhões e, do segundo, 271.896 peças a R$ 6,10, totalizando pouco mais de R$ 1 milhão e meio.

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Pela aquisição de 42 itens, o gasto é de mais de R$ 17 milhões em um contrato assinado no último dia 17 de agosto e com validade de um ano para abastecer 48 batalhões – sendo 41 operacionais ordinários e 7 unidades operacionais especiais -, além de três unidades de saúde – como o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM) e o Hospital da Polícia Militar em Niterói (HCPM-Nit) -, do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) e do Quartel General (QG) da corporação. 

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Nem todo efetivo do batalhão come no rancho. Quem é lotado em um Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) ou cabine, por exemplo, recebe um valor no contracheque para custear a alimentação na rua.

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“Enquanto eles gastam mais de R$ 17 milhões comprando itens que nunca comemos e nem vemos no batalhão, quem é desaranchado recebe R$ 162 por mês para trabalhar uma média de dez serviços. Como tomar café, almoçar e lanchar com esse valor durante todos esses plantões? Acabar com o rancho e fornecer vale refeição para os policiais com certeza nos deixaria mais satisfeitos e significaria um gasto muito menor”, destacou um soldado.

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Alguns produtos despertam a atenção pela quantidade e valor. No total, foram compradas 2.371 caixas de ovos (cada uma com 30 dúzias, totalizando 360 ovos por caixa). Ou seja: 853.560 ovos – cerca de 16 mil ovos por batalhão, ou mais de mil ovos por mês. Se o alimento estiver presente no cardápio de segunda-feira a domingo, serão 33 ovos por dia.

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O valor da caixa com 30 dúzias é de R$ 201,70 – sendo que qualquer consumidor consegue comprar a dúzia de ovos no varejo por R$ 5 em média – o que daria R$ 150. O sachê de 15g de geléia foi comprado a R$ 0,71 – enquanto o preço em um estabelecimento comercial aberto ao público comum é R$ 0,20. Além do valor acima do preço médio praticado no mercado, a quantidade causa espanto. No total, o contrato estipula a compra de 194.838 sachês de geléia: mais de 35 mil por batalhão, ou 3 mil por mês.

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“Eu tenho 15 anos de PM e jamais comi geléia no batalhão”, denuncia um sargento que também questiona outros produtos da lista de compras.

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“Gelatina, polenguinho, requeijão, queijo, doce de leite, goiabada. Quero saber para onde vai, porque nos batalhões onde já fui lotado, nunca vi”, disse.

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Policiais lotados em Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que foram colocados à disposição do 19º BPM (Copacabana) e do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) – para o reforço no policiamento durante os eventos previstos na programação dos Jogos Olímpicos – estão sendo obrigados a trabalhar em Regime Adicional de Serviço (RAS) Compulsório durante suas folgas também nas UPPs.

“Estou há quatro dias consecutivos trabalhando na escala 12x24x36 e na segunda folga me colocam na UPP”, desabafou um soldado que pediu para ter a identidade preservada com medo de represálias.

Durante o dia, os PMs contam com o apoio de guardas municipais, que fornecem a eles garrafas de água. Já à noite, os policiais recebem dois kits lanche para dividirem entre quatro PMs.

“Às vezes quando somos em cinco, ganhamos dois kits”, lamentou.

Acompanhe aqui outros absurdos a que os policiais têm sido submetidos no #RioOlímpico:

Merenda escolar para serviço de 12 horas

Pão em quantidade insuficiente deixa PMs sem café da manhã

Policiais recebem sanduíche vencido como almoço

PMs têm direito a ração fria para sustentar o corpo durante 12 horas de serviço

Com oito horas de descanso e sem refeição que compense o sacrifício

Policiais de UPPs proibidos de almoçar no rancho do batalhão

PMs proibidos de almoçar no rancho

Alimentação que não sustenta nem criança são oferecidas a PMs

Combustível racionado na PMERJ

PMs aguardam até dois anos pela liberação do Craf

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O atletas militares correspondem a 1/3 da delegação olímpica brasileira nos Jogos Olímpicos 2016, no Rio de Janeiro. O número é quase o triplo dos esportistas levados pelas Forças Armadas aos Jogos de 2012, em Londres – quando foram 51 de 259. Hoje, dos 465 atletas do Brasil, 145 são da Marinha, Exército ou Aeronáutica.

Eles  irão competir em 27 modalidades, ou 65% dos esportes das Olimpíadas. No judô, 100% dos atletas são militares – sendo sete homens que integram o quadro temporário do Exército e sete mulheres da Marinha.

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Todos os militares integram o Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento (PAAR) das Forças Armadas Brasileiras. Criado em 2008, através de uma parceria entre os ministérios da Defesa e do Esporte, o PAAR tem o objetivo de fortalecer a equipe militar brasileira em eventos esportivos de alto nível.

O alistamento é feito de forma voluntária e o processo de seleção leva em conta os resultados dos atletas em competições nacionais e internacionais. Dessa forma, as medalhas já conquistadas na carreira transformam-se em pontuações nos concursos para preenchimento das vagas.

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A partir daí, os atletas têm à disposição todos os benefícios da carreira, como soldo, 13º salário, plano de saúde, férias, direito à assistência médica, incluindo nutricionista e fisioterapeuta, além de disporem de todas as instalações esportivas militares adequadas para treinamento.

A permanência nos quadros militares é de no máximo oito anos, sem possibilidade de ascensão de patente. Além do salário mensal em torno de R$ 3.200 – por causa da graduação, na maioria deles, de terceiro sargento – os atletas militares podem ter outras fontes de recursos.

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“Muitos deles também recebem a bolsa atleta e não há nenhum inconveniente nisso. Outros têm patrocínios de empresas e estas coisas compõem o total da remuneração deles. Não há nenhuma proibição de que tenham outras fontes de renda”, informou o diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, almirante Paulo Zuccaro.

Mais do que a questão salarial, para o atleta é importante a infraestrutura oferecida nas unidades das Forças Armadas.

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“Temos uma retaguarda em apoio, com serviço de assistência médica muito bom, das três Forças Armadas, e as instalações esportivas são excelentes. Temos apoio de fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogo. Toda parte de ciência do esporte está disponível para esses atletas”, ressaltou Zuccaro.

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Os atletas selecionados mediante edital público para treinar nas diferentes modalidades esportivas de interesse das Forças Armadas frequentam um estágio básico, de 45 dias, mas depois podem continuar treinando e competindo por clubes desde que façam uma reciclagem periódica de instrução militar. A estrutura oferecida e o salário é para que eles possam se dedicar integralmente ao esporte.

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Final da Copa do Mundo, 2011, de Judô Bronze do Brasil e 1º Lugar Cuba Foto: Mateus PereiraSECOM

Nos Jogos Olímpicos de Londres, o Brasil voltou para casa com 17 medalhas – cinco delas de atletas militares, sendo quatro no judô (uma de ouro e três de bronze) e uma de bronze no pentatlo moderno.

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Além de representar a corporação em competições civis, como as Olimpíadas, os atletas do PAAR também participam de competições militares e, uma vez por ano, devem se apresentar na Escola de Educação Física da Urca, na Zona Sul do Rio, para treinos militares.

“Não nego que chorei quando tive que matar uma galinha e beber o sangue para me alimentar no meu primeiro treino”, revelou a esgrimista Amanda Simeão, 22 anos, incorporada ao Exército em 2015 e que já recusou um convite para posar nua por causa da condição de militar.

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Ganhador da medalha de prata, o atirador Felipe Wu, 24, já havia tentando concurso na Academia dos Agulhas Negras do Exército e na Academia da Aeronáutica antes de entrar no PAAR.

“Graças ao Exército, pude treinar no meu esporte”, contou Wu, se referindo ao fato de, como militar, ter podido comprar a pistola com que compete antes de completar 25 anos, idade mínima por lei para aquisição de arma no Brasil.

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Os militares de carreira são quatro: o sargento da Aeronáutica Bruno Mendonça, que é jogador de hóquei sobre a grama e ingressou na corporação como soldado em 2003; e três oficiais: o coronel Júlio Almeida, também da Aeronáutica, e o tenente-coronel Emerson Duarte e o major Cássio Rippel, ambos do Exército – todos do tiro esportivo.

Até esta sexta-feira, dia 12 de agosto, o Brasil tinha conquistado quatro medalhas: uma de ouro, uma de prata e duas de bronze. Todas de militares: Rafaela Silva (sargento da Marinha) – ouro no judô; Felipe Wu (sargento do Exército) – prata no tiro esportivo; Mayra Aguiar (sargento da Marinha) – bronze no judô; e Rafael Silva (sargento do Exército) – bronze no judô.

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Em pouco mais de um ano, o 7º BPM (São Gonçalo) perdeu 138 homens. Se no primeiro semestre de 2015 o batalhão gonçalense possuía efetivo de 679 policiais, hoje este número é de 541. Isso representa cerca de 140 homens e mulheres por dia.

Com esse efetivo que já não é suficiente para cobrir o município, o batalhão de São Gonçalo ainda perdeu pouco mais de 100 policiais para as Olimpíadas do Rio. A frota do 7ºBPM – composta por 30 viaturas – também sofreu baixa.

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“Não tenho medo de críticas. Elas servem para realinhar as nossas decisões. Mas não gosto de injustiça. Não temos hoje a mesma quantidade de policiais que o batalhão possuía no ano passado. Perdemos os policiais que faziam RAS (Regime Adicional de Serviço) e os que estavam no estágio. Além disso, ainda tivemos que ceder efetivo para a Olimpíada. E mesmo assim temos trabalhado muito”, ressaltou o coronel Samir Vaz, comandante do 7ºBPM.

O município – que possui 95 bairros distribuídos em 249 km² – é o segundo em população do Estado e 16º do Brasil, com mais de um milhão de habitantes. Enquanto isso, a tropa do 23º BPM (Leblon) – responsável pelo policiamento ostensivo e patrulhamento de apenas seis bairros localizados na Zona Sul do Rio com um total de 374 mil moradores – é formada por 916. Com isso, São Gonçalo tem média de 1 PM para cada 2.218 pessoas. Já os bairros Gávea, Jardim Botânico, Leblon, Lagoa, Ipanema e São Conrado possuem um policial para cada 408 moradores.

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E o descaso com a Segurança Pública em São Gonçalo não se limita à PM. As delegacias existentes na cidade também estão abandonadas pelo Governo do Estado. As distritais que deveriam ter seis delegados e 70 inspetores, possuem apenas dois delegados e 30 inspetores.

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Havia a esperança de que a nomeação de novos 180 oficiais de cartório representasse um reforço no efetivo das delegacias da região. No entanto, o Governo do Estado informou que os policiais serão distribuídos por todas as unidades subordinadas ao Departamento Geral de Polícia do Interior (DGPI) – as quatro em funcionamento em São Gonçalo e outras 73 delegacias.

“Se tivermos sorte, conseguiremos dois policiais para cada delegacia. Falta vontade política. Os poderes deveriam somar esforços, mas em São Gonçalo não há políticos interessados em lutar pela Segurança Pública. A população reclama, mas não faz a sua parte. Nós, como sociedade organizada, devemos nos unir e dar um basta”, ressaltou o delegado Mário Lamblet, da 72ª DP (Mutuá).

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Ele lembrou que o município de São Gonçalo perdeu a oportunidade de sediar a Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-Nit/SG) e corre o risco de perder também a Central de Garantias.

“A importância de ter uma delegacia em sua área é a circulação de viaturas que isso traz para a cidade e reflete na segurança. Não houve mobilização em São Gonçalo e Niterói conseguiu levar a DH para lá. Se novamente ninguém se mobilizar, a cidade perderá mais uma oportunidade”, explicou Lamblet, lembrando também que a 75ª DP corre o risco de fechar as portas e até o momento a Prefeitura de São Gonçalo não sinalizou com qualquer tentativa de ajudar a manter a distrital.

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Além de não oferecer terreno ou prédio para que a delegacia possa continuar funcionando, a Prefeitura de São Gonçalo também ignora a Lei 13.022/2014 – também conhecida como Estatuto Geral das Guardas Municipais. O artigo 7º, inciso III, autoriza a Guarda Municipal de São Gonçalo a ter um efetivo de aproximadamente 2.076 guardas. Atualmente existem pouco mais de 300.

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Soldado PM Vinícius Ferreira Dias, 32 anos

Dois meses e dois dias após enterrar o corpo do irmão, o soldado Vinícius Ferreira Dias, 32 anos, foi baleado ao ser identificado como policial durante um assalto sofrido no momento em que ele chegava na casa da mãe para o almoço de domingo. O crime ocorreu em Realengo, na Zona Oeste do Rio, no final da manhã deste domingo, dia 24 de julho. Os bandidos fugiram levando a arma e o carro que o policial conduzia – um Toyota Corolla do pai dele, que é sargento reformado da PM.

No último dia 22 de maio, o soldado Eduardo Ferreira Dias, 37, morreu após ser baleado durante um ataque de criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que continuam controlando o tráfico de drogas no Morro da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte. Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Mangueira, o policial tinha acabado de assumir o serviço e estava levando outro PM para fazer a rendição no posto de policiamento existente próximo à quadra da escola de samba, na Rua Visconde de Niterói, quando foi surpreendido por um ‘bonde’ de criminosos. Ao avistar a viatura, os bandidos efetuaram diversos disparos, atingido o soldado Dias no peito. Socorrido, ele ainda foi levado para o Hospital Quinta D’Or, mas não resistiu.

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Soldado PM Vinícius Ferreira Dias, 32 anos

Neste dia 24 de julho, o soldado Vinícius foi atingido por dois tiros – um no abdômen (que perfurou intestino grosso, fígado e pulmão) e outro no braço. Ele passou por uma operação para retirada do projétil do abdômen e a equipe médica aguarda que o quadro clínico dele melhore para que possa submetê-lo a uma segunda cirurgia, para retirada daquele que está alojado na axila. O PM utilizou seis bolsas de sangue e doações para repor o estoque da unidade de saúde estão sendo solicitadas. O tipo sanguíneo do policial é B+.

Ele permanece internado em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. A vida do PM – 254° policial baleado no Estado do Rio somente este ano – foi salva por um motorista que trafegava pela Rua Falcão da Frota, em Realengo, e não hesitou em colocá-lo em seu carro e socorrê-lo ao hospital.

O soldado Vinícius, que está na corporação há cinco anos, foi transferido recentemente da UPP Mangueira para o Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP), em Sulacap. A transferência ocorreu depois que o irmão da morte do irmão, com o intuito de preservar a mãe dos dois PMs, que são filhos de um sargento reformado da PM e ainda têm outros irmãos – uma gêmea do Vinícius e um irmão caçula, que não são policiais.

Após receber ameaças de traficantes que implantaram uma boca-de-fumo na rua em que morava, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o soldado Eryk da Cruz Laia, 34 anos, solicitou permissão para acautelamento de uma pistola da corporação. Ele ainda não possuía o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) e por isso não podia andar com arma particular – ficava armado somente quando em serviço.

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Sd PM Eryk da Cruz Laia, 34 anos

Na época, ele era lotado no 2° BPM (Botafogo) – a mais de 60 quilômetros de distância de sua residência – e o pedido foi negado. Meses após o pedido, no último dia 20 de maio, ele foi assassinado após uma tentativa de assalto próximo à casa de sua sogra, no mesmo município em que mora. Na ocasião ele estava lotado no 20° BPM (Mesquita). O PM foi morto na véspera de seu aniversário de 35 anos e deixou esposa e dois filhos.

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O caso do soldado Laia não é exceção na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Policiais militares denunciam que não conseguem buscar as armas que compraram porque a corporação não entrega o Craf. Alguns PMs já aguardam há mais de um ano.

“Eu trabalho em uma UPP e no deslocamento que faço da minha casa até ela, que é feito por meios próprios, estou desarmado. É fácil os bandidos fazerem uma emboscada e pegar um de nós na chegada ou saída da favela, pois sabem que estamos desarmados”, desabafou um policial.

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Sd PM Eryk da Cruz Laia, 34 anos

Duas semanas antes da morte de Laia, o soldado Evaldo César Silva de Moraes Filho, 27, foi assassinado ao chegar para assumir um extra no Regime Adicional de Serviço (RAS) na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Alemão. Desarmado, ele subia a Avenida Central em seu carro particular quando foi atacado de forma covarde por criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que continuam controlando o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. O crime ocorreu no dia 8 de maio.

“Ando com a farda e sem arma. Se for reconhecido como policial não tenho nem como defender”, denunciou outro PM.

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Até janeiro de 2011, a confecção dos CRAFs era de responsabilidade da Diretoria de Logística da PMERJ. Depois passou a ser atribuição da Coordenadoria de Inteligência da corporação.

Sem o documento – onde constam os dados do proprietário e as características da arma -, o PM não pode retirar a arma da loja.

“Nós temos que pagar do nosso próprio bolso pela arma e depois ainda somos submetidos a isso”, ressaltou.

Enviei solicitação através de um e-mail à Coordenadoria de Comunicação Social (CComSoc) da PMERJ, às 14h51 desta sexta-feira, dia 11 de março, perguntando sobre o problema, mas nenhuma resposta foi enviada.

Às 21h45 do dia 25 de maio – mais de dois meses depois – recebi um e-mail que dizia: “Com relação ao processo do documento CRAF (Certificado de Registro de Arma de Fogo), a DL (Diretoria de Logística), informou que a aquisição do material para sua confecção obedece o trâmite necessário e legal nos casos de licitação. E que o material necessário já foi adquirido e está previsto para ser entregue nos próximos. Esse documento é necessário para o rigoroso controle de aquisição de armas de fogo”.

Retornei a mensagem perguntando se o “próximo” se referia a dias, semanas, meses ou anos. E, como de costume, não obtive resposta. Talvez quando completar três meses eles me respondam….