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Anderson Eduardo Timóteo, o Skol ou Derson, 34 anos

Um dos gerentes do tráfico de drogas no Complexo de São Carlos, no Estácio, na região central do Rio, Anderson Eduardo Timóteo, o Skol ou Derson, 34 anos, morreu durante confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), na manhã desta sexta-feira, dia 15 de janeiro. Um policial militar também ficou ferido na troca de tiros. Atingido no pé, perna, braço e duas vezes de raspão no pescoço, o capitão Leandro Maia foi socorrido e levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), localizado a poucos metros da favela.

Apontado pela Polícia como um dos homens de confiança dos traficantes Rogério Rios Mosqueira, Anderson Rosa Mendonça e Sandro Luís de Paula Amorim, que controlam as bocas-de-fumo do Complexo de São Carlos, Skol possuía um mandado de prisão expedido pela 40ª Vara Criminal do Rio. Com informações de que o bandido estava em uma casa no morro, as equipes do Bope subiram a favela.

Ao perceber a presença dos policiais, o criminoso, do alto de uma laje, efetuou diversos disparos de fuzis na direção dos policiais. Em resposta ao traficante, os PMs reagiram e acabaram baleando o procurado.
O tiroteio na área foi intenso e chegou a causar uma interdição do trânsito do Túnel Martins Sá, mais conhecido como Frei Caneca. Pessoas que estavam dentro dos ônibus se atiraram no chão dos veículos, enquanto quem passava pela rua buscava lugares para escapar dos tiros.

Os PMs detiveram a namorada do traficante, Priscila da Silva Vieira, 21, que foi autuada pelo delegado Fernando Reis, titular da 6ª DP (Cidade Nova), por associação para fins de tráfico. Prima do traficante Leandro Nunes Botelho, o Scooby, chefe do tráfico no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, a mulher – grávida de seis meses – foi flagrada em fotos empunhando o fuzil AK-47 usado pelo namorado e apreendido durante a ação do Bope. Se condenada, ela pode pegar de três a dez anos de cadeia.

Priscila da Silva Vieira, 21 anos

O tráfico de drogas no Complexo de São Carlos composto pelos morros São Carlos, Mineira, Querosene e Zinco é controlado pelo traficante Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, 36 anos. Viciado no tranqüilizante que lhe rendeu o apelido, o criminoso – também conhecido como Macaé ou Lindão – é natural do Complexo das Malvinas, que é formado pelas favelas Nova Holanda, Santanna e Aroeira, localizadas em Macaé.

Acusado de ser o principal distribuidor de drogas na cidade do Norte Fluminense, ele cumpriu parte da pena à que foi condenado na Penitenciária Lemos Brito, no Complexo da Frei Caneca, onde conheceu Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 – nascido e criado no Morro da Mineira. Os dois criaram um forte vínculo de amizade na cadeia e, quando Lindinho deixou a prisão, em junho de 2002, Roupinol lhe atribuiu a responsabilidade de controlar as bocas-de-fumo nas favelas de Macaé.

Beneficiado com a liberdade condicional dois anos depois – em dezembro de 2004 -, Lindão passou a ser considerado foragido da Justiça em março de 2007, quando a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha de traficantes que mantinha uma refinaria de cocaína no município de Conceição de Macabu, na região norte do Estado do Rio. O laboratório tinha capacidade para refinar de 10 a 15 quilos de pasta base de cocaína por mês – droga que era enviada para as bocas-de-fumo dos complexos das Malvinhas e de São Carlos.

Batizada como “Morpheu”, a operação envolveu 230 agentes federais e 70 viaturas e ocorreu simultaneamente em vários estados. Foram presas 11 pessoas em Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro. Ao todo, a Polícia cumpriu 40 mandados de prisão e alguns deles eram contra Lindinho e Lindão. Com a operação da PF, Roupinol deixou sua cidade natal e encontrou abrigo oferecido por Lindinho no Complexo do São Carlos. Ele ganhou prestígio no Morro da Mineira após pagar o resgate do traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31. Sobrinho do traficante Irapuan David Lopes, o Gangan, morto aos 35 anos, em 2004, durante confronto com a Polícia Civil, ele teria sido seqüestrado por policiais, que exigiram dinheiro em troca da liberdade do criminoso.

A partir daí, Roupinol passou a controlar todo o Complexo de São Carlos e se transformou na principal liderança, em liberdade, da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) – cujo líder, Edmílson Ferreira dos Santos, o Sassá, Coroa ou Samuca, 38, está preso. Além de ser apontado como maior fornecedor de cocaína para as bocas-de-fumo controladas pela ADA, Roupinol é apontado como o mandante do assassinato de três moradores do Morro da Providência, no Centro do Rio, em junho de 2008. Os jovens Marcos Paulo Rodrigues Campos, 17, Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, 19, e David Wilson Florêncio da Silva, 24, foram seqüestrados por soldados do Exército e entregues ao traficante, que autorizou a execução para que não restassem testemunhas.

O traficante também é acusado de envolvimento em outros seis homicídios. Um deles, é o do secretário Transportes de Macaé, Fernando Magalhães – morto aos 56 anos, em agosto de 2006.

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Cesta de Natal da PCERJ

Com a aproximação das festas de fim de ano, o trabalhador fica na expectativa por pelo menos dois presentes depois de um ano inteiro de labuta: o tão esperado 13º salário e as já tradicionais cestas de Natal. Entretanto, para os policiais militares, um desses dois benefícios veio carregado de surpresas: perus com prazo de validade vencido, apenas um tender e dois quilos de bacalhau.

Ao contrário da cesta de 2008, quando os PMs receberam 14 itens – dois a menos que os policiais civis – a ceia natalina de 2009 foi ainda mais magra: apenas três itens foram para as mesas das famílias dos policiais militares do Estado do Rio.

Enquanto a Polícia Civil distribuiu ameixa, azeite, azeitona, biscoito tipo champagne, creme de leite, leite condensado, nozes, panetone, passas, pêssego em calda, salaminho, atum, amêndoas e bombons, a Polícia Militar entregou apenas um peru temperado, um tender bolinha e dois quilos de bacalhau tipo Porto. Em nota, a PMERJ informou que algumas das 37 mil aves entregues estavam com prazo de validade vencido (23 de novembro de 2009), e que foram tomadas providências para que a empresa fornecedora fizesse as trocas.

Cesta de Natal da PMERJ

Apesar de receber os tradicionais 16 itens – os mesmos do ano passado – os policiais civis continuaram sem ganhar peru.

“Por que a gente só tem direito à sobremesa? Nunca temos acesso ao prato principal”, questionou um inspetor da Polícia Civil, que pediu para não ter a identidade revelada.

P.S. Agradecendo à colaboração do amigo Cabral!


Relembre:

Cestas de Natal 2008

Cestas de Natal 2007

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Fotos: Bruno Gonzalez

Polícia

“Não esquece de colocar aí que eu sou o Jura”. Essas foram as palavras ditas pelo cabo da Polícia Militar Juracy Alves Prudêncio, o Jura, 37 anos, ao chegar à sede da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE), na manhã desta quinta-feira, dia 27. Preso em casa, em Queimados, na Baixada Fluminense, por uma equipe da 3ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (3ª DPJM), ele possuía um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu por formação de quadrilha armada.

Lotado no 21º BPM (São João de Meriti), ele é apontado pela Polícia como líder da milícia conhecida como “Bonde do Jura” – que tem atuação nos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Queimados e Mesquita. Na operação conjunta entre Draco e 3ª DPJM – batizada como “Descarrilamento” – outras oito pessoas foram presas: seis também eram PMs. A ação, que teve início às 4 horas, durou cerca de sete horas e percorreu toda a Baixada Fluminense.

Polícia

Segundo a Polícia, o poder do grupo paramilitar não se reflete apenas no número de homicídios praticados pelo grupo na região – aproximadamente 100 vítimas em quatro anos –, mas também na relação promíscua entre o crime e a política.

Segundo candidato a vereador mais votado em Nova Iguaçu nas últimas eleições, Jura já esteve cedido à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde trabalhou durante dois anos na segurança do deputado estadual Walney Rocha, que atualmente está ocupando o cargo de secretário de Obras de Nova Iguaçu. Ainda de acordo com a Polícia, o preso estaria recebendo apoio do deputado federal Nelson Bornier para se candidatar a deputado estadual, com o intuito de conquistar a imunidade parlamentar, para não responder na Justiça Comum pelos crimes praticados.

“Ele ficou à disposição do meu gabinete durante dois anos. Sempre foi correto comigo e nunca o vi fazendo nada de suspeito. Essa denúncia de envolvimento dele com uma milícia me causou estranheza e até me chateia o fato de que a própria PM é falha. Como pode a inteligência da corporação enviar um policial investigado para cuidar da segurança de um deputado?”, questionou Walney.

O PM Jura ficou à disposição do deputado estadual Walney Rocha durante dois anos, trabalhando na segurança do parlamentar

O PM Jura ficou à disposição do deputado estadual Walney Rocha durante dois anos, trabalhando na segurança do parlamentar

“Pedimos a ficha do policial e confiamos no que está no papel. É uma pessoa que fica perto da nossa família. Mas se o governador não sabia, como um deputado pode saber?”, ressaltou, referindo-se à prisão em flagrante do cabo da PM Emerson Meirelles, no último sábado. Lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP), estava cedido ao Gabinete Militar do Palácio Guanabara e era um dos responsáveis pela segurança da família de Sérgio Cabral Filho. Ele foi acusado de integrar uma milícia que atua na Zona Oeste do Rio e de cometer uma chacina na Ilha de Guaratiba.

Em 2004, pela coligação Aliança Popular do Trabalho (PPS/PRTB), Jura teve apenas 726 votos. No entanto, quatro anos depois, pelo PRP, foi o segundo candidato a vereador mais votado: obteve 9.335 votos, mas não foi eleito porque a Justiça impugnou três candidatos de sua legenda. Ele ficou atrás somente de Carlos Eduardo Moreira da Silva (DEM), com 178 votos a menos. A equipe do Jornal POVO do Rio entrou em contato com a assessoria de imprensa do deputado federal Nelson Bornier mas, até o fechamento desta edição, nenhuma resposta foi enviada.

Polícia

Investigações feitas não só pela Draco e pela Corregedoria da PM, mas também pela Polícia Federal, demonstraram que, quando não estava fazendo campanha política, Jura estava tentando convencer outros grupos menores a se juntarem a ele. Os que não aceitavam, eram eliminados.

“Ele eliminou os grupos pequenos que não queriam permitir a presença avassaladora dele. O lema era: “é oposição, fogo neles””, destacou o inspetor Jorge Gerhard, chefe da Inteligência da Draco, revelando que na última segunda-feira houve uma troca de tiros por disputa de território, em Nova Iguaçu.

Polícia

O delegado Alexandre Capote informou que o PM – juntamente com Ubiraci Araújo da Fonseca, o Bira, que continuava foragido, até a noite de ontem – foi denunciado por tentativa de homicídio pela 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. A vítima foi Josias Faustino Rodrigues, o Nino, que faria parte da milícia conhecida como “Grupo do Pará”, que atua em Comendador Soares, bairro de Nova Iguaçu. O líder dessa quadrilha, Carlos Alberto Ezequiel, o Pará, foi assassinado, em 2007.

Polícia

“Ele foi denunciado por essa tentativa de homicídio e é investigado pelo assassinato de Pará. Além de informações chegadas através do Disque-Denúncia, também temos vários relatos de testemunhas afirmando que o Jura abordava outros milicianos. Um dos grupos que aceitou era muito ligado ao Batman e aproximou os dois”, declarou Capote.

A aproximação com o ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, 40, – feita pela Milícia do Pantanal – fez com que o Bonde do Jura se tornasse aliado da Liga da Justiça.

“Um grupo oferecia esconderijo para outro, quando havia integrantes fugindo da Polícia e também havia empréstimo e troca de armas, além de apoio nas eleições”, ressaltou o delegado.

operação contra milicia (22)

Os policiais saíram pra cumprir 14 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Todos foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. Todos os nove detidos na ação desta quinta-feira já estão denunciados pela Justiça por formação de quadrilha armada. Além de Jura, outro PM, conhecido como Cabral, vinha ameaçando de morte integrantes da 3ª DPJM e o delegado da PF Robson Dartagnan Nunes Barbosa. Até o mês passado, ele chefiava Delegacia da Polícia Federal de Nova Iguaçu, mas foi transferido para Pernambuco, para ser Delegado Regional Executivo da Superintendência da Polícia Federal naquele estado.

Polícia

Na Rua Fernando Borges, no bairro Palhada, em Nova Iguaçu, agentes da Draco chegaram até a casa de Bira, que seria o responsável pela segurança clandestina. Ele foi denunciado, juntamente com Jura, pela tentativa de homicídio contra Nino – integrante do Grupo do Pará, que se recusou a integrar o Bonde do Jura.

Polícia

Os outros presos na operação Descarrilamento foram: Daniel de Lima Machado, o Cabeça, 28; Wilson Pereira Júnior, o Didi, 47; os soldados Eduardo Cardoso Livramento, o Dudu, 28, e Marcelo Anderson de Moraes Loureiro, o Trololó, 34, ambos lotados no 3º BPM (Méier); o soldado César Sisnande dos Santos, o Chorrão, 32, lotado no 39º BPM (Belford Roxo); os cabos André Barbosa Cabral, o Cabral, 37, e Antônio Marcos do Carmo Peixoto, o Peixoto, 31, lotados, respectivamente, no 6º BPM (Tijuca) e no 1º BPM (Estácio); e o sargento Sérgio Pereira Reis, 46. Este último está lotado no 20º BPM (Mesquita), mas se encontra de Licença para Tratamento de Saúde (LTS), desde fevereiro, quando foi alvo de uma tentativa de homicídio e acabou baleado no momento em que saía de casa, no bairro de Austin, em Nova Iguaçu.

operação contra milicia

Os cinco foragidos – sendo que um é ex-policial militar e dois são PMs – são: Ubiraci Araújo da Fonseca, o Bira; Washington das Neves Mello; os PMs Flávio Cândido da Silva e Marcos de Paula Toledo, lotado no 21º BPM; e o ex-PM José Carlos Valle da Silva, o Valle – que era lotado no 23º BPM (Leblon), até abril deste ano, quando foi expulso da corporação, acusado de envolvimento com transporte alternativo.

ARQUIVO EXCLUSIVO SOBRE A GUERRA DAS MILÍCIAS:


Liga da Justiça: menos 7 integrantes nas ruas

Acusado de ser o matador da Liga da Justiça é preso


Operação Têmis: Polícia prende 43 acusados de integrar Liga da Justiça

Leviatã 2: Polícia desarticula Milícia do Mirra

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Mais um capítulo na guerra entre milícias na Zona Oeste

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MP instaura inquérito civil para apurar nomeação de Chico Bala

Guerra das Milícias do Rio chega à Brasília

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Justiça denuncia ilegalidade na prisão de PM acusado de ser miliciano

Guerra da Milícia chega à Região dos Lagos

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Chico Bala ataca DPO atrás de armas e mata PM

Milícia da Carobinha apontada como doadora de terreno onde está sendo construído DPO

Comando de Chico Bala sem bala

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operação padrão

Não é de hoje que as redes virtuais vêm se tornando palco de discussões sobre Segurança Pública. A mais recente, divulgada em perfis no Twitter e no Orkut e também encontrada em blogs, diz respeito à mobilização de policiais militares para realizar uma “Operação Padrão”. Planejada para ocorrer nesta quarta-feira, em todo o Estado do Rio, ela promete lotar as delegacias da Polícia Civil.

No cartaz que divulga o movimento, um escudo da corporação traz a data e a frase “Policial, mostre o seu valor ao povo do Rio de Janeiro”, com o intuito de mobilizar o maior número de PMs para realizar a Operação Padrão, que consiste em seguir à risca todas as leis e reprimir todos os crimes e contravenções, levando todas as ocorrências para a delegacia.

Esta forma de protesto não pode ser contestada judicialmente e costuma ser muito utilizada por categorias sujeitas a leis que restringem o direito de greve, como as prestadoras de serviços considerados essenciais à sociedade, sendo muito utilizada por ferroviários, metroviários, controladores de vôo e policiais, entre outros.

– Se não podemos fazer greve, então vamos fazer cumprir a lei – ressalta um PM que, por medo de represálias, prefere não se identificar e explica que todos os flagrados em atividades como jogo do bicho, transporte irregular, flanelinha, uso de drogas e desobediência ao Código Nacional de Trânsito, serão conduzidos à DP.

Um dos criadores do movimento Juntos Somos Fortes, o coronel Ricardo Paúl apóia a Operação Padrão em seu blog

Um dos criadores do movimento Juntos Somos Fortes, o coronel Ricardo Paúl apóia a Operação Padrão em seu blog

– Isso provoca um efeito colateral porque, a partir do momento em que o policial perde tempo na delegacia registrando muitos casos, menos policiais ficam nas ruas. Isso diminui o patrulhamento – ressaltou o coronel Ricardo Paúl, autor de um dos blogs que apóiam o movimento.

Comandante

O comandante geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, vem fazendo reuniões com todas as patentes da corporação para tentar buscar soluções para os diversos assuntos apresentados – entre eles, a questão salarial. Há perspectivas de que haja um aumento de salário para o próximo mês de setembro.

– O problema é que o percentual do aumento que está sendo esperado é desprezível. Em 2006, durante a campanha eleitoral do governador Sérgio Cabral, foi prometido à PM a reposição das perdas salariais. Ele sabia que o valor chegava a mais de 56%, mas até agora só foi reposto 12% – revelou o oficial, que também destacou a insatisfação da tropa em relação à gratificação exclusiva aos policiais lotados nas Unidades de Policiamento Pacificadoras (UPP’s).

– Enquanto eles estão recebendo R$ 500 para ficar em uma área de menos risco, policiais de batalhões como os de Bangu (14º BPM), Rocha Miranda (9º BPM) e Benfica (22º BPM) se arriscam em operações em áreas tomadas pelo tráfico e onde há perigo de confrontos – afirmou Paúl.

Os PMs reivindicam também a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição – a PEC/300 – que determina a remuneração dos servidores policiais e enfatiza que ela “será fixada na forma do 4º parágrafo do artigo 39, sendo que a das Polícias Militares dos Estados, não poderá ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal, aplicando-se também o Corpo de Bombeiros Militar desse Distrito Federal, no que couber, extensiva aos inativos”. O salário da PM-DF é de cerca de R$ 3.200.

policia

Os policiais civis do Rio também reivindicam a aprovação de uma outra Proposta de Emenda à Constituição – a PEC/340 – que, semelhante à solicitada pelos PMs, impede que a categoria receba menos que o salário da mesma classe, que chega a R$ 6 mil em Brasília.

Enquanto a PEC/300 é uma proposta de emenda constitucional de autoria do deputado federal Arnaldo Faria de Sá e que prevê que a remuneração de militares dos Estados não seja inferior aos dos Distrito Federal, a PEC/340 é de autoria do deputado federal Marcelo Ortiz e altera a redação do § 9º, do artigo 144, da Constituição Federal, estabelecendo a paridade remuneratória dos servidores das carreiras operacionais das Polícias Civis dos Estados e do Distrito Federal com os agentes da Polícia Federal.

Delegado aposetando e advogado Wladmir Sérgio Reale, presidente da Adepol-RJ e vice-presidente da Adepol-Brasil

Delegado aposetando e advogado Wladmir Sérgio Reale, presidente da Adepol-RJ e vice-presidente da Adepol-Brasil

Já os delegados, através da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro (Adepol-RJ), ameaçam entrar em greve. Com um salário de R$ 2.575,36 para aqueles de 1ª classe, eles reivindicam equiparação com as carreiras jurídicas do Poder Executivo. Com isso, o valor do piso de um delegado de 1ª classe passaria para R$ 7.038,89.

Em nota divulgada no fim da tarde de segunda-feira, a Adepol-RJ informou que “após quase 3 anos de Governo, Sérgio Cabral ainda não cumpriu os seus compromissos e acordos de campanha assumidos com os delegados, de forma a manter a relação estipendial legal equivalente com as demais carreiras jurídicas” e ressaltou que “a insensibilidade, indiferença e desrespeito com a classe dos Delegados, por parte do Governador SÉRGIO CABRAL, na espécie, não ocorreu com as demais carreiras jurídicas”.

operação padrão Bahia

Os policiais militares do Estado do Rio iniciam o movimento dois dias depois da Polícia Militar da Bahia. Desde a segunda-feira, dia 10, os baianos estão seguindo à risca a Constituição Federal quanto ao uso de equipamentos como colete à prova de balas e a direção de viaturas apenas por PMs que tenham passado por curso de direção defensiva. Por esse motivo, pelo menos 17 policiais das Rondas Especiais (Rondesp) se recusaram a dirigir.

Alunos do curso de sargento e cadetes da PMBA saíram às ruas em substituição aos policiais que aderiram ao movimento da categoria, conforme previsto em plano de contingência definido na noite de domingo pelo comando da corporação e pelo governador Jaques Wagner. Ontem, antes de sair para realizar o policiamento ostensivo, um estudante da escola de Oficiais da PM atirou acidentalmente na própria mão e na perna de um colega, nas dependências da Vila Policial Militar do Bonfim.

Comandante geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Nilton Régis Mascarenhas, afirmou que será composta uma comissão para discussão e elaboração de projeto de modernização da PMBA, comportando toda questão logística, valorização profissional do PM, equipamentos de proteção individual e o plano de carreira

Comandante geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Nilton Régis Mascarenhas, afirmou que será composta uma comissão para discussão e elaboração de projeto de modernização da PMBA, comportando toda questão logística, valorização profissional do PM, equipamentos de proteção individual e o plano de carreira

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