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Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, 44 anos

Preso desde fevereiro de 2010, o ex-sargento da Polícia Militar Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, 44 anos, e o também ex-PM Herbert Canijo da Silva, o Escangalhado, 47 – que se apresentou à Justiça em outubro de 2009 – foram inocentados no 1º Tribunal do Júri da Capital pela tentativa de homicídio qualificado contra o despachante André Luiz Batista Menezes, 37, e pela denúncia de roubo qualificado contra a Cooperativa de Transporte Alternativo (CoopVida). O julgamento, presidido pela juíza Ludmila Vanessa Lins da Silva ocorreu na madrugada desta sexta-feira, dia 11 de maio, e a sentença foi decidida por sete jurados: quatro mulheres e três homens.

Relembre a entrevista exclusiva com o despachante:
Queima de Arquivo: Chico Bala é acusado de matar testemunha de crime

Herbert Canijo da Silva, o Escangalhado, 47 anos

Durante o julgamento, que começou às 10h15 de quinta-feira, dia 10, a vítima voltou atrás em suas declarações anteriores prestadas à Polícia e à Justiça e disse que foi coagido pelo sargento Jorge Fernandes, já falecido, a acusar os dois réus pelo roubo à CoopVida e também pelos inúmeros disparos feitos em sua direção, no dia 19 de julho de 2008, na Praça do Sete de Abril, em Paciência, na Zona Oeste do Rio.

Questionado, disse que acreditava que o PM queria assumir o comando dos transportes alternativos na área. A vítima também surpreendeu os presentes ao declarar que “sempre soube que Francisco (Chico Bala) combatia as milícias”.

Ricardo Teixeira Cruz, 44 anos

A magistrada ouviu ainda outras três testemunhas, duas de acusação – os PMs Deiverson de Oliveira Arêas e Carlos Frederico Ludwig Neto – e uma de defesa, o delegado Marcus Neves, na época lotado na 35ª DP (Campo Grande) e responsável pelo inquérito policial.

Por mais de três horas, a promotora de Justiça Patricia Mothé Glioche Béze ratificou seu pedido de acusação, durante os debates, e solicitou a exibição no plenário da filmagem de depoimentos em que apareciam, dentre outros, o miliciano e também ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, 44 – preso em maio de 2009 e condenado a 12 anos de prisão, em setembro do ano seguinte -, o que foi atendido pela juíza.

Alexsander da Silva Monteiro, o Popeye, 40 anos

Logo depois, os advogados dos réus, durante duas horas e meia, pediram a absolvição dos acusados. O Conselho de Sentença acolheu as teses das defesas, absolvendo os acusados das imputações descritas na denúncia e na pronúncia. Tanto Chico Bala como Escangalhado estão na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, desde maio de 2010. Também é na penitenciária de segurança máxima que está o comparsa deles, o ex-PM Alexsander da Silva Monteiro, o Popeye, 40 – preso em março de 2010.

ARQUIVO MILÍCIAS:


EXCLUSIVO: Liga da Justiça, Comando Chico Bala, Águia de Mirra, Milícia do Batan

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Major do Exército Maurício Ribeiro Dainese, 49 anos

A Polícia está investigando a denúncia de que traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) que controlam a venda de drogas na Zona Oeste do Rio decretaram o início da “caça a militares”. O último caso teria sido o do soldado da Polícia Militar Thiago Moraes Pontes, 29 anos, que morreu na última segunda-feira, dia 1º de agosto, após ser baleado na porta de casa, na Pirituba, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. O PM, que era lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus, ainda foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, mas não resistiu.

Quatro dias antes, a primeira vítima teria sido o major do Exército Maurício Ribeiro Dainese, 49 anos. Lotado na 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, o oficial foi visto pela última vez na quinta-feira, dia 28 de julho, na loja de conveniência de um posto de combustível na Rua Piraquara, um dos acessos à Favela Minha Deusa, também em Realengo. Usando uma jaqueta de couro, ele estava com sua moto, a Yamaha XT660 preta, placa KVH 6169, e carregava uma pistola 9 mm.

O desaparecimento do major foi registrado no dia 31 de julho na 30ª DP (Marechal Hermes), sob o número 04378/2011. Familiares do oficial denunciaram que o Exército não tomou qualquer providência para descobrir o paradeiro do oficial. Nesta terça-feira, dia 2 de agosto, policiais do 14º BPM (Bangu) realizaram operação para verificar uma denúncia de que o corpo do major estaria no interior da Favela Minha Deusa. Não houve troca de tiros durante a ação e nenhum corpo foi encontrado.

“O assassino do PM é o líder do tráfico na Vila Vintém e suspeitamos que também tenha envolvimento no sumiço do oficial do Exército”, afirmou o tenente-coronel Djalma Beltrami, comandante do 14º BPM.

O suspeito de envolvimento na morte do PM e no sumiço do major é conhecido como Perigo, integrante da ADA. Quem tiver qualquer informação que auxilie nas investigações policiais e ajude a Polícia a localizar e prender o bandido e encontrar o oficial do Exército pode ligar para o Disque-Denúncia, através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar.

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Moradores do Complexo da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, denunciam que traficantes ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) invadiram o Posto de Policiamento Comunitário (PPC) da Favela Vila Aliança. que existia no interior da Favela Vila Aliança.

O comandante do 14º BPM (Bangu), tenente-coronel José da Silva Macedo, afirmou que o PPC foi desativado porque será implantada na região uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O oficial também garantiu que a desativação foi estratégica.

“As estatísticas apontam que a grande demanda de crimes acontece em outros lugares e não próximo ao PPC. Não podemos deixar policiais em locais que apresentam poucos casos de violência, apesar de ser dentro de uma comunidade carente, enquanto bandidos fazem dezenas de vítimas”, disse o major Fernando Estevam, porta-voz do coronel Macedo.

Os 18 policiais militares que ficavam de plantão no PPC da Vila Aliança foram deslocados para reforçar o patrulhamento nas ruas.

Ainda de acordo com o porta-voz, para o tenente-coronel Macedo, que está no comando do batalhão desde o mês de agosto do ano passado, o efetivo está abaixo no necessário para garantir a segurança de uma área com 36 favelas e quase 1 milhão de habitantes.

“É um cobertor curto. Você cobre de um lado e deixa o outro destampado. Não podemos ficar enxugando gelo. Precisamos combater o crime de forma inteligente, como estamos fazendo. Basta verificar as estatísticas”, afirmou o major Estevam.

Por sua vez, os moradores do Complexo da Coréia – composto pelas favelas Coréia, Vila Aliança, Rebu, Taquaral e Jabour, que cortam os bairros Senador Camará, Realengo e Bangu – na Zona Oeste do Rio – questionam a mudança. Segundo eles, é impossível transitar pelas ruas, depois que anoitece.

“Antes, com a presença da Polícia já era complicado. Agora, sem o PPC, piorou. Depois de 19h é como um toque de recolher. Poucas pessoas arriscam ficar nas ruas”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.

No dia 28 de novembro de 2009, bandidos atacaram o PPC da favela e balearam um morador na coxa. Identificado como Sérgio Correia de Souza, ele estava no posto policial quando os criminosos passaram atirando.

No último dia 20 de abril, uma operação conjunta entre equipes do 14º BPM e da 34ª DP (Bangu) terminou com cinco mortos e a apreensão de uma pistola, uma granada, uma metralhadora e um fuzil. Quatro homens armados que estavam em um Siena tentaram passar pelo bloqueio policial e bateram . O carro onde estavam explodiu e pegou fogo.

“A explosão provavelmente foi causada por uma granada que eles carregavam”, contou, na ocasião, o tenente-coronel Ricardo Brito, responsável pela ação.

O quinto morto foi baleado em confronto, em outro ponto do Complexo da Coréia.

“Não querendo polemizar, mas o traficante está lá na favela, vai comprar droga quem quer. Já os assaltantes estão por toda parte, não podemos deixar que eles hajam sem tentar impedi-los”. Essa foi a frase usada pelo major Estevam, porta-voz do comandante do 14º BPM (Bangu), tenente-coronel José da Silva Macedo, para justificar a decisão de mudar a estratégia.

De acordo com as estatísticas da Seção de Operações (P-3) do batalhão de Bangu, além do aumento do efetivo no policiamento, outros fatores interferem na presença de criminosos.

“Os registros policiais mostram que a maioria dos casos ocorre em regiões com falta de iluminação pública, árvores sem poda e buracos no muro da linha férrea que facilitam as fugas dos ladrões”, declarou o oficial.

Os campeões de ocorrências são os roubos a carros, pedestres e a celulares. Isso porque, segundo a Polícia, há quadrilhas especializadas em roubar apenas aparelhos de telefone portátil. Os horários de maior incidência são de meio-dia à meia-noite. Os dados mostram que, durante a madrugada, são registrados poucos casos de roubos.

Em mais da metade dos casos, os assaltantes agem a pé. Já na parte da manhã, a metade dos criminosos ataca de motocicletas. Ao todo, 45% dos bandidos abordam as suas vítimas de moto, outros 38% a pé, enquanto 10% agem de bicicleta. Os ataques por quadrilhas que cercam suas vítimas de carro costumam ser de 7%, com exceção do horário noturno que a prática aumenta mais que o dobro.

O Disque-Denúncia oferece recompensa de R$ 3 mil para quem der informações que ajudem a Polícia a localizar e prender o traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos. O criminoso é apontado como responsável por chefiar o tráfico de drogas nas favelas Vila Aliança, Rebu, Coréia, Acari, Amarelinho, Taquaral e Sapo, todas nas imediações da Zona Oeste e Zona Norte do Rio.

Líder das favelas da Zona Oeste pertencentes à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) – da qual é um dos fundadores – Matemático está evadido do Sistema Penal desde o mês de abril do ano passado, quando conquistou o benefício de cumprir o restante de sua pena no regime semi-aberto. Ele garantiu que trabalharia na Funerária Água Branca, em Realengo, e voltaria à cadeia para dormir, mas não retornou. Preso em 2004, Matemático tem 13 e duas condenações, totalizando 12 anos de cadeia.

Qualquer informação pode ser repassada através do telefone 2253-1177. O anonimato é garantido.

Em liberdade desde julho do ano passado – após ser preso e condenado a quase 20 anos de prisão por mandar matar o primo Paulo Andrade, o Paulinho, em 1998 -, o contraventor Rogério Andrade, 47 anos, sofreu um atentado. Ele saía de uma academia, acompanhado pelo filho, Diego Andrade, 17, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, quando seu veículo – um Toyota Corolla blindado – explodiu, na tarde de quinta-feira, dia 8 de abril.

Diego Andrade, 17 anos

A explosão ocorreu na Avenida das Américas e o Vectra onde estavam cinco seguranças – policiais militares – do contraventor também foi atingido. Um terceiro sargento do 17º BPM (Ilha do Governador), um cabo do Batalhão de Choque, um cabo do 3º BPM (Méier), um soldado do 23º BPM (Leblon) e um soldado do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) ficaram presos administrativamente, durante 72 duas horas. Outros 13 policiais fariam parte do esquema de segurança de Rogério Andrade, que sofreu ferimentos no nariz e na boca e foi operado no Hospital Barra D’Or.

Ainda se recuperando de uma cirurgia plástica de quatro horas para reconstrução de parte do rosto, o contraventor admitiu para amigos ter um palpite sobre a autoria intelectual do atentado e apontou o bicheiro e inimigo declarado Fernando Iggnácio de Miranda, genro do falecido contraventor Castor Gonçalves de Andrade e Silva, o Castor de Andrade – tio de Rogério -, como culpado.

Em 2001, na primeira vez em que sofreu um atentado, Rogério também acusou Fernando Iggnácio como o mandante do crime. Ele chegava ao apartamento da namorada, em um apart-hotel na Barra da Tijuca, quando foi surpreendido pelo cabo fuzileiro naval da reserva Eduardo Oliveira da Silva, 48, que estava escondido debaixo da cama do quarto que ocupava.

Rogério escapou porque a arma do fuzileiro engasgou no primeiro disparo. Houve uma briga e o matador só foi embora porque ficou com medo dos seguranças de Rogério. As investigações da 16 DP (Barra da Tijuca) apontaram que havia se hospedado no flat 15 dias antes da tentativa de homicídio.

Dois dias depois a juíza Maria Angélica Guimarães Guerra Guedes decretou a prisão temporária de Fernando Iggnácio e do fuzileiro naval. Nas investigações, ficou constatado que foram feitas várias ligações do celular de Eduardo para o de Fernando.

O advogado Luiz Carlos Silva Neto, contratado por Rogério Andrade após sua condenação, conseguiu anular a sentença desfavorável. O novo julgamento está marcado para 17 de agosto.

Em outubro do ano passado, um outro automóvel blindado explodiu no Rio de Janeiro. O sargento Rony Lessa, 40 anos, estava em sua Toyota quando houve a explosão, na Rua Mirinduba – a poucos metros da sede do 9º BPM (Rocha Miranda) -, em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio. Adido à Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), ele acabou perdendo uma das pernas.

Quatro meses após o incidente, o inquérito – que tem prazo de 30 dias para ser concluído e remetido à Justiça, prorrogáveis por mais 30, mediante pedido justificado da autoridade policial – até hoje não foi finalizado. Uma das justificativas foi de que o tipo de explosivo usado na ação não foi detectado pelo Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e, por isso, o material arrecadado foi enviado análise no exterior.

A única informação divulgada, na ocasião, foi de que o sargento teria envolvimento com máquinas caça níqueis e trabalharia no grupo de um delegado da Polícia Civil. No atentado ao PM, foram recolhidos o chip de um celular, bateria e pedaços de imã, que podem indicar que a bomba teria sido acionada por telefone.

Já no caso do contraventor Rogério Andrade, agentes do Antibombas procuraram fragmentos nos dois sacos de destroços recolhidos no local do crime e descobriram que os dois pinos de metal encontrados não eram de granada, e sim de extintores de incêndio. Como o carro ficou completamente carbonizado, a análise foi dificultada.

Os destroços do Corolla indicam que a bomba foi colocada no chão, na altura dos pedais, possivelmente acoplada debaixo do carro, já que o assoalho ficou destroçado. E tudo indica que o impacto tenha ocorrido de fora para dentro do veículo. Nos dois atentados, quem estava ao volante — o PM, no caso do ano passado, e Diogo, neste último — perdeu a perna esquerda.

Em liberdade desde julho do ano passado – após ser preso e condenado a quase 20 anos de prisão por mandar matar o primo Paulo Andrade, o Paulinho, em 1998 -, o contraventor Rogério Andrade, 47 anos, sofreu um atentado. Ele saía de uma academia, acompanhado pelo filho, Diego Andrade, 17, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, quando seu veículo – um Toyota Corolla blindado – explodiu, na tarde de quinta-feira, dia 8 de abril.

Diego Andrade, 17 anos

A explosão ocorreu na Avenida das Américas e o Vectra onde estavam cinco seguranças – policiais militares – do contraventor também foi atingido. Um terceiro sargento do 17º BPM (Ilha do Governador), um cabo do Batalhão de Choque, um cabo do 3º BPM (Méier), um soldado do 23º BPM (Leblon) e um soldado do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) ficaram presos administrativamente, durante 72 duas horas. Outros 13 policiais fariam parte do esquema de segurança de Rogério Andrade, que sofreu ferimentos no nariz e na boca e foi operado no Hospital Barra D’Or.

Ainda se recuperando de uma cirurgia plástica de quatro horas para reconstrução de parte do rosto, o contraventor admitiu para amigos ter um palpite sobre a autoria intelectual do atentado e apontou o bicheiro e inimigo declarado Fernando Iggnácio de Miranda, genro do falecido contraventor Castor Gonçalves de Andrade e Silva, o Castor de Andrade – tio de Rogério -, como culpado.

Em 2001, na primeira vez em que sofreu um atentado, Rogério também acusou Fernando Iggnácio como o mandante do crime. Ele chegava ao apartamento da namorada, em um apart-hotel na Barra da Tijuca, quando foi surpreendido pelo cabo fuzileiro naval da reserva Eduardo Oliveira da Silva, 48, que estava escondido debaixo da cama do quarto que ocupava.

Rogério escapou porque a arma do fuzileiro engasgou no primeiro disparo. Houve uma briga e o matador só foi embora porque ficou com medo dos seguranças de Rogério. As investigações da 16 DP (Barra da Tijuca) apontaram que havia se hospedado no flat 15 dias antes da tentativa de homicídio.

Dois dias depois a juíza Maria Angélica Guimarães Guerra Guedes decretou a prisão temporária de Fernando Iggnácio e do fuzileiro naval. Nas investigações, ficou constatado que foram feitas várias ligações do celular de Eduardo para o de Fernando.

O advogado Luiz Carlos Silva Neto, contratado por Rogério Andrade após sua condenação, conseguiu anular a sentença desfavorável. O novo julgamento está marcado para 17 de agosto.

Em outubro do ano passado, um outro automóvel blindado explodiu no Rio de Janeiro. O sargento Rony Lessa, 40 anos, estava em sua Toyota quando houve a explosão, na Rua Mirinduba – a poucos metros da sede do 9º BPM (Rocha Miranda) -, em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio. Adido à Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), ele acabou perdendo uma das pernas.

Quatro meses após o incidente, o inquérito – que tem prazo de 30 dias para ser concluído e remetido à Justiça, prorrogáveis por mais 30, mediante pedido justificado da autoridade policial – até hoje não foi finalizado. Uma das justificativas foi de que o tipo de explosivo usado na ação não foi detectado pelo Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e, por isso, o material arrecadado foi enviado análise no exterior.

A única informação divulgada, na ocasião, foi de que o sargento teria envolvimento com máquinas caça níqueis e trabalharia no grupo de um delegado da Polícia Civil. No atentado ao PM, foram recolhidos o chip de um celular, bateria e pedaços de imã, que podem indicar que a bomba teria sido acionada por telefone.

Já no caso do contraventor Rogério Andrade, agentes do Antibombas procuraram fragmentos nos dois sacos de destroços recolhidos no local do crime e descobriram que os dois pinos de metal encontrados não eram de granada, e sim de extintores de incêndio. Como o carro ficou completamente carbonizado, a análise foi dificultada.

 

Os destroços do Corolla indicam que a bomba foi colocada no chão, na altura dos pedais, possivelmente acoplada debaixo do carro, já que o assoalho ficou destroçado. E tudo indica que o impacto tenha ocorrido de fora para dentro do veículo. Nos dois atentados, quem estava ao volante — o PM, no caso do ano passado, e Diogo, neste último — perdeu a perna esquerda.

 

Último líder do Comando Chico Bala (CCB) ainda me liberdade, o ex-policial militar Alexander da Silva Monteiro, o Popeye, 38 anos, foi preso por policiais da 35ª DP (Campo Grande), em sua casa, no distrito de Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no final da tarde desta sexta-feira, dia 19 de março.

Com ele, foram encontradas máquinas caça-níquel, documentos de contabilidade e até uma peruca, usada em disfarces. A Polícia estima que Popeye e seu grupo chegam a faturar até R$ 100 mil em um dia extorquindo motoristas do transporte alternativo em bairros da Zona Oeste do Rio.

A prisão de Popeye foi efetuada 21 dias após a do também ex-PM Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, que foi surpreendido por agentes da 35ª DP em Guarapari, litoral do Espírito Santo, para onde fugiu com a família em setembro do ano passado. Foragido há oito meses, Chico Bala foi surpreendido durante churrasco em comemoração ao aniversário de 11 anos de seu filho, em uma mansão de mil metros quadrados com seis quartos, piscina, churrasqueira, câmeras de segurança e muros de quatro metros de altura, além de cerca eletrificada. O imóvel, localizado na Rua Rosa Simões de Almeida, no balneário capixaba, foi alugado pelo valor de R$ 2,5 mil em janeiro desse ano.

No mês anterior, no dia 17 de janeiro, outro ex-PM que, junto com Popeye, era um dos homens de confiança de Chico Bala também saiu de cena. O ex-cabo Ronald Sílvio Guerino Bortolozzo, 36, foi executado dentro de sua casa, em Ponta Negra, distrito de Maricá, na Região dos Lagos, no final da madrugada. Os assassinos entraram na residência, na Avenida Central, por volta das 5 horas, e pouparam a mulher e o filho do ex-PM.

Após receber informações de que Popeye estava escondido na região, o delegado Luiz Lima Ramos Filho, titular da 60ª DP (Campos Elíseos), recebeu há cerca de um mês a informação de que Popeye estaria escondido na região e entrou em contato com o delegado Fábio Barucke, titular da 35ª DP, que coordenou a operação conjunta para prender o miliciano – que possuía três mandados de prisão, um por porte de arma e dois por homicídio.

“Com a prisão de Popeye, a milícia de Chico Bala ficou sem líderes. Agora, a gente espera que Toni Ângelo, da Liga da Justiça, se entregue”, afirmou Barucke, que revelou que o CCB explorava cerca de 2 mil motoristas só em Campo Grande, onde cada um pagava R$ 50.

Em sua casa, Popeye escondia três caça-níqueis e uma oficina para a manutenção dos aparelhos, que foram apreendidos e encaminhados para perícia. Outro objeto que chamou a atenção dos agentes foi uma peruca encontrada no local. A peça era utilizada como disfarce por Popeye.

“Como ele é bastante forte e poderia ser facilmente reconhecido, usava essa peruca para não ser notado”, afirmou o titular da 35ª DP.

Ele é suspeito de participação no atentado ao Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Sambaetiba, em março de 2009, quando o sargento Yolando Flávio Silva, 38 anos, e o cabo Robson da Silva Reis, 35, lotados no 35º BPM (Itaboraí), foram baleados. O sargento foi o primeiro atingido e sequer teve tempo de reagir. O cabo e um outro policial lotado no DPO sacaram suas armas e deram início a um confronto. Enquanto o sargento foi baleado várias vezes, Robson foi atingido na mão e nas nádegas. O primeiro não resistiu aos ferimentos. Segundo a Polícia, a intenção era roubar as armas dos PMs para fortalecer a milícia.

ARQUIVO EXCLUSIVO SOBRE A GUERRA DAS MILÍCIAS:
Liga da Justiça x Comando Chico Bala

Sem bala na agulha, Chico vai pra cadeia

Baixa no Comando Chico Bala: Bortolozzo executado em casa

MP recebe documentos que comprovariam nomeação de Chico Bala

Efeito Chico Bala x Batman: dois comandantes são exonerados. PMERJ aproveita e altera outros 12 comandos

Matador do Comando Chico Bala é executado em Santa Cruz

PM que testemunharia contra integrantes do Comando Chico Bala é assassinado

Mais um capítulo na guerra entre milícias na Zona Oeste

Polícia investiga suposta invasão de milícia à cooperativa de vans

Queima de Arquivo: Chico Bala é acusado de matar testemunha de crime

MP instaura inquérito civil para apurar nomeação de Chico Bala

Guerra das Milícias do Rio chega à Brasília

O Chico não é mais Bala: agora é Chico dos Transportes

Outro acusado de ser miliciano é solto pela Justiça

Parece Velho Oeste, mas é Zona Oeste: a Terra sem Lei

Justiça denuncia ilegalidade na prisão de PM acusado de ser miliciano

Guerra da Milícia chega à Região dos Lagos

Polícia prende acusados de integrar Liga da Justiça

Chico Bala ataca DPO atrás de armas e mata PM

Milícia da Carobinha apontada como doadora de terreno onde está sendo construído DPO

Comando de Chico Bala sem bala

Guerra da Milícia: Liga da Justiça x Comando Chico Bala – O Início de Tudo

Fotos: Henrique Esteves
Texto: Gustavo Carvalho e Roberta Trindade

Ele se utilizou da prerrogativa de policial militar para articular um dos mais influentes grupos paramilitares do Estado, a milícia auto-intitulada Comando Chico Bala (CCB). Para conseguir tal objetivo, tornou-se informante da Polícia Civil – com regalias, inclusive, de circular armado em viaturas da própria instituição em operações não oficiais.

Foi nomeado Subsecretário de Transportes de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, de onde começou a expandir seus domínios no controle de alguns dos mais rentáveis mercados ilegais no Rio, o transporte alternativo, a segurança privada e as TVs a cabo piratas, popularmente conhecidas como gatonets.

Uma trajetória marcada por disputas, traições e mortes, que transformou a Zona Oeste do Rio em um verdadeiro Velho Oeste com mais de 100 assassinatos no período de dois anos.

Foragido há oito meses, o ex-policial militar Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, foi preso por agentes da 35ª DP (Campo Grande) em Guarapari, litoral do Espírito Santo, para onde fugiu com a família em setembro do ano passado.

Ele foi surpreendido pela Polícia durante churrasco em comemoração ao aniversário de 11 anos de seu filho, em uma mansão de mil metros quadrados com seis quartos, piscina, churrasqueira, câmeras de segurança e muros de quatro metros de altura, além de cerca eletrificada. O imóvel, localizado na Rua Rosa Simões de Almeida, no balneário capixaba, foi alugado pelo valor de R$ 2,5 mil em janeiro desse ano.

Além de todo o luxo, na garagem estava estacionado um veículo Jeep Grand Cherokee blindado, comprado à vista pelo acusado. Ao receber voz de prisão, Chico Bala correu e se trancou no quarto, mas acabou se entregando sem tentar qualquer reação.

Desarmado a pedido da mãe evangélica, ele contou aos policiais que fugiu temendo ser morto e que seria capaz de atacá-los a dentadas para tentar defender seus familiares. Conformados com a prisão, todos deram as mãos e fizeram uma oração. A atual mulher dele está grávida de aproximadamente sete meses.

“Os familiares dele rezaram e o aconselharam afirmando que a prisão seria melhor do que a morte”, detalhou delegado Fábio Barucke, titular da 35ª DP.

Mais magro e sem o seu já tradicional cavanhaque, Chico Bala comentou com os agentes que fugiu para o Espírito Santo para tentar mudar de vida, trabalhando em uma pastelaria de sua propriedade no Centro de Guarapari.

Entretanto, os policiais acreditam que o estabelecimento comercial seria uma forma do acusado lavar o dinheiro da quadrilha que continuava a controlar a 452 quilômetros de distância, através da cobrança de uma taxa de R$ 50 semanais de pelo menos 2 mil motoristas de vans da Zona Oeste do Rio.

“Era uma questão de honra prender o Chico Bala. Ele é um miliciano perigoso e diferenciado, já que participou de diligências com a própria Polícia Civil para desarticular outro grupo de milicianos. Mesmo sabendo que se tratava de uma ação séria, ele traiu a confiança dos policiais”, comentou o delegado Alan Turnowski, chefe de Polícia Civil, durante a apresentação do acusado no auditório da 5ª DP (Gomes Freire).

De acordo com o delegado Fábio Barucke, Chico Bala possui quatro mandados de prisão por homicídio e também pode responder por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

O advogado do acusado, Marcos Espínola, disse que entrou com o pedido de revogação da prisão de Chico Bala e pretende solicitar à justiça que ele seja transferido para uma cela especial, pois teme pela segurança de seu cliente.

“Ele foi utilizado como caçador, combatendo a ilegalidade. Hoje é caçado pelo próprio Poder que um dia defendeu, mas estaremos trabalhando para provar a sua inocência em todas as acusações”, afirmou Espínola.

“Tudo isso reforça a tese da defesa de que todas as acusações feitas contra ele não passam de calúnias de seus opositores políticos pelo motivo dele ter combatido as milícias que atuam na Zona Oeste”, concluiu o advogado.

AGOSTO 2007
Ele é apontado pela Polícia como ex-aliado e principal rival de outro antigo colega de farda, o ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, que teria tentado matá-lo, em agosto de 2007, na Região dos Lagos. Na época, o então policial, ainda lotado no 25º BPM (Cabo Frio), foi vítima de um atentado, juntamente com sua família, em São Pedro da Aldeia. Atingido por cinco tiros, ele sobreviveu. No entanto, sua mulher, Maria Cláudia Silva de Oliveira, 31, e seu enteado, Ian Coutinho da Silva, 13, não resistiram aos ferimentos e morreram.

A partir desta ocorrência, Chico Bala começou a ajudar os delegados Marcus Neves e Eduardo Soares, então titular e adjunto da 35ª DP, respectivamente, nas investigações que acabariam desarticulando a Liga da Justiça. Contudo, seu interesse era ocupar a lacuna deixada pela quadrilha rival. Entre as prisões realizadas com seu auxílio, estão as dos políticos Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, Natalino Guimarães, Carmen Glória Guinâncio Guimarães, a Carminha Jerominho, e Luciano Guinânceo Guimarães, o Luciano Jerominho.

NOVEMBRO 2008

Além de Chico Bala e Popeye, o ex-PM Hebert Canijo da Silva, o Escangalhado, e o bombeiro Carlos Alexandre da Silva, o Gaguinho, também passaram a ajudar nas investigações policiais, inclusive andando em viaturas – de prefixo 67-8999 e 67-8998 – e circulando com armas da instituição. O fato chegou à Corregedoria da Polícia Civil, que prendeu, no dia 21 de novembro de 2008, Gaguinho e os policiais civis Diogo e Lício, ambos lotados na Delegacia de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter). Os três estavam em frente à Chefia da instituição e o bombeiro segurava um fuzil. No entanto, horas depois, os três foram soltos devido ao que o delegado Marcus Neves definiu como “um mal entendido”.

JANEIRO 2009

Dois meses após a denúncia, Gaguinho foi executado com mais de 20 tiros. O crime ocorreu em um posto de combustível localizado na esquina da Estrada do Gabinal com a Rua Quintanilha, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, por volta das 8h30 do dia 5 de janeiro do ano passado. Horas depois, o agente penitenciário aposentado Wagner Rezende de Miranda, o Waguinho Desipe, 52, foi assassinado na Estrada do Tinguí, em Campo Grande.

Os dois nomes constam entre os 218 indiciados por envolvimento com milícias no documento preparado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) destinada a discutir o surgimento e a ascensão dos grupos em território fluminense.

JANEIRO 2009

Em janeiro do ano passado, uma sindicância foi instaurada pela Corregedoria Geral Unificada das Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros Militar para apurar denúncias contra Chico Bala, o também ex-PM Alexandre da Silva Monteiro, o Popeye, e o delegado Marcus Neves Pereira.

A decisão foi publicada na página 53 do boletim da PM de número 9, de 15 de janeiro de 2009, e foi tomada após cinco pessoas – entre elas, um cabo da Polícia Militar – terem denunciado Popeye e um criminoso conhecido como Camelo por um duplo homicídio ocorrido no dia 1º de agosto de 2008, na área da 35ª DP.

Os denunciantes também revelaram que estavam sendo ameaçados pelos dois e pelos demais integrantes do grupo conhecido como Comando Chico Bala, rival da Liga da Justiça e composto, além de Popeye e Camelo, por Chico Bala, Escangalhado, Gaguinho, Neném e Sandrinho. Em outra parte da denúncia, eles afirmaram que integrantes desta milícia circulavam pelas ruas de Campo Grande em viaturas da Polícia Civil, trajando camisas pretas com o emblema da instituição.

O documento diz, ainda, que, após os relatos, diversas outras denúncias apócrifas chegaram à CGU através de correspondências e telefonemas, dando conta de que tal grupo estaria formando uma milícia e atuando em comunidades da Zona Oeste, inclusive com a conivência do delegado Marcus Neves, então titular da 35ª DP. Em outra denúncia, menciona-se que Chico Bala chefiaria a milícia que possui atuação em diversas cidades da Região dos Lagos e andaria em um carro blindado portando fuzil e escoltado pelo PM Bortolozzo, sendo que seriam os responsáveis pela execução de um sargento, ocorrido em Araruama, há dois anos.

O então corregedor geral Gustavo Adolpho Kuhl Leite finalizou seu parecer “considerando, enfim, a gravidade do episódio, o envolvimento de servidores de corporações distintas e a inegável repercussão destes
fatos na esfera administrativa disciplinar” e decidiu instaurar uma sindicância administrativa disciplinar em face do delegado, do sargento Chico Bala e do ex-PM conhecido como Popeye.

Questionado sobre as acusações contra o delegado Marcus Neves, o secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, declarou ter total confiança nele e afirmou que ele não havia sido investigado e nem submetido a qualquer sindicância, contradizendo o conteúdo as investigações da CGU. Na primeira quarta-feira do ano, dia 7 de janeiro, o desembargador aposentado Gustavo Adolpho Kuhl Leite foi substituído por Giuseppe Vitagliano.

ABRIL 2009

Acusado de traição pelos delegados Eduardo Soares e Marcus Neves, que o apontaram como o homem que assumiu os pontos perdidos pela milícia Liga da Justiça, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, o ex-sargento da Polícia Militar Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, assumiu a Subsecretaria de Transportes de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, em abril de 2009. Em entrevista exclusiva ao jornal POVO do Rio, na ocasião, ele afirmou que, “quando era policial, era chamado de Chico Bala. Agora, é conhecido como Chico dos Transportes”.

“Um homem que perdeu uma família do jeito que eu perdi não pode ser miliciano. Isso seria uma idiotice. Eu esperei um ano para poder trabalhar na legalidade, porque tenho filhos para criar e dar exemplo”, contou, acrescentando que não foi empossado no início do ano porque era PM e aguardava liberação para assumir o cargo.

MAIO 2009

O policial militar apontado como principal matador da milícia Comando Chico Bala foi executado com pelo menos 20 tiros de fuzil no trecho Rio-Santos da BR-101, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, no início da manhã do dia 5 de maio do ano passado. O soldado André Lixa do Nascimento, 31 anos, havia saído do 27º BPM (Santa Cruz) – onde era lotado há cerca de oito anos – dez minutos antes. O crime ocorreu no dia seguinte ao assassinato do cabo Carlos Jorge Silva Ramos, também de 31 anos – lotado no 32º BPM (Macaé) e uma das principais testemunhas contra integrantes do grupo paramilitar liderado por Chico Bala.

O cabo foi assassinado em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, na madrugada anterior à execução do soldado Nascimento. Um ano e meio antes, o PM havia pedido para ser incluído no programa de proteção à testemunha. A solicitação foi feita depois que ele começou a receber ameaças de integrantes do Comando Chico Bala.

O PM era testemunha do crime que ficou conhecido como “Chacina do Bar do Wilson”, ocorrido na localidade de Cosmos, em Campo Grande, em 2005. Na ocasião, três pessoas morreram e duas ficaram feridas. Entre os acusados pelas mortes, três ex-PMs apontados como aliados de Chico Bala: Carlos Mendes da Silva Filho, Alan Moreira da Silva, Eduardo Chagas e Alexandre da Silva Monteiro, o Popeye. Todos foram expulsos da corporação devido a essa ação criminosa.

Os outros dois acusados são Nazareno Alves Silva e Josimar José da Silva. Todos estão indiciados no processo número 2005.205.003910-2 da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, por homicídio qualificado mediante paga e à traição (três vezes) e tentativa de homicídio qualificado para assegurar a execução de outro crime (duas vezes), além de formação de quadrilha ou bando armado.

Um dos carros utilizados na ação que resultou na morte do cabo Carlos Jorge foi apreendido por agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 35º BPM (Itaboraí), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, cerca de oito horas após o crime. Os PMs se dirigiram ao município com o objetivo de cumprir mandado de busca e apreensão contra os ex-PMs Popeye e Ronaldo Sílvio Guerino Bortolozzo. O veículo – que constava como roubado na área da 35ª DP, no dia 7 de abril de 2009 – estava na residência deste último.

JANEIRO 2010

Apontado pela Polícia com integrante da milícia Comando Chico Bala, o ex-cabo da Polícia Militar Ronald Sílvio Guerino Bortolozzo, 36 anos, foi executado dentro de sua casa, em Ponta Negra, distrito de Maricá, na Região dos Lagos, no final da madrugada do dia 17 de janeiro. Os assassinos entraram na residência, na Avenida Central, por volta das 5 horas, e pouparam apenas a mulher e o filho do ex-PM.

Além de Chico Bala e Bortolozzo, os ex-PMs Alexandre da Silva Monteiro, o Popeye, Herbet Canijo da Silva, o Escangalhado, Eduardo Chagas, Carlos Mendes da Silva Filho, Alan Moreira da Silva, Anderson Moreira da Silva e Marcelo de Oliveira Andrade também são acusados de integrarem o Comando Chico Bala (CCB).

Os dois últimos foram presos no dia 13 de março de 2009, após tentativa de invadir um Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do 35º BPM (Itaboraí) com o objetivo de roubar armas para fortalecer o armamento do grupo. Na ação, um PM foi morto e outro ficou ferido.

ARQUIVO EXCLUSIVO SOBRE A GUERRA DAS MILÍCIAS:
Liga da Justiça x Comando Chico Bala

Baixa no Comando Chico Bala: Bortolozzo executado em casa

MP recebe documentos que comprovariam nomeação de Chico Bala

Efeito Chico Bala x Batman: dois comandantes são exonerados. PMERJ aproveita e altera outros 12 comandos

Matador do Comando Chico Bala é executado em Santa Cruz

PM que testemunharia contra integrantes do Comando Chico Bala é assassinado

Mais um capítulo na guerra entre milícias na Zona Oeste

Polícia investiga suposta invasão de milícia à cooperativa de vans

Queima de Arquivo: Chico Bala é acusado de matar testemunha de crime

MP instaura inquérito civil para apurar nomeação de Chico Bala

Guerra das Milícias do Rio chega à Brasília

O Chico não é mais Bala: agora é Chico dos Transportes

Outro acusado de ser miliciano é solto pela Justiça

Parece Velho Oeste, mas é Zona Oeste: a Terra sem Lei

Justiça denuncia ilegalidade na prisão de PM acusado de ser miliciano

Guerra da Milícia chega à Região dos Lagos

Polícia prende acusados de integrar Liga da Justiça

Chico Bala ataca DPO atrás de armas e mata PM

Milícia da Carobinha apontada como doadora de terreno onde está sendo construído DPO

Comando de Chico Bala sem bala

Guerra da Milícia: Liga da Justiça x Comando Chico Bala – O Início de Tudo

Apontado como mentor de uma quadrilha que seqüestra gerentes e tesoureiros de agências bancárias e mantém familiares das vítimas como reféns até o pagamento de um resgate, Marcelo Batista Vicente, o Cubano, 35 anos, foi preso por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), na tarde desta sexta-feira, 11 de dezembro. Ele foi surpreendido pelos policiais no estacionamento externo do São Gonçalo Shopping Rio, no bairro Boa Vista, em São Gonçalo.

De acordo com a Polícia, ele estava fazendo levantamentos na região para praticar os crimes em Niterói e São Gonçalo. Com seis mandados de prisão – todos eles por extorsão mediante seqüestro –, Cubano chefiava um bando formado por 10 homens, que vem sendo monitorado pelos agentes da especializada há pelo menos sete meses. Outros dois integrantes da quadrilha já foram presos, um morreu em confronto com a Polícia e outros cinco ainda estão foragidos. Entre eles, Anderson Ribeiro de Pimentel, o Carobinha, Luiz Carlos de Oliveira, o Chiqueirinho, e Marcos de Moraes Portes, o Marquinho.

“Eles costumavam tirar fotografia das pessoas em local de trabalho, residência e lazer e utilizavam isso para fazer terror com as vítimas”, revelou o delegado Roberto Gomes Nunes, titular da DRF, explicando que Cubano era o mentor da quadrilha.

“Na maioria das vezes ele não botava a cara. Ele dava informação, dizia como devia fazer e arregimentava o grupo. A gente acredita que eles deviam estar fazendo algum estudo para praticar algum seqüestro em São Gonçalo ou em Niterói”, ressaltou.

Morador de Santa Cruz, na Zona Oeste, ele vai responder por roubo, quadrilha armada e extorsão mediante seqüestro. Caso condenado, pode pegar 25 anos de prisão por cada caso.

“O próximo passo é tentar prender os demais e instaurar novo inquérito para identificar quem está fazendo lavagem de dinheiro pra quadrilha”, finalizou Roberto Gomes.

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MATEMATICO

O Disque-Denúncia está oferecendo uma recompensa de R$ 3 mil para quem der informações que ajudem a Polícia a localizar e prender o traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos. O criminoso é apontado como responsável por chefiar o tráfico de drogas nas favelas Vila Aliança, Rebu, Coréia, Acari, Amarelinho, Taquaral e Sapo, todas nas imediações da Zona Oeste e Zona Norte do Rio.

Líder das favelas da Zona Oeste pertencentes à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) – da qual é um dos fundadores – Matemático está evadido do Sistema Penal desde o mês de abril, quando conquistou o benefício de cumprir o restante de sua pena no regime semi-aberto. Ele garantiu que trabalharia na Funerária Água Branca, em Realengo, e voltaria à cadeia para dormir, mas não retornou. Preso em 2004, Matemático tem 13 e duas condenações, totalizando 12 anos de cadeia.

Qualquer informação pode ser repassada através do telefone 2253-1177. O anonimato é garantido.

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Fotos: Pedro Pantoja

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Acusado de integrar uma quadrilha que seqüestra gerentes e tesoureiros de agências bancárias e mantém familiares das vítimas como reféns até o pagamento de um resgate, Murilo Antônio da Silva Júnior, 28 anos, foi preso por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), na manhã desta terça-feira, dia 6. Em liberdade condicional há dois anos, ele foi surpreendido pelos policiais civis em sua casa, na Favela Nova Kennedy, no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste do Rio. Contra ele havia um mandado de prisão temporária por 30 dias expedido pelo Plantão Judiciário.

O delegado Roberto Gomes Nunes, titular da especializada, explicou que a quadrilha vinha sendo investigada há quatro meses e teria cometido cinco seqüestros, somente nesse período, roubando aproximadamente R$ 1 milhão. Após escolher a agência, os bandidos passavam a monitorar o local para levantar os pontos vulneráveis e escolher o funcionário que terá sua vida vigiada até o momento do crime.

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“O grupo é formado por sete integrantes, que atuam principalmente na Zona Oeste. Um deles está morto e outro está preso. Os outros cinco já estão identificados e com mandados de prisão expedidos”, revelou o delegado, que não divulgou os nomes para que os suspeitos não fujam.

Os policiais chegaram até Murilo Antônio depois que uma vítima o reconheceu através de fotografia. Tesoureiro em uma agência do banco Itaú localizada em Campo Grande, a vítima foi abordada no momento em que chegava em casa, no Jardim Sulacap, também na Zona Oeste do Rio, por volta das 18h da última quinta-feira, dia 1º.

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“Ele estava de carona com uma colega e tinha acabado de descer do carro e entrar em casa quando foi abordado por Murilo, que gritava “abre o portão, (…) eu vou te pegar, abre, abre”. Ele conseguiu se trancar em casa e o criminoso fugiu. No dia seguinte, quando chegou aqui na delegacia, lhe mostramos várias fotos e ele o reconheceu. No mesmo dia solicitamos o mandado de prisão do acusado”, relatou Roberto Nunes.

O tesoureiro do Itaú – responsável por ficar com as chaves do cofre – contou que no dia seguinte à tentativa de seqüestro sofrida por ele, na sexta-feira, dia 2, haveria pagamento do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no banco e que, por isso, haveria uma grande quantia de dinheiro na agência.

“Nesse caso eles não obtiveram êxito, mas essa quadrilha já praticou cinco crimes nos mesmos moldes, ao longo dos últimos quatro meses. Eles costumam chegar na casa do funcionário do banco durante a noite, e o mantém refém, juntamente com a família, até a manhã seguinte, quando a vítima é obrigada a ir até a agência em que trabalha e pegar uma valor pré-determinado. Somente depois de receberem o dinheiro, eles liberam os familiares”, explicou o delegado, contando que a maioria dos seqüestrados era levada para cativeiros longe das residências.

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“As vítimas são obrigadas a usar um óculos cujas lentes são vedadas com fita crepe, para que não vejam para onde estão sendo levadas e não possam reconhecer os cativeiros”, ressaltou Roberto, mostrando o objeto, apreendido na casa do preso.

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Os policiais também apreenderam o Gol prata placa LKW 2560 e a moto Honda Biz vinho placa LPI 6091, que estavam em nome da mulher do acusado e teriam sido adquiridos com dinheiro ganho nos assaltos, e um carregador para pistola.

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Indiciado por formação de quadrilha e tentativa de extorsão mediante seqüestro, Murilo Antônio já havia sido preso duas vezes: a primeira, em flagrante por assalto a mão armada, em abril de 2000, na área da 30ª DP (Marechal Hermes). Condenado a três anos e oito meses de prisão, ele passou a ser considerado evadido do Sistema Penal depois que conquistou a liberdade condicional e não voltou para prestar contas à Justiça.

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Quatro anos depois, em julho de 2004, ele foi novamente preso em flagrante. Desta vez, por receptação e falsidade ideológica, na 34ª DP (Bangu). Condenado a ficar quatro anos e oito meses na cadeia, ele conquistou a liberdade condicional em 2007.

Também indiciado em dois inquéritos por assalto a mão armada – um da 52ª DP (Nova Iguaçu) e outro da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) – ele foi encaminhado à carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), onde vai permanecer à disposição da Justiça. O delegado Roberto Nunes ressaltou que irá convocar outras vítimas para que, através de fotos, elas possam reconhecer o acusado.

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