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Antes de trocar tiros com os policiais do 12° BPM (Niterói), na subida da Ponte Rio-Niterói, no final da madrugada desta segunda-feira, dia 20 de agosto, os nove criminosos que estavam em dois carros – um HRV e um Jeep Renegad – e levaram pânico a quem trafegava na via participaram de um baile funk no Morro da Alma, no Complexo do Jóquei, no bairro Amendoeira, em São Gonçalo.

O evento reuniu artistas como Chininha e Príncipe. Logo depois, os bandidos passaram no Morro do Santo Cristo, no Fonseca – que tornou-se Quartel General (QG) da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) depois que Wanderson Rodrigues Andrade, o Boladinho, pulou para o Comando Vermelho (CV).

Ele é apontado pela Polícia como chefe do tráfico no Morro Estado, no Centro de Niterói – que até maio, mês em que Boladinho saiu da cadeia, era o QG da facção de Menor P na região.

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Após pegar quatro fuzis, quatro pistolas, três granadas, nove rádios transmissores e dezenas de carregadores e munições, os nove criminosos se dirigiram à Alameda São Boaventura, de onde acessariam a Ponte Rio-Niterói para ir até a Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Conhecidos dentro do TCP por serem utilizados como “homens de guerra” – sendo enviados para morros e favelas durante ações policiais e também disputas com facções rivais pelo controle das bocas-de-fumo -, eles reforçariam a quadrilha que suspeitava que o Exército realizaria uma grande operação na região, no início desta semana.

Ao se deparar com os PMs, despertaram suspeita e acabaram dando início a uma perseguição ao desobedecer ordem de parada. Já no início da subida da Ponte Rio-Niterói, eles começaram a atirar contra os policiais, que revidaram a agressão.

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No confronto, nove criminosos foram atingidos. Quatro deles morreram no local. Outros cinco foram socorridos e levados para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, onde dois deles não resistiram aos ferimentos e outros três permanecem internados sob custódia.

Os cinco bandidos que deram entrada na unidade de saúde foram identificados como Vinícius Constâncio Paulo, Márcio de Barros, Emerson Bruno Queiroz da Silva, Maurício Augusto dos Santos e Ruan Felipe Ferreira. Os quatro bandidos que morreram logo após a troca de tiros ainda não foram identificados.

Na ação os PMs apreenderam quatro fuzis, quatro pistolas, rádios transmissores, granadas, carregadores e munições. Para impedir ações de criminosos tentando resgatar os comparsas, o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Márcio Guimarães, reforçou o policiamento na região e destacou equipes para garantir a segurança da unidade de saúde.

Atingido na perna durante o confronto, o sargento Fernandes foi submetido a uma cirurgia e não corre risco de morte. A passageira de um ônibus da viação Fagundes que vinha logo atrás do carro dos bandidos ficou ferida no pé por estilhaços e recebeu alta após atendimento médico.

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Fotos: Bruno Eduardo Alves e Livia Villas Boas

As imagens gravadas pelas câmeras de vigilância de um posto de combustíveis, localizado na Rua Jansen de Melo, próximo à Favela do Sabão, em São Lourenço, podem auxiliar os policiais da 76ª DP (Centro) nas investigações sobre o assassinato do rapper Cláudio Márcio de Souza, mais conhecido como Speedfreaks, 39 anos.

O músico – considerado um dos precursores do hip hop no Brasil – foi encontrado morto com várias marcas de tiros em um valão na Rua Capitão Evangelista, um dos acessos à comunidade, na manhã da última sexta-feira. A 50 metros de distância do cadáver de Speed, dentro do mesmo valão, foi encontrado o corpo do cabeleireiro Luciano da Silva, 35, que seria amigo do rapper.

De acordo com as investigações, um grupo de amigos, entre eles o cabeleireiro, um casal, cujo nome não foi divulgado, e um homem identificado como Gutemberg de Barros, 26, retornavam em um Corsa prata de um bar na Cantareira, em São Domingos, quando teriam decidido entrar na Favela do Sabão, no fim da madrugada.

Eles teriam sido expulsos da comunidade por traficantes e seguiram para o posto de combustíveis, próximo a um motel. No estabelecimento comercial, os amigos teriam promovido um pequeno tumulto e acabaram sendo denunciados por telefone a policiais do 12º BPM (Niterói). Em seguida, o cabeleireiro teria decidido seguir a pé à Favela do Sabão.

Como demorou a retornar, Gutemberg decidiu buscá-lo no interior da comunidade, onde foi agredido e baleado em um dos braços. A vítima foi socorrida pelos amigos e encaminhada ao Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, Zona Norte de Niterói, onde foi medicada e liberada.

O delegado Luiz Antônio Businaro, titular da 76ªDP, já requisitou uma cópia das imagens registradas pelas câmeras de vigilância do posto. Ele informou, no entanto, que ainda não é possível afirmar que Speed estava com o grupo, apesar de haver fortes indícios.

“O que nos foi informado é que no interior da favela Gutemberg foi agredido e baleado num dos braços. Por enquanto, não estamos ligando o rapper aos demais, porque ainda estamos realizando um trabalho de apuração. Soubemos que, antes de sair de casa, o Speed teria dito para sua mãe que iria para um bar em São Domingos”, concluiu Businaro.

O corpo do músico foi sepultado no Cemitério do Maruí, no Barreto, Zona Norte de Niterói, no último sábado. Morador do bairro Tenente Jardim, ele deixou uma filha de sete anos. Considerado um dos precursores do gênero no país, o rapper trabalhou em conjunto com Marcelo D2, BNegão, Zegon, Black Alien e com a cantora Fernanda Abreu.

Fotos: Alex Slaib

Um policial militar foi preso acusado de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos. Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, na Zona Sul do Rio, ele foi flagrado por colegas do 12º BPM (Niterói) no momento em que pegava ferramentas no porta-malas de seu carro, próximo a uma agência bancária no Ingá, na Zona Sul de Niterói, na madrugada desta terça-feira, dia 18 de março. No interior do banco, outros três criminosos foram flagrados tentando arrombar uma caixa eletrônico. Um deles era primo do PM, que estava em liberdade condicional após cumprir parte da pena a que foi condenado por um roubo praticado.

Na Polícia Militar há nove meses, o soldado Leonardo da Cruz Cortez, 27 anos, levou os três comparsas em seu próprio carro, o Polo preto placa DKG 1125, que seria usado para dar cobertura ao assalto. Eles invadiram o banco Itaú, na Rua Doutor Paulo Alves, e, para tentar arrombar os caixas, usaram maçaricos. Nas câmeras do circuito interno de segurança, eles colocaram caixas de isopor para evitar que a ação fosse filmada.

Um alarme ligado a uma central de monitoramento disparou e equipes do 12º BPM foram ao local. A agência foi cercada e dois dos bandidos que estavam dentro do banco foram presos. Já o PM e um quarto envolvido que estavam buscando mais ferramentas no automóvel saíram correndo quando viram as viaturas, mas foram presos nas proximidades do banco. O automóvel estava estacionado na Rua Justina Bulhões, bem em frente à agência.

Os outros três criminosos foram identificados como Elivelton Vieira, 33, morador do Flamengo, na Zona Sul do Rio, Nilton Cordeiro e Felipe Santos, 26, que estava em liberdade condicional depois de cumprir parte de pena por roubo. Os dois últimos, além do PM, são moradores de Guadalupe, na Zona Norte no Rio.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública divulgou nota oficial informando que o soldado foi incorporado por força de uma liminar na Justiça. De acordo com o documento, ele “não foi aprovado no processo de pesquisa social, feito pela Polícia Militar, durante as etapas do concurso para servidores”. Ainda de acordo com a nota, a reprovação do PM se deu por ter um parente próximo com passagem pela Polícia e viver em um ambiente não condizente com as exigências comportamentais previstas pela corporação.

Ele ingressou na PMERJ por meio de liminar em 14 de junho de 2009. Em dezembro, concluiu o curso de formação e estava há quatro meses em trabalhos administrativos na UPP.

“Ele não ficava no policiamento de rua, justamente porque tinha sido reprovado na pesquisa social”, explicou o capitão Leonardo Nogueira, comandante da UPP do Pavão-Pavãozinho.

Fotos: Fellippo Brando e Roberto Moreyra

Acusado de ter sido contratado para executar o subsecretário de Transportes de Niterói, Adhemar Reis, o sargento da Polícia Militar Adair Correia da Silva Filho, o “Daizinho”, de 40 anos, foi preso por agentes da 77ª DP (Icaraí), na manhã desta quarta-feira, dia 3 de fevereiro. O PM foi intimado a se apresentar no 35º BPM (Itaboraí) – onde era lotado – e recebeu voz de prisão por força de um mandado de prisão temporário por 30 dias, expedido pela 3ª Vara Criminal de Niterói.

De acordo com o delegado titular da distrital, Mário Luiz da Silva, o sargento foi reconhecido por uma testemunha-chave do inquérito policial como o autor dos três disparos que mataram o subsecretário, no último dia 20. A vítima investigava fraudes nas concessões de autonomias para taxistas no município, esquema que ficou conhecido como a “máfia dos táxis”.

“Tudo levar a crer que ele foi contratado para cometer esse crime, pois não havia qualquer motivo pessoal para cometê-lo. Mas a investigação não se encerra com essa prisão. O próximo passo é identificar o mandante da morte do Adhemar e o homem que estava no veículo com esse policial”, explicou o delegado.

Os policiais contaram que chegaram ao acusado a partir de uma denúncia anônima que apontava um homem conhecido como “Daizinho” como o autor do crime. Cerca de 20 agentes da 77ª DP e da Corregedoria Geral Unificada (CGU) participaram da ação que terminou com a prisão do sargento, por volta das 11 horas.

“Nos dividimos em duas equipes para tentar prendê-lo em sua residência, no Pacheco, em São Gonçalo, já que havia informação que ele não estaria de serviço. Não o encontramos em casa, portanto deixamos um mandado de prisão com familiares para que ele se apresentasse no batalhão. Antes do meio dia, o policial já estava espontaneamente na unidade militar”, afirmou o diretor operacional da Corregedoria Geral Unificada (CGU), delegado Jayme Berbat Filho.

Satisfeito por chegar ao autor dos disparos que mataram o subsecretário, mas triste pelo fato do acusado ser um policial militar. Foi dessa maneira que o delegado Mario Luiz da Silva resumiu a prisão efetuada por sua equipe e ainda revelou uma curiosa coincidência. O sargento Adair Correia da Silva Filho ingressou na PM no mesmo dia em que o hoje titular da delegacia de Icaraí entrou para a corporação como soldado, no dia 11 de setembro de 1986.

“Não fico feliz em prender um policial. É doloroso para os bons profissionais ver um agente público praticar um crime como esse. Não podemos deixar que isso manche uma instituição tão valorosa, que é a Polícia Militar”, comentou o delegado.

Da máfia das vans a máfia dos táxis – Candidato a uma vaga no Lesgislativo de São Gonçalo nas últimas duas eleições (2004-2008), “Daizinho” possui uma extensa ficha criminal, com anotações por homicídio, extorsão e formação quadrilha.

Segundo os agentes, a maioria desses crimes está associada ao envolvimento do policial na disputa pelo controle do transporte alternativo em São Gonçalo, a chamada “máfia das vans”, responsável por 50 homicídios na região nos últimos 10 anos.

Em novembro de 2008, o ele e outras 30 pessoas – a maioria delas policiais militares e civis – foram presos por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) sob a acusação de extorquir motoristas de vans a partir da imposição de um pedágio para circular em determinadas áreas no município. Os motoristas que não se adequassem ao esquema eram mortos pelos criminosos, que passavam a assumir a cooperativa a qual a vítima era associada.

O grupo, ainda segundo as investigações, atuava sob o comando do sargento reformado da Marinha e ex-vereador do município Edson da Silva Mota, o Mota da Copasa, de 54 anos, presidente da Cooperativa de Transportes Santa Isabel. Ele e seus dois filhos, sendo um deles ex-PM, também foram presos pela polícia civil, que cumpriu 45 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão.

Na ação, 31 pessoas acusadas de envolvimento com a Máfia das Vans na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro foram presas. Entre elas, oito policiais militares da ativa, um PM reformado, um policial civil e cinco ex-PMs.

Execução – Adhemar Reis, 68 anos, foi morto quando saía de casa, na Rua Joaquim Távora, em Icaraí, na Zona Sul de Niterói. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), no Centro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na mesa de cirurgia. O subsecretário investigava um suposto esquema que consistia na venda de falsas autonomias de táxi.

Foi-se o tempo em que o ato de denunciar era visto como atribuição de “dedo-duro” ou o do popular X-9 (informante da Polícia). Isso, pelo menos, para os moradores de São Gonçalo. O município está entre os que mais registraram informações sobre ações criminosas ao longo do último ano, de acordo com levantamentos realizados pela Central do Disque-Denúncia.

Com uma média de 7 mil denúncias por ano – o equivalente a 21 ligações diárias –, São Gonçalo perde apenas para a capital. A maioria das informações repassadas anonimamente para a organização não governamental é referente à atuação do tráfico de drogas na cidade, com 54% do total de denúncias, seguidas pelos crimes de estelionato 7%) e informações sobre a localização de veículos abandonados (6%).

Outro dado importante do relatório é relativo às denúncias sobre autores de homicídios na região (4%). Neste contexto, o 7º BPM (São Gonçalo) encontra-se em segundo lugar no ranking estadual de difusões entre os batalhões e é o órgão policial que mais recebe denúncias no município. Entretanto, é a 72ª DP (Mutuá) que aparece no topo da lista das delegacias do Estado do Rio com o maior número de respostas dadas às informações repassadas pela Central do Disque-Denúncia, um total de 370 – 90 % a mais do que as registradas em 2008.

Os policiais da 75ª DP (Rio do Ouro), ainda segundo o relatório, foram os mais contemplados com o programa de premiação Gol. Criado em outubro de 1999, o programa tem como objetivo premiar financeiramente as instituições policiais que obtenham êxito na apuração de informações captadas pelo Disque-Denúncia. Para isso, a ação policial deve ser veiculada na mídia, ressaltando ter sido originada a partir de informações transmitidas pela organização não governamental.

“Trabalhei em outras delegacias do Estado e nunca vi um município cuja população fica tão indignada com atos de violência como ocorre com os moradores São Gonçalo. Por isso, eles acabam denunciando tais ações criminosas e auxiliando o trabalho policial. Segurança pública não é apenas uma questão policial, exige, também, a participação da sociedade”, comentou um investigador lotado na distrital.

Entre as informações repassadas pela Central do Disque-Denúncia – que acabaram na identificação de autores de crimes de repercussão na cidade – estão as prisões de Luiz Otávio Calvosa Nunes, 30, acusado de matar um comerciante em Itaúna, em novembro de 2009, e de três homens suspeitos de maltratarem idosos em um asilo em Várzea das Moças.

Contudo, o crime que registrou o maior número de cadastros de denúncias no município – aproximadamente 100 – está relacionado ao assassinato da balconista Angélica Maria de Souza, 20, morta durante um assalto à loja de conveniência de um posto de combustível, localizado na Avenida Doutor Eugênio Borges, no bairro Arsenal. A partir das informações, a Polícia identificou os autores do crime, os irmãos Jean Rodrigues da Fonseca Júnior, o “B1”, 21, e André Felipe de Andrade Fonseca, o “B2”, 19, que continuam foragidos. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece R$ 1 mil de recompensa para quem tiver informações que levem à prisão dos acusados.

Já no município vizinho, um levantamento realizado pela Central do Disque-Denúncia aponta que 30% das 4 mil denúncias repassadas pelos moradores de Niterói à organização não-governamental em 2009 são referentes à atuação do tráfico de drogas na região. O município aparece na quinta posição no número de informações sobre atividades criminosas em todo o Estado.

Neste sentido, a ajuda da população no combate à criminalidade acabou refletindo no aumento da atividade policial esse ano com relação ao ano passado, principalmente no número de prisões e na apreensão de armas e drogas.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), de janeiro a outubro desse ano, 767 pessoas foram presas em Niterói – 258 detenções a mais do que as registradas no ano anterior –, configurando um aumento de cerca de 50% no número de prisões. As apreensões de drogas tiveram acréscimo de 34,5%, saltando de 284 para 433 registros. Já o número de armas apreendidas pulou de 263 para 308, um aumento de aproximadamente 15%.

Além do tráfico de drogas, informações sobre crimes como estelionato, jogos de azar e roubo a pedestres também aparecem como os mais denunciados pelos moradores de Niterói. Os bairros que registraram maior incidência de denúncias foram Centro, Fonseca e Icaraí, com cerca de 40% do total de informações sobre atividades ilícitas na cidade. A 78ª DP (Fonseca) foi a distrital com maior volume de denúncias encaminhadas e respondidas neste ano em comparação com as outras delegacias do município, que aparecem com 20% de respostas às informações repassadas pela Central do Disque-Denúncia.

Entre as instituições policiais, o 12º BPM (Niterói) aparece no topo da lista, com 32% de respostas às denúncias repassadas pela organização não-governamental.

Coronel Maurício Santos de Moraes

“O Disque-Denúncia é uma ferramenta essencial que a população tem em mãos para informar casos de irregularidades que só a polícia pode combater. Essa parceria com a sociedade tem sido de extrema importância para recolhermos meliantes e apreendermos drogas e, principalmente, armas nas ruas. Por isso, solicito aos policiais que todas as denúncias sejam verificadas de imediato”, comentou o coronel Maurício Santos de Moraes, comandante do 12º BPM.

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Assalto, perseguição, troca de tiros e duas pessoas feitas reféns, em Niterói, na tarde desta quinta-feira, dia 15. Após roubarem o carro de uma psicóloga de 37 anos, no Centro, dois criminosos foram surpreendidos por policiais militares lotados no 12º BPM (Niterói), quando tentavam fugir com o veículo da vítima em direção ao Morro do Boa Vista, no bairro São Lourenço. Um deles acabou preso ao invadir uma residência, em um dos acessos à comunidade.

De acordo com a Polícia, o crime ocorreu por volta das 17 horas. A psicóloga seguia pela Avenida Marquês de Paraná, sentido Icaraí, quando teve seu Honda Civic fechado por uma motocicleta com dois ocupantes, em frente a um hipermercado. Armado com uma pistola, o homem que estava na garupa anunciou o assaltou, retirou a vítima do veículo puxando-a pelos cabelos e fugiu com o automóvel em direção ao Boa Vista.

Mesmo muito assustada, a psicóloga conseguiu abordar PMs que faziam patrulhamento na região. Eles iniciaram a perseguição aos criminosos, que se estendeu até o bairro São Lourenço, a aproximadamente dois quilômetros do local do crime. Houve confronto entre os policiais e os assaltantes. Durante a fuga, um deles perdeu o controle do veículo e bateu em um poste na Rua Saldanha da Gama. Cercado pelos PMs, ele invadiu uma casa e manteve uma idosa e uma adolescente como reféns.

Após breve negociação com os policiais, Rafael Lopes do Amaral, o Pimentão, 28 anos, decidiu se entregar. O outro suposto assaltante conseguiu fugir, deixando para trás a motocicleta utilizada no crime, uma Honda Twister preta, placa KYG-1803, que consta como roubada, segundo os policiais. No final da tarde, os militares realizaram uma incursão na comunidade, mas não conseguiram encontrá-lo.

“O conselho que eu deixo é que as pessoas entreguem todos os seus pertences sem reagir, pois o bem material pode ser recuperado. Também gostaria de elogiar a ação dos policiais, que fez aumentar minha confiança na polícia”, destacou a psicóloga.

Encaminhado à 78ª DP (Fonseca), Rafael foi reconhecido pela vítima e autuado por assalto à mão armada. Ainda de acordo com os policiais, ele teria uma anotação criminal por tráfico de drogas. A polícia investiga se o veículo roubado seria uma encomenda feita por traficantes do Morro do Boa Vista, ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA).

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Fotos: Júlio Diniz, Marcello Almo, Pedro Pantoja e Roberto Moreyra

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Em uma demonstração de força e ousadia, traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV) seqüestraram um ônibus para desovar os corpos de dois comparsas mortos por eles no Tribunal do Tráfico do Complexo de Santa Rosa – formado pelos morros Zulu, Beltrão e Souza Soares, localizados no bairro Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói. A ação levou pânico aos passageiros que estavam no interior do coletivo da viação Fortaleza que fazia a linha 53 (Centro-Santa Rosa).

O veículo, placa LPJ-5985, foi abordado por pelo menos dez homens armados, no momento em que passava pela Rua Mário Viana, próximo ao acesso aos morros Beltrão e Souza Soares – que ficam de frente um para o outro – por volta das 5h30 desta quarta-feira, dia 7. Depois que mandaram os passageiros descer e colocaram os corpos no ônibus, uma dupla entrou no coletivo e obrigou o motorista a dirigir até a Rua 22 de Novembro, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói.

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O veículo trafegou pelas ruas Santa Rosa e Noronha Torrezão e parou próximo à Alameda São Boaventura, onde os criminosos desceram depois de dizer: “faça o que quiser com eles”. Ainda em estado de choque, o motorista ligou para a Polícia Militar. Policiais do 12º BPM (Niterói) foram para o local e acionaram a 78ª DP (Fonseca). Após perícia realizada por uma equipe do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), os corpos foram removidos para o Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo. O inquérito foi instaurado na 77ª DP (Icaraí), responsável pela área onde houve as mortes e o seqüestro.

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Os dois mortos foram identificados como sendo os irmãos Elenilson Ferreira de Lima, o Bozó, 40 anos, e Édson Ferreira de Lima, o Dentinho, 39, integrantes da quadrilha que controla a venda de drogas no Morro do Beltrão. Eles teriam sido condenados no Tribunal do Tráfico do CV pelo assassinato do comparsa Valdecir Matos Silvano, o Cici 2C, 20. Segundo policiais que estiveram no local do crime, Cici 2C era vapor do bando chefiado pelo traficante conhecido como Flávio Gordão, e do qual Dentinho e Bozó também faziam parte.

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“Os dois resolveram matar o Gigi pra pegar o dinheiro e a carga de drogas que estava com ele. Eles iam colocar na conta de outra pessoa, achando que ninguém estava vendo, mas alguém viu e resolveu contar”, revelou o agente.

Ao tomar conhecimento da denúncia, Flávio Gordão reuniu seus homens e chamou seu aliado, identificado como Thiago dos Santos Gomes, o Cipó, que, segundo levantamento do Serviço de Inteligência (P-2) do 12º BPM, é o chefe do tráfico no Morro do Souza Soares. Pelo menos 20 homens participaram da audiência que resolveu pela condenação à morte de Dentinho e Bozó. Os corpos foram carregados para fora da comunidade e transportados em um ônibus, sendo desovados em outro bairro, para servir como exemplo para outros integrantes da quadrilha.

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No trajeto do bairro Santa Rosa até o Fonseca, eles passaram também pelo bairro Cubango. Todos os morros existentes no trajeto – como o da Santa, Serrão, Juca Branco e Abacaxi – são controlados pela mesma facção criminosa. A ação teve o aval dos traficantes Antônio Jorge Gonçalves dos Santos, o Tony, 40, e seu irmão, Arnaldo Gonçalves dos Santos. Além de abastecer o complexo de favelas do bairro Santa Rosa – sobre o qual mantêm o controle há mais de uma década – os dois também mantêm o controle sobre bocas-de-fumo nos bairros que integram as regiões de Pendotiba e Oceânica de Niterói. No total, são 19 favelas.

No último dia 5 de julho, Tony foi preso por agentes da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE). Apontado como um dos maiores fornecedores de armas para os morros e favelas pertencentes ao Comando Vermelho, Tony – também conhecido como Baixinho – foi surpreendido em um shopping no município Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul. Contra ele havia dois mandados de prisão expedidos pela Justiça: um por homicídio, da Vara Criminal de Niterói, e um por tráfico, da Polícia Federal.

Ele e o irmão contavam com a simpatia do traficante Marcos Antônio da Silva Tavares, o Marquinho Paraíba ou Marquinho Niterói, que era o segundo homem no escalão do CV, atrás somente do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, 42. Condenado a 18 anos de prisão por tráfico de drogas, Marquinho Niterói fornecia drogas e armas para favelas cariocas e foi assassinado por asfixia, aos 40 anos, em uma cela na Penitenciária Doutor Serrano Neves (mais conhecida como Bangu 3), no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, em setembro de 2005.

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Traficando, em média, 500 fuzis por ano, Tony teria um faturamento de mais de R$ 2 milhões por mês, somente com este tipo de armamento. De acordo com a Polícia, ele vendia cada fuzil AK-47 por R$ 60 mil e não comercializava somente este tipo de arma. Ele também vendia pistolas e metralhadoras ponto 30, além de granadas e munição. No dia seguinte à chegada de Tony ao Rio de Janeiro, os policiais da DRAE prenderam os irmãos Tatiana Azevedo Maciel, 27, e Paulo Roberto Aquino Júnior, 25. Moradores do Morro do Beltrão, eles eram os responsáveis por recolher o lucro obtido com a venda de drogas na região e enviar para o traficante.

Relembre a prisão do Tony

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Fotos: Lívia Villas Boas

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Em liberdade condicional há pouco mais de um mês, Rogério Lima dos Santos, o Brioco, 24 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira, dia 25, por policiais militares do 12º BPM (Niterói) lotados no Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) da Engenhoca. Também conhecido como Rifle, ele foi surpreendido pelos PMs com 450 papelotes de cocaína e 200 pedras de crack, na localidade Beco do Fundão, no Morro do Palácio, no Ingá, na Zona Sul de Niterói.

Morador da Favela Rato Molhado, em Itaipu, na Região Oceânica, ele contou aos policiais que passou a gerenciar as bocas-de-fumo do Morro do Palácio depois que saiu da cadeia – onde conheceu os traficantes Júonheceu os traficantes Ja – onde e passou a gerenciar as bocas-de-fumo do Palácio depois que saiu da cadeia – onde conheceu os traficantes Júnior e Isaías. A venda de drogas nas duas localidades é controlada por criminosos da facção Comando Vermelho (CV).

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“Ele foi condenado a seis anos de prisão por tráfico de drogas e cumpriu 5 anos e 4 meses da pena. Na cadeia ele conheceu os donos do morro e saiu de lá com esse contexto para trabalhar para eles”, contou um dos policiais que participou da ocorrência.

Preso em 2003, Brioco foi solto pela Justiça, mas já era considerado foragido, por não ter comparecido para assinar os documentos de sua liberdade condicional. Na delegacia, ele alegou que havia sofrido um acidente de moto, e por isso deixou de comparecer às audiências para prestar contas. Após ser autuado em flagrante por tráfico de drogas pelo delegado Luiz Antônio Pinto Businaro, titular da 76ª DP (Centro), Brioco foi encaminhado à carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interstadual (DC-Polinter), onde vai permanecer à disposição da Justiça.

No mesmo bairro, horas antes, uma equipe do Canil do 12º BPM apreendeu 30 papelotes de cocaína e uma granada de uso exclusivo das Forças Armadas. A apreensão foi realizada na Rua Lara Vilela e o material foi encontrado pela cadela Ísis. Da raça Pastor Alemão, ela localizou a droga depois que um suspeito que seria abordado pelos PMs jogou uma mochila e correu. A cadela ainda correu atrás do suspeito, mas não conseguiu alcançá-lo. O registro também foi feito na 76ª DP.

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Ruan Felipe Santos da Cruz, 20 anos

Ruan Felipe Santos da Cruz, 20 anos

Acusado pela Polícia de participar de diversos furtos no interior de residências na Região Oceânica de Niterói, Ruam Felipe Santos da Cruz, 20 anos, foi preso por policiais militares do 12º BPM (Niterói), na noite desta quinta-feira, dia 18. Ele foi preso após furtar uma casa no Cafubá e, nervoso com a prisão, evacuou na viatura da PM.

Depois de arrombar a residência e furtar um aparelho de telefone celular e uma máquina fotográfica digital, Ruan tentou fugir pegando um ônibus da viação Pendotiba que faz a linha 38A (Centro-Itaipu via Engenho do Mato). Um vizinho da vítima – uma grávida de seis meses – que presenciou a ação ligou para a 81ª DP (Itaipu) e os policiais civis entrarem em contato com os PMs lotados no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do Cafubá.

Os PMs conseguiram interceptar o coletivo poucos metros depois, no sentido Centro da Estrada Francisco da Cruz Nunes, na altura do Cemitério Parque da Colina, no Cantagalo. Os objetos furtados foram reconhecidos pela vítima – que dormia no momento do crime.

No caminho para a delegacia, o preso fez coco nas calças e sujou o banco da viatura. Ao chegar à 81ª DP, ele teve que tomar banho antes de ser encaminhado à carceragem. Morador da Favela Boa Esperança, em Itaipu, ele não tinha antecedentes criminais.

O delegado Flávio Loureiro, titular da 81ª DP, revelou que o furto a residência é o crime de maior incidência na região e acredita que os casos devem diminuir com a prisão do jovem.

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Esse daí da foto, com a palavra “lost” (“perdido”) na blusa é o Wallace de Oliveira Silva, o Dike, 20 anos. Ele foi preso por policiais militares do 12º BPM (Niterói) lotados no Grupamento de Ações Táticas (GAT) da unidade na tarde desta segunda-feira, no Trevo do Caramujo.

Morador do Jardim Miriambi, em São Gonçalo, ele estava armado com um revólver Taurus calibre 38 (com quatro munições) e acompanhado por um vizinho que é menor de 17 anos de idade. Conhecido como “Vinicinhos”, ele carregava um revólver Taurus calibre 32 com quatro munições e a numeração raspada.

Os dois foram abordados pelos PMs enquanto caminhavam pela RJ-104 (Niterói-Alcântara) e levados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O menor disse que vendia cachorro quente na Praça dos Bandeirantes, perto de sua residência, e que estava matriculado na 5ª série do Ensino Fundamental em uma escola em Santa Isabel, mas que parou de estudar no ano passado.

O maior falou que era ajudante de pedreiro. Nenhum dos dois soube dar uma explicação convincente para o fato de estarem com duas armas avaliadas em R$ 600 nas bermudas. “Ia só levar para casa”, disse Dike. “São de um amigo”, falou o menor. Os dois foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma.

A Polícia desconfia que a dupla é responsável por diversos assaltos no interior de coletivos na Zona Norte de Niterói e pede que vítimas que os reconheçam através da fotografia procurem a delegacia para formalizar o reconhecimento. A DPCA funciona na Rua São João, ao lado do Instituto Prisional Edgard Costa (IPEC), no Centro de Niterói.