Posts com Tag ‘Bala perdida’

Fotos: Bruno Gonzalez

Policia

Quem passou pelo Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na manhã deste dia 24, teve a impressão de que a segunda-feira era um dia de feriado. As lojas de pelo menos dez ruas tiveram suas portas abaixadas e o atendimento foi suspenso até mesmo em comércios como os fast foods Habib’s e Mc Donald’s, na Rua José de Alvarenga, e o supermercado Sendas, na Avenida Presidente Kennedy.

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O fechamento era em luto pela morte do traficante João Soares de Lima Filho, o Joãozinho da Vila Ideal – também conhecido como Joãozinho do Lixão – 35 anos. Integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), ele controlava o tráfico de drogas nas favelas Vila Ideal e Lixão, ambas no Centro de Duque de Caxias, e morreu, no domingo, durante operação realizada por policiais militares lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

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Um bandeirão do Flamengo sinalizava o lugar preferido do traficante: o bar “Sai, olho mau”, na Rua Osvaldo Aranha. Foi no estabelecimento, localizado no interior da comunidade, que a mãe do traficante, a dona de casa Tereza da Cruz de Lima, 64, deu uma entrevista exclusiva à equipe do Jornal POVO do Rio.

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Mãe de outros dois homens e três mulheres, ela contou que o filho caçula entrou para o tráfico aos 14 anos de idade. Aos 23, com a prisão de Charles Silva Batista, o Charles do Lixão, 39, assumiu o controle das duas favelas. A partir de então, conquistou a comunidade adotando uma política assistencialista: distribuindo presentes, realizando festas, sorteando cestas básicas e comprando gás e remédio. Além disso, pagava pela tranqüilidade dos moradores: dava cerca de R$ 1 mil por dia a policiais corruptos para evitar incursões e tiroteios.

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“Ele era um filho bom. Todo mundo gostava dele. Ajudava muita gente e até arrumou emprego para vários moradores. As pessoas que fecharam suas lojas decretaram luto porque gostavam dele. Ele sempre gostou de tranqüilidade. Nunca faríamos nada de que ele não gostasse, como protestos violentos. Nem ele sabia que era tão querido”, desabafou a dona de casa, contando que Joãozinho nasceu em São Paulo, mas foi criado na Vila Ideal, onde chegou em seu primeiro ano de vida.

João Soares de Lima Filho, o Joãozinho da Vila Ideal, 35 anos

João Soares de Lima Filho, o Joãozinho da Vila Ideal, 35 anos

O traficante deixou 12 filhos: sendo um de apenas um ano e outro ainda na barriga de uma namorada, grávida de quatro meses. Conhecido na comunidade como “Robin Hood” – o fora-da-lei mítico inglês que roubava dos ricos para dar aos pobres e era considerado herói – e entre os maus policiais como “Galinha dos Ovos de Ouro”, Joãozinho também foi alvo de extorsões, tendo que pagar diversas vezes pela liberdade de parentes.

Uma das vítimas foi sua própria mãe. Ela contou que foi seqüestrada por policiais civis, no final do ano passado, e permaneceu sob cárcere privado durante aproximadamente doze horas no interior da 59ª DP (Duque de Caxias).

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“Eles pediram R$ 50 mil e meu filho disse que não tinha. Só me soltaram no final do dia, depois que ele conseguiu juntar R$ 15 mil. Depois disso eu fiquei traumatizada. Tive depressão. Fui morar em outro lugar. Meu filho não podia viver na mesma casa que eu. Ele vivia em endereços ignorados, mas sempre foi presente e me apoiou em tudo. O maior medo dele era morrer e me deixar desamparada”, revelou Tereza.

O traficante deixou 12 filhos: sendo um de apenas um ano e outro ainda na barriga de uma namorada, grávida de quatro meses

O traficante deixou 12 filhos: sendo um de apenas um ano e outro ainda na barriga de uma namorada, grávida de quatro meses

Proprietário de uma empresa de reciclagem em Jardim Gramacho, um dos irmãos de Joãozinho afirmou que toda a família era alvo de pré-conceitos e discriminação.

“Tudo o que eu tinha, achavam que era ele que me dava”, disse Janílton Soares, 39.

enterro traficante (9)

“Meu irmão pagava para ter sossego. Pagava bem os funcionários, para eles não terem que roubar. Ele vendia a droga dele para quem quisesse vir aqui dentro comprar, mas não permitia roubos dentro da favela, e nem do lado de fora. Ele assistia a todos os jogos do Flamengo aqui nesse bar e se terminasse com vitória rubro-negra, ele pagava cerveja para todo mundo. Fora isso, realizava festas e distribuía presentes em todas as datas especiais, como Dia dos Pais, Dia das Mães, Natal, Ano Novo. No Dia de São Jorge, montava um palanque e trazia um padre para rezar missa aqui dentro da comunidade”, contou Janílton.

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Os moradores da Favela Vila Ideal contaram que os PMs do Bope chegaram acompanhados por agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 15º BPM (Duque de Caxias), por volta das 5 horas. Com auxílio de dois veículos blindados, os policiais teriam iniciado o tiroteio na direção do bar. Além de Joãozinho, Walteir Rodrigues dos Santos, o TI, 27, e Cristiano de Oliveira, 23, foram baleados. Uma idosa de 73 anos acabou atingida de raspão por uma bala perdida, no momento em que saía de casa para ir à igreja.

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“O meu filho não estava armado. Ele não precisava andar ostentando armas dentro da comunidade. Ele estava saindo do forró quando foi baleado na perna. Caído no chão, ainda levantou os braços e pediu para não ser morto. Os policiais poderiam tê-lo levado preso. Depois que o mataram, ainda pegaram o cordão de ouro dele, o relógio e o dinheiro que ele tinha na carteira”, afirmou a mãe do traficante.

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Os três enterros foram realizados nesta segunda-feira, no Cemitério Nossa Senhora do Belém, no bairro Corte Oito. Cerca de dez ônibus lotados, além de veículos de transporte alternativo, conduziram amigos e familiares do criminoso. Enquanto o corpo de Joãozinho foi sepultado em um túmulo alugado por três anos na Quadra 13, os outros dois foram enterrados na Quadra 15.

enterro traficante (19)

Há quatro meses à frente da 59ª DP, o delegado Antônio Silvino Teixeira informou que desconhece denúncias relativas a pagamentos de arrêgos e extorsões e apresentou as armas apreendidas durante a operação da PM: dois fuzis calibre 223 e uma pistola calibre 380. De acordo com o relato dos policiais do Bope, eles foram recebidos a tiros e revidaram a agressão, dando início ao confronto.

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“O Joãozinho era um traficante da antiga e tinha outro pensamento. Ele adotava atos assistencialistas e conquistava a simpatia e o apoio da comunidade. Não tivemos qualquer registro de ameaças e acredito que os comerciantes tenham fechado suas portas por medo de serem vítimas de arrastões”, declarou Antônio Silvino.

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Fotos: Felippo Brando

Policiamento(Largo da Segunda feira) 2

Um ano e três semanas após a criação da lei estadual que impõe normas para a realização de bailes funks no Rio de Janeiro, a Polícia Militar vai passar a coibir os bailes irregulares. A informação foi dada na manhã desta segunda-feira, dia 13, pelo coronel Marcus Jardim Gonçalves, comandante do 1º Comando de Policiamento de Área (1º CPA).

“A Polícia Militar não tem discriminação ou preconceito contra qualquer tipo de música ou manifestação cultural. O trabalho da corporação é garantir a preservação da ordem pública”, ressaltou o oficial, durante supervisão ao reforço do policiamento fixo instalado na esquina das ruas Conde de Bonfim e São Francisco Xavier, no Largo da Segunda-feira, na Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Policiamento(Largo da Segunda feira) 1

No mesmo endereço, por determinação do comandante geral da corporação, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, foi instalado um posto da Ouvidoria da PM. Nele, moradores podem fazer denúncias e sugestões. Quem preferir, pode usar a internet, através do endereço http://www.policiamilitar.rj.gov.br, 24 horas por dia; ou o telefone, ligando para os números 2233-2765 ou 2233-2766, de segunda-feira a sábado, das 9h às 18h.

Foi no local que, na sexta-feira, dia 10, o cabo Ênio Roberto Santos Santiago, 38 anos, foi baleado ao tentar impedir que um casal fosse assaltado. Motorista do comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), tenente-coronel Alberto Pinheiro Neto, o PM esperava o oficial quando presenciou a tentativa de roubo.

Policia

Ele conseguiu impedir o crime, mas foi baleado duas vezes e morreu no dia seguinte, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. O carro utilizado pelos bandidos foi encontrado no Morro do Turano, no mesmo bairro.

Carro(policial morto) 2

“Vamos trabalhar para coibir os bailes que não têm autorização para funcionar, pois é antes, durante e depois deles que os criminosos se aproveitam para praticar crimes”, destacou o coronel Marcus Jardim, minutos após o enterro do corpo da doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34.

A doméstica foi uma das três vítimas fatais do tiroteio ocorrido no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, também na Zona Norte, na noite do último sábado. Emocionadas, dezenas de pessoas, entre familiares e amigos, acompanharam o cortejo. O corpo foi enterrado na gaveta 641 da quadra 10 do Cemitério do Catumbi, no bairro de mesmo nome, na região central do Rio.

Doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos

Doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos

“Ela só repetia “tá doendo muito, tá doendo muito” e eu falava “calma, que o médico vai te salvar””, relembrou Marcelo de Araújo, 34, casado com a doméstica há 10 anos e instrutor de futebol do Suderj Informa, projeto de democratização à prática esportiva que atende a comunidades carentes.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 7

“Estávamos reconstruindo a nossa casa porque pretendíamos ter um filho. Ela sempre foi uma pessoa elétrica e ter que vê-la deitada estática é o mais triste. Não tinha baile funk naquele horário e se tivesse, haveria mais de 3 mil pessoas no lugar. A Polícia é despreparada. As conseqüências, quem sofre, somos nós”, desabafou.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 2

Há sete meses, a doméstica trabalhava no apartamento da autônoma Eliana Rodriguez, 56, que também é moradora de Vila Isabel e fez questão de comparecer ao enterro.

“Ela era uma pessoa maravilhosa e eu, que tenho dois filhos homens na mesma faixa etária que a dela, a tinha como uma filha. Isso que aconteceu foi uma coisa muito estúpida. Do meu quarto eu ouço os tiros lá e fico imaginando o pânico que deve ser”, revelou.

A cunhada de Vera, que a acompanhava na volta para casa, juntamente com a filha, de 12 anos, contou que elas voltavam de uma festa e chegaram à comunidade por volta das 22h.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 15

“Começou a chover muito e paramos em uma barraquinha para descansar e esperar a chuva diminuir. Neste momento, chegou o caveirão e os PMs começaram a atirar para todos os lados. Nós corremos tentando nos proteger. Eu me escondi atrás de uma caixa de som. Fiquei com uns arranhões no rosto e no corpo, mas me salvei”, relembrou a dona-de-casa, de 32 anos, que pediu para não ter a identidade revelada.

A filha dela também sofreu escoriações pelo corpo e torceu o pé na fuga. Ela foi a primeira a ver a tia sendo atingida e correu para chamar o tio para socorrê-la.

No total, foram três mortos e seis feridos. Além da doméstica, também morreram outros dois homens. Um deles, Reginaldo Andrade dos Santos, 30, tinha vindo de Minas Gerais para visitar a mãe. O outro não foi identificado.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 3

Os feridos, Júlio César dos Santos, 35, baleado nas costas; e Douglas Lima da Silva, 11, e o PM Edmilson Carrarini Leal, lotado no 6º BPM (Tijuca), ambos atingidos por estilhaços, foram medicados no Hospital Geral do Andaraí, no bairro de mesmo nome, e liberados em seguida.

Outros três baleados, Maria Geraldina da Silva, 59, e Alexandre Oliveira da Silva, 23, ambos baleados na perna direita, e Paulo Vinícius Pimentel de Almeida, 33, continuavam internados, até o final da manhã desta segunda-feira, dia 13.

Policiamento(Largo da Segunda feira) 6

Policiais militares lotados no 6º BPM, com auxílio do veículo blindado do 3º BPM (Méier), chegaram à comunidade no final da noite de sábado, dia 11, por determinação do comandante da unidade, tenente-coronel Fernando Príncipe Martins. Em nota oficial, a PM informou que o oficial verificou “a incidência de roubos com ações violentas relacionados a algumas comunidades onde criminosos estariam se reunindo para praticar crimes, se aproveitando do evento musical”.

Ainda através da nota, a corporação afirmou que “procura coibir a realização de quaisquer eventos não-autorizados, principalmente em que sabidamente ações criminosas são promovidas, como consumo e vendas de drogas, utilização de armas de fogo” e que “a ação policial é planejada para ser realizada antes do início do evento, procurando assim, evitar o confronto com criminosos armados”, explicou, no documento.

Moradores do Morro dos Macacos – onde o tráfico de drogas é controlado por criminosos da facção Amigos dos Amigos (ADA) – revelaram que o baile funk costuma ser realizado na Rua Conselheiro Correia, mas que no momento da incursão policial o único evento realizado na comunidade era uma festa julina, na localidade conhecida como Caminho Central, e onde os PMs sequer chegaram. Ainda segundo os moradores, era naquela festa – onde eram tocadas músicas de vários estilos, inclusive funk – em que os traficantes estavam.

“Os policiais chegaram atirando e não acertaram nenhum bandido, porque eles estavam lá no alto do morro. Ali embaixo só havia trabalhadores e moradores inocentes”, desabafou um autônomo nascido e criado no morro que preferiu não se identificar.

O projeto de lei que impõe normas para a realização de festas raves e bailes funk no Estado do Rio foi aprovado, por 41 votos a um, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em maio do ano passado, e transformado em lei no dia de 18 de junho de 2008.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 10

De acordo com a lei estadual 5.265, de autoria do ex-deputado e ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins, para se obter uma autorização para a realização de um baile funk é necessário fazer uma solicitação à Secretaria de Estado de Segurança Pública com 30 dias de antecedência; ter comprovante de tratamento acústico; ter um banheiro químico para cada 50 pessoas e câmeras no local; além de ter comprovante de instalação de detectores de metal; comprovante de previsão de atendimento médico de emergência; e ter nada consta da Delegacia de Polícia Civil, do Batalhão de Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Juizado de Menores da área.

Ainda de acordo com o texto da lei, o pedido de autorização para a realização do evento deverá informar a expectativa de público, o número de ingressos colocados à disposição, o nome do responsável pelo evento, a área para estacionamento e a previsão de horário de início e término do baile.

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Fotos: Felippo Brando

Policiamento(Largo da Segunda feira) 2

Um ano e três semanas após a criação da lei estadual que impõe normas para a realização de bailes funks no Rio de Janeiro, a Polícia Militar vai passar a coibir os bailes irregulares. A informação foi dada na manhã desta segunda-feira, dia 13, pelo coronel Marcus Jardim Gonçalves, comandante do 1º Comando de Policiamento de Área (1º CPA).

“A Polícia Militar não tem discriminação ou preconceito contra qualquer tipo de música ou manifestação cultural. O trabalho da corporação é garantir a preservação da ordem pública”, ressaltou o oficial, durante supervisão ao reforço do policiamento fixo instalado na esquina das ruas Conde de Bonfim e São Francisco Xavier, no Largo da Segunda-feira, na Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Policiamento(Largo da Segunda feira) 1

No mesmo endereço, por determinação do comandante geral da corporação, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, foi instalado um posto da Ouvidoria da PM. Nele, moradores podem fazer denúncias e sugestões. Quem preferir, pode usar a internet, através do endereço http://www.policiamilitar.rj.gov.br, 24 horas por dia; ou o telefone, ligando para os números 2233-2765 ou 2233-2766, de segunda-feira a sábado, das 9h às 18h.

Foi no local que, na sexta-feira, dia 10, o cabo Ênio Roberto Santos Santiago, 38 anos, foi baleado ao tentar impedir que um casal fosse assaltado. Motorista do comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), tenente-coronel Alberto Pinheiro Neto, o PM esperava o oficial quando presenciou a tentativa de roubo.

Policia

Ele conseguiu impedir o crime, mas foi baleado duas vezes e morreu no dia seguinte, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. O carro utilizado pelos bandidos foi encontrado no Morro do Turano, no mesmo bairro.

Carro(policial morto) 2

“Vamos trabalhar para coibir os bailes que não têm autorização para funcionar, pois é antes, durante e depois deles que os criminosos se aproveitam para praticar crimes”, destacou o coronel Marcus Jardim, minutos após o enterro do corpo da doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34.

A doméstica foi uma das três vítimas fatais do tiroteio ocorrido no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, também na Zona Norte, na noite do último sábado. Emocionadas, dezenas de pessoas, entre familiares e amigos, acompanharam o cortejo. O corpo foi enterrado na gaveta 641 da quadra 10 do Cemitério do Catumbi, no bairro de mesmo nome, na região central do Rio.

Doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos

Doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos

“Ela só repetia “tá doendo muito, tá doendo muito” e eu falava “calma, que o médico vai te salvar””, relembrou Marcelo de Araújo, 34, casado com a doméstica há 10 anos e instrutor de futebol do Suderj Informa, projeto de democratização à prática esportiva que atende a comunidades carentes.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 7

“Estávamos reconstruindo a nossa casa porque pretendíamos ter um filho. Ela sempre foi uma pessoa elétrica e ter que vê-la deitada estática é o mais triste. Não tinha baile funk naquele horário e se tivesse, haveria mais de 3 mil pessoas no lugar. A Polícia é despreparada. As conseqüências, quem sofre, somos nós”, desabafou.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 2

Há sete meses, a doméstica trabalhava no apartamento da autônoma Eliana Rodriguez, 56, que também é moradora de Vila Isabel e fez questão de comparecer ao enterro.

“Ela era uma pessoa maravilhosa e eu, que tenho dois filhos homens na mesma faixa etária que a dela, a tinha como uma filha. Isso que aconteceu foi uma coisa muito estúpida. Do meu quarto eu ouço os tiros lá e fico imaginando o pânico que deve ser”, revelou.

A cunhada de Vera, que a acompanhava na volta para casa, juntamente com a filha, de 12 anos, contou que elas voltavam de uma festa e chegaram à comunidade por volta das 22h.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 15

“Começou a chover muito e paramos em uma barraquinha para descansar e esperar a chuva diminuir. Neste momento, chegou o caveirão e os PMs começaram a atirar para todos os lados. Nós corremos tentando nos proteger. Eu me escondi atrás de uma caixa de som. Fiquei com uns arranhões no rosto e no corpo, mas me salvei”, relembrou a dona-de-casa, de 32 anos, que pediu para não ter a identidade revelada.

A filha dela também sofreu escoriações pelo corpo e torceu o pé na fuga. Ela foi a primeira a ver a tia sendo atingida e correu para chamar o tio para socorrê-la.

No total, foram três mortos e seis feridos. Além da doméstica, também morreram outros dois homens. Um deles, Reginaldo Andrade dos Santos, 30, tinha vindo de Minas Gerais para visitar a mãe. O outro não foi identificado.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 3

Os feridos, Júlio César dos Santos, 35, baleado nas costas; e Douglas Lima da Silva, 11, e o PM Edmilson Carrarini Leal, lotado no 6º BPM (Tijuca), ambos atingidos por estilhaços, foram medicados no Hospital Geral do Andaraí, no bairro de mesmo nome, e liberados em seguida.

Outros três baleados, Maria Geraldina da Silva, 59, e Alexandre Oliveira da Silva, 23, ambos baleados na perna direita, e Paulo Vinícius Pimentel de Almeida, 33, continuavam internados, até o final da manhã desta segunda-feira, dia 13.

Policiamento(Largo da Segunda feira) 6

Policiais militares lotados no 6º BPM, com auxílio do veículo blindado do 3º BPM (Méier), chegaram à comunidade no final da noite de sábado, dia 11, por determinação do comandante da unidade, tenente-coronel Fernando Príncipe Martins. Em nota oficial, a PM informou que o oficial verificou “a incidência de roubos com ações violentas relacionados a algumas comunidades onde criminosos estariam se reunindo para praticar crimes, se aproveitando do evento musical”.

Ainda através da nota, a corporação afirmou que “procura coibir a realização de quaisquer eventos não-autorizados, principalmente em que sabidamente ações criminosas são promovidas, como consumo e vendas de drogas, utilização de armas de fogo” e que “a ação policial é planejada para ser realizada antes do início do evento, procurando assim, evitar o confronto com criminosos armados”, explicou, no documento.

Moradores do Morro dos Macacos – onde o tráfico de drogas é controlado por criminosos da facção Amigos dos Amigos (ADA) – revelaram que o baile funk costuma ser realizado na Rua Conselheiro Correia, mas que no momento da incursão policial o único evento realizado na comunidade era uma festa julina, na localidade conhecida como Caminho Central, e onde os PMs sequer chegaram. Ainda segundo os moradores, era naquela festa – onde eram tocadas músicas de vários estilos, inclusive funk – em que os traficantes estavam.

“Os policiais chegaram atirando e não acertaram nenhum bandido, porque eles estavam lá no alto do morro. Ali embaixo só havia trabalhadores e moradores inocentes”, desabafou um autônomo nascido e criado no morro que preferiu não se identificar.

O projeto de lei que impõe normas para a realização de festas raves e bailes funk no Estado do Rio foi aprovado, por 41 votos a um, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em maio do ano passado, e transformado em lei no dia de 18 de junho de 2008.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 10

De acordo com a lei estadual 5.265, de autoria do ex-deputado e ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins, para se obter uma autorização para a realização de um baile funk é necessário fazer uma solicitação à Secretaria de Estado de Segurança Pública com 30 dias de antecedência; ter comprovante de tratamento acústico; ter um banheiro químico para cada 50 pessoas e câmeras no local; além de ter comprovante de instalação de detectores de metal; comprovante de previsão de atendimento médico de emergência; e ter nada consta da Delegacia de Polícia Civil, do Batalhão de Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Juizado de Menores da área.

Ainda de acordo com o texto da lei, o pedido de autorização para a realização do evento deverá informar a expectativa de público, o número de ingressos colocados à disposição, o nome do responsável pelo evento, a área para estacionamento e a previsão de horário de início e término do baile.

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assaltantes VC

O Disque-Denúncia está oferecendo uma recompensa de R$ 2 mil a quem der informações que auxiliem a Polícia a identificar, localizar e prender os bandidos que roubaram o banco Bradesco na Avenida Vicente Carvalho, na Vila da Penha, na Zona Norte do Rio, na última quarta-feira, dia 8.

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) já identificaram quatro dos onze bandidos que participaram do assalto. Agentes da especializada descobriram, durante as investigações, que essa mesma quadrilha também roubou pequenas quantias de agências bancárias e usou uma granada no assalto ao Unibanco do Casa Shopping, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, há dois meses. Na ocasião, os criminosos roubaram R$ 5 milhões.

No assalto ao Bradesco, os assaltantes fugiram levando cerca de R$ 25 mil. O delegado Roberto Nunes informou que quatro homens suspeitos de envolvimento no crime foram reconhecidos por testemunhas através de fotos e gravações de vídeo.

Letícia Coutinho Carvalhido, 13 anos

Letícia Coutinho Carvalhido, 13 anos

Três deles foram identificados como Anderson Pereira de Souza, o Twist, Átila Barcelos Rodrigues e um de nome Celso. Na ação criminosa vários transeuntes ficaram feridos. Uma das vítimas foi Letícia Coutinho Carvalhido, atingida por um tiro na barriga no dia de seu aniversário de 13 anos. Ela morreu no dia seguinte ao assalto.

Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido. Quem tiver qualquer informação que possa auxiliar nas investigações policiais e ajudar a Polícia a chegar até o bando deve ligar para: 2253-1177.

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Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) já identificaram quatro dos onze bandidos que participaram do assalto. Agentes da especializada descobriram, durante as investigações, que essa mesma quadrilha também roubou pequenas quantias de agências bancárias e usou uma granada no assalto ao Unibanco do Casa Shopping, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, há dois meses. Na ocasião, os criminosos roubaram R$ 5 milhões.

No assalto ao Bradesco, os assaltantes fugiram levando cerca de R$ 25 mil. O delegado Roberto Nunes informou que quatro homens suspeitos de envolvimento no crime foram reconhecidos por testemunhas através de fotos e gravações de vídeo.

Letícia Coutinho Carvalhido, 13 anos

Letícia Coutinho Carvalhido, 13 anos

Três deles foram identificados como Anderson Pereira de Souza, o Twist, Átila Barcelos Rodrigues e um de nome Celso. Na ação criminosa vários transeuntes ficaram feridos. Uma das vítimas foi Letícia Coutinho Carvalhido, atingida por um tiro na barriga no dia de seu aniversário de 13 anos. Ela morreu no dia seguinte ao assalto.

Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido. Quem tiver qualquer informação que possa auxiliar nas investigações policiais e ajudar a Polícia a chegar até o bando deve ligar para: 2253-1177.

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