PM assassinado em Niterói é o 90º policial morto no Estado do Rio

•Outubro 28, 2009 • Deixe um comentário

Fotos: Pedro Pantoja

PM morto em Niteroi

Na última semana do mês de outubro, uma triste estatística chama a atenção: 162 policiais já foram feridos, trabalhando ou de folga, desde janeiro até ontem, no Estado do Rio de Janeiro. Destes, 59 estavam de serviço. No total, 90 morreram – sendo 80 policiais militares e 11 policiais civis. O número aumentou com a morte do sargento da Polícia Militar Alexandre Costa Dias, 46 anos. Na corporação há mais de duas décadas e lotado no 22º BPM (Benfica) há dez anos, o PM havia saído de serviço e chegava em casa, na Zona Norte de Niterói, quando foi abordado pelo bandido.

O crime ocorreu na Rua Magnólia Brasil – um dos principais acessos ao Morro do Boa Vista, na divisa entre os bairros Fonseca e São Lourenço, por volta da 1h desta segunda-feira, dia 26. O sargento já tinha colocado seu carro – um Gol branco – na garagem e fechava a porta de sua residência quando foi surpreendido pela ação criminosa. Ele ainda conseguiu sacar sua pistola calibre 40 e reagir, mas, na troca de tiros, foi baleado três vezes. Atingido no pulmão e nos rins, ele chegou a ser socorrido por familiares e levado para o Hospital das Clínicas de Niterói (HCN), no Centro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade, no início da manhã de ontem, se tornando o 81º PM morto no Rio, somente este ano.

“Ele participava de confrontos com criminosos bem armados e perigosos e trabalhava em um batalhão responsável por favelas críticas e não me esqueço de quando ele me disse: “troco tiros com os piores bandidos e vou acabar morrendo na mão de algum otário”", revelou um amigo do PM, que era casado e pai de um menino de 11 anos.

Um dos irmãos do policial, o taxista Eduardo Costa Dias, 53, acredita que ele tenha reagido a um assalto.

“O índice de roubo de carros no Fonseca está enorme, principalmente na rua em que meu irmão morava e na Carlos Maximiano, que é próxima e também dá acesso ao Boa Vista”, afirmou.

No entanto, a Polícia não descarta a possibilidade do PM ter sido vítima de uma vingança, já que nem o carro e nem a sua arma foram levados. Na calçada em frente à casa do policial, foram arrecadados projéteis de pistolas calibre 40 e também nove milímetros.

PM morto em Niteroi (3)

“Pode ter sido uma tentativa de roubo dificultada pela reação do policial ou pode ser que não seja latrocínio (roubo seguido de morte), já que, a princípio, nada foi levado”, ressaltou um inspetor lotado na 78ª DP (Fonseca), onde o caso foi registrado.

Horas após o crime, policiais militares do 12º BPM (Niterói) lotados no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) da Engenhoca detiveram Wesnerson Carvalho Cardoso, o Ostinho, 26. Baleado na mão, ele é filho de criação do ex-traficante Walter Gomes de Carvalho Filho, o Waltinho do Boa Vista, 45, – que era ligado à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e apontado pela Polícia como dono do Morro Boa Vista. Após cumprir pena durante 14 anos, ele está em liberdade desde dezembro de 2007.

Levado para a 78ª DP como suspeito de participação na morte do PM, ele acabou sendo liberado por falta de provas. No entanto, no início da tarde de ontem, foi novamente detido. Após receberem um telefonema anônimo apontando a localização dele e garantindo haver ligação de Ostinho com o crime, equipes do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 12º BPM se dirigiram ao Morro do Boa Vista e foram recebidos a tiros.

Enquanto parte dos policiais participavam do confronto, que resultou na apreensão de 130 pedras de crack, 51 papelotes de cocaína e 58 trouxinhas de maconha, os outros chegaram ao endereço onde Ostinho se escondia e o conduziram, novamente, à delegacia do Fonseca.

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Wesnerson Carvalho Cardoso, o Ostinho, 26 anos

O suspeito – que já foi indiciado em inquérito sobre tráfico de drogas – alegou que era integrante de uma torcida organizada e que havia sido baleado durante uma briga após o jogo Botafogo x Flamengo, realizado na noite de domingo no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio.

“Ele disse que foi atingido pelo tiro no Centro de Niterói e que tinha sido socorrido por um amigo, mas não soube dizer em que rua exatamente e nem lembrava o nome do suposto amigo. A denúncia anônima apontava o envolvimento dele na morte do PM e uma testemunha o reconheceu”, explicou um dos policiais que participaram da ocorrência, informando que, no início da noite, a Justiça concedeu um mandado de prisão contra o suspeito, que foi encaminhado à carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), em Neves.

O corpo do PM – que já foi lotado no 7º BPM (São Gonçalo) e na Escola Superior de Polícia Militar (ESPM) – foi enterrado nesta terça-feira, dia 27, no Cemitério Parque da Colina, no bairro Cantagalo, na Região de Pendotiba, em Niterói.

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Disque-Denúncia oferece R$ 5 mil por FB

•Outubro 28, 2009 • 1 Comentário

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O Disque-Denúncia está oferecendo R$ 5 mil por informações que levem à prisão do traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 33 anos. Integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), ele é apontado pela Polícia como homem que iniciou a guerra com rivais da facção Amigos dos Amigos (ADA), ao ordenar a invasão ao Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, na última sexta-feira, dia 17 de outubro.

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Atualmente controlando o tráfico de drogas na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, FB – que também é conhecido como Urubu, FM e Imperador – está no tráfico desde 2000. Nascido e criado na Favela Cidade Alta, em Cordovil, também na Zona Norte, ele já esteve à frente das bocas-de-fumo do Morro do Urubu, em Pilares, e já liderou diversas tentativas de invasões a comunidades rivais.

Foragido desde 2002, quando saiu da prisão por ter recebido o benefício do regime semi-aberto e não voltou, ele teria saído da Vila Cruzeiro para encontrar aliados no Morro do Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, e seguir para Vila Isabel, onde o bando invadiu o Morro dos Macacos.

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Com 14 mandados de prisão contra ele, possui vários processos na Justiça do Rio de Janeiro e teve participação em vários casos como o seqüestro de um grupo de chineses, em agosto de 2008, e o ataque a policiais da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRF), em novembro, também do ano passado, próximo à Favela de Manguinhos.

Ele está incluído em um processo na 25ª Vara Criminal do Rio de Janeiro que decretou prisão preventiva para 23 acusados de tráfico de drogas nas comunidades que formam o chamado Complexo do Alemão. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado, todos eles estariam envolvidos na formação de quadrilha para venda de cocaína, maconha, êxtase e crack.

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Relembre a operação no Complexo do Alemão

Traficantes invadem posto de saúde e planejam ataques a delegacias

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Traficantes invadem posto de saúde e planejam ataques a delegacias

•Outubro 28, 2009 • 1 Comentário

Fotos: Bruno Gonzalez e Pedro Pantoja

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Os comércios existentes ao longo da Rua Nossa Senhora da Penha – que é um dos principais acessos à Favela Vila Cruzeiro e faz divisa com a Favela da Chatuba – virou refúgio de moradores. Em uma padaria, tiros ricocheteavam no telhado. Muitos atingiram árvores e derrubaram folhas na via. Aproximadamente duas horas após a chegada das equipes do 16º BPM à Vila Cruzeiro, criminosos da Chatuba resolveram apoiar os comparsas da favela vizinha e começaram a atirar contra os dois veículos blindados da PM.

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Três moradores da Vila Cruzeiro foram atingidos por balas perdidas. O ex-combatente Brunie de Barros, 86 anos, Expedito José Rodrigues, 57, e o marceneiro Severino Marcelino dos Santos, 50. Todos foram socorridos e levados para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, e apenas os dois primeiros receberam alta após receberem atendimento médico.

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O marceneiro, que havia saído de casa para buscar a filha no colégio, com medo de que ela fosse vítima do tiroteio, morreu no dia seguinte. O corpo dele foi enterrado, na segunda-feira, dia 25, no Cemitério de Irajá, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte.

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“É tiro de tudo quanto é lado. Uma hora é da Polícia, outra hora é dos bandidos. A gente fica preso sem poder voltar pra casa”, desabafou o autônomo José da Costa, 34 anos, morador do Largo do Cruzeiro.

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A auxiliar de escritório Rosana Conceição, 29, resolveu arriscar e subiu a favela mesmo debaixo de tiros.

“Resolvi vir à padaria antes de ir trabalhar e não me arrumei. Se eu tivesse vindo arrumada, iria direto. Meu patrão não quer saber se morro em área de guerra e eu preciso do meu emprego”, desabafou.

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Cerca de meia hora após a saída das equipes do 16º BPM da Favela Vila Cruzeiro, criminosos da Favela da Chatuba invadiram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Penha. Um policial militar que trabalha na UPA avistou um grupo de homens armados descendo pelo Parque Ari Barroso, que fica nos fundos da unidade de saúde e dá acesso à Chatuba, e pediu reforço.

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“Quando eles viram as viaturas se aproximando, começaram a atirar. Eu me joguei em um formigueiro para me proteger dos tiros. Médicos e pacientes se trancaram na UPA”, contou o sargento França.

Viaturas do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) que passavam ouviram o pedido e se dirigiram ao local. Pouco depois, policiais do 16º BPM chegaram e pediram o apoio de dois veículos blindados.

“O Choque atendeu ao pedido de prioridade e depois nós chegamos. Pensava-se que seria um atentado contra o posto, mas posteriormente ficamos sabendo que os criminosos queriam um médico para prestar atendimento a um traficante que foi baleado na operação da manhã”, declarou o tenente Márcio Martins, do 16º BPM.

No final da tarde, a Polícia recebeu uma denúncia de que traficantes do Complexo do Alemão estariam planejando ataques à delegacias – principalmente 21ª DP (Bonsucesso), 22ª DP (Penha) e 27ª DP (Vicente de Carvalho). Todas as unidades foram avisadas e providenciaram reforço na segurança.

A Polícia Militar reforçou o policiamento ostensivo nos acessos ao conjunto de favelas e também nas proximidades de clínicas particulares e postos de saúde da região.

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Com aproximadamente 160 mil moradores, o Complexo do Alemão é composto pelas favelas Vila Cruzeiro, Chatuba, Nova Brasília, Pedra do Sapo, Alvorada, Areal, Matinha, Chuveirinho, Palmeiras, Fazendinha, Grota e pelos morros da Baiana, do Alemão, dos Mineiros e do Adeus. A maior operação realizada na região ocorreu no dia 27 de junho de 2007, quando 1.350 agentes – entre policiais civis e militares e soldados da Força Nacional de Segurança – realizaram incursão em todo o Complexo, que possui acessos pelos bairros Ramos, Penha, Olaria, Inhaúma e Bonsucesso, e estava ocupado pela Polícia desde o dia 2 de maio do mesmo ano.

Na época, 19 acusados de envolvimento com o tráfico de drogas morreram e 13 pessoas foram baleadas: um policial, sete moradores e cinco traficantes. Treze dos corpos foram recolhidos pela própria Polícia, enquanto outros seis foram deixados à noite dentro de uma van em frente à 22ª DP (Penha). No total, os policiais apreenderam 115 quilos de maconha, 30 quilos de cocaína, dois quilos de crack em pedra, um quilo de crack em pasta, 100 frascos de lança-perfume, 50 unidades de explosivo em pasta, um detonador, duas metralhadoras Ponto 30, um fuzil AK-47, um fuzil HK-G3, um fuzil Parafal 762, uma submetralhadora nove milímetros, cinco pistolas, uma sub-metralhadora Uzi, um revólver calibre 38, um lançador de rojão e centenas de munições para pistolas calibre 45, 40 e nove milímetros, além de munições para fuzis e metralhadoras.

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Em setembro do ano seguinte, outra grande operação ocorreu no local. Aproximadamente 800 policiais – entre policiais militares lotados no 16º BPM (Olaria) e no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e policiais civis de 15 delegacias especializadas – foram até o conjunto de favelas atrás do corpo do traficante Antônio de Souza Ferreira, o Tota, 32 anos. Baleado na região lombar, o PM Luiz Cláudio Melo, 30, que era adido à Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE), morreu. Outros dois policiais foram baleados.

Lotado na Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Rivagner Baptista dos Santos, 44, foi atingido por um tiro no fêmur esquerdo. Já Alexandre Marchon Gomes, 37, da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), que foi baleado na cabeça, morreu três meses depois.
Além de um policial morto e dois feridos, o saldo daquela operação foi de dois supostos traficantes mortos, cinco moradores vítimas de balas perdidas e apreensão de 20 quilos de cocaína e 30 de maconha, além de duas escopetas calibre 12, um fuzil, uma metralhadora ponto 30, duas pistolas, cinco granadas e munição. Os policiais descobriram também uma central de monitoramento por câmeras e uma casa usada como oficina para o reparo e fabricação artesanal de armas.

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Traficantes impõem luto pela morte de Leozinho dos Prazeres

•Outubro 28, 2009 • Deixe um comentário

Fotos: Pedro Pantoja

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Cumprindo determinação de traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), comerciantes não abriram as portas na Rua Barão de Petrópolis, no bairro Rio Comprido, na Zona Norte do Rio, ao longo desta quinta-feira, dia 22. A ordem seria em luto pelo traficante Leonílson Alves Espírito Santo, o Leozinho dos Prazeres, 20 anos, que morreu após ser baleado em confronto com policiais do 1º BPM (Estácio), na tarde de quarta-feira, dia 21.

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Leonílson Alves Espírito Santo, o Leozinho dos Prazeres, 20 anos

Apontado pela Polícia como líder do tráfico de drogas no Morro dos Prazeres – que possui acessos pelos bairros Rio Comprido, Catumbi e Santa Teresa – e fica de frente para o Morro do Fogueteiro, Leozinho estava armado com uma pistola nove milímetros de fabricação israelense e trafegava pela favela em uma moto Twister amarela quando foi surpreendido pelos PMs.

Leozinho dos Prazeres tinha duas anotações por associação para fins de tráfico e assalto à mão armada

Ele resistiu à prisão e atirou contra os policiais, que revidaram. No confronto, ele foi baleado. Socorrido pelos próprios PMs, ele morreu no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. O registro foi feito na 6ª DP (Cidade Nova).

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“Vieram dois em uma moto e mais outros atrás. Todos estavam armados. Mandaram a gente fechar. Meu patrão ainda foi lá no morro tentar negociar, mas o gerente do Prazeres é um, e o do Fogueteiro é outro. Eles não entraram em um acordo”, revelou o funcionário de um dos estabelecimentos, contando que a ordem foi dada às 15h30 de quarta-feira.

“Os comerciantes acabaram ficando chateados e resolveram não abrir na quinta-feira também. Todos são conhecidos aqui na região, mas os bandidos não tiveram consideração. Tomara que amanhã (hoje) o comércio volte a funcionar. Até porque eu preciso trabalhar”, desabafou.

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O policiamento no entorno das duas favelas foi reforçado e diversas viaturas do 1º BPM realizaram patrulhamento ostensivo durante toda esta quinta-feira, dia 22, para evitar manifestações em represália à morte do traficante. Até o início da tarde de ontem, o corpo dele permanecia, sem identificação, no Instituto Médico Legal (IML).

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Em São Gonçalo, oito escolas municipais suspenderam as atividades, na tarde desta quinta-feira, dia 22: duas no Jardim Catarina, duas em Vista Alegre e outras nos bairros Monjolos, Santa Luzia, Marambaia e Laranjal. Alunos do Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) municipalizado Anita Garibaldi e da Escola Municipal Oscarina da Costa Teixeira, no Jardim Catarina, e das Escolas Municipais Prefeito Jayme Campos, em Monjolos); Santa Luzia, no bairro de mesmo nome; Filadélfia, em Marambaia; Darcy Ribeiro e João Cabral, ambas em Vista Alegre, e do Colégio Municipal Estephânia de Carvalho, no Laranjal, voltaram para casa mais cedo.

A secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo informou que as atividades foram suspensas para segurança dos alunos e profissionais e que calendários específicos para cada unidade estão sendo elaborados para a reposição das aulas.

Na noite de quarta-feira, o Colégio Estadual Coronel Serrado, em Monjolos, interrompeu as aulas no turno da noite de ontem, mandando 325 alunos da turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) para casa. Ontem, os 348 alunos do turno da manhã e os 361 do turno da tarde tiveram aulas normais.

A Secretaria de Estado de Educação informou que a decisão foi tomada devido ao clima tenso nas imediações do bairro e que a direção da escola tem autonomia para tomar as providências necessárias no sentido de garantir a integridade física e moral de seus alunos e funcionários. O órgão também revelou que os conteúdos perdidos das aulas serão repostos.

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Cidade Alta espalha faixas de apoio a Rato

•Outubro 23, 2009 • 5 Comentários

Fotos: Pedro Pantoja

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Há uma semana cumprindo pena em uma cela do seguro, o traficante Carlos Henrique dos Santos Gravini, o Rato, 34 anos, recebeu um apoio inusitado vindo de comparsas da Favela Cidade Alta, em Cordovil, na Zona Norte do Rio: várias faixas com os dizeres “Fiel, na alegria ou na tristeza, nunca iremos te abandonar. Juntos até o fim, comunidade vibrante”. Ele foi colocado no seguro após ser espancado com pedaços de madeira e ameaçado de morte por ter mandado matar um antigo aliado. De acordo com a Polícia, ele perdeu o controle da Cidade Alta, entregue para um criminoso conhecido como Lafon.

As faixas foram espalhadas pela favela – composta pelas localidades Pica-Pau, Cinco Bocas, Avilã, Serra Pelada, City, Divinéia e Roraima – que, de acordo com a Polícia, o criminoso assumiu após a morte do chefão do tráfico de drogas da região, Gilberto Martins da Silva, o Mineiro, 36, assassinado em confronto, em outubro do ano passado.

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Com 17 anotações criminais, já condenado a 63 anos de prisão e aguardando outros julgamentos, Rato estava preso na Penitenciária Gabriel Castilho, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste, onde cumpria as penas impostas pela 1ª Vara Criminal de Madureira e pela 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias, respectivamente pelo assassinato de dois policiais militares, praticado em março de 2007, e por roubo cometido com emprego de arma de fogo, concurso de pessoas e restrição à liberdade da vítima, ocorrido em janeiro daquele mesmo ano.

Na terça-feira da última semana, dia 13, o detento teve que ser transferido para a Penitenciária Doutor Serrano Neves, onde foi colocado em uma cela do seguro após agentes penitenciários receberem a informação de que ele seria morto – por determinação da cúpula da facção criminosa Comando Vermelho (CV), da qual é integrante. A ordem – divulgada em primeira mão pelo Jornal POVO do Rio, na edição do último dia 15 – teria sido dada após pedido de uma das principais lideranças do CV nos dias de hoje, Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 31, que é nascido e criado na Cidade Alta e atualmente chefe do tráfico de drogas na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha, também na Zona Norte.

Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 31 anos

Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 31 anos

Ele teria entrado em contato com um dos líderes da facção criminosa, Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP, 32, que cumpre pena na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para pedir autorização. O pedido foi feito depois que Rato ordenou a morte de um traficante conhecido como Dentinho, que havia ido até a favela visitar a família.

Uma das faixas foi estendida em frente à Escola Municipal Ministro Lafayette de Andrada, na Rua Água Doce. Uma segunda está na esquina das ruas Mar Grande e Poço Central – a principal da favela, por onde trafegam ônibus, veículos de transporte alternativo, motos e carros particulares.

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“Quem lê essas faixas acha que a comunidade está apoiando ele, mas é mentira. Queremos paz. E longe de bandidos. Ninguém aprova o que ele manda fazer com os moradores”, desabafou uma autônoma que pediu para não ter a identidade revelada.

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Macacão especial poderia ter evitado morte de PM

•Outubro 22, 2009 • 1 Comentário

Fotos: Henrique Esteves e Pedro Pantoja

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Apenas os oficiais lotados no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM) utilizam macacões feitos com tecido não-inflamável, que não derrete e apenas começa a sofrer danos em temperaturas superiores a 380°C. A denúncia foi feita ontem, durante enterro do corpo do cabo Izo Gomes Patrício, 36 anos. Ele era um dos três praças da unidade especializada que sofreram queimaduras durante ataque ao helicóptero em que estavam durante operação sobre o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, no último sábado. Os outros dois PMs – os soldados Edney Canazarro de Oliveira, 30, e Marcos Standler Macedo, 40 – morreram ainda no local.

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“Se a roupa fosse adequada, poderia ter amenizado os ferimentos, ou mesmo evitado. O piloto e o co-piloto estavam usando e não sofreram queimaduras”, denunciou um policial militar que está na corporação há oito anos – mesmo tempo que o cabo Patrício.

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“Se não fosse por ele, eu não estaria aqui hoje. Há quatro anos, quando trabalhávamos juntos no 22º BPM (Benfica), eu sofri um acidente durante incursão no Complexo da Maré e foi ele quem me tirou da linha de tiro. Sempre foi corajoso e esse não foi o único ato heróico dele. Não perdemos somente um policial. Perdemos um policial herói”, ressaltou, pedindo para que não tivesse a identidade divulgada, por medo de represália.

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“A tropa está sofrendo. O policial na rua está se sentindo abandonado. Se sentimos insegurança, como vamos passar uma sensação de segurança para a população?”, questionou o PM, lotado atualmente no 9º BPM (Rocha Miranda).

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O tecido especial – chamado Nomex – é uma fibra utilizada também por profissionais como pilotos de aeronaves e de carros de automobilismo, por ser altamente resistente ao calor. Utilizada pela primeira vez em 1965, em um macacão de vôo para a Marinha dos Estados Unidos, atualmente a fibra Nomex é parte integrante de acessórios de pilotos e tripulantes de aeronaves, como macacões, balaclavas, coletes e luvas.
Resistente à chama, o tecido feito de Nomex só queima enquanto houver contato imediato com a fonte da chama. Além de criar uma barreira isolante, impedindo a queima do material, a fibra também diminui consideravelmente a transferência de calor, aumentando o tempo de permanência do usuário em um ambiente de alta temperatura.

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“Alguns de nós têm porque conseguimos por meios próprios. Eu ganhei de um amigo das Forças Armadas. Outros compraram. É um fardamento que deveria ser dado pela corporação, pois cada macacão desse custa R$ 1.500 e nem todos têm como adqüirir”, revelou um oficial lotado no GAM, que pediu para não ser identificado.

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Além dos três PMs mortos, outros três PMs faziam parte da tripulação do helicóptero Phênix – atingido por tiro disparado por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), no último sábado, dia 17: os capitães Marcelo Vaz de Souza, 38, e Marcelo de Carvalho Mendes, 29, respectivamente piloto e co-piloto, e o cabo Anderson Fernandes dos Santos, 34. Enquanto os dois oficiais já receberam alta – o primeiro sofreu queimaduras na mão esquerda e o segundo foi baleado no pé – o cabo permanecia internado, no Hospital da Força Aérea, na Ilha do Governador, até a tarde de ontem.

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Acompanhado por cerca de mil pessoas, entre familiares, amigos e colegas de farda, o cortejo que levou o corpo do cabo Izo Gomes Patrício, 36, ao Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, reuniu emoção e revolta.

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“Toda missão tem baixa. Infelizmente meu irmão foi a estatística dessa baixa. Ele sempre foi muito família e dava valor ao profissionalismo. Morreu como herói”, enfatizou um dos irmãos do PM, o também cabo da Polícia Militar Robson Gomes Patrício, 39, lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv).

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A dona-de-casa Regina Gomes Patrício, mãe dos cabos e de uma filha e um outro filho que também é PM, Regina Gomes Patrício, fez um desabafo emocionado.

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“Só tenho a 7ª série, mas dei o Ensino Médio a todos os meus filhos. Os culpados são os pais, que não dão educação aos filhos. Povo da favela, povo do morro, nasceu o filho de vocês, modele ele desde o berço. A gente não pode esperar chegar os 14, 15 anos. Eles estarão perdidos. Se for do berço, eles serão obedientes e amigos de vocês. Jamais vão cair na vida, virar traficante e deixar toda sociedade apavorada”, desabafou.

Cabo da Polícia Militar Izo Gomes Patrício, 36 anos, lotado no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM)

Cabo da Polícia Militar Izo Gomes Patrício, 36 anos, lotado no Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM)

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro afirmou que o GAM adqüiriu, em setembro deste ano, uniformes especiais para todos os tripulantes. Entretanto, segundo o órgão, os macacões de vôo não foram aprovados por não atenderem às exigências técnicas do edital e que o fabricante foi inquirido para que fizesse os ajustes necessários para o atendimento das necessidades do grupamento.

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“Ainda assim, esclarecemos que o macacão de vôo não suportaria o período de exposição ao incêndio ocorrido com a aeronave do GAM”, destaca a nota, finalizando: “todas as circunstâncias do acidente estão sendo investigadas em um inquérito instaurado pela corporação.”

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PM apreende arma que pode ter derrubado helicóptero

•Outubro 21, 2009 • 1 Comentário

Fotos: Pedro Pantoja

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Duas armas anti-aéreas foram apreendidas por policiais militares do 20º BPM (Mesquita) na Favela da Chatuba, no Centro de Mesquita, na Baixada Fluminense, no início da manhã desta segunda-feira, dia 19. A apreensão ocorreu dois dias após a queda de um helicóptero da Polícia Militar que foi atingido por tiros disparados por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV) que tentavam tomar os pontos de venda de drogas do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Além do armamento capaz de derrubar aeronaves – dois rifles americanos calibre ponto 30 da marca Springfield – os PMs também apreenderam duas escopetas calibre 12, uma submetralhadora nove milímetros e cerca de 3 mil munições de diversos calibres, além de aproximadamente 600 papelotes de cocaína e 500 trouxinhas de maconha. O material estava na mata existente no final da Rua Mário Braga, na divisa com o Campo de Instrução de Gericinó, pertencente ao Ministério do Exército.

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“Recebemos uma denúncia de que criminosos do Jacarezinho iriam tirar armas e munições de lá, por causa da repressão policial, e trazer para a Chatuba para esconder, pois as duas favelas são aliadas. Planejamos essa operação e nas primeiras horas da manhã fomos até o local e encontramos esse material na mata”, revelou o comandante do 20º BPM, tenente-coronel Ivanir Linhares, que não descarta a possibilidade de um dos rifles apreendidos ter sido o usado para derrubar o helicóptero do Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM), no último sábado.

“É possível que seja a mesma arma. Os criminosos podem ter conseguido sair dos Macacos e voltado para o Jacarezinho, o reduto de onde partiu o maior número de reforços, mas somente a perícia poderá afirmar com certeza”, ressaltou o oficial.

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Além das armas, munições e drogas, os traficantes também esconderam, enterrando em sacos de lixo, oito fardas semelhantes às do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Enquanto as armas estavam em um tonel enterrado, grande parte da munição apreendida estava no interior de dois botijões de gás.

“Eles usam essa estratégia para tentar ludibriar a Polícia. Geralmente, obrigam moradores, principalmente idosos, a transportar o botijão, pois sabem que são pessoas que não vão despertar suspeita”, destacou Linhares.

Antônio Jorge Gonçalves dos Santos, o Tony ou Baixinho, 40 anos

Antônio Jorge Gonçalves dos Santos, o Tony ou Baixinho, 40 anos

O maior fornecedor de armas e munições para a facção criminosa Comando Vermelho (CV) foi preso no último dia 5 de julho. De gerente das bocas-de-fumo de uma favela localizada na Zona Sul de Niterói a um dos principais fornecedores de armamento do Estado do Rio de Janeiro, Antônio Jorge Gonçalves dos Santos, o Tony, também conhecido como Baixinho, 40 anos, foi surpreendido por agentes da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE), no Mato Grosso do Sul.

A prisão foi efetuada em um shopping na capital matogrossense, Campo Grande. Contra ele havia dois mandados de prisão expedidos pela Justiça: um por homicídio, da Vara Criminal de Niterói, e um por tráfico, da Polícia Federal.

armas apreendidas na chatuba

Nos anos 90, ele e o irmão, Arnaldo Gonçalves dos Santos, eram reconhecidos como a dupla “Tony e Arnaldo”, traficantes do CV com atuação no Complexo de Santa Rosa – que engloba os morros Zulu, Beltrão e Souza Soares – no bairro de mesmo nome, na Zona Sul de Niterói.

Eles contavam com a simpatia do traficante Marcos Antônio da Silva Tavares, o Marquinho Paraíba ou Marquinho Niterói, que era o segundo homem no escalão do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, 42.

Traficando, em média, 500 fuzis por ano, ele teria um faturamento de mais de R$ 2 milhões por mês, somente com este tipo de armamento.

“Ele vendia cada fuzil AK-47 por R$ 60 mil e não comercializava somente este tipo de arma. Ele também vendia pistolas e metralhadoras ponto 30, além de granadas e munição”, ressaltou, na ocasião, a delegada Márcia Becker, titular da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE).

armas apreendidas na chatuba (3)

Também no momento da prisão, o sub-chefe Operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Antônio Oliveira – que já foi titular da DRAE – revelou que Tony já atuava há no mínimo dois anos e que o valor de mercado do armamento sofreu um acréscimo de cerca de 600%.

“Devido à lei da oferta e da procura, um fuzil que em 2001 custava R$ 4.500, hoje custa R$ 60 mil”, afirmou Oliveira.

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Viciados têm direitos do consumidor na Maré

•Outubro 20, 2009 • 1 Comentário

Fotos: Felippo Brando e Pedro Pantoja

civil no timbau

O Código de Defesa do Consumidor chegou às bocas-de-fumo da Favela Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, e está sendo usado de modo inusitado por traficantes ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) que controlam a venda de drogas na região. A descoberta foi feita por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), que apreenderam mais de 50 mil etiquetas com os dizeres “Pedra sobre Pedra / TCP o certo prevalece / Qualquer violação reclame na boca”, durante incursão na localidade, na manhã de ontem.

civil no timbau (2)

As etiquetas foram apreendidas com um menor conhecido como Parazinho, que também carregava meio quilo de cocaína e farto material para endolação. Na cisterna de uma casa na Rua Nova Jerusalém, os agentes encontraram mochilas onde havia placas de colete à prova de balas e diversas munições – inclusive para fuzil.

civil no timbau (4)

“Geralmente, quando eles vêem que estamos entrando, tentam esconder o que carregam em qualquer lugar para não serem pegos com nada. Assim, conseguem fugir e depois voltam para buscar”, contou um dos policiais que participou da operação, que contou com 200 homens de quatro delegacias especializadas e percorreu, além da Baixa do Sapateiro, as favelas Timbau e Vila dos Pinheiros.

civil no timbau (3)

As três são controladas pelo traficante Nei da Conceição Cruz, o Facão, 38 anos – que foi preso na última sexta-feira, dia 9. Ele estava evadido do Sistema Penal desde abril, quando saiu para cumprir o restante de sua pena no regime semi-aberto e não retornou à cadeia. Contra Facão havia seis mandados de prisão: quatro da Vara de Execuções Penais (VEP) e outros dois de investigações feitas pela 21ª DP (Bonsucesso), referentes à guerra na Maré.

Maré (CIVIL) 5

Nos confrontos, pelo menos 30 pessoas morreram – entre bandidos e inocentes -, além de três policiais militares. Líder do tráfico de drogas na Baixa do Sapateiro e no Morro do Timbau, o criminoso tomou as bocas-de-fumo da Vila dos Pinheiros, Salsa e Merengue, Vila do João e Conjunto Boa Esperança, depois que saiu da cadeia. Condenado a 14 anos de prisão, Facão já havia cumprido 11 anos da pena e faltavam três que seriam cumpridos no regime semi-aberto – benefício que o traficante perdeu, ao não retornar para dormir no Instituto Penal Cândido Mendes, no Centro do Rio.

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Na época, ele conseguiu o direito de sair durante o dia para trabalhar como auxiliar administrativo na ADG Comércio de Metais e Ferragens, localizada no Timbau – uma de suas áreas de domínio. Preso pela primeira vez em 2003, Facão tem 14 anotações criminais e quatro condenações.

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Um dos chefes do tráfico de drogas na Favela de Manguinhos, também em Bonsucesso, Márcio da Silva Mattos, o Marcinho Muleta, 23, teve a prisão preventiva decretada, pela 9ª Vara Criminal da Capital. Preso desde 2004, o traficante estava prestes a conseguir a progressão de regime prisional, assim como Facão.

Márcio da Silva Mattos, o Marcinho Muleta, 23 anos

Márcio da Silva Mattos, o Marcinho Muleta, 23 anos

Só este ano, pelo menos 27 criminosos deixaram a cadeia para trabalhar, ganhando o benefício ‘extra-muro’, e não retornaram. Entre eles estão Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34, e Alexander Mendes da Silva, o Polegar.

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos

O delegado Felipe Curi, adjunto da 21ª DP, revelou que Marcinho Muleta estava indiciado em um inquérito policial instaurado na unidade para apurar o roubo seguido de morte do policial civil Sérgio Ricardo Salles da Silva. O crime ocorreu em 2002 e, dois anos depois, o criminoso foi flagrado com a pistola calibre 40 roubada do policial.

O pedido de prisão de Marcinho Muleta e dos integrantes de sua quadrilha, feito pelo delegado Curi, foi inicialmente negado pela Justiça. Com base em investigações desencadeadas por policiais da 21ª DP e a reunião de outras informações que comprovavam a participação do bandido e seus comparsas no tráfico de drogas de Manguinhos, o delegado encaminhou novamente pedido de prisão preventiva, que foi aceito pela Justiça.

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Disque-Denúncia oferece R$ 3 mil por Matemático

•Outubro 16, 2009 • 3 Comentários

MATEMATICO

O Disque-Denúncia está oferecendo uma recompensa de R$ 3 mil para quem der informações que ajudem a Polícia a localizar e prender o traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos. O criminoso é apontado como responsável por chefiar o tráfico de drogas nas favelas Vila Aliança, Rebu, Coréia, Acari, Amarelinho, Taquaral e Sapo, todas nas imediações da Zona Oeste e Zona Norte do Rio.

Líder das favelas da Zona Oeste pertencentes à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) – da qual é um dos fundadores – Matemático está evadido do Sistema Penal desde o mês de abril, quando conquistou o benefício de cumprir o restante de sua pena no regime semi-aberto. Ele garantiu que trabalharia na Funerária Água Branca, em Realengo, e voltaria à cadeia para dormir, mas não retornou. Preso em 2004, Matemático tem 13 e duas condenações, totalizando 12 anos de cadeia.

Qualquer informação pode ser repassada através do telefone 2253-1177. O anonimato é garantido.

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Assalto, perseguição, troca de tiros e reféns

•Outubro 16, 2009 • Deixe um comentário

pimentao

Assalto, perseguição, troca de tiros e duas pessoas feitas reféns, em Niterói, na tarde desta quinta-feira, dia 15. Após roubarem o carro de uma psicóloga de 37 anos, no Centro, dois criminosos foram surpreendidos por policiais militares lotados no 12º BPM (Niterói), quando tentavam fugir com o veículo da vítima em direção ao Morro do Boa Vista, no bairro São Lourenço. Um deles acabou preso ao invadir uma residência, em um dos acessos à comunidade.

De acordo com a Polícia, o crime ocorreu por volta das 17 horas. A psicóloga seguia pela Avenida Marquês de Paraná, sentido Icaraí, quando teve seu Honda Civic fechado por uma motocicleta com dois ocupantes, em frente a um hipermercado. Armado com uma pistola, o homem que estava na garupa anunciou o assaltou, retirou a vítima do veículo puxando-a pelos cabelos e fugiu com o automóvel em direção ao Boa Vista.

Mesmo muito assustada, a psicóloga conseguiu abordar PMs que faziam patrulhamento na região. Eles iniciaram a perseguição aos criminosos, que se estendeu até o bairro São Lourenço, a aproximadamente dois quilômetros do local do crime. Houve confronto entre os policiais e os assaltantes. Durante a fuga, um deles perdeu o controle do veículo e bateu em um poste na Rua Saldanha da Gama. Cercado pelos PMs, ele invadiu uma casa e manteve uma idosa e uma adolescente como reféns.

Após breve negociação com os policiais, Rafael Lopes do Amaral, o Pimentão, 28 anos, decidiu se entregar. O outro suposto assaltante conseguiu fugir, deixando para trás a motocicleta utilizada no crime, uma Honda Twister preta, placa KYG-1803, que consta como roubada, segundo os policiais. No final da tarde, os militares realizaram uma incursão na comunidade, mas não conseguiram encontrá-lo.

“O conselho que eu deixo é que as pessoas entreguem todos os seus pertences sem reagir, pois o bem material pode ser recuperado. Também gostaria de elogiar a ação dos policiais, que fez aumentar minha confiança na polícia”, destacou a psicóloga.

Encaminhado à 78ª DP (Fonseca), Rafael foi reconhecido pela vítima e autuado por assalto à mão armada. Ainda de acordo com os policiais, ele teria uma anotação criminal por tráfico de drogas. A polícia investiga se o veículo roubado seria uma encomenda feita por traficantes do Morro do Boa Vista, ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA).

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