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Antes de trocar tiros com os policiais do 12° BPM (Niterói), na subida da Ponte Rio-Niterói, no final da madrugada desta segunda-feira, dia 20 de agosto, os nove criminosos que estavam em dois carros – um HRV e um Jeep Renegad – e levaram pânico a quem trafegava na via participaram de um baile funk no Morro da Alma, no Complexo do Jóquei, no bairro Amendoeira, em São Gonçalo.

O evento reuniu artistas como Chininha e Príncipe. Logo depois, os bandidos passaram no Morro do Santo Cristo, no Fonseca – que tornou-se Quartel General (QG) da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) depois que Wanderson Rodrigues Andrade, o Boladinho, pulou para o Comando Vermelho (CV).

Ele é apontado pela Polícia como chefe do tráfico no Morro Estado, no Centro de Niterói – que até maio, mês em que Boladinho saiu da cadeia, era o QG da facção de Menor P na região.

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Após pegar quatro fuzis, quatro pistolas, três granadas, nove rádios transmissores e dezenas de carregadores e munições, os nove criminosos se dirigiram à Alameda São Boaventura, de onde acessariam a Ponte Rio-Niterói para ir até a Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Conhecidos dentro do TCP por serem utilizados como “homens de guerra” – sendo enviados para morros e favelas durante ações policiais e também disputas com facções rivais pelo controle das bocas-de-fumo -, eles reforçariam a quadrilha que suspeitava que o Exército realizaria uma grande operação na região, no início desta semana.

Ao se deparar com os PMs, despertaram suspeita e acabaram dando início a uma perseguição ao desobedecer ordem de parada. Já no início da subida da Ponte Rio-Niterói, eles começaram a atirar contra os policiais, que revidaram a agressão.

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No confronto, nove criminosos foram atingidos. Quatro deles morreram no local. Outros cinco foram socorridos e levados para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, onde dois deles não resistiram aos ferimentos e outros três permanecem internados sob custódia.

Os cinco bandidos que deram entrada na unidade de saúde foram identificados como Vinícius Constâncio Paulo, Márcio de Barros, Emerson Bruno Queiroz da Silva, Maurício Augusto dos Santos e Ruan Felipe Ferreira. Os quatro bandidos que morreram logo após a troca de tiros ainda não foram identificados.

Na ação os PMs apreenderam quatro fuzis, quatro pistolas, rádios transmissores, granadas, carregadores e munições. Para impedir ações de criminosos tentando resgatar os comparsas, o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Márcio Guimarães, reforçou o policiamento na região e destacou equipes para garantir a segurança da unidade de saúde.

Atingido na perna durante o confronto, o sargento Fernandes foi submetido a uma cirurgia e não corre risco de morte. A passageira de um ônibus da viação Fagundes que vinha logo atrás do carro dos bandidos ficou ferida no pé por estilhaços e recebeu alta após atendimento médico.

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John Wayne Pereira Lopes, o Gordinho, 22 anos

Acusado pela Polícia de levar drogas da Favela Vila do João, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, para clientes no Cais do porto e no Mercado São Sebastião, o mototaxista John Wayne Pereira Lopes, o Gordinho, 22 anos, foi preso por policiais da 21ª DP (Bonsucesso). A prisão foi efetuada no dia 9 de agosto, após 45 dias de investigações.

O mototaxista comprava a droga dos criminosos da facção Terceiro Comando Puro (TCP) que controlam o tráfico na região e as revendia principalmente para caminhoneiros. Além do valor do entorpecente, ele cobrava uma taxa de R$ 50 pelo serviço de entrega.

“Ele fazia uma média de 15 entregas por noite”, revelou um dos policiais que participou das investigações.

Para atrair clientes, Gordinho distribuía cartões de visitas com dados para contato e a frase: “Melhor cocaína do Rio”. No momento da prisão ele foi surpreendido vendendo 105 gramas de cocaína a um caminhoneiro, no Mercado São Sebastião, na Penha, na Zona Norte do Rio.

O caminhoneiro – que é do Espírito Santo – confirmou aos policiais que soube do serviço de entrega através de um cartão de visita entregue a ele durante uma manifestação realizada pela categoria. A área de cobertura do “Delivery do TCP” englobava a região da Penha, Cais do Porto, Baixada Fluminense e um posto de combustíveis na Linha Vermelha.

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“Não importa a camisa do time, e sim se esse está ganhando.” Essa foi a frase do traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 36 anos – um dos líderes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) – ao ser questionado pelo comparsa Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, 32 – que controla as bocas-de-fumo do Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio – sobre a possibilidade de uma aliança com o rival Cristiano de Sá Silva, o Abelha, 38, integrante da facção Amigos dos Amigos (ADA) e irmão de Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35.

O diálogo é um indício de que, oito anos e seis meses após a rebelião que selou o fim da parceria entre as facções Terceiro Comando (TC) e ADA – dando origem ao grupo criminoso que se intitulou TCP -, um pacto selado entre as principais lideranças dessas facções pode fazer com que as duas voltem a ser uma.

Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, 32 anos

Um dos intermediários da negociação é Joacy José Gomes de Santana, o Jojo Smith, 48, que saiu do Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, após receber o benefício da liberdade condicional no último dia 4 de março. Ligado à cúpula da ADA, ele é apontado como um dos maiores matutos da facção – comprando drogas e armas e participando financeiramente de crimes.

Cristiano de Sá Silva, o Abelha, 38 anos

A justificativa para o interesse de traficantes do TCP em negociar a compra de cocaína com Abelha é atribuída à qualidade e pureza da droga comercializada pela quadrilha do irmão de Saulo da Rocinha, que seria encomendada na Bolívia.

Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35 anos

Além de Guarabu, Abelha e Jojo Smith, o foragido Cleyton Dutra Santana, 25, – filho de Smith – também faria parte do esquema. Ele é considerado evadido do sistema penitenciário desde o dia 19 de janeiro do ano passado, quando saiu ao receber o benefício do Trabalho Extramuro – tendo direito a trabalhar durante o dia e voltar para dormir na cadeia – e não retornou.

Joacy José Gomes de Santana, o Jojo Smith, 48 anos

O pai dele possui um apartamento na Avenida Atlântica, no Leme, na Zona Sul do Rio, outro apartamento na Rua Roberto Dias Lopes, também no Leme, e um na Rua General Góes Monteiro, em Botafogo, também na Zona Sul, além de um imóvel na Rua Menezes Brum, em Guadalupe, e outro na Rua Joaquim Pinheiro, na Freguesia, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Cleyton Dutra Santana, 25 anos

A rebelião em Bangu 1
O racha entre as facções Terceiro Comando (TC) e Amigos dos Amigos (ADA) ocorreu após a rebelião ocorrida no dia 11 de setembro de 2002 na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino – mais conhecida como Bangu 1 – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Na ocasião – primeiro aniversário dos atentados terroristas nos Estados Unidos -, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, então com 34 anos, liderou a ação que durou 23 horas e provocou a morte dos maiores líderes do TC.

Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, hoje com 43 anos

O primeiro a ser executado foi Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 33 anos, que pertencia ao CV e havia pulado, oito anos antes, para fundar o Terceiro Comando, após ordenar a morte do então comparsa Orlando da Conceição, o Orlando Jogador, que tinha 35 anos. No dia 13 de julho de 1994, cúmplices de Uê disseram a Orlando Jogador que ele tinha sido sequestrado por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que exigiam um resgate de cerca de 60 mil dólares.

Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 33 anos

Após arrecadar a quantia, Jogador foi se encontrar com os homens de Uê e acabou sendo surpreendido por uma emboscada. Depois de pegar o dinheiro, Uê – acompanhado pelo dobro de homens que Orlando Jogador, e todos fortemente armados – ordenou a morte do antigo aliado e seus comparsas. No total, foram 11 traficantes do CV mortos. O corpo de Orlando e de seu irmão foram deixados no bairro Maria da Graça, na Zona Norte do Rio. Em 1998, Uê foi condenado a 209 anos de prisão pelas mortes.

Orlando da Conceição, o Orlando Jogador, então com 35 anos

Na rebelião de Bangu 1, como punição pela traição, Uê ainda teve o corpo queimado. Também foram mortos os dois cunhados de Uê: os traficantes Wanderley Soares, o Orelha – casado com a irmã de Uê, Evanilda Pinto Medeiros; e Carlos Roberto Cabral da Silva, o Robertinho do Adeus – casado com a outra irmã, Enivalda Pinto de Medeiros; além de Elpídio Rodrigues Sabino, o Robô.

Wanderley Soares, o Orelha

Integrante da ADA, Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, então com 41 anos, se aliou a Beira-Mar para conseguir sair vivo. Em troca, facilitou a entrada dos rivais na cela onde estava Uê, que era seu amigo pessoal. Após a ação, TC e ADA desfizeram a união e surgiu o Terceiro Comando Puro – sob comando de Matemático e Nei da Conceição Cruz, o Facão, 39.

Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, hoje com 49 anos

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Um dos criminosos mais procurados do Rio, o traficante Ney da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos, foi preso em Guarujá, no litoral de São Paulo, por agentes da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen), subordinada à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

Evadido do Sistema Penal desde o último 13 de abril, quando recebeu do juiz o benefício de trabalho extramuros, Facão vinha sendo monitorado há cerca de um mês – através de escutas telefônicas autorizadas pela promotora Valéria Videira Costa, titular da 21ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) e chefe do Núcleo de Monitoramento do Sistema Penitenciário no Ministério Público.

A equipe da Sispen, após identificar que ele se encontraria com a esposa no Centro do Guarujá, se deslocou para a cidade paulista e conseguiu prendê-lo no meio da rua. O criminoso não estava armado e também não resistiu à prisão. A mulher dele foi liberada. Segundo informações do órgão, o traficante acertava com a esposa a compra de um imóvel para que ela e os dois filhos se instalassem definitivamente no município do litoral de São Paulo.

O secretário de Estado de Administração Penitenciária, César Rubens Monteiro de Carvalho, reforçou a importância do Setor de Inteligência Penitenciária e ressaltou a importância da prisão.

“A Inteligência em qualquer segmento é importantíssima. Não temos que ficar brigando por domínio de equipamentos. Qualquer instituição séria pode ter recursos necessários para combater o crime. A prisão chegou em um momento muito importante, já que se questionava a existência da Sispen, que sempre apoiou o Ministério Público na elucidação de grandes delitos. A prisão do criminoso representa um baque significativo, já que ele e o Matemático (Márcio José Sabino Pereira, que também recebeu o mesmo benefício e não retornou ao presídio) queriam dar uma estrutura à facção criminosa com maior controle, o que seria um risco para a sociedade. Nosso próximo objetivo é o Matemático”, enfatizou César Rubens.

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Durante uma entrevista coletiva, o secretário foi questionado sobre a progressão de regime de presos de alta periculosidade, como Facão – que obteve na Justiça o benefício de trabalho extramuros, após conseguir uma vaga como auxiliar administrativo em uma empresa chamada ADG Comércio de Metais e Ferragens Ltda., em Bonsucesso.

“Os critérios para avaliação da concessão de um benefício aos presos existem. Mas, na nossa concepção deveriam ser iguais a alguns países onde determinados presos começam e terminam a pena no mesmo regime. Entendemos que presos de alta periculosidade, se condenadas ao regime fechado, devem cumprir a pena integralmente. Nós somos a favor da ressocialização, da reintegração, da remissão da pena, mas a progressão automática deve ser repensada pela sociedade. Os magistrados, às vezes, ficam reféns das leis que vigem hoje. Eles não podem interferir na lei. Ninguém está acima da lei”, ressaltou.

Leia mais sobre o Facão:

Traficante teria se submetido à cirurgia plástica

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Fotos: Pedro Pantoja

Policia

Quatro dias após o início da guerra entre duas facções criminosas pelo controle das bocas-de-fumo dos morros Serrinha e Juramento, nos bairros Madureira e Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, cerca de 80 policiais militares de quatro batalhões realizaram uma operação nas duas comunidades, no início da manhã de ontem. O saldo da ação – que contou com o apoio de dois helicópteros e três veículos blindados e durou cerca de três horas – foi de três acusados de envolvimento com o tráfico mortos e um preso, além de drogas e armas apreendidas.

Policia

As equipes se concentraram no 9º BPM (Rocha Miranda), por volta das 3 horas, e depois se reuniram no 14º BPM (Bangu), de onde saíram, cerca de três horas depois, em direção aos morros. Assim que os PMs chegaram na Serrinha, houve confronto. Dois criminosos foram atingidos na troca de tiros com o Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9º BPM e levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Com eles, os policiais apreenderam um fuzil calibre 762 e uma pistola nove milímetros, além de munição.

Policia

Em outro ponto do Morro da Serrinha, o Patrulhamento Tático Motorizado (Patamo) do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) apreendeu quantidade de haxixe, cocaína e maconha, além de rádios de comunicação, roupas pretas usadas pelos bandidos para facilitar a camuflagem e gandolas do Exército.

Policia

Um homem identificado como “João Grandão”, morador da Favela da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, foi surpreendido por policiais do 9º BPM no momento em que tentava se esconder perto da Igreja São José. Ele estava com uma pistola nove milímetros e, segundo a Polícia, estaria dando apoio aos comparsas para evitar a invasão de traficantes rivais.

Policia

Os morros da Serrinha e do Juramento – assim como a Favela da Coréia – são controlados pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Na madrugada do último sábado, traficantes do Comando Vermelho (CV) tentaram invadir o Morro do Juramento. A ação teria sido liderada pelo Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, com apoio de grupos do Morro do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul.

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A intenção, segundo investigações da 27ª DP (Vicente de Carvalho), seria encontrar refúgio para criminosos que eram de áreas onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), como a Favela Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Policia

O preso foi encaminhado para a 29ª DP (Madureira) e os baleados que foram levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas não resistiram aos ferimentos. Um outro homem atingido durante a troca de tiros também morreu, ao chegar na mesma unidade de saúde. Além das duas pistolas e do fuzil 762, os PMs apreenderam outras três armas: uma submetralhadora nove milímetros, um fuzil 556 e uma escopeta calibre 12. Todo o material apreendido foi levado para a 29ª DP.

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“O objetivo é manter a paz no local. Na segunda-feira já havíamos feito uma operação no Juramento e os criminosos da Favela da Igrejinha que estavam lá acabaram indo embora”, declarou ao final da operação o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Edvaldo Camelo, ressaltando que o patrulhamento continuará reforçado em toda a região.

Policia

“A operação acabou, mas vamos continuar reforçando o policiamento na área. O saldo foi positivo, pois não tivemos policiais e nem moradores feridos e retiramos grande quantidade de armas e drogas das mãos de criminosos”, enfatizou o coronel.

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A tentativa de invasão ao Morro do Juramento teve início na noite de sexta-feira, quando cerca de 100 traficantes armados e vestidos com roupas semelhantes à farda do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram à comunidade. Eles atravessaram o Morro do Juramentinho – que tem ligação, através da mata, com o Juramento, e integra o Complexo do Alemão. Os dois morros fazem parte do mesmo maciço.

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Na tentativa de cercar a comunidade, parte dos criminosos do CV vieram pela passarela da estação de metrô de Tomás Coelho. Ao avistarem os rivais, traficantes do TCP que estavam no alto do morro atiraram. Policiais militares que realizavam patrulhamento na Avenida Martin Luther King ficaram no meio do fogo cruzado. Cinco deles ficaram encurralados e acabaram sendo baleados. Eles só conseguiram ser resgatados com a ajuda de um PM morador do bairro. Lotado no 25º BPM (Cabo Frio), na Região dos Lagos, o cabo Mauro Silva Mendes, 37 anos, passava pelo local com seu Mitsubishi Pajero blindado e usou o carro para furar o bloqueio.

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No fim da tarde do dia seguinte, no domingo e na segunda-feira houve novos confrontos e mais incursões policiais que resultaram em outros tiroteios. No sábado, a circulação das composições do metrô chegou a ser interrompida por 12 minutos, na estação de Tomás Coelho.

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Recorrer a cirurgiões para mudar a fisionomia com o intuito de escapar da cadeia não é exclusividade de traficantes internacionais. Um dos criminosos mais procurados do Rio e fundador da facção Terceiro Comando Puro (TCP), Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos, teria se submetido a uma cirurgia plástica para não ser reconhecido pela Polícia.
A informação foi dada pela matuta Patrícia Fernandes Pereira Campos de Oliveira, a Morena do Pó ou Pati, 42, presa por agentes da Coordenadoria de Informação e Inteligência Policiais (Cinpol), no último dia 12 de agosto. Considerada a maior fornecedora de armas e drogas do TCP, ela seria amiga pessoal do bandido e de seu comparsa, Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34.

“Ela nos disse: com essa foto dele nas mãos, ninguém o prende. Ele fez plástica e está muito diferente”, revelou um dos policiais que participou da ocorrência.

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos

Foragido da Justiça desde abril – quando conquistou o benefício de cumprir a pena em regime semi-aberto para trabalhar e não retornou à cadeia – Facão é apontado como responsável pela guerra que deixou mais de dez mortos, em dois meses, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. Líder do tráfico nas favelas do Timbau e Baixa do Sapateiro, ele estaria tentando reassumir as bocas-de-fumo da Favela Vila dos Pinheiros, que estava sob controle de traficantes da facção rival Amigos dos Amigos (ADA). Para a ação, Facão conta com apoio de Matemático, líder das favelas da Zona Oeste pertencentes ao TCP e também foragido da Justiça há pouco mais de um mês, além de auxílio de criminosos que controlam a venda de drogas no Morro do Dendê, na Ilha do Governador – considerado um dos principais redutos da facção criada por Facão, em 2002.

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos

O traficante saiu do Instituto Penal Cândido Mendes, no Centro do Rio, com a promessa de que trabalharia como auxiliar administrativo na ADG Comércio de Metais e Ferragens, localizada no Timbau – onde o tráfico de drogas é controlado por ele. Preso em 2003, Facão tem 14 anotações criminais e quatro condenações que, somadas, chegam a 14 anos e oito meses de prisão. Desde maio, dezenas de pessoas – entre traficantes das duas facções, moradores e policiais militares – já morreram na disputa, que fez com que a Polícia passasse a caçá-lo ainda mais.

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos

Antes de Facão, outros criminosos já recorreram a mesas de cirurgias. Entre eles, o traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, o Chupeta, 46, que teria feito pelo menos quatro operações, em clínicas nos Estados Unidos e também em São Paulo. Preso em agosto de 2007, ele era um dos traficantes mais procurados do mundo, de acordo com o DEA (Drug Enforcement Administration, a agência antidrogas norte-americana), e chegou a acumular US$ 1,8 bilhão em dez anos – período em que teria enviado mil toneladas de cocaína para os Estados Unidos e cometido 15 homicídios no território americano e pelo menos 300 na Colômbia.

O traficante Juan Carlos Ramirez Abadia, o Chupeta, 46 anos, teria feito pelo menos quatro operações, em clínicas de cirurgia plástica nos Estados Unidos e também em São Paulo

O traficante Juan Carlos Ramirez Abadia, o Chupeta, 46 anos, teria feito pelo menos quatro operações, em clínicas de cirurgia plástica nos Estados Unidos e também em São Paulo

Pela captura do colombiano, os EUA ofereciam US$ 5 milhões – valor abaixo somente da recompensa oferecida pelo terrorista Osama Bin Laden. Um dia antes da prisão, ele e a mulher estiveram em uma clínica de cirurgia plástica localizada na Rua Bento de Andrade, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo. O traficante – que estava há dois anos no Brasil – se escondia há oito meses naquela cidade, após morar no Rio Grande do Sul e em Curitiba. O colombiano fez plásticas para afinar o nariz, criar uma cova no queixo e deixar o rosto quadrado com implante de silicone.

Juan Carlos Ramirez-Abadia, o Chupeta, 46 anos

Juan Carlos Ramirez-Abadia, o Chupeta, 46 anos

Quatro anos antes, outro criminoso mudou de rosto para tentar enganar a Polícia. O traficante Luciano Geraldo Daniel, 35, acusado de mandar 1 tonelada de cocaína para a Espanha todos os meses, fez plástica nos olhos, nas orelhas e no nariz. Apontado pela Polícia Federal como um dos maiores fornecedores de cocaína do País, ele também tingiu os cabelos de loiro e emagreceu. Acabou preso, em julho de 2006, na Operação Ícaro, realizada pela PF em São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Robson André da Silva, o Robinho Pinga

Robson André da Silva, o Robinho Pinga

No Rio de Janeiro, outros três traficantes também já teriam se submetido à faca: Robson André da Silva, o Robinho Pinga – da mesma facção que Facão; Paulo César Silva dos Santos, o Linho – da ADA; e Antônio José de Souza Ferreira, o Tota, do Comando Vermelho (CV). De acordo com a Polícia, este último chegou a fazer operação para reduzir o tamanho do estômago.

Antônio José de Souza Ferreira, o Tota

Antônio José de Souza Ferreira, o Tota

Mas procurar cirurgiões plásticos não é atitude nova: em julho de 1969, o guerrilheiro Carlos Lamarca, já procurado pelos militares, submeteu-se a uma cirurgia em uma casa em Santa Teresa, no Rio. Reduziu o nariz, aumentou o queixo, tirou sulcos da testa. O cirurgião, Afrânio Azevedo, não sabia quem era o paciente. Procurado pelo médico Almir Dutton Ferreira, militante de esquerda, sabia apenas que era alguém da VPR, a Vanguarda Popular Revolucionária. O paciente alegou que era cabeleireiro e internou-se com o nome de Paulo César de Castro. Na época, Afrânio foi processado pela Justiça Militar.

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Fotos: Felippo Brando

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Um fuzil utilizado na África como rifle de caça para matar elefantes foi encontrado na Favela de Acari, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio, por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), nesta quinta-feira, dia 27. A arma poderia ser utilizada pelos traficantes ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) que controlam a venda de drogas no local para derrubar veículos blindados da Polícia, não fosse um detalhe: não possuía munição.

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“Essa arma utiliza uma munição que tem 50% a mais de pólvora se comparada à munição do fuzil utilizado pelos policiais, que é o calibre 762. Enquanto a munição do nosso fuzil é ponto 308, a desse rifle é ponto 458. É apenas um pouco menor e mais fina que a munição ponto 50 e é difícil de arrumar”, explicou o delegado Marcus Vinícius de Almeida Braga, titular da DCOD.

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De origem tcheca, o fuzil CZ 550 foi fabricado entre 2006 e 2007 e seu valor no mercado legal é de US$ 1 mil. Vendido livremente no Paraguai, ele tem um alcance de 300 a 400 metros, sem a luneta. Com o acessório, a arma consegue atingir um alvo a até mil metros de distância.

“Não sabemos precisar a quanto ele é vendido no mercado negro e é a primeira vez que apreendemos um fuzil desse porte em favelas do Rio”, ressaltou o titular da especializada.

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Como é o rifle de caça mais popular, o CZ 550 tem características peculiares: possui almofada de rosto para o atirador e pesa pouco mais de três quilos, podendo disparar até 4 tiros antes de ser recarregado, além de ter gatilho ajustável, mira especial e cano ventilado.

“Um caçador que passa dias na África precisa de uma arma que seja leve e não o faça cansar em pouco tempo”, destacou Marcus Vinícius, que apreendeu o fuzil, que será posteriormente encaminhado à Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae).

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Fotos: Felippo Brando

Coréia (Civíl) 3

No dia seguinte à prisão da matuta Patrícia Fernandes Pereira Campos de Oliveira, a Morena do Pó ou Pati, 42 anos – apontada pela Polícia como maior fornecedora de armas e drogas da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), principalmente dos traficantes Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34, e Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 – uma megaoperação foi realizada pela Polícia Civil no Complexo da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, região que é controlada pelo primeiro criminoso.

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“A operação só aconteceu devido à prisão dela. Nosso objetivo era chegar até o paiol de drogas e armas do Matemático, mas foi difícil localizar a casa, pois a numeração dos imóveis não segue uma lógica. Considero bem-sucedida a operação que não tem nenhum morador e nenhum policial baleado. Só não foi um sucesso total porque não encontramos o paiol”, destacou o delegado Marcus Vinícius de Almeida Braga, titular da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD).

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Apontada como líder de uma quadrilha de tráfico internacional de material entorpecente e armamento que atuava no eixo Rio-São Paulo-Minas Gerais e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, a matuta – que nasceu em Juiz de Fora – foi presa por agentes da Coordenadoria de Informação e Inteligência Policiais (Cinpol), no final da tarde de quarta-feira, dia 12, no encontro da Rua André Rocha com a Estrada dos Bandeirantes, em Jacarepaguá, também na Zona Oeste.

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Investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal demonstraram que ela abastecia as bocas-de-fumo de favelas do Rio de Janeiro, sendo a principal responsável pela importação das drogas, das armas e das munições provenientes da Bolívia e do Paraguai.

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Presa pela Polícia Federal em 1994, ela foi condenada a 35 anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas, associação para fins de tráfico e contrabando de armas e munições e estava evadida da Penitenciária Joaquim Ferreira de Souza, antiga Bangu VIII, no Complexo de Gericinó, em Bangu, desde dezembro do ano passado.

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Irmã de Marcello Fernandes Campos Oliveira, o Magaiver, 39, – que cumpre pena por seqüestro e assalto na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (antigo Bangu 1), também no Complexo de Gericinó – ela vendia armas e drogas para traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Antes de ser presa, ela fornecia armamento e drogas principalmente para os morros Chapéu Mangueira, no Leme, e Dona Marta, em Botafogo, ambos na Zona Sul do Rio e controlados pelo CV.

Marcello Fernandes Campos Oliveira, o Magaiver, 39 anos

Marcello Fernandes Campos Oliveira, o Magaiver, 39 anos

Após sua prisão, ela se apaixonou por Márcio Dinnali Fontes, o Morte, 37, criminoso de uma facção rival. De acordo com a Polícia, ele era o executor do Terceiro Comando Puro (TCP) dentro da Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira, também no Complexo de Gericinó.

Márcio Dinnali Fontes, o Morte, 37 anos

Márcio Dinnali Fontes, o Morte, 37 anos

“Ele é mais conhecido e respeitado dentro da cadeia, onde esquartejava desafetos por ordem de sua facção”, explicou um dos policiais que participou da prisão da Morena do Pó, revelando que ela receberia uma carga de 100 quilos de cocaína e venderia cada quilo por R$ 17 mil.

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“Ela já estava fazendo contatos para que, quando a droga chegasse, já estivesse tudo vendido”, disse o policial, contanto que, além de Facão e Matemático, outros seis traficantes já teriam encomendado parte da cocaína: Celso Luís Rodrigues, o Celsinho Russo, 46, da Favela Vila Vintém, em Padre Miguel; Fernando Gomes da Silva, o Fernandinho Português, 39, da Favela do Fumacê, em Realengo, ambas na Zona Oeste; Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nêm, da Favela da Rocinha, na Zona Sul; e Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30, do Morro da Serrinha, em Madureira; além de seus irmãos, Neco e Adilson, do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, ambas na Zona Norte.

Fernando Gomes da Silva, o Fernandinho Português, 39 anos

Fernando Gomes da Silva, o Fernandinho Português, 39 anos

Apesar de não terem localizado o paiol no Complexo da Coréia – composto pelas favelas Coréia, Vila Aliança, Rebu, Taquaral e Jabour, que cortam os bairros Senador Camará, Realengo e Bangu – os policiais que ocuparam a região, no início da manhã de ontem, recuperaram 22 motos e seis carros roubados, sendo que um deles era um Gol branco que clonava uma viatura descaracterizada da Polícia.

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“O automóvel era pra passar batido. Tinha até antena e rádio que se assemelhavam aos das viaturas verdadeiras”, afirmou Marcus Vinícius.

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Cinco acusados de envolvimento com o tráfico de drogas na região foram presos e um foi morto após trocar tidos com agentes da DCOD. Morador do Mangueiral, Fábio do Nascimento Duarte, 16, vestia uma gandola do Exército e portava uma pistola 765 com munições calibre 380. Ele havia sido preso por assalto a mão armada por policiais militares do 14º BPM (Bangu), no dia 11 de junho, e estava em liberdade desde o dia 30 de julho.

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“A gente ora e pede pra não entrar na vida errada. Tenho um outro filho de 13 anos e uma menina de 18 que é doente. Ele foi preso injustamente e saiu revoltado, decidindo entrar no crime”, desabafou a auxiliar de serviços gerais Andréia do Nascimento Duarte, 36, mãe do menor.

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Além dos policiais da DCOD, a ação também contou com equipes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE), da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), além dos dois helicópteros da instituição, e mobilizou cerca de 150 homens.

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As aeronaves precisaram ser acionadas para auxiliar na saída de equipes de reportagem da Favela Vila Aliança. Os jornalistas foram cercados por moradores armados com pedaços de pau e pedras, que só se afastaram depois que o helicóptero efetuou disparos.

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