Sexta-feira tem 7 policiais baleados no Rio

Publicado: 20 de fevereiro de 2016 em Uncategorized

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Em menos de 24 horas, 7 policiais baleados.

Os primeiros casos ocorreram no Complexo do Lins, no bairro Lins de Vasconcellos, na Zona Norte do Rio. Lotados na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Lins, o cabo Emerson e os soldados G. Ramos, Sérgio e Paulo foram atingidos durante ataque na localidade conhecida como Cachoeirinha.

Os quatro receberam atendimento médico no Hospital Naval Marcílio Dias e não correm risco de morte. O soldado G.Ramos foi atingido na panturrilha direita, o soldado Sérgio na coxa direita, o soldado Paulo no dedo de uma das mãos e o cabo Emerson de raspão no braço direito.

Os policiais revidaram a agressão e no confronto um acusado de envolvimento com o tráfico de drogas na região foi baleado. Ele não resistiu. Com ele, os PMs apreenderam uma pistola 9mm.

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Horas depois, na Favela Cidade Alta, em Cordovil, também na Zona Norte, o sargento Robson, lotado no 16° BPM (Olaria), foi baleado. Na mesma ação, o sargento Barbosa ficou ferido após ser atacado por abelhas. Os dois foram levados para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

O sexto PM ferido em serviço nesta sexta-feira foi o soldado T. Almeida, lotado na UPP Vila Cruzeiro. Atingido por estilhaços, ele foi socorrido elevado para a mesma unidade de saúde.

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Já no final da noite, o soldado Iran, lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), foi baleado durante ataque de criminosos, no Arco Metropolitano, próximo ao rio Guandu, na altura de Seropédica, na Baixada Fluminense.

A viatura realizava patrulhamento de rotina quando se deparou com um bonde de traficantes que haviam participado de uma troca de tiros entre rivais das facções Amigos dos Amigos (ADA) e Comando Vermelho (CV).

Atingido de raspão nas costas – protegido por um colete de cerâmica – o PM foi socorrido e levado para o Hospital Municipal São Francisco Xavier, em Itaguaí, recebendo alta após atendimento médico.

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Criada em 1856 com o objetivo de ampliar a Casa de Detenção de Niterói – atual Instituto Penal Edgard Costa (IPEC) – e custodiar escravos refugiados, a Penitenciária Vieira Ferreira Neto foi transformada em Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (UP-PMERJ). Localizado no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, o prédio – que tem capacidade para 218 presos – recebeu os 236 policiais militares que estavam no antigo Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, na Zona Norte do Rio. A transferência, que teve início nesta sexta-feira, dia 2 de outubro, foi concluída neste sábado, dia 3.

Em janeiro de 1998, o então Instituto Penal Vieira Ferreira Neto foi transformado em Penitenciária Vieira Ferreira Neto. Nas penitenciárias – ao contrário dos presídios -, os internos circulam livremente no interior das galerias, ficando as celas abertas durante o dia. No Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro, havia apenas quatro penitenciárias que seguiam as disposições legais apontadas pela Lei de Execuções Penais (LEP), no que diz respeito às acomodações dos apenados: ou seja, cubículos individuais contendo dormitório e lavatório. As demais apresentam, em sua maioria, cubículos com 2 ou mais internos.

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A unidade recebia condenados que não integrassem qualquer facção criminosa e tivessem pena para cumprir de até 5 anos, além de estar há mais de um ano no sistema penitenciário e não possuir processo pendente aguardando julgamento. Os presos que estavam na Penitenciária Vieira Ferreira Neto – a maioria com mais de 60 anos de idade e portadores de deficiência física grave que não necessitavam de internação hospitalar – foram transferidos para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, no último mês de maio.

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A unidade – que era conhecida como “Sítio do Pica Pau Amarelo” – foi alvo de diversas ações civis públicas propostas pelo Ministério Público, que denunciava a situação precária, desumana e degradante da unidade e tinha o objetivo de acabar com a superlotação de presos, entre outras diversas irregularidades constatadas.

Em 1984, Mick Jagger passou três dias na penitenciária, para gravação de um clip com os Rolling Stones. Após a filmagem, foi realizado um show para os detentos.

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A Penitenciária Vieira Ferreira Neto fica ao lado do Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro – que abriga presos da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA)  apesar de ter capacidade para 396 internos, possui atualmente 487 – e do Hospital Penal de Niterói – unidade prisional criada para receber presos portadores do vírus HIV.

Vale lembrar que a maioria dos PMs acautelados na UP ainda aguardam julgamento e muitos retornam às ruas após serem inocentados pela Justiça.

Até o momento, o ano de 2015 registra 176 policiais baleados no Estado do Rio – a média é de CINCO agentes feridos a tiros por semana. Destes, 147 estavam de serviço. Do total, 57 não resistiram. Somente nesta semana, houve 9 casos.

Segunda-feira, dia 28 de setembro

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Formiga, o soldado Bruno Rodrigues Pereira, 30 anos, foi torturado e morto de forma covarde ao ser identificado como policial. O crime ocorreu no bairro Lagoinha, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O PM – que ia completar três anos na corporação no próximo mês de dezembro – tinha ido buscar o irmão quando foi abordado pelos criminosos, na localidade conhecida como Dom Bosco. Eles o revistaram e acabaram encontrando a farda no porta-malas. Após torturá-lo e matá-lo, os bandidos o amarraram com uma corda a um cavalo e arrastaram seu corpo pela Rua Gelo.

Bruno Rodrigues Pereira, 30 anos

Soldado PM Bruno Rodrigues Pereira, 30 anos

Terça-feira, dia 29 de setembro

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Macacos, o soldado Rodrigues foi baleado durante ataque de criminosos que continuam controlando o tráfico de drogas no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Há duas semanas, ele já havia sido atingido no local, mas o colete amorteceu o projétil. Desta vez atingido no ombro, o PM foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

Terça-feira, dia 29 de setembro

Lotado no 15BPM, o sargento Francisco foi baleado durante confronto com criminosos que controlam o tráfico de drogas na Favela Santa Lúcia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Atingido no tórax, o PM foi socorrido pelos colegas de farda e levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, no bairro Saracuruna, e posteriormente transferido com auxílio do Grupamento Especial de Salvamento e Ações de Resgate (GESAR) para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio.

Sargento PM André Caetano, 42 anos

Sargento PM André Caetano, 42 anos

Terça-feira, dia 29 de setembro

Lotado no Centro de Controle Operacional da Polícia Militar (Cecopom), no Quartel General (QG) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, o sargento André Caetano, 42 anos, morreu após ser baleado diversas vezes pelo próprio filho, de 17 anos de idade. O crime ocorreu na casa do PM, no bairro Engenho da Rainha, na Zona Norte do Rio. Casado há 17 anos, o sargento deixou outros dois filhos – um menino e uma menina.

Em tempo: a PMERJ não pagou o convênio com o Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, e amigos do PM criaram uma vaquinha para ajudar a família a pagar o enterro.

Soldado PM Caio Cesar Ignácio Cardoso de Melo, 27 anos

Soldado PM Caio Cesar Ignácio Cardoso de Melo, 27 anos

Quarta-feira, dia 30 de setembro (manhã)

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Fazendinha, o soldado Caio César Melo foi baleado na Rua Canitar, próximo ao Campo do Sargento. Atingido no pescoço, o PM foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu a quatro paradas cardíacas. O policial também era dublador e conhecido por ser a voz de Harry Potter no Brasil. Ele morreu dois dias após completar 27 anos de vida.

Quarta-feira, dia 30 de setembro (tarde)

Lotado no Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), o soldado M. Cunha foi baleado durante ataque de criminosos na Favela Parque Proletário, no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. Atingido na perna, ele foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas.

Soldado PM Alyson Leonardo Egídio Alves, 27 anos

Soldado PM Alyson Leonardo Egídio Alves, 27 anos

Quinta-feira, dia 1 de outubro

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Salgueiro, o soldado Alyson Leonardo Egídio Alves, 27 anos, morreu após ser baleado ao ter a identidade descoberta, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O PM estava no salão de beleza da esposa, localizado na Rua Brilhante, no bairro Coelho da Rocha, quando dois criminosos que chegaram em um carro vermelho anunciaram o assalto. Ao ver a arma na cintura de Alyson, eles efetuaram os disparos e fugiram no veículo, onde um comparsa permaneceu à espera.

Baleado na frente da esposa, o PM foi atingido duas vezes no rosto e uma nas costas. O soldado ainda foi socorrido e levado para o Posto de Atendimento Médico (PAM) de São João de Meriti, mas não resistiu. A cunhada dele, que também estava no salão, foi atingida na perna.

Sargento PM Marcelo Moraes, 46 anos

Sargento PM Marcelo Moraes, 46 anos

Sexta-feira, dia 2 de outubro (manhã)

Lotados no 16BPM, o sargento Marcelo Moraes, 46 anos, e o cabo Antônio Carlos Dias Leite foram baleados durante tentativa de assalto, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. O sargento, que era subcomandante do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do batalhão de Olaria, não resistiu e morreu ainda no local. Os dois seguiam de moto para um curso do Comando de Operações Especiais (COE) quando foram abordados pelos criminosos.

O cabo D. Leite foi salvo por um funcionário dos Correios que vinha em outra moto logo atrás e presenciou a cena, o ajudou a se proteger atrás de um carro, pegou sua arma e atirou contra um dos bandidos – que morreu no local. Após socorrê-lo e levá-lo até o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, ele retornou e se apresentou aos policiais da Divisão de Homicídios (DH), auxiliando no trabalho da perícia.

Sexta-feira, dia 2 de outubro (noite)

Lotados na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Vila Cruzeiro, os soldados Batista e R. Silva foram baleados durante ataque no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. Atingido nas costas, o soldado Batista foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. O tiro perfurou o tórax, ombro e pelve. Baleado de raspão na costela, o soldado R. Silva também recebeu atendimento médico na mesma unidade de saúde.

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Desde que um despacho foi deixado na porta de seu gabinete, o comandante do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), tenente-coronel Márcio Oliveira Rocha, determinou que um policial fosse designado a cada serviço para permanecer no corredor garantindo a integridade do local.

Acusado pela tropa de cometer diversos abusos de autoridade, o coronel continua sendo alvo de várias denúncias.

“Ele retirou a água gelada da tropa. Em um verão escaldante com sensação térmica de 50°C, somos obrigados a beber água quente. Sem falar que, além de passar por cima de ordens superiores para suspender o RAS compulsório, não paga o RAS desde outubro”, denunciou um PM que pediu para não ter a identidade divulgada.

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“Ele ainda retirou o ar condicionado do rancho dos praças, em retaliação a denúncias que fizemos e fez várias reuniões tentando intimidar e coagir a tropa. Até policial da guarda está sendo escalado para tomar conta do gabinete dele 24 horas por dia”, ressaltou.

“Esse coronel proibiu o rancho e o despenseiro de gelar água de quaisquer formas para a tropa. Independente do calor, do sol, do dia ou do tipo de serviço, a água para abastecer os policiais na rua é oferecida quente. Os policias que estão baseados no museu do índio estão proibidos de utilizar o ar condicionado das viaturas”, afirmou outro PM.

“Só podemos usar o rancho totalmente fardados e, com a retirada do ar condicionado do espaço, comemos os alimentos com nosso suor junto”, ressaltou.

Ainda de acordo com a tropa do BPChoque, policiais de todos os setores do batalhão de elite estão sendo empenhados em um serviço extra no Museu do Índio.

“Ele está fazendo isso em represália, pois trata-se de um baseamento inútil, tendo em vista que permanecemos lá só olhando para escombros. E ainda somos proibidos de ficar dentro das viaturas para não usarmos o ar condicionado das mesmas. Costumam ficar 30 PMs em um espaço de 70 metros quadrados”, destacou.

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Outra reclamação é relativa ao não acatamento de orientações médicas. Mesmo que sejam encaminhados para casa, os policiais são forçados a permanecer por todo o tempo da dispensa aquartelados.

Na última terça-feira, o PAUTA DO DIA publicou uma denúncia feita por agentes lotados no BPChoque relativa ao descumprimento da determinação que suspende a escalação de policiais para serviço extra na segunda folga.

Uma semana após a prisão de um dos integrantes do “Bonde do Schumacher” – quadrilha especializada em roubar veículos na Região Oceânica de Niterói – policiais da 81ª DP (Itaipu) realizaram a operação batizada como “Raptor” e prenderam outros quatro criminosos. Eles foram surpreendidos em suas residências, nos bairros do Anaia, Jóquei e Arsenal, em São Gonçalo.

Os presos foram identificados como André Gustavo Medeiros dos Santos, Christian Dias Thomé Batista, Leonardo Ramos Mesquita e João Marcos de Oliveira Melo. Contra eles havia mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça. Os policiais chegaram até o quarteto após a prisão do comparsa Anthony da Silva Fernandes, ocorrida na semana passada.

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Doze pessoas – sendo quatro policiais militares – foram denunciadas pelo Ministério Público por formação de quadrilha. Elas são acusadas de integrar uma milícia que age em Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, usando violência e armas de fogo para cometer homicídios qualificados, extorsões a moradores e comerciantes, venda de gás e TV a cabo ilegal, entre outros crimes.

Nove dos 12 denunciados foram presos por policiais da 60ª DP (Campos Elíseos), na operação batizada como Parajás – nome da deusa tupi do bem e da Justiça – e realizada na manhã desta quarta-feira, dia 10 de outubro. Outros dois acusados de integrar a quadrilha foram presos em flagrante. Os também agentes cumpriram 15 mandados de busca e apreensão. Entre os denunciados, o ex-PM Ailton da Silva Diniz, o Abel, preso desde maio desde ano.

De acordo com o delegado Felipe Couri, titular da distrital, o ex-PM continuava controlando o grupo de dentro da cadeia. Os três policiais presos eram considerados seus homens de confiança: o sargento Luiz Felipe Nunes de Souza, o Felipão ou Zé Orelha, do 9º BPM (Rocha Miranda), o sargento Alexandre dos Santos, o Tescão, lotado no 26º BPM (Petrópolis) e o sargento Sidney Pereira de Abreu, o Abreu, do 15º BPM (Duque de Caxias). Eles seriam os principais responsáveis por repassar as ordens de Abel. Um outro PM, o cabo Maurício Fernandes de Oliveira, o Fernandes, também lotado no 15º BPM, continuava foragido até a noite desta quarta-feira.

Além do cabo, continuam foragidos Jonatan Pinto Apolinário, o Cocão; e Hamilton de Moraes Ribeiro, o Hamilton. Os outros cinco presos nesta quarta-feira foram: o ex-PM Wellington Corrêa do Amparo, o Tonzinho; o candidato a vereador Fábio Márcio Neves Seixas, o Fabinho da Adega; Márcio Henrique Idalgo Rodrigues dos Santos, o Márcio Henrique; Jefferson da Silva Francisco, o Marcelinho; e Robertson Eduardo Duarte Milton, o Duarte.

Segundo as investigações – que tiveram início há seis meses -, além de explorar ligações clandestinas de TV a cabo e venda de botijões de gás, os criminosos cobravam taxa de segurança dos comerciantes da região que variavam de R$ 50 a R$ 150 por semana e faziam agiotagem cobrando juros que variavam de 35% a 40% ao mês. Quem não saldava as dívidas tinha carros e imóveis tomados pelo grupo.

O delegado Felipe Curi ressaltou que, desde a prisão de Abel, o índice de homicídios na região caiu 88%. Em setembro, houve três registros – sendo que a média mensal era de 25 assassinatos. Na Operação Parajás, os policiais apreenderam seis pistolas, três revólveres, dois CPUs, seis notebooks, além de celulares, munições, fardas do Exército, cerca de R$ 2.200 em espécie, notas promissórias e uma lista com cobrança e valores de agiotagem.

A denúncia foi encaminhada à Justiça pela 3ª Central de Inquéritos do MP. O documento narra que os criminosos, sempre com uso de violência, grave ameaça e armas de fogo constrangiam moradores e comerciantes da localidade a pagar por suposta proteção contra bandidos (“taxa de segurança”), além de cobrar comissões sobre venda de imóveis e comercializar clandestinamente combustível, cestas básicas, gás e TV a cabo (“gatonet”).

Além disso, ainda de acordo com a denúncia, os acusados extorquiam dinheiro de traficantes de drogas e exigiam armas como condição para não os prenderem, expulsavam moradores de seus imóveis para revendê-los a terceiros e mataram diversas pessoas que se recusaram a submeter-se às regras impostas pela milícia. Os homicídios geralmente ocorriam à luz do dia e em locais com grande aglomeração de pessoas.

Com base nas investigações, o MP detalhou na Denúncia o papel que cada acusado tinha dentro da milícia, liderada pelo ex-PM Abel e pelo sargento Luiz Felipe Nunes de Souza, que valia-se do fato de ter amplo conhecimento no meio policial e político em Duque de Caxias para promover os interesses da quadrilha.

Os criminosos vão responder pelas sanções previstas no Art.288, parágrafo único do Código Penal e no Art. 8º da Lei 8.072/90. Já Abel e Luiz Felipe responderão ainda pela agravante prevista no Art. 62, inciso I, também do Código Penal.

Ex-PM Ailton da Silva Diniz, o Abel, apontado como líder da milícia

PRESOS
Ex-PM Ailton da Silva Diniz, o Abel
Ex-PM Wellington Correa do Amparo, o Tonzinho
Sargento PM Luiz Felipe Nunes de Souza, o Felipão ou Zé Orelha (lotado no 9º BPM)
Sargento PM Sidney Pereira de Abreu, o Abreu (lotado no 15º BPM)
Sargento PM Alexandre dos Santos, o Tescão (lotado no 26º BPM)
Candidato a vereador Fábio Márcio Neves Seixas, o Fabinho da Adega
Márcio Henrique Idalgo Rodrigues dos Santos, o Márcio Henrique
Jeferson da Silva Francisco, Marcelinho
Robertson Eduardo Duarte Milton, o Duarte

FORAGIDOS
Cabo PM Maurício Fernandes de Oliveira, o Fernandes (lotado no 15º BPM)
Jonatan Pinto Apolinário, o Cocão
Hamilton de Moraes Ribeiro, o Hamilton

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Morreu de pneumonia, aos 14 anos de idade, a estudante Beatriz Rangel, filha da enfermeira Danúbia de Souza Rangel, 28, com o traficante Luiz Fernando Sales da Silva, o Mandioca – morto aos 20 anos, em confronto com a PM, em 2003 – e enteada de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, 36 – preso desde novembro de 2011 e atualmente na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Com mais de 3 mil assinantes e 600 amigos no Facebook – onde criou perfil em julho -, a jovem – que era fã do Grupo Bom Gosto, Thiaguinho e Cauã Reymond – curtia marcas como Yves Saint Laurent, Guess, Calvin Klein, Maria Gueixa, Louis Vuitton e Colcci e passava o tempo da internação hospitalar conversando com amigos pela rede social.

No dia 21 de setembro ela postou: “Como uma pessoa fica 2 semanas com febre direto, isso é normal meu Deus ? :(“. A pergunta recebeu 28 comentários e um conselho para que ela corresse para o médico e fizesse exames, ao que ela respondeu que já tinha ido, mas que os exames não detectaram nada.

Três dias depois, escreveu: “Odeio hospital!!!!! :@ :'(“. Entre suas principais reclamações, a qualidade da comida. Entre uma visita e outra, comemorava quando alguém levava um lanche do Bob’s ou do Mc Donald’s, e também festejou ao ganhar chocolates da Kopenhagen – deixando claro sua adoração por toda a linha Língua de Gato.

No dia 29 de setembro postou: “Realmente, a coisa mais importante na nossa vida é a nossa saúde, não há dinheiro q compre ! :/” e, logo depois: “Ai não agüento mais ser furada. #pena dos meus braços :(”

Demonstrando expectativa de receber alta no dia 1º de outubro, continuou internada e acabou morrendo após três paradas cardio-respiratórias, na madrugada de segunda-feira, dia 8. O corpo foi sepultado nesta terça-feira, dia 9 de outubro, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

Presa em novembro do ano passado acusada de envolvimento com o tráfico de drogas na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, a mãe dela ficou na cadeia pouco mais de três meses. Ela estava em liberdade desde março, por determinação do juiz Marcello de Sá Baptista, da 14ª Vara Criminal. O magistrado entendeu que as acusações contra ela não foram comprovadas.

Orgulhosa da mãe, a menina sonhava cursar Medicina e viajar para a Disney – e pretendia realizar a viagem em janeiro de 2013, em troca da festa de 15 anos. Como qualquer pré-adolescente de sua idade, compartilhava a vida em inúmeras redes sociais. Em uma delas, respondia a perguntas enviadas por amigos e também por desconhecidos.

Ao ser questionada se tinha vergonha da mãe, respondeu: “Não, tenho orgulho por ela ser guerreira. Não penso em seguir os caminhos dela e nem ela quer.”

Uma nova postagem veio com a pergunta: “Então você acha que ser mulher de traficante que acaba com a vida de muitas pessoas por causa das drogas que eles vendem é ser guerreira?”, e ela escreveu: “Não, mas sim pelas lutas que ela passa por ser uma.”

Falando dos seis irmãos que tinha por parte de padastro – dois com a mãe dela -, revelou só não manter bom relacionamento com a mais velha, Tayna, e lembrou do melhor passeio que fez com a mãe assim que ela saiu da prisão: no RioZoo, na Quinta da Boa Vista.

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A pedidos, o Pauta do Dia vai publicar a listagem dos vereadores e prefeitos eleitos em Niterói, Itaboraí, Maricá e São Gonçalo.

ITABORAÍ
92.262 votos válidos
Prefeito
42,18% – Helil Cardozo (PMDB-PTN-PSC-PRTB-PMN-PSB-PPL): 38.917 votos

Vereadores
1- Lucas Borges (PMDB-PPL): 3.606 votos (3,15%)
2- Marcos Araújo (PP): 2.363 votos (2,06%)
3- Wellington (PCdoB): 2.187 votos (1,91%)
4- Rosana Rosa (PCdoB): 2.096 votos (1,83%)
5- Alzenir (PTB-PRTB): 2.022 votos (1,77%)
6- Irmão Caio (PSC-PTN-PMN-PSB): 1.929 votos (1,68%)
7- Clemilson Mixaria (PSDB): 1.795 votos (1,57%)
8- Zé Manel (PV-PHS-PSD): 1.723 votos (1,50%)
9- Bil (PDT): 1.663 votos (1,45%)
10- Edinho (PMDB-PPL): 1.504 votos (1,31%)
11- Carlinhos da Farmácia (PSDB): 1.387 votos (1,21%)
12- Roberto Costa (PTB-PRTB): 1.206 votos (1,05%)
13- Ézio Barcelos (PRTB-): 1.160 votos (1,01%)
14- Sandro Construforte (PR): 1.087 votos (0,95%)
15- Marcelo Lopes (PDT): 1.085 (0,95%)

MARICÁ
62.674 votos válidos
Prefeito
42,48% – Washington Quaquá (PT-PTB-PRP-PPL): 26.622 votos

Vereadores
1- Aldair de Linda (PPL-PT-PPL): 2.365 votos (3,84%)
2- Hélter Ferreira (PT-PPL): 2.217 votos (3,60%)
3- Bubute (PT-PPL): 2.123 votos (3,44%)
4- Chiquinho (PT-PPL): 2.119 votos (3,44%)
5- Fabiano Horta (PT-PPL): 2.062 votos (3,34%)
6- Adelso Pereira (PRP-PTB): 1.889 votos (3,06%)
7- Bidi (PMDB-PRB-PCdoB): 1.741 votos (2,82%)
8- Filipe Bittencourt (PMDB-PRB-PCdoB): 1.406 votos (2,28%)
9- Tatai (PTB-PRP): 1.386 votos (2,25%)
10- Robson Dutra (PMDB-PRB-PCdoB): 1.272 votos (2,06%)
11- Frank Costa (PTdoB-PRTB): 825 votos (1,34%)

NITERÓI
268.965 votos válidos
Prefeito: Segundo Turno
39,35% – Rodrigo Neves (PT-PRB-PMDB-PSC-PSDC-PHS-PMN-PSB-PV-PCdoB): 105.829 votos
32,96% – Felipe Peixoto (PDT-PP-PSL-PTN-PPS-PRP-PSDB-PTdoB-PPL): 88.660 votos

Vereadores
1- Paulo Eduardo Gomes (PSOL-PCB): 8.011 votos (2,91%)
2- Renatinho PSOL (PSOL-PCB): 6.304 votos (2,29%)
3- Renato Cariello (PDT): 5.308 votos (1,93%)
4- Bagueira (PPS-PPL): 5.067 votos (1,84%)
5- Tânia Rodrigues (PDT): 4.437 votos (1,61%)
6- Lúcio do Nevada (PRP-): 4.103 votos (1,49%)
7- Beto da Pipa (PMDB-PRB-PMN): 4.067 votos (1,48%)
8- Rodrigo Farah (PMDB-PRB-PMN): 3.819 votos (1,39%)
9- Gallo (PDT): 3.662 votos (1,33%)
10- Waldeck (PT-PSDC): 3.613 votos (1,31%)
11- CAL (PP-PSL): 3.151 votos (1,14%)
12- Verônica Lima (PT-PSDC): 3.030 votos (1,10%)
13- Dr. Emanuel Rocha (PDT): 2.950 votos (1,07%)
14- Henrique Vieira (PSOL-PCB): 2.878 votos (1,04%)
15- Leonardo Giordano (PT-PSDC): 2.867 votos (1,04%)
16- Paulo Henrique (PPS-PPL): 2.829 votos (1,03%)
17- José Vicente (PPS-PPL): 2.694 votos (0,98%)
18- Priscila Nocetti (PSD-PTB-DEM-PRTB-PTC): 2.598 votos (0,94%)
19- Bruno Lessa (PSDB-PTdoB): 2.572 votos (0,93%)
20- Andrigo (PTdoB-PSDB): 2.178 votos (0,79%)
21- Daniel Marques (PV-PSC-PCdoB): 1.169 votos (0,42%)

SÃO GONÇALO
462.757 votos válidos
Prefeito: Segundo Turno
41,65% – Adolfo Konder (PDT-PRB-PT-PSC-PMN-PTC-PRP-PPL-PSD-PCdoB): 192.727 votos
25,22% – Neilton Mulim (PR-PTB-DEM-PSDC-PSDB): 116.721 votos

Vereadores
1- Dejorge Patrício (PR-PTB): 6.391 votos (1,46%)
2- Lecinho (PMDB-PV-PTdoB): 6.170 votos (1,41%)
3- Jorge Mariola (PDT-PTC): 6.090 votos (1,39%)
4- Nivaldo Mulim (PR-PTB): 5.939 votos (1,36%)
5- Capitão Nelson (PSC): 5.762 votos (1,32%)
6- Dr. Fábio Farah (PDT-PTC): 5.675 votos (1,30%)
7- Iza (PMDB-PV-PTdoB): 5.052 votos (1,16%)
8- Marco Rodrigues (PSD): 4.468 votos (1,02%)
9- Marlos Costa (PT-PMN): 4.456 votos (1,02%)
10- Armando Marins (PR-PTB): 4.407 votos (1,01%)
11- Alexandre Gomes (PRTB-PTN): 4.115 votos (0,94%)
12- Gilson do Cefen (PR-PTB): 4.100 votos (0,94%)
13- Alex da Agência (PPS): 3.920 votos (0,90%)
14- Dudu do Catarina (PDT-PTC): 3.887 votos ( 0,89%)
15- Ricardo Pericar (PDT-PTC): 3.759 votos (0,86%)
16- Amarildo Aguiar (PV-PMDB-PTdoB): 3.496 votos (0,80%)
17- Diego São Paio (PRP): 3.349 votos (0,77%)
18- Thiago da Marmoraria (PMDB-PV-PTdoB): 3.269 votos (0,75%)
19- Dr Frederico Pediatra (PTdoB-PMDB-PV): 3.219 votos (0,74%)
20- Diney (PSB-PSL): 3.042 votos (0,70%)
21- Cici Maldonado (PMDB-PV-PTdoB): 2.987 votos (0,68%)
22- Geiso do Castelo (PDT-PTC): 2.914 votos (0,67%)
23- José Carlos Vicente (PSDB-PSDC): 2.697 votos (0,62%)
24- Russo da Marmoraria (PSB-PSL): 2.252 votos votos (0,52%)
25- Professor Paulo (PT-PMN): 1.948 votos (0,45%)
26- Maciel (PTN-PRTB): 1.940 votos (0,44%)
27- Giovani Raios de Sol (PRP): 1.898 votos (0,43%)

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No dia seguinte à matéria feita em primeira mão pelo Pauta do Dia denunciando o criminoso conhecido como Dina -que se exibia armado e zombando da Polícia no Facebook – policiais do Serviço de Inteligência (P-2) e do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9º BM (Rocha Miranda) prenderam Lucas Jorge Silva de Araújo, o Shurek, 18 anos.

Lucas Jorge Silva de Araújo, o Shurek, 18 anos

Ele foi surpreendido pelos PMs em casa, na Rua Jaguarema, por volta das 13h30 desta quinta-feira, dia 4 de outubro. Como Dina, ele também se diz da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e integrante da quadrilha que controla a venda de drogas no Morro Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. Com ele, os policiais apreenderam uma réplica de pistola 40 e o computador, com as fotografias expostas na internet. Tudo foi levado para a 30ª DP (Marechal Hermes).

Com 536 amigos, ele se intitula como “Dois Do Faz Quem Quer” – alegando ser o segundo homem na hierarquia do tráfico no local, atrás apenas do traficante Anderson Sant’Anna da Silva, o Gão. Irmão de uma guarda municipal – com quem aparece em uma fotografia exaltando “minha irmã muito linda fardada” – ele publica diversas fotos empunhando armas e outras de comparsas já mortos, com mensagens de vingança.

Uma delas para o comparsa conhecido como Maikinho Tá Maluco, morto em agosto: “Querido por todos moradores do Faz Quem Quer, várias lutas, sempre presente, você vai fazer muita falta na comunidade. I u que fizerão (sic) com você vai ter volta. Pode aguarda (sic)!”

Em outra fotografia ele continua: “Mlk (moleque) guerreiro responça (sic), querido por todos nós, vocês policiais (…) que tirarão (sic) a vida du (sic) nosso manoh (sic) covardemente vão pagar. Pode aguarda (sic) que a volta vai ser triste.”

Com perfil no Facebook desde 26 de dezembro de 2011, no dia 31 de dezembro daquele mesmo ano ele postou: “Hj vou dar tiro pro altoo, homenagem ao meu primo que falesceu (sic), hj faz 1 ano =/”.

Apesar de esconder o rosto em algumas das fotografias, em outras mostra a cara. Em uma das imagens, conselhos dos amigos: “Fazendo merda. Olha essa foto aí, moleque”, escreveu um, em julho deste ano. Logo abaixo, uma menina também reprova a exibição: “Tu é maluco, cara”. Logo depois ele mesmo responde: “Me deixem em paz.”

RELEMBRE:
Traficante se exibe com fuzil e zomba da Polícia na internet

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Onze meses após ameaçar processar o Pauta do Dia por divulgação do jingle eleitoral inspirado em funk proibidão usado na campanha pela presidência da União Pró-Melhoramentos dos Moradores da Rocinha (UPMMR), o agora candidato a vereador do Rio de Janeiro, Leonardo Rodrigues Lima, o Léo Comunidade, será investigado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

O órgão, por intermédio da 205ª Promotoria Eleitoral, ajuizou ação de investigação eleitoral por abuso de poder econômico, abuso de poder político e captação ilícita de sufrágio em face de Léo Comunidade.

Com base em depoimentos de testemunhas, diligências e relatórios da Coordenadoria de Polícia Pacificadora da Polícia Militar, a ação relata que Léo coage e alicia moradores da Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, em troca de votos, com uma série de estratégias ilícitas, entre elas distribuição de cestas básicas, de botijões de gás e cobrança ilegais de taxas de mototaxistas.

O candidato, ex-presidente da União Pró-Melhoramentos dos Moradores da Rocinha, segundo investigações do MPE, também associou sua campanha política ao tráfico de drogas local.

A Promotoria requereu à Justiça Eleitoral a cassação do registro ou do diploma, se eleito for, de Léo Comunidade, a aplicação da multa prevista na Lei 9.504/97, além de declaração de inelegibilidade para as eleições dos próximos 8 anos.

De acordo com o MPE, a distribuição de cestas básicas ocorre na sede da associação de moradores mediante um cadastramento, sendo obrigatória a apresentação do título de eleitor. Além do cadastro, os beneficiários têm que cumprir outras etapas para conseguir a cesta, como, por exemplo, comparecer às reuniões organizadas em prol da campanha eleitoral de Léo Comunidade.

Em um dos encontros, no Clube Emoções, um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha gravou áudio em que o representado afirma que, se for eleito, ampliará a entrega das cestas básicas: “Se eu ganhar, eu vou é aumentar a cesta (sic)”.

As investigações apontam que os cabos eleitorais do candidato, que também trabalham na associação de moradores, são os responsáveis pela entrega das cestas básicas. Policiais da UPP Rocinha também constataram que Léo Comunidade distribui botijões de gás em uma tenda na Rua do Valão, uma das principais da favela, onde uma pessoa faz anotações cadastrais dos moradores.

“Os benefícios, quais sejam, cestas básicas, botijões de gás, são oferecidos aos moradores da região em troca de voto; assim, a natureza desta estratégia denota inegável abuso de poder econômico, além de evidente captação ilícita de sufrágio, ilícitos a serem coibidos pela Justiça Eleitoral, à vista da inegável aptidão para macular o processo eleitoral e desequilibrar o pleito”, narra trecho da ação.

O MPE cita que a ligação de Léo Comunidade com o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, 36 anos, pode ser comprovada com a música de campanha eleitoral. Carros de som do candidato circulam pela Rocinha tocando o jingle “Galo da Favela e seu elenco fabuloso”, em nítida associação ao funk “Bonde do mestre e seu elenco fabuloso” que era usado por Nem (preso em novembro de 2011) e seu bando em suas incursões pela favela e em pagodes e bailes realizados na comunidade.

A música do candidato a Vereador fala: “(…) Mas o Rio é o Léo! Tá tudo monitorado, deixa eles vim! Tá tudo dominado, e na hora de votar não tem nenhum mistério! É dezenove, zero, zero, zero…Vota no Léo… É um cara sério… É dezenove, zero, zero, zero… É o mano Léo que fortalece é o nosso povo. Sou o Galo da favela do elenco fabuloso”.

Segundo investigações, as pessoas que integravam a quadrilha de Nem eram chamadas de “elenco fabuloso”. O MP também requereu a retirada dos vídeos de Léo Comunidade e de Nem que estão disponíveis no Youtube.

“A aptidão para desequilibrar o pleito é evidente, pois a população local, seja por medo de retaliações de traficantes que, ainda presos, atemorizam a comunidade, seja por gratidão pelo assistencialismo político, acaba votando no candidato escolhido pelo poder paralelo”, narra a ação.

Diligências da equipe de fiscalização da Justiça Eleitoral na Rocinha constataram ainda que Léo Comunidade mantinha um esquema de cobrança de diária para mototaxistas e motofretes que trabalham na favela. Testemunhas contaram que o candidato ou representantes da associação de moradores cobravam R$ 13 de cada um dos motoqueiros, com a ameaça de que se não pagassem seriam expulsos do ponto e proibidos de trabalhar. Uma das testemunhas denunciou que um dos mototaxistas inadimplentes chegou a ser espancado.

A ação do MPE relata, ainda, que o major Edson Raimundo dos Santos, comandante da UPP Rocinha, foi vítima de tentativa de aliciamento pelo candidato a vereador. Acompanhado de dois homens, tentou induzir o PM a intervir na cobrança ilegal da taxa de mototaxistas, alegando que a destinação dos recursos seria para regularizar o exercício da atividade de transporte alternativo de pessoas e para a compra de cestas básicas para mil pessoas da comunidade.

Denúncia feita com exclusividade pelo Pauta do Dia, em novembro de 2011
Relembre aqui:
PF prende policiais civis e militares que faziam escolta de “Elenco Fabuloso”


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