Posts com Tag ‘incursão policial’

Fotos: Henrique Esteves e Pedro Pantoja

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Apenas os oficiais lotados no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM) utilizam macacões feitos com tecido não-inflamável, que não derrete e apenas começa a sofrer danos em temperaturas superiores a 380°C. A denúncia foi feita ontem, durante enterro do corpo do cabo Izo Gomes Patrício, 36 anos. Ele era um dos três praças da unidade especializada que sofreram queimaduras durante ataque ao helicóptero em que estavam durante operação sobre o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, no último sábado. Os outros dois PMs – os soldados Edney Canazarro de Oliveira, 30, e Marcos Standler Macedo, 40 – morreram ainda no local.

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“Se a roupa fosse adequada, poderia ter amenizado os ferimentos, ou mesmo evitado. O piloto e o co-piloto estavam usando e não sofreram queimaduras”, denunciou um policial militar que está na corporação há oito anos – mesmo tempo que o cabo Patrício.

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“Se não fosse por ele, eu não estaria aqui hoje. Há quatro anos, quando trabalhávamos juntos no 22º BPM (Benfica), eu sofri um acidente durante incursão no Complexo da Maré e foi ele quem me tirou da linha de tiro. Sempre foi corajoso e esse não foi o único ato heróico dele. Não perdemos somente um policial. Perdemos um policial herói”, ressaltou, pedindo para que não tivesse a identidade divulgada, por medo de represália.

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“A tropa está sofrendo. O policial na rua está se sentindo abandonado. Se sentimos insegurança, como vamos passar uma sensação de segurança para a população?”, questionou o PM, lotado atualmente no 9º BPM (Rocha Miranda).

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O tecido especial – chamado Nomex – é uma fibra utilizada também por profissionais como pilotos de aeronaves e de carros de automobilismo, por ser altamente resistente ao calor. Utilizada pela primeira vez em 1965, em um macacão de vôo para a Marinha dos Estados Unidos, atualmente a fibra Nomex é parte integrante de acessórios de pilotos e tripulantes de aeronaves, como macacões, balaclavas, coletes e luvas.
Resistente à chama, o tecido feito de Nomex só queima enquanto houver contato imediato com a fonte da chama. Além de criar uma barreira isolante, impedindo a queima do material, a fibra também diminui consideravelmente a transferência de calor, aumentando o tempo de permanência do usuário em um ambiente de alta temperatura.

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“Alguns de nós têm porque conseguimos por meios próprios. Eu ganhei de um amigo das Forças Armadas. Outros compraram. É um fardamento que deveria ser dado pela corporação, pois cada macacão desse custa R$ 1.500 e nem todos têm como adqüirir”, revelou um oficial lotado no GAM, que pediu para não ser identificado.

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Além dos três PMs mortos, outros três PMs faziam parte da tripulação do helicóptero Phênix – atingido por tiro disparado por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), no último sábado, dia 17: os capitães Marcelo Vaz de Souza, 38, e Marcelo de Carvalho Mendes, 29, respectivamente piloto e co-piloto, e o cabo Anderson Fernandes dos Santos, 34. Enquanto os dois oficiais já receberam alta – o primeiro sofreu queimaduras na mão esquerda e o segundo foi baleado no pé – o cabo permanecia internado, no Hospital da Força Aérea, na Ilha do Governador, até a tarde de ontem.

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Acompanhado por cerca de mil pessoas, entre familiares, amigos e colegas de farda, o cortejo que levou o corpo do cabo Izo Gomes Patrício, 36, ao Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, reuniu emoção e revolta.

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“Toda missão tem baixa. Infelizmente meu irmão foi a estatística dessa baixa. Ele sempre foi muito família e dava valor ao profissionalismo. Morreu como herói”, enfatizou um dos irmãos do PM, o também cabo da Polícia Militar Robson Gomes Patrício, 39, lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv).

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A dona-de-casa Regina Gomes Patrício, mãe dos cabos e de uma filha e um outro filho que também é PM, Regina Gomes Patrício, fez um desabafo emocionado.

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“Só tenho a 7ª série, mas dei o Ensino Médio a todos os meus filhos. Os culpados são os pais, que não dão educação aos filhos. Povo da favela, povo do morro, nasceu o filho de vocês, modele ele desde o berço. A gente não pode esperar chegar os 14, 15 anos. Eles estarão perdidos. Se for do berço, eles serão obedientes e amigos de vocês. Jamais vão cair na vida, virar traficante e deixar toda sociedade apavorada”, desabafou.

Cabo da Polícia Militar Izo Gomes Patrício, 36 anos, lotado no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM)

Cabo da Polícia Militar Izo Gomes Patrício, 36 anos, lotado no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM)

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro afirmou que o GAM adqüiriu, em setembro deste ano, uniformes especiais para todos os tripulantes. Entretanto, segundo o órgão, os macacões de vôo não foram aprovados por não atenderem às exigências técnicas do edital e que o fabricante foi inquirido para que fizesse os ajustes necessários para o atendimento das necessidades do grupamento.

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“Ainda assim, esclarecemos que o macacão de vôo não suportaria o período de exposição ao incêndio ocorrido com a aeronave do GAM”, destaca a nota, finalizando: “todas as circunstâncias do acidente estão sendo investigadas em um inquérito instaurado pela corporação.”

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Fotos: Pedro Pantoja

Polícia

“Você quer saber onde os três L está? Joga cartas, joga búzios, ou consulta a Mãe Dinah”. A letra do funk proibido – uma referência aos traficantes conhecidos como Lindão, Lindinho e Lindomar – poderia ter sido o fundo musical de uma operação realizada pela Polícia Civil na Favela da Rocinha, no bairro São Conrado, na Zona Sul do Rio, na manhã desta quinta-feira, dia 3. Viciado no tranqüilizante que lhe rendeu o apelido de Roupinol, o traficante Rogério Rios Mosqueira – também conhecido como Macaé ou Lindão – 36 anos, mobilizou cerca de 100 policiais em uma operação que durou aproximadamente cinco horas e terminou sem a prisão de qualquer criminoso ou a apreensão de qualquer arma ou droga.

Polícia

Em um terminal de ônibus da viação Amigos Unidos, na Rua 1, agentes da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) se depararam com um estacionamento improvisado de motos. Das 22 motocicletas paradas no local, apenas uma não foi rebocada. Todas as outras estavam com documentação irregular. Três delas eram roubadas. Já em um largo em frente à localidade conhecida como Cachopa, equipes da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE) localizaram uma Toyota Hylux prata ano 2008. O automóvel, que ostentava a placa clonada KWE 2442, era blindado e deu trabalho aos policiais, que tiveram que fazer força para conseguir empurrá-lo até a rua principal, onde um reboque o aguardava. O veículo havia sido roubado na Avenida Brasil, na altura de Realengo, na Zona Norte do Rio, no último mês de julho.

Polícia

Além das motos apreendidas e do carro recuperado, uma central clandestina de internet foi fechada. Cerca de 2.370 alunos de duas escolas, um Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) e duas creches não tiveram aulas. Operários que trabalham nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram transferidos. Pelo menos 350 que estavam no interior da comunidade foram encaminhados para as obras do Complexo Esportivo, que fica do lado de fora da favela, na Auto-Estrada Lagoa-Barra.

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Um dos traficantes mais procurados do Rio, Roupinol é natural do Complexo das Malvinas, que é formado pelas favelas Nova Holanda, Santanna e Aroeira, localizadas em Macaé. Acusado de ser o principal distribuidor de drogas na cidade do Norte Fluminense, ele cumpriu parte da pena à que foi condenado na Penitenciária Lemos Brito, no Complexo da Frei Caneca, onde conheceu Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 – nascido e criado no Morro da Mineira, no Complexo de São Carlos, no Estácio. Os dois criaram um forte vínculo de amizade na cadeia e, quando Lindinho deixou a prisão, em junho de 2002, Roupinol lhe atribuiu a responsabilidade de controlar as bocas-de-fumo nas favelas de Macaé.

Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 anos

Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 anos

Beneficiado com a liberdade condicional dois anos depois – em dezembro de 2004 -, Lindão passou a ser considerado foragido da Justiça em março de 2007, quando a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha de traficantes que mantinha uma refinaria de cocaína no município de Conceição de Macabu, na região norte do Estado do Rio. O laboratório tinha capacidade para refinar de 10 a 15 quilos de pasta base de cocaína por mês – droga que era enviada para as bocas-de-fumo dos complexos das Malvinhas e de São Carlos – composto pelos morros São Carlos, Mineira, Querosene e Zinco.

Batizada como “Morpheu”, a operação envolveu 230 agentes federais e 70 viaturas e ocorreu simultaneamente em vários estados. Foram presas 11 pessoas em Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro. Ao todo, a Polícia cumpriu 40 mandados de prisão e alguns deles eram contra Lindinho e Lindão. Com a operação da PF, Roupinol deixou sua cidade natal e encontrou abrigo oferecido por Lindinho no Complexo do São Carlos. Ele ganhou prestígio no Morro da Mineira após pagar o resgate do traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31. Sobrinho do traficante Irapuan David Lopes, o Gangan, morto aos 35 anos, em 2004, durante confronto com a Polícia Civil, ele teria sido seqüestrado por policiais, que exigiram dinheiro em troca da liberdade do criminoso.

Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31 anos

Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31 anos

A partir daí, Roupinol passou a controlar todo o Complexo de São Carlos e se transformou na principal liderança, em liberdade, da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) – cujo líder, Edmílson Ferreira dos Santos, o Sassá, Coroa ou Samuca, 38, está preso. Além de ser apontado como maior fornecedor de cocaína para as bocas-de-fumo controladas pela ADA, Roupinol é apontado como o mandante do assassinato de três moradores do Morro da Providência, no Centro do Rio, em junho do ano passado. Os jovens Marcos Paulo Rodrigues Campos, 17, Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, 19, e David Wilson Florêncio da Silva, 24, foram seqüestrados por soldados do Exército e entregues ao traficante, que autorizou a execução para que não restassem testemunhas.

Rogério Rios Mosqueira, o Macaé, Lindão ou Roupinol, 36 anos

Rogério Rios Mosqueira, o Macaé, Lindão ou Roupinol, 36 anos

O traficante também é acusado de envolvimento em outros seis homicídios. Um deles, é o do secretário Transportes de Macaé, Fernando Magalhães – morto aos 56 anos, em agosto de 2006.

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Fotos: Pedro Pantoja

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Polícia

Em um terminal de ônibus da viação Amigos Unidos, na Rua 1, agentes da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) se depararam com um estacionamento improvisado de motos. Das 22 motocicletas paradas no local, apenas uma não foi rebocada. Todas as outras estavam com documentação irregular. Três delas eram roubadas. Já em um largo em frente à localidade conhecida como Cachopa, equipes da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE) localizaram uma Toyota Hylux prata ano 2008. O automóvel, que ostentava a placa clonada KWE 2442, era blindado e deu trabalho aos policiais, que tiveram que fazer força para conseguir empurrá-lo até a rua principal, onde um reboque o aguardava. O veículo havia sido roubado na Avenida Brasil, na altura de Realengo, na Zona Norte do Rio, no último mês de julho.

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Além das motos apreendidas e do carro recuperado, uma central clandestina de internet foi fechada. Cerca de 2.370 alunos de duas escolas, um Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) e duas creches não tiveram aulas. Operários que trabalham nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram transferidos. Pelo menos 350 que estavam no interior da comunidade foram encaminhados para as obras do Complexo Esportivo, que fica do lado de fora da favela, na Auto-Estrada Lagoa-Barra.

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Um dos traficantes mais procurados do Rio, Roupinol é natural do Complexo das Malvinas, que é formado pelas favelas Nova Holanda, Santanna e Aroeira, localizadas em Macaé. Acusado de ser o principal distribuidor de drogas na cidade do Norte Fluminense, ele cumpriu parte da pena à que foi condenado na Penitenciária Lemos Brito, no Complexo da Frei Caneca, onde conheceu Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 – nascido e criado no Morro da Mineira, no Complexo de São Carlos, no Estácio. Os dois criaram um forte vínculo de amizade na cadeia e, quando Lindinho deixou a prisão, em junho de 2002, Roupinol lhe atribuiu a responsabilidade de controlar as bocas-de-fumo nas favelas de Macaé.

Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 anos

Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 anos

Beneficiado com a liberdade condicional dois anos depois – em dezembro de 2004 -, Lindão passou a ser considerado foragido da Justiça em março de 2007, quando a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha de traficantes que mantinha uma refinaria de cocaína no município de Conceição de Macabu, na região norte do Estado do Rio. O laboratório tinha capacidade para refinar de 10 a 15 quilos de pasta base de cocaína por mês – droga que era enviada para as bocas-de-fumo dos complexos das Malvinhas e de São Carlos – composto pelos morros São Carlos, Mineira, Querosene e Zinco.

Batizada como “Morpheu”, a operação envolveu 230 agentes federais e 70 viaturas e ocorreu simultaneamente em vários estados. Foram presas 11 pessoas em Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro. Ao todo, a Polícia cumpriu 40 mandados de prisão e alguns deles eram contra Lindinho e Lindão. Com a operação da PF, Roupinol deixou sua cidade natal e encontrou abrigo oferecido por Lindinho no Complexo do São Carlos. Ele ganhou prestígio no Morro da Mineira após pagar o resgate do traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31. Sobrinho do traficante Irapuan David Lopes, o Gangan, morto aos 35 anos, em 2004, durante confronto com a Polícia Civil, ele teria sido seqüestrado por policiais, que exigiram dinheiro em troca da liberdade do criminoso.

Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31 anos

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A partir daí, Roupinol passou a controlar todo o Complexo de São Carlos e se transformou na principal liderança, em liberdade, da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) – cujo líder, Edmílson Ferreira dos Santos, o Sassá, Coroa ou Samuca, 38, está preso. Além de ser apontado como maior fornecedor de cocaína para as bocas-de-fumo controladas pela ADA, Roupinol é apontado como o mandante do assassinato de três moradores do Morro da Providência, no Centro do Rio, em junho do ano passado. Os jovens Marcos Paulo Rodrigues Campos, 17, Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, 19, e David Wilson Florêncio da Silva, 24, foram seqüestrados por soldados do Exército e entregues ao traficante, que autorizou a execução para que não restassem testemunhas.

Rogério Rios Mosqueira, o Macaé, Lindão ou Roupinol, 36 anos

Rogério Rios Mosqueira, o Macaé, Lindão ou Roupinol, 36 anos

O traficante também é acusado de envolvimento em outros seis homicídios. Um deles, é o do secretário Transportes de Macaé, Fernando Magalhães – morto aos 56 anos, em agosto de 2006.

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Fotos: Felippo Brando

Policia

Um fuzil utilizado na África como rifle de caça para matar elefantes foi encontrado na Favela de Acari, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio, por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), nesta quinta-feira, dia 27. A arma poderia ser utilizada pelos traficantes ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) que controlam a venda de drogas no local para derrubar veículos blindados da Polícia, não fosse um detalhe: não possuía munição.

Policia

“Essa arma utiliza uma munição que tem 50% a mais de pólvora se comparada à munição do fuzil utilizado pelos policiais, que é o calibre 762. Enquanto a munição do nosso fuzil é ponto 308, a desse rifle é ponto 458. É apenas um pouco menor e mais fina que a munição ponto 50 e é difícil de arrumar”, explicou o delegado Marcus Vinícius de Almeida Braga, titular da DCOD.

Policia

De origem tcheca, o fuzil CZ 550 foi fabricado entre 2006 e 2007 e seu valor no mercado legal é de US$ 1 mil. Vendido livremente no Paraguai, ele tem um alcance de 300 a 400 metros, sem a luneta. Com o acessório, a arma consegue atingir um alvo a até mil metros de distância.

“Não sabemos precisar a quanto ele é vendido no mercado negro e é a primeira vez que apreendemos um fuzil desse porte em favelas do Rio”, ressaltou o titular da especializada.

rifle marcus vinicius

Como é o rifle de caça mais popular, o CZ 550 tem características peculiares: possui almofada de rosto para o atirador e pesa pouco mais de três quilos, podendo disparar até 4 tiros antes de ser recarregado, além de ter gatilho ajustável, mira especial e cano ventilado.

“Um caçador que passa dias na África precisa de uma arma que seja leve e não o faça cansar em pouco tempo”, destacou Marcus Vinícius, que apreendeu o fuzil, que será posteriormente encaminhado à Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae).

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Fotos: Pedro Pantoja e Bruno Gonzalez

Policia

Apontado pela Polícia como segundo homem na hierarquia do tráfico do Complexo Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, Antônio Mariano da Silva, o Red Bull, 34 anos, foi preso por agentes da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE), na manhã desta terça-feira, dia 14. Ele também seria o armeiro dos traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas na região.

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Em sua casa, os policiais apreenderam seis metralhadoras – entre elas uma Madsen calibre 762, anti-aérea – nove pistolas e uma espingarda calibre 12, além de seis granadas, munições e 13 tabletes de maconha. Outro preso foi identificado como Anderson Tavares Rezende, o Chaveiro, 23.

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A ação contou com apoio de equipes da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) e Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e mobilizou cerca de 80 homens, além do helicóptero da Polícia Civil. Assim que os policiais chegaram ao morro, houve confronto. O tiroteio – que durou cerca de cinco minutos – paralisou as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Cerca de 300 operários deixaram de trabalhar, mas não saíram da favela.

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