Posts com Tag ‘Auto de resistência’

Fotos: Bruno Gonzalez

Um dos traficantes mais procurados do Rio, Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, 36 anos, foi morto após trocar tiros com policiais civis, durante uma operação no Morro do São Carlos, no Estácio, na região central do Rio, no início da manhã desta terça-feira, dia 23 de março. Apontado como principal distribuidor de drogas do Estado do Rio, Roupinol era procurado pelas polícias Federal e Civil, tendo mais de 28 mandados de prisão expedidos contra si.

A operação que terminou com a morte do principal fornecedor de drogas do Rio foi resultado de uma nvestigação minuciosa que durou pouco mais de dois anos e revelou o talento extraordinário Roupinol – também conhecido como Macaé e Lindão – tinha para transformar cocaína em dinheiro.

Para dissecar as finanças do bando, os agentes usaram uma estratégia engenhosa. Identificaram um a um e monitoraram os compradores dos insumos utilizados no refino da pasta base oriunda de países como a Bolívia e a Colômbia que chegava até as mãos da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), que domina o tráfico no Complexo do São Carlos e também na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio.

Com base no volume de insumos adquiridos nos últimos dois anos, os agentes calcularam a quantidade de cocaína pura produzida e colocada no mercado e concluíram que a facção faturou o equivalente a R$ 96 milhões. Os contatos de Roupinol no exterior para a compra da pasta-base e o domínio que possuía do processo de refino da cocaína eram fundamentais no esquema que garantia o lucro milionário.

“O grande diferencial do Roupinol foi conseguir trazer o refino da cocaína para dentro das favelas, algo que nunca antes tinha sido feito, e com isso multiplicar os lucros da venda da droga”, disse o sub-chefe operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Oliveira.

A fórmula da ADA era simples. Em quase três anos, a quadrilha investiu R$ 42 milhões na compra de seis toneladas de pasta-base (adquirida em média a R$ 7 mil o quilo) e outros R$ 75 mil na compra dos insumos. Aos cuidados do “químico”, como também era chamado, os insumos adicionados à pasta-base se transformavam em seis toneladas de cocaína com 100% de pureza, avaliada no mercado a R$ 16 mil, o quilo – um lucro de mais de 60%.

A droga era revendida a outras favelas da facção, garantindo ao grupo de Roupinol um faturamento bruto final de impressionantes R$ 96 milhões. A cocaína pura que chegava às mãos das outras favelas da ADA, por sua vez, era submetida a outros processos de mistura que chegam a multiplicá-la por 10 e aumentava o faturamento do bando em números que até os policiais consideram incalculáveis.

Só no mês de janeiro deste ano, de acordo com as investigações, a venda de cocaína no Morro da Mineira, favela “arrendada” por Roupinol, garantiu um faturalmento de mais de R$ 3 milhões. A fortuna financiava a compra de armas, subornos a policiais, guerras com facções rivais e até campanhas políticas.

Só em armas, segundo levantamento feito pelos agentes, o Morro da Mineira teria 27 fuzis, 20 pistolas, oito metralhadoras, duas metralhadoras anti-aéreas calibre ponto 30, capazes de derrubar helicópteros, duas sub-metralhadoras e três espingardas calibre 12.

Os policiais descobriram que durante o período os traficantes pagaram a 200 moradores das comunidades da Rocinha e do Complexo de São Carlos para adquirir os produtos químicos usados no refino da droga (éter, ácido clorídrico e ácido sulfúrico).

Para driblar a fiscalização do Ministério da Justiça, que limita a quantidade de produtos que podem ser usados na fabricação de entorpecentes, cada morador recebia em torno de R$ 40 para se cadastrar como comprador em uma das poucas empresas do Rio que trabalha com vendas no varejo.

“Como cada morador só podia adquirir o equivalente a dois litros em um intervalo de 30 dias, eles usavam uma tática formiguinha”, revelou o delegado Rodrigo Oliveira, chefe do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

A Polícia Civil já pediu a prisão de 270 pessoas identificadas como compradores dos insumos químicos.

Horas após o confronto que resultou na morte do traficante, o corpo de Roupinol foi velado em uma quadra no alto do Morro de São Carlos, no Estácio, antes de seguir para o Cemitério Memorial da Igualdade, no bairro Santa Virgem, em Macaé. Após a denúncia de que traficantes armados estavam entre os presentes, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram até o local, no começo da manhã de quarta-feira, dia 24, e houve troca de tiros. Um PM foi ferido por estilhaços e pelo menos dois criminosos teriam sido baleados, mas ninguém foi preso.

Em uma casa no interior da favela, foram encontradas uma pistola Glock calibre 9 mm, adaptada para disparo em rajada, além de munições para fuzil e 1600 papelotes de cocaína. Na quadra, os policiais apreenderam um cartaz convocando os moradores para o funeral do traficante.

O chefe de Polícia Civil, Alan Turnowski, declarou que novas investigações estão sendo feitas para descobrir o destino do dinheiro gerado pela venda da droga.

“O Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (NuCC LD), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), está trabalhando para descobrir o destino que este dinheiro está tendo. Esperamos poder divulgar resultados em breve sobre essas investigações”, afirmou, ressaltando a importância dos viciados terem noção do valor em dinheiro que os traficantes arrecadam com a venda de drogas.

“Não temos que tratar o usuário como responsável pelo crime organizado, mas é necessário que eles tenham idéia da quantidade de dinheiro que é gerada para esses traficantes com o consumo de droga”, ressaltou Turnowski.

Rogério Rios Mosqueira, o Macaé ou Lindão, 36 anos

Viciado no tranqüilizante que lhe rendeu o apelido de Roupinol, o traficante Rogério Rios Mosqueira – também conhecido como Macaé ou Lindão – 36 anos, era um dos traficantes mais procurados do Rio. Natural do Complexo das Malvinas, que é formado pelas favelas Nova Holanda, Santanna e Aroeira, localizadas em Macaé, ele era acusado de ser o principal distribuidor de drogas na cidade do Norte Fluminense.

Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 anos

O criminoso cumpriu parte da pena à que foi condenado na Penitenciária Lemos Brito, no Complexo da Frei Caneca, onde conheceu Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 – nascido e criado no Morro da Mineira, no Complexo de São Carlos, no Estácio. Os dois criaram um forte vínculo de amizade na cadeia e, quando Lindinho deixou a prisão, em junho de 2002, Roupinol lhe atribuiu a responsabilidade de controlar as bocas-de-fumo nas favelas de Macaé.

Beneficiado com a liberdade condicional dois anos depois – em dezembro de 2004 -, Lindão passou a ser considerado foragido da Justiça em março de 2007, quando a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha de traficantes que mantinha uma refinaria de cocaína no município de Conceição de Macabu, na região norte do Estado do Rio. O laboratório tinha capacidade para refinar de 10 a 15 quilos de pasta base de cocaína por mês – droga que era enviada para as bocas-de-fumo dos complexos das Malvinhas e de São Carlos – composto pelos morros São Carlos, Mineira, Querosene e Zinco.

Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31 anos

Batizada como “Morpheu”, a operação envolveu 230 agentes federais e 70 viaturas e ocorreu simultaneamente em vários Estados. Foram presas 11 pessoas em Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro. Ao todo, a Polícia cumpriu 40 mandados de prisão e alguns deles eram contra Lindinho e Lindão. Com a operação da PF, Roupinol deixou sua cidade natal e encontrou abrigo oferecido por Lindinho no Complexo do São Carlos. Ele ganhou prestígio no Morro da Mineira após pagar o resgate do traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31. Sobrinho do traficante Irapuan David Lopes, o Gangan, morto aos 35 anos, em 2004, durante confronto com a Polícia Civil, ele teria sido seqüestrado por policiais, que exigiram dinheiro em troca da liberdade do criminoso.

A partir daí, Roupinol passou a controlar todo o Complexo de São Carlos e se transformou na principal liderança, em liberdade, da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) – cujo líder, Edmílson Ferreira dos Santos, o Sassá, Coroa ou Samuca, 38, está preso. Além de ser apontado como maior fornecedor de cocaína para as bocas-de-fumo controladas pela ADA, Roupinol foi apontado como o mandante do assassinato de três moradores do Morro da Providência, no Centro do Rio, em junho de 2008. Os jovens Marcos Paulo Rodrigues Campos, 17, Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, 19, e David Wilson Florêncio da Silva, 24, foram seqüestrados por soldados do Exército e entregues ao traficante, que autorizou a execução para que não restassem testemunhas.

O traficante também foi acusado de envolvimento em outros seis homicídios. Um deles, o do secretário Transportes de Macaé, Fernando Magalhães – morto aos 56 anos, em agosto de 2006.

Relembre:
Polícia não encontra esconderijo de Roupinol na Rocinha

Anderson Eduardo Timóteo, o Skol ou Derson, 34 anos

Um dos gerentes do tráfico de drogas no Complexo de São Carlos, no Estácio, na região central do Rio, Anderson Eduardo Timóteo, o Skol ou Derson, 34 anos, morreu durante confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), na manhã desta sexta-feira, dia 15 de janeiro. Um policial militar também ficou ferido na troca de tiros. Atingido no pé, perna, braço e duas vezes de raspão no pescoço, o capitão Leandro Maia foi socorrido e levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), localizado a poucos metros da favela.

Apontado pela Polícia como um dos homens de confiança dos traficantes Rogério Rios Mosqueira, Anderson Rosa Mendonça e Sandro Luís de Paula Amorim, que controlam as bocas-de-fumo do Complexo de São Carlos, Skol possuía um mandado de prisão expedido pela 40ª Vara Criminal do Rio. Com informações de que o bandido estava em uma casa no morro, as equipes do Bope subiram a favela.

Ao perceber a presença dos policiais, o criminoso, do alto de uma laje, efetuou diversos disparos de fuzis na direção dos policiais. Em resposta ao traficante, os PMs reagiram e acabaram baleando o procurado.
O tiroteio na área foi intenso e chegou a causar uma interdição do trânsito do Túnel Martins Sá, mais conhecido como Frei Caneca. Pessoas que estavam dentro dos ônibus se atiraram no chão dos veículos, enquanto quem passava pela rua buscava lugares para escapar dos tiros.

Os PMs detiveram a namorada do traficante, Priscila da Silva Vieira, 21, que foi autuada pelo delegado Fernando Reis, titular da 6ª DP (Cidade Nova), por associação para fins de tráfico. Prima do traficante Leandro Nunes Botelho, o Scooby, chefe do tráfico no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, a mulher – grávida de seis meses – foi flagrada em fotos empunhando o fuzil AK-47 usado pelo namorado e apreendido durante a ação do Bope. Se condenada, ela pode pegar de três a dez anos de cadeia.

Priscila da Silva Vieira, 21 anos

O tráfico de drogas no Complexo de São Carlos composto pelos morros São Carlos, Mineira, Querosene e Zinco é controlado pelo traficante Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, 36 anos. Viciado no tranqüilizante que lhe rendeu o apelido, o criminoso – também conhecido como Macaé ou Lindão – é natural do Complexo das Malvinas, que é formado pelas favelas Nova Holanda, Santanna e Aroeira, localizadas em Macaé.

Acusado de ser o principal distribuidor de drogas na cidade do Norte Fluminense, ele cumpriu parte da pena à que foi condenado na Penitenciária Lemos Brito, no Complexo da Frei Caneca, onde conheceu Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 – nascido e criado no Morro da Mineira. Os dois criaram um forte vínculo de amizade na cadeia e, quando Lindinho deixou a prisão, em junho de 2002, Roupinol lhe atribuiu a responsabilidade de controlar as bocas-de-fumo nas favelas de Macaé.

Beneficiado com a liberdade condicional dois anos depois – em dezembro de 2004 -, Lindão passou a ser considerado foragido da Justiça em março de 2007, quando a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha de traficantes que mantinha uma refinaria de cocaína no município de Conceição de Macabu, na região norte do Estado do Rio. O laboratório tinha capacidade para refinar de 10 a 15 quilos de pasta base de cocaína por mês – droga que era enviada para as bocas-de-fumo dos complexos das Malvinhas e de São Carlos.

Batizada como “Morpheu”, a operação envolveu 230 agentes federais e 70 viaturas e ocorreu simultaneamente em vários estados. Foram presas 11 pessoas em Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro. Ao todo, a Polícia cumpriu 40 mandados de prisão e alguns deles eram contra Lindinho e Lindão. Com a operação da PF, Roupinol deixou sua cidade natal e encontrou abrigo oferecido por Lindinho no Complexo do São Carlos. Ele ganhou prestígio no Morro da Mineira após pagar o resgate do traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31. Sobrinho do traficante Irapuan David Lopes, o Gangan, morto aos 35 anos, em 2004, durante confronto com a Polícia Civil, ele teria sido seqüestrado por policiais, que exigiram dinheiro em troca da liberdade do criminoso.

A partir daí, Roupinol passou a controlar todo o Complexo de São Carlos e se transformou na principal liderança, em liberdade, da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) – cujo líder, Edmílson Ferreira dos Santos, o Sassá, Coroa ou Samuca, 38, está preso. Além de ser apontado como maior fornecedor de cocaína para as bocas-de-fumo controladas pela ADA, Roupinol é apontado como o mandante do assassinato de três moradores do Morro da Providência, no Centro do Rio, em junho de 2008. Os jovens Marcos Paulo Rodrigues Campos, 17, Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, 19, e David Wilson Florêncio da Silva, 24, foram seqüestrados por soldados do Exército e entregues ao traficante, que autorizou a execução para que não restassem testemunhas.

O traficante também é acusado de envolvimento em outros seis homicídios. Um deles, é o do secretário Transportes de Macaé, Fernando Magalhães – morto aos 56 anos, em agosto de 2006.

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Fotos: Pedro Pantoja

comercio fechado no rio comprido

Cumprindo determinação de traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), comerciantes não abriram as portas na Rua Barão de Petrópolis, no bairro Rio Comprido, na Zona Norte do Rio, ao longo desta quinta-feira, dia 22. A ordem seria em luto pelo traficante Leonílson Alves Espírito Santo, o Leozinho dos Prazeres, 20 anos, que morreu após ser baleado em confronto com policiais do 1º BPM (Estácio), na tarde de quarta-feira, dia 21.

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Leonílson Alves Espírito Santo, o Leozinho dos Prazeres, 20 anos

Apontado pela Polícia como líder do tráfico de drogas no Morro dos Prazeres – que possui acessos pelos bairros Rio Comprido, Catumbi e Santa Teresa – e fica de frente para o Morro do Fogueteiro, Leozinho estava armado com uma pistola nove milímetros de fabricação israelense e trafegava pela favela em uma moto Twister amarela quando foi surpreendido pelos PMs.

Leozinho dos Prazeres tinha duas anotações por associação para fins de tráfico e assalto à mão armada

Ele resistiu à prisão e atirou contra os policiais, que revidaram. No confronto, ele foi baleado. Socorrido pelos próprios PMs, ele morreu no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. O registro foi feito na 6ª DP (Cidade Nova).

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“Vieram dois em uma moto e mais outros atrás. Todos estavam armados. Mandaram a gente fechar. Meu patrão ainda foi lá no morro tentar negociar, mas o gerente do Prazeres é um, e o do Fogueteiro é outro. Eles não entraram em um acordo”, revelou o funcionário de um dos estabelecimentos, contando que a ordem foi dada às 15h30 de quarta-feira.

“Os comerciantes acabaram ficando chateados e resolveram não abrir na quinta-feira também. Todos são conhecidos aqui na região, mas os bandidos não tiveram consideração. Tomara que amanhã (hoje) o comércio volte a funcionar. Até porque eu preciso trabalhar”, desabafou.

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O policiamento no entorno das duas favelas foi reforçado e diversas viaturas do 1º BPM realizaram patrulhamento ostensivo durante toda esta quinta-feira, dia 22, para evitar manifestações em represália à morte do traficante. Até o início da tarde de ontem, o corpo dele permanecia, sem identificação, no Instituto Médico Legal (IML).

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Em São Gonçalo, oito escolas municipais suspenderam as atividades, na tarde desta quinta-feira, dia 22: duas no Jardim Catarina, duas em Vista Alegre e outras nos bairros Monjolos, Santa Luzia, Marambaia e Laranjal. Alunos do Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) municipalizado Anita Garibaldi e da Escola Municipal Oscarina da Costa Teixeira, no Jardim Catarina, e das Escolas Municipais Prefeito Jayme Campos, em Monjolos); Santa Luzia, no bairro de mesmo nome; Filadélfia, em Marambaia; Darcy Ribeiro e João Cabral, ambas em Vista Alegre, e do Colégio Municipal Estephânia de Carvalho, no Laranjal, voltaram para casa mais cedo.

A secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo informou que as atividades foram suspensas para segurança dos alunos e profissionais e que calendários específicos para cada unidade estão sendo elaborados para a reposição das aulas.

Na noite de quarta-feira, o Colégio Estadual Coronel Serrado, em Monjolos, interrompeu as aulas no turno da noite de ontem, mandando 325 alunos da turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) para casa. Ontem, os 348 alunos do turno da manhã e os 361 do turno da tarde tiveram aulas normais.

A Secretaria de Estado de Educação informou que a decisão foi tomada devido ao clima tenso nas imediações do bairro e que a direção da escola tem autonomia para tomar as providências necessárias no sentido de garantir a integridade física e moral de seus alunos e funcionários. O órgão também revelou que os conteúdos perdidos das aulas serão repostos.

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Fotos: Pedro Pantoja

Policia

Quatro dias após o início da guerra entre duas facções criminosas pelo controle das bocas-de-fumo dos morros Serrinha e Juramento, nos bairros Madureira e Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, cerca de 80 policiais militares de quatro batalhões realizaram uma operação nas duas comunidades, no início da manhã de ontem. O saldo da ação – que contou com o apoio de dois helicópteros e três veículos blindados e durou cerca de três horas – foi de três acusados de envolvimento com o tráfico mortos e um preso, além de drogas e armas apreendidas.

Policia

As equipes se concentraram no 9º BPM (Rocha Miranda), por volta das 3 horas, e depois se reuniram no 14º BPM (Bangu), de onde saíram, cerca de três horas depois, em direção aos morros. Assim que os PMs chegaram na Serrinha, houve confronto. Dois criminosos foram atingidos na troca de tiros com o Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9º BPM e levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Com eles, os policiais apreenderam um fuzil calibre 762 e uma pistola nove milímetros, além de munição.

Policia

Em outro ponto do Morro da Serrinha, o Patrulhamento Tático Motorizado (Patamo) do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) apreendeu quantidade de haxixe, cocaína e maconha, além de rádios de comunicação, roupas pretas usadas pelos bandidos para facilitar a camuflagem e gandolas do Exército.

Policia

Um homem identificado como “João Grandão”, morador da Favela da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, foi surpreendido por policiais do 9º BPM no momento em que tentava se esconder perto da Igreja São José. Ele estava com uma pistola nove milímetros e, segundo a Polícia, estaria dando apoio aos comparsas para evitar a invasão de traficantes rivais.

Policia

Os morros da Serrinha e do Juramento – assim como a Favela da Coréia – são controlados pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Na madrugada do último sábado, traficantes do Comando Vermelho (CV) tentaram invadir o Morro do Juramento. A ação teria sido liderada pelo Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, com apoio de grupos do Morro do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul.

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A intenção, segundo investigações da 27ª DP (Vicente de Carvalho), seria encontrar refúgio para criminosos que eram de áreas onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), como a Favela Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

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O preso foi encaminhado para a 29ª DP (Madureira) e os baleados que foram levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas não resistiram aos ferimentos. Um outro homem atingido durante a troca de tiros também morreu, ao chegar na mesma unidade de saúde. Além das duas pistolas e do fuzil 762, os PMs apreenderam outras três armas: uma submetralhadora nove milímetros, um fuzil 556 e uma escopeta calibre 12. Todo o material apreendido foi levado para a 29ª DP.

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“O objetivo é manter a paz no local. Na segunda-feira já havíamos feito uma operação no Juramento e os criminosos da Favela da Igrejinha que estavam lá acabaram indo embora”, declarou ao final da operação o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Edvaldo Camelo, ressaltando que o patrulhamento continuará reforçado em toda a região.

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“A operação acabou, mas vamos continuar reforçando o policiamento na área. O saldo foi positivo, pois não tivemos policiais e nem moradores feridos e retiramos grande quantidade de armas e drogas das mãos de criminosos”, enfatizou o coronel.

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A tentativa de invasão ao Morro do Juramento teve início na noite de sexta-feira, quando cerca de 100 traficantes armados e vestidos com roupas semelhantes à farda do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram à comunidade. Eles atravessaram o Morro do Juramentinho – que tem ligação, através da mata, com o Juramento, e integra o Complexo do Alemão. Os dois morros fazem parte do mesmo maciço.

Policia

Na tentativa de cercar a comunidade, parte dos criminosos do CV vieram pela passarela da estação de metrô de Tomás Coelho. Ao avistarem os rivais, traficantes do TCP que estavam no alto do morro atiraram. Policiais militares que realizavam patrulhamento na Avenida Martin Luther King ficaram no meio do fogo cruzado. Cinco deles ficaram encurralados e acabaram sendo baleados. Eles só conseguiram ser resgatados com a ajuda de um PM morador do bairro. Lotado no 25º BPM (Cabo Frio), na Região dos Lagos, o cabo Mauro Silva Mendes, 37 anos, passava pelo local com seu Mitsubishi Pajero blindado e usou o carro para furar o bloqueio.

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No fim da tarde do dia seguinte, no domingo e na segunda-feira houve novos confrontos e mais incursões policiais que resultaram em outros tiroteios. No sábado, a circulação das composições do metrô chegou a ser interrompida por 12 minutos, na estação de Tomás Coelho.

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Fotos: Bruno Gonzalez

Policia

Quem passou pelo Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na manhã deste dia 24, teve a impressão de que a segunda-feira era um dia de feriado. As lojas de pelo menos dez ruas tiveram suas portas abaixadas e o atendimento foi suspenso até mesmo em comércios como os fast foods Habib’s e Mc Donald’s, na Rua José de Alvarenga, e o supermercado Sendas, na Avenida Presidente Kennedy.

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O fechamento era em luto pela morte do traficante João Soares de Lima Filho, o Joãozinho da Vila Ideal – também conhecido como Joãozinho do Lixão – 35 anos. Integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), ele controlava o tráfico de drogas nas favelas Vila Ideal e Lixão, ambas no Centro de Duque de Caxias, e morreu, no domingo, durante operação realizada por policiais militares lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Policia

Um bandeirão do Flamengo sinalizava o lugar preferido do traficante: o bar “Sai, olho mau”, na Rua Osvaldo Aranha. Foi no estabelecimento, localizado no interior da comunidade, que a mãe do traficante, a dona de casa Tereza da Cruz de Lima, 64, deu uma entrevista exclusiva à equipe do Jornal POVO do Rio.

Policia

Mãe de outros dois homens e três mulheres, ela contou que o filho caçula entrou para o tráfico aos 14 anos de idade. Aos 23, com a prisão de Charles Silva Batista, o Charles do Lixão, 39, assumiu o controle das duas favelas. A partir de então, conquistou a comunidade adotando uma política assistencialista: distribuindo presentes, realizando festas, sorteando cestas básicas e comprando gás e remédio. Além disso, pagava pela tranqüilidade dos moradores: dava cerca de R$ 1 mil por dia a policiais corruptos para evitar incursões e tiroteios.

Policia

“Ele era um filho bom. Todo mundo gostava dele. Ajudava muita gente e até arrumou emprego para vários moradores. As pessoas que fecharam suas lojas decretaram luto porque gostavam dele. Ele sempre gostou de tranqüilidade. Nunca faríamos nada de que ele não gostasse, como protestos violentos. Nem ele sabia que era tão querido”, desabafou a dona de casa, contando que Joãozinho nasceu em São Paulo, mas foi criado na Vila Ideal, onde chegou em seu primeiro ano de vida.

João Soares de Lima Filho, o Joãozinho da Vila Ideal, 35 anos

João Soares de Lima Filho, o Joãozinho da Vila Ideal, 35 anos

O traficante deixou 12 filhos: sendo um de apenas um ano e outro ainda na barriga de uma namorada, grávida de quatro meses. Conhecido na comunidade como “Robin Hood” – o fora-da-lei mítico inglês que roubava dos ricos para dar aos pobres e era considerado herói – e entre os maus policiais como “Galinha dos Ovos de Ouro”, Joãozinho também foi alvo de extorsões, tendo que pagar diversas vezes pela liberdade de parentes.

Uma das vítimas foi sua própria mãe. Ela contou que foi seqüestrada por policiais civis, no final do ano passado, e permaneceu sob cárcere privado durante aproximadamente doze horas no interior da 59ª DP (Duque de Caxias).

Policia

“Eles pediram R$ 50 mil e meu filho disse que não tinha. Só me soltaram no final do dia, depois que ele conseguiu juntar R$ 15 mil. Depois disso eu fiquei traumatizada. Tive depressão. Fui morar em outro lugar. Meu filho não podia viver na mesma casa que eu. Ele vivia em endereços ignorados, mas sempre foi presente e me apoiou em tudo. O maior medo dele era morrer e me deixar desamparada”, revelou Tereza.

O traficante deixou 12 filhos: sendo um de apenas um ano e outro ainda na barriga de uma namorada, grávida de quatro meses

O traficante deixou 12 filhos: sendo um de apenas um ano e outro ainda na barriga de uma namorada, grávida de quatro meses

Proprietário de uma empresa de reciclagem em Jardim Gramacho, um dos irmãos de Joãozinho afirmou que toda a família era alvo de pré-conceitos e discriminação.

“Tudo o que eu tinha, achavam que era ele que me dava”, disse Janílton Soares, 39.

enterro traficante (9)

“Meu irmão pagava para ter sossego. Pagava bem os funcionários, para eles não terem que roubar. Ele vendia a droga dele para quem quisesse vir aqui dentro comprar, mas não permitia roubos dentro da favela, e nem do lado de fora. Ele assistia a todos os jogos do Flamengo aqui nesse bar e se terminasse com vitória rubro-negra, ele pagava cerveja para todo mundo. Fora isso, realizava festas e distribuía presentes em todas as datas especiais, como Dia dos Pais, Dia das Mães, Natal, Ano Novo. No Dia de São Jorge, montava um palanque e trazia um padre para rezar missa aqui dentro da comunidade”, contou Janílton.

Policia

Os moradores da Favela Vila Ideal contaram que os PMs do Bope chegaram acompanhados por agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 15º BPM (Duque de Caxias), por volta das 5 horas. Com auxílio de dois veículos blindados, os policiais teriam iniciado o tiroteio na direção do bar. Além de Joãozinho, Walteir Rodrigues dos Santos, o TI, 27, e Cristiano de Oliveira, 23, foram baleados. Uma idosa de 73 anos acabou atingida de raspão por uma bala perdida, no momento em que saía de casa para ir à igreja.

Policia

“O meu filho não estava armado. Ele não precisava andar ostentando armas dentro da comunidade. Ele estava saindo do forró quando foi baleado na perna. Caído no chão, ainda levantou os braços e pediu para não ser morto. Os policiais poderiam tê-lo levado preso. Depois que o mataram, ainda pegaram o cordão de ouro dele, o relógio e o dinheiro que ele tinha na carteira”, afirmou a mãe do traficante.

Policia

Os três enterros foram realizados nesta segunda-feira, no Cemitério Nossa Senhora do Belém, no bairro Corte Oito. Cerca de dez ônibus lotados, além de veículos de transporte alternativo, conduziram amigos e familiares do criminoso. Enquanto o corpo de Joãozinho foi sepultado em um túmulo alugado por três anos na Quadra 13, os outros dois foram enterrados na Quadra 15.

enterro traficante (19)

Há quatro meses à frente da 59ª DP, o delegado Antônio Silvino Teixeira informou que desconhece denúncias relativas a pagamentos de arrêgos e extorsões e apresentou as armas apreendidas durante a operação da PM: dois fuzis calibre 223 e uma pistola calibre 380. De acordo com o relato dos policiais do Bope, eles foram recebidos a tiros e revidaram a agressão, dando início ao confronto.

Policia

“O Joãozinho era um traficante da antiga e tinha outro pensamento. Ele adotava atos assistencialistas e conquistava a simpatia e o apoio da comunidade. Não tivemos qualquer registro de ameaças e acredito que os comerciantes tenham fechado suas portas por medo de serem vítimas de arrastões”, declarou Antônio Silvino.

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Luiz Cláudio Cândido da Silva, o Claudinho Nonô, 37 anos

Luiz Cláudio Cândido da Silva, o Claudinho Nonô, 37 anos

Apontado pela Polícia como gerente do tráfico de drogas da Favela Vila Aliança, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, Luís Cláudio Cândido, o Claudinho Nonô, 37 anos, morreu ao trocar tiros com agentes do Serviço de Inteligência (P-2) e policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 14º BPM (Bangu), na noite desta quarta-feira, dia 12.

Nonô era um dos traficantes mais procurados do Rio

Nonô era um dos traficantes mais procurados do Rio

Um outro traficante, identificado como Bebeto, também não resistiu após ser baleado no confronto. Os dois chegaram a ser socorridos pelos próprios PMs e levados para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo.

DEDE2

Com Nonô, os policiais apreenderam um fuzil 556 e, com seu comparsa, foi achada uma pistola nove milímetros. Os PMs chegaram na favela para checar uma informação repassada ao Disque-Denúncia (2253-1177) e foram recebidos a tiros pelos criminosos ligados à facção Terceiro Comando Puro (TCP) que controlam a venda de drogas no Complexo da Coréia – composto pelas favelas Coréia, Vila Aliança, Rebu, Taquaral e Jabour, que cortam os bairros Senador Camará, Realengo e Bangu.

ARMAS

A Favela da Coréia é uma das mais bem armadas do Rio. Em 2004, a polícia encontrou no local 161 granadas, 30 mil projéteis e oito minas terrestres. Em abril deste ano, Claudinho Nonô mandou matar sete comparsas por desconfiar que algum deles poderia estar envolvido no seqüestro de sua mulher e filha de um ano de idade, ocorrido duas semanas antes. Na tarde do dia 27 de março, um grupo de homens vestidos de preto cercaram a Kombi onde estavam as duas e as levaram, exigindo as armas e o dinheiro que Aranha teria deixado enterrado antes de morrer. O traficante pagou R$ 40 mil de resgate.

TAILIZE

O traficante Claudinho Nonô assumiu a Vila Aliança após a morte de Leonardo Fragoso da Silva, o Léo Vascão, 26 – que morreu em fevereiro – e Juarez Mendes da Silva, o Aranha – morto no mês seguinte. Os dois, em troca de tiros com equipes do 14º BPM. No dia 24 de abril, outro líder do tráfico na região, Márcio da Silva Lima, o Tola, 35, foi preso.

DEDE

Arquivo Complexo da Coréia

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Fotos: Pedro Pantoja

Policia

Dois meses após perderem o controle da venda de drogas na Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) estavam se reunindo no Complexo da Pedreira – composto pelas favelas Pedreira, Lagartixa e Quitanda – no bairro Costa Barros, também na Zona Norte, para tentar retomar as bocas-de-fumo perdidas para rivais da facção Terceiro Comando Puro (TCP).

A descoberta foi feita por agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 9º BPM (Rocha Miranda), que investigavam denúncias que afirmavam que o traficante Márcio Braz Januário, o Tiazinha, 24 anos, havia conseguido sair com vida da Vila dos Pinheiros e estava refugiado na casa de um irmão.

“Os criminosos da ADA que eram da Vila dos Pinheiros montaram um QG (Quartel General) na Pedreira para se reorganizar e tentar recuperar a favela perdida para a facção rival”, explicou um dos agentes da P-2.

Policia

O traficante foi localizado no apartamento de um irmão, em um edifício localizado na Avenida Prefeito Sá Lessa. Embaixo da cama, os PMs encontraram um fuzil FAL calibre 762 com um carregador. Em liberdade condicional desde outubro de 2007, ele já havia sido preso e condenado por tráfico de drogas em processo da 34ª Vara Criminal.

A operação montada para localizar o criminoso contou com apoio de equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) e do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 9º BPM, totalizando 56 policiais militares. Os PMs chegaram ao Complexo da Pedreira por volta das 6 horas desta segunda-feira, dia 27. Houve confronto e dois criminosos foram baleados. Socorridos e levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, eles não resistiram aos ferimentos.

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A ação terminou às 10h30 com um saldo de dois mortos, sete presos e drogas e armas apreendidas. Além do FAL 762 e das duas pistolas nove milímetros encontradas com os socorridos, os PMs apreenderam uma metralhadora calibre 45, uma mochila com fardamento do Exército, dois radiotransmissores e um celular, além de 85 pedras de crack, 532 papelotes de cocaína comum e 58 papelotes da cocaína de capa preta – conhecida pelo grau de pureza.

Além de Tiazinha, outras seis pessoas foram presas: Rafael Ferreira Ernomano, o Bola, 20; Diego Aguiar Viegas, o DG, 19; e o casal Vanessa Oliveira Ramos, 20, e Alexandre dos Santos, 31, além de Denílson dos Santos Cabral e Everaldo Valério da Silva, o VV, ambos de 18. O delegado Ricardo Vianna Castro, titular da 39ª DP (Pavuna), autuou os sete por tráfico de drogas, associação para fins de tráfico, porte ilegal de arma de fogo de calibre proibido e granada, resistência à prisão e tentativa de homicídio contra os PMs. Um dos presos vestia uma camisa com os dizeres “saudades eternas, Pé de Vaca”.

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Guerra entre ADA e TCP começou em maio
O Complexo da Maré, que engloba as localidades Baixa do Sapateiro, Conjunto Bento Ribeiro Dantas, Conjunto Esperança, Conjunto Marcílio Dias, Conjunto Pinheiro, Nova Holanda, Nova Maré, Parque Maré, Parque Roquete Pinto, Parque Rubens Vaz, Parque União, Praia de Ramos, Salsa e Merengue, Timbau, Vila do João e Vila do Pinheiro, é dividido entre as facções ADA, TCP e Comando Vermelho (CV), e também tem áreas controladas por milicianos.

A guerra entre traficantes pelo domínio das bocas-de-fumo da Vila dos Pinheiros e da Baixa do Sapateiro teve início no final de maio. Nos últimos meses, mais de 10 pessoas já foram mortas na disputa. Entre elas, três policiais militares que realizavam incursão na localidade após ligações de moradores para o 22º BPM (Benfica). Um blindado e um Grupamento de Ações Táticas estão posicionados na localidade conhecida como Pontilhão – que divide as duas favelas.

Policia

Foragido da Justiça desde abril – quando conquistou o benefício a cumprir a pena em regime semi-aberto para trabalhar e não retornou à cadeia – o traficante Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos, é apontado como responsável pela guerra. Pertencente ao TCP e líder do tráfico nas favelas do Timbau e Baixa do Sapateiro, ele estaria tentando reassumir as bocas-de-fumo da Favela Vila dos Pinheiros – atualmente controlada por traficantes da ADA.

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos

Para a ação, ele contou com apoio do traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34, líder das favelas da Zona Oeste pertencentes ao TCP e também foragido da Justiça há pouco mais de um mês. Enquanto o primeiro saiu do Instituto Penal Cândido Mendes, no Centro do Rio, com a promessa de que trabalharia como auxiliar administrativo na ADG Comércio de Metais e Ferragens, localizada no Timbau, Facão garantiu que trabalharia na Funerária Água Branca, em Realengo. Preso em 2003, Facão tem 14 anotações criminais. Capturado no ano seguinte, Matemático tem 13 e duas condenações, totalizando 12 anos de cadeia.

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos

Também nesta segunda-feira, o gerente do tráfico de drogas no Conjunto Esperança, Marconi Jesus Soares, 23, foi preso, por policiais do 22º BPM (Maré). Ele estava sobre a laje de uma casa com uma pistola Glock calibre 45, uma granada de uso exclusivo das Forças Armadas, aproximadamente 500 pedras de crack e 100 papelotes de cocaína, além de dois carregadores para pistola. Ele foi levado para a 21ª DP (Bonsucesso).

Relembrem outras Incursões no Complexo da Pedreira:

Polícia Civil sacode o Complexo da Pedreira

Pedreira: 6 presos, 2 mortos, 1 baleado e 30 quilos de cocaína apreendidos

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