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Antes de trocar tiros com os policiais do 12° BPM (Niterói), na subida da Ponte Rio-Niterói, no final da madrugada desta segunda-feira, dia 20 de agosto, os nove criminosos que estavam em dois carros – um HRV e um Jeep Renegad – e levaram pânico a quem trafegava na via participaram de um baile funk no Morro da Alma, no Complexo do Jóquei, no bairro Amendoeira, em São Gonçalo.

O evento reuniu artistas como Chininha e Príncipe. Logo depois, os bandidos passaram no Morro do Santo Cristo, no Fonseca – que tornou-se Quartel General (QG) da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) depois que Wanderson Rodrigues Andrade, o Boladinho, pulou para o Comando Vermelho (CV).

Ele é apontado pela Polícia como chefe do tráfico no Morro Estado, no Centro de Niterói – que até maio, mês em que Boladinho saiu da cadeia, era o QG da facção de Menor P na região.

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Após pegar quatro fuzis, quatro pistolas, três granadas, nove rádios transmissores e dezenas de carregadores e munições, os nove criminosos se dirigiram à Alameda São Boaventura, de onde acessariam a Ponte Rio-Niterói para ir até a Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Conhecidos dentro do TCP por serem utilizados como “homens de guerra” – sendo enviados para morros e favelas durante ações policiais e também disputas com facções rivais pelo controle das bocas-de-fumo -, eles reforçariam a quadrilha que suspeitava que o Exército realizaria uma grande operação na região, no início desta semana.

Ao se deparar com os PMs, despertaram suspeita e acabaram dando início a uma perseguição ao desobedecer ordem de parada. Já no início da subida da Ponte Rio-Niterói, eles começaram a atirar contra os policiais, que revidaram a agressão.

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No confronto, nove criminosos foram atingidos. Quatro deles morreram no local. Outros cinco foram socorridos e levados para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, onde dois deles não resistiram aos ferimentos e outros três permanecem internados sob custódia.

Os cinco bandidos que deram entrada na unidade de saúde foram identificados como Vinícius Constâncio Paulo, Márcio de Barros, Emerson Bruno Queiroz da Silva, Maurício Augusto dos Santos e Ruan Felipe Ferreira. Os quatro bandidos que morreram logo após a troca de tiros ainda não foram identificados.

Na ação os PMs apreenderam quatro fuzis, quatro pistolas, rádios transmissores, granadas, carregadores e munições. Para impedir ações de criminosos tentando resgatar os comparsas, o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Márcio Guimarães, reforçou o policiamento na região e destacou equipes para garantir a segurança da unidade de saúde.

Atingido na perna durante o confronto, o sargento Fernandes foi submetido a uma cirurgia e não corre risco de morte. A passageira de um ônibus da viação Fagundes que vinha logo atrás do carro dos bandidos ficou ferida no pé por estilhaços e recebeu alta após atendimento médico.

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Fotos: Alex Slaib

Um policial militar foi preso acusado de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos. Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, na Zona Sul do Rio, ele foi flagrado por colegas do 12º BPM (Niterói) no momento em que pegava ferramentas no porta-malas de seu carro, próximo a uma agência bancária no Ingá, na Zona Sul de Niterói, na madrugada desta terça-feira, dia 18 de março. No interior do banco, outros três criminosos foram flagrados tentando arrombar uma caixa eletrônico. Um deles era primo do PM, que estava em liberdade condicional após cumprir parte da pena a que foi condenado por um roubo praticado.

Na Polícia Militar há nove meses, o soldado Leonardo da Cruz Cortez, 27 anos, levou os três comparsas em seu próprio carro, o Polo preto placa DKG 1125, que seria usado para dar cobertura ao assalto. Eles invadiram o banco Itaú, na Rua Doutor Paulo Alves, e, para tentar arrombar os caixas, usaram maçaricos. Nas câmeras do circuito interno de segurança, eles colocaram caixas de isopor para evitar que a ação fosse filmada.

Um alarme ligado a uma central de monitoramento disparou e equipes do 12º BPM foram ao local. A agência foi cercada e dois dos bandidos que estavam dentro do banco foram presos. Já o PM e um quarto envolvido que estavam buscando mais ferramentas no automóvel saíram correndo quando viram as viaturas, mas foram presos nas proximidades do banco. O automóvel estava estacionado na Rua Justina Bulhões, bem em frente à agência.

Os outros três criminosos foram identificados como Elivelton Vieira, 33, morador do Flamengo, na Zona Sul do Rio, Nilton Cordeiro e Felipe Santos, 26, que estava em liberdade condicional depois de cumprir parte de pena por roubo. Os dois últimos, além do PM, são moradores de Guadalupe, na Zona Norte no Rio.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública divulgou nota oficial informando que o soldado foi incorporado por força de uma liminar na Justiça. De acordo com o documento, ele “não foi aprovado no processo de pesquisa social, feito pela Polícia Militar, durante as etapas do concurso para servidores”. Ainda de acordo com a nota, a reprovação do PM se deu por ter um parente próximo com passagem pela Polícia e viver em um ambiente não condizente com as exigências comportamentais previstas pela corporação.

Ele ingressou na PMERJ por meio de liminar em 14 de junho de 2009. Em dezembro, concluiu o curso de formação e estava há quatro meses em trabalhos administrativos na UPP.

“Ele não ficava no policiamento de rua, justamente porque tinha sido reprovado na pesquisa social”, explicou o capitão Leonardo Nogueira, comandante da UPP do Pavão-Pavãozinho.

Fotos: Júlio Diniz, Marcello Almo, Pedro Pantoja e Roberto Moreyra

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Em uma demonstração de força e ousadia, traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV) seqüestraram um ônibus para desovar os corpos de dois comparsas mortos por eles no Tribunal do Tráfico do Complexo de Santa Rosa – formado pelos morros Zulu, Beltrão e Souza Soares, localizados no bairro Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói. A ação levou pânico aos passageiros que estavam no interior do coletivo da viação Fortaleza que fazia a linha 53 (Centro-Santa Rosa).

O veículo, placa LPJ-5985, foi abordado por pelo menos dez homens armados, no momento em que passava pela Rua Mário Viana, próximo ao acesso aos morros Beltrão e Souza Soares – que ficam de frente um para o outro – por volta das 5h30 desta quarta-feira, dia 7. Depois que mandaram os passageiros descer e colocaram os corpos no ônibus, uma dupla entrou no coletivo e obrigou o motorista a dirigir até a Rua 22 de Novembro, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói.

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O veículo trafegou pelas ruas Santa Rosa e Noronha Torrezão e parou próximo à Alameda São Boaventura, onde os criminosos desceram depois de dizer: “faça o que quiser com eles”. Ainda em estado de choque, o motorista ligou para a Polícia Militar. Policiais do 12º BPM (Niterói) foram para o local e acionaram a 78ª DP (Fonseca). Após perícia realizada por uma equipe do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), os corpos foram removidos para o Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo. O inquérito foi instaurado na 77ª DP (Icaraí), responsável pela área onde houve as mortes e o seqüestro.

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Os dois mortos foram identificados como sendo os irmãos Elenilson Ferreira de Lima, o Bozó, 40 anos, e Édson Ferreira de Lima, o Dentinho, 39, integrantes da quadrilha que controla a venda de drogas no Morro do Beltrão. Eles teriam sido condenados no Tribunal do Tráfico do CV pelo assassinato do comparsa Valdecir Matos Silvano, o Cici 2C, 20. Segundo policiais que estiveram no local do crime, Cici 2C era vapor do bando chefiado pelo traficante conhecido como Flávio Gordão, e do qual Dentinho e Bozó também faziam parte.

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“Os dois resolveram matar o Gigi pra pegar o dinheiro e a carga de drogas que estava com ele. Eles iam colocar na conta de outra pessoa, achando que ninguém estava vendo, mas alguém viu e resolveu contar”, revelou o agente.

Ao tomar conhecimento da denúncia, Flávio Gordão reuniu seus homens e chamou seu aliado, identificado como Thiago dos Santos Gomes, o Cipó, que, segundo levantamento do Serviço de Inteligência (P-2) do 12º BPM, é o chefe do tráfico no Morro do Souza Soares. Pelo menos 20 homens participaram da audiência que resolveu pela condenação à morte de Dentinho e Bozó. Os corpos foram carregados para fora da comunidade e transportados em um ônibus, sendo desovados em outro bairro, para servir como exemplo para outros integrantes da quadrilha.

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No trajeto do bairro Santa Rosa até o Fonseca, eles passaram também pelo bairro Cubango. Todos os morros existentes no trajeto – como o da Santa, Serrão, Juca Branco e Abacaxi – são controlados pela mesma facção criminosa. A ação teve o aval dos traficantes Antônio Jorge Gonçalves dos Santos, o Tony, 40, e seu irmão, Arnaldo Gonçalves dos Santos. Além de abastecer o complexo de favelas do bairro Santa Rosa – sobre o qual mantêm o controle há mais de uma década – os dois também mantêm o controle sobre bocas-de-fumo nos bairros que integram as regiões de Pendotiba e Oceânica de Niterói. No total, são 19 favelas.

No último dia 5 de julho, Tony foi preso por agentes da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE). Apontado como um dos maiores fornecedores de armas para os morros e favelas pertencentes ao Comando Vermelho, Tony – também conhecido como Baixinho – foi surpreendido em um shopping no município Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul. Contra ele havia dois mandados de prisão expedidos pela Justiça: um por homicídio, da Vara Criminal de Niterói, e um por tráfico, da Polícia Federal.

Ele e o irmão contavam com a simpatia do traficante Marcos Antônio da Silva Tavares, o Marquinho Paraíba ou Marquinho Niterói, que era o segundo homem no escalão do CV, atrás somente do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, 42. Condenado a 18 anos de prisão por tráfico de drogas, Marquinho Niterói fornecia drogas e armas para favelas cariocas e foi assassinado por asfixia, aos 40 anos, em uma cela na Penitenciária Doutor Serrano Neves (mais conhecida como Bangu 3), no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, em setembro de 2005.

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Traficando, em média, 500 fuzis por ano, Tony teria um faturamento de mais de R$ 2 milhões por mês, somente com este tipo de armamento. De acordo com a Polícia, ele vendia cada fuzil AK-47 por R$ 60 mil e não comercializava somente este tipo de arma. Ele também vendia pistolas e metralhadoras ponto 30, além de granadas e munição. No dia seguinte à chegada de Tony ao Rio de Janeiro, os policiais da DRAE prenderam os irmãos Tatiana Azevedo Maciel, 27, e Paulo Roberto Aquino Júnior, 25. Moradores do Morro do Beltrão, eles eram os responsáveis por recolher o lucro obtido com a venda de drogas na região e enviar para o traficante.

Relembre a prisão do Tony

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