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A informação de que traficantes do Comando Vermelho (CV) vão tentar retomar a Favela de Vigário Geral, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio, neste final-de-semana, está deixando a Polícia em alerta.

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Controlada atualmente por integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), a Favela de Vigário Geral ficou mundialmente conhecida após a chacina ocorrida na madrugada de 29 de agosto de 1993. No dia anterior, quatro policiais militares lotados no 9º BPM (Rocha Miranda) haviam sido assassinados na Praça Catolé do Rocha e as mortes dos 21 moradores do local teria sido uma represália ao crime.

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Dois anos depois, em janeiro de 1995, o líder do tráfico no local, Flávio Pires da Silva, o Flávio Negão, 25 anos, morreu em confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque).

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Flávio Pires da Silva, o Flávio Negão, 25 anos

No lugar dele, assumiu o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, 42. Preso em 2002 e condenado a 28 anos e meio pela morte do jornalista Tim Lopes, ele teve novo substituto. No entanto, cinco anos depois a facção que já controlava a vizinha Parada de Lucas assumiu o controle das bocas-de-fumo de Vigário Geral e passou a denominar a região como “Parada Geral”.

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Nesse período, ocorreram diversas tentativas de retomada. A próxima – que teria sido ordenada por Elias Maluco – seria realizada por bondes das favelas Furquim Mendes e Dique, no Jardim América; Cidade Alta, em Cordovil; e Parque União, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, todas na Zona Norte. Uma outra denúncia aponta que criminosos da Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha, também dariam reforço ao grupo.

“Recebemos notícias de que isso ocorreria, mas nada oficial ainda”, revelou o inspetor Carlos Augusto Ferreira Nogueira, chefe do Setor de Investigações (SI) da 38ª DP (Brás de Pina).

Na última terça-feira, dia 3, agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 22º BPM (Benfica) receberam a informação de que integrantes do Comando Vermelho estavam se reunindo no Parque União para seguir para o Complexo do Alemão, onde decidiriam detalhes da invasão à Parada de Lucas. Vizinha à Favela Vigário Geral, ela seria o primeiro passo para que os traficantes retomassem a região, considerada “relíquia” pelos traficantes da facção.

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Assim que os PMs chegaram ao Parque União, houve confronto. Na troca de tiros, um criminoso não identificado foi baleado e morreu no Hospital Geral de Bonsucesso. Com ele, os policiais apreenderam um fuzil Rugger calibre 556. Pouco depois, um jovem chegou à mesma unidade de saúde. Baleado no abdômen, ele foi socorrido pelo irmão e contou ter sido vítima de bala perdida.

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Na tarde do dia seguinte, equipes da 38ª DP realizaram uma operação em Vigário Geral e apreenderam munições, coletes à prova de balas, uma escopeta e produtos para manutenção de armamentos. O material estava no interior de um Vectra prata roubado na área da 17ª DP (São Cristóvão). O veículo estaria sendo usado pelos criminosos conhecidos como Chopp e Gordo, que também abandonaram uma Kombi, roubada no Centro do Rio.

Divididas por apenas uma rua, Vigário Geral e Parada de Lucas ficou com a divisa conhecida como Faixa de Gaza durante duas décadas. Em 2007, o TCP invadiu Vigário e a fronteira forçada entre as duas comunidades terminou. De lá para cá, o CV já tentou reaver as bocas-de-fumo três vezes.

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A Polícia Militar declarou que todas as informações são checadas e que a P-2 do 16º BPM (Olaria) está monitorando qualquer movimentação criminosa que demande intervenção direta da PM. A corporação também relembrou o cinturão preventivo montado por diversos batalhões nas proximidades da Favela Vila Kennedy, no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste do Rio, no último sábado, dia 31. A medida foi tomada após o recebimento de denúncias de que haveria guerra entre facções rivais na localidade.

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Fotos: Henrique Esteves e Pedro Pantoja

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Apenas os oficiais lotados no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM) utilizam macacões feitos com tecido não-inflamável, que não derrete e apenas começa a sofrer danos em temperaturas superiores a 380°C. A denúncia foi feita ontem, durante enterro do corpo do cabo Izo Gomes Patrício, 36 anos. Ele era um dos três praças da unidade especializada que sofreram queimaduras durante ataque ao helicóptero em que estavam durante operação sobre o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, no último sábado. Os outros dois PMs – os soldados Edney Canazarro de Oliveira, 30, e Marcos Standler Macedo, 40 – morreram ainda no local.

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“Se a roupa fosse adequada, poderia ter amenizado os ferimentos, ou mesmo evitado. O piloto e o co-piloto estavam usando e não sofreram queimaduras”, denunciou um policial militar que está na corporação há oito anos – mesmo tempo que o cabo Patrício.

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“Se não fosse por ele, eu não estaria aqui hoje. Há quatro anos, quando trabalhávamos juntos no 22º BPM (Benfica), eu sofri um acidente durante incursão no Complexo da Maré e foi ele quem me tirou da linha de tiro. Sempre foi corajoso e esse não foi o único ato heróico dele. Não perdemos somente um policial. Perdemos um policial herói”, ressaltou, pedindo para que não tivesse a identidade divulgada, por medo de represália.

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“A tropa está sofrendo. O policial na rua está se sentindo abandonado. Se sentimos insegurança, como vamos passar uma sensação de segurança para a população?”, questionou o PM, lotado atualmente no 9º BPM (Rocha Miranda).

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O tecido especial – chamado Nomex – é uma fibra utilizada também por profissionais como pilotos de aeronaves e de carros de automobilismo, por ser altamente resistente ao calor. Utilizada pela primeira vez em 1965, em um macacão de vôo para a Marinha dos Estados Unidos, atualmente a fibra Nomex é parte integrante de acessórios de pilotos e tripulantes de aeronaves, como macacões, balaclavas, coletes e luvas.
Resistente à chama, o tecido feito de Nomex só queima enquanto houver contato imediato com a fonte da chama. Além de criar uma barreira isolante, impedindo a queima do material, a fibra também diminui consideravelmente a transferência de calor, aumentando o tempo de permanência do usuário em um ambiente de alta temperatura.

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“Alguns de nós têm porque conseguimos por meios próprios. Eu ganhei de um amigo das Forças Armadas. Outros compraram. É um fardamento que deveria ser dado pela corporação, pois cada macacão desse custa R$ 1.500 e nem todos têm como adqüirir”, revelou um oficial lotado no GAM, que pediu para não ser identificado.

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Além dos três PMs mortos, outros três PMs faziam parte da tripulação do helicóptero Phênix – atingido por tiro disparado por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), no último sábado, dia 17: os capitães Marcelo Vaz de Souza, 38, e Marcelo de Carvalho Mendes, 29, respectivamente piloto e co-piloto, e o cabo Anderson Fernandes dos Santos, 34. Enquanto os dois oficiais já receberam alta – o primeiro sofreu queimaduras na mão esquerda e o segundo foi baleado no pé – o cabo permanecia internado, no Hospital da Força Aérea, na Ilha do Governador, até a tarde de ontem.

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Acompanhado por cerca de mil pessoas, entre familiares, amigos e colegas de farda, o cortejo que levou o corpo do cabo Izo Gomes Patrício, 36, ao Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, reuniu emoção e revolta.

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“Toda missão tem baixa. Infelizmente meu irmão foi a estatística dessa baixa. Ele sempre foi muito família e dava valor ao profissionalismo. Morreu como herói”, enfatizou um dos irmãos do PM, o também cabo da Polícia Militar Robson Gomes Patrício, 39, lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv).

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A dona-de-casa Regina Gomes Patrício, mãe dos cabos e de uma filha e um outro filho que também é PM, Regina Gomes Patrício, fez um desabafo emocionado.

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“Só tenho a 7ª série, mas dei o Ensino Médio a todos os meus filhos. Os culpados são os pais, que não dão educação aos filhos. Povo da favela, povo do morro, nasceu o filho de vocês, modele ele desde o berço. A gente não pode esperar chegar os 14, 15 anos. Eles estarão perdidos. Se for do berço, eles serão obedientes e amigos de vocês. Jamais vão cair na vida, virar traficante e deixar toda sociedade apavorada”, desabafou.

Cabo da Polícia Militar Izo Gomes Patrício, 36 anos, lotado no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM)

Cabo da Polícia Militar Izo Gomes Patrício, 36 anos, lotado no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM)

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro afirmou que o GAM adqüiriu, em setembro deste ano, uniformes especiais para todos os tripulantes. Entretanto, segundo o órgão, os macacões de vôo não foram aprovados por não atenderem às exigências técnicas do edital e que o fabricante foi inquirido para que fizesse os ajustes necessários para o atendimento das necessidades do grupamento.

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“Ainda assim, esclarecemos que o macacão de vôo não suportaria o período de exposição ao incêndio ocorrido com a aeronave do GAM”, destaca a nota, finalizando: “todas as circunstâncias do acidente estão sendo investigadas em um inquérito instaurado pela corporação.”

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