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Seis meses após a ação que resultou na morte do traficante Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói, 34 anos, o helicóptero do Serviço Aeropolicial da Polícia Civil (Saer) retirou de circulação um dos criminosos que estava na lista dos mais procurados atualmente pela Polícia do Estado do Rio: Márcio José Sabino Pereira, o Matemático ou Batgol, 36.

Parceiro do traficante Nei da Conceição Cruz, o Facão, 41 – preso desde outubro de 2009 – e um dos líderes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), Matemático estava no interior da Favela Vila Aliança, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, quando foi surpreendido por vôos rasantes da aeronave blindada da Polícia Civil, na madrugada deste sábado, dia 12 de maio.

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 41 anos

Acompanhado por comparsas que integram a quadrilha responsável pela venda de drogas no Complexo da Coréia – composto pelas favelas Coréia, Vila Aliança, Rebu, Taquaral e Jabour, que cortam os bairros Senador Camará, Realengo e Bangu -, eles chegaram a trocar tiros com os policiais, que conseguiram atingir Matemático, que ainda foi socorrido pelos cúmplices.

A tentativa de sair da favela em busca de atendimento médico foi frustrada ao descobrir que veículos blindados e equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do 14º BPM (Bangu) e da Polícia Federal davam refoço à ação aérea por terra se posicionando nos principais acessos ao conjunto de favelas.

Já no início da manhã o corpo de Matemático foi encontrado no interior do Gol preto placa LQX 8687 na Estrada do Engenho, na Favela Vila Aliança, em Senador Camará. Foi neste mesmo endereço que dois policiais militares foram assassinados, em maio do ano passado. Os soldados Lyra e Xavier, lotados respectivamente no 21º BPM (São João de Meriti) e no 1º BPM (Estácio), estavam no interior do Golf preto placa ABO 9777, que era blindado, mas não resistiram aos diversos disparos de armas de grosso calibre.

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático ou Batgol, 36 anos

Investigado em 26 inquéritos e com 15 mandados de prisão contra si por tráfico, associação para o tráfico e formação de quadrilha, Matemático era um dos criminosos pelos quais o Disque-Denúncia pagava R$ 10 mil por informações que levassem à sua prisão.

As incursões policiais na região tornaram-se frequentes nas últimas semanas. No primeiro domingo de abril, dia 1º, a namorada do traficante, identificada como Natália Rodrigues Marques, 19, chegou a ser baleada na perna. Ela estava acompanhada por Matemática e seus seguranças quando agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil desceram de rapel do helicóptero da instituição e trocaram tiros com os bandidos.

Apoiado pela comunidade, Matemático controlava sozinho o Complexo da Coréia desde a prisão de Facão – efetuada no dia 9 de outubro de 2009, no Guarujá, no litoral de São Paulo, por agentes da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen), subordinada à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

Monitorado durante um mês – através de escutas telefônicas autorizadas pela promotora Valéria Videira Costa, titular da 21ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) e chefe do Núcleo de Monitoramento do Sistema Penitenciário no Ministério Público -, Facão estava evadido do Sistema Penal desde o 13 de abril daquele ano. No dia 25 de outubro do mesmo ano Facão foi transferido para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Márcio da Silva Lima, o Tola, 37 anos

Seis meses antes, o traficante Márcio da Silva Lima, o Tola, 37, havia sido preso por equipes da 38ª DP (Brás de Pina) em uma fazenda de café na cidade de Durandé, no interior de Minas Gerais. A prisão foi efetuada no dia 24 de abril de 2009, meses após Tola ter perdido dois de seus homens de confiança: Leonardo Fragoso da Silva, o Léo Vascão, 26, morto em fevereiro, e Juarez Mendes da Silva, o Aranha, morto em março. Os dois trocaram tiros com policiais do 14º BPM.

Depois das mortes de seus comparsas, ele passou a dividir o Complexo da Coréia com Luiz Cláudio Cândido, o Claudinho Nonô. Rejeitado pelos moradores, Tola acabou perdendo poder dez dias antes de sua prisão, quando Matemático e Facão ganharam o benefício de trabalho extra-muros e não voltaram ao Instituto Penal Cândido Mendes, no Centro do Rio. Eles orderam o afastamento de Tola que, com medo de morrer, acabou fugindo.

Em fevereiro deste ano, Tola foi absolvido pela juíza Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, da 40ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, no processo em que era acusado de associação para o tráfico, porte ilegal de arma e comércio ilegal de arma. Na decisão, a magistrada determinou a expedição de alvará de soltura e seu encaminhamento à Justiça Federal do Paraná, já que o traficante atualmente está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas.

A facção
O Terceiro Comando Puro (TCP) surgiu há dez anos, quando houve um racha entre as facções Terceiro Comando (TC) e Amigos dos Amigos (ADA). A briga ocorreu após a rebelião ocorrida no dia 11 de setembro de 2002 na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino – mais conhecida como Bangu 1 – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Na ocasião – primeiro aniversário dos atentados terroristas nos Estados Unidos -, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, então com 34 anos, liderou a ação que durou 23 horas e provocou a morte dos maiores líderes do TC: Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 33 anos, e seus cunhados, Wanderley Soares, o Orelha – casado com a irmã de Uê, Evanilda Pinto Medeiros; e Carlos Roberto Cabral da Silva, o Robertinho do Adeus – casado com a outra irmã, Enivalda Pinto de Medeiros; além de Elpídio Rodrigues Sabino, o Robô.

Integrante da ADA, Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, então com 41 anos, se aliou a Beira-Mar para conseguir sair vivo. Em troca, facilitou a entrada dos rivais na cela onde estava Uê, que era seu amigo pessoal. Após a ação, TC e ADA desfizeram a união e surgiu o Terceiro Comando Puro – sob comando de Matemático e Facão.

RELEMBRE AQUI:
Em ação de helicóptero do Saer da Polícia Civil, Marcelinho Niterói é morto na Maré

ARQUIVO COMPLEXO DA CORÉIA:
Facções rivais TCP e ADA se unem para comprar e revender “o melhor pó do Rio”

Matemático soma várias baixas na Coréia

Tráfico invade Posto de Policiamento Comunitário

Atoladinho na cadeia: Polícia tira Tola de circulação

Facão é preso no Guarujá

MORTES DE OUTROS INTEGRANTES DA QUADRILHA (imagens fortes):
14º BPM rebaixa Léo Vascão para o inferno

14º BPM corta a teia de Aranha

PM impõe mais uma baixa à Coréia: chegou a vez de Claudinho Nonô

“Não importa a camisa do time, e sim se esse está ganhando.” Essa foi a frase do traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 36 anos – um dos líderes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) – ao ser questionado pelo comparsa Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, 32 – que controla as bocas-de-fumo do Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio – sobre a possibilidade de uma aliança com o rival Cristiano de Sá Silva, o Abelha, 38, integrante da facção Amigos dos Amigos (ADA) e irmão de Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35.

O diálogo é um indício de que, oito anos e seis meses após a rebelião que selou o fim da parceria entre as facções Terceiro Comando (TC) e ADA – dando origem ao grupo criminoso que se intitulou TCP -, um pacto selado entre as principais lideranças dessas facções pode fazer com que as duas voltem a ser uma.

Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, 32 anos

Um dos intermediários da negociação é Joacy José Gomes de Santana, o Jojo Smith, 48, que saiu do Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, após receber o benefício da liberdade condicional no último dia 4 de março. Ligado à cúpula da ADA, ele é apontado como um dos maiores matutos da facção – comprando drogas e armas e participando financeiramente de crimes.

Cristiano de Sá Silva, o Abelha, 38 anos

A justificativa para o interesse de traficantes do TCP em negociar a compra de cocaína com Abelha é atribuída à qualidade e pureza da droga comercializada pela quadrilha do irmão de Saulo da Rocinha, que seria encomendada na Bolívia.

Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35 anos

Além de Guarabu, Abelha e Jojo Smith, o foragido Cleyton Dutra Santana, 25, – filho de Smith – também faria parte do esquema. Ele é considerado evadido do sistema penitenciário desde o dia 19 de janeiro do ano passado, quando saiu ao receber o benefício do Trabalho Extramuro – tendo direito a trabalhar durante o dia e voltar para dormir na cadeia – e não retornou.

Joacy José Gomes de Santana, o Jojo Smith, 48 anos

O pai dele possui um apartamento na Avenida Atlântica, no Leme, na Zona Sul do Rio, outro apartamento na Rua Roberto Dias Lopes, também no Leme, e um na Rua General Góes Monteiro, em Botafogo, também na Zona Sul, além de um imóvel na Rua Menezes Brum, em Guadalupe, e outro na Rua Joaquim Pinheiro, na Freguesia, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Cleyton Dutra Santana, 25 anos

A rebelião em Bangu 1
O racha entre as facções Terceiro Comando (TC) e Amigos dos Amigos (ADA) ocorreu após a rebelião ocorrida no dia 11 de setembro de 2002 na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino – mais conhecida como Bangu 1 – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Na ocasião – primeiro aniversário dos atentados terroristas nos Estados Unidos -, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, então com 34 anos, liderou a ação que durou 23 horas e provocou a morte dos maiores líderes do TC.

Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, hoje com 43 anos

O primeiro a ser executado foi Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 33 anos, que pertencia ao CV e havia pulado, oito anos antes, para fundar o Terceiro Comando, após ordenar a morte do então comparsa Orlando da Conceição, o Orlando Jogador, que tinha 35 anos. No dia 13 de julho de 1994, cúmplices de Uê disseram a Orlando Jogador que ele tinha sido sequestrado por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que exigiam um resgate de cerca de 60 mil dólares.

Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 33 anos

Após arrecadar a quantia, Jogador foi se encontrar com os homens de Uê e acabou sendo surpreendido por uma emboscada. Depois de pegar o dinheiro, Uê – acompanhado pelo dobro de homens que Orlando Jogador, e todos fortemente armados – ordenou a morte do antigo aliado e seus comparsas. No total, foram 11 traficantes do CV mortos. O corpo de Orlando e de seu irmão foram deixados no bairro Maria da Graça, na Zona Norte do Rio. Em 1998, Uê foi condenado a 209 anos de prisão pelas mortes.

Orlando da Conceição, o Orlando Jogador, então com 35 anos

Na rebelião de Bangu 1, como punição pela traição, Uê ainda teve o corpo queimado. Também foram mortos os dois cunhados de Uê: os traficantes Wanderley Soares, o Orelha – casado com a irmã de Uê, Evanilda Pinto Medeiros; e Carlos Roberto Cabral da Silva, o Robertinho do Adeus – casado com a outra irmã, Enivalda Pinto de Medeiros; além de Elpídio Rodrigues Sabino, o Robô.

Wanderley Soares, o Orelha

Integrante da ADA, Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, então com 41 anos, se aliou a Beira-Mar para conseguir sair vivo. Em troca, facilitou a entrada dos rivais na cela onde estava Uê, que era seu amigo pessoal. Após a ação, TC e ADA desfizeram a união e surgiu o Terceiro Comando Puro – sob comando de Matemático e Nei da Conceição Cruz, o Facão, 39.

Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, hoje com 49 anos

Moradores do Complexo da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, denunciam que traficantes ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) invadiram o Posto de Policiamento Comunitário (PPC) da Favela Vila Aliança. que existia no interior da Favela Vila Aliança.

O comandante do 14º BPM (Bangu), tenente-coronel José da Silva Macedo, afirmou que o PPC foi desativado porque será implantada na região uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O oficial também garantiu que a desativação foi estratégica.

“As estatísticas apontam que a grande demanda de crimes acontece em outros lugares e não próximo ao PPC. Não podemos deixar policiais em locais que apresentam poucos casos de violência, apesar de ser dentro de uma comunidade carente, enquanto bandidos fazem dezenas de vítimas”, disse o major Fernando Estevam, porta-voz do coronel Macedo.

Os 18 policiais militares que ficavam de plantão no PPC da Vila Aliança foram deslocados para reforçar o patrulhamento nas ruas.

Ainda de acordo com o porta-voz, para o tenente-coronel Macedo, que está no comando do batalhão desde o mês de agosto do ano passado, o efetivo está abaixo no necessário para garantir a segurança de uma área com 36 favelas e quase 1 milhão de habitantes.

“É um cobertor curto. Você cobre de um lado e deixa o outro destampado. Não podemos ficar enxugando gelo. Precisamos combater o crime de forma inteligente, como estamos fazendo. Basta verificar as estatísticas”, afirmou o major Estevam.

Por sua vez, os moradores do Complexo da Coréia – composto pelas favelas Coréia, Vila Aliança, Rebu, Taquaral e Jabour, que cortam os bairros Senador Camará, Realengo e Bangu – na Zona Oeste do Rio – questionam a mudança. Segundo eles, é impossível transitar pelas ruas, depois que anoitece.

“Antes, com a presença da Polícia já era complicado. Agora, sem o PPC, piorou. Depois de 19h é como um toque de recolher. Poucas pessoas arriscam ficar nas ruas”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.

No dia 28 de novembro de 2009, bandidos atacaram o PPC da favela e balearam um morador na coxa. Identificado como Sérgio Correia de Souza, ele estava no posto policial quando os criminosos passaram atirando.

No último dia 20 de abril, uma operação conjunta entre equipes do 14º BPM e da 34ª DP (Bangu) terminou com cinco mortos e a apreensão de uma pistola, uma granada, uma metralhadora e um fuzil. Quatro homens armados que estavam em um Siena tentaram passar pelo bloqueio policial e bateram . O carro onde estavam explodiu e pegou fogo.

“A explosão provavelmente foi causada por uma granada que eles carregavam”, contou, na ocasião, o tenente-coronel Ricardo Brito, responsável pela ação.

O quinto morto foi baleado em confronto, em outro ponto do Complexo da Coréia.

“Não querendo polemizar, mas o traficante está lá na favela, vai comprar droga quem quer. Já os assaltantes estão por toda parte, não podemos deixar que eles hajam sem tentar impedi-los”. Essa foi a frase usada pelo major Estevam, porta-voz do comandante do 14º BPM (Bangu), tenente-coronel José da Silva Macedo, para justificar a decisão de mudar a estratégia.

De acordo com as estatísticas da Seção de Operações (P-3) do batalhão de Bangu, além do aumento do efetivo no policiamento, outros fatores interferem na presença de criminosos.

“Os registros policiais mostram que a maioria dos casos ocorre em regiões com falta de iluminação pública, árvores sem poda e buracos no muro da linha férrea que facilitam as fugas dos ladrões”, declarou o oficial.

Os campeões de ocorrências são os roubos a carros, pedestres e a celulares. Isso porque, segundo a Polícia, há quadrilhas especializadas em roubar apenas aparelhos de telefone portátil. Os horários de maior incidência são de meio-dia à meia-noite. Os dados mostram que, durante a madrugada, são registrados poucos casos de roubos.

Em mais da metade dos casos, os assaltantes agem a pé. Já na parte da manhã, a metade dos criminosos ataca de motocicletas. Ao todo, 45% dos bandidos abordam as suas vítimas de moto, outros 38% a pé, enquanto 10% agem de bicicleta. Os ataques por quadrilhas que cercam suas vítimas de carro costumam ser de 7%, com exceção do horário noturno que a prática aumenta mais que o dobro.

O Disque-Denúncia oferece recompensa de R$ 3 mil para quem der informações que ajudem a Polícia a localizar e prender o traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos. O criminoso é apontado como responsável por chefiar o tráfico de drogas nas favelas Vila Aliança, Rebu, Coréia, Acari, Amarelinho, Taquaral e Sapo, todas nas imediações da Zona Oeste e Zona Norte do Rio.

Líder das favelas da Zona Oeste pertencentes à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) – da qual é um dos fundadores – Matemático está evadido do Sistema Penal desde o mês de abril do ano passado, quando conquistou o benefício de cumprir o restante de sua pena no regime semi-aberto. Ele garantiu que trabalharia na Funerária Água Branca, em Realengo, e voltaria à cadeia para dormir, mas não retornou. Preso em 2004, Matemático tem 13 e duas condenações, totalizando 12 anos de cadeia.

Qualquer informação pode ser repassada através do telefone 2253-1177. O anonimato é garantido.

Fotos: Felippo Brando e Pedro Pantoja

civil no timbau

O Código de Defesa do Consumidor chegou às bocas-de-fumo da Favela Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, e está sendo usado de modo inusitado por traficantes ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) que controlam a venda de drogas na região. A descoberta foi feita por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), que apreenderam mais de 50 mil etiquetas com os dizeres “Pedra sobre Pedra / TCP o certo prevalece / Qualquer violação reclame na boca”, durante incursão na localidade, na manhã de ontem.

civil no timbau (2)

As etiquetas foram apreendidas com um menor conhecido como Parazinho, que também carregava meio quilo de cocaína e farto material para endolação. Na cisterna de uma casa na Rua Nova Jerusalém, os agentes encontraram mochilas onde havia placas de colete à prova de balas e diversas munições – inclusive para fuzil.

civil no timbau (4)

“Geralmente, quando eles vêem que estamos entrando, tentam esconder o que carregam em qualquer lugar para não serem pegos com nada. Assim, conseguem fugir e depois voltam para buscar”, contou um dos policiais que participou da operação, que contou com 200 homens de quatro delegacias especializadas e percorreu, além da Baixa do Sapateiro, as favelas Timbau e Vila dos Pinheiros.

civil no timbau (3)

As três são controladas pelo traficante Nei da Conceição Cruz, o Facão, 38 anos – que foi preso na última sexta-feira, dia 9. Ele estava evadido do Sistema Penal desde abril, quando saiu para cumprir o restante de sua pena no regime semi-aberto e não retornou à cadeia. Contra Facão havia seis mandados de prisão: quatro da Vara de Execuções Penais (VEP) e outros dois de investigações feitas pela 21ª DP (Bonsucesso), referentes à guerra na Maré.

Maré (CIVIL) 5

Nos confrontos, pelo menos 30 pessoas morreram – entre bandidos e inocentes -, além de três policiais militares. Líder do tráfico de drogas na Baixa do Sapateiro e no Morro do Timbau, o criminoso tomou as bocas-de-fumo da Vila dos Pinheiros, Salsa e Merengue, Vila do João e Conjunto Boa Esperança, depois que saiu da cadeia. Condenado a 14 anos de prisão, Facão já havia cumprido 11 anos da pena e faltavam três que seriam cumpridos no regime semi-aberto – benefício que o traficante perdeu, ao não retornar para dormir no Instituto Penal Cândido Mendes, no Centro do Rio.

civil no timbau (8)

Na época, ele conseguiu o direito de sair durante o dia para trabalhar como auxiliar administrativo na ADG Comércio de Metais e Ferragens, localizada no Timbau – uma de suas áreas de domínio. Preso pela primeira vez em 2003, Facão tem 14 anotações criminais e quatro condenações.

civil no timbau (7)

Um dos chefes do tráfico de drogas na Favela de Manguinhos, também em Bonsucesso, Márcio da Silva Mattos, o Marcinho Muleta, 23, teve a prisão preventiva decretada, pela 9ª Vara Criminal da Capital. Preso desde 2004, o traficante estava prestes a conseguir a progressão de regime prisional, assim como Facão.

Márcio da Silva Mattos, o Marcinho Muleta, 23 anos

Márcio da Silva Mattos, o Marcinho Muleta, 23 anos

Só este ano, pelo menos 27 criminosos deixaram a cadeia para trabalhar, ganhando o benefício ‘extra-muro’, e não retornaram. Entre eles estão Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34, e Alexander Mendes da Silva, o Polegar.

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos

O delegado Felipe Curi, adjunto da 21ª DP, revelou que Marcinho Muleta estava indiciado em um inquérito policial instaurado na unidade para apurar o roubo seguido de morte do policial civil Sérgio Ricardo Salles da Silva. O crime ocorreu em 2002 e, dois anos depois, o criminoso foi flagrado com a pistola calibre 40 roubada do policial.

O pedido de prisão de Marcinho Muleta e dos integrantes de sua quadrilha, feito pelo delegado Curi, foi inicialmente negado pela Justiça. Com base em investigações desencadeadas por policiais da 21ª DP e a reunião de outras informações que comprovavam a participação do bandido e seus comparsas no tráfico de drogas de Manguinhos, o delegado encaminhou novamente pedido de prisão preventiva, que foi aceito pela Justiça.

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As etiquetas foram apreendidas com um menor conhecido como Parazinho, que também carregava meio quilo de cocaína e farto material para endolação. Na cisterna de uma casa na Rua Nova Jerusalém, os agentes encontraram mochilas onde havia placas de colete à prova de balas e diversas munições – inclusive para fuzil.

civil no timbau (4)

“Geralmente, quando eles vêem que estamos entrando, tentam esconder o que carregam em qualquer lugar para não serem pegos com nada. Assim, conseguem fugir e depois voltam para buscar”, contou um dos policiais que participou da operação, que contou com 200 homens de quatro delegacias especializadas e percorreu, além da Baixa do Sapateiro, as favelas Timbau e Vila dos Pinheiros.

civil no timbau (3)

As três são controladas pelo traficante Nei da Conceição Cruz, o Facão, 38 anos – que foi preso na última sexta-feira, dia 9. Ele estava evadido do Sistema Penal desde abril, quando saiu para cumprir o restante de sua pena no regime semi-aberto e não retornou à cadeia. Contra Facão havia seis mandados de prisão: quatro da Vara de Execuções Penais (VEP) e outros dois de investigações feitas pela 21ª DP (Bonsucesso), referentes à guerra na Maré.

Maré (CIVIL) 5

Nos confrontos, pelo menos 30 pessoas morreram – entre bandidos e inocentes -, além de três policiais militares. Líder do tráfico de drogas na Baixa do Sapateiro e no Morro do Timbau, o criminoso tomou as bocas-de-fumo da Vila dos Pinheiros, Salsa e Merengue, Vila do João e Conjunto Boa Esperança, depois que saiu da cadeia. Condenado a 14 anos de prisão, Facão já havia cumprido 11 anos da pena e faltavam três que seriam cumpridos no regime semi-aberto – benefício que o traficante perdeu, ao não retornar para dormir no Instituto Penal Cândido Mendes, no Centro do Rio.

civil no timbau (8)

Na época, ele conseguiu o direito de sair durante o dia para trabalhar como auxiliar administrativo na ADG Comércio de Metais e Ferragens, localizada no Timbau – uma de suas áreas de domínio. Preso pela primeira vez em 2003, Facão tem 14 anotações criminais e quatro condenações.

civil no timbau (7)

Um dos chefes do tráfico de drogas na Favela de Manguinhos, também em Bonsucesso, Márcio da Silva Mattos, o Marcinho Muleta, 23, teve a prisão preventiva decretada, pela 9ª Vara Criminal da Capital. Preso desde 2004, o traficante estava prestes a conseguir a progressão de regime prisional, assim como Facão.

Márcio da Silva Mattos, o Marcinho Muleta, 23 anos

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Só este ano, pelo menos 27 criminosos deixaram a cadeia para trabalhar, ganhando o benefício ‘extra-muro’, e não retornaram. Entre eles estão Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34, e Alexander Mendes da Silva, o Polegar.

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos

O delegado Felipe Curi, adjunto da 21ª DP, revelou que Marcinho Muleta estava indiciado em um inquérito policial instaurado na unidade para apurar o roubo seguido de morte do policial civil Sérgio Ricardo Salles da Silva. O crime ocorreu em 2002 e, dois anos depois, o criminoso foi flagrado com a pistola calibre 40 roubada do policial.

O pedido de prisão de Marcinho Muleta e dos integrantes de sua quadrilha, feito pelo delegado Curi, foi inicialmente negado pela Justiça. Com base em investigações desencadeadas por policiais da 21ª DP e a reunião de outras informações que comprovavam a participação do bandido e seus comparsas no tráfico de drogas de Manguinhos, o delegado encaminhou novamente pedido de prisão preventiva, que foi aceito pela Justiça.

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Fotos: Felippo Brando

Coréia (Civíl) 3

No dia seguinte à prisão da matuta Patrícia Fernandes Pereira Campos de Oliveira, a Morena do Pó ou Pati, 42 anos – apontada pela Polícia como maior fornecedora de armas e drogas da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), principalmente dos traficantes Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34, e Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 – uma megaoperação foi realizada pela Polícia Civil no Complexo da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, região que é controlada pelo primeiro criminoso.

Coréia (Civíl) 11

“A operação só aconteceu devido à prisão dela. Nosso objetivo era chegar até o paiol de drogas e armas do Matemático, mas foi difícil localizar a casa, pois a numeração dos imóveis não segue uma lógica. Considero bem-sucedida a operação que não tem nenhum morador e nenhum policial baleado. Só não foi um sucesso total porque não encontramos o paiol”, destacou o delegado Marcus Vinícius de Almeida Braga, titular da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD).

Coréia (Civíl) 4

Apontada como líder de uma quadrilha de tráfico internacional de material entorpecente e armamento que atuava no eixo Rio-São Paulo-Minas Gerais e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, a matuta – que nasceu em Juiz de Fora – foi presa por agentes da Coordenadoria de Informação e Inteligência Policiais (Cinpol), no final da tarde de quarta-feira, dia 12, no encontro da Rua André Rocha com a Estrada dos Bandeirantes, em Jacarepaguá, também na Zona Oeste.

Coréia (Civíl) 24

Investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal demonstraram que ela abastecia as bocas-de-fumo de favelas do Rio de Janeiro, sendo a principal responsável pela importação das drogas, das armas e das munições provenientes da Bolívia e do Paraguai.

Coréia (Civíl) 12

Presa pela Polícia Federal em 1994, ela foi condenada a 35 anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas, associação para fins de tráfico e contrabando de armas e munições e estava evadida da Penitenciária Joaquim Ferreira de Souza, antiga Bangu VIII, no Complexo de Gericinó, em Bangu, desde dezembro do ano passado.

Coréia (Civíl) 23

Irmã de Marcello Fernandes Campos Oliveira, o Magaiver, 39, – que cumpre pena por seqüestro e assalto na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (antigo Bangu 1), também no Complexo de Gericinó – ela vendia armas e drogas para traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Antes de ser presa, ela fornecia armamento e drogas principalmente para os morros Chapéu Mangueira, no Leme, e Dona Marta, em Botafogo, ambos na Zona Sul do Rio e controlados pelo CV.

Marcello Fernandes Campos Oliveira, o Magaiver, 39 anos

Marcello Fernandes Campos Oliveira, o Magaiver, 39 anos

Após sua prisão, ela se apaixonou por Márcio Dinnali Fontes, o Morte, 37, criminoso de uma facção rival. De acordo com a Polícia, ele era o executor do Terceiro Comando Puro (TCP) dentro da Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira, também no Complexo de Gericinó.

Márcio Dinnali Fontes, o Morte, 37 anos

Márcio Dinnali Fontes, o Morte, 37 anos

“Ele é mais conhecido e respeitado dentro da cadeia, onde esquartejava desafetos por ordem de sua facção”, explicou um dos policiais que participou da prisão da Morena do Pó, revelando que ela receberia uma carga de 100 quilos de cocaína e venderia cada quilo por R$ 17 mil.

Coréia (Civíl) 1

“Ela já estava fazendo contatos para que, quando a droga chegasse, já estivesse tudo vendido”, disse o policial, contanto que, além de Facão e Matemático, outros seis traficantes já teriam encomendado parte da cocaína: Celso Luís Rodrigues, o Celsinho Russo, 46, da Favela Vila Vintém, em Padre Miguel; Fernando Gomes da Silva, o Fernandinho Português, 39, da Favela do Fumacê, em Realengo, ambas na Zona Oeste; Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nêm, da Favela da Rocinha, na Zona Sul; e Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30, do Morro da Serrinha, em Madureira; além de seus irmãos, Neco e Adilson, do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, ambas na Zona Norte.

Fernando Gomes da Silva, o Fernandinho Português, 39 anos

Fernando Gomes da Silva, o Fernandinho Português, 39 anos

Apesar de não terem localizado o paiol no Complexo da Coréia – composto pelas favelas Coréia, Vila Aliança, Rebu, Taquaral e Jabour, que cortam os bairros Senador Camará, Realengo e Bangu – os policiais que ocuparam a região, no início da manhã de ontem, recuperaram 22 motos e seis carros roubados, sendo que um deles era um Gol branco que clonava uma viatura descaracterizada da Polícia.

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“O automóvel era pra passar batido. Tinha até antena e rádio que se assemelhavam aos das viaturas verdadeiras”, afirmou Marcus Vinícius.

Coréia (Civíl) 14

Cinco acusados de envolvimento com o tráfico de drogas na região foram presos e um foi morto após trocar tidos com agentes da DCOD. Morador do Mangueiral, Fábio do Nascimento Duarte, 16, vestia uma gandola do Exército e portava uma pistola 765 com munições calibre 380. Ele havia sido preso por assalto a mão armada por policiais militares do 14º BPM (Bangu), no dia 11 de junho, e estava em liberdade desde o dia 30 de julho.

Coréia (Civíl) 13

“A gente ora e pede pra não entrar na vida errada. Tenho um outro filho de 13 anos e uma menina de 18 que é doente. Ele foi preso injustamente e saiu revoltado, decidindo entrar no crime”, desabafou a auxiliar de serviços gerais Andréia do Nascimento Duarte, 36, mãe do menor.

Coréia (Civíl) 6

Além dos policiais da DCOD, a ação também contou com equipes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE), da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), além dos dois helicópteros da instituição, e mobilizou cerca de 150 homens.

Coréia (Civíl) 2

As aeronaves precisaram ser acionadas para auxiliar na saída de equipes de reportagem da Favela Vila Aliança. Os jornalistas foram cercados por moradores armados com pedaços de pau e pedras, que só se afastaram depois que o helicóptero efetuou disparos.

Coréia (Civíl) 19

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