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Major do Exército Maurício Ribeiro Dainese, 49 anos

A Polícia está investigando a denúncia de que traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) que controlam a venda de drogas na Zona Oeste do Rio decretaram o início da “caça a militares”. O último caso teria sido o do soldado da Polícia Militar Thiago Moraes Pontes, 29 anos, que morreu na última segunda-feira, dia 1º de agosto, após ser baleado na porta de casa, na Pirituba, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. O PM, que era lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus, ainda foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, mas não resistiu.

Quatro dias antes, a primeira vítima teria sido o major do Exército Maurício Ribeiro Dainese, 49 anos. Lotado na 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, o oficial foi visto pela última vez na quinta-feira, dia 28 de julho, na loja de conveniência de um posto de combustível na Rua Piraquara, um dos acessos à Favela Minha Deusa, também em Realengo. Usando uma jaqueta de couro, ele estava com sua moto, a Yamaha XT660 preta, placa KVH 6169, e carregava uma pistola 9 mm.

O desaparecimento do major foi registrado no dia 31 de julho na 30ª DP (Marechal Hermes), sob o número 04378/2011. Familiares do oficial denunciaram que o Exército não tomou qualquer providência para descobrir o paradeiro do oficial. Nesta terça-feira, dia 2 de agosto, policiais do 14º BPM (Bangu) realizaram operação para verificar uma denúncia de que o corpo do major estaria no interior da Favela Minha Deusa. Não houve troca de tiros durante a ação e nenhum corpo foi encontrado.

“O assassino do PM é o líder do tráfico na Vila Vintém e suspeitamos que também tenha envolvimento no sumiço do oficial do Exército”, afirmou o tenente-coronel Djalma Beltrami, comandante do 14º BPM.

O suspeito de envolvimento na morte do PM e no sumiço do major é conhecido como Perigo, integrante da ADA. Quem tiver qualquer informação que auxilie nas investigações policiais e ajude a Polícia a localizar e prender o bandido e encontrar o oficial do Exército pode ligar para o Disque-Denúncia, através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar.

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Fotos: Bruno Gonzalez

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Uma quadrilha “mil e uma utilidades”. Assim poderia ser definido um dos maiores grupos criminosos com atuação no Estado do Rio de Janeiro que começou a ser desarticulado por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), na noite desta terça-feira, dia 15. Após mais de 12 horas de operação, os policiais prenderam dez acusados de integrar a quadrilha que pratica diversos tipos de crime e possui alianças com traficantes, vigilantes de bancos, ex-funcionários de empresas alvos de suas ações e criminosos de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.

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“Essa quadrilha possui ramificações em outros Estados e os integrantes se diversificam, praticando assaltos a banco, roubos de caixas eletrônicos, clonagem de cartões e até mesmo roubos em geral”, ressaltou o delegado Roberto Gomes Nunes, titular da especializada.

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As investigações tiveram início no mês de maio, depois que cerca de dez homens realizaram um assalto na Secretaria de Saúde de Itaboraí – localizada ao lado do 35º Batalhão de Polícia Militar (Itaboraí). Os cinco homens que invadiram a sede e roubaram R$ 145 mil de seis caixas eletrônicos do banco Itaú existentes no imóvel foram flagrados pelo circuito interno de segurança.

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Através das imagens gravadas pelas câmeras, os policias conseguiram identificar a maioria dos envolvidos no assalto e passaram a monitorar um deles – Leonardo dos Reis Andrade, o Leozinho ou Magrinho, 32 anos.

Preso pela própria DRF, em abril de 2000, ele já havia sido condenado a oito anos e quatro meses de prisão por roubo e receptação, pela 6ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. Ele foi denunciado pelo Ministério Público um mês após ter sido preso e a sentença foi pronunciada em dezembro de 2001.

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Quando souberam que o criminoso iria para o estacionamento de uma concessionária de veículos na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, equipes da especializada se dirigiram até o endereço em uma viatura descaracterizada.

Polícia

“Os policiais chegaram antes e se posicionaram na concessionária. Quando chegou, sem saber, o Léo parou ao lado da viatura, que era descaracterizada. Ele saiu do carro e ficou parado, de braços cruzados, demonstrando que esperava alguém. Pouco depois, chegaram outros dois automóveis, de onde saíram outros cinco homens e um travesti”, revelou o delegado, destacando que a ocorrência acabou sendo inusitada.

“A prisão foi curiosa porque, assim que os policiais se aproximaram para fazer a abordagem, os sete levantaram as mãos, dizendo “perdi, chefia” e deitaram no chão. A atitude fez com que eles fossem identificados como “cadeeiros” (criminosos que já passaram pela cadeia)”, contou Roberto Nunes.

Os sete suspeitos foram abordados e, durante a revista, os agentes descobriram que cinco deles possuíam mandados de prisão – sendo que quatro estavam evadidos do sistema penal. Outros dois eram de Minas Gerais. Entre os evadidos, estava o travesti Vilcir Ferreira da Costa, conhecido como Kate, 35 – que fugiu pela porta da frente do Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, no Complexo de Gericinó, em Bangu, no último dia 15 de agosto.

Vilcir Ferreira da Costa, conhecido como Kate, 35 anos

Vilcir Ferreira da Costa, conhecido como Kate, 35 anos

“No presídio a gente usa uniforme, mas pedi que minha família levasse a minha peruca, me vesti e saí como visitante. Foi a terceira vez que saí como visita. Da primeira vez foi em Bangu 2 (Penitenciária Alfredo Tranjan) e da segunda foi no Hélio Gomes (Presídio da Frei Caneca)”, afirmou o travesti, que usava uma peruca preta comprida com franja e tinha unhas dos pés e mãos pintadas.

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Acusado de participação no seqüestro de Alessandro da Silva Lima – que na época do crime, em janeiro de 1997, tinha 11 anos – ele foi condenado a 52 anos de prisão por seqüestro e homicídio, e chegou a cumprir 15 anos da pena. Preso pela primeira vez em maio de 1995, uma das fugas dele ocorreu em agosto de 2001, sendo recapturado seis meses depois.

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Com Leozinho e Kate, estavam Leonardo Raimundo Nonato, o Negão, 25, e Rodrigo Daniel Martins, o Cabeção, 27. Os dois são mineiros e moram, respectivamente, em Juatuba e em Belo Horizonte. Os outros integrantes do grupo foram identificados como: André Luiz Inácio Rocha, o André ou Wallace, 31; Edson Fernandes da Silva, o Jabá, Caixote ou Cabeça, 39; e Flávio Rodrigues dos Santos, o Barba ou Barbudo, 37.

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Este último possui oito anotações criminais, já havia sido condenado a mais de 72 anos de prisão e estava evadido também do Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, desde março deste ano.

Condenado a mais de 21 anos, André Luiz estava evadido da mesma penitenciária, desde outubro do ano passado; enquanto Edson Fernandes – que possui três anotações criminais, por homicídio e formação de quadrilha – estava foragido, desde julho de 2001.

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“Todos têm participação em vários crimes e com certeza tem mais gente envolvida. Há integrantes da quadrilha responsáveis por apenas aplicar o dinheiro do bando e investir esses valores conseguidos através de crimes, há traficantes que alugam armas, há responsáveis por instalar chupas-cabra em bancos de vários municípios, há ex-funcionários e vigilantes que são aliciados para facilitar a entrada do grupo. A DRF tem se empenhado em identificar e prender todos os envolvidos”, assegurou o delegado.

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Com a quadrilha, os agentes encontram um mapa da cidade do Rio de Janeiro onde um círculo destacava, com a palavra “alvo”, uma joalheria localizada na Rua Visconde de Pirajá, entre o Jardim de Allah e a Rua Garcia D’Ávila, em Ipanema, na Zona Sul do Rio.

“O mapa foi apreendido, mas ainda não sabemos se eles estavam se reunindo para se preparar para o assalto naquele momento”, explicou Roberto, informando que os policiais também apreenderam um revólver calibre 38 e uma pistola 380, além de munições para os dois calibres.

Sheila do Carmo Borges, 37 anos, Jaqueline Inácio Fernandes, 28 anos, e Isaura Fernandes, 76 anos

Sheila do Carmo Borges, 37 anos, Jaqueline Inácio Fernandes, 28 anos, e Isaura Fernandes, 76 anos

Os sete presos foram autuados por formação de quadrilha e porte ilegal de arma. No início da manhã desta quarta-feira, dia 16, mais três prisões foram efetuadas: Jaqueline Inácio Fernandes, 28, Isaura Fernandes, 76, e Sheila do Carmo Borges, 37, foram surpreendidas com quantidade de cocaína em uma casa em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Todas foram autuadas por tráfico de drogas e indiciadas por roubo.

Isaura Fernandes, 76 anos

Isaura Fernandes, 76 anos

“Temos informação de que duas mulheres participaram do assalto em Itaboraí”, disse Roberto Nunes, afirmando que as presas ontem já tinham passagem pela Polícia e que uma delas – Sheila do Carmo – é mulher de Alan Vieira dos Santos, o Piolho, 26, líder de uma quadrilha de roubo a bancos que já está preso.

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Fotos: Felippo Brando

Morro do 7 e 7 (DCOD)

Bocas-de-fumo controladas por traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) já estão vendendo crack a seus usuários. A descoberta foi feita por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), durante operação no Morro do Sete Sete, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, ontem. A oferta do entorpecente nos morros e favelas do Estado do Rio de Janeiro era exclusividade do Comando Vermelho (CV), que trouxe a droga de São Paulo, após parceria feita, em 2002, com a facção paulista Primeiro Comando da Capital (PPC).

“É a primeira vez que apreendemos crack em uma favela da ADA. Isso para nós é novidade”, ressaltou o inspetor Leonardo “GI Joe” Torres.

A ação – que mobilizou aproximadamente 20 homens – teve início por volta das 7 horas, quando cinco equipes chegaram à Rua Francisco Fabrício. Os policiais estavam atrás de Reinaldo de Freitas, o Passarinho, 21 anos. Apontado como gerente do tráfico no local, ele foi encontrado em uma das casas da via.

Liliane Aparecida Ramos de Azevedo, a Lili, 20 anos; Rodolfo Machado da Silva, o Ratinho, 23, e Reinaldo de Freitas, o Passarinho, 21

Liliane Aparecida Ramos de Azevedo, a Lili, 20 anos; Rodolfo Machado da Silva, o Ratinho, 23, e Reinaldo de Freitas, o Passarinho, 21

Armado com uma escopeta semi-automática calibre 12, ele tentava fugir. Quando foi surpreendido pelos agentes, jogou a arma no chão e levantou as mãos, se entregando. Com ele, havia cocaína, munição e rádios de comunicação, além de anotações da contabilidade da quadrilha e uma pistola calibre 40 pertencente à Polícia Civil. A arma estava com a numeração raspada, mas os policiais apuram a identidade do proprietário, através de número existente no interior do cano. Eles querem saber se a pistola pertence a algum policial morto em assalto.

Na ação, outros dois acusados de envolvimento com o tráfico de drogas no Morro do Sete Sete foram presos: Rodolfo Machado da Silva, o Ratinho, 23, e Liliane Aparecida Ramos de Azevedo, a Lili, 20. Grávida de quatro meses, ela já havia sido apreendida, quando menor de idade, pelo mesmo crime; enquanto Ratinho – preso em 2004 por policiais militares lotados no 14º BPM (Bangu) – já havia sido condenado e cumprido pena de 3 anos e 7 meses também por tráfico de drogas. Com a dupla, foram apreendidos papelotes de cocaína, sacolés de maconha e embalagens de crack, além de dinheiro em espécie – proveniente da venda de drogas.

Polícia

Todos os três foram autuados e encaminhados para a carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), onde vão permanecer à disposição da Justiça. A prisão aconteceu duas semanas após matéria publicada pelo Jornal POVO do Rio revelando que traficantes do CV iniciaram campanha contra o crack no Morro do Pavão, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Obtido a partir da merla – uma variação da pasta de coca, obtida como subproduto do processamento das folhas de coca, para obtenção de cocaína – o crack substituiu o uso de cocaína por via intravenosa. A droga provoca efeito semelhante e é tão potente quanto a cocaína injetada, sem necessidade de uso de seringa. A campanha era para que as pessoas inutilizassem o copinho em que são vendidos guaranás naturais. Especialistas afirmaram que o cartaz, com os dizeres “Salve um crakudo… Rasgue o copo”, seria uma tentativa de desestimular o uso do crack, pois os viciados nesta droga têm uma estimativa de vida menor.

Polícia

“Eles perdem a clientela, fato que não ocorre com os consumidores das outras drogas, e isso causa preocupação aos grandes traficantes, que estão perdendo dinheiro com essa nova moda. Acredito que essa campanha que está ocorrendo nas bocas-de-fumo no Rio de Janeiro, com cartazes pedindo para as pessoas rasgarem os copinhos utilizados para o fumo do crack, seja realmente reflexo dessa “crise”, ou seja, a preocupação dos grandes traficantes com a diminuição dos seus lucros”, opinou, na ocasião, o delegado da Polícia Civil de Sergipe, Archimedes José Melo Marques, autor do artigo “Crack: o craque do time da morte”.

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