Posts com Tag ‘Tráfico de drogas’

“Não importa a camisa do time, e sim se esse está ganhando.” Essa foi a frase do traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 36 anos – um dos líderes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) – ao ser questionado pelo comparsa Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, 32 – que controla as bocas-de-fumo do Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio – sobre a possibilidade de uma aliança com o rival Cristiano de Sá Silva, o Abelha, 38, integrante da facção Amigos dos Amigos (ADA) e irmão de Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35.

O diálogo é um indício de que, oito anos e seis meses após a rebelião que selou o fim da parceria entre as facções Terceiro Comando (TC) e ADA – dando origem ao grupo criminoso que se intitulou TCP -, um pacto selado entre as principais lideranças dessas facções pode fazer com que as duas voltem a ser uma.

Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, 32 anos

Um dos intermediários da negociação é Joacy José Gomes de Santana, o Jojo Smith, 48, que saiu do Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, após receber o benefício da liberdade condicional no último dia 4 de março. Ligado à cúpula da ADA, ele é apontado como um dos maiores matutos da facção – comprando drogas e armas e participando financeiramente de crimes.

Cristiano de Sá Silva, o Abelha, 38 anos

A justificativa para o interesse de traficantes do TCP em negociar a compra de cocaína com Abelha é atribuída à qualidade e pureza da droga comercializada pela quadrilha do irmão de Saulo da Rocinha, que seria encomendada na Bolívia.

Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35 anos

Além de Guarabu, Abelha e Jojo Smith, o foragido Cleyton Dutra Santana, 25, – filho de Smith – também faria parte do esquema. Ele é considerado evadido do sistema penitenciário desde o dia 19 de janeiro do ano passado, quando saiu ao receber o benefício do Trabalho Extramuro – tendo direito a trabalhar durante o dia e voltar para dormir na cadeia – e não retornou.

Joacy José Gomes de Santana, o Jojo Smith, 48 anos

O pai dele possui um apartamento na Avenida Atlântica, no Leme, na Zona Sul do Rio, outro apartamento na Rua Roberto Dias Lopes, também no Leme, e um na Rua General Góes Monteiro, em Botafogo, também na Zona Sul, além de um imóvel na Rua Menezes Brum, em Guadalupe, e outro na Rua Joaquim Pinheiro, na Freguesia, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Cleyton Dutra Santana, 25 anos

A rebelião em Bangu 1
O racha entre as facções Terceiro Comando (TC) e Amigos dos Amigos (ADA) ocorreu após a rebelião ocorrida no dia 11 de setembro de 2002 na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino – mais conhecida como Bangu 1 – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Na ocasião – primeiro aniversário dos atentados terroristas nos Estados Unidos -, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, então com 34 anos, liderou a ação que durou 23 horas e provocou a morte dos maiores líderes do TC.

Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, hoje com 43 anos

O primeiro a ser executado foi Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 33 anos, que pertencia ao CV e havia pulado, oito anos antes, para fundar o Terceiro Comando, após ordenar a morte do então comparsa Orlando da Conceição, o Orlando Jogador, que tinha 35 anos. No dia 13 de julho de 1994, cúmplices de Uê disseram a Orlando Jogador que ele tinha sido sequestrado por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que exigiam um resgate de cerca de 60 mil dólares.

Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 33 anos

Após arrecadar a quantia, Jogador foi se encontrar com os homens de Uê e acabou sendo surpreendido por uma emboscada. Depois de pegar o dinheiro, Uê – acompanhado pelo dobro de homens que Orlando Jogador, e todos fortemente armados – ordenou a morte do antigo aliado e seus comparsas. No total, foram 11 traficantes do CV mortos. O corpo de Orlando e de seu irmão foram deixados no bairro Maria da Graça, na Zona Norte do Rio. Em 1998, Uê foi condenado a 209 anos de prisão pelas mortes.

Orlando da Conceição, o Orlando Jogador, então com 35 anos

Na rebelião de Bangu 1, como punição pela traição, Uê ainda teve o corpo queimado. Também foram mortos os dois cunhados de Uê: os traficantes Wanderley Soares, o Orelha – casado com a irmã de Uê, Evanilda Pinto Medeiros; e Carlos Roberto Cabral da Silva, o Robertinho do Adeus – casado com a outra irmã, Enivalda Pinto de Medeiros; além de Elpídio Rodrigues Sabino, o Robô.

Wanderley Soares, o Orelha

Integrante da ADA, Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, então com 41 anos, se aliou a Beira-Mar para conseguir sair vivo. Em troca, facilitou a entrada dos rivais na cela onde estava Uê, que era seu amigo pessoal. Após a ação, TC e ADA desfizeram a união e surgiu o Terceiro Comando Puro – sob comando de Matemático e Nei da Conceição Cruz, o Facão, 39.

Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, hoje com 49 anos

O corpo do traficante Luiz Cláudio da Rocha Mero, o Berola, 40 anos, foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, na tarde desta sexta-feira, dia 1º de abril. Informações do Serviço de Inteligência da Polícia Militar apontaram que antes de seguir para Ciudad del Leste, no Paraguai – onde foi encontrado morto com cinco tiros de pistola no banco traseiro de uma Nissan Terrano cinza, na última terça-feira, dia 29 de março –, Berola estava abrigado no Complexo do Salgueiro, no bairro de mesmo nome, em São Gonçalo.

Luiz Cláudio da Rocha Mero, o Berola, 40 anos

O criminoso – uma das principais lideranças da facção Comando Vermelho (CV) ainda em liberdade – teria buscado refúgio no conjunto de favelas gonçalenses após a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Morro do Turano, no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio, reduto do traficante.

Apontado como o chefe do tráfico no Morro do Turano e na Favela Barreira do Vasco, em São Cristóvão, também na Zona Norte do Rio, Berola seria o responsável pelo envio de drogas e armas para o Complexo do Salgueiro. O bom relacionamento com Antônio Hilário Ferreira, o Rabicó, 45, chefão do pó da comunidade de São Gonçalo, teria facilitado a estada do criminoso no município.

Antônio Hilário Ferreira, o Rabicó, 45 anos

Preso em julho de 2006, Berola fugiu em 2009 após receber o benefício da Visita Periódica ao Lar (VPL) e não voltar para a cadeia. O Disque-Denúncia oferecia R$ 2 mil por informações que levassem à prisão dele.

Desde o ano passado, a Polícia Federal monitora as ligações entre traficantes da favela carioca com os do Salgueiro. Durante uma ação dos agentes na Ponte Rio-Niterói, em janeiro do ano passado, três homens foram presos com 20kg de pasta base de cocaína e uma pistola 9 mm. Eles haviam acabado se sair do Turano e seguiam para São Gonçalo.

O corpo de Berola foi encontrado no banco traseiro de uma Nissan Terrano cinza, sem placa, com as mãos algemadas e perfurações no abdômen e no braço esquerdo. Com o traficante, os policiais encontraram um documento de identidade falso com o nome de José Pereira da Silva e um registro de entrada no Paraguai, com a data de 12 de fevereiro. No interior do automóvel também havia o documento de um Suzuki Swift, cor prata, em nome de Jimmy César Benítez, emitido na cidade de Presidente Franco.

O veículo foi abandonado em um terreno baldio no bairro 23 de Outubro, que é afastado do Centro de Ciudad del Este, e moradores da localidade contaram à Polícia que o carro foi visto pela primeira vez às 21h de segunda-feira. Porém, por causa da forte chuva que caía, ninguém se aproximou do carro. No dia seguinte, resolveram chamar a Polícia depois que um garoto viu que havia um homem dentro do automóvel.

De acordo com investigações policiais, um consórcio de traficantes cariocas e paulistas domina 70% das áreas de plantio de maconha nas cidades Capitán Bado e Pedro Juan Caballero, que fazem fronteira com o Mato Grosso do Sul. O negócio milionário tem à frente o traficante Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói.

O domínio das áreas de plantio garante lucros astronômicos tanto ao CV quanto ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Enquanto um quilo da droga no Paraguai é comprado por valores que variam de R$ 15 a R$ 30, no Rio o quilo da droga varia entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil, garantindo uma margem de lucro superior a 3 mil %.

Fotos: Bruno Gonzalez e Vitor Silva

A proibição da entrada de pessoas que não fossem parentes no enterro e o velório a portas fechadas do corpo do traficante Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, 36 anos, levantou uma suspeita: será que o criminoso seria mais um integrante da facção Amigos dos Amigos (ADA) a se fingir de morto para conseguir identidade diferente e recomeçar vida nova desfrutando do dinheiro ganho com a venda de drogas?

Em janeiro deste ano, policiais da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) descobriram que Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nêm, 33, líder do tráfico na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, pagou ao médico Dalton Jorge por um atestado de óbito. Por assinar o documento, afirmando que o traficante havia morrido por insuficiência renal e diabetes – diagnóstico que garantiria que o corpo não passasse pelo Instituto Médico Legal (IML) para necropsia -, Dalton acabou sendo preso por falsidade ideológica e associação ao tráfico.

Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nêm, 33 anos

Também no atestado, ele havia registrado que o criminoso morreu em um imóvel no número 170 da Rua Major Rubens Vaz, na Gávea, na Zona Sul. No endereço fica localizada a 15ª DP (Gávea), delegacia responsável pelas investigações relativas ao tráfico de drogas na Favela da Rocinha. O enterro chegou a ser marcado: às 16h15 do dia 29 de janeiro no Cemitério do Catumbi, no bairro de mesmo nome – próximo ao Complexo do São Carlos, onde Roupinol teria morrido – e não haveria velório.

Quem assinou o pedido de sepultamento à Funerária Rio Pax de Copacabana foi Antônio Carlos Santana Rosa, cunhado de Nêm. No documento, ele declarava que o traficante havia morrido em casa, às 9h40m – menos de sete horas após o horário previsto para o enterro.

Preparado para uma nova vida, Nêm chegou a encomendar uma nova identidade, sem muitas alterações: mudou a data de nascimento de 25 para 24 de janeiro de 1976 e o nome de Antônio Francisco Bonfim Lopes para Antônio Francisco. O número pertence ao documento de uma outra pessoa – João Paulo Romildo dos Santos -, que não possui antecedentes criminais.

O delegado Márcio Mendonça, titular da DRFA, iniciou investigação para apurar a participação de funerárias, médicos e cemitérios na falsificação de atestados de óbito e realização de falsos enterros. Segundo o delegado, em casos como o de Nêm, cujo sepultamento seria feito sem velório, nenhum funcionário do cemitério observa se há cadáver no caixão.

Paulo César Silva dos Santos, o Linho, 38 anos

Parceiro de Roupinol, Nêm queria seguir os passos de outro líder da ADA: Paulo César Silva dos Santos, o Linho. Em 2003, aos 31 anos, ele teria sido morto em São Paulo. No entanto, o Disque-Denúncia continuou recebendo informações sobre possíveis esconderijos do traficante. De 2003 a 2008, foram 673 denúncias. O corpo nunca foi encontrado e até hoje ninguém conseguiu comprovar a morte, que teria sido anunciada pelo irmão dele, Wagner da Silva Santos.

Preso em janeiro de 2004, aos 29 anos, por agentes da extinta Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e da 40ª DP (Rocha Miranda), ele era acusado de participação na lavagem de dinheiro para a quadrilha do irmão e teria afirmado aos policiais que Linho havia sido morto em janeiro do ano anterior. De acordo com a Polícia, ele contou que o irmão desapareceu no dia 23 de janeiro de 2003.

Na ocasião, ele teria saído de casa, em um condomínio luxuoso no bairro Pinheiros, na Zona Sul de São Paulo, por volta do meio-dia, e seu último contato teria sido por telefone com a mulher, Michele Lucena Fernandes, 24, duas horas depois. Ainda de acordo com Wagner, no mesmo dia um dos comparsas do irmão, o traficante Ubiratan da Silva, o Bira, teria ligado para Michele dizendo que Linho havia sido seqüestrado por policiais que pediam R$ 2 milhões para o resgate. No dia 13 de fevereiro do mesmo ano, um corpo que seria de Bira foi encontrado sem a cabeça e as pernas.

Investigações policiais comprovaram que Linho morava em São Paulo desde 1997, tendo passado por 18 municípios. Em 2003, Linho – que usava documentos com pelo menos sete nomes falsos – teve residências em seis cidades. Ele também possuía, em nomes de terceiros, um posto de combustível e uma farmácia na capital paulista. Ainda segundo a Polícia, o irmão era o responsável por um lava a jato em Santo André. Ele vendeu o estabelecimento – sete meses após a suposta morte do irmão – e voltou para o Rio de Janeiro, onde acabou sendo preso em uma casa em Marechal Hermes, na Zona Norte, por força de um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal da Ilha do Governador.

Enquanto a tentativa de Nêm foi frustrada, o sumiço de Linho é considerado uma fuga bem-sucedida entre integrantes da facção Amigos dos Amigos, hoje representada pelo traficante Edmilson Ferreira dos Santos, o Sassá, 39. Também conhecido como Samuca ou Coroa, ele foi preso em novembro de 2005 por policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) que o encontraram em um buraco aberto no chão do depósito de um supermercado na Favela Salsa e Merengue, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte.

Ao perceber a chegada dos agentes, o criminoso gritou “perdi, perdi”. Depois, ofereceu R$ 1 milhão em troca da liberdade. No momento da prisão ele foi flagrado com duas pistolas, uma granada, cinco rojões de fabricação argentina e um lança rojão, além de quatro bombas caseiras e centenas de munições de diversos calibres. Ao ser questionado sobre a morte de Linho, respondeu: “ouvi dizer” e se limitou a falar que nunca mais havia mantido contato com ele.

Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, 36 anos

A morte de Roupinol foi divulgada na manhã da terça-feira, dia 23 de março, em ação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. Mesmo tendo sido atingido por um tiro de fuzil no rosto, o corpo do traficante foi liberado do Instituto Médico Legal (IML) no mesmo dia e um velório em uma quadra no alto do Morro da Mineira foi anunciado através de cartazes espalhados pela comunidade.

Apesar do convite, ninguém conseguiu ver o corpo no caixão e o enterro, realizado no Cemitério Memorial da Igualdade, no bairro Santa Virgem, em Macaé, foi acompanhado somente por quem comprovou parentesco com o criminoso. Nenhum incidente – como ordens para fechamento do comércio ou ações de represália à morte do traficante – foi registrado nas proximidades do Complexo de São Carlos, composto pelos morros São Carlos, Mineira, Zinco, Querosene e Coroa – que corta os bairros Estácio, Rio Comprido e Catumbi, na Zona Central do Rio.

Ausência de luto forçado levanta suspeitas

A falta de luto em homenagem a Roupinol não é comum nos casos de morte de traficantes que ocupam cargos de liderança em morros e favelas do Rio de Janeiro. Um exemplo ocorreu no dia 28 de janeiro do ano passado, quando a morte do traficante Leandro Monteiro Reis, o Pitbull, levou tensão aos arredores do Complexo da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio.

Pertencente à família que domina o tráfico de drogas na favela desde a década de 80, ele morreu sete horas após ter sido baleado em confronto com policiais civis. Sobrinho de Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, 43, e primo de Alexander Mendes da Silva, o Polegar, ele trocou tiros com equipes da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), da Core e da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), na localidade conhecida como Buraco Quente, por volta das 9 horas.

Atingido na barriga, ele ainda conseguiu descer por uma ribanceira e correu em direção à localidade conhecida como Elvis, onde teria se escondido na casa de moradores. Policiais revistaram diversos imóveis, mas não conseguiram encontrá-lo.

No início da tarde, equipes da 17ª DP (São Cristóvão), DRFC e DRFA também foram para a favela e policiais do 4º BPM (São Cristóvão) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) ocuparam os acessos ao complexo. Às 16h30, o traficante deu entrada no Hospital Municipal Souza Aguiar, já sem vida.

Mesmo antes da confirmação da morte do traficante, o clima ficou tenso no entorno do Complexo da Mangueira – composto pelos morros Telégrafos, Chalé, Faria, Santo Antônio, Red Indian, Olaria, Pedreira, Pindura Saia, Buraco Quente, Tengo-Tengo, Curva da Cobra, Joaquina, Candelária e Pedra. As primeiras equipes de policiais chegaram ao local pouco depois das 8 horas. Houve intenso confronto e duas pessoas ficaram feridas: um gari comunitário, baleado na perna, e um policial civil atingido por um tiro de raspão na barriga.

Cerca de uma hora depois, houve novo tiroteio. Desta vez, a troca de tiros ocorreu na Travessa Mangará, onde dois homens morreram e grande quantidade de drogas e armas foi apreendida. Foi em um imóvel na mesma via que os policiais apreenderam uma metralhadora ponto 30, dois fuzis e duas pistolas, além de 200 quilos de maconha.

Aproximadamente três horas após o início da ação, criminosos atearam fogo ao ônibus que fazia a linha 474 (Jardim de Alah-Jacarezinho) e trafegava pela Rua Ana Néri, no trecho entre as ruas Fausto Barreto e Abdon Milanez, em Benfica. Os passageiros contaram que seis homens armados e em três motos pararam o trânsito e expulsaram todos, avisando que iam tacar fogo no ônibus. Logo depois, jogaram vários coquetéis molotov no interior do veículo, que explodiu, atingindo a rede elétrica da rua. O óleo diesel do ônibus começou a vazar dando início a um rastro de chamas, que atingiu um outro carro da linha 312, que passava pela rua. Os passageiros e o motorista desse segundo coletivo conseguiram conter as chamas.

Por volta do meio-dia, o terceiro ônibus foi incendiado a poucos metros do primeiro, no Largo do Pedregulho. Duas horas depois, bandidos atearam fogo a um coletivo que fazia a linha 239 (Castelo-Água Santa) na Rua Presidente Castelo Branco, antiga Radial Oeste, em frente à Favela do Metrô.

O enterro aconteceu 24 horas após o previsto, devido a um contratempo no IML para liberação do corpo. Na época, o advogado do traficante, Ésio Lopes, afirmou que o atraso ocorreu porque não havia ficha papiloscópica de seu cliente no Instituto Félix Pacheco (IFP).

“Eles teriam o direito de permanecer com o corpo por 72 horas, mas o diretor do IML entendeu que isso não era necessário, tendo em vista que a autópsia já havia sido feita e meu cliente foi reconhecido pela família”, explicou, na ocasião.

Mesmo tendo o corpo – intacto, já que foi encontrada apenas uma perfuração na altura do peito – reconhecido por familiares acompanhados por toda documentação, Pitbull, que era integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), não conseguiu ser enterrado com tanta rapidez como o rival da ADA.

Anderson Eduardo Timóteo, o Skol ou Derson, 34 anos

Um dos gerentes do tráfico de drogas no Complexo de São Carlos, no Estácio, na região central do Rio, Anderson Eduardo Timóteo, o Skol ou Derson, 34 anos, morreu durante confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), na manhã desta sexta-feira, dia 15 de janeiro. Um policial militar também ficou ferido na troca de tiros. Atingido no pé, perna, braço e duas vezes de raspão no pescoço, o capitão Leandro Maia foi socorrido e levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), localizado a poucos metros da favela.

Apontado pela Polícia como um dos homens de confiança dos traficantes Rogério Rios Mosqueira, Anderson Rosa Mendonça e Sandro Luís de Paula Amorim, que controlam as bocas-de-fumo do Complexo de São Carlos, Skol possuía um mandado de prisão expedido pela 40ª Vara Criminal do Rio. Com informações de que o bandido estava em uma casa no morro, as equipes do Bope subiram a favela.

Ao perceber a presença dos policiais, o criminoso, do alto de uma laje, efetuou diversos disparos de fuzis na direção dos policiais. Em resposta ao traficante, os PMs reagiram e acabaram baleando o procurado.
O tiroteio na área foi intenso e chegou a causar uma interdição do trânsito do Túnel Martins Sá, mais conhecido como Frei Caneca. Pessoas que estavam dentro dos ônibus se atiraram no chão dos veículos, enquanto quem passava pela rua buscava lugares para escapar dos tiros.

Os PMs detiveram a namorada do traficante, Priscila da Silva Vieira, 21, que foi autuada pelo delegado Fernando Reis, titular da 6ª DP (Cidade Nova), por associação para fins de tráfico. Prima do traficante Leandro Nunes Botelho, o Scooby, chefe do tráfico no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, a mulher – grávida de seis meses – foi flagrada em fotos empunhando o fuzil AK-47 usado pelo namorado e apreendido durante a ação do Bope. Se condenada, ela pode pegar de três a dez anos de cadeia.

Priscila da Silva Vieira, 21 anos

O tráfico de drogas no Complexo de São Carlos composto pelos morros São Carlos, Mineira, Querosene e Zinco é controlado pelo traficante Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, 36 anos. Viciado no tranqüilizante que lhe rendeu o apelido, o criminoso – também conhecido como Macaé ou Lindão – é natural do Complexo das Malvinas, que é formado pelas favelas Nova Holanda, Santanna e Aroeira, localizadas em Macaé.

Acusado de ser o principal distribuidor de drogas na cidade do Norte Fluminense, ele cumpriu parte da pena à que foi condenado na Penitenciária Lemos Brito, no Complexo da Frei Caneca, onde conheceu Sandro Luís de Paula Amorim, o Lindinho, Peixe ou Foca, 33 – nascido e criado no Morro da Mineira. Os dois criaram um forte vínculo de amizade na cadeia e, quando Lindinho deixou a prisão, em junho de 2002, Roupinol lhe atribuiu a responsabilidade de controlar as bocas-de-fumo nas favelas de Macaé.

Beneficiado com a liberdade condicional dois anos depois – em dezembro de 2004 -, Lindão passou a ser considerado foragido da Justiça em março de 2007, quando a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha de traficantes que mantinha uma refinaria de cocaína no município de Conceição de Macabu, na região norte do Estado do Rio. O laboratório tinha capacidade para refinar de 10 a 15 quilos de pasta base de cocaína por mês – droga que era enviada para as bocas-de-fumo dos complexos das Malvinhas e de São Carlos.

Batizada como “Morpheu”, a operação envolveu 230 agentes federais e 70 viaturas e ocorreu simultaneamente em vários estados. Foram presas 11 pessoas em Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro. Ao todo, a Polícia cumpriu 40 mandados de prisão e alguns deles eram contra Lindinho e Lindão. Com a operação da PF, Roupinol deixou sua cidade natal e encontrou abrigo oferecido por Lindinho no Complexo do São Carlos. Ele ganhou prestígio no Morro da Mineira após pagar o resgate do traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho ou Lindomar, 31. Sobrinho do traficante Irapuan David Lopes, o Gangan, morto aos 35 anos, em 2004, durante confronto com a Polícia Civil, ele teria sido seqüestrado por policiais, que exigiram dinheiro em troca da liberdade do criminoso.

A partir daí, Roupinol passou a controlar todo o Complexo de São Carlos e se transformou na principal liderança, em liberdade, da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) – cujo líder, Edmílson Ferreira dos Santos, o Sassá, Coroa ou Samuca, 38, está preso. Além de ser apontado como maior fornecedor de cocaína para as bocas-de-fumo controladas pela ADA, Roupinol é apontado como o mandante do assassinato de três moradores do Morro da Providência, no Centro do Rio, em junho de 2008. Os jovens Marcos Paulo Rodrigues Campos, 17, Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, 19, e David Wilson Florêncio da Silva, 24, foram seqüestrados por soldados do Exército e entregues ao traficante, que autorizou a execução para que não restassem testemunhas.

O traficante também é acusado de envolvimento em outros seis homicídios. Um deles, é o do secretário Transportes de Macaé, Fernando Magalhães – morto aos 56 anos, em agosto de 2006.

____________________________________________________

Quer ganhar DVD do filme “Eu te Amo, Beth Cooper” ??

Saiba Mais Aqui: Brindes e Promoções para os Leitores

Foi-se o tempo em que o ato de denunciar era visto como atribuição de “dedo-duro” ou o do popular X-9 (informante da Polícia). Isso, pelo menos, para os moradores de São Gonçalo. O município está entre os que mais registraram informações sobre ações criminosas ao longo do último ano, de acordo com levantamentos realizados pela Central do Disque-Denúncia.

Com uma média de 7 mil denúncias por ano – o equivalente a 21 ligações diárias –, São Gonçalo perde apenas para a capital. A maioria das informações repassadas anonimamente para a organização não governamental é referente à atuação do tráfico de drogas na cidade, com 54% do total de denúncias, seguidas pelos crimes de estelionato 7%) e informações sobre a localização de veículos abandonados (6%).

Outro dado importante do relatório é relativo às denúncias sobre autores de homicídios na região (4%). Neste contexto, o 7º BPM (São Gonçalo) encontra-se em segundo lugar no ranking estadual de difusões entre os batalhões e é o órgão policial que mais recebe denúncias no município. Entretanto, é a 72ª DP (Mutuá) que aparece no topo da lista das delegacias do Estado do Rio com o maior número de respostas dadas às informações repassadas pela Central do Disque-Denúncia, um total de 370 – 90 % a mais do que as registradas em 2008.

Os policiais da 75ª DP (Rio do Ouro), ainda segundo o relatório, foram os mais contemplados com o programa de premiação Gol. Criado em outubro de 1999, o programa tem como objetivo premiar financeiramente as instituições policiais que obtenham êxito na apuração de informações captadas pelo Disque-Denúncia. Para isso, a ação policial deve ser veiculada na mídia, ressaltando ter sido originada a partir de informações transmitidas pela organização não governamental.

“Trabalhei em outras delegacias do Estado e nunca vi um município cuja população fica tão indignada com atos de violência como ocorre com os moradores São Gonçalo. Por isso, eles acabam denunciando tais ações criminosas e auxiliando o trabalho policial. Segurança pública não é apenas uma questão policial, exige, também, a participação da sociedade”, comentou um investigador lotado na distrital.

Entre as informações repassadas pela Central do Disque-Denúncia – que acabaram na identificação de autores de crimes de repercussão na cidade – estão as prisões de Luiz Otávio Calvosa Nunes, 30, acusado de matar um comerciante em Itaúna, em novembro de 2009, e de três homens suspeitos de maltratarem idosos em um asilo em Várzea das Moças.

Contudo, o crime que registrou o maior número de cadastros de denúncias no município – aproximadamente 100 – está relacionado ao assassinato da balconista Angélica Maria de Souza, 20, morta durante um assalto à loja de conveniência de um posto de combustível, localizado na Avenida Doutor Eugênio Borges, no bairro Arsenal. A partir das informações, a Polícia identificou os autores do crime, os irmãos Jean Rodrigues da Fonseca Júnior, o “B1”, 21, e André Felipe de Andrade Fonseca, o “B2”, 19, que continuam foragidos. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece R$ 1 mil de recompensa para quem tiver informações que levem à prisão dos acusados.

Já no município vizinho, um levantamento realizado pela Central do Disque-Denúncia aponta que 30% das 4 mil denúncias repassadas pelos moradores de Niterói à organização não-governamental em 2009 são referentes à atuação do tráfico de drogas na região. O município aparece na quinta posição no número de informações sobre atividades criminosas em todo o Estado.

Neste sentido, a ajuda da população no combate à criminalidade acabou refletindo no aumento da atividade policial esse ano com relação ao ano passado, principalmente no número de prisões e na apreensão de armas e drogas.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), de janeiro a outubro desse ano, 767 pessoas foram presas em Niterói – 258 detenções a mais do que as registradas no ano anterior –, configurando um aumento de cerca de 50% no número de prisões. As apreensões de drogas tiveram acréscimo de 34,5%, saltando de 284 para 433 registros. Já o número de armas apreendidas pulou de 263 para 308, um aumento de aproximadamente 15%.

Além do tráfico de drogas, informações sobre crimes como estelionato, jogos de azar e roubo a pedestres também aparecem como os mais denunciados pelos moradores de Niterói. Os bairros que registraram maior incidência de denúncias foram Centro, Fonseca e Icaraí, com cerca de 40% do total de informações sobre atividades ilícitas na cidade. A 78ª DP (Fonseca) foi a distrital com maior volume de denúncias encaminhadas e respondidas neste ano em comparação com as outras delegacias do município, que aparecem com 20% de respostas às informações repassadas pela Central do Disque-Denúncia.

Entre as instituições policiais, o 12º BPM (Niterói) aparece no topo da lista, com 32% de respostas às denúncias repassadas pela organização não-governamental.

Coronel Maurício Santos de Moraes

“O Disque-Denúncia é uma ferramenta essencial que a população tem em mãos para informar casos de irregularidades que só a polícia pode combater. Essa parceria com a sociedade tem sido de extrema importância para recolhermos meliantes e apreendermos drogas e, principalmente, armas nas ruas. Por isso, solicito aos policiais que todas as denúncias sejam verificadas de imediato”, comentou o coronel Maurício Santos de Moraes, comandante do 12º BPM.

____________________________________________________

Quer ganhar ingressos para o filme “Amor sem escalas” ??

Saiba Mais Aqui: Brindes e Promoções para os Leitores

Mais de 27 mil mulheres estão atrás das grades no Brasil, e a cada ano a população carcerária feminina cresce 11%, enquanto o número de homens presos aumenta 4%. Os dados são do Ministério da Justiça e não ficam muito distantes da realidade fluminense. No Estado do Rio de Janeiro, segundo levantamento da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), há 1.142 presas. Cada detenta custa ao Estado aproximadamente R$ 1 mil.

Todas estão cumprindo suas penas no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste: são 330 na Penitenciária Talavera Bruce, 492 no Presídio Nelson Hungria, 300 na Penitenciária Joaquim Ferreira de Souza e 20 atualmente estão na Unidade Materno Infantil Madre Tereza de Calcutá. A maioria delas está sem vagas ou próxima da lotação esgotada. Enquanto a Nelson Hungria possui capacidade para 432 presas e atualmente está com 492, na Talavera Bruce restam apenas 8 das 338 vagas.

Patrícia Fernandes Pereira Campos de Oliveira, a Morena do Pó ou Pati, 42 anos

O delegado Marcus Vinícius de Almeida Braga, titular da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), acredita que a maioria das mulheres acaba se envolvendo com o crime para auxiliar irmãos, namorados e maridos. Uma delas, apontada pela Polícia como maior fornecedora de armas e drogas da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), principalmente dos traficantes Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos, e Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37, foi presa em agosto do ano passado.

Irmã de Marcello Fernandes Campos Oliveira, o Magaiver, 39, – que cumpre pena por seqüestro e assalto na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (antiga Bangu 1), também no Complexo de Gericinó – ela vendia armas e drogas para traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Antes de ser presa, ela fornecia armamento e drogas principalmente para os morros Chapéu Mangueira, no Leme, e Dona Marta, em Botafogo, ambos na Zona Sul do Rio e controlados pelo CV.
Após sua prisão, ela se apaixonou por Márcio Dinnali Fontes, o Morte, 37, criminoso de uma facção rival. De acordo com a Polícia, ele era o executor do TCP dentro da Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira, também no Complexo de Gericinó.

“Ele é mais conhecido e respeitado dentro da cadeia, onde esquartejava desafetos por ordem de sua facção”, explicou um dos policiais que participou da prisão de Patrícia Fernandes Pereira Campos de Oliveira, a Morena do Pó ou Pati, 42, revelando que ela receberia uma carga de 100 quilos de cocaína e venderia cada quilo por R$ 17 mil.

“Ela já estava fazendo contatos para que, quando a droga chegasse, já estivesse tudo vendido”, disse o policial, contanto que, além de Facão e Matemático, outros seis traficantes já teriam encomendado parte da cocaína: Celso Luís Rodrigues, o Celsinho Russo, 46, da Favela Vila Vintém, em Padre Miguel; Fernando Gomes da Silva, o Fernandinho Português, 39, da Favela do Fumacê, em Realengo, ambas na Zona Oeste; Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nêm, da Favela da Rocinha, na Zona Sul; e Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30, do Morro da Serrinha, em Madureira; além de seus irmãos, Neco e Adilson, do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, ambas na Zona Norte.

Apontada como líder de uma quadrilha de tráfico internacional de material entorpecente e armamento que atuava no eixo Rio-São Paulo-Minas Gerais e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, a matuta – que nasceu em Juiz de Fora – foi presa por agentes da Coordenadoria de Informação e Inteligência Policiais (Cinpol), no final da tarde do dia 12 de agosto do ano passado, no encontro da Rua André Rocha com a Estrada dos Bandeirantes, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal demonstraram que ela abastecia as bocas-de-fumo de favelas do Rio de Janeiro, sendo a principal responsável pela importação das drogas, das armas e das munições provenientes da Bolívia e do Paraguai. Presa pela PF em 1994, ela foi condenada a 35 anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas, associação para fins de tráfico e contrabando de armas e munições e estava evadida da Penitenciária Joaquim Ferreira de Souza, antiga Bangu VIII, no Complexo de Gericinó, em Bangu, desde dezembro de 2008.

Quatro meses após a prisão da Morena do Pó, outra mulher apontada como matuta foi presa. Desta vez, no bairro Ilha da Conceição, em Niterói. Mulher do traficante Carlos Vinícius Lírio da Silva, o Cabeça, e conhecida como Dama do Pó, Rafaela dos Santos Rocha, 27, é apontada pela Polícia como responsável por controlar os negócios do marido na Favela do Sabão, no bairro São Lourenço, também em Niterói.

Ela foi presa por policiais da 36ª DP (Santa Cruz), no dia 14 de dezembro. No dia seguinte, os agentes apreenderam dois aparelhos de telefone celular na cela em que Cabeça cumpre pena, há quatro anos, na Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho (antiga Bangu 4), no Complexo de Gericinó. Ele foi preso, em 2005, depois de participar da tentativa de resgate dos traficantes Edmilson Ferreira dos Santos, o Sassá, 34, e Marcélio de Souza Andrade, 29, no dia 27 de dezembro daquele ano.

Os dois e outros cinco detentos seguiam para o Fórum da Ilha do Governador para depor, acompanhados por apenas dois policiais civis, quando aconteceu o resgate. Na ação, os policiais Luiz Hermes Ferraz Dantas, 43, e Fernando Guilherme Medeiros Queiroz, 53, acabaram metralhados e suas armas – duas pistolas .40 e um fuzil – foram roubados.

Natural da Favela da Linha da Leopoldina, no Barreto, Marcélio era braço-direito de Sassá, considerado um dos maiores atacadistas de drogas do Estado e integrante da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA). Ele também chefiava o tráfico na Favela do Sabão, no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, e na Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, ambos na Zona Norte do Rio. Ele foi encontrado morto, uma hora após a fuga, vestindo um colete da Polícia Civil. O corpo estava em mata fechada ao lado do campo de treinamento da Força Aérea Brasileira (FAB), na Ilha do Governador.
Desde então, mesmo preso, Cabeça assumiu o controle do tráfico no Sabão e na Favela do Aço, em Santa Cruz. Ele controlava as bocas-de-fumo e dava as coordenadas para a mulher, responsável pela arrecadação do dinheiro da venda das drogas, por buscar correspondências no presídio, e até pela distribuição do entorpecente nas duas comunidades.

Rafaela dos Santos Rocha, a Dama do Pó, 27 anos

Ela teve a prisão decretada pela 2ª Vara Criminal de Santa Cruz com base em escutas telefônicas feitas nos dois celulares que estavam com o marido na cela de Bangu 4, onde ele cumpre pena de 50 anos de em regime fechado pela execução dos policiais. A prisão de sua mulher ocorreu oito meses após a volta dela ao Brasil. Em uma tentativa de afastar a filha do traficante, os pais de Rafaela chegaram a mandá-la para os Estados Unidos, onde ela morou durante dois anos, na cidade da Pensilvânia. Ela havia acabado de comprar uma casa no bairro Venda da Cruz, em São Gonçalo. Segundo a Polícia, para lavar o dinheiro do tráfico.

Em junho de 2008, 72 mulheres ingressaram no sistema carcerário do Estado do Rio de Janeiro, já julgadas e condenadas por tráfico de drogas. De janeiro a junho do ano passado, foram 122. Apenas uma delas, a Morena do Pó, apenada por tráfico internacional de drogas.

____________________________________________________

Quer ganhar ingressos para o filme “Alvin e os Esquilos 2” ??

Saiba Mais Aqui: Brindes e Promoções para os Leitores

Fotos: Bruno Gonzalez

Lunetas com capacidade de aproximar alvos a até um quilômetro de distância estão sendo usadas por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas na Favela Parque União, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. Os aparelhos óticos foram apreendidos, na manhã desta quarta-feira, dia 25 de novembro, por policiais do 22º BPM (Benfica).

Os PMs realizavam operação para tapar buracos abertos nas principais vias da localidade para dificultar a entrada das viaturas quando receberam denúncias relativas a locais onde os criminosos teriam escondido armas e drogas.

“A ação era para tapar os buracos do tráfico. Eles abriram fossos para impedir a entrada da Polícia. Conseguimos concreto e fomos para lá com um caminhão betoneira. Algumas pessoas começaram a ligar para o Disque-Denúncia com informações sobre gatonet e imóveis utilizados por criminosos e aproveitamos para checá-las”, revelou o tenente-coronel Amaury Simões, comandante do 22º BPM.

Na laje de uma casa perto da Rua Darci Vargas, os policiais encontraram duas lunetas, munições para diversos calibres, frascos de cheirinho da loló, uma granada, papelotes de cocaína e trouxinhas de maconha, além de aproximadamente quatro quilos de pasta de cocaína e farto material para endolação.

“Acredito que o tráfico tenha sofrido um prejuízo financeiro muito grande, de pelo menos R$ 200 mil. Cada quilo dessa pasta de cocaína ainda passaria por fases de mistura e endolação e seria multiplicado cinco vezes”, afirmou o coronel Amaury.

Em outro imóvel, os PMs estouraram uma central clandestina de televisão a cabo. Diversos equipamentos, como distribuidores e receptores de sinal, foram apreendidos. Para evitar manifestações em represália à ação, foi montado um esquema especial de policiamento.

“Equipes vão permanecer até a manhã desta quinta-feira no local, até que o concreto seque. O policiamento ostensivo está reforçado, assim como o patrulhamento nas principais vias de acesso à comunidade, para evitar que os criminosos tentem diminuir o prejuízo sofrido praticando assaltos”, garantiu o oficial.

Todo o material foi levado para a 21ª DP (Bonsucesso), onde foi feito o registro da apreensão.

____________________________________________________

Quer ganhar ingressos para o filme “Atividade Paranormal” ??

Saiba Mais Aqui: Brindes e Promoções para os Leitores

Fotos: Bruno Gonzalez

Lunetas com capacidade de aproximar alvos a até um quilômetro de distância estão sendo usadas por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas na Favela Parque União, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. Os aparelhos óticos foram apreendidos, na manhã desta quarta-feira, dia 25 de novembro, por policiais do 22º BPM (Benfica).

Os PMs realizavam operação para tapar buracos abertos nas principais vias da localidade para dificultar a entrada das viaturas quando receberam denúncias relativas a locais onde os criminosos teriam escondido armas e drogas.

“A ação era para tapar os buracos do tráfico. Eles abriram fossos para impedir a entrada da Polícia. Conseguimos concreto e fomos para lá com um caminhão betoneira. Algumas pessoas começaram a ligar para o Disque-Denúncia com informações sobre gatonet e imóveis utilizados por criminosos e aproveitamos para checá-las”, revelou o tenente-coronel Amaury Simões, comandante do 22º BPM.

Na laje de uma casa perto da Rua Darci Vargas, os policiais encontraram duas lunetas, munições para diversos calibres, frascos de cheirinho da loló, uma granada, papelotes de cocaína e trouxinhas de maconha, além de aproximadamente quatro quilos de pasta de cocaína e farto material para endolação.

“Acredito que o tráfico tenha sofrido um prejuízo financeiro muito grande, de pelo menos R$ 200 mil. Cada quilo dessa pasta de cocaína ainda passaria por fases de mistura e endolação e seria multiplicado cinco vezes”, afirmou o coronel Amaury.

Em outro imóvel, os PMs estouraram uma central clandestina de televisão a cabo. Diversos equipamentos, como distribuidores e receptores de sinal, foram apreendidos. Para evitar manifestações em represália à ação, foi montado um esquema especial de policiamento.

“Equipes vão permanecer até a manhã desta quinta-feira no local, até que o concreto seque. O policiamento ostensivo está reforçado, assim como o patrulhamento nas principais vias de acesso à comunidade, para evitar que os criminosos tentem diminuir o prejuízo sofrido praticando assaltos”, garantiu o oficial.

Todo o material foi levado para a 21ª DP (Bonsucesso), onde foi feito o registro da apreensão.

____________________________________________________

Quer ganhar ingressos para o filme “Atividade Paranormal” ??

Saiba Mais Aqui: Brindes e Promoções para os Leitores

As recentes operações policiais em repressão ao tráfico de drogas nas comunidades cariocas têm feito com que alguns criminosos atravessem a Ponte Rio-Niterói para se abrigar em favelas de Niterói e São Gonçalo.

As informações estão sendo repassadas pela Central do Disque-Denúncia para as polícias Civil e Militar, que estão em alerta monitorando algumas comunidades dos dois municípios, principalmente aquelas cuja venda de drogas é controlada pela facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Entre as denúncias recebidas pelo órgão, 13 delas apontavam a possível localização do traficante mais procurado do Estado na atualidade: Fabiano Atanázio da Silva, o FB, 33 anos, chefe do tráfico de drogas na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio.

Considerado foragido da Justiça desde 2002 – quando conquistou o benefício do regime semi-aberto e não voltou ao Instituto Penal Edgard Costa, no Centro de Niterói, onde cumpria sua pena –, o criminoso teria ordenado a invasão ao Morro dos Macacos, em Vila Isabel, também na Zona Norte. Em um dos episódios da guerra entre facções rivais, o helicóptero do Grupamento Aeromarítimo (GAM) da PM foi abatido e dois policiais morreram.

Também conhecido como Urubu, FM e Imperador, o criminoso está no tráfico desde 2000. Nascido e criado na Favela Cidade Alta, em Cordovil, também na Zona Norte do Rio, ele já esteve à frente das bocas-de-fumo do Morro do Urubu, em Pilares, e já liderou diversas tentativas de invasões a comunidades rivais.

Além de possuir 14 mandados de prisão expedidos, “FB” responde a vários processos na Justiça do Rio de Janeiro e teve participação em vários crimes de repercussão, como o seqüestro de um grupo de chineses, em agosto de 2008, e o ataque a policiais da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), em novembro, também do ano passado, próximo à Favela de Manguinhos, em Bonsucesso.

Fabiano Atanázio da Silva, o FB, 33 anos

Do dia 17 de outubro até esta quinta-feira, dia 19, foram feitas 270 denúncias com informações sobre o paradeiro de FB. A maioria delas apontavam supostos esconderijos do traficante: um em Niterói e 12 em São Gonçalo.

No final do mês passado, policiais da 73ªDP (Neves) receberam uma denúncia de que traficantes responsáveis pelo ataque ao helicóptero da PM durante a guerra de facções no Morro dos Macacos estariam escondidos em uma casa na Estrada da Fazendinha, na Favela Novo México, em São Gonçalo. Com a chegada dos agentes no local, houve intensa troca de tiros e um homem foi preso.

– As principais comunidades que costumam abrigar criminosos do Rio são o Complexo da Coruja, Morro do Martins e Menino de Deus. A maioria desses traficantes é oriunda da Favela da Fazendinha, do Morro da Mangueira e do Complexo do Alemão. Eles se deslocam durante a semana para tentar fugir das ações policiais no Rio. Entretanto, com a forte repressão que as polícias Civil e Militar também vêm implementando em nossa região, esse deslocamento teve um queda considerável – explicou um dos agentes da 73ªDP.

Maico dos Santos de Souza, o Gaguinho ou Jogador, 28 anos

Segundo investigações da distrital, Maico dos Santos de Souza, o Gaguinho ou Jogador, 28 – apontado como o chefe do tráfico do Complexo da Coruja, em Neves – seria um dos principais responsáveis por abrigar traficantes do Rio em São Gonçalo. Um deles, conhecido apenas como “Pixote”, saiu da Favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão, para fortalecer as bocas-de-fumo da comunidade de Neves.

Ainda de acordo com a Polícia, Pixote perdeu dois dedos durante a guerra entre facções criminosas no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, no final de agosto desse ano, quando uma granada explodiu em sua mão no momento em que ele tentava lançá-la nos criminosos rivais.

Além de Gaguinho e Pixote, pelo menos outros 10 criminosos estão sendo investigados pelo assassinato do policial civil Rogério Carlos Antunes da Costa, 47, o ocorrido no último dia 10. Segundo os policiais, a Justiça deve decretar a prisão do grupo ainda nesta semana.

____________________________________________________

Quer ganhar brindes exclusivos e ingressos do filme “2012” ??

Saiba Mais Aqui: Brindes e Promoções para os Leitores

vigariogeral

A informação de que traficantes do Comando Vermelho (CV) vão tentar retomar a Favela de Vigário Geral, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio, neste final-de-semana, está deixando a Polícia em alerta.

massacre-de-vigario-geral

Controlada atualmente por integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), a Favela de Vigário Geral ficou mundialmente conhecida após a chacina ocorrida na madrugada de 29 de agosto de 1993. No dia anterior, quatro policiais militares lotados no 9º BPM (Rocha Miranda) haviam sido assassinados na Praça Catolé do Rocha e as mortes dos 21 moradores do local teria sido uma represália ao crime.

policiais mortos vigario

Dois anos depois, em janeiro de 1995, o líder do tráfico no local, Flávio Pires da Silva, o Flávio Negão, 25 anos, morreu em confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque).

flavio negao

Flávio Pires da Silva, o Flávio Negão, 25 anos

No lugar dele, assumiu o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, 42. Preso em 2002 e condenado a 28 anos e meio pela morte do jornalista Tim Lopes, ele teve novo substituto. No entanto, cinco anos depois a facção que já controlava a vizinha Parada de Lucas assumiu o controle das bocas-de-fumo de Vigário Geral e passou a denominar a região como “Parada Geral”.

elias maluco

Nesse período, ocorreram diversas tentativas de retomada. A próxima – que teria sido ordenada por Elias Maluco – seria realizada por bondes das favelas Furquim Mendes e Dique, no Jardim América; Cidade Alta, em Cordovil; e Parque União, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, todas na Zona Norte. Uma outra denúncia aponta que criminosos da Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha, também dariam reforço ao grupo.

“Recebemos notícias de que isso ocorreria, mas nada oficial ainda”, revelou o inspetor Carlos Augusto Ferreira Nogueira, chefe do Setor de Investigações (SI) da 38ª DP (Brás de Pina).

Na última terça-feira, dia 3, agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 22º BPM (Benfica) receberam a informação de que integrantes do Comando Vermelho estavam se reunindo no Parque União para seguir para o Complexo do Alemão, onde decidiriam detalhes da invasão à Parada de Lucas. Vizinha à Favela Vigário Geral, ela seria o primeiro passo para que os traficantes retomassem a região, considerada “relíquia” pelos traficantes da facção.

DSC08317

Assim que os PMs chegaram ao Parque União, houve confronto. Na troca de tiros, um criminoso não identificado foi baleado e morreu no Hospital Geral de Bonsucesso. Com ele, os policiais apreenderam um fuzil Rugger calibre 556. Pouco depois, um jovem chegou à mesma unidade de saúde. Baleado no abdômen, ele foi socorrido pelo irmão e contou ter sido vítima de bala perdida.

051109_38dp

Na tarde do dia seguinte, equipes da 38ª DP realizaram uma operação em Vigário Geral e apreenderam munições, coletes à prova de balas, uma escopeta e produtos para manutenção de armamentos. O material estava no interior de um Vectra prata roubado na área da 17ª DP (São Cristóvão). O veículo estaria sendo usado pelos criminosos conhecidos como Chopp e Gordo, que também abandonaram uma Kombi, roubada no Centro do Rio.

Divididas por apenas uma rua, Vigário Geral e Parada de Lucas ficou com a divisa conhecida como Faixa de Gaza durante duas décadas. Em 2007, o TCP invadiu Vigário e a fronteira forçada entre as duas comunidades terminou. De lá para cá, o CV já tentou reaver as bocas-de-fumo três vezes.

vg

A Polícia Militar declarou que todas as informações são checadas e que a P-2 do 16º BPM (Olaria) está monitorando qualquer movimentação criminosa que demande intervenção direta da PM. A corporação também relembrou o cinturão preventivo montado por diversos batalhões nas proximidades da Favela Vila Kennedy, no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste do Rio, no último sábado, dia 31. A medida foi tomada após o recebimento de denúncias de que haveria guerra entre facções rivais na localidade.

____________________________________________________

Quer ganhar ingressos para o filme “Fama” ??


fama-cartaz

Saiba Mais Aqui: Brindes e Promoções para os Leitores