Policial condenado chefiava delegacia

Publicado: 20 de setembro de 2010 em Uncategorized

Criada em fevereiro de 2002 com o objetivo de combater o furto de energia, adulteração de combustíveis e fraudes em serviços de telecomunicações, a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) estava sendo chefiada por um policial acusado de ser o responsável pela maior quadrilha de gatonet do Estado do Rio.

Configurado pelo furto de sinal de televisão a cabo e repasse a assinantes que pagam um valor inferior ao cobrado pela empresa responsável pela distribuição do sinal, o gatonet é crime inserido no artigo 155 do Código Penal, que configura os casos de furto, e tem pena prevista de dois a quatro anos de prisão.
Também acusado de ser o dono de todas as máquinas caça-níqueis em funcionamento no Morro do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, o inspetor Alfredo Silva Neto continuou à frente do Setor de Investigações (SI) da DDSD mesmo após ter sido condenado pela Justiça por outro crime: falsificação de documento e interceptação telefônica ilegal.

Ele perdeu o cargo – e a profissão – somente pouco mais de sete meses após a condenação, ao ser demitido, pela prática de transgressões disciplinares, em decisão publicada no Boletim Interno da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro de número 166, do último dia 13 de setembro.

A demissão do policial – que é investigado pela Polícia Federal juntamente com outros três colegas lotados na mesma especializada – provocou a exoneração do delegado Eduardo Clementino de Freitas, que foi transferido para o Departamento de Policiamento de Área – órgão conhecido como “a geladeira da instituição”. Uma denúncia de que o delegado teria comprado uma casa de R$ 5 milhões e uma BMW blindada também está sendo investigada.

Para o seu lugar foi nomeado o delegado Marcus Vinícius Braga, que era titular da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) – que será assumida pelo delegado Pedro Medina, que era adjunto na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

A sentença que condenou o ex-inspetor Alfredo Silva Neto foi promulgada no dia 29 de janeiro, durante audiência na 35ª Vara Criminal do Rio. Ele foi julgado por falsificar decisão judicial de interceptação e quebra de sigilo telefônico, além de representações da 10ª DP (Botafogo). Os telefones que seriam interceptados ilegalmente seriam os do deputado estadual José Nader Filho, 47 anos, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

O policial chegou a falsificar assinaturas do juiz Antônio Jaime Poente, então da 34ª Vara Criminal do Rio, e do delegado Roberto Leasth. Os documentos falsos foram enviados, via fax, para as operadoras de telefonia Vivo e Nextel através de um aparelho registrado em nome da cerâmica Sociedade Espaço Brennand Comércio Ltda, localizada em um shopping na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, e onde o cunhado de Alfredo trabalhava.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público, o então policial – que na época dos fatos que era lotado na 22ª DP (Penha), onde o titular também era o delegado Eduardo Freitas -, juntamente com seu cunhado, Marcelo Pereira do Nascimento, cadastrou uma conta de e-mail no provedor IG em nome do policial Alberto Valentim Oliveira – que era o chefe do SI da 22ª DP -, por volta das 1h19 do dia 8 de maio de 2005. No mesmo dia, entre 15h40 e 16h, após Alfredo falsificar os documentos, os dois os enviaram, aproveitando que Marcelo possuía as chaves da empresa e que a mesma estava vazia, por ser Dia das Mães.

A fraude foi descoberta após a quebra do sigilo dos dados do cadastro do e-mail criado (decimadp@ig.com.br), e posteriormente a do número do telefone utilizado durante o cadastro. Através do endereço IP na rede mundial de computadores, foi descoberto que o proprietário do número era Marcelo, com endereço de instalação na residência de Alfredo Neto.

A falsa ordem judicial chegou a ser cumprida pela Nextel, que iniciou a interceptação naquele mesmo dia, às 19h. Já a Vivo, antes de efetivar a determinação, verificou a procedência dos documentos e descobriu a fraude. A Nextel interrompeu a interceptação telefônica às 10h30 do dia seguinte.

As operadoras enviaram os documentos falsos para a Sub Secretaria de Inteligência, que enviou para a Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (DRACO-IE) para apurar o crime. O pedido falsificado determinava que fosse quebrado o sigilo telefônico de uma linha móvel em nome do deputado e que as informações e áudio fossem encaminhados para o e-mail falso.

A denúncia, juntamente com os documentos que a instruem, foi recebida pela Justiça no dia 26 de julho de 2006. Durante o interrogatório, ambos os acusados negaram a participação no fato delituoso. No entanto, durante pedido pela condenação, o Ministério Público ressaltou: “tendo em vista existir nos autos prova suficiente a ensejar um decreto condenatório, não restando dúvida quanto à autoria, a materialidade e a culpabilidade dos acusados, inexistindo em seu favor qualquer causa de exclusão de ilicitude ou de culpabilidade”.

Em seu depoimento, Alfredo Silva Neto negou o crime e disse que conhecia Marcelo há oito anos e que ele esteve em sua casa naquele dia 8 de maio, pois é namorado da irmã de sua mulher, Cláudia Pereira da Silva. Já Marcelo alegou que criou a conta de e-mail através do computador instalado na casa da irmã de sua namorada sem conhecimento dela e de Alfredo e que criou o e-mail falso a pedido de Alberto, a quem conhecia há cerca de um ano por freqüentar o mesmo em Rocha Miranda, na Zona Norte.

Ele também disse que além de ter criado o endereço eletrônico passou dois fax solicitando a interceptação telefônica a pedido de Alberto e, mesmo sabendo que não tinha essa atribuição, não suspeitou da ilegalidade da conduta cometida. O artigo 10 da Lei nº 9.296/96. que penaliza a violação do sigilo das comunicações telefônicas, ressalta: “Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei”. A pena é de dois a quatro anos de prisão, e multa.

Em sua sentença, a juíza Andrea Fortuna Teixeira ressalta: “O fato de não ter os réus alcançado as informações colhidas da interceptação telefônica realizada pela concessionária Nextel, mesmo que por curto tempo, não merece ser fundamento para aduzir crime tentado, muito menos crime impossível. O crime restou consumado no momento em que ocorreu a interceptação clandestina efetivada através do ofício falso emitido pelos réus”.

A magistrada continua: “Quanto à versão dos réus, a mesma falece de credibilidade tendo em vista que ao encaminharem o ofício falso determinando a quebra do sigilo telefônico e a interceptação da referida linha solicitaram o desvio para um telefone celular e forneceram um endereço de e-mail referente ao criado por Marcelo na casa de Alfredo. Assim, cai por terra a versão que estavam apenas fazendo um favor para Alberto e não sabiam do que se tratava e não tiveram mais contato com Alberto, pois se a interceptação ilegal fosse bem sucedida, os dados ilegais chegariam na casa de Alfredo, em seu computador, através do e-mail criado por Marcelo, demonstrando o liame subjetivo entre a conduta dos agentes”.

Quase cinco anos após o início das investigações, o então policial Alfredo Silva Neto foi condenado, “considerando os motivos escusos que o levaram até a cena do crime, as circunstâncias e conseqüências do delito, sua qualidade de policial civil que tem o dever de zelar pela ordem e aplicação da lei, demonstrando uma personalidade desvirtuada ao utilizar-se de decisão e ofício falsos para induzir as concessionárias a erro e realizar interceptação telefônica ilegal”.

A pena total, de três anos de reclusão e 60 dias multa, na proporção de 1/30 do salário mínimo, foi substituída por prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, e limitação de fim de semana.

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Dez anos após a criação do Grupo Carteiro Amigo (GCA) – responsável pela entrega de mil correspondências diárias na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio – os funcionários da organização estão sendo obrigados pelo tráfico a pedir para os moradores de uma das maiores favelas do Brasil, que concentra mais de 100 mil pessoas, votos para dois políticos.

A denúncia foi feita por carteiros comunitários, que revelaram que, por determinação do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, 33 anos, eles têm que distribuir uma carta em que pedem votos para os candidatos Alexandre Serfiotis e André Lazaroni. O primeiro, do partido Democratas (DEM), concorre a uma vaga como deputado federal, enquanto Lazaroni, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) Verde, tenta se eleger deputado estadual.

A formação do suposto curral eleitoral será investigada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio, que pediu auxílio à Polícia Federal e ao Ministério Público.

Nas últimas eleições, Nem – integrante da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) – mostrou seu poder ao pedir votos para o então candidato a vereador Luiz Cláudio de Oliveira, o Claudinho da Academia, do Partido Social Democrata Cristão (PSDC). Na época, a Polícia descobriu a ata de uma reunião do tráfico com comerciantes e líderes comunitários, onde Nem teria dito que “não admitia derrota”. O candidato acabou eleito com 11 mil votos, quase 10% da população da favela.

“A partir da notícia formal da eventual prática de crime, vamos encaminhar cópias do material para a delegacia da PF e a Procuradoria Regional. É preciso analisar o possível crime eleitoral, sem prejuízo da apuração da responsabilidade criminal, se constatada”, disse o juiz Paulo Cesar Vieira de Carvalho Filho, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral na cidade do Rio.

O cartaz começa com o texto “Leia com muita atenção” escrito em letras maiúsculas e termina com “Contamos com sua ajuda e de seus familiares, Grupo Carteiro Amigo, sempre pensando o melhor para você”. Além dos panfletos, o pedido por votos também está sendo feito através do site do vereador Claudinho da Academia – que morreu em junho deste ano, aos 39 anos, vítima de um ataque cardíaco.

No último dia 3 de setembro, foi postada em sua página na internet – no endereço http://www.claudinhodaacademia.com.br – uma foto em que ele aparece ao lado de André Lazaroni sob o título “Meu voto para deputado estadual é de André Lazaroni”.

O corpo de Claudinho da Academia foi encontrado no dia 19 de junho, no chão do banheiro do apartamento de seu sócio e chefe de gabinete Gabriel Andreatta, em São Conrado, próximo à Rocinha. O vereador estava no imóvel com dois de seus três filhos, um casal de gêmeos de 10 anos que são deficientes auditivos.

Ele teria resolvido passar a noite na casa do amigo porque havia brigado com a mulher. O corpo foi encontrado sem roupa dentro do banheiro, com o chuveiro ligado. Na época, a assessoria de imprensa do político divulgou que ele andava muito nervoso por causa da proximidade da campanha eleitoral para deputado estadual e da abertura de um novo inquérito policial contra ele.

Em janeiro deste ano, ele chegou a ser denunciado pelo Ministério Público, acusado de coagir eleitores por meio de ameaças na eleição de 2008. O vereador negava as acusações. Pai de três filhos, Claudinho foi eleito presidente da Associação de Moradores da Rocinha em 2007 e entrou para a Câmara de Vereadores em 2008 – onde concedeu o título de cidadão benemérito ao jogador Vagner Silva de Souza, mais conhecido como Vagner Love, 26. O prefeito Eduardo Paes e o vice-governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão, estiveram presentes no enterro.

O candidato André Lazaroni afirmou que assumiu o compromisso de dar continuidade aos projetos do vereador ao ser procurado por familiares de Claudinho e funcionários de seus projetos sociais. Através de sua assessoria, ele informou que sequer possui monopólio de placas de propaganda na comunidade.

Ele também disse que se aproximou de Claudinho através do vice-governador, que negou em seguida ter intermediado qualquer tipo de contato entre eles.

O Grupo Carteiro Amigo foi criado, em agosto de 2000, por três amigos que tiveram a idéia após trabalharem no Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Eles criaram um sistema de códigos para facilitar a vida dos moradores da Favela da Rocinha, que sofriam com o atraso na entrega e sumiço de correspondências.

Como muitas ruas não têm nomes e às vezes as casas repetem o mesmo número, os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos tinham dificuldade para trabalhar na região. Com o pagamento de R$ 3 por mês, os moradores passaram a receber suas cartas na porta de casa por cerca de 40 carteiros comunitários. Pelo menos 3 mil residências são cadastradas no serviço.

Dez anos após a criação do Grupo Carteiro Amigo (GCA) – responsável pela entrega de mil correspondências diárias na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio – os funcionários da organização estão sendo obrigados pelo tráfico a pedir para os moradores de uma das maiores favelas do Brasil, que concentra mais de 100 mil pessoas, votos para dois políticos.

A denúncia foi feita por carteiros comunitários, que revelaram que, por determinação do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, 33 anos, eles têm que distribuir uma carta em que pedem votos para os candidatos Alexandre Serfiotis e André Lazaroni. O primeiro, do partido Democratas (DEM), concorre a uma vaga como deputado federal, enquanto Lazaroni, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) Verde, tenta se eleger deputado estadual.

A formação do suposto curral eleitoral será investigada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio, que pediu auxílio à Polícia Federal e ao Ministério Público.

Nas últimas eleições, Nem – integrante da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) – mostrou seu poder ao pedir votos para o então candidato a vereador Luiz Cláudio de Oliveira, o Claudinho da Academia, do Partido Social Democrata Cristão (PSDC). Na época, a Polícia descobriu a ata de uma reunião do tráfico com comerciantes e líderes comunitários, onde Nem teria dito que “não admitia derrota”. O candidato acabou eleito com 11 mil votos, quase 10% da população da favela.

“A partir da notícia formal da eventual prática de crime, vamos encaminhar cópias do material para a delegacia da PF e a Procuradoria Regional. É preciso analisar o possível crime eleitoral, sem prejuízo da apuração da responsabilidade criminal, se constatada”, disse o juiz Paulo Cesar Vieira de Carvalho Filho, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral na cidade do Rio.

O cartaz começa com o texto “Leia com muita atenção” escrito em letras maiúsculas e termina com “Contamos com sua ajuda e de seus familiares, Grupo Carteiro Amigo, sempre pensando o melhor para você”. Além dos panfletos, o pedido por votos também está sendo feito através do site do vereador Claudinho da Academia – que morreu em junho deste ano, aos 39 anos, vítima de um ataque cardíaco.

No último dia 3 de setembro, foi postada em sua página na internet – no endereço http://www.claudinhodaacademia.com.br – uma foto em que ele aparece ao lado de André Lazaroni sob o título “Meu voto para deputado estadual é de André Lazaroni”.

O corpo de Claudinho da Academia foi encontrado no dia 19 de junho, no chão do banheiro do apartamento de seu sócio e chefe de gabinete Gabriel Andreatta, em São Conrado, próximo à Rocinha. O vereador estava no imóvel com dois de seus três filhos, um casal de gêmeos de 10 anos que são deficientes auditivos.

Ele teria resolvido passar a noite na casa do amigo porque havia brigado com a mulher. O corpo foi encontrado sem roupa dentro do banheiro, com o chuveiro ligado. Na época, a assessoria de imprensa do político divulgou que ele andava muito nervoso por causa da proximidade da campanha eleitoral para deputado estadual e da abertura de um novo inquérito policial contra ele.

Em janeiro deste ano, ele chegou a ser denunciado pelo Ministério Público, acusado de coagir eleitores por meio de ameaças na eleição de 2008. O vereador negava as acusações. Pai de três filhos, Claudinho foi eleito presidente da Associação de Moradores da Rocinha em 2007 e entrou para a Câmara de Vereadores em 2008 – onde concedeu o título de cidadão benemérito ao jogador Vagner Silva de Souza, mais conhecido como Vagner Love, 26. O prefeito Eduardo Paes e o vice-governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão, estiveram presentes no enterro.

O candidato André Lazaroni afirmou que assumiu o compromisso de dar continuidade aos projetos do vereador ao ser procurado por familiares de Claudinho e funcionários de seus projetos sociais. Através de sua assessoria, ele informou que sequer possui monopólio de placas de propaganda na comunidade.

Ele também disse que se aproximou de Claudinho através do vice-governador, que negou em seguida ter intermediado qualquer tipo de contato entre eles.

O Grupo Carteiro Amigo foi criado, em agosto de 2000, por três amigos que tiveram a idéia após trabalharem no Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Eles criaram um sistema de códigos para facilitar a vida dos moradores da Favela da Rocinha, que sofriam com o atraso na entrega e sumiço de correspondências.

Como muitas ruas não têm nomes e às vezes as casas repetem o mesmo número, os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos tinham dificuldade para trabalhar na região. Com o pagamento de R$ 3 por mês, os moradores passaram a receber suas cartas na porta de casa por cerca de 40 carteiros comunitários. Pelo menos 3 mil residências são cadastradas no serviço.

Medo cala testemunhas da Máfia das Vans

Publicado: 17 de setembro de 2010 em Uncategorized

Quinze anos após o início da disputa sangrenta pelo monopólio do transporte alternativo em São Gonçalo – que provocou a morte de, pelo menos, 50 pessoas –, nenhum dos mais de 60 indiciados por participação na chamada ‘máfia das vans’ foi sequer denunciado pelos homicídios. O motivo, segundo a Polícia e o Ministério Público (MP), é o medo imposto às testemunhas dos crimes pelos integrantes do grupo, cuja influência chegou ao Legislativo com a eleição de Edson da Silva Mota, o Mota da Coopasa, para a Câmara Municipal, em 2004. Duas dessas testemunhas foram executadas durante as investigações.

O primeiro a ser calado foi motorista da Coopertral, Jorge Luiz dos Santos, o Jorge Preto, 43 anos. Ele foi assassinado a tiros na frente da esposa e do filho de dois anos, ao volante da van em que trabalhava, na Praça de Santa Izabel, em fevereiro de 2008. A vítima foi atacada minutos antes do horário marcado para depor sobre o inquérito da ‘máfia das vans’ na 74ª DP (Alcântara).

Outro caso semelhante foi a morte do também topiqueiro Idelfonso Teixeira de Abreu, 43, executado com mais de 10 tiros na porta de casa, no Jardim Catarina, em dezembro do mesmo ano. A denúncia feita por Idelfonso, em 2006, levou ao indiciamento de 61 pessoas, entre elas a própria vítima, que era proprietária de uma cooperativa e também acusada de participar do esquema que movimentava R$ 1,2 milhão de reais por ano. Um mês antes do assassinato do topiqueiro, 27 integrantes do bando, entre eles sete policiais, foram presos durante uma megaoperação coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE).

Entretanto, parte do grupo, entre eles o ex-vereador e os dois filhos – acusados de liderarem o bando – responde por formação de quadrilha em liberdade desde março do ano passado, quando a defesa conseguiu a anulação do processo junto à 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No dia 12 de janeiro desse ano, o MP ofereceu nova denúncia contra os envolvidos. O juiz João Guilherme Chaves Rosas Filho, da 3ª Vara Criminal de São Gonçalo, determinou, no último dia 20 de agosto, que tanto a defesa quanto o MP apresentassemm suas alegações finais sobre o processo. A sentença dos acusados, portanto, deve sair até o fim do ano.

As investigações sobre a disputa pelos pontos de vans em São Gonçalo tiveram início a partir de um dossiê entregue à Secretaria de Estado de Segurança Pública, em 2006, relatando a existência de um grupo liderado pelo então vereador Mota da Coopasa e composto por policiais civis e militares, responsáveis por coagir pessoas interessadas na exploração de linhas de transporte alternativo na região. De acordo com a Polícia, os integrantes das cooperativas eram obrigados a pagar uma taxa que variava de R$ 150 a R$ 300 por semana para circular nas linhas controladas pela quadrilha.

“O Mota queria monopolizar o transporte alternativo na cidade, mediante ameaças e com uso de seguranças armados. Não houve indícios de participação do ex-vereador nos assassinatos, mas era ele quem indicava os sucessores dos presidentes das cooperativas assassinados”, explicou o delegado Fábio Barucke, que conduziu investigações no período em que ficou à frente da 74ª DP.

O inquérito rendeu 632 páginas e devido à sua complexidade foi remetido à Draco, que deu prosseguimento as investigações. Em novembro de 2008, agentes da especializada deflagraram a operação Coopercrime e cumpriram 27 de 45 mandados de prisão,além de 70 mandados de busca e apreensão em São Gonçalo, Niterói, Maricá, Campos, Macaé e em alguns municípios da Baixada Fluminense.

Medo cala testemunhas da Máfia das Vans

Publicado: 17 de setembro de 2010 em Uncategorized

Quinze anos após o início da disputa sangrenta pelo monopólio do transporte alternativo em São Gonçalo – que provocou a morte de, pelo menos, 50 pessoas –, nenhum dos mais de 60 indiciados por participação na chamada ‘máfia das vans’ foi sequer denunciado pelos homicídios. O motivo, segundo a Polícia e o Ministério Público (MP), é o medo imposto às testemunhas dos crimes pelos integrantes do grupo, cuja influência chegou ao Legislativo com a eleição de Edson da Silva Mota, o Mota da Coopasa, para a Câmara Municipal, em 2004. Duas dessas testemunhas foram executadas durante as investigações.

O primeiro a ser calado foi motorista da Coopertral, Jorge Luiz dos Santos, o Jorge Preto, 43 anos. Ele foi assassinado a tiros na frente da esposa e do filho de dois anos, ao volante da van em que trabalhava, na Praça de Santa Izabel, em fevereiro de 2008. A vítima foi atacada minutos antes do horário marcado para depor sobre o inquérito da ‘máfia das vans’ na 74ª DP (Alcântara).

Outro caso semelhante foi a morte do também topiqueiro Idelfonso Teixeira de Abreu, 43, executado com mais de 10 tiros na porta de casa, no Jardim Catarina, em dezembro do mesmo ano. A denúncia feita por Idelfonso, em 2006, levou ao indiciamento de 61 pessoas, entre elas a própria vítima, que era proprietária de uma cooperativa e também acusada de participar do esquema que movimentava R$ 1,2 milhão de reais por ano. Um mês antes do assassinato do topiqueiro, 27 integrantes do bando, entre eles sete policiais, foram presos durante uma megaoperação coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE).

Entretanto, parte do grupo, entre eles o ex-vereador e os dois filhos – acusados de liderarem o bando – responde por formação de quadrilha em liberdade desde março do ano passado, quando a defesa conseguiu a anulação do processo junto à 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No dia 12 de janeiro desse ano, o MP ofereceu nova denúncia contra os envolvidos. O juiz João Guilherme Chaves Rosas Filho, da 3ª Vara Criminal de São Gonçalo, determinou, no último dia 20 de agosto, que tanto a defesa quanto o MP apresentassemm suas alegações finais sobre o processo. A sentença dos acusados, portanto, deve sair até o fim do ano.

As investigações sobre a disputa pelos pontos de vans em São Gonçalo tiveram início a partir de um dossiê entregue à Secretaria de Estado de Segurança Pública, em 2006, relatando a existência de um grupo liderado pelo então vereador Mota da Coopasa e composto por policiais civis e militares, responsáveis por coagir pessoas interessadas na exploração de linhas de transporte alternativo na região. De acordo com a Polícia, os integrantes das cooperativas eram obrigados a pagar uma taxa que variava de R$ 150 a R$ 300 por semana para circular nas linhas controladas pela quadrilha.

“O Mota queria monopolizar o transporte alternativo na cidade, mediante ameaças e com uso de seguranças armados. Não houve indícios de participação do ex-vereador nos assassinatos, mas era ele quem indicava os sucessores dos presidentes das cooperativas assassinados”, explicou o delegado Fábio Barucke, que conduziu investigações no período em que ficou à frente da 74ª DP.

O inquérito rendeu 632 páginas e devido à sua complexidade foi remetido à Draco, que deu prosseguimento as investigações. Em novembro de 2008, agentes da especializada deflagraram a operação Coopercrime e cumpriram 27 de 45 mandados de prisão,além de 70 mandados de busca e apreensão em São Gonçalo, Niterói, Maricá, Campos, Macaé e em alguns municípios da Baixada Fluminense.

Acusado de abrir firmas fantasmas para conseguir empréstimos bancários e comprar veículos junto às instituições financeiras para revendê-los, Verlaine Gonçalves da Rocha, o Barão, 61 anos, foi preso por policiais da 73ª DP (Neves), no Centro do Rio, na tarde desta quinta-feira, dia 16 de setembro.

Ele foi surpreendido pelos agentes em seu escritório, na Rua do Senado, de onde articulava os golpes praticados em São Gonçalo, Itaboraí e Rio. No local, foram apreendidos 31 talões de cheques, 30 carimbos de diferentes firmas, cartórios, corretoras e até de advogados, além de 34 cartões bancários e diplomas do ensino médio falsos. Os policiais também encontraram com Barão o Siena prata, placa LPZ 3014, comprado com documentação falsa. O veículo seria revendido para terceiros de forma irregular.

De acordo com as investigações, além de montar firmas fantasmas, o acusado assumia dívidas de empresas falidas para utilizá-las para lavar o dinheiro dos golpes. Ele também é suspeito de vender diplomas escolares falsos.

“Ele age sozinho e não tem objetivo definido. Possui um leque de opções de golpes para lesar pessoas e empresas”, comentou o delegado Luiz Antônio Ferreira, titular da 73ª DP.

Ainda segundo a Polícia, Barão possui sete anotações criminais por estelionato e uma por falsificação de documento público. Encaminhado à 73ª DP, ele foi autuado novamente pelos mesmos crimes.

Acusado de abrir firmas fantasmas para conseguir empréstimos bancários e comprar veículos junto às instituições financeiras para revendê-los, Verlaine Gonçalves da Rocha, o Barão, 61 anos, foi preso por policiais da 73ª DP (Neves), no Centro do Rio, na tarde desta quinta-feira, dia 16 de setembro.

Ele foi surpreendido pelos agentes em seu escritório, na Rua do Senado, de onde articulava os golpes praticados em São Gonçalo, Itaboraí e Rio. No local, foram apreendidos 31 talões de cheques, 30 carimbos de diferentes firmas, cartórios, corretoras e até de advogados, além de 34 cartões bancários e diplomas do ensino médio falsos. Os policiais também encontraram com Barão o Siena prata, placa LPZ 3014, comprado com documentação falsa. O veículo seria revendido para terceiros de forma irregular.

De acordo com as investigações, além de montar firmas fantasmas, o acusado assumia dívidas de empresas falidas para utilizá-las para lavar o dinheiro dos golpes. Ele também é suspeito de vender diplomas escolares falsos.

“Ele age sozinho e não tem objetivo definido. Possui um leque de opções de golpes para lesar pessoas e empresas”, comentou o delegado Luiz Antônio Ferreira, titular da 73ª DP.

Ainda segundo a Polícia, Barão possui sete anotações criminais por estelionato e uma por falsificação de documento público. Encaminhado à 73ª DP, ele foi autuado novamente pelos mesmos crimes.

O comércio nas imediações do Morro da Chumbada, no Mutondo, foi fechado na tarde desta quarta-feira, dia 15 de setembro, por ordem de traficantes em luto pela morte de Daniel da Conceição Simão, o Dodô, 32 anos, apontado como o chefe das bocas-de-fumo da comunidade.

De acordo com moradores do bairro, que preferiram o anonimato temendo represálias dos criminosos, por volta das 12h, dois homens em uma motocicleta teriam passado pelas ruas Guilherme dos Santos Andrade e José Mendonça de Campos ordenando o fechamento dos estabelecimentos da região.

Daniel da Conceição Simão, o Dodô, 32 anos

Em liberdade condicional desde o dia 30 de abril desse ano, quando deixou a Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho – antiga Bangu 4 – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, após cumprir pena por tráfico de drogas, Dodô foi executado a tiros na Rua Roberto Leal, um dos acessos ao Morro da Chumbada. A Polícia investiga a hipótese de a morte ser mais um capítulo da “guerra” pelo controle da venda de drogas no bairro, que já dura pelo menos cinco anos.

Reginaldo Alex da Conceição Simão, o Reginaldo Bocão, 35 anos

A disputa por pontos de drogas na região – que chegou a ser apelidada de “Faixa de Gaza” – teve início quando o traficante Reginaldo Alex da Conceição Simão, o Reginaldo Bocão, 35, foi morto por antigos aliados do Comando Vermelho (CV) dentro da cadeia, após determinação da cúpula da facção criminosa. Na época, ele era considerado um dos homens de confiança dos irmãos Luiz Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 53, e Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 51. Revoltado com a traição, o irmão de Reginaldo Bocão, conhecido como Nei, se aliou à facção Amigos dos Amigos (ADA), em junho de 2005, e assumiu as bocas-de-fumo na Chumbada. Meses depois, ele foi morto em confronto com a PM. O sucessor de Nei foi Dodô, que era seu outro irmão, que acabou morto na noite desta terça-feira, dia 14.

O comércio nas imediações do Morro da Chumbada, no Mutondo, foi fechado na tarde desta quarta-feira, dia 15 de setembro, por ordem de traficantes em luto pela morte de Daniel da Conceição Simão, o Dodô, 32 anos, apontado como o chefe das bocas-de-fumo da comunidade.

De acordo com moradores do bairro, que preferiram o anonimato temendo represálias dos criminosos, por volta das 12h, dois homens em uma motocicleta teriam passado pelas ruas Guilherme dos Santos Andrade e José Mendonça de Campos ordenando o fechamento dos estabelecimentos da região.

Daniel da Conceição Simão, o Dodô, 32 anos

Em liberdade condicional desde o dia 30 de abril desse ano, quando deixou a Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho – antiga Bangu 4 – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, após cumprir pena por tráfico de drogas, Dodô foi executado a tiros na Rua Roberto Leal, um dos acessos ao Morro da Chumbada. A Polícia investiga a hipótese de a morte ser mais um capítulo da “guerra” pelo controle da venda de drogas no bairro, que já dura pelo menos cinco anos.

Reginaldo Alex da Conceição Simão, o Reginaldo Bocão, 35 anos

A disputa por pontos de drogas na região – que chegou a ser apelidada de “Faixa de Gaza” – teve início quando o traficante Reginaldo Alex da Conceição Simão, o Reginaldo Bocão, 35, foi morto por antigos aliados do Comando Vermelho (CV) dentro da cadeia, após determinação da cúpula da facção criminosa. Na época, ele era considerado um dos homens de confiança dos irmãos Luiz Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 53, e Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 51. Revoltado com a traição, o irmão de Reginaldo Bocão, conhecido como Nei, se aliou à facção Amigos dos Amigos (ADA), em junho de 2005, e assumiu as bocas-de-fumo na Chumbada. Meses depois, ele foi morto em confronto com a PM. O sucessor de Nei foi Dodô, que era seu outro irmão, que acabou morto na noite desta terça-feira, dia 14.

Clássico entre Vasco e Flamengo na cadeia

Publicado: 15 de setembro de 2010 em Uncategorized


“A guerra só acaba quando o último de nós cair”. A frase é usada como lema por integrantes da torcida organizada Grêmio Recreativo Cultural Torcida Jovem do Flamengo (TJF) – também conhecida como Jovem Fla. Já uma das páginas da Força Jovem do Vasco (FJV), no site de relacionamentos Orkut, traz a mensagem: “Quando o ideal for maior do que a vida, vale a pena dar a vida pelo ideal”.

Nesta quarta-feira, dia 15 de setembro, nenhuma das duas torcidas teve motivos para comemorar. Em ação que mobilizou 160 policiais para o cumprimento de 19 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, 12 torcedores foram presos. Entre eles, os líderes da 7ª Família da Força Jovem do Vasco e do 8º Pelotão da Torcida Jovem do Flamengo, respectivamente André Silva Nogueira, o NG, 26 anos, e Jorge Roberto Dalles, o Gordo Sujo. Os dois grupos reúnem torcedores vascaínos e flamenguistas de Niterói e São Gonçalo.

“A torcida organizada é um pano de fundo. Tudo que eles fazem é utilizar o clube ou as cores do clube para promover vandalismo”, declarou o delegado Luiz Antônio Ferreira, titular da 73ª DP (Neves).

Entre os presos também está o soldado da Polícia Militar Luís Carlos Barbosa de Lima Júnior, o Barbosa ou Mult-Lock, lotado no Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), e Alan Rosa da Silva, filho da secretária de Educação de Itaboraí, Rosana da Silva Costa.

“Trata-se de bandidos travestidos de torcedores. A Polícia vai agir com força em decorrência dos eventos que estão por vir na cidade”, disse o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, que aproveitou para anunciar a criação de uma Delegacia de Ordem Pública, que ficará responsável pela apuração de crimes que envolvam torcidas organizadas.

“O público que vai aos estádios precisa ter segurança. Essa delegacia vai ajudar a manter a ordem nos eventos esportivos que o Rio vai sediar”, ressaltou.

Durante a operação – batizada como Hooligans, em alusão aos torcedores ingleses que promoviam atos de vandalismo e violência – os policiais da 73ª DP, que contaram com apoio de equipes das delegacias do Mutuá (72ª DP) e Alcântara (74ª DP), além de diversas especializadas, também apreenderam camisas,bandeiras e faixas utilizadas pelas torcidas, um bastão de madeira e ingressos.

“O Estatuto do Torcedor, a CBF e os clubes fornecem ingressos para as torcidas organizadas, e eles estão promovendo festas onde vendem esse benefício para outros torcedores”, ressaltou Luiz Antônio Ferreira, revelando que também foram apreendidas oito máquinas caça-níqueis que estavam no Bar das Torcidas.

Entre os crimes praticados pelos presos, há formação de quadrilha, homicídio tentado ou consumado, lesão corporal, ameaça, dano qualificado, rixa e porte e posse ilegal de arma.

“A operação começa aqui. Já temos outras 40 pessoas identificadas, de todas as torcidas organizadas dos quatro grandes clubes do Rio. Temos um inquérito da delegacia de São Cristóvão que apura a morte de um vascaíno e investiga o envolvimento de integrantes da Young Flu e da torcida do Botafogo”, assegurou o titular da 73ª DP.

“Essa será uma ação sistemática muito dura. Não vai parar nessas duas torcidas organizadas. Vamos ampliar para outras e haverá a segunda etapa”, enfatizou o chefe de Polícia Civil.

As investigações tiveram início após a morte de Anderson Ferreira Ribeiro, o Mineiro, 19, no último dia 12 de março. Integrante da 7ª Família da FJV, ele foi baleado durante briga com torcedores do 8º Pelotão da TJF. O confronto começou na Rua Oliveira Botelho, em Neves – a poucos metros da delegacia -, onde houve tiroteio e explosão de bombas caseiras.

Na ocasião, ocupantes de dois veículos – um Gol e um Honda Civic – passaram atirando contra os cruzmaltinos. Além de Mineiro, Alexander Sant’anna Fortunato, 32, e Gilberto Andrade Santos Filho, 21, também foram atingidos. Morador do Boaçu, Mineiro foi socorrido e levado para o Pronto Socorro de São Gonçalo (PSSG), no Zé Garoto. Flamenguistas feridos no mesmo incidente acabaram procurando atendimento também no PSSG, onde houve nova briga.

Também integrantes da torcida vascaína, Guilherme Barreto de Pinho, 26, Kleyson Wallace dos Santos Barbosa, 21, Renato Teixeira, 18, João Paulo Leonardo da Costa, 25, Wander Jorge Braga Vicente, 22, e Fabrício Porto Sales, 28, acabaram presos. Estes dois últimos receberam nova voz de prisão na operação de ontem. O primeiro está no Presídio Evaristo de Moraes – mais conhecido como Galpão da Quinta -, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, e o segundo na carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) de Neves, em São Gonçalo.

A guerra entre as duas torcidas havia sido anunciada no domingo anterior, dia 8, depois que um grupo de vascaínos jogou bombas caseiras em um churrasco que reunia flamenguistas, no Gradim. A revanche foi marcada para uma quinta-feira, quando os rubro-negros se reúnem no Gradim e os vascaínos no Barreto, na Zona Norte de Niterói. O site de relacionamentos Orkut foi a ferramenta de comunicação entre os vândalos. Os incidentes ocorreram na véspera de um clássico entre Flamengo e Vasco realizado no dia 14 de março, no Maracanã.

Em julho, na semana de outro confronto entre as duas equipes, o líder da 7ª Família da FJV, André Silva Nogueira foi vítima de uma emboscada. Morador de Vista Alegre, ele se preparava para deixar a namorada, Roberta Belarmino Alfradique da Silva, em casa, no Camarão, no dia 26. O veículo em que estava com a namorada, um Gol branco, foi atingido por oito tiros, na Travessa Juramil.

Nomes de todos os presos na ação: André Silva Nogueira, o NG, 26, Kleyson Wallace dos Santos Barbosa, 21, Guilherme Barreto de Pinho, 26, João Paulo Leonardo da Costa, Wander Jorge Braga Vicente, Fabrício Porto Sales, Hedimar José Simões Soares, Marcello Rennan de Oliveira, o Ryu, Luís Carlos Barbosa de Lima Júnior, o Barbosa ou Mult-Lock, Jorge Roberto Dalles, o Gordo Sujo, e Leonardo César Gonçalves do Nascimento, o Fininho, Alan Rosa da Silva.

Até a tarde, continuavam foragidos: Renato Teixeira, 18, Alexander Sant’anna Fortunato, 32, Gilberto Andrade Santos Filho, 21, Rodrigo de Oliveira Lessa da Costa, André Vinícius Soares Pires, Leandro Viegas Cipriano e Diego Arantes Lima.

7ª Família – Força Jovem do Vasco

André Silva Nogueira, o NG, 26 anos

Kleyson Wallace dos Santos Barbosa, 21 anos

Guilherme Barreto de Pinho, 26 anos

João Paulo Leonardo da Costa

Wander Jorge Braga Vicente

Fabrício Porto Sales

Hedimar José Simões Soares

Marcello Rennan de Oliveira, o Ryu

Renato Teixeira, 18 anos

Alexander Sant’anna Fortunato, 32 anos

Gilberto Andrade Santos Filho, 21 anos

Rodrigo de Oliveira Lessa da Costa

André Vinícius Soares Pires

8º Pelotão – Torcida Jovem do Flamengo

Jorge Roberto Dalles, o Gordo Sujo

Leandro Viegas Cipriano

Leonardo Cesar Gonçalves do Nascimento

Luan Rosa da Silva

Diego Arantes Lima