Posts com Tag ‘Confronto’

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Antes de trocar tiros com os policiais do 12° BPM (Niterói), na subida da Ponte Rio-Niterói, no final da madrugada desta segunda-feira, dia 20 de agosto, os nove criminosos que estavam em dois carros – um HRV e um Jeep Renegad – e levaram pânico a quem trafegava na via participaram de um baile funk no Morro da Alma, no Complexo do Jóquei, no bairro Amendoeira, em São Gonçalo.

O evento reuniu artistas como Chininha e Príncipe. Logo depois, os bandidos passaram no Morro do Santo Cristo, no Fonseca – que tornou-se Quartel General (QG) da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) depois que Wanderson Rodrigues Andrade, o Boladinho, pulou para o Comando Vermelho (CV).

Ele é apontado pela Polícia como chefe do tráfico no Morro Estado, no Centro de Niterói – que até maio, mês em que Boladinho saiu da cadeia, era o QG da facção de Menor P na região.

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Após pegar quatro fuzis, quatro pistolas, três granadas, nove rádios transmissores e dezenas de carregadores e munições, os nove criminosos se dirigiram à Alameda São Boaventura, de onde acessariam a Ponte Rio-Niterói para ir até a Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Conhecidos dentro do TCP por serem utilizados como “homens de guerra” – sendo enviados para morros e favelas durante ações policiais e também disputas com facções rivais pelo controle das bocas-de-fumo -, eles reforçariam a quadrilha que suspeitava que o Exército realizaria uma grande operação na região, no início desta semana.

Ao se deparar com os PMs, despertaram suspeita e acabaram dando início a uma perseguição ao desobedecer ordem de parada. Já no início da subida da Ponte Rio-Niterói, eles começaram a atirar contra os policiais, que revidaram a agressão.

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No confronto, nove criminosos foram atingidos. Quatro deles morreram no local. Outros cinco foram socorridos e levados para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, onde dois deles não resistiram aos ferimentos e outros três permanecem internados sob custódia.

Os cinco bandidos que deram entrada na unidade de saúde foram identificados como Vinícius Constâncio Paulo, Márcio de Barros, Emerson Bruno Queiroz da Silva, Maurício Augusto dos Santos e Ruan Felipe Ferreira. Os quatro bandidos que morreram logo após a troca de tiros ainda não foram identificados.

Na ação os PMs apreenderam quatro fuzis, quatro pistolas, rádios transmissores, granadas, carregadores e munições. Para impedir ações de criminosos tentando resgatar os comparsas, o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Márcio Guimarães, reforçou o policiamento na região e destacou equipes para garantir a segurança da unidade de saúde.

Atingido na perna durante o confronto, o sargento Fernandes foi submetido a uma cirurgia e não corre risco de morte. A passageira de um ônibus da viação Fagundes que vinha logo atrás do carro dos bandidos ficou ferida no pé por estilhaços e recebeu alta após atendimento médico.

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Fotos: Bruno Gonzalez, Henrique Esteves, Pedro Pantoja

Nos 15 primeiros dias do ano, 13 policiais militares já foram baleados no Estado do Rio de Janeiro. Destes, cinco não resistiram e morreram. Do total, 10 estavam de serviço e um era PM reformado. No mesmo período do ano passado, foram 9 PMs baleados, sendo que seis morreram. Quatro estavam de serviço e um era reformado.

As mortes no ano de 2009 começaram mais cedo: no dia 2 de janeiro. Lotados no Auxílio à Polícia de Trânsito (APTran) do 32º BPM (Macaé), o sargento Rogério Barberino, 46 anos, e o soldado Leandro de Moura Teixeira, 25, foram assassinados pelo técnico de som Ricardo Carneiro Essucy, 44. Eles realizavam patrulhamento de rotina no Centro de Rio das Ostras quando foram acionados para conter uma discussão a poucos metros da rodoviária.

Esse ano, o primeiro policial assassinado não estava de serviço. Lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP), o sargento Vladimir Gonçalves Mamed, 46 anos, chegava em casa, na Rua Juqueri, em Irajá, na Zona Norte do Rio, quando foi abordado por homens armados, no dia 5 de janeiro.

Ele reagiu e acabou atingido pelos criminosos, que fugiram em um carro não identificado sem levar nada. Socorrido, o PM foi levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Ele foi atingido por mais de um tiro na região toráco-abdominal e morreu horas depois.

Apontado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias como chefe de um grupo paramilitar que atuaria no Conjunto Habitacional Ipase, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, o PM já havia se candidatado a deputado estadual e vereador, mas não foi eleito.

O primeiro caso de PMs mortos em serviço aconteceu no último dia 15. Lotados no 9º BPM (Rocha Miranda), o sargento Ezequias Veríssimo dos Santos Filho e o cabo Márcio Passos Barcelos foram assassinados quando passavam pela Avenida Ministro Edgard Romero, em frente ao Morro do Cajueiro, em Madureira, na Zona Norte do Rio, por volta das 7h50. Os PMs realizavam patrulhamento de rotina quando se depararam com criminosos que assaltavam uma van de cigarros da empresa Souza Cruz.

Quando se preparava para fugir com a van roubada, um dos bandidos avistou o carro da PM e gritou: “É o Gol bolinha”. O bando, então, abriu fogo contra a viatura com fuzis e pistolas, sem dar qualquer chance de reação aos policiais. O cabo, que estava ao volante, tentou sair do veículo, mas não conseguiu. O sargento, já baleado, ainda desceu do carro e correu até um posto de gasolina, mas foi perseguido pelos bandidos e executado.

O crime chocou a moradores e comerciantes da região e revoltou colegas de farda dos dois PMs.

“Essa não é a primeira vez que tombam companheiros de farda atrás de caminhão de cigarros em Madureira. No fim do ano passado também houve morte perto do Mercadão após a denúncia do motorista de um caminhão que pediu socorro”, ressaltou um policial que pediu para não ter a identidade revelada.

Ele se referiu à morte do cabo Renato Gomes Miranda, 40, também lotado no 9º BPM. No dia 18 de dezembro, ele foi baleado durante confronto entre assaltantes e policiais militares na Avenida Ministro Edgard Romero, próximo ao Mercadão de Madureira. O policial, atingido por disparos de fuzil em um dos braços e em uma das pernas, ainda caiu e bateu a cabeça, sofrendo traumatismo craniano.

Levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, o PM morreu horas depois. Na mesma ação, três pedestres foram baleados e um acabou sendo atropelado na tentativa de fugir dos tiros.

“Infelizmente isso está virando rotina. Até quando nós teremos irmãos de farda ceifados por inimigos e nada acontece? A Polícia tem que dar a resposta que merece. Não podemos achar que isso é normal em nossas vidas. Estamos virando presas fácil na mão desses animais”, desabafou.

Também na última sexta-feira, além dos dois PMs do batalhão de Rocha Miranda, outros dois policiais foram baleados enquanto estavam de serviço. Horas após o atentado sofrido pelos policiais em Madureira, o capitão Leandro Maia, lotado no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi atingido por tiros no pé, na perna e dois de raspão no pescoço, no Morro da Mineira, durante confronto com traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) que controlam a venda de drogas no Complexo de São Carlos, no Estácio.

Já no final do dia, o soldado Arthur Furtado Batista Barreto, lotado no 22º BPM (Benfica), foi baleado em troca de tiros com criminosos da facção Comando Vermelho (CV), na Favela São Pedro, no Complexo de Manguinhos, em Bonsucesso. Atingido nas nádegas, o PM foi socorrido e levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, ele foi liberado após receber atendimento médico.

Qualquer informação que leve à prisão de assassinos de policiais pode ser repassada através do Disque-Denúncia (2253-1177), que está oferecendo recompensa de R$ 3 mil a quem ajudar na localização e prisão de Emerson Vantapane da Silva, o Mão – autor dos disparos que mataram os dois PMs, em Madureira – Jean Pinheiro Laranjeiras Duarte, Fábio da Costa Sousa e Pedro Henrique de Oliveira Sousa. Não é preciso se identificar.

Acompanhe:

Estatística de Policiais Mortos e Baleados em 2010

Estatística de Policiais Mortos e Baleados em 2009

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Fotos: Pedro Pantoja

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Cumprindo determinação de traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), comerciantes não abriram as portas na Rua Barão de Petrópolis, no bairro Rio Comprido, na Zona Norte do Rio, ao longo desta quinta-feira, dia 22. A ordem seria em luto pelo traficante Leonílson Alves Espírito Santo, o Leozinho dos Prazeres, 20 anos, que morreu após ser baleado em confronto com policiais do 1º BPM (Estácio), na tarde de quarta-feira, dia 21.

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Leonílson Alves Espírito Santo, o Leozinho dos Prazeres, 20 anos

Apontado pela Polícia como líder do tráfico de drogas no Morro dos Prazeres – que possui acessos pelos bairros Rio Comprido, Catumbi e Santa Teresa – e fica de frente para o Morro do Fogueteiro, Leozinho estava armado com uma pistola nove milímetros de fabricação israelense e trafegava pela favela em uma moto Twister amarela quando foi surpreendido pelos PMs.

Leozinho dos Prazeres tinha duas anotações por associação para fins de tráfico e assalto à mão armada

Ele resistiu à prisão e atirou contra os policiais, que revidaram. No confronto, ele foi baleado. Socorrido pelos próprios PMs, ele morreu no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. O registro foi feito na 6ª DP (Cidade Nova).

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“Vieram dois em uma moto e mais outros atrás. Todos estavam armados. Mandaram a gente fechar. Meu patrão ainda foi lá no morro tentar negociar, mas o gerente do Prazeres é um, e o do Fogueteiro é outro. Eles não entraram em um acordo”, revelou o funcionário de um dos estabelecimentos, contando que a ordem foi dada às 15h30 de quarta-feira.

“Os comerciantes acabaram ficando chateados e resolveram não abrir na quinta-feira também. Todos são conhecidos aqui na região, mas os bandidos não tiveram consideração. Tomara que amanhã (hoje) o comércio volte a funcionar. Até porque eu preciso trabalhar”, desabafou.

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O policiamento no entorno das duas favelas foi reforçado e diversas viaturas do 1º BPM realizaram patrulhamento ostensivo durante toda esta quinta-feira, dia 22, para evitar manifestações em represália à morte do traficante. Até o início da tarde de ontem, o corpo dele permanecia, sem identificação, no Instituto Médico Legal (IML).

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Em São Gonçalo, oito escolas municipais suspenderam as atividades, na tarde desta quinta-feira, dia 22: duas no Jardim Catarina, duas em Vista Alegre e outras nos bairros Monjolos, Santa Luzia, Marambaia e Laranjal. Alunos do Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) municipalizado Anita Garibaldi e da Escola Municipal Oscarina da Costa Teixeira, no Jardim Catarina, e das Escolas Municipais Prefeito Jayme Campos, em Monjolos); Santa Luzia, no bairro de mesmo nome; Filadélfia, em Marambaia; Darcy Ribeiro e João Cabral, ambas em Vista Alegre, e do Colégio Municipal Estephânia de Carvalho, no Laranjal, voltaram para casa mais cedo.

A secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo informou que as atividades foram suspensas para segurança dos alunos e profissionais e que calendários específicos para cada unidade estão sendo elaborados para a reposição das aulas.

Na noite de quarta-feira, o Colégio Estadual Coronel Serrado, em Monjolos, interrompeu as aulas no turno da noite de ontem, mandando 325 alunos da turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) para casa. Ontem, os 348 alunos do turno da manhã e os 361 do turno da tarde tiveram aulas normais.

A Secretaria de Estado de Educação informou que a decisão foi tomada devido ao clima tenso nas imediações do bairro e que a direção da escola tem autonomia para tomar as providências necessárias no sentido de garantir a integridade física e moral de seus alunos e funcionários. O órgão também revelou que os conteúdos perdidos das aulas serão repostos.

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Assalto, perseguição, troca de tiros e duas pessoas feitas reféns, em Niterói, na tarde desta quinta-feira, dia 15. Após roubarem o carro de uma psicóloga de 37 anos, no Centro, dois criminosos foram surpreendidos por policiais militares lotados no 12º BPM (Niterói), quando tentavam fugir com o veículo da vítima em direção ao Morro do Boa Vista, no bairro São Lourenço. Um deles acabou preso ao invadir uma residência, em um dos acessos à comunidade.

De acordo com a Polícia, o crime ocorreu por volta das 17 horas. A psicóloga seguia pela Avenida Marquês de Paraná, sentido Icaraí, quando teve seu Honda Civic fechado por uma motocicleta com dois ocupantes, em frente a um hipermercado. Armado com uma pistola, o homem que estava na garupa anunciou o assaltou, retirou a vítima do veículo puxando-a pelos cabelos e fugiu com o automóvel em direção ao Boa Vista.

Mesmo muito assustada, a psicóloga conseguiu abordar PMs que faziam patrulhamento na região. Eles iniciaram a perseguição aos criminosos, que se estendeu até o bairro São Lourenço, a aproximadamente dois quilômetros do local do crime. Houve confronto entre os policiais e os assaltantes. Durante a fuga, um deles perdeu o controle do veículo e bateu em um poste na Rua Saldanha da Gama. Cercado pelos PMs, ele invadiu uma casa e manteve uma idosa e uma adolescente como reféns.

Após breve negociação com os policiais, Rafael Lopes do Amaral, o Pimentão, 28 anos, decidiu se entregar. O outro suposto assaltante conseguiu fugir, deixando para trás a motocicleta utilizada no crime, uma Honda Twister preta, placa KYG-1803, que consta como roubada, segundo os policiais. No final da tarde, os militares realizaram uma incursão na comunidade, mas não conseguiram encontrá-lo.

“O conselho que eu deixo é que as pessoas entreguem todos os seus pertences sem reagir, pois o bem material pode ser recuperado. Também gostaria de elogiar a ação dos policiais, que fez aumentar minha confiança na polícia”, destacou a psicóloga.

Encaminhado à 78ª DP (Fonseca), Rafael foi reconhecido pela vítima e autuado por assalto à mão armada. Ainda de acordo com os policiais, ele teria uma anotação criminal por tráfico de drogas. A polícia investiga se o veículo roubado seria uma encomenda feita por traficantes do Morro do Boa Vista, ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA).

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Quatro anos após perder o controle das bocas-de-fumo do Morro da Chumbada, em São Gonçalo, o traficante Luís Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 47 anos – um dos principais líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no município – iniciou guerra pela retomada dos pontos de venda de drogas no local.

Luís Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 47 anos

Luís Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 47 anos

Preso há 18 anos, o criminoso – irmão de Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 43, que também cumpre pena por tráfico de drogas, e filho de Maria Helena Gomes, a Vovó do Pó, 73, que está em liberdade condicional desde julho de 2003, após ficar presa por mais de uma década – controla o Morro Menino de Deus, juntamente com a família, desde os anos 70.

Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 43 anos

Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 43 anos

Ele teria dado a ordem para que um dos integrantes de sua quadrilha, identificado pela Polícia como Nenequinha, invadisse a Chumbada, controlada desde 2005 pela facção rival Amigos dos Amigos (ADA).
Segundo levantamentos da Polícia, a guerra na região teve início quando o traficante Reginaldo Alex da Conceição Simão, o Reginaldo Bocão, 35, foi morto por antigos aliados, dentro da cadeia.

Maria Helena Gomes, a Vovó do Pó, 73 anos

Maria Helena Gomes, a Vovó do Pó, 73 anos

Ele era um dos homens de confiança dos irmãos Luiz Queimado e Paulinho Madureira. Ainda segundo a polícia, revoltado com a traição, o irmão de Reginaldo Bocão – conhecido como Nei – se aliou à ADA e tomou o lugar dele, na Chumbada. Meses depois, ele foi morto em confronto com a PM. Quem assumiu o compromisso de vingança foi outro irmão – conhecido como Dodô – atualmente preso.

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Os dois morros fazem divisa e possuem acessos pelos bairros Centro, Rocha, Galo Branco, Estrela do Norte e Mutondo, na região central de São Gonçalo. Na madrugada de sábado, cerca de 80 homens saíram do Menino de Deus e iniciaram a guerra, que deixou mais de 11 criminosos mortos, três presos e moradores feridos. Os traficantes do CV teriam recebido apoio de comparsas de morros e favelas localizadas em outros bairros, como o Martins, em Neves, e o Complexo da Coruja, em Vila Laje; e em outros municípios, como o Juca Branco, no Cubango, em Niterói; e Jacarezinho e Mangueira, no Rio.

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Além de Nenequinha, Pindoba e Dudu – os três expulsos da Chumbada pela família de Reginaldo Bocão-, Mário Sérgio Rocha Martins, o Gugui, 31 (em liberdade condicional desde o mês de junho), Maicon dos Santos Douglas, o Gaguinho, TH, Leandro Caveira e Tuiú estariam à frente do bonde que invadiu a comunidade vizinha armados com fuzis e pistolas e usando coletes à prova de balas.

Mario Sergio Rocha Martins, Gugui

Mário Sérgio Rocha Martins, o Gugui, 31 anos

Na manhã desta segunda-feira, dia 5, policiais da 72ª DP (Mutuá) e da Coordenadoria de Polícia Regional do Interior (CRPI-SG) realizaram uma incursão no local para tentar localizar corpos e recuperaram a Hiunday Tucson placa KPP 1172, roubada na área da 79ª DP (Jurujuba). Havia vestígios de sangue no interior do veículo, mas os mortos não foram encontrados.

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Denúncias apontam o Cemitério São Miguel, localizado no bairro de mesmo nome e que dá fundos para o Morro da Chumbada, como uma das áreas escolhidas pelos traficantes para enterrar os corpos dos rivais.

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No sábado, dia 3, o tiroteio durou cerca de três horas e assustou os moradores, que ficaram impedidos de sair de suas residências por ordem dos traficantes. Dois moradores, identificados como Rogério Augusto da Silva, 29, e Tailane dos Santos Mendonça, 13, foram baleados de raspão quando chegavam em suas residências. Os dois foram encaminhados ao Pronto Socorro de São Gonçalo (PSSG), no Zé Garoto, e liberados após receberem atendimento médico.

Outro ferido durante o confronto foi o garçom Carlos Henrique Freitas Brandão, 27. Morador da Chumbada, ele voltava do trabalho quando teve o carro cercado pelos bandidos. Levado para o alto do morro, ele foi torturado e esfaqueado no peito, mas conseguiu fugir. O garçom foi socorrido por médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e lavado para o PSSG, onde permanece internado.

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Policiais do 7º BPM (São Gonçalo) ocuparam a comunidade e apreenderam duas metralhadoras, uma pistola e uma granada. Em confronto com a PM, um criminoso conhecido como Contexto foi atingido e não resistiu aos ferimentos. A apreensão foi registrada na 74ª (Alcântara). Para tentar retomar as bocas-de-fumo da Chumbada e assumir também as do Menino de Deus, traficantes da Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, enviaram reforços para o município gonçalense.

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Quatro anos após perder o controle das bocas-de-fumo do Morro da Chumbada, em São Gonçalo, o traficante Luís Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 47 anos – um dos principais líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no município – iniciou guerra pela retomada dos pontos de venda de drogas no local.

Luís Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 47 anos

Luís Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 47 anos

Preso há 18 anos, o criminoso – irmão de Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 43, que também cumpre pena por tráfico de drogas, e filho de Maria Helena Gomes, a Vovó do Pó, 73, que está em liberdade condicional desde julho de 2003, após ficar presa por mais de uma década – controla o Morro Menino de Deus, juntamente com a família, desde os anos 70.

Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 43 anos

Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira, 43 anos

Ele teria dado a ordem para que um dos integrantes de sua quadrilha, identificado pela Polícia como Nenequinha, invadisse a Chumbada, controlada desde 2005 pela facção rival Amigos dos Amigos (ADA).
Segundo levantamentos da Polícia, a guerra na região teve início quando o traficante Reginaldo Alex da Conceição Simão, o Reginaldo Bocão, 35, foi morto por antigos aliados, dentro da cadeia.

Maria Helena Gomes, a Vovó do Pó, 73 anos

Maria Helena Gomes, a Vovó do Pó, 73 anos

Ele era um dos homens de confiança dos irmãos Luiz Queimado e Paulinho Madureira. Ainda segundo a polícia, revoltado com a traição, o irmão de Reginaldo Bocão – conhecido como Nei – se aliou à ADA e tomou o lugar dele, na Chumbada. Meses depois, ele foi morto em confronto com a PM. Quem assumiu o compromisso de vingança foi outro irmão – conhecido como Dodô – atualmente preso.

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Os dois morros fazem divisa e possuem acessos pelos bairros Centro, Rocha, Galo Branco, Estrela do Norte e Mutondo, na região central de São Gonçalo. Na madrugada de sábado, cerca de 80 homens saíram do Menino de Deus e iniciaram a guerra, que deixou mais de 11 criminosos mortos, três presos e moradores feridos. Os traficantes do CV teriam recebido apoio de comparsas de morros e favelas localizadas em outros bairros, como o Martins, em Neves, e o Complexo da Coruja, em Vila Laje; e em outros municípios, como o Juca Branco, no Cubango, em Niterói; e Jacarezinho e Mangueira, no Rio.

chumbada (1)

Além de Nenequinha, Pindoba e Dudu – os três expulsos da Chumbada pela família de Reginaldo Bocão-, Mário Sérgio Rocha Martins, o Gugui, 31 (em liberdade condicional desde o mês de junho), Maicon dos Santos Douglas, o Gaguinho, TH, Leandro Caveira e Tuiú estariam à frente do bonde que invadiu a comunidade vizinha armados com fuzis e pistolas e usando coletes à prova de balas.

Mario Sergio Rocha Martins, Gugui

Mário Sérgio Rocha Martins, o Gugui, 31 anos

Na manhã desta segunda-feira, dia 5, policiais da 72ª DP (Mutuá) e da Coordenadoria de Polícia Regional do Interior (CRPI-SG) realizaram uma incursão no local para tentar localizar corpos e recuperaram a Hiunday Tucson placa KPP 1172, roubada na área da 79ª DP (Jurujuba). Havia vestígios de sangue no interior do veículo, mas os mortos não foram encontrados.

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Denúncias apontam o Cemitério São Miguel, localizado no bairro de mesmo nome e que dá fundos para o Morro da Chumbada, como uma das áreas escolhidas pelos traficantes para enterrar os corpos dos rivais.

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No sábado, dia 3, o tiroteio durou cerca de três horas e assustou os moradores, que ficaram impedidos de sair de suas residências por ordem dos traficantes. Dois moradores, identificados como Rogério Augusto da Silva, 29, e Tailane dos Santos Mendonça, 13, foram baleados de raspão quando chegavam em suas residências. Os dois foram encaminhados ao Pronto Socorro de São Gonçalo (PSSG), no Zé Garoto, e liberados após receberem atendimento médico.

Outro ferido durante o confronto foi o garçom Carlos Henrique Freitas Brandão, 27. Morador da Chumbada, ele voltava do trabalho quando teve o carro cercado pelos bandidos. Levado para o alto do morro, ele foi torturado e esfaqueado no peito, mas conseguiu fugir. O garçom foi socorrido por médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e lavado para o PSSG, onde permanece internado.

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Policiais do 7º BPM (São Gonçalo) ocuparam a comunidade e apreenderam duas metralhadoras, uma pistola e uma granada. Em confronto com a PM, um criminoso conhecido como Contexto foi atingido e não resistiu aos ferimentos. A apreensão foi registrada na 74ª (Alcântara). Para tentar retomar as bocas-de-fumo da Chumbada e assumir também as do Menino de Deus, traficantes da Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, enviaram reforços para o município gonçalense.

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Em sete dias consecutivos, 10 policiais militares foram baleados no Rio. Os casos aconteceram do último dia 14 até o dia 20, nas zonas Norte e Oeste; e em Itaboraí, na Região Metropolitana. Dos PMs feridos – dois estavam de serviço – sete morreram. Na segunda-feira, dia 21, não houve policiais feridos, mas, ontem, o Rio de Janeiro registrou mais um caso. Com este, o número de policiais baleados no Estado chega a 146 – sendo que 84 morreram. Dos 62 sobreviventes, 56 eram policiais militares, cinco eram policiais civis e um era policial rodoviário federal. Dos assassinados, 74 eram PMs e 10 eram policiais civis. Do total de 146 policiais, 49 estavam de serviço: 16 morreram.

A última vítima foi o sargento reformado Alexandre José Evangelista dos Santos, 44 anos. Ele estava em seu carro – um Kia Subaru – e trafegava no sentido Centro pela pista lateral da Avenida Brasil, em frente ao Conjunto Habitacional Amarelinho, em Irajá, na Zona Norte. Os criminosos, que ocupavam um Ford EcoSport, emparelharam com o PM e efetuaram disparos. Eles fugiram sem levar o automóvel do sargento, que ainda foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. No entanto, o PM não resistiu aos ferimentos.

jorge lobao

A estatística fez com que o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Lobão, reativasse um antigo serviço: o Disque-Denúncia da entidade, que oferece recompensa de R$ 2 mil a quem auxiliar na identificação e prisão de matadores de policiais. Quem tiver informações pode passar através do número 8181-7304.

Últimos Casos
No domingo, o cabo Alexandre Pires, 38 anos, foi assassinado dentro de um condomínio fechado localizado na Rua João Adil de Oliveira, também em Irajá. Segundo testemunhas, cinco bandidos com fuzis e pistolas abordaram o policial e fizeram pelo menos 20 disparos. O condomínio, onde moram muitos policiais civis e militares, tem uma única rua de acesso, com cancela. Moradores contaram que os criminosos estavam em dois carros — um Fox preto e um Punto prata.

Lotado no 14º BPM (Bangu), o PM – que estava afastado dos serviços de rua – respondia à Conselho de Disciplina por participar da ação que resultou na morte de uma oficial da Aeronáutica, em 2007. Donos de um carro que havia sido roubado, Larissa e Douglas Gorchinsky recuperaram o próprio veículo, após o assalto, e seguiam para a delegacia quando passaram por uma blitz. A vítima acabou morrendo ao ser baleada por policiais que atiraram contra o automóvel depois que os ocupantes não obedeceram à ordem de parar.

No dia anterior, o cabo René Sátiro de Oliveira, 40, que era lotado no 20º BPM (Mesquita), foi encontrado morto dentro de um Fiesta na Rua Lauro Camargo, próximo ao Morro do Chapadão, na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Na sexta-feira, o cabo Sérgio da Cruz, 39, foi surpreendido por dois homens armados, no interior um bar localizado na esquina das ruas Paraná e Joaquim Martins, em Água Santa, também na Zona Norte. Lotado no 3º BPM (Méier), ele havia acabado de sair do serviço e tinha se encontrado com o filho, de 16 anos. O PM ainda conseguiu reagir e, mesmo baleado, saiu do bar e foi até o seu carro. Socorrido e levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, ele não resistiu aos ferimentos.

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No dia 17, o sargento João Carlos dos Santos Moraes, 40, lotado no 22º BPM (Benfica), foi baleado na barriga durante confronto com traficantes que controlam a venda de drogas na Favela de Manguinhos, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. Na véspera, o soldado Guilherme Lourenço Caminha, 32 anos, lotado no mesmo batalhão, foi assassinado em tentativa de assalto sofrida na esquina das ruas Barão de Cotegipe e Emília Sampaio, em Vila Isabel, também na Zona Norte. Quatro criminosos – sendo três em um carro e um em uma moto – cercaram o Astra em que o PM estava, acompanhado pela mulher, e o obrigaram a sair do veículo. Ele foi reconhecido por estar usando a parte de baixo da farda.

Mulher de PM morto

Os bandidos, então, fizeram onze disparos em direção ao policial, que foi atingido por seis tiros. Ele ainda chegou a reagir e, na troca de tiros, um dos criminosos também foi baleado. O PM morreu ao dar entrada no Hospital Geral do Andaraí, no bairro de mesmo nome. Um suspeito de participar da tentantiva de assalto, identificado como Moisés Camilo Lucena, 22, foi preso na sala de emergência do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. Há seis anos na corporação, o PM havia sido aprovado em um concurso da Petrobras e deixaria a farda no próximo mês. No mesmo dia, o cabo José Paulo dos Santos da Silva, 26, lotado no 9º BPM (Rocha Miranda), foi baleado de raspão na perna durante confronto com traficantes no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, também na Zona Norte do Rio. O PM foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, sendo liberado após receber atendimento médico.

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Na terça-feira, dia 15, os policiais militares José Roberto Santos de Oliveira, 52, e João Rodrigues Russo Neto, 55, foram assassinados, no Engenho de Dentro, na Zona Norte. Eles eram responsáveis pela segurança do presidente da Companhia de Água e Esgoto do Rio (Cedae), Wagner Victer. Os PMs, que estavam em um Toyota Corolla preto, haviam acabado de deixar o presidente da Cedae na casa dele, na Ilha do Governador. Segundo testemunhas, os criminosos – que estavam em um Gol prata – impediram a passagem dos policiais, desceram do carro e efetuaram os disparos.

Horas antes, o sargento Celso Luiz Moreira, 40, lotado no 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), foi morto ao tentar evitar uma saidinha de banco – quando a pessoa é seguida e assaltada após efetuar saque em agência bancária ou caixa eletrônico – em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O PM estava de folga e percebeu quando um cliente que saía da agência do banco Itaú localizada na Estrada dos Bandeirantes foi abordado por dois homens em uma moto. Ao tentar impedir o assalto, o PM foi baleado – na cabeça, nas costas e no olho.

No dia 14 de setembro, o soldado Alessandro Fonseca Dias, 36 anos, lotado no 12º BPM (Niterói), estava de folga quando foi baleado pelo soldado Elias Medeiros Coelho, do 35º BPM (Itaboraí), que estava de serviço. O crime ocorreu no bairro Santo Expedito, em Itaboraí, quando o soldado do 12º BPM saía de um clube. O carro do PM, que era dirigido por sua mulher, Nívea Dias, colidiu com o do também soldado da PM Fredson Nascimento Pereira, lotado no Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE). Os três iniciaram uma discussão e uma viatura do 35º BPM que passava pelo local tentou intervir, mas um dos integrantes da equipe acabou atingindo Fonseca. Ele alegou ter agido em legítima defesa, mas foi autuado por tentativa de homicídio e encaminhado para o Batalhão Prisional Especial (Bep), em Benfica.

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Fotos: Pedro Pantoja

Polícia

Ao invés de trem, traficantes. Os trilhos da Estação de Manguinhos foram invadidos, no início da manhã desta sexta-feira, dia 4, por criminosos ligados à facção Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Complexo de Manguinhos, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. Para fugir do cerco montado durante operação realizada pela Polícia Militar no conjunto de favelas, os bandidos correram pelos trilhos, enquanto trocavam tiros com os PMs.

Polícia

A circulação de trens ficou interrompida por cerca de meia hora. A ação, planejada há cerca de uma semana, foi realizada com o objetivo de verificar informações sobre esconderijo de criminosos e locais de guarda de armas e drogas repassadas ao 22º BPM (Benfica) pelo Disque-Denúncia.

Polícia

As equipes da unidade chegaram às favelas, por volta das 9 horas, com apoio do 3º BPM (Méier), do 16º BPM (Olaria), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) e da Companhia Independente de Polícia Militar Cães (CIPM Cães). Dois veículos blindados foram usados na operação, que durou duas horas e terminou com dois presos e três detidos, além de armas e drogas apreendidas.

Polícia

“Fizemos um cerco para evitar fugas e proteger os motoristas que trafegam nas proximidades, mas cerca de oito criminosos conseguiram escapar, correndo pela linha do trem”, revelou o comandante do 22º BPM, tenente-coronel Amaury Simões, explicando que um grupo entrou no Complexo de Manguinhos e outros PMs foram distribuídos ao longo da Rua Leopoldo Bulhões e da Avenida Martin Luther King, antiga Avenida Automóvel Clube – principais acessos ao conjunto de favelas.

Polícia

Dois homens armados conseguiram ser alcançados e presos. Eles foram identificados como Gerson Silva dos Santos, 27 anos, e Rodrigo Bernardo, 21. Outros três suspeitos foram detidos e levados para a delegacia.

Polícia

No total, os PMs apreenderam um fuzil 762, uma espingarda calibre 12, dois revólveres calibre 38 e três pistolas – calibres 380, 45 e nove milímetros, além de 700 pedras de crack, 146 papelotes de cocaína e 10 quilos de maconha prensada. A droga ainda seria embalada. O registro foi feito na 21ª DP (Bonsucesso).

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De acordo com a SuperVia, concessionária que administra os trens, a circulação dos trens no ramal Saracuruna foi interrompida das 9h41m às 10h19m para a segurança dos passageiros. Cerca de 500 operários do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que trabalhavam no canteiro próximo à entrada da Favela Mandela foram transferidos para as obras que ocorrem dentro do terreno do antigo Depósito de Suprimentos do Exército (Desup), em frente à Favela do Jacarezinho.

Polícia

O Complexo de Manguinhos é composto pelas favelas Vila Turismo, Parque João Goulart, Parque Carlos Chagas ou Varginha e Mandela de Pedra, além de Parque Oswaldo Cruz ou do Amorim e os Conjuntos Habitacionais Nelson Mandela e Samora Machel.

Polícia

“O Complexo de Manguinhos e a Favela do Jacarezinho são os grandes distribuidores de drogas do Comando Vermelho. Daqui, eles abastecem todas as outras favelas da mesma facção criminosa. Nossa intenção é realizar operações constantes na região para reprimir esse tráfico”, ressaltou o coronel Amaury, que está à frente do 22º BPM há pouco mais de um mês.

Polícia

Líder de Manguinhos está em presídio de segurança máxima

Apontado pela Polícia como dono do Complexo de Manguinhos e responsável pela venda de drogas também no Complexo do Alemão, Alexander de Jesus Carlos, o Choque, 34 anos, foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, no início do mês de novembro do ano passado. Ele é considerado um dos bandidos mais perigosos e violentos do Rio.

Ele foi preso no final do mês de outubro por policiais da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) na Praia de Jacumã, na Paraíba, a 20 quilômetros de distância da capital João Pessoa.

Polícia

Relembre:

Cenário de guerra em Manguinhos

Polícia sufoca Manguinhos: 22 presos, 25 armas e 4 mortos

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Fotos: Pedro Pantoja

Policia

Quatro dias após o início da guerra entre duas facções criminosas pelo controle das bocas-de-fumo dos morros Serrinha e Juramento, nos bairros Madureira e Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, cerca de 80 policiais militares de quatro batalhões realizaram uma operação nas duas comunidades, no início da manhã de ontem. O saldo da ação – que contou com o apoio de dois helicópteros e três veículos blindados e durou cerca de três horas – foi de três acusados de envolvimento com o tráfico mortos e um preso, além de drogas e armas apreendidas.

Policia

As equipes se concentraram no 9º BPM (Rocha Miranda), por volta das 3 horas, e depois se reuniram no 14º BPM (Bangu), de onde saíram, cerca de três horas depois, em direção aos morros. Assim que os PMs chegaram na Serrinha, houve confronto. Dois criminosos foram atingidos na troca de tiros com o Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9º BPM e levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Com eles, os policiais apreenderam um fuzil calibre 762 e uma pistola nove milímetros, além de munição.

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Em outro ponto do Morro da Serrinha, o Patrulhamento Tático Motorizado (Patamo) do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) apreendeu quantidade de haxixe, cocaína e maconha, além de rádios de comunicação, roupas pretas usadas pelos bandidos para facilitar a camuflagem e gandolas do Exército.

Policia

Um homem identificado como “João Grandão”, morador da Favela da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, foi surpreendido por policiais do 9º BPM no momento em que tentava se esconder perto da Igreja São José. Ele estava com uma pistola nove milímetros e, segundo a Polícia, estaria dando apoio aos comparsas para evitar a invasão de traficantes rivais.

Policia

Os morros da Serrinha e do Juramento – assim como a Favela da Coréia – são controlados pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Na madrugada do último sábado, traficantes do Comando Vermelho (CV) tentaram invadir o Morro do Juramento. A ação teria sido liderada pelo Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, com apoio de grupos do Morro do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul.

Policia

A intenção, segundo investigações da 27ª DP (Vicente de Carvalho), seria encontrar refúgio para criminosos que eram de áreas onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), como a Favela Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Policia

O preso foi encaminhado para a 29ª DP (Madureira) e os baleados que foram levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas não resistiram aos ferimentos. Um outro homem atingido durante a troca de tiros também morreu, ao chegar na mesma unidade de saúde. Além das duas pistolas e do fuzil 762, os PMs apreenderam outras três armas: uma submetralhadora nove milímetros, um fuzil 556 e uma escopeta calibre 12. Todo o material apreendido foi levado para a 29ª DP.

Policia

“O objetivo é manter a paz no local. Na segunda-feira já havíamos feito uma operação no Juramento e os criminosos da Favela da Igrejinha que estavam lá acabaram indo embora”, declarou ao final da operação o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Edvaldo Camelo, ressaltando que o patrulhamento continuará reforçado em toda a região.

Policia

“A operação acabou, mas vamos continuar reforçando o policiamento na área. O saldo foi positivo, pois não tivemos policiais e nem moradores feridos e retiramos grande quantidade de armas e drogas das mãos de criminosos”, enfatizou o coronel.

Policia

A tentativa de invasão ao Morro do Juramento teve início na noite de sexta-feira, quando cerca de 100 traficantes armados e vestidos com roupas semelhantes à farda do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram à comunidade. Eles atravessaram o Morro do Juramentinho – que tem ligação, através da mata, com o Juramento, e integra o Complexo do Alemão. Os dois morros fazem parte do mesmo maciço.

Policia

Na tentativa de cercar a comunidade, parte dos criminosos do CV vieram pela passarela da estação de metrô de Tomás Coelho. Ao avistarem os rivais, traficantes do TCP que estavam no alto do morro atiraram. Policiais militares que realizavam patrulhamento na Avenida Martin Luther King ficaram no meio do fogo cruzado. Cinco deles ficaram encurralados e acabaram sendo baleados. Eles só conseguiram ser resgatados com a ajuda de um PM morador do bairro. Lotado no 25º BPM (Cabo Frio), na Região dos Lagos, o cabo Mauro Silva Mendes, 37 anos, passava pelo local com seu Mitsubishi Pajero blindado e usou o carro para furar o bloqueio.

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No fim da tarde do dia seguinte, no domingo e na segunda-feira houve novos confrontos e mais incursões policiais que resultaram em outros tiroteios. No sábado, a circulação das composições do metrô chegou a ser interrompida por 12 minutos, na estação de Tomás Coelho.

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Luiz Cláudio Cândido da Silva, o Claudinho Nonô, 37 anos

Luiz Cláudio Cândido da Silva, o Claudinho Nonô, 37 anos

Apontado pela Polícia como gerente do tráfico de drogas da Favela Vila Aliança, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, Luís Cláudio Cândido, o Claudinho Nonô, 37 anos, morreu ao trocar tiros com agentes do Serviço de Inteligência (P-2) e policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 14º BPM (Bangu), na noite desta quarta-feira, dia 12.

Nonô era um dos traficantes mais procurados do Rio

Nonô era um dos traficantes mais procurados do Rio

Um outro traficante, identificado como Bebeto, também não resistiu após ser baleado no confronto. Os dois chegaram a ser socorridos pelos próprios PMs e levados para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo.

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Com Nonô, os policiais apreenderam um fuzil 556 e, com seu comparsa, foi achada uma pistola nove milímetros. Os PMs chegaram na favela para checar uma informação repassada ao Disque-Denúncia (2253-1177) e foram recebidos a tiros pelos criminosos ligados à facção Terceiro Comando Puro (TCP) que controlam a venda de drogas no Complexo da Coréia – composto pelas favelas Coréia, Vila Aliança, Rebu, Taquaral e Jabour, que cortam os bairros Senador Camará, Realengo e Bangu.

ARMAS

A Favela da Coréia é uma das mais bem armadas do Rio. Em 2004, a polícia encontrou no local 161 granadas, 30 mil projéteis e oito minas terrestres. Em abril deste ano, Claudinho Nonô mandou matar sete comparsas por desconfiar que algum deles poderia estar envolvido no seqüestro de sua mulher e filha de um ano de idade, ocorrido duas semanas antes. Na tarde do dia 27 de março, um grupo de homens vestidos de preto cercaram a Kombi onde estavam as duas e as levaram, exigindo as armas e o dinheiro que Aranha teria deixado enterrado antes de morrer. O traficante pagou R$ 40 mil de resgate.

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O traficante Claudinho Nonô assumiu a Vila Aliança após a morte de Leonardo Fragoso da Silva, o Léo Vascão, 26 – que morreu em fevereiro – e Juarez Mendes da Silva, o Aranha – morto no mês seguinte. Os dois, em troca de tiros com equipes do 14º BPM. No dia 24 de abril, outro líder do tráfico na região, Márcio da Silva Lima, o Tola, 35, foi preso.

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Arquivo Complexo da Coréia

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