Posts com Tag ‘Tiroteio’

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Antes de trocar tiros com os policiais do 12° BPM (Niterói), na subida da Ponte Rio-Niterói, no final da madrugada desta segunda-feira, dia 20 de agosto, os nove criminosos que estavam em dois carros – um HRV e um Jeep Renegad – e levaram pânico a quem trafegava na via participaram de um baile funk no Morro da Alma, no Complexo do Jóquei, no bairro Amendoeira, em São Gonçalo.

O evento reuniu artistas como Chininha e Príncipe. Logo depois, os bandidos passaram no Morro do Santo Cristo, no Fonseca – que tornou-se Quartel General (QG) da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) depois que Wanderson Rodrigues Andrade, o Boladinho, pulou para o Comando Vermelho (CV).

Ele é apontado pela Polícia como chefe do tráfico no Morro Estado, no Centro de Niterói – que até maio, mês em que Boladinho saiu da cadeia, era o QG da facção de Menor P na região.

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Após pegar quatro fuzis, quatro pistolas, três granadas, nove rádios transmissores e dezenas de carregadores e munições, os nove criminosos se dirigiram à Alameda São Boaventura, de onde acessariam a Ponte Rio-Niterói para ir até a Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Conhecidos dentro do TCP por serem utilizados como “homens de guerra” – sendo enviados para morros e favelas durante ações policiais e também disputas com facções rivais pelo controle das bocas-de-fumo -, eles reforçariam a quadrilha que suspeitava que o Exército realizaria uma grande operação na região, no início desta semana.

Ao se deparar com os PMs, despertaram suspeita e acabaram dando início a uma perseguição ao desobedecer ordem de parada. Já no início da subida da Ponte Rio-Niterói, eles começaram a atirar contra os policiais, que revidaram a agressão.

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No confronto, nove criminosos foram atingidos. Quatro deles morreram no local. Outros cinco foram socorridos e levados para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, onde dois deles não resistiram aos ferimentos e outros três permanecem internados sob custódia.

Os cinco bandidos que deram entrada na unidade de saúde foram identificados como Vinícius Constâncio Paulo, Márcio de Barros, Emerson Bruno Queiroz da Silva, Maurício Augusto dos Santos e Ruan Felipe Ferreira. Os quatro bandidos que morreram logo após a troca de tiros ainda não foram identificados.

Na ação os PMs apreenderam quatro fuzis, quatro pistolas, rádios transmissores, granadas, carregadores e munições. Para impedir ações de criminosos tentando resgatar os comparsas, o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Márcio Guimarães, reforçou o policiamento na região e destacou equipes para garantir a segurança da unidade de saúde.

Atingido na perna durante o confronto, o sargento Fernandes foi submetido a uma cirurgia e não corre risco de morte. A passageira de um ônibus da viação Fagundes que vinha logo atrás do carro dos bandidos ficou ferida no pé por estilhaços e recebeu alta após atendimento médico.

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Fotos: Pedro Pantoja

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Uma guerra interna entre integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) levou pânico a moradores do Morro do Palácio, no bairro Ingá, na Zona Sul de Niterói, na noite desta quinta-feira, dia 8. O tiroteio entre os traficantes deixou cinco pessoas baleadas. Três delas morreram – duas chegaram a ser socorridas, mas não resistiram aos ferimentos. A Polícia acredita que todas tinham envolvimento com o tráfico de drogas. No entanto, um dos sobreviventes disse que trabalhava em uma pizzaria perto de sua residência e tinha ido ao local para comprar drogas, quando foi surpreendido pelo confronto.

Baleado seis vezes – no abdômen, no braço esquerdo, no tórax e duas vezes na perna direita, Éverson Rodrigo Nascimento, 21 anos, é morador do Jardim Catarina, em São Gonçalo. Ele foi levado por um taxista até a Rua Paulo Alves, onde foi encontrado por policiais militares lotados no 12º BPM (Niterói) e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, na Zona Norte de Niterói.

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Três horas antes, um casal já havia sido socorrido por outra equipe do 12º BPM. Uma mulher conhecida como Lacraia – que usava bermuda azul, camisa preta e casaco cinza – estava caída ao lado de Flávio dos Santos, 30, morador do Arsenal, em São Gonçalo. Baleados, os dois foram levados para a mesma unidade de saúde, onde a mulher veio a falecer. O Hospital Azevedo Lima recebeu, ainda, mais uma vítima da guerra no Morro do Palácio: um homem negro que aparentava ter 30 anos de idade e havia sido baleado dez vezes. Ele não resistiu aos ferimentos e também morreu na unidade. No final da manhã de sexta-feira, dia 9, Éverson foi transferido para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat) – mais conhecido como Hospital Geral de São Gonçalo – no bairro Colubandê, em São Gonçalo, enquanto Flávio permanecia, até a tarde de sexta-feira, internado no Azevedo Lima.

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O corpo da quinta vítima foi encontrado, no início da manhã de ontem, no final da Rua Getúlio Vargas, em uma boca-de-fumo existente ao lado da Padaria Pimpão. Vestindo uma bermuda vermelha e uma camisa verde, ele era conhecido como Baixinho e segurava uma caneta na mão direita. Atingido por nove tiros de pistola calibre nove milímetros, ele foi baleado nas pernas, nos braços, no peito e na barriga.

“Provavelmente ele foi pego de surpresa, pois há muitas perfurações nos braços, o que indica que ele tentou se proteger”, afirmou um perito do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) que esteve no local do crime.

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Logo nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, dia 9, equipes do Patrulhamento Tático Motorizado (Patamo) e do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 12º BPM ocuparam o morro para evitar novos confrontos. Em uma das incursões, os PMs estouraram uma central clandestina de distribuição de sinais de canais de tevê por assinatura. O gatonet funcionava no salão de festas da associação de moradores, localizada no final da Rua Getúlio Vargas, atrás do campo de futebol existente na localidade Monte Carmelo.

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Apavorados, moradores do Morro do Palácio evitaram sair de casa, ao longo do dia de ontem. Os estabelecimentos comerciais existentes no interior da comunidade não abriram suas portas. As poucas pessoas que arriscaram sair de suas casas não paravam para conversar. As ruas estavam vazias e o trânsito era apenas de quem trabalhava fora do morro e não podia faltar ao emprego.

“O clima de insegurança começou em agosto, mas piorou no mês passado”, limitou-se a dizer um professor, que é nascido e criado na comunidade e pediu para não ter a identidade divulgada.

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A guerra entre integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) começou após a morte do traficante Verneck Marlei de Araújo, o Verneck ou VK, 40, no último dia 15 de agosto. Ele e dois de seus seguranças foram baleados durante confronto com policiais do 12ºBPM. O trio chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), no Centro, mas não resistiram aos ferimentos.

Com eles, os policiais apreenderam duas pistolas – sendo uma calibre 380 e outra nove milímetros – e um revólver calibre 38, além de munições, 43 trouxinhas de maconha, 43 pedras de crack e 14 sacolés de cocaína. Na ocasião, Verneck – que cumpriu 13 anos de prisão por tráfico – estava em liberdade condicional.

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No dia 18 de junho de 2004, ele havia sido seqüestrado por PMs do 23º BPM (Leblon) e do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE), sendo mantido em cárcere durante três dias, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O valor do resgate era de R$ 200 mil e restavam R$ 4 mil para o pagamento – que incluiu um apartamento na Praia das Flechas, no Ingá (de propriedade de um pré-candidato a vereador de Niterói, na época), dois carros (um Ford KA e um Fiesta), além de jóias e dinheiro em espécie (R$ 13 mil). O cativeiro foi estourado por agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 15º BPM (Duque de Caxias), no dia 21 de junho daquele ano.

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Três meses depois, ele foi preso por uma equipe do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) da Engenhoca. A prisão ocorreu no dia 11 de setembro de 2004, e ele foi flagrado com uma pistola nove milímetros com dez munições, além de 197 papelotes de cocaína e R$ 30 em espécie. Na ocasião, Paulo Roberto Muniz Bastos Júnior, o Gordo, 23, foi baleado.

Após sua morte, Verneck – que deixou uma dívida de R$ 30 mil com o CV – foi substituído pelo traficante Alcione Peçanha Júnior, o Júnior Macaco, 27. No entanto, ao negar-se a cumprir a determinação da cúpula da facção, que determinou que ele pagasse a dívida de seu antecessor, Júnior Macaco recebeu a ordem de repassar o morro para o traficante Vino do Inferninho. Ao se recusar a entregar o posto, ele acabou sendo morto por seus antigos comparsas, no último dia 12 de setembro.

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Desde então, integrantes do bando de Júnior Macaco e criminosos do grupo de Vino brigam pelo controle das bocas-de-fumo do Morro do Palácio – localizado na Zona Sul e próximo ao Centro de Niterói, sendo rodeado por faculdades da Universidade Federal Fluminense (UFF) e considerado um dos morros mais rentáveis da facção de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, 42, no município.

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Quatro anos após perder o controle das bocas-de-fumo do Morro da Chumbada, em São Gonçalo, o traficante Luís Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 47 anos – um dos principais líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no município – iniciou guerra pela retomada dos pontos de venda de drogas no local.

Luís Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 47 anos

Luís Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 47 anos

Preso há 18 anos, o criminoso – irmão de Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 43, que também cumpre pena por tráfico de drogas, e filho de Maria Helena Gomes, a Vovó do Pó, 73, que está em liberdade condicional desde julho de 2003, após ficar presa por mais de uma década – controla o Morro Menino de Deus, juntamente com a família, desde os anos 70.

Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 43 anos

Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 43 anos

Ele teria dado a ordem para que um dos integrantes de sua quadrilha, identificado pela Polícia como Nenequinha, invadisse a Chumbada, controlada desde 2005 pela facção rival Amigos dos Amigos (ADA).
Segundo levantamentos da Polícia, a guerra na região teve início quando o traficante Reginaldo Alex da Conceição Simão, o Reginaldo Bocão, 35, foi morto por antigos aliados, dentro da cadeia.

Maria Helena Gomes, a Vovó do Pó, 73 anos

Maria Helena Gomes, a Vovó do Pó, 73 anos

Ele era um dos homens de confiança dos irmãos Luiz Queimado e Paulinho Madureira. Ainda segundo a polícia, revoltado com a traição, o irmão de Reginaldo Bocão – conhecido como Nei – se aliou à ADA e tomou o lugar dele, na Chumbada. Meses depois, ele foi morto em confronto com a PM. Quem assumiu o compromisso de vingança foi outro irmão – conhecido como Dodô – atualmente preso.

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Os dois morros fazem divisa e possuem acessos pelos bairros Centro, Rocha, Galo Branco, Estrela do Norte e Mutondo, na região central de São Gonçalo. Na madrugada de sábado, cerca de 80 homens saíram do Menino de Deus e iniciaram a guerra, que deixou mais de 11 criminosos mortos, três presos e moradores feridos. Os traficantes do CV teriam recebido apoio de comparsas de morros e favelas localizadas em outros bairros, como o Martins, em Neves, e o Complexo da Coruja, em Vila Laje; e em outros municípios, como o Juca Branco, no Cubango, em Niterói; e Jacarezinho e Mangueira, no Rio.

chumbada (1)

Além de Nenequinha, Pindoba e Dudu – os três expulsos da Chumbada pela família de Reginaldo Bocão-, Mário Sérgio Rocha Martins, o Gugui, 31 (em liberdade condicional desde o mês de junho), Maicon dos Santos Douglas, o Gaguinho, TH, Leandro Caveira e Tuiú estariam à frente do bonde que invadiu a comunidade vizinha armados com fuzis e pistolas e usando coletes à prova de balas.

Mario Sergio Rocha Martins, Gugui

Mário Sérgio Rocha Martins, o Gugui, 31 anos

Na manhã desta segunda-feira, dia 5, policiais da 72ª DP (Mutuá) e da Coordenadoria de Polícia Regional do Interior (CRPI-SG) realizaram uma incursão no local para tentar localizar corpos e recuperaram a Hiunday Tucson placa KPP 1172, roubada na área da 79ª DP (Jurujuba). Havia vestígios de sangue no interior do veículo, mas os mortos não foram encontrados.

chumbada

Denúncias apontam o Cemitério São Miguel, localizado no bairro de mesmo nome e que dá fundos para o Morro da Chumbada, como uma das áreas escolhidas pelos traficantes para enterrar os corpos dos rivais.

chumbada (2)

No sábado, dia 3, o tiroteio durou cerca de três horas e assustou os moradores, que ficaram impedidos de sair de suas residências por ordem dos traficantes. Dois moradores, identificados como Rogério Augusto da Silva, 29, e Tailane dos Santos Mendonça, 13, foram baleados de raspão quando chegavam em suas residências. Os dois foram encaminhados ao Pronto Socorro de São Gonçalo (PSSG), no Zé Garoto, e liberados após receberem atendimento médico.

Outro ferido durante o confronto foi o garçom Carlos Henrique Freitas Brandão, 27. Morador da Chumbada, ele voltava do trabalho quando teve o carro cercado pelos bandidos. Levado para o alto do morro, ele foi torturado e esfaqueado no peito, mas conseguiu fugir. O garçom foi socorrido por médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e lavado para o PSSG, onde permanece internado.

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Policiais do 7º BPM (São Gonçalo) ocuparam a comunidade e apreenderam duas metralhadoras, uma pistola e uma granada. Em confronto com a PM, um criminoso conhecido como Contexto foi atingido e não resistiu aos ferimentos. A apreensão foi registrada na 74ª (Alcântara). Para tentar retomar as bocas-de-fumo da Chumbada e assumir também as do Menino de Deus, traficantes da Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, enviaram reforços para o município gonçalense.

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Quatro anos após perder o controle das bocas-de-fumo do Morro da Chumbada, em São Gonçalo, o traficante Luís Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 47 anos – um dos principais líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no município – iniciou guerra pela retomada dos pontos de venda de drogas no local.

Luís Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 47 anos

Luís Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 47 anos

Preso há 18 anos, o criminoso – irmão de Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 43, que também cumpre pena por tráfico de drogas, e filho de Maria Helena Gomes, a Vovó do Pó, 73, que está em liberdade condicional desde julho de 2003, após ficar presa por mais de uma década – controla o Morro Menino de Deus, juntamente com a família, desde os anos 70.

Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 43 anos

Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 43 anos

Ele teria dado a ordem para que um dos integrantes de sua quadrilha, identificado pela Polícia como Nenequinha, invadisse a Chumbada, controlada desde 2005 pela facção rival Amigos dos Amigos (ADA).
Segundo levantamentos da Polícia, a guerra na região teve início quando o traficante Reginaldo Alex da Conceição Simão, o Reginaldo Bocão, 35, foi morto por antigos aliados, dentro da cadeia.

Maria Helena Gomes, a Vovó do Pó, 73 anos

Maria Helena Gomes, a Vovó do Pó, 73 anos

Ele era um dos homens de confiança dos irmãos Luiz Queimado e Paulinho Madureira. Ainda segundo a polícia, revoltado com a traição, o irmão de Reginaldo Bocão – conhecido como Nei – se aliou à ADA e tomou o lugar dele, na Chumbada. Meses depois, ele foi morto em confronto com a PM. Quem assumiu o compromisso de vingança foi outro irmão – conhecido como Dodô – atualmente preso.

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Os dois morros fazem divisa e possuem acessos pelos bairros Centro, Rocha, Galo Branco, Estrela do Norte e Mutondo, na região central de São Gonçalo. Na madrugada de sábado, cerca de 80 homens saíram do Menino de Deus e iniciaram a guerra, que deixou mais de 11 criminosos mortos, três presos e moradores feridos. Os traficantes do CV teriam recebido apoio de comparsas de morros e favelas localizadas em outros bairros, como o Martins, em Neves, e o Complexo da Coruja, em Vila Laje; e em outros municípios, como o Juca Branco, no Cubango, em Niterói; e Jacarezinho e Mangueira, no Rio.

chumbada (1)

Além de Nenequinha, Pindoba e Dudu – os três expulsos da Chumbada pela família de Reginaldo Bocão-, Mário Sérgio Rocha Martins, o Gugui, 31 (em liberdade condicional desde o mês de junho), Maicon dos Santos Douglas, o Gaguinho, TH, Leandro Caveira e Tuiú estariam à frente do bonde que invadiu a comunidade vizinha armados com fuzis e pistolas e usando coletes à prova de balas.

Mario Sergio Rocha Martins, Gugui

Mário Sérgio Rocha Martins, o Gugui, 31 anos

Na manhã desta segunda-feira, dia 5, policiais da 72ª DP (Mutuá) e da Coordenadoria de Polícia Regional do Interior (CRPI-SG) realizaram uma incursão no local para tentar localizar corpos e recuperaram a Hiunday Tucson placa KPP 1172, roubada na área da 79ª DP (Jurujuba). Havia vestígios de sangue no interior do veículo, mas os mortos não foram encontrados.

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Denúncias apontam o Cemitério São Miguel, localizado no bairro de mesmo nome e que dá fundos para o Morro da Chumbada, como uma das áreas escolhidas pelos traficantes para enterrar os corpos dos rivais.

chumbada (2)

No sábado, dia 3, o tiroteio durou cerca de três horas e assustou os moradores, que ficaram impedidos de sair de suas residências por ordem dos traficantes. Dois moradores, identificados como Rogério Augusto da Silva, 29, e Tailane dos Santos Mendonça, 13, foram baleados de raspão quando chegavam em suas residências. Os dois foram encaminhados ao Pronto Socorro de São Gonçalo (PSSG), no Zé Garoto, e liberados após receberem atendimento médico.

Outro ferido durante o confronto foi o garçom Carlos Henrique Freitas Brandão, 27. Morador da Chumbada, ele voltava do trabalho quando teve o carro cercado pelos bandidos. Levado para o alto do morro, ele foi torturado e esfaqueado no peito, mas conseguiu fugir. O garçom foi socorrido por médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e lavado para o PSSG, onde permanece internado.

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Policiais do 7º BPM (São Gonçalo) ocuparam a comunidade e apreenderam duas metralhadoras, uma pistola e uma granada. Em confronto com a PM, um criminoso conhecido como Contexto foi atingido e não resistiu aos ferimentos. A apreensão foi registrada na 74ª (Alcântara). Para tentar retomar as bocas-de-fumo da Chumbada e assumir também as do Menino de Deus, traficantes da Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, enviaram reforços para o município gonçalense.

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Fotos: Pedro Pantoja

Policia

Quatro dias após o início da guerra entre duas facções criminosas pelo controle das bocas-de-fumo dos morros Serrinha e Juramento, nos bairros Madureira e Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, cerca de 80 policiais militares de quatro batalhões realizaram uma operação nas duas comunidades, no início da manhã de ontem. O saldo da ação – que contou com o apoio de dois helicópteros e três veículos blindados e durou cerca de três horas – foi de três acusados de envolvimento com o tráfico mortos e um preso, além de drogas e armas apreendidas.

Policia

As equipes se concentraram no 9º BPM (Rocha Miranda), por volta das 3 horas, e depois se reuniram no 14º BPM (Bangu), de onde saíram, cerca de três horas depois, em direção aos morros. Assim que os PMs chegaram na Serrinha, houve confronto. Dois criminosos foram atingidos na troca de tiros com o Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9º BPM e levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Com eles, os policiais apreenderam um fuzil calibre 762 e uma pistola nove milímetros, além de munição.

Policia

Em outro ponto do Morro da Serrinha, o Patrulhamento Tático Motorizado (Patamo) do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) apreendeu quantidade de haxixe, cocaína e maconha, além de rádios de comunicação, roupas pretas usadas pelos bandidos para facilitar a camuflagem e gandolas do Exército.

Policia

Um homem identificado como “João Grandão”, morador da Favela da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, foi surpreendido por policiais do 9º BPM no momento em que tentava se esconder perto da Igreja São José. Ele estava com uma pistola nove milímetros e, segundo a Polícia, estaria dando apoio aos comparsas para evitar a invasão de traficantes rivais.

Policia

Os morros da Serrinha e do Juramento – assim como a Favela da Coréia – são controlados pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Na madrugada do último sábado, traficantes do Comando Vermelho (CV) tentaram invadir o Morro do Juramento. A ação teria sido liderada pelo Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, com apoio de grupos do Morro do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul.

Policia

A intenção, segundo investigações da 27ª DP (Vicente de Carvalho), seria encontrar refúgio para criminosos que eram de áreas onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), como a Favela Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Policia

O preso foi encaminhado para a 29ª DP (Madureira) e os baleados que foram levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas não resistiram aos ferimentos. Um outro homem atingido durante a troca de tiros também morreu, ao chegar na mesma unidade de saúde. Além das duas pistolas e do fuzil 762, os PMs apreenderam outras três armas: uma submetralhadora nove milímetros, um fuzil 556 e uma escopeta calibre 12. Todo o material apreendido foi levado para a 29ª DP.

Policia

“O objetivo é manter a paz no local. Na segunda-feira já havíamos feito uma operação no Juramento e os criminosos da Favela da Igrejinha que estavam lá acabaram indo embora”, declarou ao final da operação o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Edvaldo Camelo, ressaltando que o patrulhamento continuará reforçado em toda a região.

Policia

“A operação acabou, mas vamos continuar reforçando o policiamento na área. O saldo foi positivo, pois não tivemos policiais e nem moradores feridos e retiramos grande quantidade de armas e drogas das mãos de criminosos”, enfatizou o coronel.

Policia

A tentativa de invasão ao Morro do Juramento teve início na noite de sexta-feira, quando cerca de 100 traficantes armados e vestidos com roupas semelhantes à farda do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram à comunidade. Eles atravessaram o Morro do Juramentinho – que tem ligação, através da mata, com o Juramento, e integra o Complexo do Alemão. Os dois morros fazem parte do mesmo maciço.

Policia

Na tentativa de cercar a comunidade, parte dos criminosos do CV vieram pela passarela da estação de metrô de Tomás Coelho. Ao avistarem os rivais, traficantes do TCP que estavam no alto do morro atiraram. Policiais militares que realizavam patrulhamento na Avenida Martin Luther King ficaram no meio do fogo cruzado. Cinco deles ficaram encurralados e acabaram sendo baleados. Eles só conseguiram ser resgatados com a ajuda de um PM morador do bairro. Lotado no 25º BPM (Cabo Frio), na Região dos Lagos, o cabo Mauro Silva Mendes, 37 anos, passava pelo local com seu Mitsubishi Pajero blindado e usou o carro para furar o bloqueio.

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No fim da tarde do dia seguinte, no domingo e na segunda-feira houve novos confrontos e mais incursões policiais que resultaram em outros tiroteios. No sábado, a circulação das composições do metrô chegou a ser interrompida por 12 minutos, na estação de Tomás Coelho.

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Fotos: Felippo Brando

Policiamento(Largo da Segunda feira) 2

Um ano e três semanas após a criação da lei estadual que impõe normas para a realização de bailes funks no Rio de Janeiro, a Polícia Militar vai passar a coibir os bailes irregulares. A informação foi dada na manhã desta segunda-feira, dia 13, pelo coronel Marcus Jardim Gonçalves, comandante do 1º Comando de Policiamento de Área (1º CPA).

“A Polícia Militar não tem discriminação ou preconceito contra qualquer tipo de música ou manifestação cultural. O trabalho da corporação é garantir a preservação da ordem pública”, ressaltou o oficial, durante supervisão ao reforço do policiamento fixo instalado na esquina das ruas Conde de Bonfim e São Francisco Xavier, no Largo da Segunda-feira, na Tijuca, na Zona Norte do Rio.

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No mesmo endereço, por determinação do comandante geral da corporação, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, foi instalado um posto da Ouvidoria da PM. Nele, moradores podem fazer denúncias e sugestões. Quem preferir, pode usar a internet, através do endereço http://www.policiamilitar.rj.gov.br, 24 horas por dia; ou o telefone, ligando para os números 2233-2765 ou 2233-2766, de segunda-feira a sábado, das 9h às 18h.

Foi no local que, na sexta-feira, dia 10, o cabo Ênio Roberto Santos Santiago, 38 anos, foi baleado ao tentar impedir que um casal fosse assaltado. Motorista do comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), tenente-coronel Alberto Pinheiro Neto, o PM esperava o oficial quando presenciou a tentativa de roubo.

Policia

Ele conseguiu impedir o crime, mas foi baleado duas vezes e morreu no dia seguinte, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. O carro utilizado pelos bandidos foi encontrado no Morro do Turano, no mesmo bairro.

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“Vamos trabalhar para coibir os bailes que não têm autorização para funcionar, pois é antes, durante e depois deles que os criminosos se aproveitam para praticar crimes”, destacou o coronel Marcus Jardim, minutos após o enterro do corpo da doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34.

A doméstica foi uma das três vítimas fatais do tiroteio ocorrido no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, também na Zona Norte, na noite do último sábado. Emocionadas, dezenas de pessoas, entre familiares e amigos, acompanharam o cortejo. O corpo foi enterrado na gaveta 641 da quadra 10 do Cemitério do Catumbi, no bairro de mesmo nome, na região central do Rio.

Doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos

Doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos

“Ela só repetia “tá doendo muito, tá doendo muito” e eu falava “calma, que o médico vai te salvar””, relembrou Marcelo de Araújo, 34, casado com a doméstica há 10 anos e instrutor de futebol do Suderj Informa, projeto de democratização à prática esportiva que atende a comunidades carentes.

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“Estávamos reconstruindo a nossa casa porque pretendíamos ter um filho. Ela sempre foi uma pessoa elétrica e ter que vê-la deitada estática é o mais triste. Não tinha baile funk naquele horário e se tivesse, haveria mais de 3 mil pessoas no lugar. A Polícia é despreparada. As conseqüências, quem sofre, somos nós”, desabafou.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 2

Há sete meses, a doméstica trabalhava no apartamento da autônoma Eliana Rodriguez, 56, que também é moradora de Vila Isabel e fez questão de comparecer ao enterro.

“Ela era uma pessoa maravilhosa e eu, que tenho dois filhos homens na mesma faixa etária que a dela, a tinha como uma filha. Isso que aconteceu foi uma coisa muito estúpida. Do meu quarto eu ouço os tiros lá e fico imaginando o pânico que deve ser”, revelou.

A cunhada de Vera, que a acompanhava na volta para casa, juntamente com a filha, de 12 anos, contou que elas voltavam de uma festa e chegaram à comunidade por volta das 22h.

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“Começou a chover muito e paramos em uma barraquinha para descansar e esperar a chuva diminuir. Neste momento, chegou o caveirão e os PMs começaram a atirar para todos os lados. Nós corremos tentando nos proteger. Eu me escondi atrás de uma caixa de som. Fiquei com uns arranhões no rosto e no corpo, mas me salvei”, relembrou a dona-de-casa, de 32 anos, que pediu para não ter a identidade revelada.

A filha dela também sofreu escoriações pelo corpo e torceu o pé na fuga. Ela foi a primeira a ver a tia sendo atingida e correu para chamar o tio para socorrê-la.

No total, foram três mortos e seis feridos. Além da doméstica, também morreram outros dois homens. Um deles, Reginaldo Andrade dos Santos, 30, tinha vindo de Minas Gerais para visitar a mãe. O outro não foi identificado.

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Os feridos, Júlio César dos Santos, 35, baleado nas costas; e Douglas Lima da Silva, 11, e o PM Edmilson Carrarini Leal, lotado no 6º BPM (Tijuca), ambos atingidos por estilhaços, foram medicados no Hospital Geral do Andaraí, no bairro de mesmo nome, e liberados em seguida.

Outros três baleados, Maria Geraldina da Silva, 59, e Alexandre Oliveira da Silva, 23, ambos baleados na perna direita, e Paulo Vinícius Pimentel de Almeida, 33, continuavam internados, até o final da manhã desta segunda-feira, dia 13.

Policiamento(Largo da Segunda feira) 6

Policiais militares lotados no 6º BPM, com auxílio do veículo blindado do 3º BPM (Méier), chegaram à comunidade no final da noite de sábado, dia 11, por determinação do comandante da unidade, tenente-coronel Fernando Príncipe Martins. Em nota oficial, a PM informou que o oficial verificou “a incidência de roubos com ações violentas relacionados a algumas comunidades onde criminosos estariam se reunindo para praticar crimes, se aproveitando do evento musical”.

Ainda através da nota, a corporação afirmou que “procura coibir a realização de quaisquer eventos não-autorizados, principalmente em que sabidamente ações criminosas são promovidas, como consumo e vendas de drogas, utilização de armas de fogo” e que “a ação policial é planejada para ser realizada antes do início do evento, procurando assim, evitar o confronto com criminosos armados”, explicou, no documento.

Moradores do Morro dos Macacos – onde o tráfico de drogas é controlado por criminosos da facção Amigos dos Amigos (ADA) – revelaram que o baile funk costuma ser realizado na Rua Conselheiro Correia, mas que no momento da incursão policial o único evento realizado na comunidade era uma festa julina, na localidade conhecida como Caminho Central, e onde os PMs sequer chegaram. Ainda segundo os moradores, era naquela festa – onde eram tocadas músicas de vários estilos, inclusive funk – em que os traficantes estavam.

“Os policiais chegaram atirando e não acertaram nenhum bandido, porque eles estavam lá no alto do morro. Ali embaixo só havia trabalhadores e moradores inocentes”, desabafou um autônomo nascido e criado no morro que preferiu não se identificar.

O projeto de lei que impõe normas para a realização de festas raves e bailes funk no Estado do Rio foi aprovado, por 41 votos a um, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em maio do ano passado, e transformado em lei no dia de 18 de junho de 2008.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 10

De acordo com a lei estadual 5.265, de autoria do ex-deputado e ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins, para se obter uma autorização para a realização de um baile funk é necessário fazer uma solicitação à Secretaria de Estado de Segurança Pública com 30 dias de antecedência; ter comprovante de tratamento acústico; ter um banheiro químico para cada 50 pessoas e câmeras no local; além de ter comprovante de instalação de detectores de metal; comprovante de previsão de atendimento médico de emergência; e ter nada consta da Delegacia de Polícia Civil, do Batalhão de Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Juizado de Menores da área.

Ainda de acordo com o texto da lei, o pedido de autorização para a realização do evento deverá informar a expectativa de público, o número de ingressos colocados à disposição, o nome do responsável pelo evento, a área para estacionamento e a previsão de horário de início e término do baile.

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Fotos: Felippo Brando

Policiamento(Largo da Segunda feira) 2

Um ano e três semanas após a criação da lei estadual que impõe normas para a realização de bailes funks no Rio de Janeiro, a Polícia Militar vai passar a coibir os bailes irregulares. A informação foi dada na manhã desta segunda-feira, dia 13, pelo coronel Marcus Jardim Gonçalves, comandante do 1º Comando de Policiamento de Área (1º CPA).

“A Polícia Militar não tem discriminação ou preconceito contra qualquer tipo de música ou manifestação cultural. O trabalho da corporação é garantir a preservação da ordem pública”, ressaltou o oficial, durante supervisão ao reforço do policiamento fixo instalado na esquina das ruas Conde de Bonfim e São Francisco Xavier, no Largo da Segunda-feira, na Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Policiamento(Largo da Segunda feira) 1

No mesmo endereço, por determinação do comandante geral da corporação, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, foi instalado um posto da Ouvidoria da PM. Nele, moradores podem fazer denúncias e sugestões. Quem preferir, pode usar a internet, através do endereço http://www.policiamilitar.rj.gov.br, 24 horas por dia; ou o telefone, ligando para os números 2233-2765 ou 2233-2766, de segunda-feira a sábado, das 9h às 18h.

Foi no local que, na sexta-feira, dia 10, o cabo Ênio Roberto Santos Santiago, 38 anos, foi baleado ao tentar impedir que um casal fosse assaltado. Motorista do comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), tenente-coronel Alberto Pinheiro Neto, o PM esperava o oficial quando presenciou a tentativa de roubo.

Policia

Ele conseguiu impedir o crime, mas foi baleado duas vezes e morreu no dia seguinte, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. O carro utilizado pelos bandidos foi encontrado no Morro do Turano, no mesmo bairro.

Carro(policial morto) 2

“Vamos trabalhar para coibir os bailes que não têm autorização para funcionar, pois é antes, durante e depois deles que os criminosos se aproveitam para praticar crimes”, destacou o coronel Marcus Jardim, minutos após o enterro do corpo da doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34.

A doméstica foi uma das três vítimas fatais do tiroteio ocorrido no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, também na Zona Norte, na noite do último sábado. Emocionadas, dezenas de pessoas, entre familiares e amigos, acompanharam o cortejo. O corpo foi enterrado na gaveta 641 da quadra 10 do Cemitério do Catumbi, no bairro de mesmo nome, na região central do Rio.

Doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos

Doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos

“Ela só repetia “tá doendo muito, tá doendo muito” e eu falava “calma, que o médico vai te salvar””, relembrou Marcelo de Araújo, 34, casado com a doméstica há 10 anos e instrutor de futebol do Suderj Informa, projeto de democratização à prática esportiva que atende a comunidades carentes.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 7

“Estávamos reconstruindo a nossa casa porque pretendíamos ter um filho. Ela sempre foi uma pessoa elétrica e ter que vê-la deitada estática é o mais triste. Não tinha baile funk naquele horário e se tivesse, haveria mais de 3 mil pessoas no lugar. A Polícia é despreparada. As conseqüências, quem sofre, somos nós”, desabafou.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 2

Há sete meses, a doméstica trabalhava no apartamento da autônoma Eliana Rodriguez, 56, que também é moradora de Vila Isabel e fez questão de comparecer ao enterro.

“Ela era uma pessoa maravilhosa e eu, que tenho dois filhos homens na mesma faixa etária que a dela, a tinha como uma filha. Isso que aconteceu foi uma coisa muito estúpida. Do meu quarto eu ouço os tiros lá e fico imaginando o pânico que deve ser”, revelou.

A cunhada de Vera, que a acompanhava na volta para casa, juntamente com a filha, de 12 anos, contou que elas voltavam de uma festa e chegaram à comunidade por volta das 22h.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 15

“Começou a chover muito e paramos em uma barraquinha para descansar e esperar a chuva diminuir. Neste momento, chegou o caveirão e os PMs começaram a atirar para todos os lados. Nós corremos tentando nos proteger. Eu me escondi atrás de uma caixa de som. Fiquei com uns arranhões no rosto e no corpo, mas me salvei”, relembrou a dona-de-casa, de 32 anos, que pediu para não ter a identidade revelada.

A filha dela também sofreu escoriações pelo corpo e torceu o pé na fuga. Ela foi a primeira a ver a tia sendo atingida e correu para chamar o tio para socorrê-la.

No total, foram três mortos e seis feridos. Além da doméstica, também morreram outros dois homens. Um deles, Reginaldo Andrade dos Santos, 30, tinha vindo de Minas Gerais para visitar a mãe. O outro não foi identificado.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 3

Os feridos, Júlio César dos Santos, 35, baleado nas costas; e Douglas Lima da Silva, 11, e o PM Edmilson Carrarini Leal, lotado no 6º BPM (Tijuca), ambos atingidos por estilhaços, foram medicados no Hospital Geral do Andaraí, no bairro de mesmo nome, e liberados em seguida.

Outros três baleados, Maria Geraldina da Silva, 59, e Alexandre Oliveira da Silva, 23, ambos baleados na perna direita, e Paulo Vinícius Pimentel de Almeida, 33, continuavam internados, até o final da manhã desta segunda-feira, dia 13.

Policiamento(Largo da Segunda feira) 6

Policiais militares lotados no 6º BPM, com auxílio do veículo blindado do 3º BPM (Méier), chegaram à comunidade no final da noite de sábado, dia 11, por determinação do comandante da unidade, tenente-coronel Fernando Príncipe Martins. Em nota oficial, a PM informou que o oficial verificou “a incidência de roubos com ações violentas relacionados a algumas comunidades onde criminosos estariam se reunindo para praticar crimes, se aproveitando do evento musical”.

Ainda através da nota, a corporação afirmou que “procura coibir a realização de quaisquer eventos não-autorizados, principalmente em que sabidamente ações criminosas são promovidas, como consumo e vendas de drogas, utilização de armas de fogo” e que “a ação policial é planejada para ser realizada antes do início do evento, procurando assim, evitar o confronto com criminosos armados”, explicou, no documento.

Moradores do Morro dos Macacos – onde o tráfico de drogas é controlado por criminosos da facção Amigos dos Amigos (ADA) – revelaram que o baile funk costuma ser realizado na Rua Conselheiro Correia, mas que no momento da incursão policial o único evento realizado na comunidade era uma festa julina, na localidade conhecida como Caminho Central, e onde os PMs sequer chegaram. Ainda segundo os moradores, era naquela festa – onde eram tocadas músicas de vários estilos, inclusive funk – em que os traficantes estavam.

“Os policiais chegaram atirando e não acertaram nenhum bandido, porque eles estavam lá no alto do morro. Ali embaixo só havia trabalhadores e moradores inocentes”, desabafou um autônomo nascido e criado no morro que preferiu não se identificar.

O projeto de lei que impõe normas para a realização de festas raves e bailes funk no Estado do Rio foi aprovado, por 41 votos a um, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em maio do ano passado, e transformado em lei no dia de 18 de junho de 2008.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 10

De acordo com a lei estadual 5.265, de autoria do ex-deputado e ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins, para se obter uma autorização para a realização de um baile funk é necessário fazer uma solicitação à Secretaria de Estado de Segurança Pública com 30 dias de antecedência; ter comprovante de tratamento acústico; ter um banheiro químico para cada 50 pessoas e câmeras no local; além de ter comprovante de instalação de detectores de metal; comprovante de previsão de atendimento médico de emergência; e ter nada consta da Delegacia de Polícia Civil, do Batalhão de Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Juizado de Menores da área.

Ainda de acordo com o texto da lei, o pedido de autorização para a realização do evento deverá informar a expectativa de público, o número de ingressos colocados à disposição, o nome do responsável pelo evento, a área para estacionamento e a previsão de horário de início e término do baile.

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assaltantes VC

O Disque-Denúncia está oferecendo uma recompensa de R$ 2 mil a quem der informações que auxiliem a Polícia a identificar, localizar e prender os bandidos que roubaram o banco Bradesco na Avenida Vicente Carvalho, na Vila da Penha, na Zona Norte do Rio, na última quarta-feira, dia 8.

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) já identificaram quatro dos onze bandidos que participaram do assalto. Agentes da especializada descobriram, durante as investigações, que essa mesma quadrilha também roubou pequenas quantias de agências bancárias e usou uma granada no assalto ao Unibanco do Casa Shopping, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, há dois meses. Na ocasião, os criminosos roubaram R$ 5 milhões.

No assalto ao Bradesco, os assaltantes fugiram levando cerca de R$ 25 mil. O delegado Roberto Nunes informou que quatro homens suspeitos de envolvimento no crime foram reconhecidos por testemunhas através de fotos e gravações de vídeo.

Letícia Coutinho Carvalhido, 13 anos

Letícia Coutinho Carvalhido, 13 anos

Três deles foram identificados como Anderson Pereira de Souza, o Twist, Átila Barcelos Rodrigues e um de nome Celso. Na ação criminosa vários transeuntes ficaram feridos. Uma das vítimas foi Letícia Coutinho Carvalhido, atingida por um tiro na barriga no dia de seu aniversário de 13 anos. Ela morreu no dia seguinte ao assalto.

Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido. Quem tiver qualquer informação que possa auxiliar nas investigações policiais e ajudar a Polícia a chegar até o bando deve ligar para: 2253-1177.

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O Disque-Denúncia está oferecendo uma recompensa de R$ 2 mil a quem der informações que auxiliem a Polícia a identificar, localizar e prender os bandidos que roubaram o banco Bradesco na Avenida Vicente Carvalho, na Vila da Penha, na Zona Norte do Rio, na última quarta-feira, dia 8.

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) já identificaram quatro dos onze bandidos que participaram do assalto. Agentes da especializada descobriram, durante as investigações, que essa mesma quadrilha também roubou pequenas quantias de agências bancárias e usou uma granada no assalto ao Unibanco do Casa Shopping, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, há dois meses. Na ocasião, os criminosos roubaram R$ 5 milhões.

No assalto ao Bradesco, os assaltantes fugiram levando cerca de R$ 25 mil. O delegado Roberto Nunes informou que quatro homens suspeitos de envolvimento no crime foram reconhecidos por testemunhas através de fotos e gravações de vídeo.

Letícia Coutinho Carvalhido, 13 anos

Letícia Coutinho Carvalhido, 13 anos

Três deles foram identificados como Anderson Pereira de Souza, o Twist, Átila Barcelos Rodrigues e um de nome Celso. Na ação criminosa vários transeuntes ficaram feridos. Uma das vítimas foi Letícia Coutinho Carvalhido, atingida por um tiro na barriga no dia de seu aniversário de 13 anos. Ela morreu no dia seguinte ao assalto.

Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido. Quem tiver qualquer informação que possa auxiliar nas investigações policiais e ajudar a Polícia a chegar até o bando deve ligar para: 2253-1177.

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