Arquivo da categoria ‘assalto’

Um detalhe que poderia passar despercebido acabou originando uma investigação conjunta que terminou com a identificação de uma quadrilha que realiza assaltos na Região Oceânica de Niterói e na Zona Sul do Rio.

Wallace Ferreira da Silva Gomes, 19 anos

Ao notar que vítimas de roubos nas duas cidades descreviam um dos criminosos como um homem com seis dedos em uma das mãos, os delegados Gabriel Ferrando, titular da 81ª DP (Itaipu), e Fábio Barucke, titular da 15ª DP (Gávea), perceberam que os assaltos eram praticados pela mesma quadrilha.

Willian Ferreira da Silva Gomes, 19 anos

Após dois meses de investigações, os policiais das duas distritais conseguiram identificar sete dos assaltantes. Quatro dos integrantes do bando foram presos na manhã desta sexta-feira, dia 25 de maio, durante incursão na Favela do Jacarezinho, no Jacaré, na Zona Norte do Rio. A ação foi coordenada por equipes da 81ª DP e da 15ª DP, com apoio de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de delegacias especializadas.

Leandro Floriano da Silva Regis

Batizada como Domus – nome dado às residências da nobreza romana – a operação ocorreu na localidade conhecida como Pica-Pau, onde quatro dos assaltantes foram surpreendidos com objetos das vítimas. Um menor de idade e dois maiores continuam sendo procurados.

Luiz Felipe da Silva Reis, o Macarrão, 23 anos

Todos possuem contra si mandados de prisão temporária e preventiva. Contra o menor também há um mandado de busca e apreensão. Todos os mandados são relacionados a 16 procedimentos instaurados nas duas unidades: 10 inquéritos na 81ª DP e seis na 15ª DP.

Jhonatan Deyvison Santos da Silva, o Be, 21 anos

Os presos foram identificados como os irmãos gêmeos Wallace Ferreira da Silva Gomes e Willian Ferreira da Silva Gomes – que completaram 19 anos hoje -, além de Denylson Nascimento dos Santos – que vai completar a mesma idade no próximo domingo, dia 27 – e Leandro Floriano da Silva Regis – que é primo do líder da quadrilha.

A Polícia continua as buscas ao líder da quadrilha, Luiz Felipe da Silva Reis, o Macarrão, 23, e aos seus comparsas, Jhonatan Deyvison Santos da Silva, o Be, 21, e a um menor de 17 anos de idade.

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Thiago Moreno da Silva Marins, o Bacaninha, 24 anos

Foragido da Justiça após ter sua prisão temporária decretada, Thiago Moreno da Silva Marins, o Bacaninha, 24 anos, foi preso por policiais da Delegacia de Dedicação Integral ao Cidadão (Dedic) da 77ª DP (Icaraí) durante a Operação Caçador.

Apontado pela Polícia como um dos chefes do tráfico de drogas no Morro do Zulu, em Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói, ele foi reconhecido como autor em diversos roubos a transeuntes, além do roubo ao restaurante Ícaro, localizado na Rua Miguel de Frias, em Icaraí, também na Zona Sul.

As investigações tiveram início no ano passado e a prisão foi efetuada em uma festa que ocorria em um ginásio localizado em frente ao Morro do Bonfim, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói. No momento da prisão, Thiago estava desarmado e não reagiu.

A Polícia solicita que pessoas que tenham sido vítimas de assalto e reconheçam o criminoso como autor do crime compareçam à 77ª DP.

Carlos Eduardo da Conceição, o Du Pretinho, 18 anos

Mais um integrante da quadrilha de assaltantes do Morro do Estado, no Centro de Niterói, que vinha aterrorizando os bairros adjacentes à comunidade, foi preso por policiais do Serviço de Inteligência (P-2) do 12º BPM (Niterói), na tarde desta sexta-feira, dia 21 de janeiro.

Acusado de participar do roubo de seis postos de combustível e de uma casa lotérica, Carlos Eduardo da Conceição, o Du Pretinho, 18 anos, foi localizado pelos PMs a partir de uma denúncia anônima. Ele foi surpreendido em uma viela, no alto da comunidade, e não resistiu à prisão.

De acordo com as investigações, Du é integrante do “bonde do 157” – artigo do Código Penal referente ao crime de assalto –, que é liderado por Alex da Silva Júnior, o Lequinho Capeta, 22. Preso após ser baleado durante confronto com a PM no último dia 15, o criminoso conseguiu fugir do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, onde estava internado sob custódia de policiais militares. O bando age nos bairros do Centro, Ingá e Icaraí com o apoio do chefe do tráfico de drogas do Morro do Estado, conhecido como Fluminense.

Um menor de 17 anos acusado de envolvimento com a quadrilha foi apreendido por policiais da 77ª DP (Icaraí), no último dia 5. Assim como Lequinho, outro integrante do grupo, identificado como Walace Ribeiro, o Saci, também continua foragido. Todos possuem mandado de prisão por roubo, expedido pela 1ª Vara Criminal de Niterói. Du Pretinho aparece em, pelo menos, cinco inquéritos sobre assaltos ocorridos na área da 77ª DP.

Um assalto a uma van que fazia o trajeto Alcântara-Niterói terminou em perseguição e na prisão de dois jovens dentro de um hipermercado no bairro São Lourenço, em Niterói, no início da tarde desta sexta-feira, dia 29 de outubro. De acordo com policiais do 12º BPM (Niterói), Carlos Alberto de Jesus, 24 anos, e um menor, de 17, entraram no coletivo na Rua Jovelino de Oliveira, esquina com Avenida Maricá, em Alcântara.

Após percorrer aproximadamente 10 km, a dupla anunciou o assalto na altura da Avenida Professor João Brasil, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói. Com um revólver calibre 38 apontado para a cabeça do motorista, os criminosos ameaçaram matar os dez passageiros, caso eles não os repassassem dinheiro e objetos de valor. Eles recolheram os pertences das vítimas e saltaram do veículo na Avenida Feliciano Sodré, próximo ao Moinho Atlântico.

Os passageiros comunicaram o roubo a policiais da Supervisão do 12º BPM, que perseguiram os criminosos até o hipermercado Extra, próximo à Favela do Sabão, com o apoio do helicóptero do Grupamento Aeromarítimo (GAM) e outras cinco viaturas. Um dos bandidos foi alcançado no estacionamento do hipermercado e o outro no interior da loja. Com eles, foram encontrados mais de R$ 600 em espécie, celulares, relógios e jóias, além da arma utilizada no assalto.

A dupla, que é moradora do bairro Itaúna, em São Gonçalo, foi encaminhada para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde o caso foi registrado. Na especializada, os agentes constataram que o menor já possuía uma passagem por assalto à mão armada. Ele acabou sendo autuado novamente em fato análogo pelo mesmo ato infracional. Já Carlos Alberto foi indiciado por roubo e corrupção de menores.

Menos de uma semana após ser liberado por policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), incluindo um oficial – mediante o pagamento de R$ 200 mil e a entrega de quatro fuzis, na Rua Guiraréia, em Irajá, na Zona Norte do Rio –, Emerson Ventapane da Silva, o Mão, 37 anos, voltou a fazer o que se tornou o seu principal objetivo no mundo do crime: executar policiais militares.

O episódio, que vai ser investigado pela Corregedoria da Polícia Militar, revoltou os próprios colegas de farda, que denunciaram o crime em sites de relacionamentos e microblogs: “Seu bandido, você tem sangue nas mãos”, dizia um PM, em uma das mensagens.

O primeiro perfil a denunciar a liberação de Mão foi o Boca de Sabão, que postou, no Twitter, “GAT do 9ºBPM (Sgt Caolha) abordou o Bonde do Mão, maior matador de PM dos útimos tempos, na R Guirareia. Resultado: Por 200mil mais 4 Fuzis que o bonde portava, foram liberados pelo GAT mais um Ten QOa”. O tweet entrou no ar às 16h39 do dia 17 de abril.

No dia 22, cinco dias depois, Mão voltou a atacar e assassinou mais um PM, em Irajá, mesmo bairro em que havia sido efetuada a abordagem que não terminou em prisão.

Emerson Ventapane da Silva, o Mão, 37 anos

À frente da quadrilha que carrega o próprio nome, o “Bonde do Mão”, também conhecido como “Bonde do 157” (artigo do Código Penal referente ao crime de assalto) e “Bonde dos 40”, ele ganhou respeito na facção criminosa Comando Vermelho (CV) e o financiamento para as suas ações do traficante mais procurado do Estado, Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 33, chefe das bocas de fumo no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.

De acordo com policiais do Serviço Reservado (P-2) do 16º BPM (Olaria), o bando foi responsável pelo assassinato de pelo menos cinco policiais militares na região em menos de um ano. A última vítima foi o sargento Robson Martins da Silva, 40. Lotado no 26º BPM (Petrópolis) e motorista do comandante da unidade, o PM foi morto a tiros em Irajá quando seguia com a família no Mégane placa KZL 0447 para sua casa de veraneio em Saquarema, na Região dos Lagos, na manhã da última quinta-feira, dia 22.

Sargento Robson Martins da Silva, 40 anos

A vítima teve seu carro emparelhado por um veículo do mesmo modelo na Rua Ferreira Cantão. Fortemente armados e vestidos com coletes da Polícia Civil, os quatro ocupantes pediram a arma do sargento, que, pensando tratar-se de uma blitz, resolveu se identificar como policial e acabou sendo assassinado com mais de 10 tiros de fuzil. A filha do sargento, identificada apenas como Letícia, de 13 anos, foi atingida por um dos disparos na perna direita.

Outra vítima da quadrilha foi o cabo reformado da PM Ulisses Correia Dutra, 43, morto ao trocar tiros com bandidos na tentativa de evitar um assalto no Largo do Bicão, na Penha, também na Zona Norte, no último dia 3. Baleado pelo policial, o traficante Isaias Salgado da Silva, o Novinho, 19, morreu ao dar entrada no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

Fábio da Costa Souza, o Fabinho Piloto, 25 anos

O criminoso estava em um carro junto com outros comparsas que tentaram roubar um veículo em frente a uma farmácia na Travessa Boa Esperança. O policial percebeu a ação e reagiu, mas acabou baleado várias vezes pelos criminosos, armados de fuzis e pistolas, e morreu no local. Ferido na mão e no tórax, Novinho deu entrada na unidade hospitalar acompanhado de uma mulher, que alegou que o jovem tinha sido ferido durante um baile funk ocorrido dentro da Vila Cruzeiro.

Jean Pinheiro Laranjeira Duarte, 22 anos

Oriundo do Morro da Fé, na Penha, assim como seus comparsas Casé e Juninho, o bandido era gerente das bocas-de-fumo do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, e apontado pela Polícia como um dos integrantes do “Bonde do Mão”.

Edson Ventapane da Silva, o Mãozinha, 36 anos

De acordo com as investigações, o bando é formado por Fábio da Costa Souza, o Fabinho Piloto, 25; os irmãos Anderson e Jean Pinheiro Laranjeira Duarte, 22; Edson Ventapane da Silva, o Mãozinha, 36, irmão do traficante Mão; Pedro Henrique Oliveira de Souza, o Pedrinho, 27; Gustavo Silva de Paula, o Guga; além de Diego Pereira da Silva, o Maluquinho, filho do traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, preso sob acusação de matar o jornalista Tim Lopes.

Pedro Henrique Oliveira de Souza, o Pedrinho, 27 anos

“O Mão age, principalmente, em Vista Alegre e Irajá, onde foi criado. Alguns de seus amigos de infância se tornaram policiais militares e impediam que ele agisse na região, o que o deixou revoltado. Ele acabou conseguindo o apoio de traficantes da Chatuba e passou a aterrorizar a região”, explicou um policial do Serviço Reservado do 16º BPM.

A Polícia também investiga a informação de que o criminoso contaria com a ajuda de PMs para identificar colegas de farda, potenciais vítimas da quadrilha. Quem tiver informações sobre Mão e seus comparsas pode ligar para a P-2 do 16º BPM, através do telefone 2334-7457.

Fotos: Pedro Teixeira e Pedro Pantoja

Policiais costumam arriscar a vida todos os dias pelo bem da sociedade, mas no momento em que mais precisam são esquecidos pelos representantes dela. O inspetor Eduardo Pinto de Medeiros Baptista, 44 anos, foi baleado quando estava de serviço, em 2006, ficou tetraplégico e só no ano seguinte conseguiu se aposentar por invalidez.

No entanto, perdeu gratificações a que tinha direito e hoje ganha pouco menos de R$ 4 mil. O valor é insuficiente, pois seus gastos semanais, devido à sua tetraplegia, são sempre superiores.
Em novembro de 2006, Eduardo saía da 22ª DP (Penha), onde era lotado, para almoçar quando foi interceptado por três bandidos que queriam roubar o carro em que ele estava.

“Estava saindo da delegacia para ir comer alguma coisa e três homens me abordaram, em uma tentativa de roubo. Eu estava armado e tentei reagir. Ainda corri para tentar me proteger e trocar tiro com os marginais, mas fui baleado nas costas. Eu fui socorrido por colegas”, relembrou o policial.

Após ser baleado, Eduardo ficou muito tempo em coma e depois que acordou se deu conta de que estava tetraplégico e impossibilitado de voltar a trabalhar. A partir daí, começou sua luta para conseguir a aposentadoria.

“Consegui a minha aposentadoria por invalidez, mas automaticamente perdi algumas gratificações que eu tinha, e isso é uma pena porque na hora em que você mais precisa, você fica desamparado. Por conta da minha condição, tenho muitos gastos. Tive que comprar cadeira de rodas, cama especial, além disso, pago uma enfermeira, preciso de fraldas, remédios, o custo é muito alto. Ainda tive que me mudar e atualmente moro de aluguel. Gasto tudo que eu ganho, mas na maioria das vezes esses gastos ultrapassam e muito”, relatou Eduardo.

De acordo com a Polícia Civil, a gratificação decorre de uma regulamentação feita pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, com base no decreto do Governo do Estado que instituiu a gratificação para policiais que trabalham nas unidades de Delegacia Legal. De acordo com a resolução, a gratificação deixa de ser paga aos policiais que entrarem em licença médica, licença maternidade, férias ou afastamento por motivo de doença, mas o policial aposentado questionou essa medida da corporação.

“Todos sabem as condições para receber essa gratificação, mas ela é injusta, pois justamente nos momentos em que a pessoa mais precisa dela, ela é cortada. As autoridades deveriam ver isso. Quando a pessoa se aposenta, ou porque já está idosa, ou, como no meu caso, não pode mais trabalhar, precisaria de uma ajuda do Governo e não pode contar com isso”, reclamou.

O policial deixou claro sua paixão pela profissão e contou que já havia sido baleado anteriormente e não obteve ajuda do Governo.

“Essa profissão é linda. Sou bacharel em Direito e resolvi ser policial civil. Nós arriscamos a vida o tempo todo. Subimos favelas, ficamos cara a cara com bandidos. Às vezes passamos mais de 24 horas na cola de um marginal, mas amo muito essa vida, sempre amei. É uma pena que o Governo e a própria instituição não dêem o merecido valor que os policiais merecem. Já tomei tiro na perna, no braço, já fiquei de licença e não recebi muito apoio. Esta é uma profissão de risco. Os policiais estão mais propícios a tomar um tiro do que qualquer outro cidadão e a corporação não vê isso. Deveria haver uma proteção maior aos agentes, até mesmo financeira, porque, assim como eu, sei que existem muitos policiais que foram baleados em serviço, que hoje não podem mais trabalhar e foram totalmente esquecidos”, desabafou.

A Polícia Civil foi procurada para explicar como funciona o recebimento de gratificações, quais as condições para recebê-la e a falta de apoio que os agentes inativos recebem, mas até o fechamento desta edição não obtivemos resposta.

O caso de Eduardo não é algo isolado na Polícia Civil. Um dos policiais que participou da Operação Família S.A. também viveu um drama parecido. Lotado na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) desde 2003, o agente Theophilo Augusto de Azambuja Neto, 47, foi até o Morro do Borel, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, no dia 30 de novembro do ano passado executar a etapa operacional da ação que terminou com a prisão de 23 pessoas ligadas ao traficante Isaías Costa Rodrigues, o Isaías do Borel.

Na ocasião, Theophilo avistou no interior da favela uma casa usada como local de endolação de drogas, de onde dois suspeitos fugiam. Na perseguição à dupla, o agente escorregou no terreno cheio de lama e rompeu o ligamento do joelho esquerdo, provocando uma gravíssima lesão no menisco.

O agente foi socorrido pelos colegas e levado para o Hospital Geral do Andaraí, no bairro de mesmo nome, também na Zona Norte, onde foi constatada a gravidade da lesão. O policial entrou de licença no mesmo dia por acidente de trabalho.

O que ele não sabia era que, depois de quase 25 anos de Polícia, a instituição a quem dedicou a vida lhe negaria o direito à gratificação de cerca de R$ 1 mil que recebia mensalmente.

“Já tentamos dialogar com o secretário de Segurança no sentido de derrubar essa resolução, que acaba punindo aqueles policiais que se acidentam no cumprimento do dever, mas não há indicação alguma de que a Secretaria irá fazer qualquer coisa para modificar isso”, disse Francisco Chao, diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol).

Duas semanas após a publicação da matéria, na edição do dia 12 de fevereiro do Jornal POVO do Rio, o inspetor Theophilo voltou a receber sua gratificação.

“Neste caso, a Justiça foi feita e foi restabelecido o pagamento da gratificação.Acho que para compensar, me pagaram ainda as férias. Após dias sem conseguir dormir direito, acho que agora vou conseguir. Vou deitar e dormir uma noite inteira sem ficar pensando em como solucionar meus problemas, minhas dívidas”, declarou, na época, ao comemorar a decisão da Polícia Civil.

Enquanto Eduardo não tem a mesma sorte, amigos iniciaram uma campanha para arrecadar doações que possam ajudar o policial. Qualquer valor pode ser depositado no banco Itaú, agência 5658, conta corrente 04206-3.

“Nosso querido colega e guerreiro está precisando de ajuda, pois o nosso Estado não arca com todas as despesas e como é de conhecimento da grande maioria, perdeu gratificações e hoje não recebe o suficiente para sua assistência especial de 24h, além de medicamentos de uso contínuo. A luta por dignidade e respeito ao policial deve ser contínua, para evitar tal constrangimento”, ressaltou um dos apoiadores da campanha.

Acusado de assassinar o cabo da Polícia Militar Marcelo Pimenta do Nascimento durante uma tentativa de assalto em 2006, Francisco Sabino Bezerra Filho, o Chiquinho, 28 anos, foi preso por policiais do Serviço Reservado (P-2) do 16º BPM (Olaria) na Favela do Dique, no bairro Jardim América, na Zona Norte do Rio, na tarde desta quarta-feira, dia 7 de abril.

Ele foi surpreendido pelos policiais quando saía de sua residência na Rua do Dique, número 459, um dos principais acessos à comunidade. De acordo com os PMs, que descobriram a localização de Chiquinho após receberem uma denúncia anônima, o bandido seria responsável por uma série de roubos de veículos no Trevo das Margaridas, em Irajá, e na Rodovia Presidente Dutra, na altura da Baixada Fluminense.

Uma das ações do criminoso terminou com a morte do cabo Marcelo Pimenta, no dia 11 de setembro de 2006. Lotado no Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), o PM passava de carro com a mulher e os dois filhos pelo Trevo das Margaridas, quando o criminoso anunciou o assalto. Ao ser identificado como policial, o cabo foi executado a tiros na frente dos familiares, mesmo após suplicar ao bandido para não ser morto.

“Ele liderava uma quadrilha responsável por uma série de arrastões e falsas blitzs que agia na região com o consentimento dos traficantes da Favela do Dique. O Chiquinho era o mais violento do bando e o único ainda em liberdade”, explicou um dos policiais militares responsáveis pela prisão.

Contra o acusado, havia um mandado de prisão por latrocínio (roubo seguido de morte) pela execução do PM. Ele foi encaminhado à 38ª DP (Brás de Pina), sendo posteriormente transferido para uma carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), onde vai permanecer à disposição da Justiça.

Fotos: Alex Slaib

Um policial militar foi preso acusado de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos. Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, na Zona Sul do Rio, ele foi flagrado por colegas do 12º BPM (Niterói) no momento em que pegava ferramentas no porta-malas de seu carro, próximo a uma agência bancária no Ingá, na Zona Sul de Niterói, na madrugada desta terça-feira, dia 18 de março. No interior do banco, outros três criminosos foram flagrados tentando arrombar uma caixa eletrônico. Um deles era primo do PM, que estava em liberdade condicional após cumprir parte da pena a que foi condenado por um roubo praticado.

Na Polícia Militar há nove meses, o soldado Leonardo da Cruz Cortez, 27 anos, levou os três comparsas em seu próprio carro, o Polo preto placa DKG 1125, que seria usado para dar cobertura ao assalto. Eles invadiram o banco Itaú, na Rua Doutor Paulo Alves, e, para tentar arrombar os caixas, usaram maçaricos. Nas câmeras do circuito interno de segurança, eles colocaram caixas de isopor para evitar que a ação fosse filmada.

Um alarme ligado a uma central de monitoramento disparou e equipes do 12º BPM foram ao local. A agência foi cercada e dois dos bandidos que estavam dentro do banco foram presos. Já o PM e um quarto envolvido que estavam buscando mais ferramentas no automóvel saíram correndo quando viram as viaturas, mas foram presos nas proximidades do banco. O automóvel estava estacionado na Rua Justina Bulhões, bem em frente à agência.

Os outros três criminosos foram identificados como Elivelton Vieira, 33, morador do Flamengo, na Zona Sul do Rio, Nilton Cordeiro e Felipe Santos, 26, que estava em liberdade condicional depois de cumprir parte de pena por roubo. Os dois últimos, além do PM, são moradores de Guadalupe, na Zona Norte no Rio.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública divulgou nota oficial informando que o soldado foi incorporado por força de uma liminar na Justiça. De acordo com o documento, ele “não foi aprovado no processo de pesquisa social, feito pela Polícia Militar, durante as etapas do concurso para servidores”. Ainda de acordo com a nota, a reprovação do PM se deu por ter um parente próximo com passagem pela Polícia e viver em um ambiente não condizente com as exigências comportamentais previstas pela corporação.

Ele ingressou na PMERJ por meio de liminar em 14 de junho de 2009. Em dezembro, concluiu o curso de formação e estava há quatro meses em trabalhos administrativos na UPP.

“Ele não ficava no policiamento de rua, justamente porque tinha sido reprovado na pesquisa social”, explicou o capitão Leonardo Nogueira, comandante da UPP do Pavão-Pavãozinho.

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Assalto, perseguição, troca de tiros e duas pessoas feitas reféns, em Niterói, na tarde desta quinta-feira, dia 15. Após roubarem o carro de uma psicóloga de 37 anos, no Centro, dois criminosos foram surpreendidos por policiais militares lotados no 12º BPM (Niterói), quando tentavam fugir com o veículo da vítima em direção ao Morro do Boa Vista, no bairro São Lourenço. Um deles acabou preso ao invadir uma residência, em um dos acessos à comunidade.

De acordo com a Polícia, o crime ocorreu por volta das 17 horas. A psicóloga seguia pela Avenida Marquês de Paraná, sentido Icaraí, quando teve seu Honda Civic fechado por uma motocicleta com dois ocupantes, em frente a um hipermercado. Armado com uma pistola, o homem que estava na garupa anunciou o assaltou, retirou a vítima do veículo puxando-a pelos cabelos e fugiu com o automóvel em direção ao Boa Vista.

Mesmo muito assustada, a psicóloga conseguiu abordar PMs que faziam patrulhamento na região. Eles iniciaram a perseguição aos criminosos, que se estendeu até o bairro São Lourenço, a aproximadamente dois quilômetros do local do crime. Houve confronto entre os policiais e os assaltantes. Durante a fuga, um deles perdeu o controle do veículo e bateu em um poste na Rua Saldanha da Gama. Cercado pelos PMs, ele invadiu uma casa e manteve uma idosa e uma adolescente como reféns.

Após breve negociação com os policiais, Rafael Lopes do Amaral, o Pimentão, 28 anos, decidiu se entregar. O outro suposto assaltante conseguiu fugir, deixando para trás a motocicleta utilizada no crime, uma Honda Twister preta, placa KYG-1803, que consta como roubada, segundo os policiais. No final da tarde, os militares realizaram uma incursão na comunidade, mas não conseguiram encontrá-lo.

“O conselho que eu deixo é que as pessoas entreguem todos os seus pertences sem reagir, pois o bem material pode ser recuperado. Também gostaria de elogiar a ação dos policiais, que fez aumentar minha confiança na polícia”, destacou a psicóloga.

Encaminhado à 78ª DP (Fonseca), Rafael foi reconhecido pela vítima e autuado por assalto à mão armada. Ainda de acordo com os policiais, ele teria uma anotação criminal por tráfico de drogas. A polícia investiga se o veículo roubado seria uma encomenda feita por traficantes do Morro do Boa Vista, ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA).

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Fotos: Pedro Pantoja

Polícia

As estatísticas e os recentes casos de assaltos em prédios levantaram uma questão sobre o preparo de funcionários de prédios e condomínios. No último dia 29 de setembro, três assaltantes conseguiram entrar no Edifício Solar da Praia, localizado na Rua Francisco Otaviano, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, depois que um deles se identificou para o porteiro como funcionário da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG). Cinco apartamentos foram invadidos e 23 pessoas foram feitas reféns – sendo 18 moradores, dois funcionários do prédio e três empregados que realizavam obras em imóveis.

Segundo estatísticas divulgadas pelo Instituto de Segurança Pública, foram registrados 42 roubos a residências na região de Copacabana e Leblon, na Zona Sul, e Tijuca, na Zona Norte, entre janeiro e julho de 2008. No mesmo período desse ano, foram 72 casos naquela região – representando um acréscimo de 85%. O aumento maior ocorreu na Área Integrada de Segurança Pública (AISP) 6 – que engloba Tijuca, Grajaú, Andaraí, Vila Isabel, Maracanã, Praça da Bandeira e Alto da Boa Vista. Nos meses de maio, junho e julho do ano passado, foram feitos três registros – uma média de um por mês. Já esse ano, foram 17 – mais de cinco assaltos mensais, significando um aumento de mais de 200%.

ipanema assalto

Especialistas em Segurança Pública garantem que a colaboração de empregados e moradores é essencial para a segurança do prédio funcionar bem e que o preparo técnico de porteiros pode evitar que o número de vítimas aumente. A Polícia Militar ministra cursos destinados não somente a porteiros e outros funcionários de edifícios e condomínios, mas também aos síndicos.

O secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, informou que esses criminosos faziam parte do tráfico em comunidades atualmente ocupadas por Unidades de Polícia Pacificadora (UPP’s) e passaram a assaltar como nova forma de conseguir dinheiro, a partir do momento em que deixaram de poder vender drogas. O secretário garantiu que vai manter a estratégia de combater o tráfico de drogas nas favelas e pediu mais atenção aos funcionários de prédios para evitar a entrada de assaltantes.

Policia

“Os bandidos hoje estão usando estratégias diferenciadas, como identificando-se nessas portarias como funcionários, como foi o caso em Copacabana, como funcionários dos Correios ou de outro órgão. Após essas pessoas adentrarem o prédio fica muito difícil para Polícia identificar. O batalhão vai fornecer cursos no sentido de preparar as portarias para que possam fazer essa triagem”, ressaltou Beltrame.

Diretor para assuntos trabalhistas e previdenciários do Sindicato dos Empregados em Edifícios do Município do Rio de Janeiro, José Ibiapina revelou que o órgão pretende reativar, nas próximas semanas, o curso de qualificação para porteiros.

“A violência fugiu do controle das autoridades e hoje nos atinge até mesmo dentro de nossas casas. Oferecíamos um curso com duração de um mês e aulas três vezes por semana, mas a procura era pequena. Hoje, eles estão mais interessados e procuram por essa qualificação. Estamos reativando a proposta do curso para que os funcionários possam colaborar na prevenção desses roubos em edifícios”, garantiu, aproveitando para criticar a desvalorização sofrida pela classe.

Polícia

“Às vezes, por causa de R$ 100, eles preferem contratar porteiros sem qualificação. Não adianta ter câmeras e equipamentos de segurança se o trabalhador está desestimulado ou não sabe lidar com aquela tecnologia. Os profissionais têm que ser valorizados. Sem material humano fica mais difícil”, enfatizou Ibiapina, que estima que somente na capital existam cerca de 100 mil empregados em edifícios. Aproximadamente 60 mil são sindicalizados.

Polícia

Enquanto cursos de ação preventiva para porteiros podem custar R$ 280 e o piso salarial definido por tabela do sindicato é de R$ 528, mais benefícios, os profissionais interessados em se qualificar podem participar dos cursos gratuitos oferecidos pela Polícia Militar. Um dos batalhões com maior número de procura, o 19º BPM (Copacabana) está com inscrições abertas.

Apesar de ficar sediado na Zona Sul do Rio, o curso do batalhão é procurado até mesmo por porteiros, síndicos e zeladores de Campo Grande, na Zona Oeste, e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Atualmente, há 180 inscritos. A aula é ministrada em forma de palestra e tem quatro horas de duração. Os interessados devem ligar para 2233-9250.

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A unidade – responsável pelo policiamento e patrulhamento ostensivo nos bairros Copacabana e Leme – abrange uma área de 5,3 quilômetros quadrados e 138.674 moradores e faz parte da AISP 19. De janeiro a julho do ano passado, as delegacias da área – 12ª DP (Copacabana) e 13ª DP (Ipanema) – registraram 14 roubos a residência. No mesmo período de 2009, foram 23.

Já a AISP 23 – que engloba os bairros São Conrado, Vidigal, Gávea, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico e Ipanema – apresentou uma queda nos índices. Enquanto de maio a julho de 2008 houve 11 casos, de maio a julho desde ano foram 6. A queda também ocorreu em um período maior: de janeiro a julho de 2008 as delegacias da área – 14ª DP (Leblon) e 15ª DP (Gávea) – registraram 18 casos de roubo a residência, enquanto no mesmo período desse ano os registros caíram para 13.

Polícia

No início do mês de setembro, seis pessoas foram mantidas reféns por cerca de cinco horas em um prédio da Rua Assis Brasil, em Copacabana, após assalto que começou no Largo do Machado. Um dos criminosos foi baleado de raspão no braço direito, depois que uma das vítimas conseguiu se libertar e atirou contra ele.

apartamento assaltado (3)

Também em setembro, no dia 21, criminosos aproveitaram o momento em que um morador chegava em seu automóvel no Edifício Aquidauana, na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, na Zona Sul, para também entrar no prédio pela garagem. Eles renderam funcionários e todos que chegavam e mantiveram pelo menos 30 pessoas no depósito de lixo do edifício. Antes de fugir, eles colocaram lixeiras na porta do depósito e mandaram que as vítimas esperassem cinco minutos para que pudessem sair.

apartamento assaltado

Alguns dias antes, três ladrões invadiram o prédio de número 85 da Rua General Roca, na Tijuca, na Zona Norte, e também assaltaram alguns apartamentos, enquanto mantinham moradores reféns. O crime ocorreu no dia seguinte ao assalto no Edifício Golden Coast, que fica no número 232 da Avenida Delfim Moreira, no Leblon. Por cerca de duas horas, foram feitos reféns moradores de três apartamentos, além do porteiro e outros empregados do prédio. Os bandidos fugiram em um Passat vermelho, pertencente a um dos moradores, levando R$ 5,7 mil, US$ 13 mil, 4 mil euros, um laptop, jóias e celulares.

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