Infância roubada pelo crime

Publicado: 8 de setembro de 2010 em Uncategorized

“Aprendi uma coisa: o crime não compensa. Os que estão aqui, como eu, querem mudar de vida. Esse negócio de que foi levado ao erro por influência de amigos não cola mais”.

O ‘papo reto’ dado por um dos internos do Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente de São Gonçalo (Criaad-SG), na Estrela do Norte – unidade de semiliberdade que oferece medidas socioeducativas para menores que cometeram atos infracionais – aponta para uma triste realidade que atinge os municípios de Niterói, São Gonçalo e Maricá: o aumento no número de adolescentes envolvidos com o crime.

De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), nos seis primeiros meses desse ano houve um aumento de 41% na apreensão de menores na chamada Grande Niterói – área de abrangência dos três municípios – em relação ao mesmo período de 2009. Apenas em Niterói, 192 adolescentes foram apreendidos pelas polícias Civil e Militar – 64 a mais do que ano passado, representando um aumento de 168%.

O reflexo desses números está no próprio Criaad-SG, que opera com sua capacidade máxima (32 adolescentes), e no Centro de Atendimento Intensivo de Belford Roxo (Cai-Baixada), onde 70 % dos internos foram apreendidos em São Gonçalo.

Segundo o juiz Pedro Henrique Alves, da Vara da Infância, Juventude e do Idoso de São Gonçalo, 95% dos atos infracionais cometidos pelos menores da região estão direta ou indiretamente relacionados ao tráfico de drogas.

“O adolescente vê a figura do traficante como a de um ídolo. A sensação efêmera de poder dá a eles o acesso à roupas de marcas e prestígio entre as mulheres. Tudo isso associado à falta de oportunidade e, principalmente, ao enfraquecimento da estrutura familiar pode acarretar no cometimento de crimes”, explica o magistrado.

Desconstruir esse referencial é um dos principais desafios das equipes técnicas que trabalham nas unidades do Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas (Degase). No Criaad-SG, que também recebe adolescentes das comarcas de Itaboraí, Magé e Tanguá, assistentes sociais, psicólogos e pedagogos acompanham o desenvolvimento dos menores em atividades culturais e cursos profissionalizantes com o objetivo de mudar essa realidade.

“Incutir outros valores nesses adolescentes é algo muito complexo. Falo para esses meninos que para conseguir alguma coisa eles têm que batalhar muito, correr atrás. Esses menores saem daqui cientes de suas responsabilidades e de que a mudança depende de cada um deles”, comentou a assistente social Roseane Palomar, da equipe técnica do Criaad-SG.

Para isso, segundo o magistrado, o apoio da família e da sociedade na reinserção social desses jovens é fundamental, mais do que a própria internação.

“A internação pela internação não leva a lugar algum. Leva, sim, à pós-graduação da ilicitude. O caminho é a inserção social através da Educação”, reforçou o titular da comarca de São Gonçalo.

E foi esse o caminho escolhido por X, 17 anos, cujo depoimento abriu essa matéria. Matriculado no curso de ladrilheiro na Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), ele preferiu não falar sobre o crime que cometeu, mas assume a responsabilidade de tê-lo praticado. Com a namorada grávida de cinco meses, o adolescente pretende ser exemplo para o filho.

“Olha o tamanho do muro. Se eu quisesse, não estaria mais aqui. Mas quero mudar minha história e esquecer o passado”, encerrou confiante.

Cerca de R$ 270 mil por mês. Este é o valor faturado por uma central clandestina de televisão por satélite que funcionava em Itaipuaçu, distrito de Maricá, na Região dos Lagos. A descoberta foi feita por agentes da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE), que estouraram o “Sky Gato”, no início da manhã desta quinta-feira, dia 2 de setembro.

Os policiais chegaram até a central clandestina – que utilizava dois imóveis localizados nas ruas Flamboyants e Girassóis – por acaso, após cumprirem um mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Criminal de Maricá na sede da Fortinternet. A empresa, que oferecia planos de internet banda larga, funcionava em um posto de combustíveis na Estrada de Itaipuaçu.

“A empresa funcionava como fachada. As pessoas que assinavam o plano recebiam a proposta para assinar também a Sky”, revelou o delegado Alexandre Capote, substituto da Draco.

“Assim que chegamos à empresa, descobrimos que em duas ruas atrás do posto havia imóveis que funcionavam como centrais de distribuição dos sinais da televisão por satélite”, ressaltou, explicando que as investigações tiveram início em abril do ano passado.

Os proprietários do “Sky Gato” são dois policiais civis que já foram identificados. Um deles já responde a um inquérito por concussão (artigo 316 do Código Penal: “exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida”) e cumpre prisão no regime semi- aberto decretada pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.

“Não vamos divulgar os nomes, pois o inquérito ainda não foi concluído, mas os dois já estão identificados”, declarou o delegado Cláudio Ferraz, titular da especializada.

Além de cabos, fios, estantes de metal para aparelhos utilizados no esquema e equipamentos para furtar e distribuir os sinais da operadora – como decodificadores, transformadores e fontes de alimentação -, os policiais também apreenderam amplificadores de distribuição – que são instalados em postes e além de furtar o sinal, também furtam energia elétrica.

“Eles lesavam a Sky e também a Ampla”, ressaltou um dos agentes que participaram da ação.
No terreno de uma das residências os policiais apreenderam três carros – o Gol verde placa KNJ 3495, o Palio branco placa KWW 0354 e o Uno branco placa LND 4625.

“Durante as investigações identificamos onze veículos que eram usados para a manutenção da central clandestina. Destes, pelo menos nove foram comprados financiados, repassados a terceiros e encontram-se em fase de alienação. As pessoas acabam não pagando os impostos e parcelas devidas e o automóvel acaba ficando com mandado de busca e apreensão”, enfatizou.

Os envolvidos no caso vão responder pelos crimes de furto qualificado de energia, distribuição ilegal de sinal de TV a cabo e formação de quadrilha.

Ninguém foi encontrado nos imóveis, mas todos os aparelhos – tanto os da empresa de internet como os da central clandestina de tevê via satélite – estavam ligados no momento da chegada das equipes. Na noite da véspera da ação, o serviço de internet não funcionou, mas os policiais não sabem se houve vazamento da operação – que contou com a participação de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Funcionários da concessionária de energia elétrica Ampla foram chamados e derrubaram antenas parabólicas de uma das casas e arrancaram as fiações ilegais dos postes.

Cerca de R$ 270 mil por mês. Este é o valor faturado por uma central clandestina de televisão por satélite que funcionava em Itaipuaçu, distrito de Maricá, na Região dos Lagos. A descoberta foi feita por agentes da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE), que estouraram o “Sky Gato”, no início da manhã desta quinta-feira, dia 2 de setembro.

Os policiais chegaram até a central clandestina – que utilizava dois imóveis localizados nas ruas Flamboyants e Girassóis – por acaso, após cumprirem um mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Criminal de Maricá na sede da Fortinternet. A empresa, que oferecia planos de internet banda larga, funcionava em um posto de combustíveis na Estrada de Itaipuaçu.

“A empresa funcionava como fachada. As pessoas que assinavam o plano recebiam a proposta para assinar também a Sky”, revelou o delegado Alexandre Capote, substituto da Draco.

“Assim que chegamos à empresa, descobrimos que em duas ruas atrás do posto havia imóveis que funcionavam como centrais de distribuição dos sinais da televisão por satélite”, ressaltou, explicando que as investigações tiveram início em abril do ano passado.

Os proprietários do “Sky Gato” são dois policiais civis que já foram identificados. Um deles já responde a um inquérito por concussão (artigo 316 do Código Penal: “exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida”) e cumpre prisão no regime semi- aberto decretada pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.

“Não vamos divulgar os nomes, pois o inquérito ainda não foi concluído, mas os dois já estão identificados”, declarou o delegado Cláudio Ferraz, titular da especializada.

Além de cabos, fios, estantes de metal para aparelhos utilizados no esquema e equipamentos para furtar e distribuir os sinais da operadora – como decodificadores, transformadores e fontes de alimentação -, os policiais também apreenderam amplificadores de distribuição – que são instalados em postes e além de furtar o sinal, também furtam energia elétrica.

“Eles lesavam a Sky e também a Ampla”, ressaltou um dos agentes que participaram da ação.
No terreno de uma das residências os policiais apreenderam três carros – o Gol verde placa KNJ 3495, o Palio branco placa KWW 0354 e o Uno branco placa LND 4625.

“Durante as investigações identificamos onze veículos que eram usados para a manutenção da central clandestina. Destes, pelo menos nove foram comprados financiados, repassados a terceiros e encontram-se em fase de alienação. As pessoas acabam não pagando os impostos e parcelas devidas e o automóvel acaba ficando com mandado de busca e apreensão”, enfatizou.

Os envolvidos no caso vão responder pelos crimes de furto qualificado de energia, distribuição ilegal de sinal de TV a cabo e formação de quadrilha.

Ninguém foi encontrado nos imóveis, mas todos os aparelhos – tanto os da empresa de internet como os da central clandestina de tevê via satélite – estavam ligados no momento da chegada das equipes. Na noite da véspera da ação, o serviço de internet não funcionou, mas os policiais não sabem se houve vazamento da operação – que contou com a participação de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Funcionários da concessionária de energia elétrica Ampla foram chamados e derrubaram antenas parabólicas de uma das casas e arrancaram as fiações ilegais dos postes.

Em meio às recentes denúncias sobre crimes praticados por agentes de Segurança Pública – principalmente policiais militares –, uma questão começa a preocupar a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária: onde abrir vagas para que eles cumpram penas ou aguardem o julgamento pelos crimes dos quais são acusados?

Na Penitenciária Lemos Brito, antiga Bangu 6, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, cerca de 60 presos, entre eles ex-PMs, policiais civis, bombeiros e agentes penitenciários, cumprem pena junto com traficantes ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).

Familiares de ex-policiais denunciam que eles estão na galeria A2 da unidade – que tem capacidade para 512 presos e deveria receber apenas ex-funcionários da área de Segurança Pública.

“Esses 60 homens estão condenados à pena de morte. Os meliantes que ora eles combateram hoje frequentam o mesmo pátio de visitas. Familiares dos ex-funcionários públicos são humilhados e discriminados na fila de visita, sendo até ameaçados de morte por parte de familiares de presos do Terceiro Comando”, denuncia um irmão do ex-cabo da Polícia Militar Sidney da Silva Avelar Júnior, 37 anos.

“A Seap diz que a Lemos Brito é direcionada somente a policiais, o que não é verdade, e com isto induz muitos magistrados ao erro, pois os mesmos acreditam que essa unidade é somente de ex-policias. Toda vez que vou visitar meu irmão tenho que passar por um enorme constrangimento. Um cidadão que é ex-policial jamais poderia ficar misturado a detentos de facção criminosa”, desabafou.

Transferido para a Penitenciária Lemos Brito no dia 19 de agosto de 2009, o ex-PM, durante audiência realizada no dia 19 de novembro do ano passado no Tribunal de Justiça, falou sobre o risco de morte que corre ao juiz Ricardo Pinheiro Machado e ao promotor de Justiça Reinaldo Moreno Lomba, explicando que, embora esteja acautelado em uma cela com ex-servidores públicos do Estado, a maior parte do dia passa misturado a presos comuns, principalmente nos horários do banho de sol.

O advogado do ex-policial, Anderson Moura Rollemberg, ressaltou o artigo 84 da Lei de Execuções Penais (LEP), que diz que “o preso provisório ficará separado do condenado por sentença transitada em julgado” e ressalta, em seu parágrafo primeiro: “o preso primário cumprirá pena em seção distinta daquela reservada para os reincidentes”, e, no segundo: “o preso que, ao tempo do fato, era funcionário da Administração da Justiça Criminal ficará em dependência separada”.

O artigo 295 do Código de Processo Penal também foi utilizado para embasar o pedido de transferência, já que o texto determina que delegados de Polícia e guardas-civis dos Estados e Territórios, ativos e inativos, sejam recolhidos a quartéis ou à prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos à prisão antes de condenação definitiva.

Mesmo explicando que já havia sido lotado no Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (Gpae) do Morro do Estado, no Centro de Niterói – na época, um dos redutos do TCP no município – o ex-PM teve negado seu pedido de transferência para o Batalhão Prisional Especial (Bep), em Benfica, na Zona Norte do Rio.

No dia 30 de novembro de 2009, novo pedido de transferência foi feito pela defesa do ex-policial – condenado a pouco mais de 16 anos de reclusão como autor de um crime de extorsão e por crimes do Estatuto do Desarmamento e ameaça, em grau de recurso, e pronunciado por homicídio, cujo processo ainda está em tramitação. O novo pedido foi também negado, em março deste ano, pelo desembargador Adilson Vieira Macabu, que destacou, em sua sentença:

“Se o paciente, tendo sido excluído administrativamente da Corporação da Polícia Militar, a bem da disciplina, encontra-se acautelado em Presídio de Segurança Máxima – Bangu 6 -, em razão de condenação em primeira instância por crimes de ameaça e da lei de armas, na pena de dois anos de reclusão, com apelação em exame, além de ter sido pronunciado por homicídio qualificado, de competência do Júri, não faz jus à prisão especial no BEP.”

No dia 14 de julho deste ano, os desembargadores que integram a Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negaram, novamente, mais uma tentativa da defesa do ex-policial em transferi-lo para o Bep.

“Da mesma forma, deve ser sublinhado, que não significa que a unidade destinada a detentos que ostentaram a qualidade de policial militar deva estar, obrigatoriamente, localizada em quartel militar, bastando, tão somente, proporcionar-lhes condição especial de preservação à sua integridade física”, assinou o relator, desembargador Leite Araújo.

O secretário de Estado de Administração Penitenciária, César Rubens Monteiro de Carvalho, revelou que “por força da edição do Decreto nº 41.149, de 25 de janeiro de 2008, que vedou a custódia de presos com o benefício de prisão especial pela Polícia Civil do Estado, impondo a transferência destes custodiados ao Sistema Penitenciário e, em razão de o Estado do Rio de Janeiro não dispor de penitenciárias e presídios destinados a internos que gozam do status de presos especiais, tomou-se, imediatamente após a publicação do diploma legal, as seguintes providências: (a) a Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira foi destinada ao acolhimento de presos direito à prisão especial, custodiados, cujos processos estejam aguardando trânsito em julgado, transferindo-se os presos comuns que lá se encontravam para outras unidades prisionais; (b) uma ala específica da penitenciária Lemos Brito foi destinada aos ex-policiais presos que se encontravam no presídio Ary Franco; e (c) no tocante às presas com os mesmo direito, foram hospedadas no Presídio Nelson Hungria, em ambiente distinto do das demais presas.”

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, através de sua assessoria, informou que a sentença do juiz é dada a partir dos documentos entregues e que a obrigação em ir até o local verificar se a denúncia procede é do Ministério Público. A equipe do Jornal POVO do Rio também entrou em contato com o MP e com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, mas, até o fechamento desta edição, nenhuma resposta havia sido enviada.

Mais uma vítima da "mineira" em SG

Publicado: 31 de agosto de 2010 em Uncategorized

O corpo encontrado carbonizado dentro de um Corsa na Avenida Santa Luzia, no bairro de mesmo nome, no último dia 26 de agosto, pode ser de mais uma vítima de um grupo formado por cinco homens que se identificam como policiais militares e matam suspeitos de envolvimento com o tráfico após extorqui-los.

De acordo com policiais do Núcleo de Homicídios da 72ª DP (Mutuá), a vítima seria um homem conhecido como Bochecha do Complexo do Mutuapira. Familiares denunciaram que ele está desaparecido desde a noite da última quarta-feira, dia 25, quando foi sequestrado pela quadrilha a poucos metros de casa. Os criminosos teriam exigido R$ 15 mil para libertá-lo. Entretanto, ainda não há informações se a quantia foi entregue aos falsos PMs. Caso seja confirmada a participação do bando no crime, este seria o décimo homicídio praticado pelo grupo em São Gonçalo. A Polícia aguarda o resultado do exame de DNA para confirmar a identificação do cadáver.

Ainda segundo as investigações, há indícios de participação de ex-policiais na quadrilha. Eles estariam utilizando um veículo de cor prata para praticar os crimes. A última vítima foi Dyego Virtuoso, o Bodinho, 26 anos, sequestrado no dia 13 de agosto em sua casa no Complexo do Salgueiro e encontrado morto com marcas de tiro no início da manhã do dia seguinte, na Rua Doutor Manoel Duarte, no bairro Gradim. Os criminosos teriam exigido o pagamento de R$ 50 mil em troca da liberdade do jovem.

Outro caso atribuído aos falsos policiais ocorreu no dia 13 de julho, quando os corpos de Rafael Dias de Miranda, 22, e Diego Torres da Silva, 20, foram encontrados dentro de um rio, na localidade conhecida como Ipuca, no Jardim Catarina. Eles foram sequestrados dois dias antes da execução na Rua Cuiabá, na Trindade, por ocupantes de um veículo prata.

Agentes do Núcleo de Homicídios da 72ª DP disponibilizaram os telefones 3119-3634 e 3199-1950 para quem tiver informações que possam auxiliar nas investigações. Os dados também podem ser encaminhados para a Central do Disque-Denúncia através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

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Polícia “mineira” seqüestra e mata em São Gonçalo

Falsos PMs fazem mais uma vítima em São Gonçalo

Mais uma vítima da “mineira” em SG

Publicado: 31 de agosto de 2010 em Uncategorized

O corpo encontrado carbonizado dentro de um Corsa na Avenida Santa Luzia, no bairro de mesmo nome, no último dia 26 de agosto, pode ser de mais uma vítima de um grupo formado por cinco homens que se identificam como policiais militares e matam suspeitos de envolvimento com o tráfico após extorqui-los.

De acordo com policiais do Núcleo de Homicídios da 72ª DP (Mutuá), a vítima seria um homem conhecido como Bochecha do Complexo do Mutuapira. Familiares denunciaram que ele está desaparecido desde a noite da última quarta-feira, dia 25, quando foi sequestrado pela quadrilha a poucos metros de casa. Os criminosos teriam exigido R$ 15 mil para libertá-lo. Entretanto, ainda não há informações se a quantia foi entregue aos falsos PMs. Caso seja confirmada a participação do bando no crime, este seria o décimo homicídio praticado pelo grupo em São Gonçalo. A Polícia aguarda o resultado do exame de DNA para confirmar a identificação do cadáver.

Ainda segundo as investigações, há indícios de participação de ex-policiais na quadrilha. Eles estariam utilizando um veículo de cor prata para praticar os crimes. A última vítima foi Dyego Virtuoso, o Bodinho, 26 anos, sequestrado no dia 13 de agosto em sua casa no Complexo do Salgueiro e encontrado morto com marcas de tiro no início da manhã do dia seguinte, na Rua Doutor Manoel Duarte, no bairro Gradim. Os criminosos teriam exigido o pagamento de R$ 50 mil em troca da liberdade do jovem.

Outro caso atribuído aos falsos policiais ocorreu no dia 13 de julho, quando os corpos de Rafael Dias de Miranda, 22, e Diego Torres da Silva, 20, foram encontrados dentro de um rio, na localidade conhecida como Ipuca, no Jardim Catarina. Eles foram sequestrados dois dias antes da execução na Rua Cuiabá, na Trindade, por ocupantes de um veículo prata.

Agentes do Núcleo de Homicídios da 72ª DP disponibilizaram os telefones 3119-3634 e 3199-1950 para quem tiver informações que possam auxiliar nas investigações. Os dados também podem ser encaminhados para a Central do Disque-Denúncia através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

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Um arsenal vindo da Bolívia com o objetivo de fortalecer traficantes de drogas que atuam nas comunidades de São Gonçalo e Niterói foi apreendido por agentes das polícias Federal e Rodoviária Federal, em Miranda, no Mato Grosso do Sul, na última quarta-feira, dia 25 de agosto. Cinco fuzis, uma metralhadora antiaérea calibre ponto 30 (capaz de derrubar aeronaves), além de uma pistola e munições, estavam em um Ford Fiesta, conduzido por um estudante de 23 anos. O veículo foi interceptado pelos agentes na BR-262, na altura de Guairacus, a mesma localidade onde há cinco meses dois pastores da Igreja Mundial do Poder de Deus foram surpreendidos transportando sete fuzis calibre 556. As armas seriam entregues a traficantes do Morro do Martins, em Neves, São Gonçalo.

De acordo com agentes da Superintendência Regional da Polícia Federal (PF), no Mato Grosso do Sul, o estudante, que é morador de Corumbá, não quis revelar quem receberia as armas e para qual comunidade do Rio de Janeiro elas seriam levadas. Em depoimento, o jovem informou que ganharia R$ 10 mil para realizar o serviço e que as orientações sobre o destino do arsenal seriam recebidas quando ele chegasse na Avenida Brasil. Os policiais acreditam que, por se tratar da mesma rota utilizada pelos pastores, as armas seriam levadas para comunidades de São Gonçalo e Niterói.

“Com o objetivo de dificultar nossas ações, os traficantes passaram a recrutar ‘mulas’ da região (pessoas que se dispõem a realizar o transporte de armas e drogas), que utilizam veículos com placas de suas cidades para não levantar suspeitas”, informou um agente da PRF.

Além do arsenal, os policiais também apreenderam, no carro do estudante, 350 cartuchos de vários calibres, cinco carregadores, um notebook, além de R$ 500 em espécie, quantia dada pelos traficantes para cobrir os gastos com a viagem até o Rio de Janeiro.

Ainda segundo os agentes da PF, todas as armas estavam com as numerações raspadas, sendo possível, portanto, identificar apenas os países fabricantes: Estados Unidos, Áustria, China e Egito. O armamento foi encaminhado para o Setor Técnico-Científico da PF. O estudante foi autuado por tráfico de armas.

De acordo com a PF, a Bolívia e o Paraguai são os principais fornecedores de armas para traficantes do Brasil, principalmente os que agem nas favelas do Rio de Janeiro. Na Bolívia, armas de todos os calibres podem ser compradas até em lojas de eletrodomésticos. Na maioria das vezes, os próprios vendedores indicam aos compradores pessoas para atravessar a fronteira com o material.

Sérgio Rocha Martins, o Gugui, 31 anos

No dia 10 de março, os pastores Sebastião Braz da Fonseca Neto, 42 anos, e Francisco Ferreira Moura, 31, também foram presos, em Miranda, no Mato Grosso do Sul, quando transportavam no Vectra placa HTA 2052 sete fuzis calibre 556. Eles receberiam R$ 20 mil para fazer o serviço.

As armas seriam entregues aos traficantes Sérgio Rocha Martins, o Gugui, 31, e Bruno Bezerra da Silva, o Bruninho BR ou Cabelo, 27. Apontado como o chefe do tráfico de drogas no Morro do Martins, em Neves, BR foi preso no último dia 3, no Porto da Pedra, em São Gonçalo. Segundo a Polícia, Gugui é um admirador dos fuzis e teria encomendado as armas a um dos religiosos, que seria seu amigo de infância. Atualmente, o traficante é considerado um dos principais “matutos” das bocas-de-fumo controladas pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) no eixo Niterói -São Gonçalo.

Bruno Bezerra da Silva, o Bruninho BR ou Cabelo, 27 anos

Preso em 2006 por agentes da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) no Morro do Tabajaras, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, Gugui foi beneficiado com a liberdade condicional há cerca de 10 meses. Nesse período, ele encontrou o apoio de criminosos do Morro da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, e da Favela do Fallet, em Santa Teresa, na região central da capital fluminense.

Relembre:

Em nome do Pai…ol: pastores a serviço do tráfico

Um racha ente duas lideranças do Comando Vermelho (CV) pode provocar a disputa pelo controle das bocas-de-fumo em um dos principais redutos da facção criminosa no Estado: o Morro da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Em lados opostos, tio e sobrinho podem travar uma guerra na comunidade que, depois do Complexo do Alemão, na Penha, também na Zona Norte, é o maior esconderijo para traficantes do CV.

O desentendimento ocorreu entre Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, 46 anos, e seu sobrinho, Alexander Mendes da Silva, o Polegar, 36. A denúncia, investigada pela Polícia, ganhou força depois que Tuchinha pediu para ser transferido para a Penitenciária Alfredo Tranjan – antiga Bangu 2 – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Conhecida como “cadeia de seguro”, a unidade abriga detentos que correm risco de morte.

Outras atitudes de Tuchinha – condenado a 43 anos de prisão por tráfico de drogas e formação de quadrilha – reforçaram a suspeita: em novembro do ano passado ele se recusou, por duas vezes, a ir ao Hospital Penal Fábio Soares Maciel, localizado no Complexo de Gericinó. Em dezembro, houve nova recusa em receber atendimento médico na unidade.

“Só faz isso quem tem medo de morrer”, enfatizou um policial que participa das investigações.

Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, 46 anos

“Enquanto Tuchinha tá cascudo, Polegar é novo, articulado. O fim dos criminosos cascudos é ser mortos pelos mais novos”, ressaltou.

A suspeita é de que Tuchinha possa pular para a facção rival Amigos dos Amigos (ADA), por causa de sua amizade com Cristiano de Sá Silva, o Abelha, 37, traficante do Morro do Turano, no Rio Comprido, na Zona Norte. Apesar de integrar a mesma facção que Tuchinha, Abelha é irmão de Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35 – um dos maiores fornecedores de drogas de Antônio Francisco Bonfim Neto, o Nem, que controla a Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio – maior reduto da ADA no Estado.

Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35 anos

Enquanto Saulo foi preso em janeiro de 2008, em sua casa, no Condomínio Praia de São Bento, na cidade de Maragogi, em Maceió, no litoral de Alagoas, seu irmão Abelha também está na cadeia.

Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35 anos

A briga entre tio e sobrinho não é um incidente isolado dentro do Comando Vermelho. Integrantes da facção têm se desentendido com freqüência desde a transferência dos maiores líderes do CV para presídios de segurança máxima fora do Estado do Rio de Janeiro. Com a prisão dos traficantes mais velhos, criminosos cada vez mais jovens têm assumido postos de comando e se recusado a cumprir antigas ordens.

Um dos maiores fatores de descontentamento é a determinação para que traficantes em liberdade sustentem os presos e suas famílias. A atitude consta como quinto mandamento na lista de 10 existentes na cartilha da facção, criada pelo traficante Rogério Lemgruber, o Bagulhão – que até hoje é lembrando nas inscrições existentes nas embalagens das drogas vendidas nas bocas-de-fumo controladas pelo Comando Vermelho em todo o Estado do Rio: “CV RL PJL” – alusão à sigla da facção, à abreviação do nome do traficante e à frase Paz, Justiça e Liberdade.

Os “10 mandamentos do Comando Vermelho” são: “1- Não negar a Pátria; 2- Não cobiçar a mulher do próximo; 3- Não conspirar; 4- Não acusar em vão; 5- Fortalecer os caídos; 6- Orientar os mais novos; 7- Eliminar nossos inimigos; 8- Dizer a verdade mesmo que custe a vida; 9- Não caguetar; 10- Ser coletivo”.

Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, 46 anos

Após passar 17 anos preso, Tuchinha conquistou a liberdade condicional para cumprir o restante da pena, em julho de 2006. O benefício foi revogado em abril de 2007, depois que deixou de cumprir uma das obrigações mais simples do livramento condicional: ir à Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica, na Zona Norte, assinar o livro de presença. Com isso, o juiz Carlos Eduardo Figueiredo, da Vara de Execuções Penais (VEP), expediu um novo mandado de prisão.

O sumiço do traficante teria um motivo: em 27 de fevereiro daquele ano, ele foi seqüestrado em São Cristóvão por policiais que negociaram sua libertação com comparsas dele. Do pedido de resgate de R$ 2 milhões, pelo menos R$ 1,2 milhão teria sido pago.

Alexander Mendes da Silva, o Polegar, 36 anos

Já Polegar – que está escondido há nove meses no Complexo do Alemão, conquistou o benefício do regime semi-aberto por ter cumprido um sexto da pena à que foi condenado – 22 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para fins de tráfico. Mesmo acusado por quatro homicídios dentro da Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, antiga Bangu 1, no Complexo de Gericinó, em 2002, Polegar teve o comportamento considerado “excelente” pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Foi este parecer que motivou o juiz Carlos Borges, da VEP a conceder a progressão do regime ao traficante.
No entanto, ele saiu da Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica, na Zona Norte, no dia 14 de setembro de 2009 e não voltou para dormir, passando a ser considerado foragido. Esta é a segunda vez que Polegar foge após ser beneficiado pela Justiça.

Alexander Mendes da Silva, o Polegar, 36 anos

Conhecido por uma das ações mais ousadas do crime organizado no Rio, ele foi preso em janeiro de 2002, em Fortaleza, no Ceará, após ficar foragido por sete meses depois de obter o livramento condicional. No ano anterior, ele foi acusado de estar entre os 40 homens armados que usaram um caminhão para derrubar um muro da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) e libertar 14 presos.

Em novembro do ano passado, ele proibiu os moradores do Complexo do Alemão a chamá-lo pelo vulgo com o qual ganhou notoriedade entre os integrantes do Comando Vermelho. Agora, ele só pode ser chamado de “Paraibinha”. A determinação do traficante seria uma maneira de despistar a Polícia.

Com aproximadamente 1,65 metro de altura – que seria, inclusive, o motivo do apelido “Polegar” –, o criminoso já foi visto várias vezes desfilando pelo Largo do Boiadeiro. Ele também circularia por becos na Vila Cruzeiro e na Nova Brasília, sempre rodeado por comparsas armados com fuzis, responsáveis pela sua segurança.

Com aproximadamente 160 mil moradores, o Complexo do Alemão é composto pelas favelas Vila Cruzeiro, Chatuba, Nova Brasília, Pedra do Sapo, Alvorada, Areal, Matinha, Chuveirinho, Palmeiras, Fazendinha, Grota e pelos morros da Baiana, do Alemão, dos Mineiros e do Adeus. A região é conhecida pela Polícia como Quartel General (QG) do CV, por oferecer abrigo aos integrantes da facção mais procurados.

Rosângela de Carvalho Lopes Domingues, a Tia Rose, 51 anos

Colocar mulheres – principalmente idosas – para vender drogas. Esta é a tática que traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam as bocas-de-fumo no Complexo do Menino de Deus – que engloba os morros Menino de Deus, Chumbada e Torre e que possui acessos pelos bairros Centro, Rocha, Galo Branco, Mutondo e Estrela do Norte -, em São Gonçalo, estão usando. No total, pelo menos oito criminosas compõem o que ficou conhecido como “Bonde das Tias”.

Uma delas, identificada como Rosângela de Carvalho Lopes Domingues, a Tia Rose, 51 anos, foi presa por agentes da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), na manhã de ontem. Proprietária de uma birosca na Rua Antônio Xavier, no Galo Branco, ela foi surpreendida pelos policiais, por volta das 10h, com seis papelotes de cocaína e R$ 400 em espécie, além de um revólver calibre 32 com uma munição. De acordo com a Polícia, ela venderia cerca de R$ 3 mil por semana.

“Ela recebe as drogas do Chumbinho, que deixa cargas de sete papelotes por vez. Quando elas são vendidas, ele entrega mais. Ela usa o bar para revender os papelotes – cada um por R$ 30. A cada venda, ela paga por seis papelotes se fica com um. Esse dinheiro é repassado para um dos filhos do Luiz Queimado”, explicou um dos agentes que participou da prisão, se referindo ao traficante Luiz Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 51, – dono da região – e a Flávio Costa da Silva, o Chumbinho, – que é quem chefia as mulheres da quadrilha e articula as ações do tráfico nas “esticas” (pontos de venda de drogas fora das bocas-de-fumo tradicionais).

“Eles estão recrutando mulheres, principalmente em idade avançada, para despistar as ações da Polícia”, ressaltou o policial, revelando que a especializada chegou até Tia Rose durante investigações sobre furtos e roubos de carros na região.

“Os traficantes e os assaltantes estão trabalhando juntos. Os veículos roubados são usados em bondes e também para trocar por drogas. A maioria é trazida para o Rio, principalmente para o Complexo do Alemão”, destacou.

Michele Matos de Almeida, 29 anos

Outras duas integrantes do Bonde das Tias já foram identificadas pela Polícia: Ana Sales Paes Coelho, 52, e Michele Matos de Almeida, 29. Ambas continuam foragidas. As duas assumiram o papel de vapor do tráfico no alto do Morro Menino de Deus quando os traficantes do local tiveram que expulsar rivais da facção Amigos dos Amigos (ADA) que invadiram o vizinho Morro da Chumbada, em outubro do ano passado. A guerra foi chefiada por Luiz Fernando de Abreu Farias, o Nenequinha, que contou com a ajuda de comparsas do CV que controlam outras favelas no município.

Ana Sales Paes Coelho, 52 anos

Para não sofrer prejuízos, Luiz Queimado decide usar as mulheres para vender as drogas, enquanto os homens da quadrilha são utilizados como braço-armado em ações de disputa pelo controle de pontos de venda de drogas. Em um escuta telefônica feita por agentes da 72ª DP (Mutuá) com autorização judicial, Luiz Queimado é flagrado dizendo para Nenequinha: “Você manda o Chumbinho ficar com as tias. Você diz que é para ele ficar e mandar o bonde para a guerra”. Logo depois, Nenquinha repassa o recado: “Nós vamos ficar na guerra, mas na pista”.

Leandro Nunes, 29 anos

Em uma ação cinematográfica, equipes da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) efetuaram duas prisões em plena Ponte Presidente Costa e Silva, que liga os municípios de Niterói e Rio de Janeiro, no final da noite desta terça-feira, dia 24 de agosto. Durante investigações sobre roubos e furtos de carros no município de São Gonçalo, os agentes da especializada descobriram que um foragido da Justiça – que estava abrigado naquele município, no Morro da Chumbada, no bairro Galo Branco – iria passar pela via em direção à Favela da Chatuba, no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio.

Os policiais prepararam um cerco e conseguiram alcançar Leandro Nunes, 29 anos – condenado por um latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido em Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e com um mandado de prisão expedido pela 38ª Vara Criminal da Capital por um assalto a mão armada praticado na área da 54ª DP (Belford Roxo), em julho deste ano, ele estava foragido da carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) de Duque de Caxias.

O criminoso, que é do Parque Lafaiete, também em Caxias, era escoltado por Israel Rodrigues Paulo, 18, que é morador do Rocha – em um dos acessos ao Morro da Chumbada – e conduzia uma moto Falcon roubada no último dia 22 na área da 74ª DP (Alcântara).

“Ele vinha na frente para avisar ao comparsa sobre eventuais blitzens ou operações policiais”, explicou um dos policiais que participou da ocorrência.

De acordo com a Polícia, motos e carros furtados e roubados em São Gonçalo têm sido usados por criminosos da facção Comando Vermelho (CV) – que, entre outros morros e favelas, controlam o Morro da Chumbada – para a realização de bondes e também como moeda de troca.

“Eles trocam por drogas e também utilizam em invasões a territórios controlados por facções rivais”, revelou o delegado Alexandre Magalhães, adjunto da DRFA.

“Estamos fazendo um trabalho específico nessa área para minar esse grupo e diminuir a incidência de roubos e furtos de veículos”, ressaltou.

Os dois presos foram encaminhados para uma carceragem da Polinter, onde vão permanecer à disposição da Justiça. Quem tiver informações que auxiliem as investigações policiais pode ligar para o plantão da DRFA, através do telefone 2332-4343.