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Fotos: Pedro Pantoja

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Cumprindo determinação de traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), comerciantes não abriram as portas na Rua Barão de Petrópolis, no bairro Rio Comprido, na Zona Norte do Rio, ao longo desta quinta-feira, dia 22. A ordem seria em luto pelo traficante Leonílson Alves Espírito Santo, o Leozinho dos Prazeres, 20 anos, que morreu após ser baleado em confronto com policiais do 1º BPM (Estácio), na tarde de quarta-feira, dia 21.

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Leonílson Alves Espírito Santo, o Leozinho dos Prazeres, 20 anos

Apontado pela Polícia como líder do tráfico de drogas no Morro dos Prazeres – que possui acessos pelos bairros Rio Comprido, Catumbi e Santa Teresa – e fica de frente para o Morro do Fogueteiro, Leozinho estava armado com uma pistola nove milímetros de fabricação israelense e trafegava pela favela em uma moto Twister amarela quando foi surpreendido pelos PMs.

Leozinho dos Prazeres tinha duas anotações por associação para fins de tráfico e assalto à mão armada

Ele resistiu à prisão e atirou contra os policiais, que revidaram. No confronto, ele foi baleado. Socorrido pelos próprios PMs, ele morreu no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. O registro foi feito na 6ª DP (Cidade Nova).

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“Vieram dois em uma moto e mais outros atrás. Todos estavam armados. Mandaram a gente fechar. Meu patrão ainda foi lá no morro tentar negociar, mas o gerente do Prazeres é um, e o do Fogueteiro é outro. Eles não entraram em um acordo”, revelou o funcionário de um dos estabelecimentos, contando que a ordem foi dada às 15h30 de quarta-feira.

“Os comerciantes acabaram ficando chateados e resolveram não abrir na quinta-feira também. Todos são conhecidos aqui na região, mas os bandidos não tiveram consideração. Tomara que amanhã (hoje) o comércio volte a funcionar. Até porque eu preciso trabalhar”, desabafou.

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O policiamento no entorno das duas favelas foi reforçado e diversas viaturas do 1º BPM realizaram patrulhamento ostensivo durante toda esta quinta-feira, dia 22, para evitar manifestações em represália à morte do traficante. Até o início da tarde de ontem, o corpo dele permanecia, sem identificação, no Instituto Médico Legal (IML).

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Em São Gonçalo, oito escolas municipais suspenderam as atividades, na tarde desta quinta-feira, dia 22: duas no Jardim Catarina, duas em Vista Alegre e outras nos bairros Monjolos, Santa Luzia, Marambaia e Laranjal. Alunos do Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) municipalizado Anita Garibaldi e da Escola Municipal Oscarina da Costa Teixeira, no Jardim Catarina, e das Escolas Municipais Prefeito Jayme Campos, em Monjolos); Santa Luzia, no bairro de mesmo nome; Filadélfia, em Marambaia; Darcy Ribeiro e João Cabral, ambas em Vista Alegre, e do Colégio Municipal Estephânia de Carvalho, no Laranjal, voltaram para casa mais cedo.

A secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo informou que as atividades foram suspensas para segurança dos alunos e profissionais e que calendários específicos para cada unidade estão sendo elaborados para a reposição das aulas.

Na noite de quarta-feira, o Colégio Estadual Coronel Serrado, em Monjolos, interrompeu as aulas no turno da noite de ontem, mandando 325 alunos da turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) para casa. Ontem, os 348 alunos do turno da manhã e os 361 do turno da tarde tiveram aulas normais.

A Secretaria de Estado de Educação informou que a decisão foi tomada devido ao clima tenso nas imediações do bairro e que a direção da escola tem autonomia para tomar as providências necessárias no sentido de garantir a integridade física e moral de seus alunos e funcionários. O órgão também revelou que os conteúdos perdidos das aulas serão repostos.

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Fotos: Henrique Esteves e Pedro Pantoja

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Apenas os oficiais lotados no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM) utilizam macacões feitos com tecido não-inflamável, que não derrete e apenas começa a sofrer danos em temperaturas superiores a 380°C. A denúncia foi feita ontem, durante enterro do corpo do cabo Izo Gomes Patrício, 36 anos. Ele era um dos três praças da unidade especializada que sofreram queimaduras durante ataque ao helicóptero em que estavam durante operação sobre o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, no último sábado. Os outros dois PMs – os soldados Edney Canazarro de Oliveira, 30, e Marcos Standler Macedo, 40 – morreram ainda no local.

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“Se a roupa fosse adequada, poderia ter amenizado os ferimentos, ou mesmo evitado. O piloto e o co-piloto estavam usando e não sofreram queimaduras”, denunciou um policial militar que está na corporação há oito anos – mesmo tempo que o cabo Patrício.

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“Se não fosse por ele, eu não estaria aqui hoje. Há quatro anos, quando trabalhávamos juntos no 22º BPM (Benfica), eu sofri um acidente durante incursão no Complexo da Maré e foi ele quem me tirou da linha de tiro. Sempre foi corajoso e esse não foi o único ato heróico dele. Não perdemos somente um policial. Perdemos um policial herói”, ressaltou, pedindo para que não tivesse a identidade divulgada, por medo de represália.

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“A tropa está sofrendo. O policial na rua está se sentindo abandonado. Se sentimos insegurança, como vamos passar uma sensação de segurança para a população?”, questionou o PM, lotado atualmente no 9º BPM (Rocha Miranda).

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O tecido especial – chamado Nomex – é uma fibra utilizada também por profissionais como pilotos de aeronaves e de carros de automobilismo, por ser altamente resistente ao calor. Utilizada pela primeira vez em 1965, em um macacão de vôo para a Marinha dos Estados Unidos, atualmente a fibra Nomex é parte integrante de acessórios de pilotos e tripulantes de aeronaves, como macacões, balaclavas, coletes e luvas.
Resistente à chama, o tecido feito de Nomex só queima enquanto houver contato imediato com a fonte da chama. Além de criar uma barreira isolante, impedindo a queima do material, a fibra também diminui consideravelmente a transferência de calor, aumentando o tempo de permanência do usuário em um ambiente de alta temperatura.

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“Alguns de nós têm porque conseguimos por meios próprios. Eu ganhei de um amigo das Forças Armadas. Outros compraram. É um fardamento que deveria ser dado pela corporação, pois cada macacão desse custa R$ 1.500 e nem todos têm como adqüirir”, revelou um oficial lotado no GAM, que pediu para não ser identificado.

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Além dos três PMs mortos, outros três PMs faziam parte da tripulação do helicóptero Phênix – atingido por tiro disparado por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), no último sábado, dia 17: os capitães Marcelo Vaz de Souza, 38, e Marcelo de Carvalho Mendes, 29, respectivamente piloto e co-piloto, e o cabo Anderson Fernandes dos Santos, 34. Enquanto os dois oficiais já receberam alta – o primeiro sofreu queimaduras na mão esquerda e o segundo foi baleado no pé – o cabo permanecia internado, no Hospital da Força Aérea, na Ilha do Governador, até a tarde de ontem.

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Acompanhado por cerca de mil pessoas, entre familiares, amigos e colegas de farda, o cortejo que levou o corpo do cabo Izo Gomes Patrício, 36, ao Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, reuniu emoção e revolta.

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“Toda missão tem baixa. Infelizmente meu irmão foi a estatística dessa baixa. Ele sempre foi muito família e dava valor ao profissionalismo. Morreu como herói”, enfatizou um dos irmãos do PM, o também cabo da Polícia Militar Robson Gomes Patrício, 39, lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv).

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A dona-de-casa Regina Gomes Patrício, mãe dos cabos e de uma filha e um outro filho que também é PM, Regina Gomes Patrício, fez um desabafo emocionado.

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“Só tenho a 7ª série, mas dei o Ensino Médio a todos os meus filhos. Os culpados são os pais, que não dão educação aos filhos. Povo da favela, povo do morro, nasceu o filho de vocês, modele ele desde o berço. A gente não pode esperar chegar os 14, 15 anos. Eles estarão perdidos. Se for do berço, eles serão obedientes e amigos de vocês. Jamais vão cair na vida, virar traficante e deixar toda sociedade apavorada”, desabafou.

Cabo da Polícia Militar Izo Gomes Patrício, 36 anos, lotado no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM)

Cabo da Polícia Militar Izo Gomes Patrício, 36 anos, lotado no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM)

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro afirmou que o GAM adqüiriu, em setembro deste ano, uniformes especiais para todos os tripulantes. Entretanto, segundo o órgão, os macacões de vôo não foram aprovados por não atenderem às exigências técnicas do edital e que o fabricante foi inquirido para que fizesse os ajustes necessários para o atendimento das necessidades do grupamento.

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“Ainda assim, esclarecemos que o macacão de vôo não suportaria o período de exposição ao incêndio ocorrido com a aeronave do GAM”, destaca a nota, finalizando: “todas as circunstâncias do acidente estão sendo investigadas em um inquérito instaurado pela corporação.”

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Fotos: Pedro Pantoja

Polícia

Moradores do Edifício Solar da Praia, localizado na Rua Francisco Otaviano, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, viveram momentos de tensão ao serem mantidos reféns durante um assalto que começou no início da manhã de ontem e durou cerca de duas horas. Os criminosos conseguiram entrar no prédio depois que um deles se identificou como funcionário da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG).

“Ele falou para o porteiro que era da companhia de gás e que ia fazer a medição. O porteiro abriu a porta da garagem e ele entrou, acompanhado por outros dois homens”, contou o engenheiro Elias Mansur, 55 anos, que mora há três décadas no local e foi surpreendido pelos assaltantes quando retornava de um passeio com sua cadela.

Polícia

“Fui rendido quando voltava da praia. O porteiro e outros moradores estavam sendo mantidos reféns. Ainda tentei voltar para a rua, mas não consegui. Fui obrigado a levá-los até o meu apartamento, que fica no primeiro andar, e eles levaram os outros reféns para lá também. Alguns moradores ficaram trancados em um quarto e outros ficaram em um segundo quarto”, revelou Elias, dizendo que um pedreiro que trabalhava em uma obra em seu apartamento chegou a ser agredido com uma coronhada no nariz.

“Eles avisaram que iriam continuar no prédio e mandaram que não saíssemos do apartamento”, ressaltou o engenheiro, acompanhado por uma outra moradora que não quis se identificar e que disse que os bandidos ameaçaram cortar seu dedo, caso ela escondesse alguma coisa.

“Tive medo dele ficar muito revoltado e machucar alguém. Não tinha quase nada em casa e ele me ameaçava, caso achasse alguma coisa que eu dizia que não tinha. Fui levada para o apartamento no primeiro andar, onde fiquei uns 40 minutos, junto com outros moradores. Ninguém queria arriscar ir na janela ou chamar a Polícia, pois ninguém sabia se eles ainda estavam lá”, relembrou.

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De acordo com as vítimas, o trio de assaltantes entrou no edifício por volta das 7h45 e a Polícia Militar foi chamada somente duas horas depois. Um morador do prédio ainda jogou um bilhete da janela tentando ajudar na identificação dos criminosos. No papel, o homem avisava que os assaltantes eram três, sendo um negro e dois morenos de aproximadamente 1,70 m.

“Os moradores que desconfiaram da ação e não foram assaltados poderiam ter acionado a PM há mais tempo. Lamentavelmente houve atraso nessa chamada e quando chegamos não foi possível localizar os criminosos”, declarou o comandante do 23º BMP (Leblon), coronel Sérgio Alexandre Rodrigues do Nascimento.

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Além de 15 homens do 23º BPM, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) também foram deslocadas para o local.

“Isolamos as entradas e saídas do prédio, pois a informação inicial era a de que poderia haver um morador sendo feito refém em um dos apartamentos. Acionamos o Bope preventivamente”, explicou o oficial.

O edifício, que fica em frente ao Parque Garota de Ipanema, tem sete andares e possui 14 apartamentos. Destes, oito foram assaltados. Muitos dos imóveis estão passando por obras. Além de 18 moradores, dois funcionários do prédio – o porteiro e um faxineiro – e três funcionários que trabalhavam na reforma de um apartamento no 5º andar foram mantidos reféns.

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O delegado Gustavo Valentine, da 14ª DP (Leblon), esteve no local e ouviu informalmente todas as vítimas.

“Agora vamos ouvir todas na delegacia para formalizar os depoimentos e estou solicitando as imagens das câmeras dos prédios próximos, já que este edifício não possui circuito de segurança. Os criminosos levaram jóias e dinheiro e deixaram de roubar várias coisas, como notebooks e outros eletroeletrônicos”, declarou Gustavo, que vai disponibilizar os álbuns do Setor de Investigação Policial (SIP) da 14ª DP para que os moradores vejam as fotos.

“Vamos solicitar a confecção de retratos-falados e também mostrar fotografias cadastradas para verificar se algum é reconhecido”, destacou o delegado, que solicitou que perícias do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e também do Instituto Félix Pacheco (IFP) fossem realizadas nos apartamentos em que os bandidos estiveram.

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O delegado também vai apurar a informação de que os assaltantes entraram no edifício perguntando por um morador, que seria ourives.

“Fomos no apartamento deste morador, mas ele não estava. Estamos investigando todas as hipóteses. O crime pode ter sido praticado por uma quadrilha especializada, pode ter envolvimento de ex-funcionários ou pessoas que já freqüentaram o prédio e sabiam da inexistência de câmeras ou pode ter sido premeditado tendo como alvo alguém específico”, afirmou.

Em nota, a CEG informou que está à disposição da Polícia para colaborar com a investigação e alertou os clientes sobre alguns cuidados para evitar a entrada de falsos funcionários nos prédios. Entre eles, a empresa esclareceu que as visitas são previamente agendadas e que dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 08000-247766.

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Fotos: Pedro Pantoja

Polícia

Ao invés de trem, traficantes. Os trilhos da Estação de Manguinhos foram invadidos, no início da manhã desta sexta-feira, dia 4, por criminosos ligados à facção Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Complexo de Manguinhos, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. Para fugir do cerco montado durante operação realizada pela Polícia Militar no conjunto de favelas, os bandidos correram pelos trilhos, enquanto trocavam tiros com os PMs.

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A circulação de trens ficou interrompida por cerca de meia hora. A ação, planejada há cerca de uma semana, foi realizada com o objetivo de verificar informações sobre esconderijo de criminosos e locais de guarda de armas e drogas repassadas ao 22º BPM (Benfica) pelo Disque-Denúncia.

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As equipes da unidade chegaram às favelas, por volta das 9 horas, com apoio do 3º BPM (Méier), do 16º BPM (Olaria), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) e da Companhia Independente de Polícia Militar Cães (CIPM Cães). Dois veículos blindados foram usados na operação, que durou duas horas e terminou com dois presos e três detidos, além de armas e drogas apreendidas.

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“Fizemos um cerco para evitar fugas e proteger os motoristas que trafegam nas proximidades, mas cerca de oito criminosos conseguiram escapar, correndo pela linha do trem”, revelou o comandante do 22º BPM, tenente-coronel Amaury Simões, explicando que um grupo entrou no Complexo de Manguinhos e outros PMs foram distribuídos ao longo da Rua Leopoldo Bulhões e da Avenida Martin Luther King, antiga Avenida Automóvel Clube – principais acessos ao conjunto de favelas.

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Dois homens armados conseguiram ser alcançados e presos. Eles foram identificados como Gerson Silva dos Santos, 27 anos, e Rodrigo Bernardo, 21. Outros três suspeitos foram detidos e levados para a delegacia.

Polícia

No total, os PMs apreenderam um fuzil 762, uma espingarda calibre 12, dois revólveres calibre 38 e três pistolas – calibres 380, 45 e nove milímetros, além de 700 pedras de crack, 146 papelotes de cocaína e 10 quilos de maconha prensada. A droga ainda seria embalada. O registro foi feito na 21ª DP (Bonsucesso).

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De acordo com a SuperVia, concessionária que administra os trens, a circulação dos trens no ramal Saracuruna foi interrompida das 9h41m às 10h19m para a segurança dos passageiros. Cerca de 500 operários do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que trabalhavam no canteiro próximo à entrada da Favela Mandela foram transferidos para as obras que ocorrem dentro do terreno do antigo Depósito de Suprimentos do Exército (Desup), em frente à Favela do Jacarezinho.

Polícia

O Complexo de Manguinhos é composto pelas favelas Vila Turismo, Parque João Goulart, Parque Carlos Chagas ou Varginha e Mandela de Pedra, além de Parque Oswaldo Cruz ou do Amorim e os Conjuntos Habitacionais Nelson Mandela e Samora Machel.

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“O Complexo de Manguinhos e a Favela do Jacarezinho são os grandes distribuidores de drogas do Comando Vermelho. Daqui, eles abastecem todas as outras favelas da mesma facção criminosa. Nossa intenção é realizar operações constantes na região para reprimir esse tráfico”, ressaltou o coronel Amaury, que está à frente do 22º BPM há pouco mais de um mês.

Polícia

Líder de Manguinhos está em presídio de segurança máxima

Apontado pela Polícia como dono do Complexo de Manguinhos e responsável pela venda de drogas também no Complexo do Alemão, Alexander de Jesus Carlos, o Choque, 34 anos, foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, no início do mês de novembro do ano passado. Ele é considerado um dos bandidos mais perigosos e violentos do Rio.

Ele foi preso no final do mês de outubro por policiais da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) na Praia de Jacumã, na Paraíba, a 20 quilômetros de distância da capital João Pessoa.

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Relembre:

Cenário de guerra em Manguinhos

Polícia sufoca Manguinhos: 22 presos, 25 armas e 4 mortos

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Fotos: Pedro Pantoja

Policia

Quatro dias após o início da guerra entre duas facções criminosas pelo controle das bocas-de-fumo dos morros Serrinha e Juramento, nos bairros Madureira e Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, cerca de 80 policiais militares de quatro batalhões realizaram uma operação nas duas comunidades, no início da manhã de ontem. O saldo da ação – que contou com o apoio de dois helicópteros e três veículos blindados e durou cerca de três horas – foi de três acusados de envolvimento com o tráfico mortos e um preso, além de drogas e armas apreendidas.

Policia

As equipes se concentraram no 9º BPM (Rocha Miranda), por volta das 3 horas, e depois se reuniram no 14º BPM (Bangu), de onde saíram, cerca de três horas depois, em direção aos morros. Assim que os PMs chegaram na Serrinha, houve confronto. Dois criminosos foram atingidos na troca de tiros com o Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9º BPM e levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Com eles, os policiais apreenderam um fuzil calibre 762 e uma pistola nove milímetros, além de munição.

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Em outro ponto do Morro da Serrinha, o Patrulhamento Tático Motorizado (Patamo) do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) apreendeu quantidade de haxixe, cocaína e maconha, além de rádios de comunicação, roupas pretas usadas pelos bandidos para facilitar a camuflagem e gandolas do Exército.

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Um homem identificado como “João Grandão”, morador da Favela da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, foi surpreendido por policiais do 9º BPM no momento em que tentava se esconder perto da Igreja São José. Ele estava com uma pistola nove milímetros e, segundo a Polícia, estaria dando apoio aos comparsas para evitar a invasão de traficantes rivais.

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Os morros da Serrinha e do Juramento – assim como a Favela da Coréia – são controlados pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Na madrugada do último sábado, traficantes do Comando Vermelho (CV) tentaram invadir o Morro do Juramento. A ação teria sido liderada pelo Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, com apoio de grupos do Morro do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul.

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A intenção, segundo investigações da 27ª DP (Vicente de Carvalho), seria encontrar refúgio para criminosos que eram de áreas onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), como a Favela Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

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O preso foi encaminhado para a 29ª DP (Madureira) e os baleados que foram levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas não resistiram aos ferimentos. Um outro homem atingido durante a troca de tiros também morreu, ao chegar na mesma unidade de saúde. Além das duas pistolas e do fuzil 762, os PMs apreenderam outras três armas: uma submetralhadora nove milímetros, um fuzil 556 e uma escopeta calibre 12. Todo o material apreendido foi levado para a 29ª DP.

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“O objetivo é manter a paz no local. Na segunda-feira já havíamos feito uma operação no Juramento e os criminosos da Favela da Igrejinha que estavam lá acabaram indo embora”, declarou ao final da operação o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Edvaldo Camelo, ressaltando que o patrulhamento continuará reforçado em toda a região.

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“A operação acabou, mas vamos continuar reforçando o policiamento na área. O saldo foi positivo, pois não tivemos policiais e nem moradores feridos e retiramos grande quantidade de armas e drogas das mãos de criminosos”, enfatizou o coronel.

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A tentativa de invasão ao Morro do Juramento teve início na noite de sexta-feira, quando cerca de 100 traficantes armados e vestidos com roupas semelhantes à farda do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram à comunidade. Eles atravessaram o Morro do Juramentinho – que tem ligação, através da mata, com o Juramento, e integra o Complexo do Alemão. Os dois morros fazem parte do mesmo maciço.

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Na tentativa de cercar a comunidade, parte dos criminosos do CV vieram pela passarela da estação de metrô de Tomás Coelho. Ao avistarem os rivais, traficantes do TCP que estavam no alto do morro atiraram. Policiais militares que realizavam patrulhamento na Avenida Martin Luther King ficaram no meio do fogo cruzado. Cinco deles ficaram encurralados e acabaram sendo baleados. Eles só conseguiram ser resgatados com a ajuda de um PM morador do bairro. Lotado no 25º BPM (Cabo Frio), na Região dos Lagos, o cabo Mauro Silva Mendes, 37 anos, passava pelo local com seu Mitsubishi Pajero blindado e usou o carro para furar o bloqueio.

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No fim da tarde do dia seguinte, no domingo e na segunda-feira houve novos confrontos e mais incursões policiais que resultaram em outros tiroteios. No sábado, a circulação das composições do metrô chegou a ser interrompida por 12 minutos, na estação de Tomás Coelho.

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Fotos: Felippo Brando

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“1, 2, 3… solta o Jura de uma vez”. As palavras de ordem gritadas por mais de mil pessoas refletiam a popularidade que o cabo da Polícia Militar Juracy Alves Prudêncio, o Jura, 37 anos, adqüiriu entre os moradores de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Uma multidão – que envolvia idosos, crianças, donas-de-casa, profissionais das mais diversas carreiras, comerciantes e até deficientes físicos – se reuniu em uma manifestação que percorreu mais de três quilômetros e chegou a interditar a Rodovia Presidente Dutra, por cerca de meia hora, no início da manhã desta segunda-feira, dia 31.

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Os manifestantes protestavam contra a prisão do PM, apontado pela Polícia como líder da milícia conhecida como “Bonde do Jura” – que, segundo investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), tem atuação nos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Queimados e Mesquita.

“Sou morador há 30 anos. Vivemos em paz há três. Ele nos ajuda sem pedir nada em troca. Ninguém nunca foi obrigado a pagar qualquer taxa de segurança”, garantiu o construtor Waldomiro da Silva Alves, 55, que reside no bairro Jardim Pernambuco.

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Presidente da Associação Comunitária do São Lourenço, o eletrotécnico Adriano Naval, 33, contou que nunca viu o policial militar armado e nem presenciou qualquer ameaça ou agressão praticada por ele.

“Lá na comunidade são 2.500 famílias que nem têm o que comer. Como iriam pagar uma taxa de R$ 50? Como policial, ele sempre nos orientou sobre o que fazer. Quando algum morador precisava de alguma ajuda, ele entrava em contato com o batalhão para que uma viatura pudesse chegar mais rápido para levar as pessoas até a delegacia. Ele tem o dever de servir e proteger, mesmo de folga, mas nunca nos cobrou por isso”, disse Adriano que, em novembro de 2005, foi baleado em um atentado de traficantes de drogas ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) que deixou cinco pessoas feridas.

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“Fiquei um mês internado no hospital. Eu estava saindo da igreja quando um carro passou atirando. Outras quatro pessoas foram atingidas e uma menina de 11 anos foi uma das vítimas. Dois anos antes, eu perdi uma sobrinha de 15 anos. Ela foi vítima de uma tentativa de estupro e quando correu para fugir, foi baleada. Agora estamos em pânico, com medo de que o tráfico volte”, desabafou o eletrotécnico, revelando que já surgiram boatos de que criminosos da Favela de Acari estariam se reunindo para novamente implantar bocas-de-fumo na localidade.

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“Quem vai nos dar suporte? Nos dar a garantia de que não vão deixar os traficantes voltarem?”, questionou Adriano, recebendo apoio da professora Elaine Cristina Nunes Ferreira, 35.

Presidente do Centro Social Esportivo Somos Comunidade, que funciona no Jardim Pernambuco, a professora fez questão de enfatizar a importância de Jura para a comunidade.

“Ele foi o idealizador do centro social, que já funciona há dois anos. Hoje, atendemos a 322 moradores, entre crianças e idosos. Eles têm acesso a diversas práticas esportivas e atividades físicas e o Jura nos apóia até hoje. Quando não pode ajudar diretamente, ele intercede por nós. Ele é uma pessoa do povo e foi o segundo mais votado de Nova Iguaçu. Com certeza essas denúncias têm motivação política”, ressaltou Elaine.

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O comerciante Léri Everson da Silva Carlos, 34, negou que tivesse que pagar taxa mensal para garantir a segurança de seu estabelecimento.

“Eu já estava pensando em fechar o comércio quando o tráfico foi expulso da comunidade. Antes, os traficantes invadiam as lojas e saíam levando o que bem entendiam. Comida, bebida, roupas. Eles pegavam as coisas e ninguém podia falar nada. Hoje, as crianças têm um centro onde aprendem esportes, praticam natação, judô. Vivemos em paz. Não há qualquer clima de terror ou opressão”, falou.

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A publicitária Flávia Azevedo de Souza, 34, faltou ao emprego, em uma agência no Centro do Rio, para participar do protesto.

“Fiz questão de estar presente. Se o cara fosse ruim, seria difícil reunir tantas pessoas em uma manhã de segunda-feira. Se teve alguém que fez alguma coisa por nós, foi ele”, enfatizou.

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A concentração começou às 8 horas, em frente ao Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Cândido Augusto Ribeiro Neto, na Estrada da Palhada, no bairro Rosa dos Ventos. Havia faixas e placas com dizeres como “É tudo mentira! Jura não é terror, Jura é amor” e “Não somos milícia. Somos comunidade”.

Um carro de som chamava os moradores da região com a mensagem: “Se você quiser fazer alguma coisa pelo nosso amigo, venha participar da manifestação pública”.

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Pouco mais de duas horas após o início, os manifestantes se dirigiram até a Rodovia Presidente Dutra. Eles caminharam de Austin a Comendador Soares, totalizando aproximadamente dois quilômetros.

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O protesto foi organizado com antecedência e comunicado ao 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita) e à 6ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal (Itaguaí). Viaturas das duas unidades acompanharam a manifestação e tentaram amenizar os reflexos no trânsito, que chegou a ficar com um engarrafamento de dois quilômetros, nos dois sentidos da pista.

Lotado no 21º BPM (São João de Meriti), Jura foi preso, no último dia 27, por uma equipe da 3ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (3ª DPJM), em operação conjunta com a Draco-IE. Ele possuía um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu por formação de quadrilha armada. No total, a operação – batizada como “Descarrilamento” – prendeu dez pessoas: oito eram PMs.

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Polícia tira Bonde do Jura dos trilhos

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Fotos: Felippo Brando

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Mais um local utilizado por traficantes ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) para torturas e execuções foi encontrado pela Polícia. Desta vez, na Favela da Rocinha, no bairro São Conrado, na Zona Sul do Rio. Em uma incursão que durou aproximadamente nove horas, policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram, no final da manhã desta sexta-feira, dia 7, à área batizada como “Praça da Tortura”.

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Com vestígios de sangue e restos de massa encefálica, ela fica na mata existente no final da Rua Dionéia, na localidade conhecida como Cachopa. No dia anterior, policiais civis da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) haviam descoberto o endereço de um outro “Tribunal do Tráfico”: na ocasião, o da Favela Vila Vintém, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. As duas favelas são controladas pela mesma facção.

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“Viemos apurar diversas denúncias relativas a esconderijos de criminosos e a locais onde eles guardariam armas e drogas. Também aproveitamos para verificar uma que recebemos há cerca de quatro meses e que afirma que existe um cemitério clandestino na mata”, ressaltou o tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, comandante do Bope.

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Com apoio dos dois helicópteros do Grupamento Aeromarítimo (GAM) e de com auxílio de equipes do Batalhão de Polícia Florestal e do Meio Ambiente (BPFMA) e do canil da corporação – através da Companhia Independente de Polícia Militar Cães (CIPM Cães) – os policiais chegaram à Rocinha por volta das 6 horas. A ação, que mobilizou cerca de 100 homens, resultou na apreensão de 483 tabletes de maconha prensada – totalizando cerca de meia tonelada.

Rocinha (BOPE) 11

Os PMs também apreenderam uma espada ninja, uma submetralhadora Uzy, uma pistola calibre 380, e munições para diversos calibres, além de carregadores de fuzil e de pistola, seis coletes táticos, 31 camisas da Polícia Civil, fogos de artifício e roupa camuflada.

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A presença de agentes do Serviço de Inteligência (P-2) e de outros cinco policiais militares fardados – incluindo três oficiais – do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), levantou rumores de que os PMs estariam tentando localizar restos mortais da engenheira Patrícia Amieiro, 24, desaparecida desde junho do ano passado.

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A suspeita foi reforçada pelo fato da Favela da Rocinha ser área de responsabilidade de outro batalhão – o 23º BPM (Leblon) – e por denúncias de que uma testemunha do caso teria procurado o batalhão e prestado um depoimento com uma versão diferente daquela que fez com que o Ministério Público denunciasse quatro PMs do 31º BPM por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Coincidentemente, o julgamento deles começa na próxima sexta-feira, quando será realizado o sumário de culpa, no 1º Tribunal do Júri.

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Apesar das suspeitas e das contradições cometidas pelos oficiais envolvidos na operação, a informação não foi confirmada.

“Um dos meus oficiais aproveitou a operação do Bope para ir à favela, pois tinha uma diligência para realizar. Mas não há relação com o caso da engenheira, e sim com uma investigação que está sob sigilo da Justiça”, garantiu o comandante do 31º BPM, tenente-coronel Ricardo Quemento.

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Fotos: Felippo Brando

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Mais um local utilizado por traficantes ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) para torturas e execuções foi encontrado pela Polícia. Desta vez, na Favela da Rocinha, no bairro São Conrado, na Zona Sul do Rio. Em uma incursão que durou aproximadamente nove horas, policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram, no final da manhã desta sexta-feira, dia 7, à área batizada como “Praça da Tortura”.

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Com vestígios de sangue e restos de massa encefálica, ela fica na mata existente no final da Rua Dionéia, na localidade conhecida como Cachopa. No dia anterior, policiais civis da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) haviam descoberto o endereço de um outro “Tribunal do Tráfico”: na ocasião, o da Favela Vila Vintém, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. As duas favelas são controladas pela mesma facção.

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“Viemos apurar diversas denúncias relativas a esconderijos de criminosos e a locais onde eles guardariam armas e drogas. Também aproveitamos para verificar uma que recebemos há cerca de quatro meses e que afirma que existe um cemitério clandestino na mata”, ressaltou o tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, comandante do Bope.

Rocinha (BOPE) 19

Com apoio dos dois helicópteros do Grupamento Aeromarítimo (GAM) e de com auxílio de equipes do Batalhão de Polícia Florestal e do Meio Ambiente (BPFMA) e do canil da corporação – através da Companhia Independente de Polícia Militar Cães (CIPM Cães) – os policiais chegaram à Rocinha por volta das 6 horas. A ação, que mobilizou cerca de 100 homens, resultou na apreensão de 483 tabletes de maconha prensada – totalizando cerca de meia tonelada.

Rocinha (BOPE) 11

Os PMs também apreenderam uma espada ninja, uma submetralhadora Uzy, uma pistola calibre 380, e munições para diversos calibres, além de carregadores de fuzil e de pistola, seis coletes táticos, 31 camisas da Polícia Civil, fogos de artifício e roupa camuflada.

Rocinha (BOPE) 20

A presença de agentes do Serviço de Inteligência (P-2) e de outros cinco policiais militares fardados – incluindo três oficiais – do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), levantou rumores de que os PMs estariam tentando localizar restos mortais da engenheira Patrícia Amieiro, 24, desaparecida desde junho do ano passado.

Rocinha (BOPE) 15

A suspeita foi reforçada pelo fato da Favela da Rocinha ser área de responsabilidade de outro batalhão – o 23º BPM (Leblon) – e por denúncias de que uma testemunha do caso teria procurado o batalhão e prestado um depoimento com uma versão diferente daquela que fez com que o Ministério Público denunciasse quatro PMs do 31º BPM por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Coincidentemente, o julgamento deles começa na próxima sexta-feira, quando será realizado o sumário de culpa, no 1º Tribunal do Júri.

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Apesar das suspeitas e das contradições cometidas pelos oficiais envolvidos na operação, a informação não foi confirmada.

“Um dos meus oficiais aproveitou a operação do Bope para ir à favela, pois tinha uma diligência para realizar. Mas não há relação com o caso da engenheira, e sim com uma investigação que está sob sigilo da Justiça”, garantiu o comandante do 31º BPM, tenente-coronel Ricardo Quemento.

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Fotos: Pedro Pantoja

Policia

Dois meses após perderem o controle da venda de drogas na Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) estavam se reunindo no Complexo da Pedreira – composto pelas favelas Pedreira, Lagartixa e Quitanda – no bairro Costa Barros, também na Zona Norte, para tentar retomar as bocas-de-fumo perdidas para rivais da facção Terceiro Comando Puro (TCP).

A descoberta foi feita por agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 9º BPM (Rocha Miranda), que investigavam denúncias que afirmavam que o traficante Márcio Braz Januário, o Tiazinha, 24 anos, havia conseguido sair com vida da Vila dos Pinheiros e estava refugiado na casa de um irmão.

“Os criminosos da ADA que eram da Vila dos Pinheiros montaram um QG (Quartel General) na Pedreira para se reorganizar e tentar recuperar a favela perdida para a facção rival”, explicou um dos agentes da P-2.

Policia

O traficante foi localizado no apartamento de um irmão, em um edifício localizado na Avenida Prefeito Sá Lessa. Embaixo da cama, os PMs encontraram um fuzil FAL calibre 762 com um carregador. Em liberdade condicional desde outubro de 2007, ele já havia sido preso e condenado por tráfico de drogas em processo da 34ª Vara Criminal.

A operação montada para localizar o criminoso contou com apoio de equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) e do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 9º BPM, totalizando 56 policiais militares. Os PMs chegaram ao Complexo da Pedreira por volta das 6 horas desta segunda-feira, dia 27. Houve confronto e dois criminosos foram baleados. Socorridos e levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, eles não resistiram aos ferimentos.

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A ação terminou às 10h30 com um saldo de dois mortos, sete presos e drogas e armas apreendidas. Além do FAL 762 e das duas pistolas nove milímetros encontradas com os socorridos, os PMs apreenderam uma metralhadora calibre 45, uma mochila com fardamento do Exército, dois radiotransmissores e um celular, além de 85 pedras de crack, 532 papelotes de cocaína comum e 58 papelotes da cocaína de capa preta – conhecida pelo grau de pureza.

Além de Tiazinha, outras seis pessoas foram presas: Rafael Ferreira Ernomano, o Bola, 20; Diego Aguiar Viegas, o DG, 19; e o casal Vanessa Oliveira Ramos, 20, e Alexandre dos Santos, 31, além de Denílson dos Santos Cabral e Everaldo Valério da Silva, o VV, ambos de 18. O delegado Ricardo Vianna Castro, titular da 39ª DP (Pavuna), autuou os sete por tráfico de drogas, associação para fins de tráfico, porte ilegal de arma de fogo de calibre proibido e granada, resistência à prisão e tentativa de homicídio contra os PMs. Um dos presos vestia uma camisa com os dizeres “saudades eternas, Pé de Vaca”.

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Guerra entre ADA e TCP começou em maio
O Complexo da Maré, que engloba as localidades Baixa do Sapateiro, Conjunto Bento Ribeiro Dantas, Conjunto Esperança, Conjunto Marcílio Dias, Conjunto Pinheiro, Nova Holanda, Nova Maré, Parque Maré, Parque Roquete Pinto, Parque Rubens Vaz, Parque União, Praia de Ramos, Salsa e Merengue, Timbau, Vila do João e Vila do Pinheiro, é dividido entre as facções ADA, TCP e Comando Vermelho (CV), e também tem áreas controladas por milicianos.

A guerra entre traficantes pelo domínio das bocas-de-fumo da Vila dos Pinheiros e da Baixa do Sapateiro teve início no final de maio. Nos últimos meses, mais de 10 pessoas já foram mortas na disputa. Entre elas, três policiais militares que realizavam incursão na localidade após ligações de moradores para o 22º BPM (Benfica). Um blindado e um Grupamento de Ações Táticas estão posicionados na localidade conhecida como Pontilhão – que divide as duas favelas.

Policia

Foragido da Justiça desde abril – quando conquistou o benefício a cumprir a pena em regime semi-aberto para trabalhar e não retornou à cadeia – o traficante Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos, é apontado como responsável pela guerra. Pertencente ao TCP e líder do tráfico nas favelas do Timbau e Baixa do Sapateiro, ele estaria tentando reassumir as bocas-de-fumo da Favela Vila dos Pinheiros – atualmente controlada por traficantes da ADA.

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos

Para a ação, ele contou com apoio do traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34, líder das favelas da Zona Oeste pertencentes ao TCP e também foragido da Justiça há pouco mais de um mês. Enquanto o primeiro saiu do Instituto Penal Cândido Mendes, no Centro do Rio, com a promessa de que trabalharia como auxiliar administrativo na ADG Comércio de Metais e Ferragens, localizada no Timbau, Facão garantiu que trabalharia na Funerária Água Branca, em Realengo. Preso em 2003, Facão tem 14 anotações criminais. Capturado no ano seguinte, Matemático tem 13 e duas condenações, totalizando 12 anos de cadeia.

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos

Também nesta segunda-feira, o gerente do tráfico de drogas no Conjunto Esperança, Marconi Jesus Soares, 23, foi preso, por policiais do 22º BPM (Maré). Ele estava sobre a laje de uma casa com uma pistola Glock calibre 45, uma granada de uso exclusivo das Forças Armadas, aproximadamente 500 pedras de crack e 100 papelotes de cocaína, além de dois carregadores para pistola. Ele foi levado para a 21ª DP (Bonsucesso).

Relembrem outras Incursões no Complexo da Pedreira:

Polícia Civil sacode o Complexo da Pedreira

Pedreira: 6 presos, 2 mortos, 1 baleado e 30 quilos de cocaína apreendidos

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Fotos: Lívia Villas Boas

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Em liberdade condicional há pouco mais de um mês, Rogério Lima dos Santos, o Brioco, 24 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira, dia 25, por policiais militares do 12º BPM (Niterói) lotados no Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) da Engenhoca. Também conhecido como Rifle, ele foi surpreendido pelos PMs com 450 papelotes de cocaína e 200 pedras de crack, na localidade Beco do Fundão, no Morro do Palácio, no Ingá, na Zona Sul de Niterói.

Morador da Favela Rato Molhado, em Itaipu, na Região Oceânica, ele contou aos policiais que passou a gerenciar as bocas-de-fumo do Morro do Palácio depois que saiu da cadeia – onde conheceu os traficantes Júonheceu os traficantes Ja – onde e passou a gerenciar as bocas-de-fumo do Palácio depois que saiu da cadeia – onde conheceu os traficantes Júnior e Isaías. A venda de drogas nas duas localidades é controlada por criminosos da facção Comando Vermelho (CV).

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“Ele foi condenado a seis anos de prisão por tráfico de drogas e cumpriu 5 anos e 4 meses da pena. Na cadeia ele conheceu os donos do morro e saiu de lá com esse contexto para trabalhar para eles”, contou um dos policiais que participou da ocorrência.

Preso em 2003, Brioco foi solto pela Justiça, mas já era considerado foragido, por não ter comparecido para assinar os documentos de sua liberdade condicional. Na delegacia, ele alegou que havia sofrido um acidente de moto, e por isso deixou de comparecer às audiências para prestar contas. Após ser autuado em flagrante por tráfico de drogas pelo delegado Luiz Antônio Pinto Businaro, titular da 76ª DP (Centro), Brioco foi encaminhado à carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interstadual (DC-Polinter), onde vai permanecer à disposição da Justiça.

No mesmo bairro, horas antes, uma equipe do Canil do 12º BPM apreendeu 30 papelotes de cocaína e uma granada de uso exclusivo das Forças Armadas. A apreensão foi realizada na Rua Lara Vilela e o material foi encontrado pela cadela Ísis. Da raça Pastor Alemão, ela localizou a droga depois que um suspeito que seria abordado pelos PMs jogou uma mochila e correu. A cadela ainda correu atrás do suspeito, mas não conseguiu alcançá-lo. O registro também foi feito na 76ª DP.

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