Doze apostadores flagrados em um bingo em Copacabana, na Zona Sul do Rio, foram parar na delegacia, na noite desta segunda-feira, dia 1º de outubro. A casa de jogos, localizada na Rua Raul Pompéia, foi estourada por policiais da Delegacia de Repressão
aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). As duas funcionárias do estabelecimento foram presas em flagrante. Os agentes apreenderam 12 máquinas caça-níqueis e uma máquina de cartão de crédito.

O delegado Alessandro Thiers, titular da DRCPIM, revelou que a especializada chegou até o bingo após denúncia de um filho
que não suportava mais ver sua mãe sair todas as noites para jogar.

“Os dois responsáveis pela instalação do bingo naquele local já foram identificados e a prisão preventiva pedida à justiça”, ressaltou Thiers.

As funcionárias, identificadas como Marta Cristiane Montijo Leite, 31 anos, e Juliana Hermita Alves da Silva, 28, foram encaminhadas à Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter). Os apostadores foram identificados e liberados após assinarem termo se comprometendo a comparecer em juízo quando solicitados.

lmd_source=”24818794″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

Menos de duas semanas antes da onda de crimes que abalou a Baixada Fluminense e causou tristeza e revolta em todo o Estado do Rio, um ato criminoso já demonstrava a ousadia dos bandidos da região. Na madrugada do dia 27 de agosto traficantes do Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias, fuzilaram o muro do 15º BPM (Duque de Caxias).

Os disparos atingiram o muro lateral que dá acesso para a Rua Coronel João Teles. Foram cerca de 18 tiros de fuzil, espalhados pelo muro em toda a extensão do quarteirão. Alguns chegaram a perfurar o bloco e atingiram as instalações no interior do quartel.

Localizada na Rua Pedro Corrêa, no bairro Centenário, a unidade é responsável pelo policiamento ostensivo e patrulhamento em uma área de 464,573km², com população estimada de mais de 800 mil habitantes, distribuídos pelo Centro e seus distritos – Duque de Caxias e Campos Elísios; Imbariê, Santa Cruz da Serra e Xerém. O atual comandante do 15º BPM é o tenente-coronel Cláudio de Lucas Lima, que determinou que os furos de tiros que marcaram o muro lateral do batalhão fossem cobertos. A ordem foi cumprida na última quinta-feira, dia 6 de setembro – na véspera do feriado.

Comandante do 15º BPM, tenente-coronel Cláudio de Lucas Lima

“Isso foi uma verdadeira afronta às forças de Segurança Pública do Estado e ninguém fez nada a respeito. Por isso os marginais estão tão abusados, na certeza da impunidade”, desabafou um policial lotado na unidade que, por medida de precaução, prefere não se identificar para não ser vítima de represálias.

Os responsáveis pelo atentado foram identificados como sendo traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Corte Oito – um dos morros que compõem o Complexo da Mangueirinha, juntamente com Sapo, Lagoinha e Santuário (também conhecido como Morro do Alto da Boa Vista), além da própria Mangueirinha, que dá nome ao conjunto de favelas.

Aspirante a oficial da PM Jorge Augusto de Souza Alves Júnior, 34 anos

E são da mesma facção os traficantes que torturaram e executaram o cadete da PM Jorge Augusto de Souza Alves Júnior, 34 anos. O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira para sábado, dia 8 de setembro. O PM voltava de um pagode e tinha ido deixar uma amiga que o acompanhava em Mesquita, quando errou o caminho de volta e entrou em uma rua que dava para a Favela da Chatuba, também controlada pelo CV.

Remilton Moura da Silva Júnior, o Juninho Cagão

Surpreendido por integrantes do bonde de Remilton Moura da Silva Júnior, o Juninho Cagão – líder do tráfico no local – ele teve a identidade descoberta e foi levado como presente para o traficante conhecido como Ratinho, que comemorou aniversário com muita bebida, drogas e mulheres. Segundo fontes ligadas à Inteligência da Secretaria de Segurança, a comemoração foi na sexta-feira, dia 7 de setembro, mas ele já estava festejando a data desde a véspera, quando ficou na mata bebendo, cheirando cocaína e fumando crack.

O PM foi a primeira vítima do bando, que ainda executou o pastor Alexandre Lima, 37. Ao presenciar a sessão de tortura, tentou intervir e também acabou morto. O corpo do PM foi encontrado no porta-malas de seu carro, o Fox preto placa LRJ 1863, no bairro Vila Emil. Já o corpo do pastor estava na mata que divide Mesquita e Nilópolis.

O jovem José Aldeci da Silva Júnior, 19, que acompanhava o religioso, está desaparecido. A família foi avisada pelos traficantes de que ele estaria morto. No entanto, não deram a localização do corpo. Além dos três, seis rapazes que saíram de Nilópolis, onde moram, para tomar banho em uma cachoeira no Parque Natural do Gericinó – que dá acesso pela mata à Favela da Chatuba – também foram assassinados pelos traficantes.

Os corpos de Christian de França Vieira, 19, Josias Searles, 16, e Victor Hugo da Costa, Patrick Machado de Carvalho, Douglas Ribeiro da Silva e Glauber Figueira Eugênio, todos de 17 anos, foram encontrados às margens da Rodovia Presidente Dutra, no bairro Jacutinga, dois dias após o desaparecimento, na segunda-feira, dia 10 de setembro. Todos estavam nus e apresentavam sinais de tortura, além de marcas de facadas e tiros na cabeça.

Ratinho, também conhecido como Peixe

“O Ratinho surtou, levou um grupo de 20 vagabundos do bonde dele. Há informações de que ele estaria na mata desde quinta-feira bebendo e cheirando. O aniversário dele foi na sexta-feira, mais bebidas, drogas e mulheres. Aí ele começou a fazer merda. Deve aparecer mais corpos”, revelou uma fonte da Inteligência da Secretaria de Segurança, ressaltando que Juninho Cagão teria fugido para o Morro do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, onde tem cobertura do traficante Luiz Ferreira do Nascimento, o Nando Bacalhau, 32.

Apontado pela Polícia como matador da quadrilha, Ratinho é conhecido por trocar tiros com equipes do 20º BPM (Mesquita) e de agir com covardia e sempre acompanhado por muitos comparsas. Ele seria o autor do disparo que matou o sargento Marcelo Corrêa Mendonça, 41, no último dia 1º de julho. Lotado no 20º BPM, ele estava de serviço e realizava patrulhamento de rotina quando um grupo de bandidos atacou a viatura, próximo ao Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) localizado na favela. O sargento estava há mais de 15 anos na corporação.

Dono do Morro do Bicão e líder do tráfico na Favela da Chatuba de Mesquita, Juninho Cagão já foi preso por tráfico, roubo de carga e pequenos furtos. Em 2003, ele participou do sequestro do proprietário de uma distribuidora de bebidas, em Coelho da Rocha, em São João de Meriti, também na Baixada Fluminense. O corpo, até hoje, não foi encontrado.

Acompanhado por quatro comparsas, Juninho Cagão sequestrou a vítima no dia 2 de novembro daquele ano, na sede da empresa. Todos os cinco simulavam ser agentes da Polícia Federal. Além de sequestrá-lo, o bando roubou um cofre da empresa – que foi levado para a Favela de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio. No dia seguinte, os bandidos telefonaram para a irmã do empresário e pediram um resgate de R$ 1,5 milhão para libertá-lo.

lmd_source=”24618690″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

Apontados pela Polícia como integrantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), Josemar Pereira dos Santos, o JJ, 31 anos, e Osmir Leiro de Sousa, o Jogador, 22, foram presos por agentes da Delegacia de Dedicação Integral ao Cidadão (Dedic) da 77ª DP (Icaraí), na noite desta quarta-feira, dia 5 de setembro.

Acusado de chefiar o tráfico de drogas no Morro do Palácio, no Ingá, na Zona Sul de Niterói, JJ foi preso por sequestro, em 2002, e cumpriu pena de doze anos no Presídio Ary Franco, em Água Santa, na Zona Norte do Rio. Ele ganhou a liberdade em 20 de julho de 2004 e voltou às ruas para retomar seus pontos de drogas.

Nascido e criado em Santa Bárbara, na divisa de Niterói com São Gonçalo, ele ficou à frente das bocas-de-fumo do Morro do Palácio em maio de 2010, depois que Anderson de Souza Leite, o Bozo, 32, então chefe do tráfico, foi surpreendido por policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE) com uma submetralhadora na Ponte Rio-Niterói. Ele havia acabado de pegar a arma na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, e estava seguindo para a comunidade de Niterói quando foi preso.

A dupla, que foi surpreendida na Rua Maestro Feliciano Sodré, no Centro de Niterói, foi autuada por tráfico drogas, associação para fins de tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e porte de artefato explosivo. Os policiais chegaram até eles após receberem a informação de que os dois estariam voltando do Rio de Janeiro, em um veículo Fiat Siena de cor prata, trazendo grande quantidade de drogas e armas de fogo para o Palácio.

Equipes da 77ª DP se posicionaram nas duas das saídas da Ponte Rio-Niterói que dão acesso a caminhos para o Morro do Palácio – sentido Centro e sentido Icaraí – e realizaram um cerco. O veículo foi avistado trafegando pela Rua Maestro Feliciano Sodré, por volta das 20h30. Durante a abordagem, JJ – que já possuía três mandados de prisão expedidos em seu desfavor – foi reconhecido. No interior do automóvel havia três tabletes de maconha prensada e dois tabletes de crack, além de duas granadas e farto material para endolação.

No banco do carona, Jogador estava armado com uma pistola Glock calibre 9mm municiada. Todo o material foi apreendido para ser submetido a exame pericial, sendo a droga e a arma encaminhadas para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e as granadas para o Esquadrão Anti-Bomba da Polícia Civil.

RELEMBRE:
0Guerra no CV deixa 3 mortos e 2 baleados

Intercâmbio do crime: traficantes do eixo Niterói-SG buscam abrigo no Rio


//

Denunciado pelo Ministério Público por fraudes em licitações, superfaturamento de compras e serviços, ameaça, corrupção ativa, corrupção passiva e falsidade ideológica, o prefeito de Guapimirim, Renato Costa Mello Júnior, o Júnior do Posto, foi preso em ação da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE) que foi batizada como “Operação Intocáveis” e que contou com apoio de equipes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg). Além dele, quatro vereadores, dois secretários do município e mais nove pessoas foram denunciadas por participação no esquema criminoso.

De acordo com as investigações, que duraram cerca de oito meses, o prefeito, o vereador Marcelo Prado Emerick, o Marcelo do Queijo (PPS), a ex-subsecretária de Governo e candidata à Prefeitura Ismeralda Rangel Garcia da Costa, e o Secretário de Administração, Governo e Habitação e Agricultura e Pecuária, Isaías da Silva Braga, formam a cúpula da quadrilha, acusada de criar empresas de fachada ou em nome de laranjas para vencer licitações, além de pagar um “mensalão” para alguns vereadores.

Ex-subsecretária de Governo e candidata à Prefeitura de Guapimirim, Ismeralda Rangel Garcia da Costa

Os agentes cumpriram quatro dos sete mandados de prisão expedidos pelo desembargador Luiz Noronha Dantas, da Sessão Criminal do Tribunal de Justiça. O diretor geral da Câmara Municipal de Guapimirim, Ivan Azevedo Valentino, o Ivan do Gazetão, Ramon Pereira da Costa Cardoso e Ronaldo Coelho Amorim, o Ronaldinho, estão foragidos. A pedido do MP, a Justiça determinou também o afastamento da função pública do prefeito, vereadores e secretários.

“A medida tem a intenção de evitar que, se valendo dos cargos, eles continuassem a comandar o esquema”, afirmou o Subprocurador-Geral de Justiça de Atribuição Originária Institucional e Judicial, Antônio José Campos Moreira, durante entrevista coletiva na sede do MP.

“Parabenizo o nosso Subprocurador-Geral Antônio José e os integrantes do Gaeco, que juntos com a Secretaria de Segurança do Estado e a Draco, conduziram muito bem as investigações, possibilitando que pudéssemos exercer nossas atribuições originárias em relação a agentes públicos que estavam usando o poder para desviar verba pública em prejuízo da sociedade. Essas investigações foram de muita qualidade e muito bem conduzidas. Tiveram início com o Procurador-Geral e o Subprocurador Antônio José, com apoio do GAECO, em razão das pessoas investigadas, e logo prosseguiram em parceria com a Secretaria de Segurança e a Draco, resultando na denúncia que oferecemos contra o prefeito de Guapimirim, vereadores e outras pessoas, demonstrando como é importante a integração entre MP e Polícia”, disse Procurador-Geral de Justiça, Cláudio Lopes.

Delegado fingiu ser policial corrupto
Para comprovar o esquema criminoso da quadrilha, em uma ação inédita, um delegado da Draco trabalhou durante quatro meses infiltrado no bando. Simulando ser um policial corrupto, disposto a aceitar propina para impedir investigação em torno do bando, Roberto Leão negociou com alguns dos denunciados por pelo menos oito vezes. O trabalho de infiltração foi autorizado pela Justiça e filmado por outros agentes da delegacia.

“Foi um método de investigação ousado e com técnicas inovadoras, que conseguiu mostrar nitidamente como essas pessoas se apropriavam do dinheiro público”, afirmou Antônio José.

Após encontros em churrascarias e lanchonetes, no dia 27 de julho, por volta das 18h20, em um posto de gasolina situado na Rodovia Rio-Teresópolis, Marcelo do Queijo e Isaías da Silva entregaram R$ 800 mil em espécie, divididos em sacos plásticos, a Leão.

Outra decisão importante da Justiça foi a suspensão das atividades econômicas das seis empresas do grupo citadas na denúncia. De acordo com o Subprocurador, até o término do processo, as empresas não podem firmar contratos ou movimentar quantias.

“É uma maneira de esvaziar as principais fontes de dinheiro da quadrilha”, ressaltou.

Vereador Marcelo Prado Emerick, o Marcelo do Queijo

Ainda segundo a denúncia, as empresas estão em nome de laranjas, principalmente parentes dos denunciados, e ganhavam todas as licitações realizadas na Prefeitura e na Câmara de Guapimirim. Um dos exemplos é a Transportadora Unidos de Guapi, que mantinha contratos referentes à locação de carros de passeio e caminhões. A firma era de fachada e usada para fraude de processos licitatórios, uma vez que os serviços supostamente prestados eram terceirizados, utilizando veículos de outras pessoas que não tinham contrato com o município. Carros particulares em nome dos acusados eram utilizados e custavam R$ 7 mil por mês aos cofres municipais.

O delegado Alexandre Capote, titular da Draco-IE, estima que a quadrilha agia desde 2005 e que tenha movimentado R$ 48 milhões neste período.

“Era um grupo bem articulado que se aproveitava do poder político para desviar dinheiro público”, declarou Capote.

Durante a “Operação Intocáveis” foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão na casa de alguns dos denunciados, na Prefeitura e na Câmara. Os policiais apreenderam documentos, joias avaliadas em R$ 1 milhão e R$ 200 mil em espécie, além de R$ 120 mil em cheques e três carros importados.

Vereador Alexandre Duarte de Carvalho

Com a apreensão dos documentos, o Subprocurador anunciou que haverá uma segunda fase da investigação, com o objetivo de fazer levantamento do patrimônio pessoal dos denunciados.

Vereador Marcel Rangel Garcia, o Marcel do Açougue

“Eles conseguiram R$ 800 mil em espécie muito rapidamente. Além disso, a casa de alguns dos imputados destoa completamente das demais da localidade”, explicou Antônio José.

Vereador Iram Moreno de Oliveira, o Iram da Serrana

Os denunciados que não tiveram a prisão decretada são: os vereadores Iram Moreno de Oliveira, o Iram da Serrana, 35 anos (PMDB); Marcel Rangel Garcia, o Marcel do Açougue, e Alexandre Duarte de Carvalho (PSC); o secretário Municipal de Turismo, Esporte e Lazer, Lenir de Resende Sobreira; além de Cleiton Cardoso da Silva; Glauci da Silva Soares Castro; Magali Nascimento da Silva; Jorge Freire da Silva e Maria Fabiana de Almeida Muniz de Oliveira, apontados como laranjas do esquema.

lmd_source=”24590355″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

Polícia estoura bingo em Icaraí

Publicado: 6 de setembro de 2012 em Uncategorized

Após receberem denúncia anônima, policiais da Delegacia de Dedicação Integral ao Cidadão (Dedic) da 77ª DP (Icaraí) estouraram um bingo que funcionava em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, na tarde desta terça-feira, dia 4 de setembro. No estabelecimento, localizado na Rua Elza Bitencourt, os agentes encontraram 14 máquinas interligadas a uma central eletrônica onde eram inseridos os créditos.

A pessoa que se identificou como a responsável pelo local contou aos policiais que o bingo estava funcionando há apenas uma semana. Ele foi conduzido à delegacia, sendo autuado no Art. 50 da Lei das Contravenções Penais.

lmd_source=”24590101″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”468″;
lmd_he=”60″;

Sérgio Luiz Izídio de Oliveira, o Serginho; Wallace José da Silva Mariano, o Churrasco; e Guilherme da Costa Felicíssimo, o Neguinho

Acusados de envolvimento no assassinato do professor de capoeira Leandro da Costa Teixeira, o Russo, em Petrópolis, na Região Serrana, Guilherme da Costa Felicíssimo, Wallace José da Silva Mariano, o Churrasco, e Sérgio Luiz Izidio de Oliveira, o Serginho, foram presos por policiais da 105ª DP (Petrópolis), nesta quinta-feira, dia 30 de agosto. Outro acusado – Anderson Cleiton da Silva Soares, o Tocha, que já se encontrava preso por ter sido surpreendido em flagrante durante assalto a um comércio – teve o mandado de prisão temporária por homicídio qualificado expedido pela Justiça contra si cumprido na cadeia.

O crime ocorreu localidade do Chapa Quatro, no início deste ano. O professor de capoeira – que era conhecido por frequentemente se envolver em brigas – estava em um bar quando foi surpreendido em plena luz do dia de um sábado por quatro homens armados com revólveres e pistolas. Ele foi executado com diversos tiros – quatro deles na cabeça – e todos à queima-roupa.

Durante as investigações os policiais identificaram Tocha, Serginho, Churrasco e Marco Antônio Abrantes, o Marquinho, como autores dos disparos. Eles tiveram o auxílio de Guilherme da Costa Felicíssimo, o Neguinho, que os avisou sobre a localização exata da vítima.

Marco Antônio Abrantes, o Marquinho

O crime teria sido motivado por vingança, pois Russo teria agredido familiares de Tocha e Churrasco e teria atirado em Tocha dias antes da execução. A ação foi realizada para cumprir seis mandados de prisão e dez de busca e apreensão. Na casa de Serginho – que confessou sua participação no assassinato e que já possuía contra si um outro mandado de prisão, por roubo – os policiais encontraram diversos objetos furtados do interior do automóvel de uma pediatra. Ele negou a autoria do furto e acabou autuado por receptação.

Considerado pela Polícia o líder da quadrilha e o criminoso mais perigoso do bando, Marquinho não foi localizado e passou a ser considerado foragido da Justiça. Quem tiver qualquer informação que auxilie na localização e prisão do bandido pode ligar para o Disque-Denúncia, através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

lmd_source=”24560547″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

Jhonatan da Conceição, o Rajadão, 20 anos

Exatamente sete dias após sair da cadeia, é para lá que Jhonatan da Conceição, o Rajadão, 20 anos, vai voltar. Armado com uma pistola 9mm, ele foi surpreendido por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) e do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 27º BPM (Santa Cruz) que realizavam incursão de rotina na Favela do Aço, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

Jony Passos da Silva, 28 anos

Acompanhado por outros três suspeitos, Rajadão ainda correu tentando fugir e se escondeu em uma residência na Rua São Gomário, mas acabou sendo alcançado e detido. Um de seus comparsas, identificado como Jony Passos da Silva, 28, que também portava uma pistola 9mm, foi preso junto com ele. Os dois foram conduzidos à 36ª DP (Santa Cruz).

lmd_source=”24560515″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

Carla Batista, a Carla Perigosa, 34 anos

Não durou muito a liberdade para Carla Batista, a Carla Perigosa, 34 anos. Condenada em 2003 a sete anos e seis meses de prisão por assalto à mão armada, ela voltou para a cadeia na madrugada desta quinta-feira, dia 30 de agosto, ao ser surpreendida por policiais da 81ª DP (Itaipu) transportando uma pedra de meio quilo de crack. Desta vez, Carla Perigosa acabou autuada por tráfico de drogas.

Os agentes realizavam operação para combater o roubo de veículos na Região Oceânica de Niterói, quando a avistaram no interior de um coletivo que passava pela barreira montada, na Estrada Francisco da Cruz Nunes. Ao ser revistada, os policiais encontraram com ela o entorpecente.

Reconhecida pelos policiais por já ter sido alvo de investigações daquela delegacia pelos crimes de roubo, homicídio, formação de quadrilha e ocultação de cadáver, Carla Perigosa ficou conhecida por ter participado de um “tribunal do tráfico” que condenou à morte uma mulher na Favela do Jacaré, em Piratininga. Após ser torturada, a vítima foi executada com um tiro de escopeta no rosto.

“Tiramos das ruas uma criminosa de alta periculosidade”, ressaltou o delegado Gabriel Ferrando, titular da 81ª DP.

lmd_source=”24557754″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

Dois anos após receberem a “Medalha de Fidelidade” da Chefia de Polícia Civil, o delegado Carlos Alberto Quelotti Villar e o inspetor Edmundo De Simone foram denunciados por formação de quadrilha armada, concussão e corrupção passiva. Além deles, outros cinco inspetores e um homem que fingia ser policial – e que também foi denunciado por usurpação de função pública – foram presos em ação da Corregedoria Interna de Polícia Civil (Coinpol), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, dia 30 de agosto.

No dia 29 de outubro de 2010, durante solenidade em comemoração ao Dia do Policial Civil, o então chefe da instituição, Allan Turnowski, entregou 160 medalhas de Honra, Fidelidade e Devotamento, na Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol). Entre os agraciados no evento, destinado àqueles policiais civis que se destacam pela eficiência demonstrada em seu trabalho, o delegado e seu chefe do Setor de Investigações (SI), agora acusados de exigir dinheiro de comerciantes e prestadores de serviço de Magé, na Baixada Fluminense.

A “Medalha Fidelidade” é destinada aos policiais que demonstraram em serviço o apresso e a confiança de seus superiores, da população e do Governo, por atos de fidelidade ao interesse público e a lei. Em 2009, o inspetor De Simone também havia sido homenageado, recebendo a “Medalha Honra” – outorgada aos policiais que se destacaram no serviço de suas funções por comportamento irrepreensível e notório.

Delegado Carlos Alberto Quelotti Villar

Ele e os agentes presos eram lotados na 66ª DP (Piabetá) e, de acordo com as investigações, teriam começado a cobrança de propinas em fevereiro do ano passado, depois que o inspetor João Paulo Nascimento, o Paulão, ao ser transferido da delegacia, repassou a eles o esquema. De acordo com a denúncia, que teve por base inquérito policial conduzido pela Coinpol, o delegado chefiava as ações dando ordens aos seus subordinados, identificados como Renato De Simone, o Renatinho – que estava na Polícia há 18 anos, era irmão de Eduardo e morreu em maio, aos 40 anos, em acidente de carro -, Lucimar de Souza, Adilson de Freitas Silva e Gustavo de Azeredo Lima.

Além disso, o civil Heldongil Azevedo Aleixo, conhecido como Cigano, tinha livre acesso às dependências da delegacia e agia como se fosse policial, utilizando inclusive armas de fogo. Ainda segundo as investigações, na divisão de tarefas do grupo, Renato e Edmundo, lotados no SI, atuavam como homens de confiança do delegado, sendo responsáveis pela operacionalização do esquema de corrupção.

O único do bando a manter contato pessoal com as vítimas era Cigano, que inclusive utilizava armas para intimidá-las e cobrava as propinas mensalmente, com valores que variavam entre R$ 100 e R$ 400. Proprietários de ferros-velhos; depósitos de gás, lan houses e mototaxistas eram os alvos preferidos dos policiais.

O corregedor Interno da PCERJ, delegado Gilson Emiliano, declarou que os policiais responderão processo disciplinar, cuja pena pode ser a demissão. Todos os envolvidos foram presos em suas residências, em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, e encaminhados para o presídio Bangu 8.

lmd_source=”24556967″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;

Três policiais militares – sendo um oficial – e um inspetor da Polícia Civil foram denunciados pela 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por exploração ilegal de jogo de azar, formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e violação de sigilo funcional. Além deles, outras 31 pessoas são suspeitas de integrar um grupo que explora o jogo do bicho na região central da cidade do Rio.

Em operação batizada como “Catedral”, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) foram às ruas para cumprir 24 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão, nesta quarta-feira, dia 29 de agosto. A denúncia, distribuída à 33ª Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro, é subscrita pelos promotores de Justiça Homero das Neves Freitas Filho, Alexandre Murilo Graça e Márcio Jose Nobre de Almeida.

Evandro Machado dos Santos, o Bedeu

Entre os denunciados estão Evandro Machado dos Santos, o Bedeu, apontado como líder da quadrilha; seu filho, Alessandro Ferreira dos Santos; o capitão da Polícia Militar Anderson Luiz de Souza – chefe do Serviço de Inteligência (P-2) do 5º BPM (Praça da Harmonia); e os sargentos da PM Marcos Aurélio das Chagas e Marcos André dos Santos – lotados na Supervisão de Graduados da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro da Providência; além do inspetor Weber Santos de Oliveira – chefe do Setor de Investigações da 4ª DP (Central do Brasil).

“Estes denunciados formaram uma organização voltada para a exploração ilegal de jogo de azar não autorizado conhecido como ‘jogo do bicho’, atuando nas áreas dos bairros da Central do Brasil, da Gamboa, da Saúde e parte de São Cristovão. Para a realização da atividade ilegal do jogo, a organização atua corrompendo agentes públicos, em especial policiais civis e militares, para que estes não realizem seu dever de ofício, ou seja, a repressão ao ‘jogo do bicho’. Além disso, a organização conta com diversos integrantes, que, sem autorização legal ou regulamentar, usam armas de fogo para exercer a segurança dos chefes e dos ‘pontos do jogo do bicho’, bem como dar proteção ao transporte dos valores arrecadados com o jogo e que se destinam ao pagamento da corrupção”, narra trecho da denúncia.

O grupo, de acordo com as investigações da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública e do monitoramento dos terminais telefônicos narrados na denúncia, efetuava pagamentos mensais e em dinheiro para a 4ª DP, para a 17ª DP (São Cristóvão) e para o 5º BPM.

Enquanto o policial civil é acusado de receber R$ 15 mil por mês, o capitão receberia R$ 9 mil. Já os praças da PM recebiam menos: enquanto o sargento Chagas recebia R$ 600, o valor pago para que o sargento André também fizesse “vista grossa” era de R$ 300. Ainda segundo as investigações – iniciadas há sete meses – o faturamento mensal da quadrilha seria de R$ 170 mil e R$ 30 mil seriam destinados ao pagamento de propinas a policiais civis e militares.

“Apurou-se, ainda, que os pontos situados na área da Unidade de Polícia Pacificadora do Morro da Providência recebiam um pagamento semanal, para que a atividade ilegal não fosse reprimida. Durante a interceptação telefônica efetuada, os denunciados foram flagrados na realização da logística não só do jogo de azar, bem como em ações que visavam arregimentar e corromper funcionários públicos (policiais civis e militares) de forma a não existir repressão a atividade contravencional. Inclusive, em quatro oportunidades, com as informações do monitoramento telefônico, seguiram a cadeia de comando da organização criminosa, conseguindo flagrar o momento em que o dinheiro da propina era entregue ao agente público”, relata a denúncia.

lmd_source=”24551852″;
lmd_si=”33505537″;
lmd_pu=”22478543″;
lmd_c=”BR”;
lmd_wi=”300″;
lmd_he=”250″;