Denunciado pelo Ministério Público por fraudes em licitações, superfaturamento de compras e serviços, ameaça, corrupção ativa, corrupção passiva e falsidade ideológica, o prefeito de Guapimirim, Renato Costa Mello Júnior, o Júnior do Posto, foi preso em ação da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE) que foi batizada como “Operação Intocáveis” e que contou com apoio de equipes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg). Além dele, quatro vereadores, dois secretários do município e mais nove pessoas foram denunciadas por participação no esquema criminoso.

De acordo com as investigações, que duraram cerca de oito meses, o prefeito, o vereador Marcelo Prado Emerick, o Marcelo do Queijo (PPS), a ex-subsecretária de Governo e candidata à Prefeitura Ismeralda Rangel Garcia da Costa, e o Secretário de Administração, Governo e Habitação e Agricultura e Pecuária, Isaías da Silva Braga, formam a cúpula da quadrilha, acusada de criar empresas de fachada ou em nome de laranjas para vencer licitações, além de pagar um “mensalão” para alguns vereadores.

Ex-subsecretária de Governo e candidata à Prefeitura de Guapimirim, Ismeralda Rangel Garcia da Costa

Os agentes cumpriram quatro dos sete mandados de prisão expedidos pelo desembargador Luiz Noronha Dantas, da Sessão Criminal do Tribunal de Justiça. O diretor geral da Câmara Municipal de Guapimirim, Ivan Azevedo Valentino, o Ivan do Gazetão, Ramon Pereira da Costa Cardoso e Ronaldo Coelho Amorim, o Ronaldinho, estão foragidos. A pedido do MP, a Justiça determinou também o afastamento da função pública do prefeito, vereadores e secretários.

“A medida tem a intenção de evitar que, se valendo dos cargos, eles continuassem a comandar o esquema”, afirmou o Subprocurador-Geral de Justiça de Atribuição Originária Institucional e Judicial, Antônio José Campos Moreira, durante entrevista coletiva na sede do MP.

“Parabenizo o nosso Subprocurador-Geral Antônio José e os integrantes do Gaeco, que juntos com a Secretaria de Segurança do Estado e a Draco, conduziram muito bem as investigações, possibilitando que pudéssemos exercer nossas atribuições originárias em relação a agentes públicos que estavam usando o poder para desviar verba pública em prejuízo da sociedade. Essas investigações foram de muita qualidade e muito bem conduzidas. Tiveram início com o Procurador-Geral e o Subprocurador Antônio José, com apoio do GAECO, em razão das pessoas investigadas, e logo prosseguiram em parceria com a Secretaria de Segurança e a Draco, resultando na denúncia que oferecemos contra o prefeito de Guapimirim, vereadores e outras pessoas, demonstrando como é importante a integração entre MP e Polícia”, disse Procurador-Geral de Justiça, Cláudio Lopes.

Delegado fingiu ser policial corrupto
Para comprovar o esquema criminoso da quadrilha, em uma ação inédita, um delegado da Draco trabalhou durante quatro meses infiltrado no bando. Simulando ser um policial corrupto, disposto a aceitar propina para impedir investigação em torno do bando, Roberto Leão negociou com alguns dos denunciados por pelo menos oito vezes. O trabalho de infiltração foi autorizado pela Justiça e filmado por outros agentes da delegacia.

“Foi um método de investigação ousado e com técnicas inovadoras, que conseguiu mostrar nitidamente como essas pessoas se apropriavam do dinheiro público”, afirmou Antônio José.

Após encontros em churrascarias e lanchonetes, no dia 27 de julho, por volta das 18h20, em um posto de gasolina situado na Rodovia Rio-Teresópolis, Marcelo do Queijo e Isaías da Silva entregaram R$ 800 mil em espécie, divididos em sacos plásticos, a Leão.

Outra decisão importante da Justiça foi a suspensão das atividades econômicas das seis empresas do grupo citadas na denúncia. De acordo com o Subprocurador, até o término do processo, as empresas não podem firmar contratos ou movimentar quantias.

“É uma maneira de esvaziar as principais fontes de dinheiro da quadrilha”, ressaltou.

Vereador Marcelo Prado Emerick, o Marcelo do Queijo

Ainda segundo a denúncia, as empresas estão em nome de laranjas, principalmente parentes dos denunciados, e ganhavam todas as licitações realizadas na Prefeitura e na Câmara de Guapimirim. Um dos exemplos é a Transportadora Unidos de Guapi, que mantinha contratos referentes à locação de carros de passeio e caminhões. A firma era de fachada e usada para fraude de processos licitatórios, uma vez que os serviços supostamente prestados eram terceirizados, utilizando veículos de outras pessoas que não tinham contrato com o município. Carros particulares em nome dos acusados eram utilizados e custavam R$ 7 mil por mês aos cofres municipais.

O delegado Alexandre Capote, titular da Draco-IE, estima que a quadrilha agia desde 2005 e que tenha movimentado R$ 48 milhões neste período.

“Era um grupo bem articulado que se aproveitava do poder político para desviar dinheiro público”, declarou Capote.

Durante a “Operação Intocáveis” foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão na casa de alguns dos denunciados, na Prefeitura e na Câmara. Os policiais apreenderam documentos, joias avaliadas em R$ 1 milhão e R$ 200 mil em espécie, além de R$ 120 mil em cheques e três carros importados.

Vereador Alexandre Duarte de Carvalho

Com a apreensão dos documentos, o Subprocurador anunciou que haverá uma segunda fase da investigação, com o objetivo de fazer levantamento do patrimônio pessoal dos denunciados.

Vereador Marcel Rangel Garcia, o Marcel do Açougue

“Eles conseguiram R$ 800 mil em espécie muito rapidamente. Além disso, a casa de alguns dos imputados destoa completamente das demais da localidade”, explicou Antônio José.

Vereador Iram Moreno de Oliveira, o Iram da Serrana

Os denunciados que não tiveram a prisão decretada são: os vereadores Iram Moreno de Oliveira, o Iram da Serrana, 35 anos (PMDB); Marcel Rangel Garcia, o Marcel do Açougue, e Alexandre Duarte de Carvalho (PSC); o secretário Municipal de Turismo, Esporte e Lazer, Lenir de Resende Sobreira; além de Cleiton Cardoso da Silva; Glauci da Silva Soares Castro; Magali Nascimento da Silva; Jorge Freire da Silva e Maria Fabiana de Almeida Muniz de Oliveira, apontados como laranjas do esquema.

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Polícia estoura bingo em Icaraí

Publicado: 6 de setembro de 2012 em Uncategorized

Após receberem denúncia anônima, policiais da Delegacia de Dedicação Integral ao Cidadão (Dedic) da 77ª DP (Icaraí) estouraram um bingo que funcionava em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, na tarde desta terça-feira, dia 4 de setembro. No estabelecimento, localizado na Rua Elza Bitencourt, os agentes encontraram 14 máquinas interligadas a uma central eletrônica onde eram inseridos os créditos.

A pessoa que se identificou como a responsável pelo local contou aos policiais que o bingo estava funcionando há apenas uma semana. Ele foi conduzido à delegacia, sendo autuado no Art. 50 da Lei das Contravenções Penais.

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Sérgio Luiz Izídio de Oliveira, o Serginho; Wallace José da Silva Mariano, o Churrasco; e Guilherme da Costa Felicíssimo, o Neguinho

Acusados de envolvimento no assassinato do professor de capoeira Leandro da Costa Teixeira, o Russo, em Petrópolis, na Região Serrana, Guilherme da Costa Felicíssimo, Wallace José da Silva Mariano, o Churrasco, e Sérgio Luiz Izidio de Oliveira, o Serginho, foram presos por policiais da 105ª DP (Petrópolis), nesta quinta-feira, dia 30 de agosto. Outro acusado – Anderson Cleiton da Silva Soares, o Tocha, que já se encontrava preso por ter sido surpreendido em flagrante durante assalto a um comércio – teve o mandado de prisão temporária por homicídio qualificado expedido pela Justiça contra si cumprido na cadeia.

O crime ocorreu localidade do Chapa Quatro, no início deste ano. O professor de capoeira – que era conhecido por frequentemente se envolver em brigas – estava em um bar quando foi surpreendido em plena luz do dia de um sábado por quatro homens armados com revólveres e pistolas. Ele foi executado com diversos tiros – quatro deles na cabeça – e todos à queima-roupa.

Durante as investigações os policiais identificaram Tocha, Serginho, Churrasco e Marco Antônio Abrantes, o Marquinho, como autores dos disparos. Eles tiveram o auxílio de Guilherme da Costa Felicíssimo, o Neguinho, que os avisou sobre a localização exata da vítima.

Marco Antônio Abrantes, o Marquinho

O crime teria sido motivado por vingança, pois Russo teria agredido familiares de Tocha e Churrasco e teria atirado em Tocha dias antes da execução. A ação foi realizada para cumprir seis mandados de prisão e dez de busca e apreensão. Na casa de Serginho – que confessou sua participação no assassinato e que já possuía contra si um outro mandado de prisão, por roubo – os policiais encontraram diversos objetos furtados do interior do automóvel de uma pediatra. Ele negou a autoria do furto e acabou autuado por receptação.

Considerado pela Polícia o líder da quadrilha e o criminoso mais perigoso do bando, Marquinho não foi localizado e passou a ser considerado foragido da Justiça. Quem tiver qualquer informação que auxilie na localização e prisão do bandido pode ligar para o Disque-Denúncia, através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

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Jhonatan da Conceição, o Rajadão, 20 anos

Exatamente sete dias após sair da cadeia, é para lá que Jhonatan da Conceição, o Rajadão, 20 anos, vai voltar. Armado com uma pistola 9mm, ele foi surpreendido por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) e do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 27º BPM (Santa Cruz) que realizavam incursão de rotina na Favela do Aço, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

Jony Passos da Silva, 28 anos

Acompanhado por outros três suspeitos, Rajadão ainda correu tentando fugir e se escondeu em uma residência na Rua São Gomário, mas acabou sendo alcançado e detido. Um de seus comparsas, identificado como Jony Passos da Silva, 28, que também portava uma pistola 9mm, foi preso junto com ele. Os dois foram conduzidos à 36ª DP (Santa Cruz).

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Carla Batista, a Carla Perigosa, 34 anos

Não durou muito a liberdade para Carla Batista, a Carla Perigosa, 34 anos. Condenada em 2003 a sete anos e seis meses de prisão por assalto à mão armada, ela voltou para a cadeia na madrugada desta quinta-feira, dia 30 de agosto, ao ser surpreendida por policiais da 81ª DP (Itaipu) transportando uma pedra de meio quilo de crack. Desta vez, Carla Perigosa acabou autuada por tráfico de drogas.

Os agentes realizavam operação para combater o roubo de veículos na Região Oceânica de Niterói, quando a avistaram no interior de um coletivo que passava pela barreira montada, na Estrada Francisco da Cruz Nunes. Ao ser revistada, os policiais encontraram com ela o entorpecente.

Reconhecida pelos policiais por já ter sido alvo de investigações daquela delegacia pelos crimes de roubo, homicídio, formação de quadrilha e ocultação de cadáver, Carla Perigosa ficou conhecida por ter participado de um “tribunal do tráfico” que condenou à morte uma mulher na Favela do Jacaré, em Piratininga. Após ser torturada, a vítima foi executada com um tiro de escopeta no rosto.

“Tiramos das ruas uma criminosa de alta periculosidade”, ressaltou o delegado Gabriel Ferrando, titular da 81ª DP.

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Dois anos após receberem a “Medalha de Fidelidade” da Chefia de Polícia Civil, o delegado Carlos Alberto Quelotti Villar e o inspetor Edmundo De Simone foram denunciados por formação de quadrilha armada, concussão e corrupção passiva. Além deles, outros cinco inspetores e um homem que fingia ser policial – e que também foi denunciado por usurpação de função pública – foram presos em ação da Corregedoria Interna de Polícia Civil (Coinpol), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, dia 30 de agosto.

No dia 29 de outubro de 2010, durante solenidade em comemoração ao Dia do Policial Civil, o então chefe da instituição, Allan Turnowski, entregou 160 medalhas de Honra, Fidelidade e Devotamento, na Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol). Entre os agraciados no evento, destinado àqueles policiais civis que se destacam pela eficiência demonstrada em seu trabalho, o delegado e seu chefe do Setor de Investigações (SI), agora acusados de exigir dinheiro de comerciantes e prestadores de serviço de Magé, na Baixada Fluminense.

A “Medalha Fidelidade” é destinada aos policiais que demonstraram em serviço o apresso e a confiança de seus superiores, da população e do Governo, por atos de fidelidade ao interesse público e a lei. Em 2009, o inspetor De Simone também havia sido homenageado, recebendo a “Medalha Honra” – outorgada aos policiais que se destacaram no serviço de suas funções por comportamento irrepreensível e notório.

Delegado Carlos Alberto Quelotti Villar

Ele e os agentes presos eram lotados na 66ª DP (Piabetá) e, de acordo com as investigações, teriam começado a cobrança de propinas em fevereiro do ano passado, depois que o inspetor João Paulo Nascimento, o Paulão, ao ser transferido da delegacia, repassou a eles o esquema. De acordo com a denúncia, que teve por base inquérito policial conduzido pela Coinpol, o delegado chefiava as ações dando ordens aos seus subordinados, identificados como Renato De Simone, o Renatinho – que estava na Polícia há 18 anos, era irmão de Eduardo e morreu em maio, aos 40 anos, em acidente de carro -, Lucimar de Souza, Adilson de Freitas Silva e Gustavo de Azeredo Lima.

Além disso, o civil Heldongil Azevedo Aleixo, conhecido como Cigano, tinha livre acesso às dependências da delegacia e agia como se fosse policial, utilizando inclusive armas de fogo. Ainda segundo as investigações, na divisão de tarefas do grupo, Renato e Edmundo, lotados no SI, atuavam como homens de confiança do delegado, sendo responsáveis pela operacionalização do esquema de corrupção.

O único do bando a manter contato pessoal com as vítimas era Cigano, que inclusive utilizava armas para intimidá-las e cobrava as propinas mensalmente, com valores que variavam entre R$ 100 e R$ 400. Proprietários de ferros-velhos; depósitos de gás, lan houses e mototaxistas eram os alvos preferidos dos policiais.

O corregedor Interno da PCERJ, delegado Gilson Emiliano, declarou que os policiais responderão processo disciplinar, cuja pena pode ser a demissão. Todos os envolvidos foram presos em suas residências, em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, e encaminhados para o presídio Bangu 8.

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Três policiais militares – sendo um oficial – e um inspetor da Polícia Civil foram denunciados pela 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por exploração ilegal de jogo de azar, formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e violação de sigilo funcional. Além deles, outras 31 pessoas são suspeitas de integrar um grupo que explora o jogo do bicho na região central da cidade do Rio.

Em operação batizada como “Catedral”, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) foram às ruas para cumprir 24 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão, nesta quarta-feira, dia 29 de agosto. A denúncia, distribuída à 33ª Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro, é subscrita pelos promotores de Justiça Homero das Neves Freitas Filho, Alexandre Murilo Graça e Márcio Jose Nobre de Almeida.

Evandro Machado dos Santos, o Bedeu

Entre os denunciados estão Evandro Machado dos Santos, o Bedeu, apontado como líder da quadrilha; seu filho, Alessandro Ferreira dos Santos; o capitão da Polícia Militar Anderson Luiz de Souza – chefe do Serviço de Inteligência (P-2) do 5º BPM (Praça da Harmonia); e os sargentos da PM Marcos Aurélio das Chagas e Marcos André dos Santos – lotados na Supervisão de Graduados da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro da Providência; além do inspetor Weber Santos de Oliveira – chefe do Setor de Investigações da 4ª DP (Central do Brasil).

“Estes denunciados formaram uma organização voltada para a exploração ilegal de jogo de azar não autorizado conhecido como ‘jogo do bicho’, atuando nas áreas dos bairros da Central do Brasil, da Gamboa, da Saúde e parte de São Cristovão. Para a realização da atividade ilegal do jogo, a organização atua corrompendo agentes públicos, em especial policiais civis e militares, para que estes não realizem seu dever de ofício, ou seja, a repressão ao ‘jogo do bicho’. Além disso, a organização conta com diversos integrantes, que, sem autorização legal ou regulamentar, usam armas de fogo para exercer a segurança dos chefes e dos ‘pontos do jogo do bicho’, bem como dar proteção ao transporte dos valores arrecadados com o jogo e que se destinam ao pagamento da corrupção”, narra trecho da denúncia.

O grupo, de acordo com as investigações da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública e do monitoramento dos terminais telefônicos narrados na denúncia, efetuava pagamentos mensais e em dinheiro para a 4ª DP, para a 17ª DP (São Cristóvão) e para o 5º BPM.

Enquanto o policial civil é acusado de receber R$ 15 mil por mês, o capitão receberia R$ 9 mil. Já os praças da PM recebiam menos: enquanto o sargento Chagas recebia R$ 600, o valor pago para que o sargento André também fizesse “vista grossa” era de R$ 300. Ainda segundo as investigações – iniciadas há sete meses – o faturamento mensal da quadrilha seria de R$ 170 mil e R$ 30 mil seriam destinados ao pagamento de propinas a policiais civis e militares.

“Apurou-se, ainda, que os pontos situados na área da Unidade de Polícia Pacificadora do Morro da Providência recebiam um pagamento semanal, para que a atividade ilegal não fosse reprimida. Durante a interceptação telefônica efetuada, os denunciados foram flagrados na realização da logística não só do jogo de azar, bem como em ações que visavam arregimentar e corromper funcionários públicos (policiais civis e militares) de forma a não existir repressão a atividade contravencional. Inclusive, em quatro oportunidades, com as informações do monitoramento telefônico, seguiram a cadeia de comando da organização criminosa, conseguindo flagrar o momento em que o dinheiro da propina era entregue ao agente público”, relata a denúncia.

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Priscila Albuquerque Silva Veloso de Menezes, 33 anos

Moradora de Icaraí, na Zona Sul de Niterói, a assistente administrativa Priscila Albuquerque Silva Veloso de Menezes, 33 anos, pagou R$ 2 mil para que um criminoso de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, matasse seu marido, um capitão do Exército. Ela e seu comparsa, Jorge Luiz da Silva Pimentel, 36, foram presos nesta quarta-feira, dia 29 de agosto, por policiais da Delegacia de Dedicação Integral ao Cidadão (Dedic) da 77ª DP (Icaraí). Os dois foram indiciados por tentativa de homicídio qualificado.

O crime ocorreu na madrugada do dia 1º de julho. Depois de deixar a mulher e os filhos no edifício onde moram, na Rua Gavião Peixoto, o oficial do Exército foi guardar o carro no Edifício Garagem, na Rua Miguel de Frias, também em Icaraí. No local ele foi surpreendido pelo atirador, que vestia um paletó e usava touca ninja. Apesar de ter efetuado três disparos, o bandido acertou apenas um – na mão da vítima.

Jorge Luiz da Silva Pimentel, 36 anos

Policiais que chegaram ao local logo após o crime encontraram em uma lixeira dentro do edifício garagem um bilhete manuscrito com a placa do carro da vítima e o número de sua vaga, um martelo e um cavanhaque falso, além do paletó, da touca ninja e do revólver utilizado na tentativa de homicídio.

Através de investigações os policiais identificaram o autor dos disparos, que confessou na delegacia que havia sido contratado pela própria esposa da vítima. Os dois tiveram a prisão temporária decretada pela 3ª Vara Criminal de Niterói, após solicitação do delegado Mário Luiz da Silva, titular da 77ª DP.

De acordo com a Polícia, a intenção da acusada era receber o seguro de vida do marido, no valor de R$ 230 mil. Segundo os policiais, com a morte do capitão do Exército, ela ficaria com 75 % deste valor, além de receber uma pensão mensal de R$ 8,5 mil.

De posse dos mandados de prisão expedidos pela Justiça, os agentes da distrital surpreenderam os acusados em suas respectivas residências. Os dois foram presos e conduzidos à delegacia, sendo posteriormente transferidos para carceragens da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), onde vão permanecer à disposição da Justiça.

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Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy

Pouco mais de um ano após o crime que ficou conhecido como “O Massacre da Serra Elétrica” na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, os seis envolvidos no episódio foram identificados por policiais da 21ª DP (Bonsucesso) e tiveram a prisão preventiva decretada pela 2ª Vara Criminal da Capital por homicídio triplamente qualificado.

Amabílio Gomes Filho, o Amabílio ou MB

Integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e envolvidos com o tráfico de drogas na região, Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy, Amabílio Gomes Filho, o Amabílio ou MB, Israel de Oliveira Silva, o Flecha, Luiz Carlos Gonçalves de Souza, o LC, Jorge Ribeiro, o Bodinho, e Wallace Sales da Silva, o Tatajuba, são acusados de matar e esquartejar Wladimir Augusto Paz dos Santos, o Mimi Cara de Peixe, e considerados foragidos da Justiça.

Israel de Oliveira Silva, o Flecha

O crime ocorreu em julho de 2011 e foi determinado pelo Tribunal do Tráfico da Nova Holanda como punição a Mimi, que havia “pulado de facção” e saído do local para se juntar à quadrilha liderada pelo traficante Marcelo Santos das Dores, o Menor P, da facção rival Terceiro Comando Puro (TCP), na Favela Baixa do Sapateiro, também no Complexo da Maré.

Luiz Carlos Gonçalves de Souza, o LC

Após dois meses, ele resolveu voltar para seus antigos comparsas depois que perdeu o direito de andar armado porque usava drogas além do permitido. No entanto, não foi perdoado e acabou torturado e executado para servir de exemplo e “recado” a quem tivesse a intenção de copiar a atitude dele.

Wallace Sales da Silva, o Tatajuba

O crime foi registrado por câmeras e o vídeo da execução chegou a ser publicado no YouTube, sendo retirado após denúncias de conteúdo ofensivo. Fotos do corpo foram usadas para ilustrar funk. Um dos trechos da música diz: “O bonde tá pesado, se liga na minha idéia: traidor aqui não fica, vai pro massacre da serra elétrica” / “Sua cabeça já era, cortaram a sua cabeça, é o massacre da serra elétrica”.

O delegado José Pedro Costa da Silva, titular da 21ª DP, indiciou os seis por homicídio qualificado, violação e ocultação de cadáver – até hoje o corpo de Mimi não foi encontrado. Ele acredita que os membros do bandido tenham sido jogados na Baía de Guanabara ou queimados no “microondas” do tráfico.

Ao decretar a prisão dos acusados, o juiz Jorge Luiz Le Cocq D’Oliveira destacou: “Segundo o apurado, os acusados, indivíduos de altíssima periculosidade, comandam o tráfico de drogas na Favela Nova Holanda, cuja comunidade aterrorizam pelo poder bélico e pelos métodos brutais que utilizam. Desafiam permanentemente a autoridade constituída e se julgam acima da lei. Certos da impunidade, chegam ao ponto de exibir seus atos criminosos nas redes sociais da Internet”.

E o magistrado continua: “Aliás, a crueldade demonstrada no cometimento dos fatos descritos causa perplexidade até nos profissionais mais experientes dos órgãos de repressão penal”.

O juiz finaliza destacando que a liberdade dos acusados compromete a ordem pública: “é evidente que, dado o perfil dos imputados, somente com a efetivação da medida constritiva as testemunhas estranhas aos quadros de segurança – a população local, como é notório, vive absolutamente subjugada, tendo de respeitar a famigerada ´lei do silêncio´ – sentir-se-ão minimamente seguras para comparecer em juízo e depor, pelo que a segregação provisória igualmente atende à conveniência da instrução criminal”, enfatiza.

Abaixo, link para foto divulgada pelos traficantes para servir de exemplo.
Não abra se não quiser ver uma imagem forte.

Mimi esquartejado (IMAGEM FORTE)


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John Wayne Pereira Lopes, o Gordinho, 22 anos

Acusado pela Polícia de levar drogas da Favela Vila do João, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, para clientes no Cais do porto e no Mercado São Sebastião, o mototaxista John Wayne Pereira Lopes, o Gordinho, 22 anos, foi preso por policiais da 21ª DP (Bonsucesso). A prisão foi efetuada no dia 9 de agosto, após 45 dias de investigações.

O mototaxista comprava a droga dos criminosos da facção Terceiro Comando Puro (TCP) que controlam o tráfico na região e as revendia principalmente para caminhoneiros. Além do valor do entorpecente, ele cobrava uma taxa de R$ 50 pelo serviço de entrega.

“Ele fazia uma média de 15 entregas por noite”, revelou um dos policiais que participou das investigações.

Para atrair clientes, Gordinho distribuía cartões de visitas com dados para contato e a frase: “Melhor cocaína do Rio”. No momento da prisão ele foi surpreendido vendendo 105 gramas de cocaína a um caminhoneiro, no Mercado São Sebastião, na Penha, na Zona Norte do Rio.

O caminhoneiro – que é do Espírito Santo – confirmou aos policiais que soube do serviço de entrega através de um cartão de visita entregue a ele durante uma manifestação realizada pela categoria. A área de cobertura do “Delivery do TCP” englobava a região da Penha, Cais do Porto, Baixada Fluminense e um posto de combustíveis na Linha Vermelha.

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